sejam bem-vindos uma vez mais a continuidade do nosso curso Amor e Ódio entre Amor e Ódio entre a clínica e o cotidiano e hoje né na nossa seguinte proposta né então o passeio as duas primeiras aulas que você já viram falando o que que é o ódio suas raízes e confusões ali identificações com outros canais e depois falando Provavelmente na clínica E hoje nós falaremos sobre o seu contraposto sobre a outra fase da moeda que esse tal do amor e que vocês que já me conhecem sejam por ser meus alunos daqui ou pelo curso gratuito
que disponibilizei aqui na ep que eu falei uma última aula sobre o amor eu vou trabalhar um pouco do que eu falei naquilo mas de uma forma muito mais aprofundada agora porque nós teremos uma leitura da psicanálise final de ano como eu já trabalhei mas agora lacraniana do que que é esse tal do Amor o que que é psicanálise ver sobre isso que que a gente faz que a gente fazer porque a gente ama o que quer amar o que que tem a ver o que que nós temos a ver com isso né O que
tem de nós para com esse tal do amor então vamos lá também como todo dinâmica da aula e estrutura separa aqui em tópicos em lógicas para que vocês acompanhe e pensem junto comigo e para que no final desse curso vocês tenham aprendizado e uma absorção muito rica de tudo aquilo que é psicanálise oferece aqui é de fato o conteúdo bastante interessante perfeito então primeira coisa que eu quero que vocês pensem comigo eu quero que vocês emprestem as vossas atenções para minha pessoa é confroid tá E sempre ali do mestre de Viena uma ideia de que
amor né ou que pode vai chamar amar é saudade de casa olha que interessante né perguntar a Freud né pode situar o amor o amor é saudade de casa essa leitura essa frase que Freud nos traz é possível que nós entendamos nós atemos né numa relação primeira de que o amor na Perspectiva freudiana tá isso eu quero que vocês comecem a pensar comigo porque ela vai transformar isso para outra coisa o amor para Freud está ligado alguma coisa que eu já conheci ou que eu minimamente conheço por mais que possa me parecendo tanto quanto estranho
então primeira coisa o amor para Freud está relacionado alguma coisa de casa alguma coisa visível alguma coisa palpável alguma coisa que eu já vi em algum lugar ou eu já vivi em algum lugar ou eu já senti em algum lugar tá para os que já são um pouco mais de hoje de psicanálises vão saber o que é chamamos de complexo de Édipo da relação que a criança tem com a mãe depois com o pai o interesse de incesto as elaborações que isso se provoca e professor Quando o senhor fala disso eu sou seu Édipo está
equivocado não está é justamente essa ideia que fora devia trabalhar e nós aqui também em primeiro momento de que o amor é algo que eu conheço Porque toda a nossa primeira fonte de sensações erógenas portanto da Ordem do desejo afetivas portanto da ordem dos Sentimentos provém de uma coisa que nós vamos chamar de mãe ou se você quiser Henrique eu não tive mãe a sua cuidadora ou seu cuidador tá que a pessoa que representou o que nós chamamos de mãe aquela pessoa que vai nutrir cuidar e proteger a nós na nossa primeira infância perfeito Portanto
o Freud ele vai trabalhar evidentemente Como sempre falo para vocês minhas aulas Espero que você já é claro com todo o campeonato aqui que o a psicanálise ela não nasce de livro a psicanálise não nasceu de pessoas que olha o fraude Ficou ali sentado lendo todo gante ele vai lá para o nit ele foi para Chopin Hauer aí ele deu Darwin agora eu vou escrever o que o ser humano é Deixa de ser pelo contrário e essa é uma das grandes beleza psicanálise a psicanálise vai nascer da boca de pessoas extraordinariamente comuns ou Como sempre
falo a psicanálise é criada fora criado na boca de uma mulher de um estérico do século XIX chamado aberto paper High vulgo Ana ó Então essa questão é importante para nós né ela vai a força motriz o que direciona o que até hoje inclusive hoje em 2021 o que faz porque nós continua e viva são os nossos analisando são vocês que fazem análise sou eu que faço análise que falo que dito que escrevo que me questiono que fala de novo que sonho e o analista vai registrando né e depois teorizando sobre Portanto o amor ele
