Olá, moçada! Tudo bem? Bom dia!
Sejam bem-vindos de volta a mais uma reflexão estoica. É um baita prazer encontrá-los aqui hoje, dia 2 de março, com uma reflexão intitulada "Autoavaliação precisa". Eu espero que vocês estejam em paz, tocando as suas vidas de forma sensata, com muita prudência e com muita sabedoria.
Hã, o remédio está dentro, o remédio está dentro! Não se deixando levar pelas paixões, pelas ilusões. Isso é bem importante.
Vamos lá! Dia 2 de março, com uma reflexão sobre o seu livro que eu recomendo muitíssimo, "Sobre a Tranquilidade da Alma". É absolutamente genial, no qual ele diz o seguinte: "Acima de tudo, é necessário fazermos uma verdadeira autoavaliação, pois, no geral, pensamos que podemos realizar mais do que realmente somos capazes.
" Eu digo isso para o pessoal da sociedade da lanterna o tempo inteiro. E eu gosto muito dessa reflexão porque uma das primeiras coisas que nós precisamos fazer para adquirirmos um certo grau de conhecimento seguro a respeito das coisas, tanto quanto um conhecimento a respeito de seja lá do que for, pode ser seguro, é entender quais são os nossos limites, o limite da máquina que eu sou, que eu tenho à minha disposição. Então, isso serve para qualquer coisa.
Se eu quero abrir um restaurante, eu preciso saber se a minha geladeira comporta a possibilidade de um restaurante. Se eu vou fazer uma viagem por terra, eu preciso saber distância, onde estão os postos de abastecimento, mais ou menos qual a autonomia do carro que eu tenho. Porque se eu tiver só uma bicicleta motorizada, eu já fico mais limitado nessa possibilidade.
Agora, se eu tenho um carro que gira 1. 000 km, porque ele é híbrido, então as minhas possibilidades já se ampliam. Então, essa ideia de se conhecer da melhor maneira possível era uma preocupação já dos primeiros filósofos gregos e essa é uma preocupação que persiste fortemente no mundo do estoicismo tardio.
Nós, às vezes, abandonamos isso. Às vezes, estamos afirmando coisas sobre a realidade quando simplesmente seria muito mais fácil admitir o óbvio. Dizer o seguinte: "Olha, eu não tenho aparato cognitivo nem para afirmar nem para negar nada a respeito disso.
Isso ultrapassa a minha capacidade. " Eu tenho uma bicicletinha e estou fazendo afirmações sobre um lugar onde eu não chego de bicicletinha. E, por outro lado, às vezes eu abro mão de fazer uma análise sobre a realidade que está ao meu alcance, mas porque eu não me dediquei o suficiente a conhecer as minhas possibilidades.
Vamos ao comentário dos autores: a maior parte das pessoas resiste à ideia de uma verdadeira autoavaliação, provavelmente porque teme que isso signifique depreciar algumas das suas crenças sobre aquilo que é e do que é capaz. Mas olha que bobagem! Quer dizer, esse é você conhecer os seus limites, é se conhecer.
Conhecer as suas possibilidades é se conhecer. Porque, catso, alguém vai imaginar que é vantajoso poder fazer algo que efetivamente não pode? Isso é destruidor de qualquer possibilidade filosófica.
Existe uma frase do Husserl, em um filme dele belíssimo, e acho que eu já até comentei aqui nas Meditações Históricas, ele fala assim: "Diante das coisas da vida, antes de considerar qualquer filosofia, pergunte-se, em primeiro lugar: quais são os fatos? Quais são os fatos? O que eu realmente sou capaz de pensar?
O que eu sou realmente capaz de fazer? Quais são os meus limites cognitivos? " Bom, e a partir daí eu me coloco melhor na tarefa, eu me coloco melhor no desafio.
Como diz a máxima de G, "é um grande defeito ver-se como mais do que você é. " Tá dando para ver meu pé na câmera agora? Deu, né?
Desculpa, gente, é porque eu não vou ficar calçado aqui para fazer esse negócio. Não, pezinho lindinho, quase 50! Então, como diz a máxima de G, "é um grande defeito ver-se como mais do que você é," assim como é um grande defeito ver-se como algo menos do que você é.
Como você pode ser considerado autoconsciente quando se recusa a reconhecer suas fraquezas, suas reais possibilidades cognitivas? Isso é ceticismo. Isso é ceticismo!
Nossa, eu estou olhando do outro lado do muro, estou vendo as pessoas. . .
"Ô, não, eu não posso! Eu não tenho visão além do alcance! Não tenho!
" Minha visão bate ali, ó, são os meus limites. Não estou sentindo a presença, tá? Não, isso é coisa da sua imaginação.
Você está imaginando coisa, você está viajando nela maionese. A segunda metade da máxima de G é importante também. Ele afirma que "é igualmente danoso atribuir-se menos do que seu verdadeiro valor.
" Não é comum ficarmos surpresos ao ver como conseguimos lidar bem com uma situação que temíamos, a maneira como somos capazes de deixar de lado o luto pela perda de um ente querido e importarmo-nos com os outros, embora sempre tivéssemos pensado que ficaríamos destruídos se algo acontecesse com nossos pais ou com nosso irmão. A gente não sabe até que se colocar numa avaliação séria. Filosofia vivida, por isso que a filosofia estoica é uma filosofia do homem que se lança no mundo, né?
Não é se conhecer só teorizando, é se conhecer no mundo, é se conhecer na realidade vivida. Subestimamos algumas de nossas capacidades tanto e tão perigosamente quanto superestimamos outras. Cultive a capacidade de se avaliar com precisão e honestidade.
Se você não está vendo, você não está vendo. Se você não está percebendo, você não está percebendo. Se você não leu, você não leu.
Se você não fez, você não fez. Seja honesto. Olhe para dentro de si com o propósito de discernir do que você é capaz e o que será necessário para liberar esse potencial.
Tudo bem? De repente a gente se descobre uma bicicletinha, mas com uma bicicletinha dá para fazer muita coisa, a depender do esforço que empreendemos. Puxa, eu.
. . Achei que eu fosse uma Ferrari; é uma Ferrari.
Você pode não ser, mas às vezes é alguma coisa que pode te colocar num movimento seguro, minimamente plausível, a respeito da realidade que nos circunscreve. Faça essa autoavaliação com honestidade e você verá que os resultados são os melhores. Bom dia para vocês!
Vim falar: bom dia, pessoal! Bom dia, pessoal! Tudo bem?
Vocês gostaram desse novo lugar? Vocês gostaram desse novo lugar aqui? Eu acho que eu gostei daqui.
Papai, ó o grilinho, ó o grinho da madrugada! É porque a gente acordou muito cedo para fazer esse vídeo, né? Gostoso!
Acho que o Tal já se acostumou com a poltroninha nova. Beijo, gente! Tenham um excelente dia!
A gente se encontra aqui amanhã, tá? Até mais!