[Música] Olá pessoal sejam bem-vindos a primeira etapa da disciplina projetos integradores 1 acredito que Já assistiram ao vídeo de apresentação da disciplina disponível na aba apresentação no qual explico nossos objetivos etapas e a organização da disciplina se ainda não assistiu recomendo que o faça antes de prosseguir com esse vídeo para essa videoaula temos como temática explorar os aspectos legais e teóricos de dois componentes curriculares obrigatórios previstos nas disciplinas projetos integradores as práticas como componente curriculares as pccs e a curricularização da extensão vamos entender melhor o que são esses dois componentes curriculares e que relação eles
têm com a metodologia de projetos que utilizamos em nossa disciplina ao longo dos anos o Conselho Nacional de Educação homologou diversas resoluções e pareceres que esclarecem e normatizam as práticas como componentes curriculares nesse sentido a legislação vigente para a formação de professores no Brasil estabelece a obrigatoriedade do comprimento de 400 horas de prática como componente curricular previstas dentro da carga horária mínima exigida para cursos de Formação inicial de professores para Educação Básica mas o que significa a prática como componente curricular apresentada nas diretrizes curriculares nacionais para formação de professores da educação básica para responder essa
pergunta indico a leitura do texto selecionado para nossa unidade 1.1 a prática como componente curricular o que isso significa na prática no qual a autora discute a importância da prática como componente curricular e como ela pode ser incorporada de forma efetiva na formação dos Estudantes permitindo que os conhecimentos teóricos aprend em sala de aula possam ser aplicados em situações reais a fim de desenvolver habilidades práticas e se preparar melhor para futura profissão para isso o texto trata do assunto em três tópicos no primeiro tópico do artigo são abordadas as bases teóricas que fundamentaram a reforma
na formação de professores implementada a partir de 1995 tendo como foco Central A ressignificação do conceito da relação teoria prática A autora perpassa por diversos estudos a partir da década de 80 que apontam para uma nova relação entre a teoria e a prática dando um novo papel ao professor mais próximo ao processo de aprendizagem dos alunos Nesse contexto a partir das novas concepções de prática presentes discussões de autores renomados como maurista tardif Felipe perrenot e Antônio nova autora nos mostra a partir dos instrumentos jurídicos como as novas concepções de prática que a exemplo da LDB
era um entendidas apenas como estágio supervisionado passam a constituir a prática como componente curricular com carga horária própria prevista dentro dos cursos e diferenciada do estágio supervisionado assim a prática e o estágio passam a ser componentes curriculares distintos com abordagens distintas assim como o termo prática de ensino até então utilizado com frequência passa a ser substituído pela expressão prática como componente curricular para além do texto que estamos estudando é importante ressaltar que ele foi publicado em 2012 e que após essa data temos resoluções importantes que tratam da formação de professores a exemplo da resolução CNE
número 2/5 que define as diretrizes curriculares nacionais para formação inicial em nível superior ao qual está embasado o nosso projeto pedagógico do curso de pedagogia e a resolução número 2/19 que define as diretrizes curriculares nacionais para formação inicial de professores para Educação Básica e que também institui a base Nacional comum para a formação inicial de professores da educação voltando ao nosso texto o terceiro e último tópico A autora sintetiza algumas questões que permearam o trabalho dos gestores institucionais e dos professores no processo em construção curricular dos cursos de licenciatura uma vez que as novas orientações
acerca da prática demandavam adequação dos currículos assim a autora conclui em seus estudos que a prática deveria ser diluída entre disciplinas de caráter propositivo estabelecendo de forma natural uma relação dialética entre a teoria e a prática encontrada na interação entre as instituições formadoras e as instituições de Educação Básica considerando que aprendemos até agora uma vez que entendemos os conceitos teóricos e legais no qual as práticas como componente curricular estão inseridas nos cabe refletir algumas questões a luz da nossa disciplina projetos integradores Qual a relação entre a teoria e a prática como componente curricular Já percebemos