é saudade alguma coisa que eu conheço tá tanto o que nós vamos trabalhar isso com mais precisão né É mas é muito interessante pensarmos né o quanto que falando ponto de vista afetivo tá de sentimento os casais costumam parecer né é muito comum nós vemos assim casais que são confundidos com irmãos confundidos com primas confundidos com familiares né como se fosse familiares né ou até mesmo quando a gente fala nossa você é a versão masculina dela né ou vice-versa você é a versão feminina dele né não é à toa tá quando nós observamos os seres
humanos tá E é claro que tudo que é diversas exceções variadas exceções na verdade há uma observação posta de que nós temos uma profunda inclinação para procurarmos Que nós conhecemos Então quando eu olho no outro eu vou despertar no primeiro interesse no outro se eu ver alguma coisa dele em mim se eu me identificar E você já aprendeu comigo que identificação é apropriação então eu vejo isso no outro eu aproprio para minha pessoa eu tomo para comigo como até a gente fala muito né até de uma forma de uma brincadeira com os históricos que os
histéricos eles querem tantos a causa desejo do outro que eles passam a gostar né ver eu com uma lapiseira dessa a pessoa vai lá e compra uma piseiro dia seguinte né então tem tudo essa questão a gente gosta desse parecer com as pessoas nas quais nós gostamos tá as identificações correm soltos a gente sabe né os mais adolescentes que passam por essa fase do Futebol faz um cabelo ele vai lá fazer o cabelo também a modelo faz não sei o quê aí o garoto faz a garota anda igual usa a mesma roupa enfim a gente
sabe como é que funciona os signos enfim como que se dá e o eixo social estrutural portanto Freud ele vai colaborar um pouco essa ideia que é mais ou menos saber do senso comum de que aquilo que eu chamo de amor primeiramente tá primeiramente está associado alguma coisa que eu conheço tá é mais difícil eu gostar de alguém que é diferente de mim como né literatura tá recheada de casais que são assim né Eu até terminei recentemente a grande livro de Machado de Assis né Dom casmur e você vê ali como Bentinho e Capitu era
um né um tanto quanto distantes né captou alguma coisa perto de um espírito mais livre e Bentinho né naquela religiosidade tenebrosa naquela naquele obsessivo que teve o superego com voz feminina né daquela mãe que não quer decepcionar o pai que infelizmente já se foi uma coisa tremenda né o Bentinho é o clássico obsessivo que separa as mulheres entre Santos e prostitutas e qualquer sinal que ele vê de Capítulo escapando da santidade que ele inventou a cabeça dele angústia terrivelmente né claro que não vou entrar aqui no método sela ou trair ou não porque é uma
coisa tão banal eu vou falar uma coisa como demonstra que as discussões literárias no país eu não sei se fora também como o brasileiro de uma forma geral né Nós assim nos atentamos com as coisas e poucas né o livro do Machado de Assis fala de tantas coisas inclusive muito de amor e foca-se né eu mesmo conheci porque precisava saber se a menina traiu não sei o quê no final das contas é uma das coisas que acontece no livro né é algo tanto quanto interessante a fixação a traição a fixação se ela foi uma vagabunda
a fixação se foi corno né aí a gente obra aqui um rádio um YouTube você só vê ali música de corno de traição não deve ser uma uma coincidência né não deve ser deve ser à toa enfim voltemos então após o breve devaneio amor como saudade de casa seguindo então freudiana Freud vai elaborar na introdução narcisismo em 1915 Eu já mostrei para vocês em uma outra aula que nós amamos de por quatro formas né vamos dizer assim então ele começa a estabelecendo a teoria do narcisismo que é a concepção de que nós enquanto seres humanos
nós nascemos e o primeiro objeto que nos traz prazer será uma coisa chamada nós mesmos ou seja porque quando a criança pega o seu dedo coloca na boca e faz o processo sucção ela descobre que ela pode dar prazer é o que nós vamos chamar Tecnicamente da psicanálise de prazer Auto erótico ou Auto erotismo daí a criança vai ela descobre que ela faz isso aqui nela ela sente uma dorzinha Mas é uma dor gostosa porque a gente repete esse beliscão E aí chupa o dedo aí faz aquilo acolá e depois vivendo um pouquinho mais alguns
meses a gente vai Olha eu vejo aqui uma lapiseira e eu pego essa lapiseira ao invés de fazer isso com o meu dedo eu começo a me riscar e tudo mais portanto eu desloco a minha energia original que antes estava apenas no meu corpo na relação comigo mesmo para a relação com o objeto tá chamamos isso de energia libidinal ou digital perfeito Tecnicamente falando quando vocês forem ler aí vocês vão entender Ok e bom eu estou falando de um primeiro exemplo como lapiseira mas a gente tem uma coxa mais da vida que a gente vive
