E aí, as narrativas compartilhadas têm o prazer de continuar, vendo o querido admiro Feliciano, que, neste quarto e último bloco, irá originar falando a respeito das oficinas de jogos dramáticos nas escolas onde ele trabalhou. Depois, ele vai falar sobre a participação ativa dele no grupo Cartazes de Teatro da Universidade de Sorocaba e, depois, sobre as peças que ele foi apresentar lá na Bélgica, né, com as estrelas. E aí, agora, ele se tem alguma coisa a dizer para vocês, uma pequena performance que ele vai fazer agora, que daqui a pouco ele vai precisar sair para se apresentar, então fiquem à vontade, ali mesmo.
Obrigado, Roberto! Eu sei que nós temos aí muita coisa para falar, mas estava falando no bloco anterior sobre as oficinas ou as aulas e os jogos dramáticos. Você sempre, todo mundo sabe, mas na escola Ângulo eu era a coordenadora até o ano passado, fui coordenador do Fundamental 2.
E lá, falamos muito do teatro, muito legal, aproximadamente 200 pessoas. Eu, no contraturno, tinha lá essas oficinas, eram multisseriadas, então eu podia misturar crianças, vocês correndo do sétimo e oitavo ano até pessoas do vestibular que iam lá para fazer essas peças com formas. Então, eu escrevi textos e misturava os alunos.
Assim, a interpretação dos mais velhos com os mais novos fez com que eles se tornassem filhos, porque, nessa idade, né, uma criança do sexto ano, por exemplo, vai fazer papel de filho. É que sabe, mas quando a gente atribui um papel de família, por exemplo, "agora você é mãe", poxa vida, eles trazem para cena coisas, revelam situações que eles passam em casa. Então, isso tem um valor que eu passava até para a psicóloga.
E nas reuniões de professores, a gente podia conversar sobre essas características, essas habilidades, essas crianças. Crianças que na sala de aula eram mudas, disseram que eram medrosas, tímidas, de repente se revelavam e tinham comportamentos. Essas oficinas renderam muito sucesso, né, os pais elogiavam, eram bonitos, hein, dá para captação de alunos em Foco Drmático, se você quiser e tal.
Então, não sei se continua, porque se eu não estava, aliás, a academia eliminou, mas o que eu quero. . .
E essas oficinas tiveram origem no grupo Cartazes, que eu participava e participo ainda, não porque o Roberto, no fundo, no fundo, nesse grupo, nesse grupo Cartazes, sempre foi fazer com que nós tivéssemos uma criatividade, tivéssemos autoria, tivéssemos peças que foram feitas pelos atores depois de muita discussão, de muita leitura, de muito aprofundamento, né? Em teu Like, a gente espera, então esse grupo Cartazes foi marcante na minha vida, porque ali dentro eu fui tudo. Eu fui assassino, eu fui mulher, eu fui professor, eu fui pai, eu fui.
. . Lula.
Tem tentas, foi uma experimentação. O grupo Cartazes é uma super experimentação, as intensas experimentações surgiram trabalhos incríveis, porque ultimamente nós temos lá o Catorze, ao qual pertenço, e tenho grupo de terceira idade, que também é Cartazes. Esquema, a outra vez tentei, e tem o Cartazes dos mais jovens, que também é um outro sintoma.
Roberto Gil, ele consegue administrar essas três parcelas de pessoas que querem fazer teatro. Mais um núcleo mais forte, mesmo que ele mais investe, é o grupo Cartazes do qual participo, eu. .
. Oi, e a filha dele, né, Andréia, nur. .
. É um monumento, é uma sumidade de bailarina, de cantora, de percussionista, de atriz, fantástica. Então, fui junto com ela, a Paola também, a Paola Perulli, tem a carne, se dando uma cobertura maravilhosa.
Nas suas. . .
seu famoso acordeon, com sua garra, com a sua vontade, e o Roberto, aquele eterno menino, que fica mexendo nas luzes, que fica dando dicas, que fica ensinando. Ele ensina cada estranho, e ensina muito, para ver aprendizado sem fim. Ele é um cara que consome, consome leituras e estudos, e ele tem a humildade de transmitir tudo para a gente.
Ele transmite e faz questão que todos nós do grupo tenhamos o mesmo grau de participação, o mesmo entendimento. E, às vezes, é difícil, né? Porque ele tem uma habilidade para captar tudo.
Eu sei que fica um pouco chá, né, correndo atrás, mas enfim, esse trabalho do que a gente fez em 2013 foi. . .
Dá licença, mas eu vou ter que me preparar porque o tempo daqui a pouco vai apertar, a campainha vai tocar, eu vou ter que sair para apresentar. Mas é. .
. ele fez o grupo, as estrelas, as estrelas são para sempre, né? De repente eu entrei no quarteto, eu, a Paola, o Lucas, e a Andréia, e de repente o Ademir Feliciano estava cruzando o Atlântico para apresentar um trabalho do Catorze, que nasceu naquele cubículo, naquele teatro, ali só não vermelho.
E de repente, vai papel, Jica, a Bélgica, Carrossel, e de repente, 800 pessoas assistindo a gente, entendendo o português, mas foi assim, o sucesso absoluto, né? O europeu tinha o costume de ficar aplaudindo oito minutos em seguida, então a gente não estava conseguindo fazer, mas a gente conseguiu fazer. As estrelas são para sempre, é isso aí!