que a relação entre a teoria O que é aprendido na sala de aula e a prática é fundamental na formação de qualquer área profissional incluindo a da educação a teoria nos fornece o conhecimento conceitual e as bases para compreensão de um determinado assunto enquanto a prática nos permite aplicar esse conhecimento em situações reais desenvolvendo novas habilidades práticas nesse sentido as disciplinas projetos integradores no qual as pccs estão inseridas na matriz curricular nos permitem incorporar a prática na formação de vocês estudantes tornando uma parte essencial do currículo ao planejar e desenvolver projetos práticos em escolas de
Educação Básica futuro campo de atuação docente vocês têm a oportunidade de desenvolver habilidades práticas essenciais para um pedagogo aplicando o conhecimento teórico adquirido no curso em situações reais no chão da escola vivenciando práticas educativas relacionadas a docência gestão e demais ações cotidianas escolares Além disso esperamos que a metodologia de projetos utilizada nessa disciplina torne o processo de aprendizagem mais significativo e envolvente a medida que incentiva o trabalho em equipe na busca por alcançar um objetivo comum que é reduzir ou até solucionar Uma demanda específica da Escola de Educação Básica nesse sentido convido vocês agora a
refletir sobre outro componente curricular obrigatório integrado as nossas disciplinas de projetos integradores a curricularização da extensão para isso indica a leitura do texto selecionado para a nossa unidade 1.2 extensão Universitária para que de autoria de Moacir Gadotti o autor aborda a curricularização da extensão Universitária e sua relevância para formação acadêmica e social dos Estudantes antes de conversarmos sobre a curricularização da extensão propriamente dita é importante compreendermos o que é extensão a fim de praticá-la nos projetos dessa disciplina como ela é pensada atualmente no texto Moacir gadot nos mostra que o conceito de extensão Universitária tem
passado por profunda reformulação não só no Brasil mas em outras localidades no mundo o autor debate a necessidade de superarmos a visão ultrapassada de extensão na qual a transmissão vertical do conhecimento como uma prática assistencialista separada do ensino da pesquisa que desconsidera o conhecimento popular e que entende as ações de extensão como uma via de mão única unilateral só da universidade para a sociedade nessa visão não se leva em conta o que sociedade para universidade e sim só o que vai da universidade para a sociedade um contraponto para compreendermos a visão atual de extensão é
inevitável e Fundamental pensarmos a extensão à luz dos estudos de Paulo Freire nesse sentido o texto destaca principalmente a visão de Paulo Freire sobre a extensão Universitária e sua relação com educação popular para Frei a extensão é uma prática acadêmica que busca estabelecer uma relação dialógica entre a universidade e a sociedade no qual ambos trocam saberes experiências se envolvendo em um processo de aprendizagem mútua buscando soluções coletivas para problemas locais entre os diferentes atores envolvidos Além disso Paulo Freire enfatizava a importância da autonomia do sujeitos envolvidos nesse processo tanto dos Estudantes universitários quanto dos membros
da comunidade para ele a extensão deve ser orientada pela educação problematizadora e pela extensão como comunicação buscando aproximar a universidade da realidade social em que ela está inserida e assim contribuir para o desenvolvimento de soluções mais justas e democráticas para os problemas enfrentados pela sociedade assim intensa extensão como uma via de Mão Dupla na qual a troca de saberes entre a universidade e a sociedade promove a democratização do conhecimento acadêmico do conhecimento científico e também do conhecimento cultural e que está enraizada na realidade social comprometida com a problemática da comunidade e fomentadora de transformações sociais
não se trata mais de entender a sociedade o conhecimento acumulado mas de produzir em interação com a sociedade um novo conhecimento a extensão Universitária é apresentada por Moacir Gadotti autor do texto da unidade 1.2 como um caminho para aproximar a universidade da realidade social em que ela está inserida contribuindo para o desenvolvimento de soluções mais justas e democráticas para os problemas enfrentados pela população dessa forma a extensão deve influenciar tanto o ensino quanto a pesquisa entrelaçando saberes e conhecimentos não pode ficar isolada da Universidade como um todo muito menos dos anseios e necessidades da sociedade
