[Música] Será que a educação pode vir acompanhada de alegria Será que a educação pode vir com um palhaço uma palhaça Será que a educação pode vir com coração e emoção nosso entrevistado de hoje do interioriza Varlei Xavier educador artista palhaço poeta que mais pai de dois gatos pai de uma filha esposo de uma esposa que se fosse dois eu seria bígamo e um pouco mais de outras coisas que a gente vai descobrir também que eu tô descobrindo agora é mesmo que que você tá descobrindo agora exatamente porque eu tô passando exatamente por aquele momento que
você fala de atualização de identidade né É mesmo Me conta mais ex porque eu também passei por um episódio como Muitos daqueles que você já ouviu e que você relata né então tem uma série de coisas que eu tô descobrindo sobre mim uhum através também de análise também estou me terminando minha formação em psicanálise então tem isso também então tem muita coisa ainda sobre mim que aos 44 anos eu ainda estou descobrindo gente que introdução maravilhosa Acho que foi o primeiro entrevistado da minha vida que tem a coragem de dizer não então tem um monte
de coisa que eu ainda não sei tô aprendendo ex a gente tá aprendendo o tempo inteiro né o tempo inteiro aliás um dos meus heróis na vida que é o Cláudio Tebas ele diz o seguinte maravilhoso ele fala eu morro de medo das pesso de eu de eu das pessoas acharem que eu tenho as respostas porque eu morro de medo que elas acreditem no que eu falo muito bem Olha esse papo vai ser muito curioso por Varlei eh você trabalhou já como inspetor de alunos a professor de de língua portuguesa Uhum tudo indo muito bem
obrigada até que eu sou professor de língua portuguesa e professor de teatro também né E nesse caminho em 2007 Eu tenho um primeiro episódio Aham eu já tava ouvindo ali sobre Burnout 2007 2007 tem um primeiro episódio na rede pública depois de uma série de de questões uma série de violências eu tenho primeiro físicas ou psicológicas as duas coisas as duas coisas e aí eu decido fazer uma mudança de carreira uhum né E aí eu comecei a trabalhar muito mais como professor de teatro embora ainda fazia algumas pequenas aulas de língua portuguesa até que esse
caminho ele vai se desenrolando para que eu me estruture muito bem como professor de teatro uhum e que dentro sempre da área do teatro estudantil que se o teatro já é uma área mal Vista mal remunerada imagina o teatro dentro da escola hum né quando isso acontece depois de 15 anos ali dentro daquela carreira sendo muito bem respeitado eu decido Por uma questão de escassez fazer uma mudança pro mundo corporativo né chega a minha a a minha filha com 12 anos em casa porque ela vem de uma uma adoção stiva adoção uhum e aí ela
foi aluna da minha espa então tem todo um histórico ali Uhum E ela vem e aí me vem aquela aquela choque de realidade de agora você não tem que comer agora você tem que dar almoço Ahã tipo a responsabilidade aumentou exatamente E aí eu faço uma mudança para o mundo corporativo dentro dos do mercado de educação setores de materiais didáticos sistemas de ensino e tudo mais Hum e isso me desconecta de quem eu sou eu passo 4 anos e meio dentro desse cenário até que o ano passado em Maio mais ou menos eu tenho o
primeiro episódio mais Sério hum passo por uns 15 dias de afastamento uhum retorno o retorno no primeiro dia foi muito acolhedor no quarto dia já foi assim preciso que você volte a a correr uma maratona uhum decido sair no dia seguinte vem uma proposta de uma outra empresa Uhum eu entro eu já entro adoecido Uhum E ali eu passo por um processo muito grave que me leva para a UTI Hum E eu permaneço meses ali em afastamento Até que em Fevereiro eu decido novamente ou ouvindo uhum as palavras de Isabela Camargo Hum você não vai
