[música] [música] Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vila, tá começando mais um Inteligência Limitado, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais científica do que a minha, do que a sua, Cara. muito mais do que a minha. >> Fale três músicas do Jaime. >> Três músicas do Heim. >> É, você não conhece ele? >> Ah, tem Alociência, tem Espaço Sem Fim e >> ele é criativo. Criativo. >> É, cara. >> Tá
certo. Tá certo. >> E tem o Starman também que o David Boy pegou, entendeu? Plá do David Boy. Pláia do boi. >> Quando que o pessoal da ciência que tá nossos assistindo agora vai poder participar com perguntas, querido Romero. >> Bom, já começa já deixando o seu like, se inscrevendo nesse canal. torne-se membro aí para você também ajudar a gente aí a bater os 6 milhões de inscritos e compartilhe esse vídeo aí com toda a sua potinha e já vai esquentando as perguntas aí para lançar paraa mesa. Fechou? >> Fechou. Já manda seu super chat
que a gente vai pegar o final do programa para ler a sua dúvida. Quero falar com você aí. Você quer ser milionário um dia? Ô, ô, Romer? >> Pô, meu maior desejo. >> Exato. Quem quer ser milionário agora? Você tem uma chance toda semana com um novo parceiro de inteligência limitada que é o Pix do Milhão, que é o maior clube de benefício do país, com várias premiações todas as semanas. Prêmios de 20.000 na hora com a Show Raspou e Pix e durante a semana sorteios pela loteria federal que dão prêmios de R.000, 100.000 e
até R 1 milhão deais. É só comprar os pontos e torcer. Quanto mais pontos comprar, mais números para concorrer no sorteio. É tudo bem simples e legalizado pela Susep. Vai na fé e na responsabilidade. Então agora é a sua chance de ficar milionário, hein? Vai no link da descrição, cadastre-se e compre os pontos para concorrer. Mas só para Quem tem mais de 18 anos, o nosso amigo Bigoda. Não pode. Bigoda vai ficar de fora. >> Tem 20 anos, mas tem uma mentalidade de 17. >> Pois é, eu ia chutar 15. >> Não, a gente foi
treinar aqui, eu vi, ele tava pendurado numa das máquinas. A gente teve que soltar, ele tava preso lá. [risadas] Ele não pode, ele não pode fazer as coisas sozinho. >> É, ele acha que ele tá no parquinho Ainda, né? Exato. Quero agradecer também a nossa parcerona de longa data Insider. Estamos na semana do consumidor da Insider. A hora é agora. Meu cupom inteligência dá até quanto, Homer? >> Até 50% de desconto. Até 50% de desconto. >> Juntando com os descontos do site da até 50%. É muito legal o link na descrição. >> Na descrição e
recog na tela. >> É isso. >> É isso aí. >> Vamos pro programa. >> Vamos. Hoje é assunto aí polêmico. >> É verdade. >> Para falar de coisas que o pessoal falou: "Ah, >> esse assunto chamar a doutora. Tentou chamar. Vocês já tentaram chamar ela pro programa?" >> Eu tentei, ela nem responde aí. Estamos tentando ainda, né? Para ela falar >> sobre isso. Mas antes de mais nada, meus dois amigos aqui tem que se apresentar Porque tem gente que não conhece vocês ainda. Mais você não tava de brinco antes? Tava? >> Tava >> sério com
esse brinco aí? >> Tava. >> Ah, é que eu não te vejo pessoalmente, né? Então parece outra pessoa. Fale aqui, papai novo se apresenta. Papai >> papai. Muito boa tarde a todos aí galera, me chamo Felipe Heim, astrofísico. Acho que a já deve ser Umas, sei lá, seis vezes que eu vi, venho aqui no Vilela, né? >> Mais. >> Talvez você tenha me conhecido pelo debate científico do século, >> um debate histórico de 11 horas que eu queria ir embora e vocês não paravam de brigar. Tem >> muito tempo disponível. Muito tempo disponível. Conseguiram deixar
o Sacani puto [risadas] aquele dia. Sacani assim, Ó. Assiste. Ele tá puto. >> E é isso aí. Analisando por uma foto e tudo. >> Uma foto. A roxa não dobra. [risadas] >> E vamos nessa. Vamos bater um papo que é sempre muito legal, muito caro para mim discutir sobre ciência, método, história da ciência, essas coisas. Acho que tem bastante coisa a acrescentar aqui. >> Teve um episódio recente sobre o universo que foi muito bom. Então assistam aí, né? Sim, claro. >> Sobre curiosidade, sobre o universo e o Sacani entra daqui a pouco remotamente aí também
para participar do papo. Agora é contigo. Você também veio bastante vezes aqui. O Rim engordou e você emagreceu. >> Fala com o pessoal. >> É que na verdade a gente trocou, né? É, >> trocou, [risadas] né? Seu saiu daqui, >> mas eu tenho a desculpa de que agora sou pai de família. >> Mas eu também sou, né? Mas é que minha Filha m agora agora entre pro grupo. >> É verdade. >> Então eu sou Emílio Garcia do Blab Blá Logia e dos Três Elementos. Muito obrigado por me receber aqui de novo. Eu não vim tanto
quanto Rim e eu não participo de debates, então eu sou uma pessoa que prezo pela minha saúde mental. Eh, sou biólogo, mestre em ecologia. E hoje a gente vai falar sobre métodos científicos, sobre como a ciência funciona. Acho que o papo é Muito sobre esse, assim, como a ciência funciona e por que muitas vezes é importante, apesar das nossas aflições individuais, a gente respeitar o o o rito científico para que as coisas aconteçam do jeito que realmente tem que acontecer e para que as pessoas realmente sejam salvas do jeito que a gente espera que seja.
>> Vamos começar por isso, né? Como que funciona descobertas e na na ciência? como que Ela é aprovada uma nova droga, como que é aprovada uma descoberta? Não, esse cara tem razão ou tem razão até que outra pessoa prove o contrário. Como funciona isso? Porque a gente vê, né, teoria, que mais que tem hipótese, >> hipótese. Isso. E a a ciência, a gente pode pegar a história da ciência, a gente pode falar de ciência clássica >> e a a ciência ela surge filosoficamente do século X, 18, 19 com um objetivo que é tentar. E aqui
a gente tá falando de Um positivismo que depois vai ser um pouco desconstruído. A gente pode chegar nesse ponto de tentar fazer uma coisa muito importante, que é tirar a subjetividade do pesquisador e das pessoas da ciência, >> porque existia antes, >> porque existe de qualquer jeito. Então eu vou vou te dar, >> faz parte do que você é. Então eu vou dar um exemplo muito simples que que é fácil de entender. O seu copo é Vermelho. >> A gente convencionou chamar o seu copo de vermelho. >> Mas em nenhum momento eu tenho certeza que
o que eu tô enxergando como vermelho é a mesma coisa que você tá enxergando como vermelho. Porque o meu cérebro é diferente, porque o meu olho é diferente, porque a minha percepção de mundo é diferente da sua. Isso >> e você tá de um ângulo diferente de do que eu. E eu tô de um ângulo diferente De do seu. Eu vou falar de uma outra coisa que é super importante. Minha experiência de vida é diferente da sua e tudo isso compõe quem você é e como você interagir com o mundo. >> Tanto que no futebol,
quando os caras invertem a câmera, você tem e opiniões diferentes sobre um lance. >> Um lance você acha que é pênalti, aí coloca a câmera de outro lado, fala: "Putz, não foi pênalti". >> E coloca em câmera lenta. Você tem uma outra impressão ainda que é uma crítica que lá ela faz alvar inclusive que em câmera lenta tudo é pênalti. né? Então, essa subjetividade, os os filósofos principalmente começam a perceber que essa subjetividade é um problema. Por que que é um problema? Porque o meu cérebro não evoluiu para entender a realidade do mundo. O meu
cérebro evoluiu paraa sobrevivência. Então, vou te dar um exemplo. Eu escuto, eu tava Ser humano 200.000 anos atrás na caverna, certo? Tá ali chovendo, ser humano na caverna. Ele escutou um barulho. É melhor eu deduzir que tem um tigre lá fora do que não deduzir. Faz sentido isso para você? >> Claro, claro. >> Então, fez um barulho lá fora. >> Mas gente sobreviveu. Os caras desconfiados sobreviveram sobreviveram mais do que os caras falam: "Não, tá de boa, não vai ter um tigre lá fora". Aí vai, tem >> sobrevive mais. Exato. >> Se o cara fica,
putz, se se tiver, vou com cuidado, vou observar. Sobreviveu. >> Isso não tem nada a ver com a verdade. Concorda? Então não importa se o tigre tá lá fora ou não. O que importa é que o seu cérebro ele achou padrões, ele achou sistemas para te fazer e para aumentar essa sobrevivência. >> Então a o cuidado que esses filósofos Filósofos começam a ter é que a gente precisa tirar essa subjetividade. Então eu preciso montar um experimento, eu preciso montar uma forma de fazer perguntas que elimine a questão de eu achar que o copo é laranja
e você achar que o copo é vermelho, porque você >> e não é porque se não fica uma questão de opinião, né? Aha is a >> e essa opinião ela é importante para você e ela é importante para mim, mas ela não >> pode funcionar para filosofia ou para outras áreas que que podem debater. Será que ele é realmente vermelho? E >> exato, será que é? É, não é? Por que que esse vermelho é importante? Aí a gente pode ampliar essa pergunta. >> Esse vermelho me causa, >> o que esse vermelho me causa de sensação?
Como a arte vai usar isso aí? São outras coisas que não cabe a ciência discutir, tá? Então, o que o que se cria inicialmente aqui resumindo bastante é o Que a gente chama de teste de hipótese. Então, o que que é o teste de hipótese? O teste de hipótese é eu observo um fenômeno da natureza, o copo é vermelho, aí eu crio uma hipótese e aí que eu tô simplificando em cima do copo. Claro que pode ser diferente disso. Eu faço uma pergunta: copo é vermelho? Sim ou não? E aí eu crio um método que
vai ser não subjetivo para tentar responder isso. Então eu posso, por exemplo, criar um aparelho que vai medir o comprimento de Onda da luz que passou pelo copo e eu vou determinar que numa determinada faixa eu vou chamar aquilo de vermelho. Faz sentido isso para você? >> Então aquilo tirou a minha subjetividade. Então eu vou colocar uma luz branca. Essa luz branca vai passar pelo copo e ao passar pelo copo, ela vai emitir, ela vai ser filtrada. O que passar ali do outro lado, eu vou medir, criar um aparelho para medir e aí eu vou
determinar que vermelho tá naquela Faixa. E aí a minha opinião deixa de ser importante. A sua opinião deixa de ser importante. O que é importante é que toda vez que eu medir aquele, >> eu tô vendo verde. Não, mas a medição tá dando que é vermelho. Desculpa. >> A medição tá dando que é vermelho. Desculpa, é desse jeito que vai funcionar. Daí eu testo a hipótese, passo nesse comprimento de onda, uso um método, que aí são as ferramentas que a gente vai usar para testar aquela Hipótese, que aí a biologia vai ter uma ferramenta, astronomia
vai ter uma ferramenta diferente e a partir disso eu vou produzir resultados que são objetivos e não mais subjetivos. Eu vou começar a eliminar o que não é para chegar cada vez mais perto daquilo que é, certo? Faz sentido isso que eu expliquei? Só que depois o método científico ele vai evoluindo um pouquinho pra gente entender que a subjetividade sempre vai tá presente. Aí Eu vou te explicar a segunda parte da brincadeira antes da gente falar da polilaminina propriamente dita, que é a ideia de que é impossível eu tirar a subjetividade, eu consigo diminuir. >>
E eu vou te explicar porquê. >> Porque você fez a pergunta, por exemplo, e a sua pergunta ela não é objetiva. Em que sentido? Eu podia fazer a pesquisa com o copo azul ou com o copo vermelho. Por que que você quer fazer com vermelho? A partir do momento em que o Objeto de estudo ele tem a minha escolha, as minhas perguntas, aquilo tem uma >> tem um viés, >> tem um viés sempre. >> Por isso que a gente fala aqui assim, e aí aqui não tô falando de política no que a gente tá tendo
no Brasil. Não existe ciência neutra porque a sua história, quem você é, tá influenciando na pergunta que você vai fazer. >> Então, mas a gravidade não tem Ideologia, por exemplo? Não, a gravidade não tem ideologia. Por quê? Porque daí o que acaba acontecendo é você vai fazendo tantos experimentos com a gravidade que ela deixa de ser uma hipótese e passa a ser uma teoria, >> tá? >> Do mesmo jeito que a gente sabe que a Terra é redonda. >> E a palavra teoria também confunde muito, né? >> Porque a palavra teoria ela tá ligada a
Coisas que a gente meio que já sabe que os mecanismos que funcionam no planeta são esses. Então eu saio do campo da hipótese, tá? A terra é redonda e passa pro campo do cara, eu tenho foto, eu tenho essa evidência, eu tenho essa evidência, eu tenho esse experimento, eu tenho isso, eu tenho aquilo, eu tenho aquilo outro, que vai me mostrar que aquele conjunto de evidências vai chegando cada vez mais perto da realidade daquilo que eu tô vendo. Mas Mesmo assim aquilo depende de quem tá fazendo aquela pergunta e de quem tá observando aquele sistema.
Então a ciência ela vai funcionar nessa maneira positivista, testando as hipóteses. Por exemplo, a polilaminina, numa pergunta geral, eu já, desculpe, eu me estenda porque a polilaminina, ela funciona ou não funciona? >> Para que ela funciona? Para que ela não funciona? E a gente precisa pensar como a gente vai testar se funciona ou não Funciona, >> tá? >> Por quê? Porque eu colocar a polilaminina num paciente, em um paciente e ele voltar a andar, eu não tenho certeza de que aquilo é efeito da polilaminina, por exemplo. Então, ou eu penso num método para testar essa
hipótese bem testada, um método robusto, ou eu nunca vou ter certeza que não falado de alguma confusão, de alguma coisa que foi usada, parecia que aquilo Resolvia aquele problema e depois foi foi depois de testes, a gente descobriu que não era aquilo que tava e direcionalmente ligado. >> Tem um monte ao longo da história da humanidade. >> Aham. Vamos falar de alguns eh eu >> astrologia é um ao longo da história da humanidade não há nada bruto. >> Esse alinhamento de planetas de estrelas me faz >> pensar que tem relacionado, tá relacionado a esse fato
porque aconteceu duas vezes ou três vezes a mesma coisa >> e depois viu que não tinha a ver com isso porque era uma coisas coisas são sempre construções que levam tempo. Nunca é uma coisa abrupta que acontece do nada. >> A astrologia, se você quiser estudar a história daquilo ali, ela remonta desde Ptolomeu. Então você tem que voltar muito tempo atrás. E ela tá fortemente Ligada à medicina naquela época. >> Ah, é? Então, ao passar de muito tempo, mas teve que passar muito tempo, tem >> é, você tem pelo menos uns 2000 anos de história
até a gente chegar ao ponto de dizer que não faz sentido. E essas evoluções do pensamento, elas têm diferentes frentes. A primeira que eu diria para você é a mudança da estrutura de como a gente conhece o universo. Se você remontar a história desde Aristóteles, Você tinha as verdades ditas por autoridades, como por exemplo Aristóteles, que foi unificado ali com Santo Agostim e se transformado no que a gente chama hoje em dia de escolástica, que era como as pessoas através da filosofia natural poderia conhecer a realidade. Isso é a infância da ciência, isso é o
início, >> digamos. assim, só que o que transforma de verdade e é ao longo do tempo foram os praticantes de matemática. A galera De matemática começou a ganhar, porque a matemática por muito tempo ela ficou equiparada à prática de magia, digamos assim, ela era instrumentalista. O que que significa isso? é um instrumento. Você usa esse instrumento para tentar entender alguma coisa da realidade, mas esse mas essa estrutura da matemática, ela não representa a realidade. Exemplo prático. Quando a gente pega os textos antigos e vê que eles dizem que o céu é perfeito e que as
órbitas das Estrelas elas são concêntricas, circulares, porque a circunferência é perfeita, porque a esfera é perfeita, aquilo ali ele é um, isso não é a realidade. Aquilo ali é imposto através de uma lógica dedutiva como uma verdade axiomática que a gente fala, que é você partir de um princípio que você acredita que seja verdade e construir o pensamento sistemático de quais serão as coisas que fazem sentido ou não. Quando vem Johannes Kepler, que foi um Astrônomo lá pelo século XV, ele ele já representa a mudança da estrutura de conhecer o universo. Quando ele diz as
órbitas não são circunferências, são elipses. Ele diz que uma estrutura matemática elipse, que não é perfeita, representa a realidade. Aquilo ali, esse tipo de conhecimento, esse tipo de pensamento vai se construindo e culmina no que a gente chama de Isaac Newton com a obra Princípios Matemáticos aplicados à filosofia natural. E é muito curioso esse nome que eu acho que pouca gente para para prestar atenção. A gente conhece Isaac Newton, das leis de Newton, gravidade, essas coisas todas. Aí quando você pergunta, tá, mas onde que ele escreveu essas coisas? Num livro, numa obra que ele deu
o nome de princípios matemáticos aplicados à filosofia natural. Esse nome carrega Muitos anos de história da humanidade, onde matemática não era utilizado para explicar a estrutura da realidade. E aí só mais tarde, no século X, com Decart, um outro cara importante, um francês, Renê Decart, talvez muita gente já tenha ouvido falar dele, é que começa uma coisa chamada filosofia da mecânica. Então, era em própria analogia, era imagine o universo como um grande relógio que tem várias engrenagens e que todas as coisas Devem ser explicadas de formas materiais, com estruturas e relações matemáticas para que as
coisas façam sentido. Justamente o que o Emílio tava falando, >> perguntas objetivas, >> tirando o subjetivismo da das pessoas em fazer as perguntas. É ali que começa a mudar eh esse tipo de pensamento entre você simplesmente dizer que algo faz sentido porque você acredita ou porque você viu funcionar algumas vezes De pera aí, eu quero construir leis universais que funcione para o universo inteiro. Esse é o início, Vilela, porque mais tarde, isso é século X, 17, quando a gente chega em século XV, 19 e X, a gente começa a perceber que não é tão simples
assim. Em áreas como física e astronomia, você de fato pode ter leis universais, mas em coisas como biologia e história, embora você tenha tudo de forma Sistemática a forma de trabalhar, elas são ligeiramente diferentes. O o Albert Einstein, ao fazer a teoria da relatividade geral, o método que ele tá utilizando não é igual a uma pessoa que tá investigando o um crime com ciência forense, que é ciência também. >> Uhum. você vai reconstruir todo o cenário para montar ali qual é, digamos, a hipótese do que que aconteceu, quem é o assassino. Só que uma vez
que você monta aquela história, isso não pode ser Generalizado, ou seja, não é a mesma história que vai funcionar para todos os outros casos, entende? Porque sempre há alguma informação diferente que possa ter ali. Ah, entrei numa casa, achei um sangue no chão, um pano na parede, uma arma em cima da mesa e a pessoa morta em cima do sofá e a janela quebrada. Então o assassino saiu pela janela. Tô dando um exemplo. >> Sim. >> Isso significa que todas as casas que Você encontrar com as mesmas características, o assaltante pulou pela janela? Não. Em
alguns casos, pode ser que ele tenha saído pela porta. >> Entende o que eu quero dizer? você não consegue construir uma teoria generalista para explicar todos os fenômenos em todos os casos. Isso é diferente de ciências físicas >> e é um pouco diferente das ciências médicas. >> Sim. de biomedicina e biofármaco. >> Eu vou te dar um exemplo que eu falo que não gosto de participar de debate, mas agora eu vou te criticar pelo que você falou, porque astronomia funciona, tem artigo mostrando que funciona e eu vou da astrologia, desculpa, astrologia funciona e eu vou
te provar e vou acrescentar esse ponto. Então vamos peg, desculpe te interromper, mas vamos pegar esse ponto que ele falou da astrologia e vamos voltar ao que a gente tava falando dessas desse como as ciências são Diferentes. Então, como que eu testo, Vila, ela se a astrologia funciona? Então, tem dois experimentos clássicos que foram feitos para testar a astrologia. O primeiro foi o seguinte, eles colocaram numa sala pessoas que acreditavam em astrologia, >> tá? >> E aí eles pegaram e eles fizeram papeizinhos com o mapa astral daquela pessoa, de cada uma das pessoas que estava
naquela sala. E eles entregaram Os papeizinhos para essas pessoas e eles queriam saber se aquilo que tava escrito no papel descrevia aquela pessoa. >> Então, você é virginiano. Eu te entreguei o papel. Ah, você é virginiano, você se comporta dessa maneira. Será que esse papelzinho que descreve um virginiano te descreve? E eles entregaram esses papeizinhos para as pessoas e 80% das pessoas que receberam esses papeizinhos disseram que aqueles papeizinhos eram condizentes com O que aquelas pessoas eram. Certo, >> certo. >> Só que todos os papeizinhos estavam escritos a mesma coisa. Então [risadas] já já então
já começa, você já começa achando que aquilo tá tá estranho. Então o o papel ele é tão genérico, ele é tão generalista que ele encaixa para qualquer pessoa. Então é a história da astrologia. Você é uma pessoa organizada, mas de vez em quando é bagunceira. Você é uma pessoa que é Apaixonada pelas coisas que você faz, mas de vez em quando desiste. E aí o segundo experimento que eu acho que ainda mais brilhante foi eles pegaram astrólogos muito competentes, com muita história e pegaram pessoas leigas e pegaram essas pessoas para entrevistar uma outra pessoa. Então
eu pegava e falar assim: "Vila, vamos lá, como você é?" E qual que era o objetivo? O objetivo era que o astrólogo descobrisse qual que é o seu signo, porque faz Sentido, não faz? Se eu faço astrologia, se eu entendo, se eu te entrevistar, eu vou conseguir descobrir qual que é o seu signo. >> E os astrólogos acertavam. Calma. A mesma coisa que quem não era astrólogo. >> Ah, tá. >> Então, a experiência do cara como astrólogo não funciona, >> não acrescenta nada. Só deixa eu te contar o último experimento. Só que a Astrologia funciona.
>> Vai lá. E aí aquilo que eu te falei que depende da pergunta que você tá fazendo e de como você aborda esses dados quando a gente tá falando de ciências humanas. No caso, a astrologia funciona para quem para quem acredita muito. Então, o que acontece com as pessoas? A vida dela é pautada pelo que ela lê no mapa astral. Então, se lá tá escrito que ela vai ter um dia difícil, ela tem um dia difícil. Então, o que que os caras provaram? Que Astrologia funciona quando é uma profecia autorrealizada. Você lê e você acredita
naquilo que você tá lendo. Por isso que ciências humanas são hiper complexas, porque astrologia funciona? Não. Planetas não têm influência na vida das pessoas, mas muitas vezes as pessoas podem ser convencidas de que aquilo funciona num nível que aquilo pauta a vida delas. Lembra que eu falei que as ciências, as ciências podem ser subjetivas dependendo da pergunta que Você tá fazendo? H hora que eu falo assim, ó, Vilela, você acredita em astrologia, você fala assim, acredito. Todo dia eu leio o mapa astral e eu e bate certinho. O que os caras provaram é que bate
porque as pessoas seguem aquilo que o mapa astral tá falando. Então, por isso que você não tem uma regra geral. >> Mas é é interessante é interessante notar que a o jeito que a gente conhece a astrologia hoje é totalmente diferente Do que era astrologia na época do Tico Bry. Uhum. >> Astrônomos que tô falando aqui, Tico BR, eh, Kepler, cara, Kepler, ele era astrólogo também. >> Agora, PM, na época de Kepler só existiam seis planetas. Como assim só existiam seis planetas? não tinham descoberto os outros ainda. Era Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno.