sem saber muito bem como e a gente se relaciona com uma coisa chamada pessoas que também a gente não sabe muito bem o que são e aí com pessoas a gente gosta Beijo abraço transa Aldeia bate Xinga e faz um monte de interações pensando agora né já que nós já trabalhamos o ódio pensamos agora juntos a questão do amor veja vocês o Freud vai dizer o seguinte é possível que nós amemos tá chamemos isso que amor Que Nós já vamos tratar na Ótica craniano que é de quatro formas Eu amo no outro aquilo que eu
sou então de uma forma muito clara né se eu sou psicanalista e eu encontro uma psicanalista né eu tenho uma tendência a gostar dela porque ela literalmente é alguma coisa que eu sou também ainda mais se eu falar ela gosta de Freud ela gosta de la cana ela gosta disso aquela colar é uma tendência eu gostar esse meu gostar que é uma aproximação pode tornar-se alguma coisa mais séria mais sentimental e que podemos chamar isso de amor portanto eu amo no outro aquilo que de fato eu sou tá aquilo que está posto aquilo que está
definindo o que eu gosto evidentemente quando eu vejo que o outro gosta também me alegra me cativa segundo ponto o que ela mesma pessoa foi então se eu trabalho uma ideia Inicial que vocês que o amor ele pode nascer pelo presente né o que eu sou o que a pessoa é o amor também é possível que se desenvolva que se nasça mediante Um Olhar do passado né Ou seja eu amo no outro aquilo que eu fui eu amo no outro aquilo que eu já vivi já experimentei já quis ir por qualquer as razões hoje eu
não vivo não experimento não quero mais então é muito interessante Quando você vê legal escutar né bom legal para mim né eu sou virgem jornalista escuta história todos os dias mas você vê como um casal se conheceu E como foi as primeiras inclinações seres casais heterossexuais homossexuais não importa é o que que você viu nela o que que você viu nele sempre essa fala vai ser narcísica Ah eu vi nele o espírito de liberdade que ele tem que é uma coisa que eu sou que eu já fui Ah eu vi nela a inteligência né que
é uma coisa que eu sou Que Eu Já Quis Ser então é impossível que não seja relacionadamente narcísicalmente para você perfeito então eu amo também no outro aquilo que eu já fui muitas vezes o outro né e depois na segunda aula seguinte eu vou falar da relação transferencial porque o analista encarna muito isso o outro ele é um grande semblante de um passado nostálgico quando o outro é um grande semblante no passado nostálgico o professor o que que se passaram nostálgico você fala essa impressão que você olha e fala Putz há 10 anos atrás o
mundo era tão melhor a 20 anos atrás então eu fazia eu fiz faculdade eu trabalhei aqui eu tive uma paixão olha 30 anos então 30 Anos Atrás a gente ia Seleção Brasileira de 82 jogava muito a 40 Anos Atrás a gente tinha Pelé jogando no Brasil Nelson Rodrigues não sei o quê nostalgia né essa impressão de que o passado foi melhor e o presente é uma coisa mais Medíocre quando você encontra alguém que encarna Essa tonologia é muito comum que você tenha uma fixação por isso ou por ela ou por ele é justamente para essa
ideia que tudo tranquilo com vocês né é um passado Então já há um componente de falta né algo acompanhante que não volta mais e que o outro encarna vividamente né E que eu né esse passado meu filho glorioso sempre fui querer repetir portanto o amor também se desenvolve mediante o passado o terceiro né O que a própria pessoa gostaria de ser portanto a Primeira ideia do presente a segunda ideia do passado de quem eu fui e a terceira ideia do que eu gostaria de ser né então esse tipo de amor senhoras e senhores é um
amor é tão interessante porque é aquele amor mais idealizado né aquele amor que você encontra alguém e vamos dizer que se alguém faz tudo é tudo que você gostaria de ser tudo que é uma questão de dinheiro Liberdade maturidade sexo talvez não sei a pessoa transpira né tudo todas as questões ou coisas que você gostaria muito de fazer e por quaisquer as razões você não faz então esse amor idealizado ele está um pouco mais aproximado do que na literatura nós vamos chamar de romantismo né que vai ali se resolver com get e vai ter um
auge ali Versículo 19 com nit toda a turma lá dos românticos né que eu particularmente gosto muito que é a ideia da pessoa única que eu não vivo sem E como vai dizer o sofrimento jovem inverter quando a Amada na literatura de garth morre a vida perde o sentido e eu tenho que me matar também e acabou né olha eu só posso a minha vida só pode acabar porque tem alguém que é maior que a própria vida né ou que Nelson Rodrigo desfaz de uma forma muito mais perversa né de que trabalhando as relações de
