é bom a gente ficar de olho na carreira da ZO crevits que se mostra uma diretora muito promissora Oi eu sou Bruno Carmelo e hoje eu ven falar sobre o filme pisk duas vezes ou Blink twice que marca a estreia das w kravits como diretora de longas metragens antes rapidinho Segue o canal do meam Margo aqui em cima ativa as notificações para não perder nenhum vídeo novo na Trama AF fridda interpretada pela neomc é uma garçonete que tem muita dificuldade financeira e ela também é fascinada Por Um Bilionário da tecnologia o Slater King interpretado pelo
chanin taton e claramente baseado em figuras como Elon musk depois de um evento ele convida Frida e a melhor amiga dela para passarem férias na ilha privada dele as duas aceitam achando que vão ter as melhores férias da sua vida até descobrirem que a realidade é muito diferente do que elas imaginavam o filme propõe uma mistura muito rara de gêneros da comédia ao suspense ao Terror na parte final mas ele também acena no começo a comédia romântica a Frida é o tipo de garota muito atrapalhada que tropeça e cai várias vezes e precisa ser salva
pelo belo homem musculoso que vai ser o único capaz de enxergá-la no meio de uma multidão de pessoas ricas então o projeto brinca de acenar a uma possibilidade de salvação pelo amor romântico que obviamente não vai acontecer aqui de qualquer modo a primeira metade do roteiro se destina a mostrar um cenário de perfeições é uma ilha Lindíssima onde eles vão ter roupas maravilhosas piscina comida à vontade bebida drogas recreativas muita música enfim tá tudo maravilhoso ali mas aos poucos a cineasta começa plantar a ideia de que esse cenário lindo até demais seria um problema por
causa da perfeição então a gente começa a ter através da Montagem a repetição de algumas cenas de algumas falas dando a impressão de alguma artificialidade algo mecânico ou algo ensaiado por exemplo o Slater King sempre pergunta PR as pessoas aí vocês estão se divertindo e depois de novo e de novo e de novo em determinado momento a Frida para vira PR as pessoas e fala algo horrível vai acontecer ela explica é isso que ocorre quando tudo está bem sabe a ideia daquela música brasileira que diz que rir é bom mas rir de tudo é desespero
é mais ou menos a sensação que a gente encontra nesse filme Por isso a gente pode falar de uma espéci de realidade aumentada essa ideia de hiperrealismo ou de um Realismo que de tão acentuado começa a parecer artificial isso decorre de umas escolhas muito inteligentes do filme de fazer com que as cores sejam muito vibrantes a nitidez é absolutamente Impecável as roupas são muito perfeitas os penteados estão muito bons até que a gente comece realmente a achar que aquilo parece um estúdio aquilo parece um o cenário e essa própria beleza um tanto publicitária ou fabricada
começa a ser motivo de desconfiança algo que o filme faz muito bem é sugerir que os elementos de proteção de cuidado com a mulher sejam os mesmos que na verdade tiram sua liberdade quando a Frida e A Jess chegam lá elas descobrem que já tem roupas separadas para elas com o tamanho delas elas vão comer tudo aquilo que é servido para elas beber o que é escolhido para elas nesse sentido a gente se aproxima de um discurso muitas vezes frequente na religião onde se estima que limitar o poder de escolha das mulheres seja uma maneira
de protegê-las ou escolhendo a roupa que ela pode ou não pode usar quando ela pode não pode sair e quando se questionam os líderes religiosos homens Claro da maior parte dessas religiões consagradas eles vão dizer que eles fazem tudo isso porque eles estão protegendo as mulheres do Olhar alheio da cobiça alheia dos perigos da vida além disso O pisk duas vezes sugere que todo esse Imaginário da vida dos ricos regada a grandes festas a Jet Ski e a ilha privada não pode ser real o filme dialoga Muito Bem com essa Fascinação crescente da classe média
ou das classes populares pelos super ricos além do Elon musk já citado a gente pode falar de Bill Gates Steve Jobs Marx Zuckerberg quem for E aí o roteiro começa a nos sugerir que essas maravilhas da vida dos Milionários só podem existir as custas de muita exploração do trabalho aleio e de muito sangue literal ou simbólico a partir daqui alerta de pequenos spoilers aí chega então a segunda metade do roteiro quando a gente vai descobrir de fato o que acontece naquela Ilha nessa hora cravit tem um domínio que é muito fino e muito dif difícil
de obter para uma iniciante sobre aquilo que ela pode e Deve mostrar para ser compreendida e sobre aquilo que seria melhor não mostrar para não espetacularizada ou fetichizar a violência cada espectador vai ter o seu próprio imaginário de violência sofrida ou testemunhada ou que escutou de uma pessoa próxima é que ele pode projetar naquelas lacunas que o filme não mostra apenas sugere de princípio a ideia de um grande pacto masculino para abusar das mulheres Pode parecer maniqueísta a gente pode dizer Pronto agora todos os homens são péssimos e todas as mulheres são vítimas felizmente não