Então, na cabeça dele, o por que seis planetas e o que que isso tem a Ver com os com os objetos platô, a geometria platônica. E ele tentou construir ali uma forma de explicar porque o seis seria um número perfeito e isso tem a ver com a criação de Deus e tudo mais. E ele dava toda uma estrutura misturando filosofia como matemática. >> Uhum. >> Para uma astrologia de seis planetas. E hoje a gente sabe que não tem só seis planetas, tem tem temos mais planetas. Hoje a gente sabe que são 13 signos, >> se
você quiser considerar e não 12 signos, são 13 signos. Porque o que que são os signos? Como que eles são definidos? É o caminho aparente do Sol visto aqui da Terra. Quando a gente olha o caminho que o Sol aparenta fazer, visto aqui da Terra para onde ele tá andando, ele vai passando, cruzando constelações. >> Ele cruza 13 e não 12. Mas por que que todo mundo fala que são 12 constelações? Porque seguem o livro De Ptolomeu, >> que resolveu dividir o céu em 12 partes. Por que que ele resolveu dividir o céu em 12
partes iguais? >> Porque sim. >> Porque sim. Ele não explicou. Ele só disse: "Vou dividir por 12 aqui". não deu nenhuma justificativa, né? Por isso que mais tarde muitas pessoas começaram, uma das coisas, né? Muitas das pessoas começaram a abandonar essas verdades, digamos assim, sem justificativas. Por Que dividir o céu em 12 partes? Você precisa ter um critério para falar para afirmar esse tipo de coisa ou ou falar o por que você tá fazendo isso, né? Eh, algo que não acontece com religião, né? Por exemplo, por mais que tenham passado 2000 anos, os livros continuam
sendo aqueles livros. Agora, em ciência, eh, tem coisas que a gente abandona, mesmo sendo textos importantes. Ptolomeu é um, o livro que eles que o Al Magesto é um livro importante pra gente começar a Entender o que que a ele reuniu tudo que a gente conhecia de astronomia do dos últimos anos anteriores a ele, vindo desde a Grécia, a Grécia clássica, sabe? Então, é, foi um livro bastante importante que permeou ali Império Romano e tudo mais. Cara, eu acho incrível porque tudo de astronomia que eu sempre estudei, eh, expandiu para caramba quando eu comecei a
estudar história e entender da onde as coisas surgiram, por que as coisas são como são Na na palavra. o o a palavra teoria que todo mundo fala no dia a dia. >> Outro dia quando no último podcast aqui eu conversei com a galera sobre isso. A palavra teoria ela vem lá dos gregos. Significa ideia mesmo. Significa exatamente isso, ideia. Ah, eu tenho uma teoria do porque que isso funciona. Esse realmente é o significado da palavra. Só que a evolução da linguagem não acompanha a evolução da ciência. No século XIX, os cientistas com os seus Papers
deram à palavra teoria o significado de um conjunto de afirmações, um framework, uma caixa de ferramentas bem testada e que já funciona plenamente. >> Uhum. >> Então você tem um significado pra palavra teoria científico e você tem um outro significado que é do dia a dia, que vem de mais de 2000 anos. você não vai conseguir mudar a linguagem do nada só porque do nada um grupo de pessoas da Sociedade resolveu mudar a definição da palavra, sabe? Então, por isso que a gente tem essas discussões de, ah, é só uma teoria e não é uma
teoria, porque muit das vezes, como eu sempre falo, muit das vezes a gente tá mais discutindo semântica do que fazendo debate. >> É, tem [risadas] tem um exemplo que eu acho, tem outra coisa que você perguntou que acho que é importante a gente dizer, é sobre esse Rito, é >> que a gente fala do método científico. Então, >> eu tô resumindo, vai ter um monte de filósofo da ciência que vai falar que, ah, não, tem mais coisa. Mas o básico seria você observou um fenômeno na natureza. Qual que é fenômeno? um raio. >> Um raio,
por exemplo. Então eu observei um raio, caiu, um raio é um fenômeno da natureza. Eu não tenho uma explicação para isso. Tá bom. Uhum. >> Aí o que eu vou fazer? A primeira coisa que eu vou fazer é estudar para ver se alguém já descreveu o raio. Então vou pra literatura, falou assim, ó, ó, achei esse trabalho sobre raio, esse trabalho sobre raio, esse diz aquilo, esse diz aquilo. Só que a minha explicação para um raio é diferente. Eu tenho uma hipótese diferente. Então eu crio uma hipótese e em cima disso, eu posso criar uma
pergunta. Ah, então o raio é causado por Zeus. Um exemplo bem tosco. E aí a Resposta para isso é sim, o raio é causado por Zeus? Não, o raio não é causado por Zeus. Aí eu vou pensar num método para testar isso. Então eu vou pegar um binóculo para ficar olhando pra nuvem para ver se eu consigo ver, sei lá. A gente inventa um método para isso. >> E é isso que a gente chama de teste de hipótese, que é qual que é o método que eu vou usar para testar se aquela resposta é sim
ou não, certo? Se aquela resposta for sim, eu mostrei que Zeus Existe e que Zeus cria raios. Se aquela resposta for não, eu preciso de uma outra hipótese para explicar como aquilo funciona. Vamos partir do princípio que aqui a resposta é sim. Então, beleza. Aí eu vou escrever o meu minha discussão e o meu minha conclusão. O rito do método científico, ele não acabou e acho que essa é a grande diferença da ciência para outros métodos. Por quê? Porque daí o que que eu vou fazer? Eu vou escrever um artigo e eu vou mandar pros
meus Pares. O que que é mandar pros pares? Eu vou pegar todo mundo que é especialista em raio, vou escolher as pessoas especialistas em raio e vou entregar o meu artigo para eles. E aí essa pessoa vai ler e ela vai analisar. Primeiro lugar, a hipótese faz sentido. Segundo lugar, o jeito que essa hipótese foi testado faz sentido. Terceiro, a conclusão faz sentido. Essa é uma decisão que não cabe a mim que fiz o trabalho. Essa é uma decisão que cabe a Outras pessoas. >> Sim. >> Que são as revistas científicas. Então eu pego o
meu artigo, mando para uma revista científica, o editor vai ler o artigo, vai falar: "Ah, tá, é sobre raio, eu vou mandar para um especialista em raio e quem vai dizer se aquilo é válido ou não é a comunidade científica. Quem vai, porque eu tenho especialistas em raio que sabem como testar se o raio foi solto por Zeus ou não. Então, quando A gente fala, por exemplo, que um artigo tá em pré-print, quer dizer que ele foi enviado paraa revista, mas ele ainda não foi aprovado pela revista. E muitas vezes ele não vai ser aprovado
diretamente pela revista. os os as pessoas que forem ler aquilo vão pedir revisão, vão pedir correção, vão pedir novos experimentos, vão pedir novas análises para que a gente chegue mais perto da descrição daquilo que tá acontecendo. Então, a ciência ela, entre Aspas, só acaba quando o artigo é publicado, quando ele passa por revisão por pares, mas mesmo assim a gente ainda pode ter uma revisão daquilo. Eu só vou dar um exemplo de medicina e aí a gente passa. Já ouviu falar de um remédio chamado talidomida? Não, a talím domida é um remédio da década de
60 e 70 para enjou. Então os caras foram lá e acharam uma molécula, uma droga que era muito boa contra enjô. Então quando a pessoa tava enjoada, aquilo funcionava muito Bem para controlar os enjoo. Esse remédio passou pelo rito do método científico, com menos rigor do que hoje, mas passou pelo rito. Aquilo foi publicado e o remédio foi para o mercado como um remédio para enjou. E aí você tem um público para remédio para enjou, que são mulheres grávidas nos primeiros meses de gravidez, que é muito comum ter enjo. >> E a Tomida era um
remédio tão bom contra enjou que ela era muito receitada para Essas pessoas que estavam grávidas, certo? Só que depois de um tempo começaram a nascer crianças com problemas de formação de membros. Então, eram crianças que não formavam braços direito, que o desenvolvimento, principalmente das extremidades dos membros, era um desenvolvimento que tinha um problema. E aí os médicos foram ver e foram levantar os dados para isso. Então, depois que o remédio tá no mercado, eles levantaram os dados para Isso e eles perceberam uma coincidência. >> As mulheres tomavam >> talidomida. Por quê? Porque quando você pega
a molécula da talidomida, a molécula química, os carboninhos ligados lá, existe uma talidomida que tem um bracinho virado para um lado, que é a alfa talidomida. E existe uma que o bracinho é virado pro outro, que é a beta talidomida. Certo? Certo? >> As duas são boas contrajô, só que a beta talidomida causa problema de má formação No desenvolvimento dos bebês, principalmente quando tomada no começo do desenvolvimento. Então a gente tem os bebês da talidomida que até hoje recebem uma pensão da farmacêutica que causou esse problema no mundo inteiro. Por que que é bom a
gente contar essa história da Talidomida? Porque a ciência ela não para quando o artigo é publicado, ela continua depois. E ela não tem, e aqui é uma coisa que um bom cientista não tem, que é a vergonha de dizer que tá errado. Então, o cara que fez esse artigo, ele ele ele fazia os experimentos com uma talidomida pura produzida em laboratório. A hora que essa talidomida foi pra produção real, ele não consegue produzir em larga escala, impedindo que o outro tipo de talidomída exista. Então o remédio não é seguro e aí ele não é seguro,
ele tem que sair do mercado. Então esse é um exemplo de que apesar do método T, entre aspas falhado, porque a pergunta é bom contra enjou foi Perfeita? >> É >> a pergunta de segurança não foi. Então o remédio é excelente contra injilo, só que uma parte da população não pode tomar talidomida. E aí é aqui que a gente começa a entender porque que esses esse rito do método científico ele é tão importante pra segurança dos pacientes, paraa gente ter certeza se aquele remédio é bom ou não e assim por diante. >> É o que
eu ia complementar, acho que eu Acho que é muito interessante e legal a gente enfatizar aqui pro público, chat, nós temos um biólogo e um astrofísico. Por que que um astrofísico estaria junto com um biólogo para falar de polilaminina, fosfetonolamina e coisas relacionadas à medicina? É, só biomedicina, essas coisas, >> porque existe a estrutura por trás que se chama matemática, >> método científico, tem tudo a ver com estatística. E entender a estatística, entender como funciona o método é diferente de o para que eu vou utilizá-lo. >> Então, mesmo que eu não seja da área de
biologia, se o Emílio me apresenta os números pelos quais ele tá fazendo aqui o trabalho dele, eu entendo o que que tá sendo feito. eu consigo aplicar o meu conhecimento de matemática e de estatística em astrofísica para entender se aquele trabalho ali faz sentido ou não >> pelo número. Aliás, isso é uma uma outra coisa que é importante em relação à sua pergunta, ô Vilela, de como que a gente sabe uma coisa funciona ou não, que é justamente já vamos entrar no polar menino, o Emílio vai fazer uma palestrinha aqui que eu acho legal a
explicação dele. Mas antes disso, nós temos os testes cego. >> Uhum. >> Duplo cego. Que como que funciona? Eu quero saber se uma droga vai funcionar Em você. Só que para saber de forma robusta, eu preciso de estatística. O que que é estatística? Eu quero saber se funciona para muitas pessoas, porque o corpo humano é diferente. No você tem várias coisas iguais, mas cada pessoa pode reagir de forma diferente, pode ter efeitos colaterais e tal. Então eu quero saber se ela funciona de verdade para muitas pessoas. Não é só para uma. Quando eu tô trabalhando
com muitas Pessoas, isso é um número. Tô trabalhando com estatística, eu quero saber os percentuais das pessoas, quantas pessoas são de, sei lá, homens ou mulheres, altos ou baixos, mais velhos ou mais novos, são as propriedades. Tudo isso você categoriza e usa matemática para esse tipo de coisa. Então, ao saber, ao fazer esse teste, além de saber a matemática, existem algumas coisas específicas, que é como, por exemplo, efeito placebo, que É só que existe, ele é real. Só o fato de você acreditar que possa ser curado por uma droga que eu vou te dar, às
vezes funciona, você mesmo acaba, digamos, ajudando seu próprio corpo a se curar. E aí eu não tenho como saber se aquela droga funciona ou não. Então, como é que eu faço? Eu posso, digamos, te enganar. Vou colocar em aspas aqui o te enganar. Eu te dou um remedinho que, na verdade, ali dentro não tem nada e você não Abriu, você não sabe o que que tem dentro, você só toma >> e aí você melhora no pôra, melhorei, tal, não sei quê. E aí depois eu vou e te falo, pô, na verdade você não toma nada,
>> pegadinha do malandro, >> não. E você pode até ter melhorado de verdade, >> tava isso o que eu tô falando é o básico. >> Por que que é o básico? Porque quando a Gente vai pra medicina não é tão simples assim. Isso é aula 101, sabe? é a primeira aulinha de método científico, de de formas de você trabalhar com isso. Quando você vai paraa medicina é diferente, porque você não vai fazer isso com um paciente que pode morrer. Muit das vezes não é um remédio que não tem nada dentro. Na verdade é o tratamento
normal padrão. >> Uhum. >> Que é consenso, >> que é o tratamento ouro geralmente, né, que todo mundo que todo mundo concorda >> versus o tratamento novo, >> tá? E aí você acha que tá recebendo tratamento novo, mas tá recebendo tratamento padrão, entende? Que >> é o que a gente tem certeza que é eficiente em vez de fazer, porque senão fica, que isso que é o mais importante a gente conversar no no podcast aqui, porque senão entra um problema grande, >> que é o problema real da polilaminina hoje, que é de ética. >> Você não
vai fazer um experimento, pera aí, tem 50 doentes aqui, pô, se 25 eu vou colocar o tratamento e os outros 25. >> Não faço nada, >> não faz nada. Se morrer, a gente vê que quantos morreu e quantos não morreu. >> Azar deles. >> Isso aconteceu durante a Segunda Guerra. >> É mesmo. >> Teve avanços inclusive de medicina na Segunda Guerra Mundial na de no nazismo de Hitler por conta disso. Mas isso é o papo pro outro um outro podcast. Mas hoje em dia a gente não aceita essas coisas. Nem mesmo até com os animais
a gente aceita. >> Tem tem muitas pesquisas que não conseguem avançar por problemas de ética, >> né? E pra gente entrar nesse exemplo, queria só finalizar com uma coisinha que pouca gente fala e que tem a ver com Trazer diferentes profissionais de outras áreas para conversar esses assuntos. Triplo cego. Você já ouviu falar do experimento triplo cego? Não, >> o triplo cego, galera, é quando você vai testar uma nova droga, um novo tratamento que seja, em que nem >> o pesquisa, nem o paciente sabe que tá recebendo o tratamento padrão ou novo, nem as pessoas
que estão estudando e nem quem vai fazer a análise do artigo. E aí Que entra uma coisa interessante, digamos que o Emílio esteja fazendo um experimento lá de biologia parecido com o da da Tatiana sobre uma cura de algum problema humano, de alguma doença. Daí ele não quer fazer a análise dos resultados e aí ele vai entregar para um estatístico ou um astrofísico que seja. Se for se for um cara que conhece da matemática, né? só os números e nem eu vou saber, porque aí eu não eu não insiro o viés, eu não Vou saber
se aquilo ali é uma droga, se aquilo ali é uma um tratamento, se aquilo ali é humano, se é planta, se >> se é planta, se é humano, eu vou ver é número e vou trabalhar, identificar padrões. Aí uma vez que eu identifico esses padrões ali em números, ó, terminei aqui meu trabalho de estatística, eu entrego de volta e aí ele recupera toda a pesquisa e encaixa o modelo e fala: "Esse aqui é o resultado". Porque até mesmo quem vai Fazer a análise, ela também tem viés. Pô, olha só, cara, isso aqui pode funcionar. Isso
aqui pode funcionar. E aí você corre o risco de achar aquilo que você procura. >> Exato. >> Pode parecer meio bizarro o que eu tô falando, né? Correr o risco de achar o que você procura, mas essa é uma brincadeira que fazem na estatística. Quando você quer >> muito procurar, muito achar uma coisa, Muito, muito mesmo, você até acha, só que na verdade você não achou. Você vai torturar os dados até eles falarem o que você, >> você acha que você achou e você se convence de que você achou, mesmo não tendo achado, você só
não enxerga. Isso acontece, isso é o ser humano é assim. Então >> a gente volta para aquele negócio de tirar a subjetividade, mas é impossível que a gente faz impossib e aí a gente Volta. É, cara, isso tem tantos semióticas para trabalhar, porque iniciando o papo da Poli da Menina, para você fazer uma coisa triplo do jeito que eu tô falando, é muito dinheiro. >> Uhum. >> É, >> você vai pegar, a maioria das pesquisas no Brasil aqui é um, du, é um, dois pesquisadores que conseguem um pouco de bolsa ali, chama os estudantes ali,
Entregam a bolsa e ajuda ali para trabalhar. Você não vai conseguir pegar, sabe, grandes estruturas robustas. igual fazem Harvard, sei lá, Instituto Copenhagen, né? Sabe umas universidades assim [ __ ] o ETH de Zurik, [ __ ] se tu olhar lá como é que funciona a forma, sabe? É muito sistemático, é muito padrão, assim, é elite acadêmica se você pegar aqueles caras ali de Zurique. Então assim, a gente aqui é bebezinho, um pouquinho de dinheiro ali, o cara, Ah, não, vou aqui estudar, vou tentar fazer um negócio. Isso é uma parte do problema do que
que tá acontecendo com a Tatiana. Só que pra gente começar nesse, nessa história, primeiro explique o que que é >> esse remédio. É um remédio >> polilaminina, tá? Então, e como que o que o que que era feito antes, >> tá? >> O que que o que que ela muda e porque Por é tão revolucionário se funcionar e porque tanta gente tá colocando em cheque esse tratamento? >> Então, vamos lá. A primeira parte que a gente precisa fazer é explicar o que que é essa tal de laminina, na verdade não a polilaminina. Então, a laminina,
usando termos bem biológicos, é um uma glicoproteína, é uma substância produzida pelo seu corpo e ela é muito importante em vários processos do corpo. A primeira parte que ela é importante é Porque a laminina junto com outras substâncias vaiun vai formar o que a gente chama de lâmina basal. Então, quando você pensa nas células do seu corpo, a gente tem tende a pensar nas células meio soltinhas, mas elas são construídas em cima de uma estrutura que é produzida pelo próprio corpo. E dentre as substâncias que compõem essa estrutura, a gente tem a laminina. E a
lamina é muito importante durante a sua vida toda, mas ela é muito relevante Durante o desenvolvimento embrionário. Então, quando o nenenzinho tá desenvolvendo na no útero, >> minha filha que acabou de nascer, >> sua filha que acabou de nascer, a laminina, ela vai meio que direcionar parte do crescimento dos neurônios para estruturar o sistema nervoso da pessoa. Então, qual que é a hipótese que a equipe da Tatiana levanta e que pode ser realmente relevante? é que se a laminina ela é importante na formação que você Tem dos tubos neurais, por exemplo, na coluna da pessoa,
será que se eu oferecer essa substância de novo no organismo, isso pode direcionar a reconstrução dessas ligações? Então, o que a gente precisa entender o queito, perfeito >> é isso. Então, o é essa é a hipótese que ela levanta. Então, a hipótese que ela levanta é se eu colocar laminina lá de volta, será que isso ajuda a reconstruir essa ligação? >> Então, vou explicar rapidinho como que isso acontece. Você tem, >> não sei se tem algum gráfico, alguma coisa pra gente mostrar. Será que tem? Ele acha. Eu vou, vou pedir para ele colocar um gráfico
agora pra gente ver que é assim do sistema nervoso central. Então, o que que é o seu sistema nervoso central? Seu cérebro que tá dentro do seu crânio e a sua medula que desce dentro da sua coluna. Então, se você pegar as suas vértebras, ela é uma ela é Furadinha porque por dentro da sua vértebra desce um conjunto de neurônios, um conjunto de nervos que vai enervar pro corpo inteiro. Então o sistema nervoso central é o cérebro que controla tudo e aqui na coluna você tem os ossinhos que protegem os neurônios que estão passando ali
dentro da medula. da medula saem feixes de nervos que vão pro seu corpo inteiro. Então, por exemplo, o nervo tá mexendo o meu braço aqui agora, ele saiu da minha medula e foi pro Braço, certo? Quando uma pessoa sofre um dano na coluna e consequentemente na medula, o que acontece é que essa ligação quebra. Então, imagina que um neurônio tá meio que ligadinho no outro. A hora que você sofre um acidente de carro, por exemplo, e quebra a coluna, você vai quebrar essa ligação. Então, se eu quebrar aqui em cima, Vilela, os movimentos daqui para
baixo vão parar de funcionar. Se eu quebrar aqui no meio, os movimentos do meio para baixo vão Parar de funcionar, porque é daqui que sai todo o controle. Quando você sofre um trauma, então sofreu um acidente de carro e esses neurônios se rompem, essa ligação quebra e não volta mais. Esses neurônios morrem e a gente hoje sabe que tem reprodução de neurônio ali, ó. Então você tem o cérebro ali em cima, você tem a coluna vertebral amarelinha. Os amarelos são os nervos >> que são compostos de neurônios. Ali no meio você tem a medula, que
é o feixe Grossão de nervos que desce do seu cérebro para controlar de tudo. E do meio da sua coluna nas vértebras, você tá vendo saindo os nervinhos ali do lado. O que a gente tem quando a gente tem um dano é que esse fecho principal, que é a medula que tá dentro da sua coluna, ele se quebra e essas células morrem. Então, não é que todos os neurônios morrem, é que você rompeu o fio que fazia a ligação pro resto. Então você perde o controle dali para baixo. Beleza? >> Então, então eu posso imaginar,
por exemplo, que uma dessas linhas amarelas ali romperam >> isso. >> E aí eu vou, a ideia, a ideia é usar a polilaminina para fazer essa, esse fiozinho voltar e conectar. Exatamente. A ideia, a hipótese que foi levantada é que se eu conseguisse usar linaquele lugar, >> de um jeito específico, >> de um jeito específico e tudo mais, isso ia permitir que essa ligação não se perdesse >> ou se reconstruísse. >> Por que que a gente fala não se perdesse? Porque os experimentos da Tatiana agora são experimentos ligados às primeiras 72 horas depois do acidente.