adultérios de amores né de que olha é você precisa você precisa ter um amor na vida senão você não é nada e citou teu parente o teu pai morreu a vida lhe acaba Então essa tragédia também é algo que compõe muito na literatura brasileira Aqui é Rodrigo né de Nelson Rodrigues perfeito então o amor enquanto aquilo Quando você encontrar alguém que de fato transpira tudo aquilo que você gostaria de ser por qualquer razão não é e uma última forma que fora de maneira elaborar que é uma parte da pessoa né então esse amor como uma
parte é o amor enquanto metonímia né já que a metonímia é uma parte do todo esse amor metonímico fazendo uma essa transposição para linguística né inclusive lacraniana né de Fernando Socia é o amor que aquele amor mais próximo do ódio tá o que que eu quero dizer Já viu aqueles casais de escola de trabalho de criatura porque não de que ele te odeia Ou ele se xinga o suportam mas esse partido de uma coisa em comum é o amor pela música É o Amor por um autor é um trabalho é um hobby é um filho
sei lá ou seja é uma parte só então que eu quero dizer sejam todos do presente seja um vislumbre do passado seja uma transpiração de um ideal do Futuro né do que eu gostaria de ser ou apenas uma parte daquilo que você gosta ou aquilo que você é é suficiente para que você seja arrebatado por essa experiência que nós vamos chamar de paixão e futuramente é claro um desenvolvimento de amor então na concepção freudiana Além de que tudo aquilo que você chama de amor seja esse amor fraternal seja o amor Cristão seja o amor romântico
seja o amor sexual não importa qual o amor nós estamos falando todo esse amor ele vai ser provido ele vai ser nutrido da do próprio narcisismo do sujeito tá dentre essas quatro elaborações a gente vai mesclar uma Eu amo minha esposa porque ela é que eu já fui eu amo minha mãe porque minha mãe que eu gostaria de ser Eu amo meu irmão porque meu irmão parte de mim não importa tá todo esse conglomerado de coisa nós já Amor eles vão estar aqui inseridos eles vão estar direcionados ou inclinados dentro dessa concepção narcísica que repetindo
vocês encontram a introdução ao narcisismo de texto 915 perfeito então agora tá que eu trouxe essa elaboração para vocês frediana né o amor com saudade de casa o amor quando narcisismo nós vamos dar um salto histórico né que aqui trabalharemos né segundo a linha Freud lacraniana já que fraude morre 39 porque antes da guerra eclodir e Lacan já era já um doutor em Psiquiatria que buscava renome inclusive do próprio Freud como vai relatar a biografia inclusive da Elizabeth rodnesco né clamando a sua biografia sua tédio doutoramento para Freud expectativa que fraude ler Se descobrisse que
ele era o grande gênero psicanálise após ele e conta seus relatos que ela Freud apenas humano uma missiva que é uma carta dizendo olha jovem Doutor lacão obrigado pela carta saudações nunca abriu a carta de bacana Ou seja a grande frustração para nosso lacanzinho que aspirava ser o dono do mundo e bom que até o final da vida ele conseguiu mas até os seus 30 e poucos anos da câmera mais um aí na fã do pão beijão Lacan trabalho o seguinte a ideia né que não são aforismos muito conhecidos gente que nunca ouviu falar de
lacães chega aí e repete fala né E às vezes até coachings e gente né que não é da área pega para usar e não entende Buiu que ela canta querendo dizer então nós vamos trabalhar hoje para você que já ouviu falar se você é do segundo grupo Esse é o primeiro o segundo grupo que sempre ouviu falar dos alforismos que ela canta sobre o amor nunca entendeu nada Então siga que conosco que até o final desse encontro você entenderá trabalharemos com duas frases tá dois aforias tá dois axiomas lacranianos o primeiro o amor é o
que vem na suplência da ine da relação sexual que aparentemente é uma frase muito difícil Então esse é um primeiro grande alforismo craniano o amor é essa coisa que que vem na suplência né super suprimindo aquilo que falta na relação sexual e a Mara dar o que não se tem a quem não quer vamos entender então essas duas grandes laborações para que nunca mais a gente se confunda sabe explicar e principalmente internalizar primeiro há de saber que essa essa frase né de lacães tá no seu cenário 20 mais ainda que é um seminário final né