se curar num ambiente que te adoeceu uhum decido fazer uma mudança por conta própria por conta própria porque num determinado momento olha não aqui agora na hora de você voltar só tem isso aqui para você hum né que é para resumir volte a fazer o que você fazia é impossível né impossível Qual foi o diagnóstico e quando você tava na UTI quando eu estava na UTI eu explicando todo o caso para o médico ele falou você tá em Burnout uhum falei Doutor por favor então você coloque no atestado Burnout porque naquele primeiro episódio em Maio
de 2023 aconteceu a mesma coisa falou você tá em Burnout os dois diagnósticos saem depois como depressão e ansiedade até hoje eu não sei explicar porquê porque eu falei por favor coloque no no no atestado quando eu saio a na hora que a enfermeira me entrega ela fala assim não o doutor colocou esse porque esse daqui já contempla eu não sei dizer eu não sei se é medo dos médicos de de de falar de de colocar a respeito porque eu tava num contexto de muito assédio de muita pressão uhum não sei explicar porquê E isso
também me complica na minha saída né Uhum porque Teoricamente eu não tenho como provar Hum que eu estava em Burnout que a minha doença era ocupacional Uhum mas era quando você me quando você levanta a questão eu não sei dizer se eles não fizeram isso por medo ou não você quer resposta quero nós já conversamos isso inclusive com a d Ana Paula pena aqui neste estúdio do am Mauro num programa do interior que estava ela no seu lugar eh uma advogada trabalhista uma médica também nós quatro falando sobre isso e a Dra Ana Paula pena
disse muito bem muitos médicos T medo de colocar o diagnóstico correto Por Retaliação só que muitos médicos também se esquecem que também podem desenvolver o Burnout por quê vamos lá Marlei você quando começa a sua trajetória eu tô entendendo que começou na educação os profissionais da educação e da Saúde de acordo com a Cristina masl que é uma uma das principais pensadoras da década de 80 ela lança um livro o título era the cost of caring o custo de cuidar e ela coloca os profissionais da saúde e da educação como os principais sensíveis profissionais sensíveis
ao Burnout por quê com o idealismo que agora outro dia a gente estava num evento de educação e aí teve um profissional de saúde inclusive falou assim é mas o profissional que tem bornal ele é muito Idealista E aí eu fiquei confusa agora isso não é uma característica boa uma característica ruim não sei você me diz é boa ou ruim ser Idealista eu sofro todos os dias o os custos de ser Idealista mas eu não consigo ser outra pessoa eu também bate aqui muito bem muito bem então vamos voltar eh então respondendo os médicos têm
medo assim como outros profissionais também que eh poderiam aceitar tô falando só de aceitar a entender hum realmente né a sociedade evolui as consequências evoluem as leis evoluem e assim por diante Mas vamos voltar então lá o seu caso aí você disse que tava vivendo alguns tipos de assédio e eu recebo um livro digital do varley chamado fratura exposta a poética de um Burnout foi assim que eu conheci o varley a Tati nos nos apresentou digitalmente e Cá estamos então presencialmente para compartilhar com você essa trajetória do varley e que agora nos presenteia com um
livro digital chamado fratura exposta a poética de um Burnout como é que você conseguiu ainda encontrar inspiração no meio de tanta dor porque só quem não tem condições de levantar um cotonete Sabe o que eu tô falando Uhum Mário Quintana poeta que eu amo hum tem um poema que diz o seguinte das da vez primeira em que me assassinaram perdi um jeito de sorrir que eu tinha depois de cada vez que me mataram foram Levando qualquer coisa minha E aí ele o o poema segue dizendo que a única coisa que sobrou daquele defunto ele usa