>> Sim. Então, a princípio, o trauma acabou de acontecer e a ideia de você usar a laminina é que você conseguiria fazer Com que essa ligação não se perdesse definitivamente. E por que que a gente fala polilaminina? Porque o método que ela, uma parte do método que ela desenvolveu foi um método de sintetizar a laminina, como eu vou fazer isso em laboratório. Então a laminina é uma substância produzida pelo seu corpo, mas ela desenvolveu com a equipe dela um jeito de fazer isso em laboratório. E aí é poli porque são muitas lamininas, é uma laminina
ligada na outra. Então são Várias lamininas ligadas umas nas outras, certo? Então, a ideia da polilaminina é reconstruir essa ligação ou até impedir que a ligação seja desfeita. Por que que a gente fala reconstruir ou até? Porque a primeira crítica que a a Tatiana admitiu isso, >> tá? Aí, aí, aí, só pra gente deixar claro, essa é a ideia base, todo mundo entendeu a ideia. Aí agora a gente entra no como vamos provar que isso talvez faça sentido ou não. Aí agora que entra A brincadeira. Aí agora que entra brincadeira que tem uma coisa muito
importante da ciência, como você tá dizendo, que ela é dividida em pedacinhos. >> Exato. >> Então a primeiro pedaço que ela publicou é como fazer polina menina. Não tem nada a ver com coluna, ainda, não tem nada a ver com a medula ainda. Os primeiros trabalhos dela é assim, ó. O método que eu inventei para produzir laminina em Laboratório é esse. E tá aqui a polilaminina. Tanto que existe, a gente tava falando de patente ontem, existe a patente do método de como fazer a polilaminina em laboratório, certo? E aí, o que que eles fazem? Então,
tá bom. Então, eu tenho essa substância e essa substância parece ter algum efeito nesses casos de trauma. Como que eu vou testar isso? Então, ela entra com pedido no comitê de ética para testar isso em modelos animais. Então, primeiro ela Testa em vitro, que são e a coisas que você vai fazer em plaquinhas de petre, depois você vai para modelos animais. Então você vai pegar um ratinho, por exemplo, literalmente você vai causar o trauma, você vai quebrar a coluna do ratinho, você vai injetar a polilaminina para ver o que acontece. >> Isso aí já começa
o problema da ética, né? Você não vai, você não vai usar, você não vai usar cachorro, gato, cavalo. >> Usato. >> Existe toda uma discussão sobre é isso, >> se tem que usar, se não tem que usar, >> vai funcionar, vai funcionar. O método, a ferramenta tá ali, é igual arma, você usa para matar ou se defender. Então assim, vai funcionar, vai funcionar. Aí a questão é é um problema mais de ética do que de método. >> É. E aí tem uma coisa importante. >> Pensa, você tá literalmente quebrando, >> quebrando a coluna de um
ratinho para Fazer isso. Eu tenho uma amiga nossa que é a Ana do Nunca viu um cientista >> que ela fala que nós não somos ratos, né? A Laura fala. Eu acho que acho que ela, eu acho que ela tem razão. Não precisa fazer uma uma estudo de DNA, uma hipótese apresentar. >> Não é assim também tem uns que são ratos, mas isso é muito importante a gente dizer porque não necessariamente algo que funciona em ratos vai funcionar na gente. Então de novo, falar tudo isso Não é diminuir em nenhum aspecto o trabalho da Tatiana.
Não, o trabalho da Tatiana é um trabalho científico importante que tem que ser estimulado, mas a gente tem que tomar cuidado. Então, primeiro você faz em modelos animais, depois você recebe uma autorização para fazer em modelos humanos e aí ela fez agora um projeto piloto. Então, o que que é o projeto piloto? Projeto piloto foi pegar alguns pacientes e testar essa substância Nesses alguns pacientes >> em humanos, >> em humanos, em pacientes humanos. Então, o primeiro resultado que ela apresenta do artigo que tá em pré-print e que acabou de voltar pra mão dela, inclusive, é
um trabalho que ela fez com oito pacientes e ela injeta a polilaminina nesses oito pacientes. Então você não tem um grupo com polilaminina e um grupo sem polilaminina. Uma coisa importante de Dizer pra galera é que não é um remédio que você tá tomando, não, tá galera? É coluna aberta e injeção. >> Ah, é como que é o esquema? >> Dur logo depois do trauma. >> Logo depois do trauma. >> Abre o abre a >> É a história é a seguinte. Quando você sofre um dano de coluna hoje, o tratamento ouro para isso é você
fazer a descompressão da coluna. Então, imagina que você tem as vértebras e elas você Sofreu um dano, elas quebraram e elas estão apertando os nervos ali de cima, >> tem um inchaço >> e aí dá um inchaço, causa uma inflamação, aquilo incha, isso pode matar os os neurônios. >> Então, qual que é o procedimento padrão hoje? cara >> você coloca o cara na mesa cirúrgica, abre a coluna dele e na mão você separa aquilo para tentar >> literalmente você chega na coluna, Coloca um monte de parafuso, substitui osso, faz um monte de coisa lá para
você descomprimir esses nervos e tentar diminuir o dano. O que o trabalho e a proposta da Tatiana é você pegar e durante esse processo, nas primeiras 72 horas, você injetar a polilaminina junto com o tratamento com o cara aberto na mesa cirúrgica. Certo? Então a ideia é essa. E de novo, esse é o padrão, esse é o método. Tem que ser feito desse jeito. >> Inventando nada. >> Ninguém tá inventando nada. Ela não tá fazendo nenhuma maluquí, não é nada da cabeça dela, não. >> Mas abrir e descomprimir isso já faz parte. Isso. Mas isso
salva uma pessoa ou >> salva? Salva para caramba. Isso tem um efeito que, opa, diminui. Se eu não me engano, eu não tô com esse dado na cabeça agora, então eu posso falar errado. 30% das pessoas vão ter, voltam A andar por causa desse método. >> Só fazendo isso. >> Só fazendo isso. >> E aí ela acrescentou o que além disso? Ela acrescenta injetar a polilaminina, que é essa substância que eu que eu expliquei, porque isso ajudaria a manter essas conexões. >> Isso aumentou a taxa de sucesso. >> Então esse é o ponto mais importante
da história. Nesses oito pacientes não tanto. >> Então tem um caso de muito sucesso, >> tá? >> E aqui esses são os dados do trabalho. De novo, eu sou cuidadoso porque as pessoas têm que entender com calma. >> E e eu desde que a gente anunciou isso, eu vejo muita paixão nos comentários. Exato. E tipo, quer chamar a Tatiana, vocês são ridículos, estão querendo desacreditar o trabalho dela. >> Eh, você estão torcendo contra >> Não é, tem demais. E eu tô torcendo Muito a favor. Espero que o cara quem que tá torcendo quem vai torcer
contra isso? >> Eu quero que os caras fiquem alejados. Não, velho, >> pelo amor de Deus, >> cara. Se isso, se isso for real, é a melhor coisa do mundo, é a melhor notícia. >> Sabe o que eu falo, Vilel? Eu falo assim, ó, eu apresento esses dados, já fiz vídeo no canal e aí teve gente que Chegou para mim e falou assim: "Pô, Emílio, você tá torcendo contra. Eu eu fiz uma promessa. Se ela acertar e ela ganhou o Nobel, eu vou abrir a live na hora que ela que que e vou ficar gritando
2 horas. >> Vou estar junto com você também. É é Brasil, né? >> É Brasil. É, cara. A gente voltando a andar, que maluquícia é essa? Então, mas daí vamos falar dos dados. Acho que isso é importante. >> A ideia é explicar como que funciona o processo. Pois é. >> Exato. Então, tem um cara que voltou a andar, que é aquele cara que sempre tá nas entrevistas com ela, ele voltou a andar mesmo, certo? Então, isso é indiscutível. Ele ele teve o tratamento. Teve cinco pessoas das oito que tiveram melhoras, só que melhoras menores. E
tiveram duas pessoas que morreram, certo? Das oito pessoas que foram testadas. Ela mandou esse artigo para pré-print e tem umas coisas importantes pra gente falar. O problema que esse artigo tem, Vilara, é que do jeito que ele foi feito e a gente sabe que ele é um artigo prévio, ele é um artigo piloto, a gente sabe disso, mas do jeito que ele foi feito, não dá para ter certeza de que foi a polilaminina que fez o cara voltar a andar. E aí eu vou mudar a pergunta, tá? >> Que foi ela que matou os outros
dois. >> Esse é o ponto que eu ia falar. >> Ah, porque teve isso também, né? Isso. Então eu vou vou vou voltar ao ponto. Afirmar que o cara voltou a andar por causa da polilaminina cientificamente é a mesma coisa que afirmar que os dois caras morreram por causa da porilaminina. E as duas afirmações não são verdadeiras, certo? Isso quer dizer que a polilaminina não funciona? Não quer dizer que jeito que as coisas foram Feitas até agora, a gente não consegue ter certeza. Por que que teve essa todo esse e esse furor, essa essa alegria?
Porque não foi isso um caso. Então, >> não. Então é que nesse caso em humanos foi um caso, mas elas têm ela tem resultados promissores com outros animais. Então ela tem resultados promissores com os ratinhos e ela tem resultados promissores com cachorros que ela fez também. >> Exato. Então é é é mais um Exatamente é no sentido de euforia. Pô, vamos lá agora agora são seres humanos. Vamos começar. Só que são oito. Calma. São são oito. >> Não, não, não dá para fazer estatística com oito, não. >> E e sem controle ainda, sem a justificativa
dela nas na roda livre, no roda livre, você viu, né? >> Sim. No roda viva. Roda viva. Roda livre. Roda viva. Vimos que ela falou que seria desumano você não dar esse Tratamento para umas pessoas e elas não voltarem a andar, porque tem que ser rápido. Sim, eu vi isso e vi as discussões na internet, a galera falando, [ __ ] mas ciência não sei o que e tal. Aí comparado com vacina e tal. Eu acho assim, eu acho, não tenho certeza do que eu vou falar aqui. O problema não é o método, não é
método científico. Aí o problema ética. Ética, porque isso é, o que ela falou ali realmente faz sentido do do ponto de Vista ético. >> Pensa se você tem um tratamento ali que poderia salvar >> aquela >> a pessoa e aí você tá em nome da ciência, colocar aqui em aspas e perde a janela de oportunidade, né? de oportunidade. Exato. É um problema de ética. >> Como que faz num caso desse? >> Então, eu tenho uma eu tenho uma discussão em relação a isso e para mim Isso é muito simples de resolver. Do mesmo jeito que
o remédio. E isso, de novo, eu não tô falando da Tatiana, eu tô falando de método científico e de como a ciência funciona. >> Assim, se fosse um parente seu, né? >> Então, mas daí isso é uma coisa que, esse é o ponto que eu queria chegar, >> cara. Desculpa eu ser grosseiro e eu não quero ser grosseiro com quem tá assistindo, nem com você. Pro método científico, a sua opinião não É relevante, porque se a gente for levar caso a caso a ferro e fogo, a gente nunca vai ter certeza se aquilo funciona ou
não. Então vou vou vamos pegar o exemplo. O artigo dela tem assim, ó. Qual que é o resultado do artigo dela? Uma pessoa voltou a andar, cinco pessoas aparentemente voltaram a recuperar, pelo menos parte dos movimentos, e duas pessoas morreram. Então, Vilela, você sofreu um dano na coluna. O dado que você tem é um cara voltou a andar, dois Morreram no processo, certo? O remédio, ele pode realmente ter um efeito positivo e fazer as pessoas andarem, mas a gente ainda não tem os testes de segurança do remédio. Eu não sei se ele é seguro para
dar pras pessoas. >> Tá testando, é isso justamente para saber. >> Testado. Então o ponto que as pessoas têm que entender é o seguinte, como que o método científico ele vai funcionar. Nesse caso, as pessoas vão receber o Tratamento ouro sempre. Então essa cirurgia de redução da pressão na coluna vai acontecer nos dois grupos. Como o Rim disse anteriormente, eu não vou pegar o cara e falar assim, ó, fica aí, >> fica aí. >> Não, ele ele vai receber o tratamento tratamento normal. >> Só que parte dos pacientes vai receber polilaminina e parte dos pacientes
não vai receber. E de acordo com o método científico, a fase que o experimento tem Que ir agora é uma fase de segurança. A gente precisa saber se a polilaminina é segura ou não pros pacientes. E aqui eu vou olhar pra câmera e vou falar para vocês que quem afirmou isso não foi o Emílio, não foi o Rim, foi a Tatiana. Ontem ela deu uma entrevista >> e ela disse que o artigo dela voltou do pré-print com pedidos de correção e que ele ainda precisa passar pela fase de segurança para ver se aquilo é seguro
ou não para seres humanos, que é o que a Galera da ciência tem falado desde sempre. É, ela mandou para algumas revistas esses artigos, esse artigo voltou com críticas e uma das críticas foi essa, que em primeiro lugar a gente não consegue ter certeza se a polilaminina funciona ou não. A segunda coisa é se ela funciona, a gente não sabe qual que é o mecanismo de funcionamento, que >> foi justamente o que a gente falou, >> que foram as críticas que ela que que o Artigo recebeu, não, ela recebeu os artigos que as pessoas falaram
que ele tinha. Então assim, ela deu uma entrevista pro Estadão essa semana falando isso, falando: "Gente, a gente ainda precisa fazer os testes de segurança". para ver se isso é seguro ou não. E o único jeito de fazer teste de segurança é que metade das pessoas tem que receber a droga e metade das pessoas não tem que receber. >> Mas e aí? >> Mas elas vão ter tratamento, >> mas vai ter menos chance. >> Não sei. É >> o único jeito que eu tenho para saber isso. >> Mas o se o paciente puder escolher? Não,
ele não pode escolher porque escolher é contra o dash duplo cego que o Rim tá falando. >> Mas é que tá, você é da família e eu falo: "Eu quero esse, eu quero ser tratado". Então, por isso que ele não Pode fazer, >> por isso, por isso que eu tô falando para vocês. >> Não, mas eu tô fora desse teste. Eu quero, eu quero que, que ser tratado pela L. Eu vou, vou te dar um exemplo. >> Não, você pode, a galera faz isso de maneira judicial. >> Vou te falar o que tá acontecendo. Então,
pega a Tatiana. A Tatiana hoje é a autoridade nisso, certo? Se você quiser esse tratamento com a Tatiana, Se você quiser esse tratamento com a Tatiana na equipe dela, você vai ter que assinar um documento dizendo que você pode estar ou no grupo tratamento ou no grupo controle. >> Agora, se você quiser entrar na justiça para receber isso na sua coluna, você pode entrar. Se eu quero lá, eu não vou saber se eu votar no grupo de controle no tratamento. >> Se eu entrar na justiça, aí você vai tomar a substância e você que arque
com As consequências dos seus atos, >> porque ainda não tá comprovado. No dia que tiver comprovado, >> exceber o, se ele for, se ele for válido, você vai receber o tratamento. >> Então, a grande questão, >> vocês querem café? Eu quero, por favor, três cafezes. >> Então, a grande questão é justamente essa. Então, se você quiser passar pelo rito científico certinho, eu quero entrar na equipe de trein de tratamento Da Tatiana, aprovado pela Anvisa, com o tratamento pago, eu vou assinar um documento dizendo que eu sei que eu posso receber placebo ao invés de receber
polilaminina. >> Mas, mas ela mudou o discurso ou na verdade ela nunca falou? Ela coloca esse parâmetro ético que existe na questão, mas em nenhum momento ela falou que >> ela nunca foi contra >> ela não, porque isso é o único jeito que a gente tem para fazer. E aí as pessoas Estão falando assim: "Ah, não, mas tá bom, eu posso comparar com tratamento ouro?" Não, você pode. Existem vários métodos estatísticos de resolver isso, mas sair dando polilaminina para todo mundo não é a maneira correta de fazer esse experimento. Entendeu? Escrevendo aqui, ó, estão querendo
sabotar o trabalho da Tatiana. Explica porque que não é uma sabotagem. Porque a gente é favorável ao trabalho dela. >> A gente quer que dê certo. >> A gente quer que a gente quer que o governo dê dinheiro para ela montar o experimento da maneira correr. >> O que as pessoas têm que pensarem é que, cara, imagine que se você aplicar liberando para todo mundo e se todo mundo morrer? >> É, se todo mundo, >> é o caso, é o caso da formação dos bebês >> da Talidomida, que é o exemplo que eu dei. >>
Exato. Exato. Então assim, é, é, é. Na Época eu poder eu poderia falar falar: "Não, eu quero acabar com enjoo". E mais pra frente falar, [ __ ] mas eu não me ninguém me falou que que podia ter formação. >> Esse é o ponto. Exato. Isso também isso também percorre por anos, cara. Você você ainda tem os efeitos de longo prazo. Então assim, você tem que controlar a expectativa. Galera falando que inveja porque é uma médica. Gente, >> não, para com isso, gente. Gente, >> para com isso. Para com isso. >> É, >> para com
isso. Espero que ela ganhe o Nobel. Espero que el que el gente espero que ela tenha sucesso no no trabalho dela. Espero que ela faça as pessoas volem colocando que é porque é mulher se fosse homem tem nada. Tem nada a ver uma coisa com Não tem mesmo. >> Tem algum outro exemplo? >> Mas o exemplo da talomida que você deu é perfeito. Imagina que de novo, enjoo é Uma coisa importante. Tem tem pessoas que sofrem muito com enjoo no começo da gravidez. >> Ah, minha mulher tá sofrendo. Surgiu um remédio lá. Aí eu vou
entrar na justiça. >> Eu passei problema com enxaqueca. Aí descobre uma droga aí que tá em teste. >> Eu te dou um exemplo que todo mundo esqueceu. >> Hã? >> Falfetonolamina, maior vergonha mundial da ciência brasileira. >> Que que foi o lance? >> Ué, você não lembra? >> Remédio pro câncer. >> Remédio pro câncer. Todo mundo já esqueceu. Dá, dá, dá 10, dá o contexto. Eu não lembro não. >> Um pesquisador em São Carlos, ele fez o mesmo. É um processo muito parecido com a Tatiana. Nesse sentido que eu vou falar, eu não tô compando
de verdade que a Tatiana é muito mais séria do que ele. E de novo tudo que eu >> gente Sergão em 10 minutos entra, tá? O pessoal tá perguntando o Sergão também, ele já entra. >> Ah, tudo que eu e o Rim estamos falando aqui, a Tatiana concorda, não é uma invenção nossa. Ela, leiam a entrevista dela essa semana, ela falou exatamente isso que a gente tá falando. Eh, >> no Estadão. Ela deu uma entrevista no Estadão, deixar só a a matéria para mostrar. >> Ela deu uma entrevista no Estadão Falando sobre isso. A polile
foi assim, mesma coisa. Um cientista >> fosfatonal, >> a fósforo, desculpa, a fósforo foi nesse sentido, porque é o cientista que isolou uma substância, criou um método para isolar a substância. E esse cara falou assim, ó, essa substância aqui é a cura pro câncer, tá? Então, a afirmação dele é essa. E aí, a primeira coisa e não, e vamos e vamos ser bem pontuais aqui nisso. É uma afirmação forte. Achei a Cura para o câncer, >> inclusive, porque câncer não é uma coisa só, né? >> Porque não é uma coisa só, são várias, mas ele
é isso é uma afirmação forte, então as pessoas vão olhar e o cara é pesquisador e tal, então as pessoas, opa, pera aí, um pesquisador com gabarito tá falando >> de uma federal falando que a federal falando que achou a cura pro câncer. Vou prestar atenção no que o cara tem a Dizer, >> certo? E aí esse cara acha essa cura pro câncer e aí ele fala assim, ó: "Gente, achei a cura pro câncer". E aí acontecem dois fenômenos. O primeiro é isso que a gente tá vendo com a polilaminina agora, que é a judicialização
dos processos. E o segundo é uma um espetáculo que inclusive teve teve gente indo no congresso ajoelhando no chão, pedindo para liberar inverba, para testar a a fósforo. >> Nunca, eu nunca mais me esqueço disso, cara. É, então >> o Fotonolamina é o caso único de pseudociência no Brasil que uniu Jean Willes, Bolsonaro e Dilma ao mesmo tempo. >> Exatamente. >> É mesmo. >> Por quê? Porque [risadas] daí porque daí por uma pressão popular libera-se verba para testar a fósforo. Então tá bom. Então a gente precisa montar um Experimento para ver se isso funciona ou
não. Então como que você monta esse experimento? Do mesmo jeito que a gente monta pra polilaminina. Você pega dois grupos de paciente e vilela, nesse caso com câncer, e você pega para metade desses pacientes, você dá a substância e para outra metade você não dá. Isso não quer dizer que você não tá fazendo os outros tratamentos, quer dizer que você tá colocando essa substância a mais. E o resultado disso é que a fosfo não teve Efeito nenhum no câncer e na verdade ela piorou o tratamento. >> Exato. >> Essa essa matéria, essa entrevista >> não
não essa esse é um outro médico que pediu para sair, mas teve uma entrevista dela mesmo, da Tatiana. Essa semana mesmo. Foi essa semana. An, por que que eu quis lembrar desse dessa fósfotanamina? Ninguém ganhou Nobel com isso. >> E é um cara, >> você tá vendo você tá vendo alguém falando isso em podcasts fora do país. >> Mas vocês falando sobre câncer, toda semana tem alguma notícia sobre cura de câncer. Vocês estão acompanhando agora também >> em que país que conseguiram um >> foi na Espanha. >> Foi na Espanha com testes animais também. É
o mesmo caso da da da >> Mas o pessoal o pessoal solta antes do tempo essas coisas ou é assim mesmo? >> É o que acaba acontecendo é primeiro lugar >> por porque claro eu entendo a pressa de todo mundo de de conseguir a cura do câncer. Tá todo mundo olhando isso. O Alzheimer a gente tá olhando também sempre tem alguma notícia sobre Alzheimer. >> O que me interessa também, por exemplo, meu pai que tem que tem Parkson também. Eu tô acompanhando tudo isso. E câncer, né? Porque muitos amigos tiveram câncer. E o caso e
esse caso ele é específico inclusive para um dos cânceres mais agressivos, que é o câncer de pâncreas. é >> que é o mesmo que matou o Steve Jobs, que é um que tem taxa de mortalidade de 90 e tantos por. >> O que aconteceu na Espanha foi o seguinte, o cara ele fez um experimento, só que também em modelos animais e também em vitrio, ele tá no mesmo ponto mais ou menos que a Tatiana tá. E por Que que ele naquele caso anunciou isso publicamente e veio a público? Porque ele precisa de grana. >> Ah,
tá. Então ele precisa chamar a atenção pro projeto dele para que aquele animador >> é é animador do mesmo jeito que o da Tatiana. É animador, só que tá num estágio anterior, não dá para cvar. Então é uma questão de rito do método científica. >> Isso é mais sobre a comunicação. >> É que a gente torce muito para dar certo as coisas, né? >> Mas mas a gente tem que tomar cuidado para não causar. >> Ó lá, ó. É esse aqui, ó. É esse artigo, ó lá, E é ela falando de novo, não sou eu
falando, não é o Rim falando. >> É, teve uma pressão muito grande, né, depois de de entrevista dela no Roda Viva. >> Exato. Então é é é sobre a comunicação, Porque a gente tem que tomar cuidado que a gente uma coisa, eu e Sergão falando de astronomia, se a gente errar um planeta ali, >> é tranquilo, >> tranquilo, >> Danis, agora, agora, pô, a gente tá falando de coisas que mexem muito com a emoção das pessoas, cara. Você pode estar criando uma por uma uma comunicação mal feita, você pode est causando uma uma falsa esperança,