da obra da craniana escrever mais ou menos para nos viésimo quinto seminário nós aqui do Brasil temos acesso a memória 18 em português o resto está em espanhol inglês ou francês e bom aí nós que lutamos né temos que aprender os idiomas para ler do original é muito importante principalmente do francês e nesse seminário já é um lacando final já chama da clínica do real né já é o grande Jackson lakana é o principal nome da psicanálise um dos principais intelectuais do mundo na época na França em especial e veja só o que que o
Lucão vai trabalhar o seguinte a ideia tá que depois vocês podem se aprofundar nisso que eu vou chamar as chamas da teoria da sexualização Hoje não dá evidentemente não é minha proposta entrar nisso mas eu vou dar um parecer bem bem simples sem perder a importância e a magnitude a ideia de Lacan é entre eu e você que me escuta que me que Aprende comigo que faz os cursos do DP não há absolutamente nada a priori Ou seja a anterior que nos ligue a minha existência é sua não há se você que não convive na
vida com ou já me viu alguma medida comprou esse curso está fazendo o curso há um laço entre eu e você porque a partir mesmo que você compra você passa a participar da minha vida e eu passo a participar da sua eu sou professor e você é meu aluno mas anteriormente é isso Não há nada eu não conheço você não me conhece ou já se conhece Sei lá eu da onde foi mas não há perfeito bom professor o seu trabalho essa ideia com estranho mas e com um familiar a mesma coisa o máximo que eu
tenho de minha mãe é um laço com sanguíneo com sanguíneo O máximo que eu tenho de meu irmão é um laço sanguíneo tá nós somos da mesma do mesmo da mesma linha né genética da combinação de meu pai de minha mãe que me nasceu ou seja entre seres humanos a priori não há uma ligação suficientemente forte para que nós chamemos que exista o que o Lacan vai chamar de relação sexual eu quero que fique muito claro para vocês anotam parece muita atenção relação sexual para ela não tem a ver com a relação genital sexual ele
tá falando de sexo ele está falando de relações humanas porque tudo aquilo que é da hora da sexualidade ela olha o prazer da ordem das relações se eu dar essa aula me dá prazer eu sou realizando ato sexual se você me escutar te dar prazer ter conhecimento isso é um ato sexual Então guarde muito isso essa frase de que o amor é o que vem para suplantar a inexistência da relação sexual é que o amor é essa coisa que eu invento para me fazer ligar a você Porque sem isso eu não tenho nada né ou
como né dizer Olha você fazendo o que for no seu dia de hoje o dia que você ver essa aula nessas 24 horas tem disponível se você ajudar muito psicanálise dá pouco transar muito transar pouco chorar muito chorar pouco não importa o que você fizer ou não não mudará um pingo na rotação que a terra tem que fazer do sol não mudará um pingo na rotação que a lua tem que fazer na terra não poderá um pingo a árvore que está aqui ao lado da minha casa movimento das nuvens da mesma forma que eu quero
que você pegue a indiferença que existe da minha pessoa e da sua para com a natureza A árvore A árvore lá da minha casa está completamente diferente com meu curso de psicanálise essa indiferença é a mesma indiferença que a gente seres humanos se vocês estão acompanhando as aulas eu disse na primeira aula que o empatia o esforço então eu já germinei a ideia para trabalhar aqui com vocês isso que me faz ligar a você é um esforço eu tenho que parar pensar uma aula estudar muitas horas fazer a aula com contratar pessoas me ajudar me
ligar falar com o Arthur não sei o quê programar e você vai você entra no site que de uma internet entra numa escola pá Faz um cadastro paga um valor não sei o que aprende para Olha tudo tem um esforço para você dar uma aula às vezes é uma atividade íntima da experiência humana portanto não há relação sexual não tem nada né E aí o Lacan vai fazer uma leitura de Freud que é o seguinte nisso que nós chamamos de inconsciente Professor o que é inconsciente inconsciente é uma coisa que te atravessa o inconsciente é
uma palavra que não foi dita tá inconsciente é isso é alguma coisa que não veio à tona tá E que quando vem te atravessa assim você saber mediante seu discurso perfeito no inconsciente isso é muito importante que vocês guardem não há inscrição da diferença sexual o que isso quer dizer Professor quer dizer o seguinte você pode falar assim ah eu sou hétero Eu gosto de mulheres ou eu gosto de homens perfeito eu sou homossexual eu gosto de pessoas dos meus mesmos do mesmo gênero que eu perfeito esse gostar seu esse amar esse desejar não é