exatamente essa palavra foi um toco de vela no meu caso o que sobrou foi a voz e quando eu bebi muito da sua fonte Isa no sentido de ouvir ah muitos podcasts onde você foi eh eu tô com ainda estou com a minha capacidade de leitura comprometida e isso para um professor de português é dificílimo assumir Total eu bebi muito dessa fonte e eu lembrei muito sobre danos existenciais e tudo mais e aí eu fui percebendo que a única coisa que me sobrou foi a voz e o que estava sempre dentro de mim sempre foi
a poesia o meu primeiro poema que na verdade era uma frase eu ditei pro meu pai nem lembro mas era um poema sobre o Plano Cruzado você vai entender mas muita gente aqui tá não vai não vai entender né Tá e e eu sempre escrevi legal desde pequeno então quando eu virei inspetor o meu principal trabalho era um trabalho voluntário com as crianças de poesia uhum a poesia sempre teve lá foi que me levou para fazer teatro porque eu sempre gostei de recitar poesia então eu precisei resgatar a poesia para me reencontrar comigo mesmo então
foi aí que eu comecei a escrever e o e o livro mais do que o desejo de ter uma publicação de um livro físico é um rito de passagem eu decido que eu vou fazer o lançamento digital no dia que eu assino a minha carta de demissão Hum e aí é que eu começo fazer um processo ali para lançar de digitalmente o o livro de poemas então ele ele é mais um processo catártico do que talvez um desejo de uma obra literária tem uma das páginas aqui que eu tô vendo o crachá posso falar posso
dar esse spoiler po a imagem é um crachá tá vou pedir pra Nossa edição depois colocar a imagem é um crachá e tá aqui ó vida resumida a função exercida em horário comercial exatamente mas o Varlei como é que nós vamos encontrar esperança em tudo isso que a gente tá falando porque tudo que você tá vivendo tá descrevendo é muito triste você tem que parar na UTI né para fazer uma mudança de uma vida que você já sabia que hum desse Nesse Ritmo aqui nós não vamos vamos conseguir continuar né E especialmente no bem de
educação ou seja nós estamos eh colocando pessoas doentes e adoecidas cuidando das crianças que queremos que sejam as as salvadoras do planeta se a gente não consegue salvar nós nós queremos que como é que vai ser Pois é vamos adicionar mais um dado aí que talvez entristeça mais para que depois a gente possa fazer um outro movimento B tá bom o primeiro trabalho onde eu permaneci durante 4 anos e meio ali era um material didático sócioemocional Tá mas num determinado momento tudo vira a mercadoria hum Uhum Então um dos meus poemas que aí é um
Haikai super curto diz planilha vale mais que olho que brilha então Eu muitas vezes eu era chamado para encantar as pessoas não é por isso não é à toa que eu tenho encantamento aqui no meu no meu braço muitas durante a pandemia eu fui a pessoa chamada para ir pro escritório mesmo em lockdown para gravar vídeos de aulas digitais aí os alguns roteiros começaram a não vir a não vir tão bons então eu comecei a roteirizar também os vídeos Uhum E aí gravava às vezes chegava em casa a 11 da noite para gravar no dia
seguinte em todo aquele contexto só que isso não entra pra conta do contrato acenado Uhum E tem um Outro fator que é dentro destas empresas o assédio ou todas essas questões de cobrança e pressão ela vem dentro de um sistema que eu chamo no livro também de veladamente Cruel Uhum que é Olha nós estamos cuidando de você Uhum você é uma pessoa importante para nós o nosso maior ativo são as pessoas Uhum mas na verdade você tem que pegar voos de madrugada e aí você ouve a justificativa mas agenda quem faz é você só que
nessa agenda que você faz não tá à conta da Meta que você tem que bater então a sua meta é alta Uhum E aí assim organize-se em cima mas a a quantidade de pratos para pilhar e sempre é inventado o novo prato hum vira algo insustentável ou que foi insustentável para mim uhum E aí me vem uma sensação muito difícil de fraqueza daqui a pouco o papo vai ficar fofo tá pouco vai ficar bonito mas me vem uma sensação de fraqueza de [ __ ] de eu sou a pessoa que não aguenta pressão eu sou
