Olá, moçada! Bom dia! Sejam bem-vindos mais uma vez.
Espero que todos estejam em paz hoje, 26 de janeiro, com mais uma meditação histórica, ainda de Marco Aurélio, em suas extraordinárias meditações, intitulada "O Poder de um Mantra". Olha, deixa eu fazer um comentário muito pessoal aqui, coisa que eu faço pouco, né? Como professor de história da filosofia, eu não gosto muito dessas misturas de sabedoria oriental com sabedoria filosófica.
Mas isso é por causa de um preciosismo técnico meu como professor de filosofia grega antiga e romana, né? Então, depois, até os comentadores do livro fazem algumas considerações sobre essa meditação do Marco Aurélio, falando de aula de yoga, mantra e fala sagrada. Não sei que isso pode levar a uma concepção que é historicamente errada.
E aí, cada um faz o que quiser, quem estiver assistindo aqui. Cada um faz da sua vida o que bem entende. Isso aqui é só uma nota técnica do professor, tá?
Então, assim, gentileza: não misturar mantra, palavras sagradas e místicos com a meditação estóica que nós vamos fazer aqui. Pois bem, "O Poder de um Mantra", de Marco Aurélio, apaga as falsas impressões de tua mente. Repetindo para ti mesmo: "Tenho em minha alma o poder de me manter afastado de qualquer mal, desejo ou perturbação.
" Em vez disso, vendo a verdadeira natureza das coisas, eu lhes darei somente o que lhes é devido. Dar as coisas somente o que lhes é devido. Sempre te lembra desse poder que a natureza te deu.
Só te perturba aquilo que você permite. Só te incomoda aquilo que você permite. Te incomode.
O mal está frequentemente associado ao modo como você vê as coisas e ao modo como você pesa as coisas, como você analisa as coisas que chegam até você. Portanto, repete para você mesmo, repete para você mesmo. E aí, é uma repetição que não é mística, não é mágica, não é heroica, não é do céu.
É um ato de decisão. Eu insisto o tempo inteiro porque isso é histórico. É um ato de decisão: "Tenho em mim o poder de me manter afastado de qualquer mal.
" Está em mim, não está fora. "Ai, o outro está fazendo isso comigo. " Não sei, mas e o modo como você lida com isso?
Por que você se permite sofrer diante disso? Isso é você ter um grau de controle extraordinário em relação a isso, mais do que você pensa. Desejo por você.
Deseja o que deseja. Se isso está te fazendo mal, perturbação, por que você se deixa perturbar por uma coisa se você pode, ou se você deve, ter controle sobre isso e fazer dessa perturbação algo que você dê um peso diferente na sua vida? Vendo a verdadeira natureza das coisas.
Pese bem cada uma delas e toque a vida como ela deve ser tocada. Portanto, aí depois vêm esses comentários, né? Assim: "Ah, então um mantra pode ser especialmente útil durante a meditação.
" Eu não vou misturar esses conceitos orientais com os conceitos ocidentais dessa filosofia porque nos permite bloquear todas as distrações e nos concentrarmos. Aí você fica lá: "Hum, não quero sofrer, não quero sofrer," como se isso fosse, embora, magicamente. E não é.
Não é um voluntarismo. Não é: "Ah, eu quero, eu quero deixar de sofrer. " [Música] Um pim!
Eu não vou sofrer porque eu tenho um controle racional sobre isso, eu tenho um controle lógico sobre isso. O nome disso é ciência. É ciência, em sentido socrático, de a virtude associada ao conhecimento.
Eu sei que não preciso dar esse peso todo ao que está acontecendo, nessa minha relação com os outros, na minha relação com o meu trabalho, na minha relação com a minha casa, com a minha vida. Eu não preciso despiorar diante de tudo, eu não preciso enlouquecer, não preciso delirar. Eu retomo as rédeas, respiro baixo, adrenalina, temperança.
Temperança era apropriado. Portanto, aí tem um comentário que talvez seja interessante: "Tenho dentro de mim o poder de manter essas coisas ruins afastadas de mim. " E eu tenho, eu tenho, só não é fácil.
Mude o fraseado como quiser, essa parte depende de você. Só é ofendido quem se deixa ofender, só sofre quem se deixa sofrer, só se sente perturbado quem se deixa perturbar. Beijão para vocês!
A gente se encontra aqui amanhã. Até mais!