As narrativas compartilhadas têm o prazer de entrevistar hoje Sônia Rezende. A Sônia Hase, grande amiga nossa, esteve trabalhando comigo na Escola Municipal Getúlio Vargas. A princípio, ela era professora de Educação Física; depois, se tornou vice-diretora da escola e, posteriormente, diretora.
Durante o período da gestão dela, nós tínhamos o festival interno de teatro Getúlio Vargas. Foi exatamente durante a gestão dela que, inclusive, os nossos alunos estavam ensaiando, e aí deu uma tempestade que acabou causando a queda do pátio e também gerou um problema no salão. Por causa disso, surgiram uma série de problemas relacionados ao teatro do SESI, e demorou muito até que fizessem a reforma.
Mas a verdade, toda essa história, quem vai contar é a Sônia. Sônia, com você agora, então a palavra. Quero que você conte por nós, Vinícius, né?
Queremos saber onde você nasceu, qual foi sua formação inicial. Não, eu nasci em Salto de Ijuí, em 1937, e meus pais eram Abrão Rezende e Vitória. Eu tive três irmãos por parte de pai e mãe e dois por parte de pai, então sou a nona de uma família de cinco.
Nós ficamos vários anos, acho que até uns seis anos mais ou menos, depois iríamos para Sorocaba. Aí eu fui estudar no Colégio Santa Escolástica, onde eu fiz todo o curso até me formar professora. Quando eu me formei professora, logo em seguida eu casei e não trabalhei nessa época.
Tive três filhos nesse casamento, mas depois de oito anos, o casamento não deu certo e eu tive que me separar. Aí eu vi que eu tinha que fazer uma faculdade para poder trabalhar, e apesar do meu pai não querer, eu bati o pé e fui fazer faculdade. Na época, eu fiz Educação Física, porque ela tinha só três anos.
Então, para mim, por causa da parte financeira, era mais rápido. Enquanto estudava, eu trabalhei em Votorantim e em Brigadeiro Tobias, dando aula de Educação para o Lar. Assim que eu conclui a faculdade, eu no Getúlio comecei com Educação para o Lar.
Depois, passei para Educação Física, e lá fiquei dando apenas aulas de Educação Física. Educação para o Lar era onde tínhamos que ensinar os alunos a cuidar de uma casa e cozinhar, então eu dava receitas e, às vezes, nós fazíamos quitutes lá na aula, porque tinha tudo montado como uma cozinha. Também ensinava a parte de costura, no sentido de que, quando crescessem e se fosse morar fora, estudar fora, às vezes eles precisariam de saber entregar botão, fazer barra, então a gente dava orientação para os alunos.
Mas aí também essa matéria foi eliminada do currículo, e eu fiquei só com Educação Física. Aqui, na verdade, os meninos e meninas aprendiam toda a matéria rapidinho; adoravam. Hoje, encontro com eles, e eles falam: "Dona Sônia, até hoje nós fazemos uma comida que é de sua autoria!
" Aí eu fiquei no Getúlio, dando Educação Física, mas com o passar dos anos, o Pedrosa se aposentou e convidou o Carlinhos para ser diretor da escola. Carlinhos era uma pessoa de muita capacidade, então ele me convidou para ser sua assistente. Eu nunca tinha feito esse tipo de trabalho, mas eu fiquei entusiasmada, porque eu achava que o meu dom era ser diretora da escola.
O Carlinhos ficou um ano lá e a gente trabalhou bastante juntos, fizemos muitas coisas juntos. Depois disso, ele fundou uma orquestra no Getúlio e tinha uma paixão pela orquestra. Para ajudar, ele foi dirigir a orquestra e eu fiquei como diretora da escola.
Aí eu realmente me senti realizada, porque pude mostrar e fazer tudo aquilo que eu sonhava para uma escola. Na verdade, eu gostaria de ter uma escola em uma chácara, mas não teve jeito. Aí eu conversei imediatamente com os pais dos alunos, fiz uma reunião e falei da minha ideia de melhorar as condições do Getúlio, fazendo outra biblioteca, pois aquela era pequena para nós.