sensível demais eu cheguei a ouvido de uma gestora você precisa ter uma casca mais dura você precisa eu sou chamado para todos esses movimentos porque eu sou artista mas eu você eu ouço você precisa sentar mais na caixa da sua função hum uhum vi o agora um post que você fez sobre os sapatos Uhum é exatamente isso num determinado momento eu tava me vendo para encaixar me encaixar uhum se encolhendo uhum essa publicação que Val tá dizendo é uma provocação que eu faço com o sapatinho da minha filha né que um determinado momento quando eu
fui colocar o sapatinho nela não servia mais né A gelina tá crescendo graças a Deus e aí a hora que eu vejo aquele sapatinho eu pensei ou eu reclamo que não serviu ou eu agradeço porque se eu ficar insistindo colocar o pezinho dela aqui vai machucar Uhum Então quando a gente se encolhe né para caber nos lugares é sempre muito muito muito difícil você vai adoecer C do tarde e aí falando nisso eu pego aqui mais um poema do seu livro doente de relógio inflamação crônica muitas horas comprimidas em pequenas doses de vida Que coisa
mais linda é triste no máximo mas que coisa mais linda é essa leitura não é uma leitura Alegre não é uma leitura agradável no prefácio Inclusive eu falo sobre isso assim né mas era algo que eu precisava foi muito bom por exemplo eu ouvi de uma aluna que está próximo do que nós chamamos de Burnout já foi para na enfermaria da empresa uhum falando Varlei eu precisei comprar seu livro quando eu tava indo pr pra enfermaria Uhum E eu me senti acolhida eu senti que eu não tô sozinha senti acolhida não tava sozinha eh Janeiro
Janeiro Branco Setembro Amarelo o resto do tempo alerta vermelho não precisa né Uhum uhum que é exatamente isso que eu vivi E aí qual é a lição que você tira e o que que você hoje leva como um palhaço mesmo você se veste como é como é que você faz agora esse trabalho na educação desse tema legal esse trabalho ele já existia antes de eu entrar para para essas empresas né oficialmente oficialmente ele começa a surgir lá em 2007 quando eu tô naquele período e eu vejo a escola doente vejo o trabalho que se faz
em palhaços e Hospital Estou me formando ali na na no no curso de formação de atores e Eu me faço a seguinte pergunta se tem palhaço em hospital por que que não tem palhaço na escola se a escola às vezes é um lugar tão doente ou mais doente do que um quarto de UTI nesse caminho eu começo a experimentar a linguagem do palhaço em sala de aula Hum mas não o palhaço professor que se se veste ali usa o que a pessoa o pessoal chama de fantasia hum a linguagem do palhaço é aceitação da sua
falibilidade é mesmo é o palhaço ele não leva alegria não tem a escritura da Alegria quem diz isso também é meu amigo Cláudio Tebas hum ele é a imperfeição Por que que a gente ri do palhaço Você vai no circo Então vamos supor que você leva a gelina do circo Uhum aí você tem lá as pessoas que estão Andando na Corda Bamba Você tem o mágico que faz coisas maravilhosas aí você tem a pessoa que dá salto mortal aí vem o palhaço aí vem o palhaço tropeça cai ri toma tapa na cara toma tortada na
cara e aí ele olha pra gente e a gente se reconhece nele ele é a única pessoa falível no circo e é por isso que a gente ri Hum e aí o que que o palhaço ele faz na educação ele é imperfeito ele não entra para ensinar na educação todo mundo quer mostrar paraa criança mostrar pro para quem tá ali o que é certo uhum o palhaço ele entra PR ser imperfeito então ele entra ele senta com as crianças Uhum e ele pergunta o que tá acontecendo Hum e a partir daí ele vai errar só
que ele tem que errar dentro de uma zona de aprendizagem para que a criança Olhe E aí é lindo acontecer quando acontece isso criança Fala Pera Ah pera aí entendi ela vai ajudar o palhaço nesse processo Hum que lindo quando ela faz isso ela aprende não só o conteúdo mas ela desenvolve linguagem ela desenvolve competências socioemocionais então o palhaço ele entra para ser um instrumento na educação mas numa educação em que nem as pessoas não são perfeitas as pessoas precisamos uma das outras exatamente eu falo que a gente combate uma doença degenerativa que se chama