do seu inconsciente é uma coisa que nós vamos chamar do seu ego e dos seus prego que vai produzir uma identidade por que Professor porque o inconsciente não conhece corpo assim não conhece genitália assim não conhece homem e mulher homem e mulher é do simbólico não é do Real como acabar de chamar depois dos seus registros não há inscrição quer dizer assim o inconsciente ele quer vibrações que era afeto que as Sensações por quem for por Qual razão Não importa é por isso que a priori é uma algo que o Freud ele foi resistente depois
ele desenvolveu né que vem de Frizz a teoria da bissexualidade psíquica né é que nós temos uma predisposição abissexualidade porque porque a criança não quer ser amada pelo um pai que tem um pênis ou por uma mãe tem uma mama vantajada criança não tá nem aí para isso a criança quer saber mesmo a criança quer se abraçada a criança quer ser protegida se assim não é não há uma marca nosso inconsciente nosso psiquismo que olhe diga isso é um homem isso é uma mulher se existe hoje é porque Nós criamos é da hora do simbólico
e o que que é simbólico professor é tudo aquilo que a dor das palavras então fazendo uma breve explicação para vocês que isso depois podemos aprofundar em algum outro momento os registros acanianos que na literatura nós vamos chamar de terceira Grande tópica da primeira tópica freudiana pré-consciente consciente inconsciente perfeito a segunda tópica fradiana é ide né inconsciente Ego e superego ou Eu superior tópico que é professor conjunto de ideias Qual é a grande terceira tópica da psicanálise é tópica do Real Imaginário simbólico o que que é o Real Imaginário embora pela cama o Imaginário é
literalmente tudo aquilo que de vida imagina pensa sente mediante sua própria leitura algumas podemos chamar um pouco do narcisismo tá então se você escuta em aulas no jornalista Olha eu sou Imaginário isso é muito inchado né Imaginário está sofrendo muito é porque tudo aquilo que você imagina pensa de ser do outro te faz sofrer então você vê essa aula que minha se você pensa e fala assim Nossa a blusa do professor é bonita ou abusa do professor é feia isso é só Imaginário é sua leitura própria de alguma concepção do universo do mundo da materialidade
o que eu penso de mim do outro e morre em mim o simbólico é tudo aquilo que nós chamamos no universo as palavras e do sentido escola instituições política religião Deus psicanálise tudo isso da hora das palavras se tudo isso há mais ou menos Sabe eles estão aqui na terra há mais ou menos 10 mil anos nessa 70 10 mil anos você é 10 mil Antes não existia Então nesse imóvel foi criado mãe pai isso é simbólico tá se é 10 mil anos atrás quando sabe pensar precisava parindo uma um filho né Ninguém chegou e
diz ó Isso aqui é uma mãe não isso aqui é uma coisa uma pessoa que tá parindo uma outra se hoje nós chamamos de manhã porque Nós criamos se é criado se é falado a palavra palavra errado né de palavra e tem um sentido chamamos isso simbólico tá perfeito professora Então até que eu entendi eu imaginar aquilo que é meu simbólica aquilo que é das palavras e o real que tem esse terceiro o real é aquilo que é impossível de ser simbolizado o Real aquilo que é impossível caber no simbólico o real é aquilo que
as palavras escapam o real é aquilo que não sabe muito bem o que é que é impossível de se nomear mas que nos atravessa o nosso inconsciente ele é da hora e do real É por isso que você se apaixona por pessoas e não tem resposta É por isso que você deseja coisas que não tem nome É por isso que você sofre lutos que você não consegue superar o real é aquela coisa é a ordem das coisas que não supera é hora das coisas não se sabe o real é o limite da experiência humana então
desses registros né Imaginário simbólico real o que não quer dizer o amor é o que vem da suplência tem da relação sexual ó eu vou encaixar o Real simbólico imaginar nessa frase o amor já é simbólico e é uma coisa criado se eu chamo Amor você vai se você associar amor a ternura carinho a sexo a Beija dinheiro você já está sossego alguma coisa simbólica tudo isso é Simbora então o amor que é simbólico vem em suplência né a ausência da relação sexual O que é a relação sexual é o real não existe não tem
