E aí, tudo bem? E hoje, segundo meu irmão vestido de tapete, vamos falar de novo sobre o ego. Sabia que teu ego só quer ver e geralmente só te deixa ver aquilo que ele já conhece na ansiosa tentativa de manter o controle sobre você, essa instância diminuta que nós chamamos de ego e que calma, é você, tá?
Não sei se você acha assim, ai meu ego é uma outra entidade demoníaca que tá aí, não. Você é seu ego, mas essa instância do ego só vê aquilo que você conhece. Ou seja, o ego tenta manter controle, o ego quer manter-se em segurança.
O ego no yoga, povo yunguiano, freudiano, sossega, não tem nada a ver com o que vocês chamam de ego. O ego quer manter-se no conhecido, naquilo que já está estabelecido, naquilo que está pronto, porque ele quer ter controle. Nós vamos entender de novo o que que é esse ego e por que que essa ideia de eu não querer ver as grandes novidades, embora eu ansei ao mesmo tempo e dicotomicamente por coisas novas, é uma das coisas que me mantém no sofrimento.
É você se mantém no sofrimento porque você sequer tá pronto para ver aquilo que você não conhece. Você não tem aparatos, meios cognitivos para olhar pra verdade das coisas. E fazer esse treinamento para se abrir para algo mais verdadeiro do que aquilo que esteja imediatamente na tua fuça ou para aquilo que seja confortável ou conhecido, ainda que seja desagradável, é o trabalho das práticas meditativas.
A bem na verdade é que toda a prática mística, toda a prática verdadeiramente espiritual quer criar uma espécie de disrupção, de rachadura na estrutura desse falso eu, de modo que a luz entre nesse templo fechadinho da certezas vans que você cultivou e que você pouco a pouco vá criando mecanismos e estratégias e capacidade de encontrar um eu novo, de sair da roda viciosa do sofrimento. neurótico. Nós vamos falar um pouco sobre isso depois da vinheta.
Eita, eita. Calma, calma, calma, calma, calma, calma, calma. Antes da vinheta, calma.
Raquim Sanai, um dos grandes mestres sufs, escreveu 1000 anos atrás para o nosso vídeo de hoje. Ele escreveu para nós, deixou numa num pote de azeite a seguinte frase: "Você está preso ao que vê, mas o mundo invisível te chama sem cessar. Enquanto você não quebrar o espelho do ego, a luz da verdade não refletirá em seu coração.
Fica com esse barulho aí e sigamos. Seja bem-vindo, bem-vinda. Aqui a gente fala de revolução de si.
Se você quiser saber sobre os nossos cursos, sobre a nossa escola, como meditar gratuitamente com a gente às quartas-feiras aqui no instituto, se quiser ir com a gente na peregrinação pra Índia, que vai acontecer em 2026, pras cavernas onde Baba de o grande Mahaog viveu, ah, ou para, né, pra extensão do Nepal, pede pra gente para te mandar as informações para você receber tudo direitinho, que vai ser uma peregrinação ímpar pros Himalaias de Garual e pro Nepal e pros nossos retiros de outras atividades ou para fazer o rádio yoga conosco. Ah, dá uma olhada nos nossos links aqui embaixo. Muito bem.
O que é o ego? Já que a gente tava falando toda hora de ego no yoga, ego no ego no fride. A gente tem esse vídeo aqui que eu falei sobre esse assunto, mas só pra gente relembrar, o ego é uma falsa percepção do eu.
Noas trapatandând, ele vai falar basicamente é uma confusão que se dá entre aquele que vê e o aparato da visão, aquilo que é visto, não é? Então vamos lá. A matriz dos sofrimentos no sutra são.
Por que que a gente sofre? A vidia, a ignorância, a confusão do certo com errado, do verdadeiro com falso. Eu não entender o que é vazio, com a diferença do que que é cheio.