medo de errar Ah isso é fantástico e esse trabalho surgiu também porque eu errei uma conta de matemática quando eu era criança e a relação e a reação da professora foi horrível Hum E eu nunca mais fui bom em matemática Hum então o que que eu quero quando a gente vai pra sala de aula hum mostrar que o erro ele é um material extremamente rico pra gente mostrar para onde a gente vai vai então o que o palhaço faz em sala de aula é manifestar o melhor erro possível melhor erro como é que essas duas
palavras estão juntas quando o palhaço ele descobre onde a criança está e ele erra um passo atrás uhum pra criança conseguir exatamente E aí acontece um movimento lindo durante todo esse processo que eu vivi eu resgatei a poesia e eu resgatei esse sonho porque eu fiz um ted Talk em 2019 bem no período onde eu fiz a minha transição e eu resgatei esse sonho porque nesse caminho a gente montou uma ONG Uhum E a ONG assim ela tava muito muito mais devagar do que ela poderia Hum então quando eu decido sair é bem com o
intuito de levar palhaços para cinco regiões do Brasil e é lógico Isso tá muito longe de acontecer nós estamos em duas escolas hoje mas se a gente é Idealista E se a gente é romântico eu não posso me ocupar de uma outra coisa que não seja trazer o lírico o lúdico eu sou a mistura dessas coisas eu sempre fui aquele palhaço com a lágrima no rosto sabe não que necessariamente o meu Palhaço ele tenha isso mas sabe aquela aquele bem estereótipo do cara que ele é engraçadão eu eu encontrei o meu meu espaço na escola
como o o bobo Hum como o palhaço da turma Hum então eu mas eu sempre fui muito mais sensível aquela pessoa que gostava de escrever poesia que se apaixonava então eu tô de volta para essas duas coisas você se reencontrou exatamente você precisou viver a dor ou seja o Burnout né que é uma fratura exposta uhum para se reencontrar exatamente Então você renasceu em vida tô renascendo ainda acho que tô num processo assim eu tô um bebezinho ainda porque tá muito recente né então e a gente a gente tem que ser muito honesto e falar
que assim a recuperação é muito demorada é sabe que no início quando alguém alguém me perguntou isso e aí eu falei não sabia a resposta claro né eu tava vivendo e aí uma grande amiga Carol MS um beijo Carol ela falou assim paraa mim Isa 4 anos no mínimo eu ah que lenta né Carol sabe disso eu Imagina que absurdo ela demorou tanto eu não vou demorar tudo isso uhum até doente a gente se acha né num tanto que a gente não espera o tempo de recuperação daquilo que te destruiu é então demora tá porque
não chega de um dia pro outro então não vai embora de um dia pro outro é eu ainda me sinto do vagabundo porque na UTI a minha impressão é que eu tava enganando os médicos né assim eu tinha a Clara impressão de que assim nossa eu tô aqui mas olha eu tô bem eu tô enganando os os médicos agora uma uma pergunta o seu livro eh se chama Burnout uma fratura exposta uhum fratura exposta a poética de um Burnout fratura exposta Ah tá fratura exposta a poética de um Burnout mas o Burnout ele não está
exposto você acha que seria melhor se ele tivesse exposto Com certeza Porque durante todo esse processo eu falava assim tudo que eu queria era uma perna quebrada Inclusive tem um poema que eu gosto muito que eu acho que ele diz de de de uma forma muito clara exatamente o que eu ainda vivo conta para nós que diz o seguinte abateu-se sobre mim a quebra a combustão o carvão queimado a fim não retorna a seu estado doença que não se vê identidade decomposta tenho neurônios em fratura exposta Uhum é bem is mesmo agora enquanto nós não