que é Um sentimento ruim para caramba, velho, que é você pegar a mente, é pegar a mente da pessoa, esticaria, né? >> Total, total. >> Perdeu, perdeu os direitos do, do, da, da bagaça. Foi culpa do Temer ou foi da Dilma? Aí virou isso, cara. É, vira outra história paralela, cara. Quem tá contra ela é bolsomínio. Não, quem tá contra ela é petista. Cara, cara, >> discussão do Brasil é isso. Maluquice, Cara. É uma >> inclusive isso daí, >> quero ver na Copa como vai ser. A gente pode torcer, não pode, pode usar camisa, >>
se ganhar, eu posso ficar feliz ou não posso? Que que [risadas] tá rolando? Quem quem vai marcar o gol, sei lá. >> O técnico não é brasileiro, isso é bom. E em quem que a pessoa que marcou o gol votou? >> Já começa desse jeito, né? O técnico é italiano. Será que eu tenho que torcer Para esse time? Que foi uma discussão que teve quando o Celote foi contratado. Não, pô. >> Ah, não, tem que ser técnico brasileiro, não. Tem que ter, cara. Para, pelo amor de Deus. >> Mas nesse caso que a gente tava
falando, então, >> você tava falando da patente que assim, é, não, eu tô falando assim, nesse caso aí que a galera que da patente é a patente é o nome só ou é é o é o >> Não, dentro da FRJ você tem lá o escritório de inovação, >> tá? Aí eles trabalham junto com a galera de ciência aplicada que vai ter alguma coisa específica que pode valer dinheiro, digamos assim, eh, propriedade intelectual, você tem aquele escritório ali que concede ali umas licenças para poder fazer esses registros de patente. Só que assim, é uma coisa
é patentear no Brasil, o internacional, a galera acha que é só internacional, não. Você tem Que registrar em cada país, né? Cada país tem que ter o seu registro de qualquer agência, nossa, >> você tem uma agência internacional que te ajuda ali a como se fosse uma consulta, >> cara que inventou o Viagra teve que que patentear em cada país. >> Se não patentia, o cara no outro país pode fazer, >> pode fazer e roubar. >> Tanto que o Brasil é carísimo isso. Então >> é tanto que o Brasil faz quebra de patente, né? Remédio
genérico, por exemplo, para Aides, o governo quebrou a patente. >> Mas todos genéricos não são quebra de patente, >> não é? Porque a patente acaba. Tem tem prazo. A patente vai durar 20 anos, >> não é pra vida inteira. Isso, por exemplo, eh, a o Ozenique, que é a sema semaglutida, a patente acabou ano que Vem no Brasil. >> Já, >> já, >> já deu 20 anos >> já. >> É porque chega muito tempo. >> É porque a semaglutida eles patentearam lá atrás e ela vai virar remédio agora. >> Ah, tá, tá, tá. >> E
aí a patente acaba aqui no Brasil. >> Caramba. >> Eh, mas o Brasil quebrou o patente. O Brasil simplesmente chegou remédios para Aides, por exemplo, na crise dos anos 80, 90. Dan, eu vou fazer, me processa. O o lance do dessa discussão política, cara, é que ela é simplista demais. A galera tá discutindo sobre o presidente, cara. Tem muitos caminhos pro pro dinheiro andar até você chegar nessa coisa de quem era o presidente da época. Tem o escritório de inovação, tem os superiores da Tatiana, tem o o chefe do departamento, tem outros departamentos Que às
vezes um não guarda o outro, um tá brigado com o outro, aí não vai mais dinheiro para cá e menos dinheiro para lá. tem a reitoria da UFRJ, tem o ministério. Então assim, tem várias pessoas que tem que aprovar, tem várias assinaturas ali de, entende? Vários caminhos para esse dinheiro passar antes de chegar na mão dela. Então você não pode simplesmente, >> eu queria colocar outra questão, vocês falarem ética, outra questão que que eu Não sei em que pé que tá a ciência, que é o teste em animais também, >> que tem um pessoal que
que é contra, eu não sei quando que pode testar em animais, >> como que como que é essa ética? Essa discussão é uma discussão muito importante, porque a o teste animais ele é muito comum nesse começo da ciência, >> em tudo, >> em tudo. Então tudo que Cara, vou te falar, >> por que que às vezes é camo um dogo, às vezes é cavalo, às vezes é não sei o quê, para cada coisa é >> porque é porque tudo depende de qual sistema biológico você tá falando. Por exemplo, se você pegar sistema circulatório, testar em
porcos é muito melhor, porque o sistema de circulatório do porco é muito parecido com a G, com o nosso. >> Se você for testar coluna, colunas são todas muito parecidas, então testar em Ratinho é mais fácil. Ratinho é é o que mais >> ratinho é o padrão. Ratinho cobaia que porque é um bicho pequeno se reproduz bastante, barato de cuidar, é muito mais fácil fazer isso. Coelho serve para outras coisas, então isso não existe mais, tá? Isso que eu vou falar não existe mais. Maquiagem, por exemplo, era muito muito muito testado em coelho. Não, >>
cara, se você for estudar teste em Animais, >> posso descrever ou você acha que vai ser? Claro, >> os caras pegavam um coelho, prendiam a cabeça do coelho assim, o o corpinho ficava para baixo e aí você colocava o olhinho dele aberto, igual laranja mecânica para testar colírio, por exemplo, no olho do coelho. Ou ficava passando >> hoje como faz? >> Hoje você não testa mais, hoje você Testa em humano também, >> não. Então daí o que você Isso não acontece mais por algumas razões, por uma razão ética. >> Então as marcas olharam e falaram:
"Tá, o povo parou de comprar coisa testada em animais, as marcas, a gente vai ter que criar um outro jeito de testar. E outra coisa que a gente sabe hoje é que a gente sabe muito mais de biologia sem precisar testar. >> Então sem precisar testar. Então a hora Que eu vou com maquiagem, por exemplo, em teste em humanos, eu já tô com uma substância muito menos nociva que tem muito menos risco do que tinha antes. Ano passado já testaram para caramba. Já mataram animais, já mataram o bicho para [ __ ] >> Então vou
te amiga minha em Campinas que ela trabalha numa das maiores empresas no Brasil que é eles contratam pessoas para esse tipo de teste. Então eu vou contratar você. Ela sabe do risco, ela Sabe do que tá fazendo. Teste do >> Mas é pior em humano do que em animal. >> Não, mas é uma decisão sua, pelo menos, né? >> É. >> Ah, legal. Vou ter meu rosto destruído. Mas isso não é aprovado em todos os países, né? O risco não é tão alto, então >> não, o risco já é muito mais baixo, porque daí o
que >> pode dar uma irritação, >> porque hoje o que eu tenho, que não existia antes, por exemplo, é uma pele artificial que eu criei num num sisteminha fechado e eu vou testar ali. Então eu faço um monte de testes em citro, que é no vidrinho antes de ir para humano. Cara, se deu merda no vidrinho, eu não vou passar no seu rosto ou em qualquer outro lugar. Então, o que acontece? O que acabou acontecendo foi isso. Você tem uma discussão, é, eu vou dar um exemplo da biologia que eu Estudei. Quando eu estudei na
Unesp, eu tinha um professor de fisiologia, animal muito bom, >> que fazia a gente matar 30 sapos por aula, >> cara. >> Então, ele chegava com uma caixa de sapo. >> O sapo é é para quê? >> Então, ele chegava com uma caixa de sapo, a gente matava o sapo, ele obrigava a gente matar, >> ele tava vivo. >> Ele tava vivo na minha mão, eu pegava e matava o sapo, arrancava a perna dele. >> Tem um método que chama espinhalar. Você enfia um negócio no pescoço do sapo, quebra a coluna, ele não sente tanta
dor e aí você só dá uma mexidinha no cérebro dele. Você furou o p >> sentir dor sente. >> É sentir não tem jeito de não sentir. >> Você que colocava sal na lesma também Não adianta rir aí não, viu? Eu coloquei já e aí a gente [ __ ] falar muito também, né? Aí, aí era muito louco porque a gente arrancava, a gente arrancava a perninha e ficava dando choque até da câra, por exemplo. Tinha um outro experimento que a gente fez que a gente colocou o sapo no chão, aí a gente ficava andando
atrás dele para ver o quanto ele pulava. Aí a hora que eleva parava de pular. O o professor vinha com prego, dava o prego na nossa mão pra Gente tocar ele com prego, para ele pular até ele cansar, pra gente medir a quantidade de lactato no sangue, por exemplo. Isso não é feito mais >> por razões óbvias. >> E o e o então, mas o sapo é é bom. Era bom para quê? para isso, porque é um bicho fácil de criar, fácil de cuidar e assim por diante e o músculo dele funciona igual nós, >>
tá? >> Então o que tem acontecido nos últimos Anos é que a gente tem diminuído demais o número de teste em animais. Então a Tatiana, por exemplo, >> vou pegar um exemplo dela, ela trabalhou com cachorro e com rato. >> Por que cachorro? Porque a coluna é maior, porque é mais fácil de fazer, porque tem atropelamento de cachorro e assim por diante. >> E aí o que, como >> os caras estão perguntando se lesma sente dor, >> sente eh, [risadas] >> é, não vai essa culpa você não vai ter, não vai, >> não vai, você
não vai deixar de ter. E aí o que que a gente tem nas faculdades hoje que não tinha antes? [risadas] >> A galera preocupada, velho. >> Meu Deus, eu matei um monte de leite. Matei um monte de cara. É muito aleatório. >> Sente, sente dor, sente dor. >> Somos todos sapos. É isso mesmo. E aí hoje, Vila, ela tem nas faculdades uma coisa que era mais rara no passado, que é o comitê de ética, >> tá? >> Então, como que funciona? A Tatiana pega e levanta a hipótese dela, ela fala: "Eu vou precisar de 100
ratinhos para fazer o meu experimento. Tô inventando um número aqui, tá?" >> Claro, claro, claro. >> Ela escreve o projeto dela e manda pro Comitê de ética e o comitê de ética vai avaliar se vale a pena ou não fazer aquele experimentos com aqueles ratinhos. Então, ah, eu vou ter que quebrar a coluna do ratinho para fazer o experimento. Aí tem coisas assim, pode parecer bizarra, mas é como você vai quebrar. Ele vai tá anestesiado, não vai est anestesiado. Então, você tem que pensar em tudo isso para diminuir, para minimizar o sofrimento do animal e
fazer o experimento com a menor quantidade Possível de animais para ter aquele resultado que você que você tá medindo. Então, hoje a gente vive numa época muito mais ética. >> Agora vamos numa coisa mais eh mais complicada. pessoas que morrem e doam eh alguma coisa para pesquisa, assim, como funciona? >> Sim, doação mesmo. A pessoa >> Então, mas o o cara morto serve para alguma coisa? >> Serve para você estudar anatomia, por Exemplo, >> mas não para cura de doenças, porque ele tá morto na teoria. >> É, é. >> É sim. >> Se não houve,
se não houvesse a ética, ia ser. Você imagina vó, preciso estudar aqui po lá menina, vou pegar 1000 pessoas, me dá aí 100 homens, 200 mulheres e 50 indiano, >> sei. >> 30 chinês. E aí eu vou pegar, vou juntar Todo mundo e vou quebrar a coluna de todo mundo. >> Cara, isso aconteceu na história. Na história, >> isso já aconteceu. >> Aconteceu algumas vezes na história com humanos no noção. Isso, o cara colocava cimento dentro de grav. a gente pelo menos não aceita mais com humanos, mas agora a gente também não tá aceitando nem
com animais, né? Quando digo a gente, sociedade no geral, Né? E aí uma outra coisa que tá acontecendo também é que os caras eles começaram a perceber cada vez mais que quando você chega no resultado fino, então quando você vai ver os efeitos muito finos, fazer em coelho não faz diferença nenhuma em relação a humanos. Então, por exemplo, a hora que eu testo o rímel no coelho, >> o rímel não ter efeito no coelho, ou seja, ser bom pro coelho, não garante que ele não vai ter efeito em humanos. Então, além de tudo, os resultados
com outros animais, eles não são tão significativos assim. E aí não faz sentido você testar as coisas, porque você vai ter que testar em humanos de qualquer jeito e aquele resultado não vai necessariamente ser tão importante. Mas eu posso ser bem polêmico aqui. >> Já estamos muito polémic >> já falamos de lesma aqui. Quer que mais lesmas são polêmicas? >> Posso é tem uma babinha ali. Bem Polêmica. Posso ser bem polêmico. >> Taturana. Desculpa só falar. Taturana. Eu achei que era lenda. Meus pais falavam: "Não toquem taturana que queima". Eu falei: "Ah, caralho". Então, mas
eu achei que meus pais estão falando porque que não quer que eu sabe nada, não quer que eu toque numa taturana Bahia, eu lá trouxa, >> coloquei, fui chorando paraos meus pais. É, queima mesmo, >> queima mesmo. E dói, cara. E dói pr [ __ ] Tem os bichos aqui deixa >> eu também. Eu também. J, [ __ ] dói pr [ __ ] mesmo. >> É, é [ __ ] >> Aquelas pretinhas, né? Não lembro. >> Se tivesse falado toque lá na aí a gente não ia. [risadas] Tem umas que pare, tem umas que
parecem uns gatinhos que são bem peludas assim. Outro dia eu vi um vídeo de um cara, mas outro dia eu vi o vídeo do cara fazendo isso. Que bonitinho. [risadas] Dói para [ __ ] >> Água viva também. >> Água viva queima também. Essa queima bem também. Mas vou ser muito polêmico agora, de verdade. E ó, para já que a gente tá tá o chat tá reclamando a gente de vez em quando, eu como carne adoro picanha, acho bom para [ __ ] Eh, almocei hoje carne de vaca e tudo mais, mas o que a
gente faz com bicho de criação é tão mais cruel do que o que a gente fazia. É, é, é. Pensa que porco é um bicho social e que a gente deixa sozinho e que é um bicho que sofre de solidão e melhorou muito. De novo, os veterinários vão me matar se eu comparar com 50 anos. >> A morte, né, que era uma marretada, né? Mudou muito. >> Mudou muito, mas é cruel de é cruel assim no sentido de cara, você tá criando um bicho para matar, para comer e tem mú ainda prefiro acreditar, eu ainda
prefiro acreditar que no futuro >> a gente vai comer a picanha artificial montada em laboratório e vai sentir uma saudade da picanha de verdade. Star Trek. >> É, as molecas tava tudo lá e o >> porque já teve já teve um hambúrguer e fizeram o experimento cego >> fazendo para testar e a galera não achou de diferença de gosto nenhum, mas também um hambúrguer de 384.000. Exato. >> Ah, tá. >> Mas assim, teve e a galera comeu e Falou: "Ah, >> tem gosto de carne, >> tem gosto de carne". >> Tá, mas >> e e
o teste sério é bom que pega essas pessoas também, né? Pega aí o carnívoro mais >> que que diz que sabeão que diz que sabe que manja muito. Aí vai lá e dá um negócio >> até o corte da carne pelo sem tá vendo >> e a gente pode até propor um experimento Para quem tá assistindo para ver como que isso funciona. Uma vez eu peguei meu irmão mais velho e aí ele falou para mim assim ó: "Eu consigo diferenciar cerveja". Eu falei para ele assim: "Ó, as cervejas mais baratas nem fodendo." >> Falei: "Eu
eu truquei". >> Entre as mais baratas, >> só quando ela é muito boa e mais barata. >> Isso. Agora Antártica Scool, Brama, blá. Se você colocar todas lado a lado e fizer teste cego, mas nem [ __ ] não Faz porque elas são muito parecidas. >> E de novo, é só você fazer um teste cego, >> coloca o em em copinho, separa ali e faz ele experimentar. A lógica é a mesma. Isso é uma coisa que eu acho que a galera que é legal de falar pra galera. A gente faz teste das coisas, a gente
pensa cientificamente. Quando você vai comprar um carro, você levanta e po >> analogia com carro. Aí, ó. >> É, >> imagina um carro. É, mas quando quando você vai comprar um carro, você faz você pensa cientificamente. Primeira pergunta é: tenho que trocar de carro ou não tenho que trocar de carro? >> Como que você decide isso? Com método. Você vai lá, vai fazer conta, vai ver se o seu carro tá bom, se o seu carro não tá bom, você vai estabelecer parâmetros. >> Maril, muita gente troca na emoção também, né? >> Não, tudo bem, pode
acontecer. Mas Pensando, vamos pensar mais friamente. Então, você vai fazer uma lista de prós e contras para ver se você vai trocar de carro ou não. Aí você respondeu a sua hipótese: "Sim, eu quero trocar de carro." Por quê? Porque meu carro tá velho. Porque meu carro isso? Porque meu carro aquilo? Porque eu tenho dinheiro. Maravilha. Aí a segundo segundo teste que você faz é qual carro eu quero comprar? Eu quero comprar um carro igual do Vilela, sim ou não? E aí eu vou Estabelecer o método para decidir se aquilo vai acontecer ou não. Então
a gente já toma decisões assim no dia a dia. A única coisa que a ciência faz é que ela acrescenta estatística na história, que é o que o Felipe tinha falado antes. Por quê? Porque você trocar de carro pode ser só na emoção. >> Pode, claro. >> Mas o que eu posso fazer é será que todas as pessoas trocam o carro na emoção? >> Eu preciso, eu preciso é analisar uma amostra da sociedade. >> Exato. >> Então, quero um grupo de pessoas que seja aleatório ou então que seja controlado e que seja multigênero, de idades
distintas. Tudo isso eu preciso categorizar para fazer análise de dados em cima disso. >> Tem gente que coloca o papel higiênico na massa do açaí e pessoas não sabem a diferença. Ou seja, comemos qualquer Coisa. Isso eu não conheço. >> É, também não. Higiênico no açí. É, essa eu não sabia não. >> Também não. E sabe quem usa método científico para [ __ ] Muito marketing. >> É claro. Tudo é amostragendo teste AB. Tudo é amostragem, tudo é teste para ver. Já já vi esses testes. >> Você já viu isso acontecendo? Então o cara monta
um experimento. O YouTube faz isso hoje. >> Pega pega. A gente fazia animatic, comercial era muito caro. Então a gente fazia uma animação tosca de como seria o o comercial com narração, trilha, tudo, passava por umas pessoas três e elas escolhiam o melhor. O que era o melhor ia ser feito a a filmagem cara mesmo. >> O que o YouTube o que o YouTube faz hoje, você sobe duas tambs, ele faz teste AB, >> duas miniaturas, >> duas miniaturas, apresenta para um monte E te entrega uma estatística falando: "Essa é mais clicável". É isso. >>
Você sabe que isso surgiu da psieldade, né? Dá, não >> é, acho que se não me engano foi da psi >> da psiagem. Foi no século X7, se eu não me engano. Tem a história do, pô, galera, depois pesquisem aí que eu esqueci o data, eu acho que é século X7. Mesmerismo, escreve isso no Google. >> Mesmerismo é hipnot hipnose, não é? >> Não é mas o do passado que eu tô Falando. E hoje em dia todo mundo, hoje em dia é pós verdade. >> A verdade é dita pela maioria, né? >> Mesmerismo era o
que a galera fazia. Era: "Você tem uma doença porque o seu campo magnético tá desalinado." >> Ah, sim. Aí veio uns caras e falaram assim: "Mano, esse esse puto aí não, esse puto aí tá enganando as pessoas, velho. Aí o maluco vem, eu vou curar e não sei o quê". Tem uma historinha disso aí. Os um Uns outros pensadores, né? Porque não dá para você chamar de cientistas mesmo, como a gente conhece modernamente, mas uns outros caras olhando e falando: "Mano, essa [ __ ] tá esquisita". Aí tiveram a ideia, [ __ ] sabe o
que eu vou fazer? fazer um teste cego. Vamos ver se a bugaria realmente funciona. Aí eles inventaram o teste cego. >> A partir disso, >> foi por conta de uma pseudagem, um negócio que tava acontecendo ali, que Eles falaram: "Mano, aquilo ali não faz sentido". Aí para poder desbancar os caras que se diziam ser os donos da verdade, inventaram o teste cego. Aí descobriram que o cara tava mentindo, não tinha [ __ ] nenhum. Você >> consegue testar? O o o método do teste cego não foi cientista em laboratório ou filósofo eh fumando um charuto
pensando, sabe? Foram basicamente um grupo de pessoas que olhou para outras pessoas fazendo merda na sociedade falando: "Pera aí que eu vou desbancar esse filha da puta". E foi lá e resolveu. >> Eu queria fazer uma propaganda. Posso? Posso Vilar? >> Claro, claro. >> Posso fazer uma propaganda e um convite para você? >> Claro, tá? Não sei se você vai aceitar, mas eu vou fazer um convite para você e para quem tá assistindo. Aceito. Se é seu convite, eu aceito. Que >> você me escreveu no WhatsApp e não foi Isso. Você me escreveu outra coisa
no WhatsApp quando eu te fiz esse convite pessoalmente. Olha, agora eu te peguei. Não, >> eu te convidei para ir pra Espanha comigo. Você falou: "Você vai?" Não, então não vou. >> Ah, verdade. Verdade. >> Não foi essa resposta. >> Mas foi irônico, né? Óbvio que não. É óbvio que eu vou contigo, cara. Então, se a gente quiser ter esses papos, se Quem quiser est assistindo, quiser ter esses papos com a gente pessoalmente, sentado numa mesa. >> Pessoalmente, pessoal, pessoal, >> pessoal, pessoal, tomando café da manhã, Vilarinha. >> Tipo, é a gente mesmo, >> a
gente mesmo. Nós três, >> nós três sentados numa mesa, tomando café da manhã com a galera e >> na Espanha com o Ramonzinho, >> Ramonzinho sentadinho ali, umzinho Batendo papo. Por, por favor, não, per favor. E é na Itália. Na Itália [risadas] >> é como que é? Garções garções. >> Garçones. E eu quero ram com [risadas] aquele coca isso. Tipos de Ramon diferente, Vilela. >> Ramon aí sim, hein? >> Porque esse ano e aí aqui a parte que não me cabe, porque eu eu sou uma pessoa que olha para quem tá para baixo. >> 12
de agosto. 12 de agosto, epse total Do sol na Espanha. >> Agosto, olha isso, que chiqueza. Olha, olha lá o homem. >> Olha lá o homem, >> ó o homem. Deixa, vamos colocar fone para termina, termina, termina, >> não terminar a propaganda. Inclusive falar para ele, nós vamos pra Espanha esse ano ver o Eclipse com nós. >> Então, o primeiro cara que me convidou foi o Sacan. >> Ah, você foi, né? >> Não, ele ele para essa viagem. >> Ah, para essa viagem. >> É, agora ele tirou o corpo fora, sacane. >> Não, eu devo
ir sim. Eu devo ir sim. Não sei se eu no mesmo lugar que eles, mas eu eu devo ir sim. Eu devo ir sim. Não, mas o vilela já é nosso. [risadas] >> Você não vai roubar o Vilela da gente não. A gente pode se encontrar lá para comer um Ramon, mas o Vilela já é nosso. >> Compraram meu passe aqui. >> É, comprou um passe só. >> E aí, Vilelinha? A gente organiza já nós lá no Três Elementos, a gente já fez duas viagens com a Inclusive Travel. A gente foi pra Inglaterra e pra
Escócia. Nós somos pro Egito e pra Jordânia agora em 2025. >> Posso contar uma novidade? >> Deve. >> Eu vou com eles pro Egito. >> Aí sim, cara. [ __ ] [ __ ] Viagem animal. A gente acabou de voltar em outubro. Foi Incrível, cara. Sonho conhecer o Egito, né? >> Foi incrível. Você vai adorar. Tenho certeza que você vai gostar de fez. >> É lá que tem as pirâmides, né, >> cara? Eu acho. [risadas] >> É porque Egito, quando eu falo Egito, eu falo eu, eu eu acho que é lá. >> Eu acho o
que não tem lá é múmia porque tá tudo na Europa, mas o resto tem lá. >> Tem um McDonald's maneiro lá. O cara que vai para Paris, aí volta aqui, os caras Falam, você foi ver a torre fé, o cara fala, menino, sabe que eu esqueci, velho? A mesma coisa. Foi pro Egito e fala: "Você viu o pil?" Você fala: "Não, não, não, você não perguntou isso, né?" História real. Eu fui pra Roma. Aí eu tava voltando de voltando para casa, encontrei um casal de brasileiros voltando de Roma. O cara falou: "Pô, você foi no
Vaticano?" Eu falei: "Claro que eu fui". Ele falou: "Cara, nós não fomos, a fila tava muito grande". Eu Falei: "Não, não, [risadas] mano, >> como assim? >> Você deixa de ir aqui no Brasil, se a fila tá grande na padaria." >> Exatamente. [risadas] >> Agora você tá lá, >> você foi até Roma e não foi no Vaticano que a fila tá >> Ah, na próxima eu vou. Você não sabe quando você vai, >> mas a gente viaja. Que dia que a gente viaja? Dia dia 8, dia 8 de agosto a Gente embarca >> pra Espanha.