dentro desse contexto o autor do texto destaca a curricularização da extensão como forma de garantir a indissociabilidade da Tríade Universitária ensino pesquisa e extensão ao mesmo tempo em que fortalece o compromisso social da Universidade com a sociedade além de promover uma maior valorização da extensão como prática acadêmica legalmente o debate sobre a curricularização da extensão não é algo novo existe desde 2001 no plano nacional de educação em suas metas 21 e 23 que trata da implantação do programa de desenvolvimento da extensão universitária em todas as instituições federais de ensino superior assim quando os institutos federais
foram criados em 2008 já existia obrigatoriedade de curricularizar extensão como ela não foi cumprida ela retorna ao pneu de 2014 pela estratégia 12.7 assegurar no mínimo 10% do total de créditos curriculares exigidos para pós-graduação em programas e projetos de extensão Universitária orientando sua ação prioritariamente para áreas de grande pertinência social essa meta é reforçada pela resolução CNE número 7 2018 quem seu artigo quarto afirma as atividades de extensão devem compor no mínimo 10% do total da carga horária curricular estudantil nos cursos de graduação as quais deverão fazer parte da matriz curricular dos cursos institucionalmente em
2019 o conselho superior do IF Sul de Minas também estabelece as diretrizes para inclusão das atividades de extensão nos cursos de graduação do IFSul de minas que prevêm assim como a legislação Nacional o cumprimento mínimo de 10% da carga horária do curso para atividades extensionistas e que essas estejam previstas na matriz curricular e nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação no nosso curso de pedagogia EAD as atividades de extensão foram oficialmente curricularizadas no final de 2022 incorporadas no currículo acadêmico com as disciplinas projetos integradores tornando a extensão parte obrigatória da formação inicial de nossos licenciados
enfim com a disciplina projetos integradores vocês terão a oportunidade de vivenciar uma experiência prática e interdisciplinar que complementa o aprendizado teórico das disciplinas e desenvolve habilidades sociais e profissionais a medida que os projetos desenvolvidos buscam soluções coletivas para problemas locais da comunidade escolar promovendo uma formação mais completa e engajada socialmente para isso os projetos desenvolvidos nessa disciplina devem cumprir pelo menos cinco etapas fundamentais e obrigatórios identificar planejar executar avaliar e socializar as necessidades e demandas da comunidade escolar no nosso caso a escola de educação infantil que o grupo escolheu para desenvol o projeto a partir
dessas necessidades elencadas é preciso então planejar planejar ações que possam efetivamente amenizar E por que não solucionar essas demandas executar colocar em prática as atividades planejadas envolvendo além do grupo a comunidade escolar com essas ações realizadas é hora de avaliar avaliar os resultados avaliar a metodologia avaliar as experiências verificar se o que foi planejado e executado atender os expectativas do grupo e da escola se o desenvolvimento do projeto realmente contribuiu para minimizar ou solucionar os problemas identificados pela gestão e por fim socializar socializar as experiências as metodologia os resultados alcançados nos projetos promover a troca
de saberes ampliando as possibilidades pedagógicas para resoluções de problemas reais e concretos para isso e considerando a extensão como uma via de Mão Dupla na qual a troca de saberes entre as partes envolvidas no projeto é fundamental que essas etapas sejam executadas de forma participativa ouvindo e envolvendo a comunidade escolar nas decisões e ações do projeto respeitando se as características culturais e sociais locais e que haja um compromisso ético Por parte dos Estudantes em relação aos objetivos da extensão assim tenho certeza de que para além do desenvolvimento de habilidades e competências pedagógicas e sociais necessárias
a vocês para o exercício da adolescência retribuiremos a sociedade um investimento realizado em uma instituição pública de ensino superior traduzindo conhecimento acadêmico em benefícios reais para a população formando indivíduos mais críticos autônomos e capazes de lidar com as complexidades do mundo contemporâneo um abraço e até a próxima etapa [Música]