podemos eh mostrar né a a a dor que ainda é invisível Ainda temos ainda muito muito preconceito que os seus poemas então que o seu trabalho ajude a dar dignidade a todos os assuntos você já me trouxe aqui e eu acho que você provavelmente aprendeu junto comigo aqui no interioriza qual é a figura de um Palhaço Uhum que é colocar uma uma figura no caso da escola ele pode ser instrumento inclusive PR as crianças ensinarem achoi isso maravilhoso Pois é e isso vai prevenir lá no futuro que nós não tenhamos adultos que cheguem nas posições
de trabalho todas elas Uhum que entendam que errar não faz parte que eu preciso esconder o erro uhum um espaço que não tem a segurança psicológica então fal agora é o nosso meu o meu desejo enquanto ali pessoa que tá à frente do Instituto é criar um espaço embora ninguém ainda seja empregado ali mas com a minha diretoria com a minha equipe de segurança psicológica um espaço onde eu discuto com as minhas palhaças assim gente se a gente trabalha com medo de errar e vocês não Manifest não entenderem que isso faz parte também eu tô
fazendo algo de errado então assim não se cobrem tanto porque vocês vão se vão adoecer então a gente faz muito esse movimento do Diálogo Mas eu acredito que ainda é um começo assim então eu eu tô no movimento de construir este espaço com os meus para que a gente possa construir com as crianças e aí quem sabe um momento que eu não esteja mais aqui alguma coisa começa comece a mudar porque a gente sabe que a mudança ela demora também né mudança cultural vamos lá eu ia falar sobre a questão da segurança psicológica e foi
bom que você já trouxe Então quando você me trouxe a questão do erro isso para mim a música tá por a segurança psicológica é um movimento que começou oficialmente na década de 90 nos Estados Unidos na Universidade de Harvard com a engenheira emed monson né Harvard engenheira década de 90 e ela tem um livro chamado a organização sem medo em que Ela estudou qual era a diferença entre as empresas que tinham erros e cresciam e as empresas que tinham erros e fiam onde ela encontrou a a a grande Bala de Prata que todo mundo busca
quando você trata um erro de forma pedagógica crescimento quando você trata o erro de forma punitiva falência E aí nas empresas eh com quando eu falo isso a turma me olha assim do tipo então eu vou ter que eh eh conviver como com o erro de forma pedagógica Você vai precisar ouvir e entender Quais foram as as intenções daquela pessoa que errou Na tentativa de acertar existem pessoas que erram na tentativa de errar mesmo e nós estamos falando de caráter nós não estamos falando de né de aprendizado Então quando você me traz que agora você
tá pegando toda a sua experiência como educador levando essa linguagem como palhaço para para as empresas faz todo sentido ou seja o quanto a gente tá abrindo mão de ideias soluções punindo quem erra uhum Professor Saturnino De La Torre é um professor da universidade de Barcelona ele tem um livro de natureza pedagógica chamada aprender com erros o erro como estratégia de mudança Uhum é maravilhoso esse livro porque ele traz um gráfico sobre os tipos de erro né então tem quatro quadrantes então existem erros Lógico que nós não queremos que aconteça por exemplo um piloto de
avião nós não queremos que eles errem só que para esse piloto ter segurança na hora de pilotar o avião ele tem que ter errado antes exato E aí no tem um quadrante que é o quadrante da direita depois eu te mando esse gráfico que é super legal ótimo ele vai falar de processos construtivos eh no canto de cá no canto direito tá a arte é no canto de L do Canto de cá está os estão os acidentes as falhas Mortais e tudo mais Hum então ele vai falar que os erros que muito nos interessam corrigir