>> Mas vocês fizeram os cálculos, vai, vai ter o eclipse nesse dia. >> Vai ter dia 12. Dia 12. >> E por que Espanha? >> Porque lá é o melhor lugar para observar. >> É, é esse eclipse, >> tem aquela faixinha lá. Ou é lá ou >> ou é lá ou é lá. >> Ou é lá ou é no oceano. >> Mas aí é >> é o oceano é difícil, né? Melhor >> e é e é no meio do nada também. Vai passar um pedacinho na Islândia. Vai passar um pedacinho na Islândia também. Só que
na Islândia o clima lá é meio bizarro, >> então a chance de não conseguir ver lá é muito alta. >> Que lugar da Espanha que a gente vai >> a Corunha. >> Lá a gente vai, a gente vai chegar em Madrid >> do time lá, lá Corunha. >> Isso, isso é isso. >> É norte. É norte. A gente vai chegar em Madrid e vai fazer uma viagem até o norte da Espanha, visitando vários museus e tal. >> Então vai ter história, biologia, >> Madrid, a gente vai passar também, >> a gente fica um dia inteiro
em Madrid. Tá. >> Aí depois nós vamos para Toledo e daí Depois a gente começa. >> Toledo, a cidade murada que tem >> Ex. Lembra Game of Thrones? Aquela? >> Sim. Já fui lá cara, comprei umas espadas lá. >> Isso. E aí a gente vai subindo, vai parando em vários museus ao longo do caminho de ciência, de história. E aí a gente chega em Lacunha, fica o dia lá do do Eclipse, daí depois a gente vai voltando para Madrid também, parando em outros lugares. >> Mas onde a gente vai ver, tá? Aqui é o que
lugar? >> Então isso vai ser na Torre Hércules. >> Que é isso? >> Que é lá em Aurunha. É o melhor ponto da Espanha para ver o eclipse, que é o ponto alto em La Coronha, que a gente vai conseguir ver o Eclipse, >> a Torre de Hércules. Para quem quiser saber onde é que é a Torre de Hércules, assista The Walking Dead, >> coloca lá pra gente aí tem de Walking Dead. E o que é mais legal é que quem tá assistindo, Vila, ela pode ir conosco. >> Como >> clica no link da inclusive
que tá aqui embaixo, >> tá? >> Dá uma olhada com no chat e depois no comentário fixado a gente coloca, tá? Isso aí vocês conversam com o pessoal da Inclusive, porque, por exemplo, isso já aconteceu nas nossas viagens. Emíli, eu tô aqui em Portugal, eu posso ir com vocês? Pode, tá? >> Pode >> conversa com eles e aí eles vão arrumar esse pedaço da viagem para você. >> Mor em Diadema aí não dá. >> É, mora em dia, não dá para ir também, só que tem que pagar sua passagem. >> Mas é, se mora em
Diadema, provavelmente não vai ter grana para ir. Brincadeira, já morei em Diadema. Brincadeira. Tem gente que tem mais dinheiro do que eu. Diadema. Tem. Mas, mas o que é legal é isso. E aí o que a gente gosta muito de viajar com o pessoal da Inclusive, cara, que a viagem é toda organizadinha, tem guia local que vai levar a gente nos lugares explicar. Guia local, cara, as pessoas vão ter as os melhores três guias que eles terão na vida delas. Eu, >> Emílio e Vilela. Galera, vocês vão viajar com a gente, galera. >> Se vira,
se vira. Ô, ou não, na verdade assim, a gente vai combinar. >> Elipse eu. >> Elipse é ele. Biologia sou eu. Você vai explicar o Museu do Prado, por exemplo. >> Ah, fe, fechou. Aí [risadas] sim. que é o que eu posso contribuir nessa viagem. >> Quando a gente foi pro museu de história natural, você pode deixar comigo. Astronomia, deixa com ele. Agora você explica o Museu do Prado, vai explicar lá. >> Informações, tem link aí na na no comentário fixado e na agora no chat. E Vamos falar com o nosso amigo Sérgio Sacani. Está
onde, Sergão? Tá em Brasília ainda? >> Não tô, não tô. Voltei de Brasília já. Eh, você teve lá o nosso primeiro, né, no Peix. Cara, que festival legal. Que foi no mesmo lugar, >> não foi? Dessa vez foi lá no estádio e 70.000 ingressos que nós que nós conseguimos. É, >> é, tá, foi considerado o segundo maior evento desse ramo, só tá perdendo para CCXP atualmente, >> rapaz. >> Foi muito, é, foi muito legal mesmo. E a galera uma coisa é evento cultura pop, outra coisa é ciência, cara, com esse número de gente interessada. É
um >> muito incrível. Legal. Foi legal demais. E eu cheguei já. Tô em casa agora. Tô em casa aqui e estamos aí pr Estamos aqui. >> Quantos dias de evento, Sjão? >> Cara, foi quatro dias. Quinta, sexta, Sábado e domingo. >> Caramba, foi CCXP mesmo. É. E ele mistura muita gente de áreas diferentes. Isso que é legal, né? >> Misturamos. A gente leva, a gente é no no aquele lá no primeiro nós levamos Vilela, dessa vez levamos ticaracatica. E aí vai vai variando secreto, né? É, é o zego, zego, zeg7 zeg zeg [risadas] zeg7. >>
Ai ai. Não, mas foi legal, foi legal demais. O pessoal adorou lá e foi Sensacional. >> Qual que a ideia é ser anual? >> Cara, a ideia é ser anual sim. A ideia é ou duas vezes por ano, o pessoal lá tá estudando lá junto com a com a o pessoal da secretaria lá para ver como que faz, porque esse agora aí realmente ele ele foi muito além do que se imaginava, entendeu? A gente não >> não pensava. A nossa meta era 50.000 ingressos e bateu 70.000. Então foi foi realmente muito bom. >> Bom demais.
>> Bom demais. Ô, Sergião, o que que você pode acrescentar? A gente falou sobre método científico, falou sobre poli >> polilamininaaminina. >> E a gente tava nessa discussão dessa coisa apaixonada que existe na tua área também. Eu vejo quando você publica qualquer coisa no X. É um lance de ideologia, de paixão e todo mundo brigando. Ah, ele ama o Elon Musk, ele não sei o quê. e tal. E quando você fala Também do Brasil, odeia ciência, tem pessoas apaixonadas. Então, explica para nós aí o que que é a ciência no Brasil, o que que dá
para melhorar. E esse caso tudo aí da da Dra. Tatiana. Então aí não, eu acho que falar da polilamina, mas aí o tá aí o Emílio aí que manja da área e tudo, eu nem manjo. Tem muita gente tem me perguntado sobre sobre isso. Eu falo o seguinte, eu falo: "Cara, ó, da da parte ali da biológica da parada ou biomédica da parada, eu não Posso falar porque eu não manjo. o que algumas coisas assim interessantes, né, que acabaram acontecendo nessa história toda, eh, que é ela, ela expôs aí muita coisa de como funciona, né?
Primeiro como funciona a ciência, né? Ela trabalha com esse negócio desde 1997, né, cara? Então assim, a primeira primeira lição que a gente tira disso é que se você quer fazer algo, né, acontecer, tem tod, eu sei que tem toda a discussão, né, tem que fazer todos os Testes ainda, tal, o negócio é uma, é uma promessa, né, se passar em todos os outros testes, tem um, é muito, é promissor disso aí funcionar e aí a gente tem que ver pra frente. Mas mesmo assim, tirando essa parte aí, mostra para todo mundo que ciência não
é um negócio do dia pra noite, entendeu? Então, quando você mexe com alguma com alguma área da da científica, qualquer que seja, primeira coisa, né, você tem que ter é um negócio que é de longo Prazo. Por isso você tem que ter uma política de longo prazo quando você quer trabalhar com ciência, porque não tem como você fazer um negócio hoje e daqui 2 anos, 3 anos, 4 anos, o negócio tá pronto. São são coisas que demoram às vezes décadas para você estudar. Isso aí eu achei muito interessante dela ter colocado isso porque acabou mostrando
pra população em geral, porque muita gente se assustou. Caramba, mas ela trabalha com isso faz 30 anos. É assim, As áreas científicas são desse jeito. O Felipão tá aí para para que que não deixa mentir, o pessoal da teoria de cordas, entendeu? Trabalham há 30 anos com negócio, até hoje não provaram. >> Marcelo Gazer, o Marcelo Glazer, >> Marcelo Marcelo Glazer trabalhou 30 anos com uma coisa que pode tá morta. Olha que loucura isso, entendeu? >> O cara se dedicou à vida dele, né, para uma coisa. >> Exato. Então assim, pessoal tem uma Ideia, né?
30 anos é uma vida, então você se dedica a uma vida. >> Isso é >> o próprio Niconeles, né? É também 30, 40 anos de carreira. Exato. >> Isso é interessante que a gente sempre premia a pessoa que, digamos, acertou criou alguma >> escolheu o caminho certo. >> É só que isso o a pessoa que descobriu que o negócio tá errado também é tão importante quanto, >> porque é menos uma alternativa que a gente precisa perder tempo. >> Então também é importante essas pessoas que >> tão importante quanto você definiu muito bem, >> só que
só que a gente não premia essas pessoas. E outra coisa assim, uma pessoa que descobriu alguma coisa ou ou criou alguma coisa e depois descobriu que aquilo tava errado, ela foi importante por um tempo e continua ser importante Porque ela fez parte de todo esse essa linha do tempo da do pensamento, né, cara? Ó, antigamente se pensava assim, esse cara era a referência, depois provou-se que isso tá errado >> ou tá parcialmente errado >> ou incompleto. E aí porque, cara, a gente sempre tá sobre sobre ombros de gigantes sempre. >> E esses gigantes cometeram erros
também. da vida pessoal ou ou da parte científica também. >> Tem um tem um a Camila faz um podcast chamado Biologia em Meia Hora que ela conta a história da descoberta da insulina >> e da e do como chama a doença? A >> diabetes. >> A diabetes. Diabetes do tipo um. >> E aí ela conta >> 3.000 anos de história. >> 3.000 anos. >> 3.000 anos. Porque os primeiros documentos é você vai ter documentos do Egito antigo, documentos da China antiga, documentos da Índia descrevendo a doença e os caras batendo cabeça, tentando resolver, procurando alternativas,
tentando entender o que tá acontecendo pra gente descobrir insulina agora, >> ficar perdendo perna e não sabendo por que é. >> E só existe essa descoberta hoje porque tudo foi feito nesse nesse período anterior. Então é isso, 3000 anos. >> Mas isso é fantástico, né? Né, Sacan, cara? Essa essa essa história da ciência, né? É muito legal isso aí. Foi foi uma parte interessante dela ter mostrado isso aí pro público em geral, que eu acho que pouca gente sabe, né? Acho que as coisas são do dia paraa noite, não é? Ela ter exposto um pouco,
né, do que acontece aí no no nos laboratórios, né, principalmente no Brasil, né? Então, rolou todo esse papo aí da da da patente, né? Ah, perderam a Patente, tudo. E e aparentemente eu conversei muito com o Lucas do La Ciência sobre isso aí, né? Uhum. >> E e aparentemente foi um um erro da própria equipe, né, deles, né, que não tavam acostumado a fazer isso, porque eles publicaram. O que que o americano faz? Aí a gente entra até na discussão dos irmãos W lá com o Santos do Mon, entendeu? O americano quando ele quando ele
vê que tem um negócio promissor, antes dele publicar o artigo científico, Ele vai lá e já deposita a patente do negócio, entendeu? Porque uma da um dos critérios ali para ser aceita, né, não pode ter publicação nenhuma. E aqui foi o contrário. Aqui ela publicou. Como ela tinha publicado, então não podia ter a tal da patente internacional lá. Isso aí nos leva pro pro caso do irmãos Wright com o Santos do Mon, porque os irmãos W estavam lá na cidadezinha deles quietinho fazendo o avião e tal, não sei o quê. Não falaram para ninguém, Colocaram
o negócio enquanto o Santos do Mão tinha uma outra visão que era mostrar pra galera tal, não sei o quê. Então isso aí é uma coisa, é uma é uma coisa interessante mostrar, mostra o estado assim da da outra coisa legal, né, de toda essa discussão dela que mostra é que o Brasil tem bons cientistas, entendeu? Eu sei de novo, né, ressaltando que tem que ver se esse negócio vai dar certo mesmo, tem que fazer todos os testes aí que vocês Estavam falando, fazer o teste cego, tem que fazer o os os níveis lá, né,
os estudos de de um, dois e tal, isso aí eu não entendo não, tá? Mas eu sei que tem que passar por tudo isso aí. E aí para para chegar e bater o martelo mesmo, mas mesmo assim, né, mostra que a gente tem bons pesquisadores no Brasil. Isso aí é é interessante também. Então assim, eu acho que tem muita coisa que que esse caso aí da polilaminina pode ensinar pra gente além do fato da da do medicamento Em si e dessa e de ser promissora aí para essa para para esse tipo de de situação, né,
dos paraplégicos e tal, voltar a andar, voltar a mexer e tudo mais. Então é é bem é bem é legal, cara. É legal mexer >> não voltar a andar, né? Mexer o braço, né? Porque pode mexer o braço, né? Pode >> podear. É. >> Por que que o pessoal tá comparando com a cloroquina? >> Então, porque O o o processo do método científico, ele é o mesmo. >> Aquela discussão que teve se a cloroquina funcionava ou não. É, é a mesma coisa. É a mesma discussão. >> É a mesma discussão. Só que cloroquina chegou no
final aqui apó menina também. Isso. Só que o que o R tá falando é isso. Cloroquina passou pelo método científico e a gente sabe que não funciona. Isso na época ou só depois? >> É que é que na época na época é é isso. É porque eu lembro na época que >> saiu naquele Brasil sem miro do Bernardo Quister 50 estudos que prova a eficácia da cloroquina. Aí quem foi quem foi pesquisar os 50 estudos? >> Quem? >> O o astrofísico junto com um colega de química, Gustavo. A gente pegou os 50. Vamos analisar esses
50 aqui. A gente leu um por um, mano, dos 50. Uns eram repetidos, os outros nem existiam. Os outros links era banco de Dados. É porque ninguém verifica, ficou só a headline, >> tá? >> Aí isso, isso viralizou, cara, para caramba, aqueles 50 estudos viralizou. Aí a gente montou um dos bonitinho lá, explicando, resumindo de cada estudo, o que que tinha, o que que não tinha, o que que era repetido, o que que nem fazia sentido. Inclusive dois dos 50 era o contrário, dizia que não era eficaz, mas coloca ali, ninguém vai pesquisar Nem nada.