A vida é a inciência e a gente sofre sobremaneira por causa dessa ignorância matriz. Dessa ignorância matriz surge a smita, a autoafirmação. Eu como entidade separada do cosmos.
E que que é essa entidade separada? O patão de ele definir para nós como fala aí em sânscrito, Mateus. Drarna shaktior e catmata e vmita.
Uhum. Isso quer dizer que asmita é asmita é a identificação errônea entre o poder de ver e o instrumento de ver. Aham.
Não entendi. Gui. Supondo que você use óculos como eu, eu tô sem hoje, mas e porque você usa os óculos para ver, você acha que os óculos e a visão concedida pelos óculos são você.
Agora faz diferente. O sujeito que ilumina o mundo não é nem o corpo, nem os sentidos, nem a mente, nem o intelecto. Ele vem antes disso tudo.
O eu real, o atman, tá para além dos fenômenos, dizem os yoges, a partir de uma experiência direta. Asmita é acreditar com erroneamente que esse construto, corpo, mente, memórias, história, reputação, ideias, é tudo que cabe a você. e achar, por exemplo, que tudo que você é, essa grande bomba de sódio e potássio que acontece para proporcionar sinapses no teu cérebro e os fenômenos que decorrem disso.
Então, quer dizer, a nossa percepção guia a ideia de quem nós somos. E o ego só dá conta de apresentar para você aquilo que ele já conheceu, aquilo que os sentidos já experimentaram, aquilo que ele de alguma forma supôs já decodificar. Ai, Guilherme, que tema difícil.
O que que isso tem a ver com a minha vida? simples. Se você viciosamente tá andando em círculos em torno das suas neuroses, em torno dos seus medos, em torno dos seus sofrimentos, dos seus relacionamentos tóxicos, das suas delusões, muito disso tem a ver com a necessidade do ego de se manter numa zona de controle, de se manter numa região que, por mais desgraçada que seja para você, também é conhecida.
O famoso, perdão da palavra, tô na merda, mas tá quentinho, né? Então, o ego não quer ver nada diferente. Ele tem pavor de ver diferente.
Porque o ego, para todos os efeitos, é uma instância que se cria em você. Essa identificação com o corpo e com a mente é uma instância que se cria em você, visando a sua autopreservação. Essa ideia de eu sou separado do tigre é muito útil na floresta, porque você se não perceber assim vai ficar junto com a boca do tigre daí a pouco e não vai mais haver você.
Espera que eu preciso tirar isso aqui. Não sei por que eu uso casaco. Se eu nunca tenho frio.
Nunca. Por que que eu uso casaco, Mateus? que você acha bonito.
Exato. Mas eu tenho essa maldição de não ter frio nem no inverno. Qual é o fim útil de eu tá te falando isso tudo de que o ego só quer ficar no conhecido?
É você entender que para você se transformar, para você modificar a estrutura do seu caráter, para você modificar os maus hábitos e os medos e as e os vícios, você vai precisar de um manancial absurdo de energia. E de um outro ponto de vista, você vai precisar, no lado mais básico, de um auxiliador, nesse caso, um terapeuta, por exemplo, para conseguir te ajudar a decifrar os meandros do teu inconsciente, porque é lá do inconsciente que vão vir as mensagens do mais profundo do seu ser sobre as urgências que o ego não quer enxergar e que as máscaras que você carrega tão arraigadas no teu rosto não te permite ver. Ao mesmo tempo, depois disso, de ter estruturado os teus valores, de ter estruturado o seu caráter, é uma outra coisa.