é isso que a gente encontra no filme ele vai sugerir por exemplo que também existe um ou outro homem abusado junto das mulheres embora ela sejam a maioria obviamente e também de que existem mulheres que são coniventes e compactuam com essa exploração masculina muito divertido que esse papel seja dado a Dina Davis que é uma feminista atuante muito ativista e que aqui interpreta um papel muito contrário a suas próprias convicções mesmo a imagem inicialmente estereotipada de uma mulher indígena no final vai ganhar também seus contornos mais cinzentos e mais moralmente dúbios quando a narrativa enfim
se torna um terror assumido e sangrento O que é mais interessante é a ideia de que todo o horror sempre esteve lá na frente dos nossos olhos mas a gente não consegui enxergar ele não precisa trazer algum elemento externo para que a narrativa mude ele faz apenas com que a gente reveja as mesmas imagens por uma outra perspectiva desse modo ele também sugere que o Pacto metafórico de homens paraa exploração das Mulheres sempre existiu à nossa frente mas algumas pessoas preferem não enxergar em paralelo a gente vai ter um duelo de imagem Contra imagem isso
porque o filme começa com praticamente um institucional um Spot publicitário do Slater King pedindo desculpa por um comportamento ruim que ele teve no passado e aí ele controla totalmente a narrativa só que na segunda metade são as polaroides as fotos espontâneas e não controladas que vão realmente mostrar o que acontece naquela ilha a gente tem portanto uma ilustração dessa disputa de narrativas ou da imagem Contra imagem algo que se materializa na presença de alguns símbolos como a ideia do coelho vermelho que vai ser explicada mais pra frente em consequência a gente não consegue mais distinguir
o que é real do que apenas uma ilusão quando a jaz interpretada pela Elia Shock desaparece isso já tá nos trailers a própria Frida começa a pensar se ela não tá imaginando tudo será que ela tá enlouquecendo e Esse princípio do guest lighting de levar as mulheres a serem taxadas como loucas histéricas incontroláveis também é satirizado pela zo kravits mesmo a perspectiva de uma rivalidade feminina muito comum nos filmes de terror ou no cinema norte-americano em geral é superada aqui esse filme que no início gosta de plantar muitas pistas falsas sugere que a gente pode
ter um triângulo amoroso aqui entre o Slater King a Frida e a Sarah interpretada pela Adri arjona que também tá interessada no bilionário mas no final quando as cartas são postas à mesa a gente vai ter Óbvio uma união das mulheres contra os abusos masculinos e a materialização desse Pesadelo é realmente uma delícia de presenciar porque ela é muito arriscada a diretora não trabalha com meios termos ou sugeridos para agradar para não incomodar a plateia e a gente fica contente de encontrar um estúdio disposto a bancar tamanhas ousadias no sistema industrial de hoje Afinal muito
mais forte do que simplesmente dizer que as mulheres são abusadas são exploradas pelos homens é criar uma grande fábula em que isso se materializa com muito sangue com fogo de maneira Espetacular e grande lente o horror sempre foi o gênero capaz de se distanciar do real pelo grotesco pelo absurdo para melhor comentar o Real a gente só consegue entender essas questões políticas e sociais abordadas com um certo distanciamento e é isso que o cinema de G gênero proporciona desde as primeiras exibições já começaram a surgir algumas comparações entre o cinema da ZO kravits e aquele
do jordan peel em especial corra a gente tem de fato algumas aproximações por essa ideia de uma viagem que na verdade é uma armadilha e também pelos sorrisos muito polidos dos anfitriões que na verdade escondem uma monstruosidade nos Bastidores mas o que a kravits faz é abordar isso por uma perspectiva feminina lidando diretamente com a exploração e as violências de gênero o que ela nos mostra que essa ideia da menina da comédia romântica muito ingênua e salva pro um amor ou da gata borralheira encontrando um príncipe ou da garota qualquer descoberta por um milionário sedutor
tipo 50 Tons de Cinza não é realista nem desejável pelo contrário Esse é um discurso violento horroroso É impressionante como ela consegue representar tudo isso dentro de um filme com um controle muito precioso de tons que vai se transformando de maneira bastante gradual e vai plantando uma sementinha de desespero em cada cena e ela vai aumentando aumentando aumentando até explodir e que sabe trabalhar as repetições sem parecer cansativo sabe mergulhar no terror e no sangue quando necessário Esse é um cinema muito corajoso e muito raro dentro do circuito comercial além de bastante original enquanto história
e ponto de vista é isso eu fico por aqui hoje eu me diz se já viu Ou vai ver pisque duas vezes coloca o seu comentário aqui embaixo siga o canal do meam Margo aqui em cima e também acompanhe os textos que eu publico sempre em meam margo.com e nas redes sociais @ meio amargo sim até a próxima