A gente fez esse resumo, aí eu mandei pra Natália Pasternaque na época, >> aí ela me agradeceu e tal. Foi como eu conheci ela, ela me agradeceu e tal, aca. Aí ela é já da área. >> Aí eu falei: "Ó, já fiz o trabalho pesado, tá aqui, dá uma verificada". Aí ela espalhou aquilo ali e pô, deu uma merda na época com aquele Paulo Zanoto, que o Paulo Zanoto era o orientador do Até Marino, deu uma merda na época. Mas assim, >> eh é é um ponto final. Chegou ali no tem a resposta. Poa, menina,
a gente tá no meio do caminho. Não não dá para dizer nem que funciona, nem que não funciona. Estamos testando. >> Pois é. >> Imagina um carro. O carro tá em desenvolvimento. Aí as pessoas querem pegar o carro que não foi testado ainda. Ele tá dizendo: "Vamos dirigir porque já funciona." Pô, mas pera aí, a roda ali pode estourar no Meio do caminho? Não, vamos embora. Vamos embora. >> Calma. >> É, em outras áreas do conhecimento aí na engenharia, por exemplo, a gente chama isso de protótipo, né? É o do Musk. É o Starip. >>
Equivalente. É equivalente a isso. >> É o Starship. Ah, o Starship é, cara, a gente nem sabe qual que é a versão final do Starship. Isso aí que ele voa e explode é um protótipo. Desse protótipo Ele vai aproveitar o que deu certo, vai não vai aproveitar o que deu errado e no final de tantos anos ele vai montar o foguete do jeito certo a versão final. Então é assim, é um protótipo, né? É um protótipo. Ele pode ter, pode ser promissor, pode, pode ser legal, pode dar certo, pode ter coisa que pode dar errado,
pode ter coisa que você imaginou que daria certo. Eh, pode ter coisa que você pensou que ia fazer em 2, 3 anos, só que você vai ter que fazer em 10. Então é assim, então no caso da engenharia, né, que vem mais com isso, eh, é o que a gente chama de protótipo, né? E o mais importante, o mais importante, o mais importante é o pessoal do chat ter uma atenção que a gente não tá torcendo nem contra nem a favor. O que a gente tá tentando explicar aqui são os processos, como funcionam as coisas,
>> porque as discussões na internet estão muito voltadas para vocês estão torcendo Contra, vocês estão dizendo que é é já é correto 100% feito. E a gente não tá dizendo nem um nem outro. A gente tá tentando explicar são os processos, como que e esses conhecimentos acontecem, o que que tem que ser feito, em qual passo que tá, entendeu? Porque essa pergunta aí de parecido com cloroquina, ela já carrega um viezinho, já dá pra gente perceber que tipo de pessoa tá perguntando isso, entendeu? >> Mas eu acho que dá para fazer um Paralelo e a
gente explicar então como funciona esse rito que acho que vale a pena. Então vamos lá. Cloroquina, você foi lá, pegou COVID, tomou cloroquina e melhorou. Beleza, funcionou para você, pelo menos aparentemente funcionou para você. >> E isso era uma coisa que tava acontecendo, só que pra ciência isso não basta. Então o que que a ciência vai fazer? A ciência vai falar assim, ó: "Então tá, então vamos criar uma Hipótese." A hipótese é: cloroquina funciona contra COVID, sim ou não? Certo? E aí eu monto um experimento para mostrar isso, como que funciona esse experimento, quais são
as fases desse experimento, que acho que é isso que seria a gente, que o Sergão falou que seria legal a gente explicar, que é fase um, fase dois e fase três do experimento. Então, o que que a Anvisa aprovou e que a Tatiana tem autorização para fazer agora? Foi o experimento Piloto dela entrar em fase um. E qual que é a fase um? A fase um é uma fase de segurança. Então eu vou pegar um grupo pequeno de pessoas, vou dividir esse grupo de pequeno pequeno de pessoas em dois grupos, vou testar essa substância nessas
pessoas para ver se aquilo é seguro ou não para aquelas pessoas. Ah, então essa pessoa melhorou, essa pessoa piorou, aumentou a mortalidade, diminuiu a mortalidade. Isso é um teste de segurança. Eu testo em poucas pessoas, Por quê? Não vou testar isso em 10.000 pessoas, que vai que a taxa de mortalidade é alta com aquela substância. Passou dessa fase, então tá bom. Então, é uma substância segura e aparentemente tem um efeito positivo pr as pessoas voltarem a andar. Eu passo pra fase dois. Qual que é a fase dois? Uma fase de dosagem e de continuação de
teste. Então, eu vou aumentar o grupo de teste e vou testar doses diferentes. Então, será que se eu aplicar duas vezes Na coluna do vilela é melhor do que aplicar uma vez só? Será que se eu aplicar ou pior? Será que se vai aplicar nas primeiras 24 horas ou depois é pior? Então eu vou testar essas variações na segunda fase, certo? Ah, eu estabeleci que é seguro e que tem uma dose ótima para eu testar. Aí eu vou pra fase três do experimento. Aí eu vou pegar um grupo grande de pessoas, vou separar esse grupo
em dois e vou testar nesses dois grupos. Por quê? Porque daí eu vou Avaliar se aquilo realmente tem um efeito para as pessoas voltarem a andar. A princípio, passou da fase três, essa droga pode ser liberada pro mercado. Porque a princípio, >> em qual fase estamos com polilaminina? Polilaminina antes da fase um. >> Antes da fase um. >> A gente não começou a fase um. A fase de segurança não começou. E de novo, quem falou isso foi a doutora Tatiana, não é o Emílio. Ela acabou de falar isso Naquela entrevista do Estadão que eu coloquei
aqui para vocês. >> Passou da fase três e Lela, ele vai para uma fase que se chama fase quatro, que é a fase de mundo real. Então eu continuo avaliando os casos depois que o experimento acaba. Então, todo mundo que toma polinamina vai entrar numa tabela e essa tabela vai ser contabilizada por anos pra gente ter certeza que aquele efeito é real ou não. >> Aí é o chamado estudo observacional. >> Estudo observacional que é o estudo de mundo real, não é um experimento mais. Aquilo foi aprovado, todo mundo melhorou, agora eu vou começar a
aplicar aquilo em todo mundo que sofre um dano de coluna. E aí eu vou acompanhando essas pessoas por 5, 10, 20, 30, 40 anos para eu entender qual que é o efeito real daquilo no mundo real. A cloroquina paraa COVID. Cloroquina é um remédio que tem na farmácia para comprar. Se quiser ir comprar agora, vai lá comprar. Ela só Não serve paraa COVID porque ela passou por essas fases e o resultado dela é que no mundo real, no experimento montado, ela não teve efeito contra COVID. E de novo, os dados estão disponíveis no site da
Anvisa. Não, não sou eu afirmando isso. Entra lá no site da Anvisa e faz o que o Him fez. Baixa todos os dados. Os dados estão publicados lá de todos os experimentos, explicando como esses experimentos foram feitos. E faça você a sua análise do Sera não. Se você sabe inglês, você pode buscar lá também nos Estados Unidos, que também tá lá, pode buscar na Europa, que também tem também tá lá. Tem a Crain, por exemplo, da Inglaterra, Reino Unido, não precisa ser também uma Visa Brasil, não, se você não acredita, digamos assim. É, é porque
nesse caso não é confiável, >> mas nesse caso não tem, não tem, não tem a ver com confiança. Os dados estão ali. O que, o que a gente precisa aprender é Usar as ferramentas. >> Uhum. >> Porque eu posso entrar lá, eu baixo os dados, é, pô, eu sei um pouquinho de matemática, de física, eu vou fazer minhas análises aqui. Eu consigo fazer essas análises. >> É isso. >> Quando eu digo eu, eu tô falando assim, a sociedade consegue, pô, não é possível que não tenha um amigo de engenharia que reprovou duas vezes cálculo um
e na Terceira passou e não vai entender. Sabe outra outra coisa também? Galera, é brilho, brilho, [ __ ] Como é que tu não vai entender o bagulho? Baixa estudar, [ __ ] >> Outra coisa que também polemizou muito foi a a Dra. Tatiana falar do formato de cruz, né? >> Isso. >> E a galera já levou para um lado e para outro >> que não tem formato de cruz, né? >> Não tem formato de cruz, né? Negócio. >> Tem. Então, por que que veio isso? [risadas] Então, >> e essa é a maior incógnita que
eu também não entendi porque que ela falou aquilo. Aquilo ali é uma aquilo ali é uma representação. Fala aí, fala aí, SJ. Não, se você pegar a imagem da da do da polilaminina no microscópio, ela não tem formato de cruz nenhum. É que os car é que às vezes a pessoa vai fazer algo Para simplificar e acaba criando coisas como esse negócio da cruz aí, entendeu? Aquilo lá foi uma representação, é um desenho que a galera fez, mas tem existe a a fotinho dessa procurar e tem a fotinho dela no no microscópio. Então ela ela
tem e também outra coisa, né? Ela não é um negócio, ela é um ela tem um negócio 3D, né? Tem uma estrutura tridimensional. Ela pode ter, pode ter um formato de Y, pode ter um formato de não é uma cruz, entendeu? >> É igual na astronomia a gente falando das três marinas, né? >> E elas não estão na mesma distância. >> Vilela, você já viu? Parei do >> você já viu? É. Ô Sergão, vou dar um exemplo bem bem pesado aqui, tá? Não sei se pode colocar aí na tela. >> Você já viu Jesus no
cu do cachorro? Ah, não. Não coloca na tela. Mas >> não, não, >> não coloca na tela. >> Não pode colocar. Procura aí Jesus no cu Do cachorro. >> Mas já vientorrada. É outra cois >> em mancha. Então >> você quer mostrar um cu de cachorro na na minha live? Não, cara. Mai legal Jesus no cu do cachorro. Problema é o cu do cachorro, não é Jesus. [risadas] >> Mas é essa paredoria que o Sergio tava explicando que é você enxergar o que você quer enxergar. >> A paridol eu achei que era só rosto. >>
Não, não, não é só para rosto. >> E aí é você procurando padrões onde não tinha. O meu amigo Carlos Ruas que faz o podcast comigo, ele publicou uma tirinha ma legal que ele ele ele enxerga um tridente e aí ele fala que é de um outro deus que tem um tridente, que é você dando explicação. É. Eu eu acho isso vergonhoso, cara, assim, pros dois pras duas áreas, tanto para quem é religioso quanto para quem é cientista. >> É, não faz sentido. >> Não, porque isso aí, você tá pegando, se é uma pessoa que
tem, digamos, respeito pela própria religião, não vai fazer uma porcaria dessa, né, de ficar dizendo que aquilo ali não, aquilo ali é a assinatura de Deus e não sei o que e tal. É, é, é um desrespeito com a sua própria religião. E também >> chegar a chamar de molécula de Deus, né? >> É, ficar chamando de molécula de Deus e não sei o quê. E bom, >> é uma forçação de barra, né? Eu acho que É uma força de barra até, por isso eu tô falando, é vergonhoso pros pras duas áreas, tanto pra pessoa
que é religiosa quanto pra pr pra profissão de cientista, né? >> Claro, claro, >> porque não tem é uma estrutura tridimensional, não é uma cruz. V o >> Romer, quero saber o que o pessoal quer saber. >> Vamos lá. A Camila, a Camila Diniz, ela mandou aqui, ó, como vocês cientistas Diferenciam quando a pessoa melhorou por causa do do tratamento ou porque o corpo dela já melhorou sozinho? >> Então, o que acaba acontecendo é que aí a gente entra na estatística do negócio, >> isso vai estatística. >> Então, o que eu vou e e isso
é uma outra coisa que a gente não comentou. Estatística não funciona individualmente. Realmente a estatística é irrelevante para cada caso. Então o que você tem que imaginar é que Estatística funciona para números grandes. Deixa eu te explicar isso e daí depois eu já explico como isso funciona. A hora que eu jogo uma moeda para cima e vamos falar básico de probabilidade, ela tem 50% de chance de dar cara e 50% de chance de dar coroa. >> Só que isso só funciona se eu jogar a moeda para cima 1000 vezes. Se eu jogo a moeda para
cima cinco vezes, pode ser que dê cinco caras. Isso é esperado. Só que se a moeda for uma moeda honesta, Como os estatísticos gostam de dizer, a hora que eu jogo ela 1000, 10.000, 50.000 vezes vai estendendo para 50%. >> Ela vai se estendendo cada vez mais para 50%. Isso >> porque porque cada lançamento de moeda é independente. Então a hora que eu jogo moeda para cima, a chance de sair, >> ela não sabe o que já, >> o que aconteceu antes. Isso é irrelevante nesse exemplo. Tanto tanto que o pessoal já falou que o
shuffle do Do seu celular quando você coloca no shuffle ou no randômico, ele não é tão shuffle assim, porque você não quer que repita a tem uma chance de repetir a mesma música logo em seguida. Você não quer que aconteça isso. >> Ex. Então ele não é ele não é independente do lançamento anterior. Exato. Mas aí um fato curioso para vocês, do celular nunca é randômico perfeito, é pseudor randômico. >> É, acabei de falar, caramba. É isso. Ele Ele ele >> não não em programação. >> É impossível fazer isso só com física quântica. É só
com quântica que é possível. >> Não existe randômico no celular, na computação. >> Por não é só falar escolhe qualquer um. >> Não é, é isso que eu tô tentando dizer. Porque eu achei que é o seguinte, escolhe qualquer um, mas não pode repetir a música anterior, >> não. Você tem um sid que a gente chama, que você alimenta ali para dar um start inicial, mas isso por isso que a gente chama de pseudo randômico. Mas isso é qualquer algoritmo, o único que é puramente randômico. Eu sou biólogo. Sacani. Sacani. É verdade o que ele
tá falando ou ele tá enganando a [risadas] gente aí? Exatamente. Isso aí é processo estocástico que a gente chama, cara. Ele começa com com essa semente aí. >> Então ele não é você pensa semente é o Quê? O único que é puramente >> é um número para dar para dar o início do processo aleatório, porque você o o negócio é escolher a música. >> É, >> é só que você tá escolhendo. >> Eu eu consigo, digamos, se eu colocar o o a semente igual para vocês dois, >> vocês dois vão receber a mesma aleatoriedade. >>
Ah, é? >> Entendeu? Aí você vai dar next na sua Música e você vai dar next. A próxima aleatória dos dois serão iguais e a próxima serão iguais. E a próxima serão iguais. Porque vocês têm as duas mesmas sementes, >> entende? Por isso que eu tô falando, é, é pseudo randômico. O randômico real só é possível com física quântica, decaimento radioativo, por exemplo. Ali é realmente randômico. Só que os nossos algoritmos eles são clássicos, eles não são quânticos. Então aí é só na parte da Computação quântica que a gente conseguiria quântic vai conseguir entrar nisso.
É isso mesmo. >> Randômico real. Mas aí já já fugimos do papo, tá? E aí voltando voltando a a pergunta, então eu fazer esse tratamento em você e você melhorar, eu não consigo ter essa certeza. Então o que eu preciso fazer? eu preciso ir para pros cálculos de probabilidade. Eu preciso montar grupos de tamanhos de paciente que me permitam aferir isso. Então, dando um Exemplo de como um teste para qualquer remédio funciona, eu vou pegar dois grupos de pacientes, vou fazer exatamente as mesmas coisas com os dois, só que um deles vai receber a droga
e o outro não. Certo? >> Certo. >> A hora que eu comparar estatisticamente a melhora, eu consigo dizer se esse efeito é por causa do remédio ou não. Então, vamos imaginar o seguinte. Eu dei polilaminina pros dois grupos. O grupo Que recebeu placebo, que não recebeu polilaminina, 20% das pessoas voltaram a andar. O grupo que recebeu polilaminina, 35% das pessoas voltaram a andar. Essa diferença de 15 para 20 é o efeito da polilaminina, >> é o efeito estatístico que eu tenho dessa melhora. O resto, a pessoa ia melhorar por outra razão, ia melhorar pela descompressão
da coluna, ia melhorar por causa da fisioterapia. Só que uma coisa num experimento ideal que Tinha que acontecer é que tudo que eu faço nesse grupo eu faço nesse. Então todos fizeram cirurgia, todos fizeram fizeram fisioterapia. >> Tem mais ou menos o mesmo peso. >> Tem tem o no começo, sim. No começo eu vou fazer o o mais parecido que for, só que conforme eu vou passando da fase um para fase dois, da fase dois para fase três, eu vou sujando o dado, eu vou colocando mais pessoas, mais diversidade para ver se esse efeito ele
se reproduz Em outros grupos também. Então eu preciso desse dado estatístico para fazer essa comparação. Por isso que o Rim falou, ciência no final das contas é matemática. ou eu sei fazer ou eu contrato um estatístico para fazer para mim, para desenhar um experimento, que a hora que eu vou ver essa diferença de 15 para >> Não é não é não é tão simples quanto a gente imagina não, porque às vez muit das vezes e as pessoas que não foram Treinadas nisso podem achar que é só uma coisa que a gente chama de frequentista, que
é por trabalhar com apenas com a frequência de ocorrências, >> que é você tem o grupo controle, o tratamento e aí você fala: "Ah, quantos melhoraram, quantos não, quantos são de cada coisas?" eh, homens, mulheres, velhos, jovens, não sei o quê. Isso é mais frequentista, mas tem coisas mais sofisticadas, temos métodos mais, você tem, por exemplo, o De base, a estatística de beisiana, aí você tem um prior, que seria, digamos assim, em poucas palavras, o grau de crença anterior que você já tem na sua cabeça, que você acha que vai funcionar. Aí você tem lá,
ah, é uma chance em 1 milhão, uma chance em 10 milhões. Aí você pluga aquilo ali numa equação. Então assim, não é uma coisa tão simples assim, sabe? Na toa que existe uma área de estatística. >> Ninguém faz um experimento que ele tem Certeza que vai dar errado. >> Não, ninguém. >> Não, ningém não. Ninguém. Então >> vou vou vou provar que os elefantes eh voam. >> Voam. Não, não faz sentido. E aí a gente volta inclusive para como funciona a ciência. Então vamos pegar financiamento de pesquisa. Quando eu escrevo um projeto para mandar pra
FAPESP, eu vou eu vou escrever assim, ó. Será que elefantes voam? O cara da FAPESP olhar Para mim e falou assim: "Não, é >> e você não vai não vai gastar dinheiro com isso porque não faz o menor sentido. Os elefantes voam >> aí tá o cara pegando vários elefantes, tacando o prédio, [risadas] prédio, >> tacando um penhasco. >> O penhasco penhasco. >> E não pode ser um grupo pequeno, né? E isso [risadas] isso vai acontecer com orientadores. Por exemplo, você vai Chegar com uma ideia pro seu orientador que ele já foi comprovada que não
funciona ou que não faz sentido a hipótese. Então eu posso falar assim, ó, qual a influência da Lua eh nas formigas? Cara, deve ser muito pequena. Tem outras coisas mais importantes para testar com formiga antes de testar isso. Então tem toda essa análise se aquela hipótese faz sentido ou não. Eu vou te dar um exemplo do meu do meu trabalho, do meu doutorado. >> Nesse caso é um direcionamento mais político da coisa. Ei, também eu vou dar um exemplo do meu doutorado. Uma vez, na verdade, de uma colega minha de doutorado. Uma vez a gente
a gente tava fazendo um trabalho juntos e a gente assistiu uma palestra de um australiano e o australiano queria entender como que ratinhos escolhem para onde eles vão, no meio da floresta. >> Ah, é? >> Então, o que que a gente fazia? A gente Pegava um carretel de linha e colava com super bonder na costa, nas costas do ratinho. A gente coletava um ratinho no meio do mato, pegava, coletava um um carretel de super bonder, amarrava uma ponta da corda numa árvore e soltava o ratinho. A hora que o ratinho saía correndo, quando ele virava
à esquerda, ele tinha feito uma escolha de não virar à direita ou continuar reto. Faz sentido isso? Então a gente queria medir quais parâmetros do ambiente, ou seja, Cobertura de folha, temperatura, umidade assim, fizeram ele tomar aquela decisão. Será que ele sempre decide do mesmo jeito? Então a gente pegava 50 ratinhas, colava os carretéis, via para onde ele virava, media as medidas para fazer essa análise. E a gente copiou isso de um australiano. Um australiano fez isso na Austrália, só que ele três medidas só, >> certo? >> Três ratinhos. >> Ele não, três medidas para
cada ratinho. Fazia 50 ratinhos, ele três variáveis. Aí a gente foi fazer o nosso trabalho, a gente falou assim: "Esse australiano é muito preguiçoso, eu vou medir 15". Aí a gente arrubou uma câmera que tirava foto docel, a gente monte de coisa. A gente, cara, a nossa tabela de dados era linda. A hora que a gente foi analisar os dados, as três medidas que o australiano levava em consideração explicava o 80% das escolhas. Por quê? Que o rato pesa 5 g. O docel da floresta tá a 20 m de Altura. Por que que a gente
acha que isso é mais importante do que as folhas que estão caídas no chão? >> É, >> se a gente pensa um pouquinho, a gente fala assim: "Cara, não vale a pena tirar as fotos". Aí você fala assim: "Mas, Emílio, será que o Docel não explica meio% das escolhas? >> Talvez, mas os outros 80% não são explicados por isso. Então você também tem que saber onde você vai gastar o seu Esforço, onde você vai gastar o seu dinheiro, o tempo que você vai gastar." >> A I, na verdade, ela entra nesses caras. A gente usa
inteligência artificial na ciência, sim, que é a inteligência artificial preditiva, é justamente para isso, para reduzir a dimensionalidade dos dados. >> Uhum. >> E você, em vez de trabalhar com 15, trabalha com as três principais. É isso que esse cara aí fez. >> Exato. Que a gente não vai gastar tempo, não vai gastar energia, não vai gastar tempo. E >> muit e muit das vezes você só precisa da primeira aproximação. 80% da explicação total já é o suficiente para que você >> na primeira. Exato. Mas no caso, >> e uma outra coisa aí que que
o pessoal tá que é que é importante falar, cara, a ciência ela não é a gente chama de anedótica, né? >> Que é isso que vocês estavam falando aí. Então, por exemplo, pô, tomei um remédio aqui e curei. Quer dizer que foi o remédio, cara, mas você fez um monte de outras milhões de coisas que podem ter. E aí o outro faz e não acontece, o outro faz, acontece. Então, por isso que tem muitas áreas que a gente fala que é de pseudociência, por causa disso, a principal delas é ufologia. Ufologia é uma coisa totalmente
baseada em coisas anedóticas. É o cara que viu aquilo lá no céu. Ah, eu vi uma luz no céu, então É um alienígena, entendeu? Então a ciência não trabalha com essa coisa anedótica, sabe? ciência vai lá e aplica o método, cria hipótese, testa, coleta dado, estuda tudo, faz tudo. Facão facão de >> isso que o Sergão falou, >> como que chama aqui de >> é na navalha de valha de navalha, >> que sempre é a mais a gente tem que primeiro ir na mais provável, na mais no caso de duas corretas, a navalc não é
Uma correta e uma errada. >> Ah, tá. >> É de duas explicações corretas, a gente prevalece ser a mais simples, >> masão, mas as duas são corretas. É, mas também tem outro uso para navalha deocan que eu gosto que é assim ó, vamos vamos pegar o exemplo que você deu. Originalmente é isso, mas eu coloquei facão e era navalha errei [risadas] isso que o Sergão falou ali é de qual porque no SUS, por exemplo, como é que Você vai colocar essas coisas no SUS? Que é dinheiro público. Aí qual que vai ser o critério? O
critério vai ser funcionou comigo, porque tem um monte de gente que fala que trozoba no Ozon, ozônio no Trzoba funciona. Aí >> se se o critério for funcionou contigo, então vai vai pagar tudo. Imagina a quantidade de porcaria que ia ter ali. E e tem esse que então assim, é legal essas discussões para as pessoas aprenderem como funcionam os processos Para entender que se é para fazer um negócio que que seja público, universal, que tenha um critério objetivo. Ó, só pode entrar ali, só pode ser gajiro público com tratamentos que tenha consenso científico. >> Sim.