Eles me apoiaram totalmente. Eu fui até a prefeitura conversar com o secretário e ele me disse que não podia fornecer toda a parte para fazer o prédio todo. Então, eu sugeri que eu daria o material e eles dariam a mão de obra.
Ele gostou da ideia e aceitou. Assim, começamos o trabalho para angariar dinheiro para fazer a tal biblioteca. Como tinha um pedaço de terreno entre a sua Reino Salerno e a Rio de Janeiro, eu achei que ali seria ideal para fazer as duas bibliotecas: uma embaixo da outra.
E aí comecei a fazer. Começamos junto com a diretoria da APAE. Fizemos festa junina, festa das nações; todo ano a gente fazia uma festa.
Outra coisa que eu comecei a trabalhar foi para angariar jornais, ajudar com jornais, revistas, garrafas e garrafões. E aí conversei com todos os alunos, de sala em sala, e todos toparam trabalhar. Assim, diariamente era aquela tonelada de revistas, jornais e tudo mais.
A gente empacotava tudo bem arrumadinho, eu e os funcionários arrumávamos tudo e aí saíamos vender. Assim começou a nossa arrecadação para comprar o material para fazer. E, graças a Deus, não me lembro exatamente quanto tempo levou a construção, mas até que foi rápida.
Quando terminaram, foi uma alegria para a escola inteira! Todo mundo, os professores, você, Roberto, deu uma ajuda, deu um apoio. .
. até vendo para isso você mudou uma família de leitura! Aí vem falar comigo para fazer a seleção dos livros e eu falei.
Que precisaria, no mínimo, de 400 livros para começar. Você pediu para comprar, daí teve um dia que eu entrei lá na sala da biblioteca, foi nessa salinha de leitura, e tinha um garotinho olhando na prateleira. Eu olhava de um lado do hotel e falei: "Isso que ajuda ali foi, né?
" Puxou e eu falei: "E aí, quer que ajude rápido, senhor? " Aí, quando eu fui mais, aqui tem 400 livros e leio todos eles. Sim, deve esperar um pouquinho, da eu chamei você, daí você falou que precisamos montar uma biblioteca infantil, pois realmente a sua ideia da salinha e a sua ideia da biblioteca infantil.
E aí foi no momento que você chamou para ajudar a comprar os livros e organizar o espaço, mas foi você que chegou assim, muito aconchegante, linda. Eu coloquei as mesas, coloquei tapete, almofadão, coloquei as prateleiras, os vasos de flores, lá plantas dentro do salão. E aí, quando eu saí do Getúlio, que me aposentei, já estava com 2001, e quando me aposentei, então foi uma realização linda.
Aí, os professores muitos de um prazer estágio Getúlio. E aí tinha contação de histórias, leitura ou contação de histórias. Uma das vezes, alunas maravilhosas, que a Paula Lima, né?
Que o pai e a mãe também, não é? Fantástico, deve ser presente. E ela vinha se vestir, né?
Se caracterizava de acordo com aquilo que ela ia contar. Então, eram aulas muito bonitas, as crianças esperavam, né? Um trabalho magnífico mesmo.
Fazíamos da 1ª à 5ª série, eles, cada semana uma classe que ficava na biblioteca para manusear os livros. A professora dava aula, contava história. Então, isso foi muito bom para a escola, muita gordura à língua.
Hora do momento em que começou. Bom, na questão da orquestra, você já falou, em verdade, quem começou aqui foi o doutor Medroso. Ele comprou todos os instrumentos, uma beleza.
Ele foi celular com John daqui, urgente do Fiesta. E então, coral. .
. Eu lembro que o Corolla participou por alguns. .
. O óleo de carvalho. E aí vai, né?
Daí, depois, quero que você fale, corte um pouquinho, qual a sua experiência, sua relação com o Festival Teatro Getúlio Vargas? Mas, na verdade, nós vamos dar uma pequena pausa, né? E daqui a pouco continuamos.
Daí, nós vamos continuar ouvindo a Sônia Hase contando da experiência dela como principal interna do Teatro Getúlio. Até já!