Então, se por um lado a terapia ajuda a gente a estruturar o ego de modo a dar conta para ele ter aberturas para perceber outras coisas, outros pontos de vistas, coisas foras do fora do conhecido, também você precisa, daquilo que a gente fala nas vias místicas, de desenvolver novos órgãos de percepção. Sim, porque se seu ego te vicia a só enxergar as coisas como você sempre quis enxergar ou como você está acostumado a enxergar, você precisa de novas lentes ou talvez de novos olhos para enxergar cores e matizes e formas e espectros da realidade que antes você sequer sabia que existiam. Você está confinado em um corpo que te condicionou a ver tudo segundo os seus pontos de vistas e você tem que desconfiar desses pontos de vistas ou do contrário, você vai continuar viciosa, sfrega e teimosamente dando voltas e mais voltas em torno de si, se achando o Senhor Senhora da verdade e causando um tremendo sofrimento para você e para quem tá à sua volta.
Basicamente o que a gente vê de novo no Sufavan relation. Talvez esse seja um dos livros sobre sufismo mais próximos do Advita Vedanta, do tantre do budismo que eu já vi na minha vida. Indubitavelmente a via de Tlakolo, que é a via do Rassan Shushud, é uma via que de fato teve contato através lá dos mongóis do Gengskis Scan com o budismo, porque é muito impressionante como várias vezes ele tá falando de aniquilação e vazio e parece muito com chuniata.
Mas vamos ver aqui. Vamos primeiro com uma coisa mais poética do Shake Hassan. Nós nós viemos a esta casa como convidados.
Nós nunca conhecemos o seu dono. Nós não temos nenhuma ideia de onde nós estávamos antes ou porque nós viemos para cá. Dentre as dores e prazeres, o ego nasceu aqui.
Com esse poderoso apetite, o ego clama tudo para si como seu próprio. Nós nos esquecemos que nós somos mero meros convidados. E o dono desta casa lembra-nos vez após outra de que nós somos meros convidados, tomando de nós coisas que nós estávamos, as quais nós estávamos profundamente apegados e julgávamos ser profundamente importantes.
Sofrimento vem em seu próprio tempo ao aspirante espiritual. Sabendo a razão do sofrimento, nós tornamos esse sofrimento tolerável. As pedras de toque ou as marcas do caminho foram pavimentadas por fogo.
Sofrimento é a mais efetiva ferramenta na nossa jornada. Através do sofrimento, nós entendemos, nós somos a abelha, nós também somos o mel. Assim também nós somos o amante e o amado.
Aniquilação é o fruto de rigorosa autodisciplina e contrição ou sofrimento. Então esse essa contrição, essa sensação de separatividade, essa sensação de que falta alguma coisa, essa sensação de distanciamento de você com você mesmo é necessário para que você quebre essa visão do conhecido. Enquanto você permanecer na ideia de que, ah, eu já me conheço, eu sou assim, não haverá progresso.
Enquanto você se contentar com a ladaainha dos seus pensamentos, enquanto você achar que a retórica e que a dialética, por mais bem elaborada que seja, é a única grande resposta que você vai obter em relação à realidade do mundo, você jamais vai penetrar a realidade última das coisas. Por bem, por isso aqui perguntaram, né, para para ele, o que você quer dizer com percepção humana? Aí ele responde: "Há ilimitadas camadas de percepção antes e depois dos humanos".
Nossa percepção humana é é a percepção dualista. Deus é a imanifesta parte disso tudo. O cosmos que nós percebemos é a parte manifesta.
Você pode dar para nós um exemplo de como a nossa percepção humana funciona? Bem, a percepção humana cria tempo e espaço, sentidos, mente, corpo, causalidade e muitas outras coisas. Isso é yoga puro, não é?
Parece lá com Patand falando para nós, olha, as causas do sofrimento são ignorância, egocentrismo, né? Eu sou um eu finito, esses meus sentidos, tempo, espaço, essas percepções são a realidade, o apego, a aversão e o medo da morte, né? São cinco clichs.
A mente cria certas regras e fora dessas regras, a causalidade vem primeiro. Qual é a origem da nossa percepção humana? Nós herdamos essa percepção através da evolução.
Ela não se culmina. A percepção não se culmina nos seres humanos. Há infinitas camadas de percepção, ele repete, antes e depois dos humanos.