Sim. >> Que já tenha o um, do que já passou pelo 1 2 3 4 estabelecido e tal e não com uma coisa que ainda vai começar a testar sim >> ou que funciona comigo. >> É >> porque se funcionou com o cara o trozoba, se você for na próxima vez os caras vão >> vão te oferecer. >> Pois é. Ô, ó, tem uma sugestão aqui de nome que eu gostei, mas é peixeira de ocan. Eu acho que no Brasil a gente podia >> peixeira [risadas] muito mais. >> Mas tem um outro uso que eu
que eu gosto da navalha de que eu aprendi na Unicamp Antes de fazer a pesquisa que é assim, ó. Vamos pegar um exemplo que a gente deu das pirâmides, certo? >> Vamos pegar a primeira hipótese, pessoas construiram a pirâmide, >> vamos pegar a segunda hipótese, extraterrestres construir a pirâmide, certo? >> Certo. >> Então são duas hipóteses possíveis, tá? Onde eu gasto dinheiro primeiro? tentando descobrir se pessoas Construíram a pirâmide ou se extraterrestres construíram a pirâmide. Por quê? A explicação mais simples é: Pessoas que moravam ali construíram as pirâmides. A explicação oposta a isso é: extraterrestres
que moram há milhões de anos de luz, saíram de seus planetas em naves, chegaram aqui na Terra, cortaram pedras, empilharam desse jeito e foram embora. E o pior, 3.000 anos depois eles voltam para sequestrar a vaca. Eles desaprenderam a construir pirâmide. Então, quando você vai pensar na hipótese que você vai testar antes, você sempre testa a mais provável de ter acontecido, a mais. >> Agora, olha que legal >> que é alienígenas. >> Exatamente. [risadas] Não, que isso a gente já sabe. >> É, mas agora olha que legal como que isso se conecta com o que
você falou no início da live sobre a o viés. >> Aham. >> Eu nem pensaria dessa forma como ele pensou. >> Por quê? Porque eu preferiria gastar no dinheiro respondendo a pergunta do como as piramides foram construídas independente de quem construir. E aí é o seu viés, é a sua visão. Perfeito. >> E aí perceba que perceba que essa pergunta carrega um um significado diferente de tentar responder se foram humanas ou alienígenas. >> Exato. >> Enquanto uma outra pessoa pode estar só pensando tanto faz. Você nunca faz, nunca pergunta o porquê. É só o como
>> hoje em dia, não. Hoje é o como, é processo, mecanismo. O porqu o porqu trata de propósito. Propósito já pertence à filosofia. Eu ou a ciência humana também que vai tentar entender por que pessoas compram o carro volta no exemplo do carro. As ciências humanas elas têm mecanismos hoje para tentar. E vou dar um exemplo disso. >> É, isso aí seria ciências físicas. >> Isso para ser mais exato. >> As ciências humanas, por exemplo, elas vão estudar. Isso é muito legal. tinha uma uma aia um programa lá no Bláblá que tentava discutir isso, por
exemplo, como que pessoas se comportam no mercado de ação, de ações. Então, o que faz as escolhas acontecerem daquele jeito, por que isso acontece e ferramentas estatísticas muito robustas para tentar achar esses padrões. >> Entendi. E tem essa questão do do que o que o Sakani falou, por exemplo, do Einstein, de ele de ele ele ficar muito tempo tentando provar uma coisa que nunca provou, né? quando surgiu a a mecânica quântica e tal, e ele não acreditava que isso podia ser certo e tentava unificar tudo tudo que o Einstein, tudo que o Einstein escreveu lá,
porque aí na na questão de de ciências da física e tal, né, a gente tem uma coisa que é a parte teórica da Parada, né? Então, por exemplo, a >> é filosofia, né, Serjão, não é ciência isso aí, não. Tô brincando, só tô provocando os físicos. é [risadas] >> que descreveu ali toda, por exemplo, toda a teoria de buracos negros e tal, mas quando o buraco negro foi ser observado pela primeira, o já tava morto, entendeu? Então é, mas a teoria tava lá, a onda gravitacional, ele ele ele descreveu teoricamente em 1915, ela foi ser
detectada em 2015. A turma da Quântica agora tá passando por um momento muito bom, que muitas coisas que eles escreveram, descreveram teoricamente lá no no início do do século passado, agora começam a ser comprovados. Ganhou dois prêmios Nobel aí praticamente em sequência na física. Porque a a física tem isso, né, que é que é o caso da teoria de cordas. A teoria de cordas a teoricamente ela tá perfeita. E todo mundo pensou que o LHC iria provar o que A teoria de cordas fez de previsão. Só que o LHC não comprovou nada. Então hoje tem
uma grande vertente física que perdeu o interesse, né, >> que a teoria de cordas é uma teoria que tá morta, entendeu? Pode ser que daqui 20 anos aconteça alguma coisa. Ah, caramba, aqui ó, provamos tal propriedade da teoria de cordas e ela volta. Então essa é a é a coisa. Na na parte de ciência física >> faz parte do gay. Exatamente. E na parte Da ciência física, por exemplo, astronomia, entendeu? Astronomia. Então tem casos assim impressionantes, né? O próprio Edgundo Raley, o Edmundo Raley, ele fez toda a conta do cometa Raley e ele morreu antes
do Cometa voltar. Ele não viu a a previsão dele se concretizar. E isso vai acontecer ao longo dos da da história da humanidade aí várias e várias vezes. >> Sim. >> Ó, quer ver uma história legal? Galileu Em 1609, Galileu Galilei 1609 ele aponta o telescópio pro alto. >> Galileu Galilei tinha nome de superherói, né? Total GG, né? >> É, >> ele aponta >> usava uniforme. [risadas] >> GG. O telescópio em si, ele foi inventado por um holandês. Eu esqueci o nome dele agora de cabeça, mas o Galileu foi o primeiro a pala queria ver
os navios inimigos chegando, né? >> Era leoneta. >> É. O o Galileu foi o primeiro a querer apontar pro céu. Que que você acha que aconteceu após ele ter apontado pro céu? Ele descobriu os o anel em Saturno. Ele descobriu as luas de Júpiter, que a gente chama de luas luas galilelianas, que Vênus, planeta Vênus, tem fases iguais à lua, ah, descobriu as manchas solares no Sol. E aí ele foi anotando tudo isso. Você acha que as pessoas acreditaram Nele? >> Não. >> Não. Por quê? >> Porque elas não tinham luneta, >> não. Ele, ele
mostrando com luneta, ele mostrava e tal. tá ali tudo bonitinho. >> Ele fazia, ele fazia apresentação em praça pública. Ele, ia, ele ia no Senado para mostrar pros, né, que o pessoal chama de senadores e tudo. Falar, olha aí, eu não vou falar não. Daí que vem a famosa frase, uma imagem vale mais que 1000 palavras, gente. Isso aí. >> Eu não vou falar. Olha aí, olha aí para você ver. >> Pois é, mas naquela época a galera a galera não aceitava essas afirmações dele, porque o pensamento do pessoal naquela época é diferente de como
a gente pensa hoje em dia. A gente fica franzindo a testa para essa história. Pô, como assim? Os caras estão olhando no telescópio, não estão acreditando. Só que para eles >> manipular a luz com espelhos e lentes era equivalente à magia natural. É, >> então aquelas coisas que você estava vendo no telescópio não são reais, não estão no céu, são mera, é como se fosse ilusionismo. >> Entendi. >> A gente é que faz um anacronismo, >> claro, >> de pensar com a cabeça de agora como se estivéssemos, sabe, olhando em Retrospectiva assim. Mas se você
voltar naquela época ali, assim como eu falei há pouco tempo aqui no no no podcast antes, eh, matemática era a mesma coisa que magia. Matemática era magia, não fazia parte da da intelectualidade assim, não. >> É qualquer >> você tinha os praticantes de matemática, >> qualquer tecnologia avançada aparece magia, né? >> Os intelectuais, os intelectuais era Os filósofos, no caso de de filosofia natural, esses que eram os intelectuais. matemática era só uma ferramenta qualquer ali. E isso que você falou também é interessante, porque a próprio conceito de magia carrega um significado hoje que tá assim
esotérico, sobrenatural ou algo nesse sentido. Mas não era >> esse o o Idade Média e Renascença ali, o magia para eles eram forças ocultas, que também não é >> coisas sobrenaturais como a gente conhece de hoje em dia. Forças ocultas para eles eram efeitos que a gente conseguia ver na realidade vindo de coisas que a gente não tá vendo. Exemplo, magnetismo. Por muito tempo a gente conheceu a força magnética invisível. Pô, peguei aqui um pedacinho de ferro, tô, caraca, aqui eu não tô nem encostando, tá arrastando o negócio, entendeu? >> Para eles, aquilo ali era
manipulação da Matéria para acessar uma força oculta, magia. Esse que era o conceito naquela época. Daí que surge o ariclar falando que toda uma toda a tecnologia avançada é indistinguível de magia. Só que magia hoje tem tem outro >> outra conotação que é de sobrenatural. Inclusive sobrenatural pra galera só pertencia a Deus. >> Uhum. >> Não existia sobrenaturalidade. >> Sim. >> E vale lembrar aí, já que tá falando de método científico e tudo, né? Lembrar sempre do Isaac Newton, que o Isaac Newton foi o cara que criou, né, todo esse negócio da metodologia científica. Achei
que o Sérgio Eso falando que criou a gravidade. >> Ganhou a gravidade, né? Não, mas não. Ele fez ele o Galileu ali, que é um pouquinho antes dele e tudo mais, ele observava e tudo, mas quando quando o Isaac Newton chega, é ele que organiza Tudo e cria, gente. Ele é o pai da da da metodologia científica. É o Newton. E isso é muito importante. O que ele o que ele propôs ali como essas etapas aí é o que a gente usa até hoje com muito sucesso em todas as áreas. Todas as áreas. >> Conhece
a história? Conhece a história de roubo do Isaac Newton? >> É, tem isso também, né? >> Conhece, Sergão? >> Eu não conheço. Porque que qualquer >> o Isaac Newton, ele propôs ali que a gravidade atuando entre dois corpos, ela é inversamente proporcional ao quadrado da distância. E aí todo mundo falou: "No, [ __ ] Newton é um gênio e tal". E a gente descobriu mais tarde por cartas que ele conversava com um cara chamado Robert Hook. >> Robert Hook famosíssimo. >> É o mesmo do microscópio. >> E o Robert Hook não o é é mesmo
do Microscópio. >> E o Robert Hook falou para ele assim: >> "Nilton, sabe o que dá, >> veja, sabe o que que dá para fazer? Eu acho que as forças entre dois planetas pode ser alguma lei de alguma lei de inverso do quadrado que é um sobre >> Aham. >> a distância ao quadrado. Aí o Newton olhou e falou: "Hum, faz sentido". Aí ele foi e fez o negócio e vem, >> olha o que que eu descobri. Mas assim, existe, eu tô falando de uma maneira brincando, mas existe, existe um estudo legal assim sério sobre
isso. Eh, a galera de os historiadores da de ciência nessa área ali diferenciam o seguinte: o Robert Hook realmente teve a ideia antes do Isaac Newton. >> Uhum. >> Só que quem sistematizou o pensamento, quem sistematizou e demonstrou bonitinho o passo a passo com matemática foi o Isaac Newton. Mas isso é legal contar porque nunca, cara, quando eu comecei a estudar história de verdade real, eu percebi que nunca, nunca algo se desenvolve isoladamente. Não existe o a figura do Einstein, do Isaac Newton, do Galileu. Cara, ninguém surge isolado. >> É sempre um grupo de pessoas
pensando de formas ligeiramente diferentes. Aí um conversa com o outro e tal, vem cá, vem lá, vem pá, vem cá. Chega alguém que descreve melhor a obra e e essa pessoa é que ganha a fama. Uhum. >> Mas nunca é uma pessoa isolada, sempre é coletiva a a atividade científica. >> Sempre é. É verdade. >> Fala, Romer. >> Vamos lá. Tem a pergunta aqui do Jeferson Oliveira. Ele perguntou: "Se o cientista ou pesquisador encontrar a cura, é a Anvisa que é confiável para aprová-la? Por que a Anvisa tenha Competência para aprovar ou não? Cara, a
a governos, a gente fala da Anvisa porque a Anvisa é a nossa, mas governos do mundo inteiro tem órgãos responsáveis por dizer se algo é seguro ou não ou se algo tem que ser, pode ser usado como medicamento no país ou não. Isso não se baseia nas pessoas que trabalham na Anvisa, isso se baseia numa série de procedimentos que a Anvisa vai estabelecer para confirmar e para dizer se aquele medicamento ele vai funcionar Ou não. Então, no caso da Tatiana, o que que qual que é o procedimento? O procedimento é, a Tatiana, ela pegou, fez
uma série de experimentos, dentre eles um experimento piloto, ela apresenta os dados paraa Anvisa e a Anvisa, a partir desses procedimentos pré-estabelecidos, vai dizer se aqueles resultados são suficientes ou não para autorizar a construção de um experimento. Esse experimento tem que ser nos moldes que são pré-determinados Pela Anvisa e que são padrã padrão no mundo todo. Então, se ela for fazer isso nos Estados Unidos, ela vai passar pelo mesmo procedimento. Se ela for fazer isso no Japão, ela vai passar pelo mesmo procedimento. Se ela for fazer isso em qualquer país da Europa, a mesma coisa.
Que são esses procedimentos bases necessários para dizer se uma droga funciona ou não pela população. Uma coisa que é importante, quem tá assistindo e entender é que, e aí aqui Todo mundo tá falando assim: "Ah, politizando o chat, então eu vou politizar um pouquinho, mas sem partidarizar, posso?" >> Tá? Você, cidadão brasileiro, que paga essa conta, pode questionar a Anvisa, inclusive os dados da Anvisa são públicos e a Anvisa frequentemente abre espaço para discussão com especialistas e com o público para ver se aqueles procedimentos que são pré-estabelecidos, Eles são suficientes e estão de acordo com
o que a sociedade quer. Então, não teve o senhor Anvisa que foi lá e da cabeça dele tirou aquela série de procedimentos. É claro que existe uma equipe técnica da Anvisa que vai avaliar se aquilo tá dentro das normas ou não. Então a Anvisa tem uma série de normas e para você liberar uma droga você tem que seguir essas normas e essas normas meio que são padrão mundial. >> Mas assim >> eu eu concordo com a se vocês me permitem responder essa pergunta também, é porque eu sou eu sou exatamente igual essa pessoa aí, desconfiada
de governo, de órgão e tal. A única resposta que você pode ter é a seguinte: estude. Estuda, né? Você tem, >> os dados estão disponíveis lá. >> É, você vai ter que estudar, entendeu? Ah, porque a pergunta foi: "Como que eu posso confiar?" Você não pode. A única Coisa que você pode fazer é sentar a bunda na cadeira e abrir um livro. >> É, você não precisa e você pode ir lá e >> você é você entender. Para você, em vez de ficar acreditando ou não, você pega o negócio e tenta estudar. >> Inclusive, não
acredit. Mas eu não tenho tempo, pô. Você tem tempo de assistir uma série grandona que ainda vai ser cancelada, pôra? >> Porque não vai ser renovada, não vai ter tempo de ler um livro, entender melhor Como é que funciona o mundo, sabe? >> Estudar um pouquinho, porque isso vai >> isso aí hoje é para qualquer qualquer publicação científica. Examente. Hoje você é obrigado a mandar os dados e tudo para qualquer pessoa pode baixar os dados lá >> e fazer isso. Aqui na astronomia tem o famoso caso da fosfina em Vênus >> que descobriu que a
que a pesquisadora ela tinha cometido um erro grosseiro de análise de dados porque os dados tm que Ser os dados tm que tá lá senão não tem publicação hoje. >> E e disponíveis para todo mundo, né, Sergião? Tá tá no site da revista, você pode baixar lá os dados e analizagem que você acha que tem que analisar. >> Nem todos, né? Mas aí são outros problemas. Aí são outras >> que tem dados que são embargados, tem essas coisas, >> mas é, mas quando publicou aí já já foi, né? Cai o embargo. Mas é é feito
isso aí Justamente para você e e acontece, tá? Acontece vários erros que depois eles publicam erratas nas revistas e tudo. É, most porque muita gente, acaba que muita gente pega esses dados aí e começa a analisar e mostra, ó, aqui a pessoa fez um erro aqui de de análise de dados. Aí eles vão lá, a pessoa tem que publicar uma errata na revista. Então, tá tudo aí. Então, por isso que o pessoal fala assim: "Ah, mas eu não vou acreditar, mas o artigo científico é não sei o Quê". Tá lá os dados, cara. É só
baixar e fazer. E muitas vezes hoje o cara ainda coloca qual algoritmo que ele usou ou aplicou o softwarezinho, né, que ele criou ali, qual programa que ele usou para poder analisar aqueles dados. >> E na época daá, né, Sergão, pô, as pessoas podem pegar ali, taca, faz um pergunta PDF. Exatamente. Pode fazer isso tudo. >> Não tem desculpa, Vilela. >> É, >> não tem pessoa. Não tem. Se ela quiser, ela pode criticar todos os os dados que estão aí e não tem problema nenhum isso aí. A galera, por exemplo, a galera que nega o
as mudanças climáticas, o todos os dados de clima, de temperatura, de boia, de satélite, é toda do tanto da NASA como do Noah, são todos disponibilizados. A metodologia que eles usaram tá lá descrita, bonitinha, você pode pegar e você reproduz exatamente o que eles Fizeram, entendeu? É, exatamente. >> Fala, Romer. >> Vamos a A Fernanda Lopes, ela mandou aqui, ó. Eu tenho um primo tetraplégico. Quando eu vejo essas notícias, eu fico dividida entre esperança e o medo de ser só hype. A ciência já está perto mesmo de regenerar nervos >> de eh no caso da
da Dra. Tatiana, é para quem acabou de sofrer acidente e para quem já tá com a a eh já tá há bastante tempo, né? >> Então, no caso dela, ninguém tem a menor ideia. Inclusive ela, de novo, tudo que eu tô afirmando aqui, ela disse, não sou eu que estou dizendo. >> Não, não estamos inventando nada. >> Não estamos inventando nada. Nada é tirado de vozes da minha cabeça. Então, os experimentos da Dra. Tatiana foram feitos com pacientes que sofreram lesões na colônia e na medula e até 72 horas depois do trauma. >> Mas Emília,
o que que acontece com Pacientes de 96 horas? Não sei. O que que acontece com pacientes de depois de 9 meses? Não tem a menor ide. Teve uma pessoa agora aí que saiu, não foi que que era meses, se eu não me engano, ela tinha ela tinha sofrido a lesão há 9 meses, >> aplicou o a polilaminina na coluna e os resultados >> não sabemos, não sabemos, >> não sabemos o que vai acontecer. E de novo, Vilela, vamos lá. Essa pessoa tem Meses que sofreu acidente de coluna. Ela colocou a porina na coluna. Nesses 9
meses ela não fez nada ou nesses 9 meses ela tá fazendo fisioterapia? nesses meses ela não fez nenhum tratamento ou ela tá fazendo algum tipo de tratamento >> dentre essas coisas que ela tá fazendo, como que eu tenho certeza se aconteceu porque ia acontecer, se aconteceu por causa da polilaminina, se aconteceu por causa da fisioterapia, se aconteceu por causa da cirurgia? Não dá para eu ter Essa certeza de nada. Por quê? Porque a gente fala que esse dado é sujo. Ele é sujo porque a polilaminina pode explicar? Pode. A fisioterapia pode explicar? Pode. O acaso
pode explicar? Pode. Eu tenho um monte de possíveis só se resolve quando você tem, você tem que se tem que isolar. E outra coisa também, >> 10.000 pessoas com 10.000 pessoas com 9 meses. >> Se dessas 10.000, vamos dizer 9.500 melhorou, >> entende? E mesmo assim com com os parâmetros controlados, >> 9.000 que usou e tal, bonitinho com essas condições e tal. E e só uma outra coisa, >> uma pessoa não dá para responder, >> eu acho que é super importante a gente deixar claro, eu entendo ela, eu ficaria com a mesma aflição, eu entendo
ela ficar com essa sensação. E eu acho muito cruel a gente falar assim: "Ai, não, não tá funcionando ou não tá funcionando". Porque o caso dela é individual. Ela ela só que a hora que a gente fala da ciência, a ciência infelizmente tem que ser um pouco fria nesse momento. A gente precisa montar os experimentos para ter certeza que aquilo tá funcionando. E eu vou repetir, já passo pro Sergião mais uma vez. Não é o Emílio que tá falando isso. A Tatiana fala isso em relação ao trabalho dela. >> Eu posso só dar um um
um resposta rapidinho como conselho para ela. Eu Acho que ela deve sim ficar esperançosa, porque isso isso faz parte do desenvolvimento >> assim do conhecimento humano. Ainda que possa ser que em algum momento não não funcione para ela, talvez para as pessoas das futuras gerações tenham isso, entendeu? E melhore as vidas dos filhos, dos dos bisnetos e tudo mais. Mas o principal que eu acho é o seguinte, em vez de ficar dividida nessa coisa, porque tá vendo na internet, vá Na fonte, ela é brasileira, ela escreve as pesquisas em português, >> leia os artigos, >>
então leia o próprio trabalho dela. é mais técnico e tal, pô, sublinhe as palavras, busque o significado, participe do negócio, mas leia na fonte, esquece jornais, esquece, sabe, as pessoas terceiras falando, vai lá na fonte lê o que ela escreveu, o que ela, o que ela tem de livro, o que que ela tem de pesquisa, vai lendo tudo, Estudando melhor o que ela está fazendo, entende? Aí eu acho que seria melhor para controlar a ansiedade, eh, controlar a expectativa, sabe? >> É isso aí. Esse é o negócio, né, cara? É uma é uma tá lhe
dando o o vamos dizer assim, ela falou, né, muito bem aí, né, o hype que foi criado em cima de tudo isso é porque não é uma coisa, não é uma uma doença ou uma uma lesão ou qualquer que você uma coisa tranquila, né? é um negócio que você tira, né, praticamente Você paralisa, né, a vida de uma pessoa e quando vem como um negócio desse, o o nível de esperança que se cria é muito grande. E aí cada pessoa tem uma reação, porque as pessoas estão fragilizadas com essa situação. E aí você chega a
pessoa e fala assim, ó, tem que ir com calma, tal, a pessoa pode chegar e falar assim: "Tem que ir com calma porque não é com você". Entendeu? Porque se fosse com você, você queria que o negócio tivesse funcionando. Você queria até colocar e Tal. a pessoa tem razão porque ela tá sendo afetada por aquilo. Porém, acima disso, tá tudo isso aí que que vocês explicaram. Tem que passar por essas fases, porque vai que vai que um medicamento desse aí cura uma coisa, mas detona outra coisa. Isso tem que ser estotado, entendeu? E aí a
pessoa depois ela toma, pode acontecer o seguinte, ela toma o medicamento e morre. Talvez ela não morreu por causa daquilo ali, mas morreu por causa de outra coisa que o Medicamento ativou, atuou e tal. Por isso que as coisas têm que ser estudadas. Não tem jeito, pessoal. A gente gostaria que, eu, Ló, todo mundo, entendeu, gostaria que as coisas fossem do dia paraa noite, principalmente no caso de uma doença, de doença grave assim, lógico você quer, porque você tá sofrendo com com ou você com com as pessoas ou você mesmo ou com a pessoa que
você gosta, você tá sofrendo junto com ela e você queria que o negócio Fosse do dia paraa noite, mas infelizmente não dá, não tem como ser. E e é bom que não seja, porque quando tiver certo vai est certinho, porque funciona, porque funciona desse jeito e tal. Então assim, eu acho meio meio beste o pessoal fala assim: "Ah, mas é ah, porque só gente de direita que não sei o quê, porque só a gente de esquerda que acredita". Nem nem não é questão de acreditar ou não, entendeu? Aqui não é questão de, ah, você acredita
que a Polilaminina funciona? Eu não tem que acreditar nisso. Ela tem que passar nos testes, tem que passar em todas as etapas que que o Emílio descreveu aí direitinho, entendeu? Depois que ela passar de tudo, aí não é que eu acredito que ela funciona, aí foi comprovado que ela funciona e aí a partir daí vai começar. Ah, mas podia ser mais rápido, cara. Podia. Eu acho que na época ali da da da Covid, né, as vacinas, uma coisa que chamou muita Atenção, né, >> foi como que como que porque aí olha olha olha que engraçado
que acontece aí vai lá desenvolve a o RNA mensageiro, entendeu? E aí o pessoal fala: "Ah, não, mas aí não serve porque aí não passou por tudo ué, uma hora você quer que o negócio funcione, outra hora você não quer." Então a pessoa fica nesse negócio. Só que você tem que entender o que que foi o RNA mensageiro. O RNA mensageiro foi a primeira vez que a Galera aí da uma primeira vez em grande escala aí com coisa importante, por que que não precisou passar por tudo aquela coisa? Porque usaram muita inteligência artificial. Pouca gente
sabe disso, entendeu? Então, a IA ela foi usada para simular os casos ali e você cortar algumas etapas do processo e reduzir o tempo. Por isso que em poucos meses, quatro, cinco, sei lá quantos meses, a gente tinha o negócio pronto, entendeu? E isso é bom demais. É muito bom. Então, >> mas também porque eles tinham mais dinheiro, né? >> É isso que eu i falar, dinheiro infinito, que aí você consegue acelerar. Aí, beleza, show de bola. Com dinheiro infinito você você acelera também. Só que aí uma hora mete o pau porque vai rápido, outra
hora mete o pau porque vai lento. Cara, a cara, a ciência ela é assim, funciona. Sem enfiar muito dinheiro, a gente vai pra Lua em dois meses, entendeu? Se você não enfiar Dinheiro, a gente demora 10 anos. É assim, não tem outro jeito, né? Então assim, vá com calma. Eu sei que é é uma é um caso que que toca muito, né, na fragilidade das pessoas, igual o lance lá da fósforo, é, da fófoetalamina lá na época foi, entendeu? Pô, o cara chegou com uma com uma com uma pílula mágica lá, aí você vai falar
pra pessoa não tomar, pô, a pessoa vai vai te xingar, ô, lógico que eu vou tomar, eu tô aqui, tô, entendeu? Então, mas é complicado Porque essa pessoa na hora que ela tá ali sendo afetada por aquilo, ela não tá pensando em método científico, ela não tá pensando em fases de estudo, em teste cego, ela não tá pensando nada disso, cara. Ela tá no desespero dela. No desespero. É, >> exatamente. Então assim, infelizmente, pessoal, a as coisas na ciência são demoram, a não ser que você enfie dinheiro infinito, igual vocês falaram aí, beleza, aí as
coisas andam. >> Uhum. Complicado isso aí, né, Sergão? >> Complicado, cara. Não [risadas] é muito complicado, mas é o que eu falei, né, no começo, né, assim, a parte técnica da parada, eu não entendo, mas eu acho muito legal tudo isso ter vindo à tona, porque é uma é uma oportunidade até da gente aqui, né, que trabalha com divulgação científica, mostrar pro público >> como que o processo, exatamente, como que funciona tudo isso. E às vezes a Pessoa, agora eu sei porque que o cara demorou 40 anos para descobrir o buraco ne. Pô, agora eu
sei porque que o cara demoraram 20, 15 anos para ir pra Lua. Pô, agora eu sei porque que tá o remédio, demorou tanto tempo para ficar pronto. Ah, eu acho que é um momento eh bom da gente aproveitar para esclarecer, igual nós estamos fazendo aqui, igual vocês já fizeram em vários lugares. Eu tento fazer também nesse nesse caso específico aí, porque eu não entendo Muito do do dos processos, mas é a chance que a gente tem de mostrar como funciona, né, todo essa metodologia científica, tudo isso. E eu espero que no final de tudo, lógico,
eu espero que funcione, que dê tudo certo e tal, mas eu também espero que eu que o público em geral entenda como as coisas acontecem, porque naí na próxima vez já vai ter vencido uma etapa que é explicar como tudo isso acontece. Esperamos, né? >> É, a gente a gente fez isso na época da FA chutando lamina, né? >> Exato. >> Sabe sabe contagem de voto de do dia >> eleição? >> Ele Sim. Começou a contagem de voto, poucas urnas, aí tá lá o candidato 901 em relação ao outro. Isso significa que ele vai ganhar?
