A guerra do Paraguai, conhecida por esse nome no Brasil e como guerra da tríplice aliança na Argentina e no Uruguai, ou ainda a guerra Guaçu ou Grande Guerra no Paraguai, foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América Latina. E como foi a vida e qual a imagem de Francisco Solano Lopes, ditador do Paraguai, durante a guerra? [Música] Sejam bem-vindos ao Nurodologia de História.
Meu nome é Felipe Figueiredo, formado em história, colunista, podcast, YouTuber e professor. Entenda mais sobre a América Latinaia sobre a vida e imagem de Solano Lopes. Francisco Solano Lopes, presidente do Paraguai de 1862 até sua morte em 1870, pode ser visto como um ditador autoritário que causou a ruína de seu país ao levá-lo a uma aventura militar e rejeitar a paz.
também pode ser visto como um líder nacional que buscou manter a soberania de seu país perante vizinhos maiores e mais poderosos e estabeleceu parte das fundações do Paraguai contemporâneo. Ambas essas visões são provenientes de narrativas construídas especialmente depois da guerra, como parte da construção da identidade nacional paraguaia, que tem na guerra da tripse aliança um evento decisivo. Francisco Solano Lopes Carrijo nasceu em Manorá, uma região da capital assunção, em 24 de julho de 1827.
Ele foi o primeiro filho de seus pais que haviam se casado no ano anterior, o jurista Carlos Antônio Lopes e Juana Pabla Carrijo, de uma tradicional e abastada família de origem espanhola. Posteriormente, Solano Lopes recebeu uma vultosa herança de sua família materna. Além disso, por ter nascido em uma família da aristocracia paraguaia durante a ditadura de José Gaspar Rodrigues de França, Solano Lopes foi um menino e jovem que teve uma educação muito privilegiada comparada com o restante da população no período, com tutores particulares.
Alguns documentos da época dizem que Solano Lopes estudou, além de casteliano e guarani, os idiomas nacionais paraguaios, inglês, português, francês e latim, e teria uma grande oratória desde menino. E esse Nerodologia é um oferecimento de Caspersk. Está sentindo um pouco restrito com os conteúdos que assiste ou precisando acessar alguns dados sensíveis do seu banco.
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Confere o link aqui embaixo. Em 1841, o ditador José Gaspar Rodrigues de Frância morreu e foi instituída uma junta provisória de governo para sucedo, formada por Carlos Antônio Lopes e um militar como cônsules. Pelos anos seguintes, um tramou contra o outro, até que Lopes conseguiu exilar seu rival e tomar o poder completo em 1844, algo formalizado por um Congresso composto por seus aliados.
foi outorgada uma nova constituição com enormes poderes para o presidente. Como mencionamos no vídeo sobre as causas da guerra do Paraguai, o novo governo buscou romper o isolacionismo paraguaio e estabeleceu boas relações com o Reino Unido para modernizar o país. Além de formalizar suas relações com os vizinhos Brasil e Argentina, ele expandiu educação pública e obras públicas, incluindo a enorme fortaleza de umaitá, que guardava a fo do rio Paraguai e impedia a navegação rio acima.
Carlos Antônio Lopes nomeu seu filho como general do Exército Paraguai quando Solano Lopes tinha apenas 18 anos de idade. Ele comandou as forças paraguaias na fronteira com a Argentina quando havia o temor de que o pequeno país fosse envolvido nas guerras civis vizinhas. Solano Lopes realizou seus estudos militares no Rio de Janeiro, especializando-se em artilharia.
Alguns anos depois, em 1853, Solano Lopes foi enviado como ministro pleno potenciário, uma espécie de embaixador para o Reino Unido, França e o Reino da Sardenha, permanecer a maior parte do tempo em Paris. Nesse período, ele adquiriu armas para o exército paraguaio e estudou a organização dos exércitos europeus. Solano Lopes retornou para o Paraguai em 1855.
Dois anos depois, foi iniciada a construção do atual palácio presidencial do Paraguai por profissionais europeus e um terreno que era parte daquela voltosa herança que mencionamos. Solano Lopes tornou-se vice-presidente do país, nomeado por seu pai, que morreu em 1862 e foi sucedido pelo filho, aclamado presidente pelo Congresso no dia 10 de setembro. Sua presidência e Tempos de Paz durou apenas 3 anos, mantendo o autoritarismo de seus antecessores.
Solano Lopes era visto como uma figura carismática, mas de temperamento arriscado, que não aceitava ser contrariado. Ele continuou as políticas de modernização e abertura econômica de seu pai, expandindo linhas telegráficas e contratando engenheiros dos Estados Unidos e do Reino Unido para as operações ferroviárias e metalúrgicas no Paraguai, expandindo também a produção armamentista. também buscou criar uma indústria têtil com maquinário britânico.