são os erros que estão neste quadrante e tal é muito legal depois eu compartilho contigo gostei já vou avisar aqui atenção edição tá pra gente colocar esse gráfico Varlei indo aqui pro nosso pra nossa conclusão hoje você então tá dirigindo o Instituto palhaço aprende Uhum E quem quer acompanhar mais o seu trabalho de repente quer também o seu livro Como nós podemos fazer bom você pode Amigo Internauta entar aí no meu Instagram @var leaver ou no Instituto no Instagram do Instituto que é @paco aprende e ali você vai ter acesso ao meu livro vai você
vai ter acesso a outras coisas que eu estou fazendo também importante dizer is aproveitar esse espaço que nós estamos aprovados na lei ranet Uhum E agora o nosso maior desafio é captar recursos para que as empresas nos ajudem para levar esse trabalho para as escolas públicas legal então o projeto já está aprovado então eu costumo dizer que nós já temos o dinheiro tá na conta de vocês ajudem a gente ou seja já Vocês já estão com o dinheiro que já vend da Lei Ron agora é executar exatamente então é a dedução fiscal né então a
gente precisa que empresas façam o aporte pra gente para que a gente comece a executar e comece a ampliar esse trabalho para que no futuro a gente capacite pessoas em outros lugares do Brasil e aí sim a gente comece a chegar um pouco mais perto desse sonho excelente gostei demais da nossa conversa você gostou Nossa demais você sabe quando você se imagina batendo bola com uma um craque hã então por exemplo você falou tava falando que trabalhou com buchar né Imagino que deve ser uma coisa maravilhosa ou vamos imaginar uma pessoa que é atleta vou
jogar bola vou bater bola sei lá com Ronaldinho Gaúcho com Zico é o que eu tô sentindo aqui hoje né tô batendo bola com uma craque aqui então para mim tá sendo maravilhos estamos somando estamos somando meu querido Varlei Xavier que que história trouxe Total aqui uma uma uma reconfiguração sobre o palhaço e antes de fechar eu ouço muitas pessoas dizendo que tem medo de palhaço então nós também já estamos fando aqui o papel verdadeiro do palhaço porque a figura dele também foi sim destroçada né nos últimos tempos sim e o medo do palhaço ele
precisa ser acolhido então quando a criança quando a gente entra em sala de aula a primeira coisa que a gente faz antes de entrar é observar se tem alguma criança com medo e aí e aí a gente mostra pra criança que nós não vamos invadir o espaço dela você fica aí que eu fico aqui e não vou chegar perto de você O que costuma acontecer é que no final da aula a criança já tá perto ou a gente retira a criança da sala ou a gente retira o palhaço da sala naquele momento acontece um processo
e naturalmente o palhaço ele é sendo trazido para aquela realidade e as pessoas têm medo de palhaço por vários motivos porque lógico tem um monte de de obras de ficção que vão tratar essa figura como uma figura enigmática e aí ela é né se a gente tem uma máscara ali que que cobre o rosto de alguém porque o de repente dentro da maquiagem ela é muito carregada tem também a questão do que eu brinco dos Palhaços de açogue que é vai inaugurar um açogue ali na esquina aí eles pegam uma pessoa que não tem preparação
nenhuma botam uma fantasia um nariz vermelho e aí essa pessoa tá com microfone grita dá nó no no na cabeça da do do cabelo então o mau uso da a linguagem também tem esse movimento Mas nós somos muito respeitosos com o o medo de palhaço ou seja existe uma origem Assim como nós também somos muito respeitosos com aqueles que ainda acham que Saúde Mental é uma bobagem né existe muita história por trás de todo esse preconceito temos muito trabalho pela frente né Varlei que a gente possa então descansar né se incluir na própria agenda pra
gente poder continuar Obrigada meu querido Eu que agradeço até breve você que nos acompanha até aqui já sabe né o que fazer compartilha com quem você quer bem deixa um comentário e a gente se encontra no próximo interioriza com mais ideias que já passaram do tempo da gente assimilar até mais [Aplausos] [Música]