Olha como isso é fascinante. Cada uma dessas camadas possui um tipo limitado de consciência da verdade. O ego é o que nos é o que nos mantém amarrados na nossa nossa percepção humana.
O ego é o produto da percepção humana e o ego é a grande maldição da humanidade. Entenda aqui no sufismo e vê a via de tlaque é uma via de sufismo bem diferente, né? Porque outras vias de sufismo falam que é pra gente purificar o ego.
A via de tlak fala é para ter a relation fanfal lá total aniquilação do ego. Isto é para poucos. E a minha pergunta para você, sadaquinho, sadaquinha, que está sofrendo e dando voltas em torno do sofrimento, que que é que você quer do caminho espiritual?
Porque beleza, se você quiser só parar de sentir dolor, dolores, se você só quiser parar de sentir dores, dá para você usar de anestésicos maravilhosos, alguns deles, dentro dos caminhos espirituais. A oração, por exemplo, é uma forma ou de libertação da consciência ou de manutenção de um estado de anestesia. Até a meditação pode ser isso sim, porque quando você faz mindfulness, qualquer uma dessas práticas simplesmente para trabalhar melhor, dormir melhor, tomar melhores decisões, faz mindfulness para, sei lá, operar no mercado com mais consciência, quando isso é tudo que te cerca, a meditação vai funcionar para isso, mas sempre vai haver uma puguinha atrás da sua orelha, se você tiver fazendo práticas verdadeiras, dizendo: "Cara, não é só isso, não é só por aí".
E aí eu te pergunto, você só quer sentir gostoso? Porque se sim, tá joia, vai paraa terapia, continua lá, fica lá sendo o cliente eterno do teu terapeuta. Eu não sou terapeuta que vai te dar mole nesse sentido.
Pergunteos meus clientes, eu vou te cutucar e se você não tiver afim de se transformar, provavelmente eu vou te dispensar, porque eu tô comprometido com uma coisa mais séria. E eu não quero te fazer perder tempo comigo e não quero que você me faça perder tempo com você. Nossa, como você se acha.
Não, eu só acho que essa vida é preciosa demais para que em nossa ignorância, a minha e a sua, a gente sustente o vício de nos supormos sabedores de uma verdade que a gente ainda nem começou a degustar. Então, a minha pergunta para você é: quanto que você tá a fim de ser virado do avesso? Porque voltando ao tema inicial, tudo isso é o tema inicial, mas voltando à ideia de que o ego só fica onde ele conhece e só vê aquilo que ele já sabe, ou você cria meios hábeis e aceita instruções daqueles que possam criar uma disrupção fundamental na sua forma ordinária de perceber as coisas.
Isto é, ou você vai em direção ao abismo e se atira ali para ver o que tem lá embaixo. Ou você olha na cara dos seus medos e pergunta: "Por que é que vocês me assombram tanto? " Ou você não se transforma, ou você vai em direção ao desconhecido, ou você vai perceber que é isso que ele fala, né?
Ah, o ego nos mantém atados nas nossas percepções humanas. Ele disse: "Não, não, não, não. As percepções humanas criam o ego, né?
Então, pensa que o ego é o produto dessa força gravitacional onde se encerra essa ideia de eu e meu. Estão ali os sentidos, estão ali a mente e a gente quer dar uma forma e um nome para todos esses muitos povos que habitam em mim. Essa é a função inclusive das práticas do senhor Ganexa, Gana, Ixa, são os das partes do nome dele, né?
Gana são os demônios, os diabetes e Isa é senhor. Ele é o senhor desses vários diabetes. Por isso ele é o Deus da inteligência, o abr o aquele que abre os caminhos.
É para ele que a gente ora para que o machado de tarca, o machado do discernimento, corte, né, os demônios, ah, indomáveis, eh, domestique os demônios domáveis e abra os caminhos nessa floresta densa da nossa mente. Que demônios são esses, Gui? É essa, é é essa poluição sonora que você tem aí dentro de você.