Caso estranho devido ao mito de que britânicos estão na origem da Guerra do Paraguai. Abordamos isso no primeiro vídeo dessa série. No cenário internacional, ele estava convencido de que caso Argentina e Brasil não fossem detidos, os dois países acabariam por dividir o Paraguai e, provavelmente, também o Uruguai, anexando os vizinhos menores.
Para se preparar para uma eventual guerra, Solano Lopes comprou mais armamentos europeus e introduziu reformas no exército, inspiradas na França e na Prússia, com serviço militar obrigatório e treinamentos regulares. Por isso, quando do início da Guerra do Paraguai, o exército paraguaio provavelmente era o melhor preparado da região, embora não tão bem equipado, já que parte dos carregamentos de armamentos europeus foram bloqueados pela Marinha do Brasil. Sua política externa foi mais ativa e expansiva, buscando o que chamou de equilíbrio do rio da Prata, uma aliança entre Paraguai, Uruguai e fazendeiros das províncias argentinas que fossem contra o governo central de Buenos Aires.
O presidente do Uruguai, Bernardo Berro, do conservador Partido Blanco, era aliado de Solano Lopes. Contra ele lutavam os colorados de Venâncio Flores, apoiados pelo Brasil. Os blancos solicitaram apoio militar paraguaio e Solano Lopes enviou uma carta ao Brasil, afirmando que qualquer ocupação de terras uruguaias pelo Brasil seria considerado um ataque ao Paraguai.
O Brasil não atendeu Ultimato, invadiu Uruguai em 12 de outubro de 1864. O Paraguai apreendeu o navio mercante brasileiro marquês de Olinda, prendeu o governador brasileiro da província de Mato Grosso, que estava a bordo, e em dezembro declarou guerra ao Brasil, invadindo a mesma província de Mato Grosso. O Congresso paraguaio concedeu o título de marechal presidente dos exércitos paraguaios.
E em abril de 1865, Sonano Lopes declarou guerra também à Argentina. Durante a guerra, foi construída a propaganda de que Lopes sempre comandava o exército paraguaio pessoalmente. Isso ocorreu algumas vezes, como na batalha de Lomas Valentinas, uma decisiva derrota paraguaio.
Sulano Lopes recusou-se a se render mesmo após vários reveses militares. Ficou paranoico e acreditava que todos ao seu redor tramavam com o Brasil para derrubá-lo. Ele ordenou a prisão, tortura e execução de centenas de pessoas, incluindo diplomatas estrangeiros, padres, seus próprios irmãos e a tortura de sua mãe.
Então, com 70 anos de idade, a guerra durou até a morte de Francisco Lono Lopes, em 1o de março de 1870, aos 42 anos de idade, após a batalha de Serro Corá, apenas duas de suas irmãs sobreviveram à guerra e a repressão de Solano Lopes. Solano Lopes nunca se casou, tendo três concumbinas em sua vida. Duas merecem maior destaque.
A irlandesa Elisa Lint, que ele conheceu em Paris, exercia de fato a função de primeira dama, e aristocrata paraguaia Juana Pessoa. No total, Solano Lopes teve mais de 10 filhos e filhas, incluindo um que morreu na guerra com ele, com sete deles reconhecidos, mesmo nascidos fora de um casamento. Foi um de seus filhos, Henrique Venâncio, que iniciou a luta para mudar a imagem pública de Solano Lopes.
Por décadas, o ditador foi tido como um vilão nacional. Alguém que conduziu paraguaia ruína com as pesadas consequências que explicamos no vídeo anterior por uma aventura militar alimentada por seu ego. Posteriormente, a partir da década de 1930, com revisionismo motivado pelos governos militares do país, a imagem de Solano Lopes foi modelada como a de um herói, alguém que lutou pela manutenção da independência do país.
Seu retrato adorácio presidencial construído por ele. Data de seu nascimento é o dia do exército paraguaio, enquanto a data de sua morte é o dia dos heróis nacionais, um feriado nacional. Seu túmulo possui uma posição central no panteão nacional em Assunção.
Até hoje, a figura de Sulano Lopes desperta debates apaixonados em seu país e sua trajetória central para a narrativa nacional paraguaia. Lembro que esse vídeo é um recorte, claro que infelizmente muita coisa interessante com a de fora e fontes sugestões estão aqui na descrição. Não se esqueçam de curtir e compartilhar o vídeo.
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