como ter tá Então nesse nesse encaixote o amor que é uma coisa do simbólico que é sustentado pela Imaginário evidentemente né Eu estou na minha casa pensando como posso agradar quem eu amo o meu Imaginário está trabalhando em consunância com simbólica para tentar dar conta do que do real o meu Imaginário pense em alguma coisa na hora do simbólico para tentar dar conta do Real chamamos isso de vida chamamos de casamento chamamos de desejos de paixão é o nosso Imaginário mediante um alguma aproximação com simbólico patinando a conta do real Por que você casa com
alguém Ah é o caso porque eu me pareço porque eu gosto Por que que você casou de verdade com alguém por que que você passava a vida inteira com alguém se você olhar para mim e dizer com maior sinceridade professora não sei eu acredito em você porque realmente a gente não sabe [Música] o real é muito importante esse conceito para até dimensionar e limitar um pouco a relação artística nós temos com a vida né o ser humano tem essa expetista narcisista querer entender tudo e achar que sabe de tudo e não a vida é limitada
mesmo né sejam discussões históricas de existência de Deus ou Deuses ou não Ou até mesmo porque que a gente odeia quem odeia alma quem ama há um limite de compreensão é por isso que o arcan vai dizer e Eu repito minhas coisas para vocês não tenho pressa para entender sabe não há não há com pressa se for com pressa não vai entender nada não adianta sair toda hora a coleção freudiane 6 meses isso aqui ó é para você ler e reler em 30 40 anos Freud tá placa mais 30 e 40 anos então torcer para
vocês viverem até 90 anos bem Com saúde tá preservando a sua psique preservando sua mente seu corpo para vocês no final da vida teria aprendido alguma coisa dos dois só tá aí tem biolin e tantos outros brasileiros contemporâneos enfim é muito vasto perfeito então o lakan vai trabalhar né ainda no seminário 20 né que o amor não tem nada a ver com a relação sexual né não tem nada a ver com isso e aqui essa relação sexual que ele tá falando agora é uma relação sexual física tá genital porque o amor ele é alguma coisa
que tem sobreviver o desejo e aqui eu já vou fazer essa diferenciação Professor Qual a diferença entre o amor e o desejo o desejo é a espera pela falta desejo espera pela falta o amor é a sustentação da falta Pega essas duas definições o desejo espera pela falta eu desejo o que quem eu espero e eu espero evidentemente que eu não tenho eu espero no próximo milésimo de segundo tomar água porque eu não tenho momento que eu estiver tomando a água eu não espero mais por tomar água então desejo tem a ver com a espera
a espera de alguma coisa que não ocorreu tá Ou se você quiser trabalhar de uma forma mais simples ainda a falta o amor é saber dessa falta poder esperar essa falta mas não necessariamente suprir a falta Essa é a grande sacada é por isso que agora nós vamos para o outro significado né o outro afrismo o que que não quer dizer que amar é dar o que não se tem inclusive Se quiserem entrar a quem não quer qual é a ideia que ela vai dizer vai trabalhar essa coisa que eu não tenho é que na
tradição psicais são chamados de falo falo né a palavra historicamente tem uma contação de ser representante do pênis e para quem já conhece o menino de Freud sabe que Freud vai trabalhar o falo enquanto a representação do pênis um menino que vai diferenciar vai dar o Édipo e tudo mais lacrano vai trabalhar a ideia do fala como significante da falta Professor o que é significante é tudo aquilo que significa uma outra coisa então se eu pego para você e fala assim Olha isso aqui é uma lapiseira tá ela serve para escrever se você olha para
mim fala assim não professor isso não é só uma lapiseira Isso aqui é uma arma que se você pegar isso aqui e atravessar o pescoço ser humano com muita força você mata alguém então a lapiseira é um significante é uma coisa que significa para uma outra coisa pode significar tá não é apenas um signo não é apenas uma coisa óbvia que a gente sabe tem uma função essa é uma ideia bem básica sem ficante tá então quando trabalhamos a ideia do falo como significante da falta quer dizer que o falo é a representação do que
lhe falta então se você chega para mim professor me falta dinheiro o dinheiro eu falo professor me falta conhecimento o conhecimento falo professor me falta amor me falta transar isso tudo são falsos tá então guarda isso porque às vezes fica uma discussão bastante pobre de falo é o pinto nada disso tá uma coisa mais sofisticada Então o que ela tá querendo dizer dar o que não se tem bom logicamente falando em primeiro momento como é que eu dou aquilo que eu não tenho eu explico você já fez isso várias vezes na sua vida aniversário de