Essa grande ladaainha e essa grande novelinha que você criou. Mais dramática que isso aqui? [Música] Sim, você criou uma novela pior e adora assistir como uma velhinha comentadora todos os dias dessa grande ladaainha.
E aí ele diz: "Olha, o ego é a grande maldição do ser humano, porque enquanto tudo for para mim, sobre mim e em torno de mim, e eu devo ser a coisa mais [ __ ] do mundo, não há possibilidade de você perceber uma realidade em cuja inserção sua tem algum significado só para você, mas que diante da grande magnitude do cosmos, você enquanto ego não significa bosta nenhuma". Então, quão sério você tá a fim de olhar paraa raiz e origem do seu sofrimento a ponto de aniquilá-lo, se isso tiver que aniquilar você, a ideia que você tem de você junto, senão você pode ficar dando voltas em torno disso. Pode brincar de espiritualidade, pode assistir esse vídeo, dizer que achou legal, mas que não entendeu nada.
Pode ir atrás de 1000 referências, porque essa é a grande moda, né? Se o caminho espiritual que eu tô não tá mais dando resultado, porque agora ele tá cutucando em feridas que eu não quero mexer, eu troco, eu troco, eu troco, eu troco nesse grande bifet espiritual, nesse grande selfice da escolha espiritual. Eu não sou consistente em nenhuma prática, não sou consistente em nenhum ensinamento.
Arroto verdades espirituais para todo mundo, mas não cultivo nenhuma segurança de praticá-las para mim. E aí você tá ferrado, cara, porque tropeço após tropeço, você vai ficar sempre cada vez mais machucado, cada vez mais cego e mais arrogante de que esse ego já sabe, porque ele só fica onde ele já conhece. E para chegar no que tá por detrás das palavras de qualquer livro, porque não não dá para aprender espiritualidade e mística com o livro, tem sim como eles te levarem a esses insightes, mas espiritualidade se aprende por insite, transmitido pelas tradições, pelos mestres e pela sua inteligência mais profunda.
que assim como meu mestre fala, que Deus é muito educado e só fala com você quando todas as outras vozes se silenciam para não interromper ninguém, também essa inteligência mais profunda, que não é diferente desse atman, desse si mesmo, desse eterno e desse Deus, já fala com você quando você souber criar essa disrupção que leve ao silêncio. Bom, aí ele diz assim: "E você está dizendo que a gente pode mudar as nossas percepções humanas por fazer ao fazer certas práticas e direcioná-las para criar um pacto direto no nosso corpo? " Aí ele responde assim: "Nosso corpo é a única coisa que a gente tem.
A diferença entre um corpo morto e um corpo vivo é ele comer e ele respirar. manipular essas duas funções, a comida e a respiração. Aqui nessa via pelo jejum e pelos exercícios de retenção de respiração, que é exatamente o que a gente ensina aqui no no Instituto Revolução de Si, é exatamente o que a cria faz, é exatamente o que o tantra faz, é exatamente o que as práticas verdadeiras fazem.
Então, ao manipular ah essas duas funções, criamos um efeito muito profundo na nossa percepção. Nós não estamos falando sobre morrer de fome, né, sobre inanição ou sufocamento, mas trabalhar o corpo de alguém através dessas duas funções torna possível morrer antes de morrer na morte cronológica. Em outras palavras, como Milana disse, nós somos apenas a Morel for the ground, mais ou menos um pedaço de chão, uma parte do chão, um paralelepípedo do chão.
Então essa a nossa existência só para pavimentar o nosso caminho e para outros também. Como nós sabemos quando nós atingimos um novo nível de percepção? Ele diz: "É todo um processo.
Mudanças na percepção acontecem pouco a pouco, de novo e de novo, gradualmente, assim como as estações mudam, a grama cresce e os dias tornam-se em noite. Então é isso, meu caríssimo, minha caríssima sadaquinho, sadaquinha. O despertar ele vem aos poucos.