>> Não, claro que não. Depende da onde tá abrindo as urnas. >> Ex é como tá agora a >> Exatamente. Isso. Isso é uma chance também para pra galera aprenda a estatística, galera, porque estatística é a alma de tudo isso aí, entendeu? Então, foi lá, testou em 10.000 pessoas. você tem você tem uma margem de erro para isso. Então você tem um uma um significado estatístico que é o tal do desvio padrão que a gente calcula e tal. Pô, mas qual que é aí? Cada coisa tem o seu. Às vezes é três sigma, às vezes
é 5 sigma e tudo mais. Então vai entender Isso, porque isso que é importante, entendeu? Ah, funcionou. Testamos em 10.000. Qual que é o número? Eh, vamos dizer assim, significativo pra gente dizer se o negócio funcionou ou não? Tem um número lá. Esse número não surgiu do nada, tá? ele surge uma análise toda que é feita antes. Então isso é importante também das pessoas entenderem ou buscar entender um pouco da estatística, porque a estatística que tá por trás de tudo isso, tá? Ah, funciona ou não funciona? Não, essa resposta você não vai ter. Você vai
ter o seguinte, ela funciona em x% dos casos, entendeu? Esse depende que as pessoas têm dificuldade de entender, né, região? Funciona nessa situação, nessas porcentagens, não vai funcionar para todo mundo. >> A gente não tem uma resposta assim, né? >> É isso. E aí, por exemplo, esse esse papo de vacina surge disso aí. Ah, mas teve um cara ali que teve não sei o que. Sim, cara. Mas quem disse que vacina é 100%? >> Ninguém. Eu nunca vi ninguém dizer que vacina, se alguém falou isso, a pessoa falou errado, entendeu? Porque não é. Então, mas
existe um significado, uma um significado estatístico no estudo que é feito. O cara só prova se passa por aquele significado ali, entendeu? >> Eu tenho um livro para indicar pra galera, não vou ganhar nada com isso, mas eu vou indicar porque eu acho que é é utilidade pública. >> Diga. >> Pesquisem um livro chamado Como mentir com Estatística. >> Opa, muito bom. >> Esse livro é muito bom. >> Aí vocês vão entender porque que a gente discute essas coisas, entendeu? Ah, oito pessoas, duas morreram aí. Uma teve muita melhora >> e a outra >> e
as outras mais ou menos, digamos assim. Dá para responder alguma coisa? Nenhuma. É igual a eleição. Daqui a pouco passa >> 200 pessoas, 190 morreram. E aí? >> Uhum. É. É isso. >> Ah, a chance de acontecer isso é muito baixa. Sim, mas existe os efeitos inesperados, né? São pessoas, são seres humanos. Vamos com calma, galera. Não são ratinhos. Não, não são, >> são seres humanos mesmo. Os ratinhos a gente já não quer fazer, pô. >> Um outro livro legal é o Andar do Bêbado, né? Andar do bêbado. Andar do bêbado é outro bom livro
também de estatística. É >> para explicar por um andar do bêbado. Por que que chama esse que tem? >> Porque é é coisas aleatórias. Se você solta um bêbado andando, você não sabe para onde que ele vai. Não tá bêbado. [risadas] >> É por isso >> faz um caminho aleatório. Aleatoriedade, >> mas mesmo na aleatoriedade você encontra Padrões. Você pode encontrar padrões no caminho do do Tem um negócio que eu acho que é incrível disso, que é conexões espúrias. Então, por exemplo, que o número de sorvetes vendidos aumenta conforme a bilheteria dos filmes do Nicholas
Cage aumentam também. >> Ah, para. E aí procura spurious correlations no no >> não, mas é para é para explicar os absurdos porque essas correlações são explicar a diferença entre correlação e A causa da parada. >> Exato. >> É essa que isso isso é uma coisa que pouca gente entende também no correlação. Eu posso pegar filme de do Nicola Cage Nicolas Cage com venda de sorvete e tem uma correlação de 95%. >> Aí você entendeu? Mas a é a causa ter filme quer dizer que aumenta essa que é a parada. Então também isso aí, esses
livros aí, o Andar do Bêbado é um livro muito legal porque ele é facinho de ler. Você >> é um livro de divulgação, né, Sergão? Científica divulgação científica. A única chat é que assim, essas coisas é pra gente aprender didaticamente, né? Sim, na vida real, >> descobrir a diferença entre correlação e e e implicação é muito mais sutilidade, >> porque muit das vezes >> você vai, aí vem o viés, você vai olhar pro negócio e você vai falar: "Caramba, isso aqui tem causalidade, isso aqui tá Causando isso". e você não encontra como que aquilo ali
possa ser falso. E >> aí você tem que às vezes forçar a tua cabeça >> ex >> a tentar imaginar que você possa estar errado, porque se você não fizer isso, você cria um viés, cara. >> Faz todo sentido. Vamos paraas últimas perguntas, querido Homer. >> Vamos lá. Tem uma pergunta aqui do Marcel. Ele mandou o seguinte, ó. Durante as pesquisas com a polilaminina, não houve um grupo de controle e quem fez a comunidade científica se dividir com os resultados? Como que vocês equilibram a urgência de oferecer esperança real a quem está numa cadeira de
rodas e com a responsabilidade de não transformar uma promessa científica em falsa esperança? >> Cara, >> quer começar? >> Não, vai lá [risadas] que >> não. Eu acho até que a respondeu bem isso ao longo do podcast, entendeu? É, é preocupante sim. A gente tem que controlar a expectativa, >> né? conversar, fazer, pensar melhor na comunicação, que foi o que eu disse, acho que Sergão não tava aqui ainda, foi o que eu falei. Uma coisa é Sergião, fazer um vídeo de um planeta lá como James Web, outra coisa e te falar sobre fazer uma pessoa
voltar a andar. Você vai ter matemática nos dois, vai, vai Ter estatística, vai ter as mesmas ferramentas, mas um a gente tá tratando dos seres humanos aqui. Então a comunicação tem que ser >> 10 vezes mais bem pensada, entendeu? Não pode ser, ah, vou aqui falar e tal do meu jeito, achar que eu tô num bar bebendo e batendo um papo. Não, você, você agora tá falando para muitas pessoas ao mesmo tempo que têm e eh costumes, religiões diferentes, hábitos diferentes, comem comidas diferentes, às Vezes fazam falam línguas diferentes e tá usando lipsink, >> tá
usando um tradutor automático para tentar se informar, entendeu? Então você tem que ter um pouco de responsabilidade nesse sentido. >> É, e tem só, só complementando o que você falou também, também tem o outro lado. Então, quando a gente tá falando de comunicação, você sempre tá falando do comunicador e do receptor que tá ali do outro lado. E aí a gente tem uma Questão de letramento científico da população em geral. >> Então, o cuidado que a gente tem que tomar e a hora que você vê o chat, por exemplo, só vou dar um exemplo do
chat, tá, Vilela? >> Tá. Acho que se você pegar eu, o Hein e o Sacani, o Vilela e todo mundo que tá assistindo, a gente acha que vale a pena investir dinheiro para fazer a fase um, fase dois e fase três do experimento da Tatiana? Você gostaria que isso desse certo? Acho que acho que isso é é comum a todo mundo que tá assistindo. E o Chacho tá dizendo que a gente tá contra ela e ninguém aqui tá contra ela. Então o outro lado da comunicação, ele também é importante. E a gente tem uma questão
que é o nosso trabalho, o meu, o seu, o do Sacan, que é um trabalho de letramento científico das pessoas, da gente tentar entender, mostrar pras pessoas que aquela informação que tá Chegando nela, ela precisa ser interpretada da maneira correta. Então, se você não entende nada de estatística, a hora que eu te falo, olha, aquele cara voltou a andar, isso é relevante. Se você entende um pouco de de estatística, aquilo é relevante para aquele cara, mas pro experimento, eu não sei. Então, tem a parte da comunicação, concordo com você, ela tinha que ter sido feita
de uma maneira muito mais >> bem pensada. bem pensada na minha Opinião também, só que também tem a parte de quem tá escutando do outro lado e não só de quem eu entendo muito a pessoa que tem que é cadeirante ou que tem alguém na família que seja. Essa esperança é uma esperança real, mas tem um monte de gente que tá muito emocionada com algo que a gente ainda sabe que é muito iniciante, muito, a gente tá muito no comecinho ainda. Acho que esse é o esse é o ponto que a gente tem que falar.
>> Fecha aí. >> A Mariana Rocha, ela mandou a pergunta aqui, ó, dizendo o seguinte, ó. Se a polilaminina ela consegue criar uma ponte para os nervos eh se crescerem, né? Eh, por que que o corpo humano não consegue fazer isso sozinho depois de uma lesão? >> Tá? Biologicamente, essa é uma pergunta bastante importante, porque a gente tem momentos em que o corpo tá se formando e momentos em que essas substâncias vão Ter eh efeitos diferentes nessa formação. Então, quando o bebezinho tá se desenvolvendo, a polilaminina, ela vai formar essa lâmina e vai contribuir pro
desenvolvimento e pro para esses neurônios crescerem na direção certa. Em adultos, ela perde um pouco essa função de crescimento e desenvolvimento e ela vai ter uma função mais estrutural. Então o corpo ele tem polilaminina na sua lâmina basal, isso vai acontecer Biologicamente e ela tá ali, tá no seu corpo agora nessa estrutura que sustenta não só esse tecido, mas sustenta outros tecidos também. A hipótese da professora Tatiana é que se eu colocar polilaminina naquele local da lesão, naquele momento específico, a polilaminina teria o efeito que ela teve durante o desenvolvimento lá atrás para sustentar essas
ligações e ajudar essas ligações a ficarem estáveis. E essa é uma crítica, de novo, que ela recebeu e que ela Admite naquela entrevista que eu falei dessa semana. A principal crítica que ela tá tendo das revistas científicas para onde ela manda é que em nenhum momento eles discutem o mecanismo de ação da polilaminina. Então isso que eu tô falando é uma interpretação, porque em nenhum momento eles estão falando assim, ó: "É assim que resolve". Então vou te dar um exemplo de remédio para dor, pra gente entender a lógica. Os seus neurônios, eles têm um sisteminha
De chave e fechadura para dizer que algo tá doendo ou não, >> tá? >> O que que um remédio para dor faz? Ele ocupa esse sistema de chave e fechadura. Então ele meio que impede o neurônio de sentir dor. Bioquimicamente eu sei como um remédio para dor funciona. Então você vai tomar uma neusaldina, ela vai colocar uma molécula lá dentro do seu corpo que meio que vai bloquear o seu neurônio para ele parar de sentir dor. Certo? Certo? >> A polilaminina, a professora Tatiana afirma isso, eles ainda não tm ideia de como seria esse mecanismo
que foi perguntado, qual que é o processo bioquímico. >> Então, uma das grandes críticas que ela recebeu nas principais revistas científicas é: "Cara, enquanto você não entendeu o processo, enquanto você não tiver esses números, o seu artigo ele ainda não tá bom o suficiente para Publicar na revista". Isso é uma outra coisa que é legal de falar pr as pessoas. Ela foi lá e escreveu o artigo paraa Nature. A Nature falou: "Por enquanto não". Isso quer dizer o quê? Que ela tem que trabalhar mais e ela pode apresentar o artigo para Nature de novo. Por
quê? Porque daí os caras vão falar: "Agora você fez o que a gente pediu, agora sim o artigo é robusto. Uma vitória receber a resposta da >> que eles nem respondem muitas vezes. >> É isso, gente. Senhores, eh queria agradecer a presença de vocês. Se tiver alguma ponta solta agora, é a hora. Se não tiver, vamos reforçar então a viagem e redes sociais aí. Exato. >> Ah, eu acho que a única coisa que eu reforçaria é pra galera, galera, esquece que você vai fazer faculdade, prova, nada disso. Pega um livrinho ali de metodologia científica, pega
ali um livrinho de história da ciência, assim como, quem não quer nada, sabe? Para dar Uma estudadinha em casa, só para aprender um pouquinho melhor, para você não deixar as outras pessoas te fazerem de otário, entendeu? Basicamente isso. Não tô falando nada sobre a Tatiana, né? Nem, nem é nada disso. Tô falando como um todo, >> porque tem a ver com a pergunta do como confiar nas coisas. De certa maneira, você sempre vai ter que confiar ou você tenta aprender melhor, estudar um pouquinho para você pelo menos saber o Que que tá meio estranho, o
que que tá meio esquisito, entendeu? Para não deixar que as pessoas simplesmente contem qualquer história muito bem contada, com retórica e você aceite. >> Uhum. >> E eu acho que essa que é a mensagem que eu queria deixar, sabe? Estuda um pouquinho, um pouquinho, galera. matemática ali, um pouquinho de física, um pouquinho de metodologia, um pouquinho de biologia também para você Entender pelo menos o o básico da coisa, sabe? >> Acho que é isso. Eh, >> e venha viajar com a gente. >> Fala o Sergão primeiro. [risadas] Falajão. >> Serjão, obrigado demais aí. >> Não,
show de bola. E e vocês falando para é, desculpa, você tem que você tem que falar do seu projeto novo aí também, hein? >> Vou falar, mas antes disso vou falar o Seguinte, ó. Você falou de viajar pro Egito, guarda pro ano que vem, porque o ano que vem, >> ano que vem, >> então, o ano que vem, no dia 2 de agosto de 202, tem um eclipse total do sol que vai passar em cima de lutí no pirâmides, >> tem que ser em agosto. Então, >> o fotão das pirâmides com eclipse, vel. >> Pronto,
vamos lá ver o eclipse em agosto, então no Egito, então muda a data que era para ser em janeiro já. >> Não, mas o cara pode ver agora em em agosto com a gente e em agosto com você. É outra viagem. É outra viagem. >> Outra viagem. >> É. E o legal é que os dois, eu acho que você, se não me engano, os dois passam pela Espanha também. A Espanha nesses dois anos aí, ela tá, entendeu? Os Estados Unidos aconteceu isso com ele, né? >> E eu e o Rim nós tivemos lá em Dallas
equipe total. Mas se eu fosse a Lua Também eu passaria pela Espanha também, porque, pô, comida boa, né? Comida boa, lugar gostoso, bonito. >> Fica a dica aí, ó, para quem nunca viu, cara, a o eclipse total do sol é algo que não existe nenhuma foto, nenhuma filmagem que vai te mostrar o que é na realidade. É só vendo, é só tando lá. Só estando com o Sergão vendo. Olha a coroa. >> Olha a coroa. É, o Vilela teve com a gente lá em João Pessoa vendo o o anular Que ficou aquele o anel, né?
Olha o anel. >> Você também tava lá. Tava e foi demais, hein? >> Foi. Agora quero ver o total. O total é uma outra parada. É outra parada totalmente diferente. Então, um abraço a todos. Vejam epse aí, viajem com a galera aí. Eh, meu novo projeto chama-se Além da Ciência. Estou lá, já fiz alguns programas lá, Felipão e e Blá Blá Logia, Emílio, estão convidadíssimos para ir Para lá. Vou chamar vocês >> pra gente trocar uma ideia. E Vilela também, >> ele esqueceu de mim, [risadas] >> tava só esperando aqui, sua mão já. >> E
Vilela também. >> E Vilela Vilela também, obviamente, [risadas] para ir lá conversar, não p o car o o Vilela, cara. Eu falo eu falo isso para ele várias vezes, entendeu? Ele tem uma história espetacular, você sabe, né? Ô Felipão, >> galera não sabe o Vilela, >> ele sabe, né? O Vilela é o cara que fez a capa de um dos primeiros jogos de computador no Brasil, o incidente de Varginha. >> É. >> Ah, tá. Exato. Incidente de Varginha. >> A capa foi esse cara aí >> falando de ciência, né? >> É falando de ciência coisas
comprovadas. >> Mas é isso, galera. Um grande abraço aí. Valeu demais. Desculpa o atraso aí. Estamos junto e estudem aí, estudem estatística, é muito importante. E aproveitem isso, em vez de vocês ficarem brigando aí com esse negócio de política, aproveita este momento e vai entender como que funciona o processo, metodologia científica. Eu acho que tem essa coisa subjacente aí que qualquer um pode aprender demais com isso. A parte técnica do negócio, óbvio que você vai ter que ter um conhecimento de biologia, Mas essa parte aí sobre metodologia, processo científico, como funcionam as coisas, eu acho
que é um momento assim especial para todo mundo eh aprender sobre isso. >> Boa. >> E sobre a viagem. Então, obrigado, Sergião. Sobre a viagem, sobre a viagem >> de agosto agora. >> Eu quero, eu quero a trilha sonora lá. >> [risadas] >> É gravar esse vídeo lá. >> E qual e qu e qual a espada que a gente vai comprar lá? >> É com a espada em Toledo. [risadas] >> É, cara, vamos fazer um videoclipe lá. >> Primeira coisa lembrar a galera da viagem. Você que tá assistindo, quer ir ver o Eclipse conosco, vamos
est nós três lá. Eh, de novo, organizado pela Inclusive Travel, que é uma empresa que faz viagens muito legais. A gente já vi lá do Três Elementos, já viajamos com eles duas vezes, cara. Hotel bom, comida Boa, eh tudo muito organizado. Eu nunca tinha viajado com uma empresa até viajar com eles. Cara, tudo é fácil. Fazer imigração, Vilela, é fácil. >> A gente chegou na Inglaterra, eles conversaram ali com o Guichezinho. O guichê só passou todo mundo carimbando ali na Inglaterra, que é um saco para entrar, cara. Eles organizam desde a saída de São Paulo,
tem a equipe deles na no embarque até a volta para São Paulo. Então, muitos anos de empresa, Legal para caramba. A gente chega em Madrid, vai para Tolleiro e depois a gente vai subindo até chegar em La Corunha, onde nós vamos ver o eclipse juntos e depois voltamos e terminamos a viagem em Madrid de novo. Então se quem tá assistindo quiser viajar conosco, participar disso, o link da inclusive tá aqui embaixo. Aí vocês podem ver com eles condição de pagamento, como faz. Ah, eu tô saindo de João parcelamento, eu tô saindo de João Pessoa, como
que eu Faço para organizar? Cara, conversa lá com o pessoal da Inclusive, eles vão te ajudar a resolver esses problemas. E e é assim de verdade, a galera que vai, >> se quiser e se quiser tirar dúvida, inclusive com comigo, que eu até falei com eles lá, pode dar meu telefone lá, mandar mensagem que eu tiro dúvida. Eu não tiro dúvida de ninguém, converso com o pessoal da da inclusive lá. Eu converso, eu converso. Pode mandar meu número, eu converso com a galera, tiro Dúvida do Viloc, dá o número do Vilela, como que [risadas] você
vai como que você vai entreter a galera lá na farei um show de standup lá, ó. Então a gente vai deixar no comentário fixado o link para você ir nessa viagem com a gente. Boa, >> não é? >> É isso aí. E já também está no link da descrição do vídeo. >> Maravilha. E eu queria te dar um presente e fazer mais uma propaganda, se Você me permitir, tá? >> Vamos lá. >> A gente trabalha com divulgação científica na internet há muito tempo e esse aqui é um presente para você. É um projeto novo que
a gente tá lançando lá no Bláblá, chama a Teia da Vida, escrito pela maravilhosa Mila Maçuda e pelo incrível Reinaldo José Lopes e ilustrado pelo meu grande As ilustrações são lindas. >> Que lindo, cara. >> É lindo, lindo, lindo. Um trabalho gráfico muito bonito do Pedro Matalo. >> É Pedro. >> Oi. É Pedro Matalo que também tá na capa. A gente fez questão de colocar o nome do ilustrador na capa porque o trabalho dele é tão importante quanto o trabalho do resto do livro. >> Não é I. Não, >> não, não é I. Então isso
é uma coisa importante. Livro feito por pessoas para pessoas. Ele fez cada uma das imagens. É Um trabalho de colagem. Então ele foi fazendo as colagens das imagens, mas é um trabalho que a gente tá muito orgulhoso e é um livro pra gente entender o mundo que a gente vive. Então é o livro de ecologia, ecologia ciência que estuda as interações. E aí a Camila e o Reinaldo escreveram esse livro. >> O catarse desse livro tá rolando agora. Se a gente puder colocar o link, eu agradeço também, que é catarse. Lá >> tudo no link
no na no comentário fixado. >> Esse é seu. Esse você pode ficar. E esse livro, Vilela, vou te dar um uma lição de casa, hein? Não é para ficar na estante, >> é para ler. >> É para ler. E quando você terminar de ler, você vai passar ali pra frente para outra pessoa ler, porque ele é um livro muito legal para explicar. Eu eu te mando outro depois novo. >> Na verdade, você entra lá no 14 e compra O seu. Esse aí você vai ler e aí você distribui, você passa. esse pra frente para as
pessoas lerem, tá? >> Fazer um programa sobre isso, né? >> Cara, dá, se você quiser chamar a gente, eu trago o Reinaldo e a Camilinha aqui para explicar porque que esse livro ele é tão importante. São 20 anos de carreira da Camila com ecologia, doutor em ecologia, pesquisadora, publica artigos e do Reinaldo, um dos maiores divulgadores científicos do país. O Projeto tá muito bonito. >> Já quero fazer um >> e eu tenho certeza que quem comprar vai gostar porque explicando as interações entre os organismos. O projeto tá no catar agora. A vantagem é que a
gente tá vendendo o livro com desconto no 14. É um projeto independente nosso. Então deem uma olhada lá. Eu tenho certeza que vocês vão gostar. Beleza? Então vai tá tudo no link e que vai est no comentário fixado desse vídeo. Então >> excelente. >> E que o que que também tem link e QR code, querido Homer. >> Das nossas patrocinadoras aí nós temos a Pix do Milhão e também a Insider que tá patrocinando o episódio de hoje. >> Sim. Na semana do consumidor na Insider, né? Isso aí. Se você ainda não deixou o seu like,
tá panguando, cara. Então, deixa o like aí, ajude a gente, né? >> É, a chegar a 6 milhões. Chegamos a 4 milhões no canal de cortes. Para ficar Um número redondo de 10 milhões, a gente precisa chegar em 6 milhões do canal principal, que é mais quatro. >> Pois é, >> até onde eu sei, são 10. >> É, até que me provem ao contrário, são 10. Então é o seguinte, agora para você brilhar, querido Romer, pessoal, escreve nos comentários para provar que chegou até o final dessa live. >> Para provar que chegou até o final
dessa live, coloca aí peixeira de Ocan. >> Boa. >> Peixeira de Ocan. Cheira de OCAN. >> Oan. Como escreve? O >> o O C a m. >> É isso. >> É isso. >> O CC M. Mas escreve como você acha quiser também. Fiquem com Deus ou com Darwin. Beijo no cotovelo e tchau. [música] >> As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada São de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso
com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos. Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos. M.