Mas para assistir, ao vai estudar, diz Carlos, tem que acreditar. Mas depois disso, a gente teve a impressão de que as estrelas seriam o último espetáculo. Mas, de repente, cara, apareceu uma ideia.
Além de trabalharmos o Globo, Pernas, nós temos um grupo Globo Plástico lá, e era de oficina. E de repente, o grupo, o Globo se transformou em uma peça chamada Le Monde Lemon. Cara do céu, como foi uma premonição do que viria depois, anos antes da pandemia.
E sabíamos: o limão de repente, aconteceu tudo isso, né? Aconteceu tudo isso que nós estamos agora viver. Se você está ficando bom, que eu não estou infantil, ele, mas tá fazendo ótimo.
Tá ficando! Olha, a Argentina tem uma. .
. eu tenho sempre, quando estou em frente ao espelho, uma criança. Eu lembro assim: em 1978, eu ganhei o prêmio de melhor ator da Bienal fazendo o papel de um velho.
Ele usava muito lápis, muito talco para ficar tudo branquinha. Que, de repente, hoje em dia, eu tenho que pintar o bigode para fazer o que eu gasto desse lápis aqui. Tem ideia?
É pior! Muito louco, muito louco. Agora você dá risada, né, cara?
Mas, passado esse estojinho de maquiagem, é fruto de cartazes. O Olá sabe? Vocês, Babilônia, já fizeram a “Casa de Bernarda Alba”, já foi “Júlio César”.
Pontes, como a gente fez coisa e tudo separado, que é todo esse aparato. A melhor parte é que a quase ensinando é ator, retribuir é passando os conceitos. Existe essa filosofia de passar para a comunidade, e se aprende na faculdade, igualando com esse grupo.
Nós temos a. . .
a gente entra no processo da Aline. Aline, por exemplo, existe uma contrapartida, então eu e a gente temos alguns benefícios e tal, mas temos que dar uma ajuda à comunidade. E eu pego essas oficinas, esses jogos, aramar, eu saio pelas escolas.
Como, por exemplo, a gente foi no Éden, a escola pobre de 60, foi na Francisco Coccaro. . .
não é web, não me lembro. . .
domingo não era essa? Não era uma espécie de futebol. Aí você tem lá 7, 8 crianças quase que de pé no chão, com fome, e eu fico fazendo essas encartes com eles.
Eles ficam assim, abismados, né? Um mundo totalmente quase que impossível para eles, não é verdade? Mas eles gostam e saem satisfeitos.
Gostam! É isso! É teatro!
Isso é cartas! Isto é ângulo! O ângulo conheceu frutos do cateter através da minha pessoa, através da minha vontade de fazer.
Eu não sei se a gente vai voltar com esse grupo, não sei se a gente vai voltar com esse grupo que dormiu ainda o ano que vem, mas eu tenho certeza que a Andreia tá pensando, o Roberto, o Gil dele tá pensando em alguma coisa, sei lá, tá todo mundo pensando em voltar porque ficar aqui se maquiando sem fazer nada é dolorido. A gente fica mudo, gente! Parece que toda essa vida de 40 anos que eu tive de teatro, de repente, interrompido assim.
Agora que a gente está no momento gostoso de fazer, tem que dar um break, né? Tem que tomar para mais! Roberto, eu fiquei muito feliz de você ter me convidado para fazer essas palavrinhas aqui.
Ah, eu acho que falei de coração. Não inventei nada, eu tenho todas as minhas pastas, os meus artigos do Cruzeiro do Sul, e amarelados. Eu não sei que fim vai dar isso depois que a gente se for.
Espero que alguém pegue esses secretários e confirme tudo isso que eu acabei de falar: as minhas peças maravilhosas, os meus figurinos, as minhas maquiagens, meus adereços que, né, tá na hora de colar a próxima adereço e figurinos em cima de figurinos. Então, que fala, não é isso? Queridos, espero que eu tenha contribuído um pouquinho para esta sua iniciativa maravilhosa de pegar aquilo que tá solto e juntar numa bacia chamada memória do teatro.
Sobre a pena que a gente não tem mais muitos daqueles elementos que foram fortalezas das décadas passadas se canteiro morreram, mas não sei até quando a gente vai ficar fazendo teatro no Brasil. Um grande beijo para você, Roberto, e obrigado mais uma vez! Eu admiro muito.
Obrigado! Deus abençoe você. Você realmente fez, continue fazendo, e com certeza fará, nem que seja por aqui, entendeu?
Se for o momento de, por enquanto, ficar fazendo por aqui, vamos ter que fazer, mas nós precisamos fazer no presencial também. E, se Deus quiser, nós vamos ver. Vamos ter esperança que isso aconteça logo, tá bem?
Com certeza, muito obrigado! Deus abençoe você. Obrigado por esse carinho de estar presente conosco aqui.
E vamos continuar agora, agora com nosso teatro da vida! Deus abençoe, obrigado a todos, e até a próxima! Secreto, Deus abençoe.
Abraço, querida, para todos nós. Até breve! E que a vida nos conceda aquilo que nós estamos querendo: a saúde para todos!
Deus abençoe! Gás e. .
. E aí?