Não acredite em despertar espiritual miojo. Não, não existe hot pocket awakening. Não existe miojo do do despertar.
Não tem 3 minutos para acordar. Sim, existem sites que mudam nossa vida inteira num instante, mas a verdadeira fundamentação e estruturação das mudanças realmente significativas da nossa vida vem aos poucos, pouco a pouco. E de repente quando você se dá conta, ah, elas já estão ali.
Isso não acontece numa fração de segundo ou com uma batida de um tambor, né? Eventualmente nós temos total controle ah do tempo e do espaço à nossa à nossa volta. Eventualmente isso acontece.
Nós podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo. Passado, presente e futuro. Estão combinados.
E o místico percebe isso tudo. Já que nós compartilhamos das nossas percepções humanas, é possível para os seres humanos perceberem as coisas de uma mesma maneira? Não.
Nós somos filhos de nossas percepções. Cada criança é diferente. Embora nós compartilhemos a percepção humana, nenhum de nós vê as coisas de uma mesma forma.
Essa é a razão para os nossos conflitos ou mal maus entendidos universais. É que a gente vê a coisa de uma forma só. Cada um de nós tem uma forma única arraigada no ego.
Ele só quer ver daquela maneira. E cada um acredita que a sua maneira de ver é a última verdade. Há alguma coisa na realidade que não seja produto de nossa percepção?
Nada. Absolutamente nada. Tudo é resultado de nossa percepção.
Isso é a nossa percepção. Percepção é tudo. Para ir além dela, da percepção do ego, é necessário se tornar nada.
É isso que os mestres dizem que é necessário tornar-se nada para ser capaz de ser todas as coisas. Sua mente funciona egoicamente de três maneiras. Isso vai ser tema para um próximo vídeo.
Quais são os modos de funcionamento da mente? Me cobra aí nos nos comentários se você quer saber como a mente funciona. Mas basicamente ela tá em vigília, sono com sonhos, sono sem sonhos.
Há um quarto estado que é só para os yog, só para os sufi, só para os místicos. Para aqueles que recusam dormir o sono dos porcos, de simplesmente deitar de exaustão, mas que querem investigar cada instância, cada cantinho, cada recônndito de sua mente, esses entram no estádio, no estado de Turia, o estado real da mente desperta, que tá o tempo todo em todas as funções, aqui ali e acolá, em plenitude, em pujança, tornam-se iguais a Deus. Esse foi um dos vídeos mais profundamente místicos que a gente fez nos últimos tempos.
Eu espero que você tenha conseguido entender a seriedade desse chamado que eu tô te fazendo. Se você quiser aprender como trilhar esse caminho e rechaçar as ondas desse ego, que é o ego do yoga, tá? que é asmita, que é a hamkara, que é diferente do que a psicoterapia chama de ego.
Mas se você quiser entender a origem de quem é este eu, fazer atmavitara, o autoinquirição de quem de fato é você, entendeu que Ramana Mahas te disse e ensinou para além desse blá blá blá mequetref que essas escolas esquisotéricas, né, o advitas estão criando como se fosse simplesmente ficar quem sou eu, quem sou eu? Quem sou eu? Quem sou eu?
Se você quiser entender a raiz disso, a gente pode te mostrar o caminho e vai ser com muito amor e com muito cuidado que todo mundo aqui do instituto vai te acolher na nossa sanga, porque a gente acredita que, embora estejamos todos no escuro, caminhando de mãos dadas, se torna mais difícil cair. E com a compaixão e misericórdia dos mestres, é mais fácil chegar num lugar em que as dores do mundo não é que não te tocam mais, mas não mais fazem só de você uma uma alma amedrontada, cuada e arraigada nesse próprio ego, mas sim um ser pleno de vontade de tornar dor em caminho. Se você quiser trilhar essa via, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda.
Uh! У.