quando eu ouvia né a minha mãe você não pode ter filhos você não tem o sistema reprodutor eu levo diante do espelho e eu não conseguia me olhar direito tinha vergonha desse corpo porque eu entendia que esse corpo não era um corpo perfeito não era um corpo completo era um corpo marcado pela falta ele sentia com vergonha mais um só vergonha raiva com medo em enfrentar o espelho não era uma coisa muito legal porque esse corpo era um corpo incompleto eu era uma mulher em perfeita e o que é ser uma mulher perfeita diante do
espelho é saber de que você não tem partes do corpo que corresponde ao seu gênero eu tinha raiva disso para ver com é só a raiva de um ano pra tá pra cá depois de toda a história descobrir a minha intersexualidade perceber que na realidade eu não sou só uma pessoa intersexo eu também sou uma pessoa trans eu não percebo num corpo em uma construção de uma masculinidade o que eu entendo hoje eu olho para o espelho e os permite olha e eu sorri para o espelho o espelho sorri pra mim coisa que com aquele
corpo dos 78 anos aquele corpo que até os 34 anos tentou se encaixar no que era ser ser menino eu não conseguia fazer porque se para uma acusação você não consegue por brincos se não consegue passar um batom você não consegue se montar no feminino então hoje eu olho e rio pro espelho o espelho pra mim porque eu já não têm mais vergonha estou tentando me despir a essa vergonha e despida raiva a raiva do que o espelho mostra hoje eu me olha como um homem não me olha mais como um corpo de ana maria
aquela menininha que os que nasceu aos nove meses de março de 83 e olho para o miguel que nasceu em agosto de 2016 o mel que nasceu em agosto de 2016 é muito diferente da maneira e tenta se reconstruir e se perceber não mais com raiva não mais com vergonha mas sendo ele o homem e esse homem traz na escolha