claro que a confiança cega ela é perigosa mas a confiança que não se coloca Isto é quando ela não abre a perspectiva Quando a pessoa não é permeável a esse tipo de receptividade Tudo Fica Mais eu gosto demais de lembrar de algo especial que é quando penso na relação de convivência especialmente ligada aquilo que é ação né numa relação de confiança aquilo que aprendi muito desde menino e até hoje eu gosto muito de circo né Aos poucos fui aprendendo a não apreciar né o uso no circo de outros animais que não nós os animais humanos
né em função inclusive do sofrimento que muitas vezes a ele é induzido mas quando o menino né gostava do circo que tinha ali o elefante o cachorro hoje menos acho um pouco mais bruto né fazê-lo Desse modo Eu acho que o destino da nossa relação né com outros animais quando nos serve né e serve para que a gente possa levar adiante a vida faz sentido mas há algumas situações como eu lembrava que pode ser marcadas né pelo desrespeito à vida né e pela própria crueldade em várias circunstâncias e eu falo isso porque do circo que
eu mais gostava além do palhaço né ou da palhaça né o que eu mais gostava era do trapézio porque eu ficava admirado olhando duas coisas que eu acho magistrais no trapézio que se faz com outras pessoas quando se pulava de um para outro a habilidade para fazê-la horas e horas de treinamento para fazer e o número no trapézio se dava inclusive com alguém que era o artista principal e outras pessoas que ficavam no trapézio só no apoio lá no alto para segurar na hora do salto Mas duas coisas ali me chamava atenção a primeira delas
é que por melhor que ele fosse o acrobata no trapézio havia rede porque nenhum e nenhuma de nós é imune ao erro e é preciso sim que a gente seja capaz de criar circunstâncias protetivas para não sermos ingênuos achando que porque algo fazemos muito bem que não haverá possibilidade de não dar certo nesse sentido a rede ela não é o mostração de fraqueza mas inteligência Ou seja criar salvaguardas para que haja a preservação da vida um grupo que se reúne que debate que se comunica está criando suas redes no duplo sentido a rede como conexão
aquilo que é net né e por outro lado a capacidade de fazer a rede como proteção com todos os seus elos seus movimentos mas o que mais me chamava a atenção é era a confiança em que o protagonista O acrobata principal trapesista que fazia o espetáculo mais elaborado quando ele saltava de um trapézio para outro onde estava outra pessoa para pegá-lo ele tinha que ter confiança de que o outro ia fazê-lo Isto é ia segurá-lo de fato e mais ainda que o outro não ia entre aspas despreparado para fazer aquilo a relação de confiança obviamente
ela foi automática a pessoa que entrou no circo para ser aquele protagonista não é porque ele viu o parceiro ou a parceira no trapézio que ele diz bom se é trapesista né posso confiar cegamente is tá uma coisa perigosa né é a confiança cega quem né Já tomou um coice alguma vez e quem não tomou né Talvez às vezes o coice veio porque a gente confiou demais seja na capacidade né de mansidão de algum animal que tava passando seje porque a gente se descuidou né em relação a isso até aqueles com quem a gente Manteve
no convívio humanos ou não uma relação forte de conhecimento são sim capazes vezes ou outra né de nos surpreender e por isso insisto quando trapesista ele indo fazer a sua apresentação ele tinha que ter confiança ao saltar no ar que quem estava no outro ia pegá-lo que não tinha bebido na noite anterior que não estava em negociação com outro circo e portanto falei eu vou deixar ele cair né porque aí eu consigo que se interrompa mais facilmente o contrato É claro que a confiança cega ela é perigosa mas a confiança que não se coloca Isto
é quando ela não abre a perspectiva Quando a pessoa não é permeável a esse tipo de receptividade tudo fica mais complicado a confiança cega como a desconfiança cega elas são altamente PR [Música]