alguém alguém vai lá faz aniversário fica feliz fica triste não sei você tradicionalmente olha só olha como o aniversário é uma coisa para explicar os três registros Tem o aniversário de alguém que é uma coisa não simbólico né eu nascer no dia 26 de abril quer dizer que você já abriu eu comemorar por isso é porque eu inventei alguma coisa lá na fé de aniversário celebração pessoas entor porque eu não preciso é uma data do calendário que sempre vai se repetir nesse calendário do Cristão nosso né no calendário chinês é outro um calendário de outras
culturas são outras Enfim então vamos trabalhar aqui nessa nossa lógica perfeito 26 de abril né Olá aniversário de alguém aniversário de uma pessoa que você gosta que que você faz para comprar um presente Olha só o presente ele vai nascer primeiramente no seu Imaginário você vai você vai pensar Nossa eu tenho que dar uma coisa para essa pessoa porque eu gosto aí para você comprar você vai acessar o simbólico O que é o simbólico você vai um shopping você vai uma loja você vai você faz alguma coisa na sua casa não sei tá mas você
vai acessar o simbólico o que que esse presente que é demonstrar alguma coisa da hora do real ó o Imaginário é o que você quer comprar o simbólico é o meio para comprar o real é o que significa o que você quis dar sabe quando a gente fala o que vale no presente a intenção O que que é uma intenção que a intenção quer dizer o quê Ah olha eu tô te dando isso mas o que vale é a intenção tá não intenção de o quê de satisfazer de agradar de desejar de cobiçar de amar
judiar Olha como pode ser muitas coisas como não se sabe nós vamos continuar falando isso sem querer muito bem compreender quando eu ganho um livro quando eu ganho um gesto quando eu ganho um busto quando eu ganho um presente o sentido o desejo a vontade a significação daquilo está muito maior do que o objeto muito maior o objeto é a materialidade de Uma emoção e como é que você comporta Uma emoção não existe portanto da mesma forma né que é um exemplo que eu gosto muito e já estou aqui para encerrar para ilustrar o que
que é o amor dele com desejo né Há uma frase que atribuição psicanalista que eu não me lembro muito bem a referência ele está no livro do maior do que o Jorge fundamental psicanálise ele faz uma referência que é um psicanálise de São Sebastião não me lembro jornalizando que diz assim para ele né Eu quero maçã se não tiver Ele pergunta o que que você quer comer ele fala ela fala para ele eu quero uma maçã se não tiver se tiver a maçã eu não quero eu só quero se não tiver é de uma generalidade
absurda isso é o desejo olha se tiver água não quero eu só quero se não tiver porque eu desejo a espera quer dizer eu não tenho eu quero eu tenho que esperar então na hora do desejo eu quero maçã se não tiver tá então o desejo ele se situa nessa questão Qual é a grande diferença são do amor tá e pela cão vai dizer que o amor desejo eles são coisas não tem nada a ver uma coisa com a outra se o desejo é espera por essa falta o amor é o desejo para essa falta
é por isso que eu dou ao outro não que eu quero não que eu tenho mas sim o que eu não tenho o que eu não tenho eu vou chamar de companhia eu vou chamar de pintar uma casa eu vou chamar de dar um beijo na testa não sai de casa o que que eu não tenho de fato Professor eu não tenho palavras que é simbólico mediante o abastecimento do meu Imaginário para sustentar para explicar o que eu sinto por você O que que você significa para mim ou que ou isso e esse amor é
que eu posso chamar o amor de uma mãe para com filho com pai com sua esposa marido amantes não importa essa coisa que eu sinto eu não sei muito bem o que é é por isso e eu finalizo que o amor vem para suplantar a inexistência dessa relação sexual o amor é essa coisa que nós inventamos e criamos para criar laço entre eu e você e essa coisa que foi criada é tão intrigante que eu só consigo te dar se eu não tiver não tiver o que dimensão nomeação daquilo que eu sinto e daquilo que
literalmente desejo por você ou por alguém queridos Muito obrigado pela atenção na próxima aula e último do curso nós encerraremos com o olhar de tudo isso que eu falei na clínica em especial tratando de transferência amorosa com histéricos obsessivos muito obrigado e até a próxima