Boa noite a todos nosso amigos ouvintes do vlog do Codilo PV no Eva. Desde já agradeço minhas doções que recebo e continuo me ajudando nesta empreitada para graçar novos conteúdos e inscreva-se neste canal. Algumas pessoas me perguntaram a respeito da morte do Papa Francisco, do nosso Santo Padre, como também a respeito do seu pontificado.
Eu confesso que a notícia me deixou muito triste, muito chateado mesmo. E existe uma coisa que nós aprendemos como católicos e isso no que diz respeito à questão do papa, é o quanto ele nos invoca a unidade. A unidade não somente no quesito da fé, mas até mesmo na unidade do sentimento.
Quando eu converso com vários católicos de vários lugares do Brasil e até mesmo alguns lugares do mundo, a gente percebe esse mesmo sentimento que parece ser quando um papa morre uma espécie de sentimento de ofandade. É como se nós perdêsemos realmente um pai espiritual, uma pessoa que de fato é muito próxima. Só que ao mesmo tempo o papado se renova.
Morre um papo. Lamentamos, amamos esse papa. Muitas vezes podemos até odiá-lo em algum ponto, mas sentimos a perda dele.
E por outro lado, nós teremos o conclave. E o conclave também tem um aspecto de esperança e de novidade de um novo pai espiritual, o que não anula, evidentemente, aqueles que foram papas e aqueles que foram nossos pais espirituais. Observem uma coisa interessante, porque quando o Papa Francisco morreu, o que me veio à tona foi quando ele ascendeu no pontificado e nós estávamos extremamente esperançosos por conta, evidentemente, da renúncia do Papa Bento X e que, claro, a gente também sempre relembra quando nós pensamos Bento 16, da morte do Papa João Paulo segundo e também do concláveio que o elegeu.
Então, existe realmente um vínculo emocional e psicológico muito profundo com essa dinâmica dos papas, com uma geração se identificando propriamente dito com um personagem que ocupa talvez um dos cargos mais importantes do planeta, que é o cargo de sumo pontífese. Eu posso te dizer que boa parte da minha vida foi envolvida na figura de João Paulo I. João Paulo II parecia ser até eterno em algum ponto, porque desde que eu me entendo por gente, eu só conhecia o Papa João Paulo I.
Claro, nasci em 1977, então eu vivi no pontificado final de Paulo VI e no pontificado ligeiro, por assim dizer, de João Paulo I. Mas desde que eu me entendo por gente, eu tenho consciência de alguma coisa, eu sempre me lembro de João Paulo I. E quando ele partiu, claro que mesmo eu ainda engatinhando no meu catolicismo, senti realmente como se houvesse um fim de uma era.
E aqui é muito interessante como a questão do papado, principalmente na vida do católico, e não somente na vida do católico, mas até mesmo do não católico, afeta esse sentido de uma expressão de uma identidade, como também de uma determinada época. e o quanto a Igreja Católica se faz presente neste sentido. Então, quando eu soube da morte do Papa Francisco, eu fiquei rememorando, não somente quando ele acendeu o putificado, como também muitos outros papas que vieram antes dele.
E isso sem prejuízo das cerimônias, não somente no que diz respeito ao enterro dos papas anteriores, como também a ascensão de novos papas. Então, parece que a igreja de alguma forma ela morre e se renova ao mesmo tempo. Claro que aqui eu estou usando uma força retórica.
A igreja vai permanecer até os final dos tempos. Porém, as pessoas individuais propriamente ditas, que imprimem um caráter ao papado, elas vão, elas partem, elas vão prestar contas a Deus. E isso porque, acredito eu que esse sentimento talvez eu comungue não somente com meus contemporâneos católicos, como talvez a gente comungue desse sentimento a pelo menos 2000 anos de história.
E isso é absolutamente incrível, porque na verdade esse sentimento, esse vínculo do ser católico com a figura do Papa não somente o remete a uma dimensão histórica transcendente, a uma dimensão histórica que realmente remonta ao próprio Jesus Cristo, como também eu penso que um dos aspectos do caráter universal da igreja. E o fato de ela ser católica é por existir realmente um papado, sem o qual eu acho que a igreja não seria digna do nome de ser católica. Então eu comecei a refletir sobre esses assuntos e aqui tocando na questão do Papa Francisco, nós podemos dizer que o pontificado dele foi bastante complexo, bastante controverso.
E no início da vigência do seu governo, eu tive posições bastante críticas a respeito de algumas declarações ou a respeito de alguns posicionamentos políticos e assimensivamente. No entanto, quando a gente começa a amadurecer, a gente percebe que precisa aprender mais. Captando a mensagem do Santo Padre Francisco, eu fui percebendo o quanto em muitos aspectos o meu julgamento era temperário e muitas vezes equivocado.
E por quê? Porque nós vivemos numa época de muita confusão, uma época de muitas paixões políticas. E às vezes essas paixões políticas acabam ganhando um contorno maior do que propriamente a religiosidade.
A gente não coloca num plano superior o fato de que a fé e o que está atrelado a ela é muito mais importante do que qualquer conveniência política. E isso me fez amadurecer, graças a Deus, para sair dessas paixões políticas, dessas paixões políticas que envolvem as direitas, as esquerdas e assim suamente. E isso me fez buscar o Papa Francisco de uma forma um tanto diferente, vendo não como uma pessoa maliciosa que quer destruir a igreja ou como um progressista ou um comunista, um esquerdista ou coisa parecida, mas acima de tudo como um pai espiritual e também como um irmão de fé que está num plano de autoridade maior do que o meu.
E existe algo mais além do que isso. Eu penso que o Papa Francisco será muito melhor julgado pela história do que pelos seus próprios contemporâneos. É evidente que o seu pontificado pode ser objeto de muitas críticas, mas sem dúvida ele não foi o pior papa da história ou coisa parecida.
Quem fala isso? Quem chega essa ousadia a ponto de falar uma besteira dessa, no mínimo não conhece a história da igreja. E mais, além de não conhecer a história da igreja, não conhece nem mesmo a história desse pontificado.
Porque evidentemente podemos tercer críticas a certos pontos políticos do Papa Francisco, mas são elementos isolados. Porque na prática o Papa Francisco mostrou ser uma pessoa de uma moral ilibada. um homem extremamente decente nos seus posicionamentos e o apelo social dele, ainda que pudesse confundir certas pessoas, achando que ele teria uma agnada para a esquerda, uma agnada socialista, coisa parecida.
Na prática, porém, em muitos aspectos, ele se revelou até muito mais ortodoxo no plano social do que muitos conservadores. Aí vejam que a praga do chamado conservadorismo católico ou do tradicionalismo católico é que no fundo ele não é conservador e nem tradicionalista. Ele é simplesmente uma ideologia neoconservadora, de tendência liberal na sua essência, na sua essência política, na sua essência econômica e que em muitos aspectos diverge daquilo que a doutrina social católica prega.
E neste ponto, o Papa Francisco foi bastante fiel à doutrina social católica. Em que ponto ele foi fiel à doutrina sociocatólica? No sentido da preocupação com os pobres.
na preocupação com os desamparados, na preocupação com os imigrantes, na preocupação justamente com aquelas pessoas que não têm voz. E as direitas políticas, inclusive aquelas que se dizem católicas, não conseguem ter uma resposta elucidativa para certos problemas que existem na sociedade liberal, que existem na sociedade capitalista. E é interessante que existe um certo grau de puritanismo em torno dessas direitas políticas de matriz católica, em que eles se apegam muito à superfície do plano moral, à superfície das agendas ideológicas e políticas, mas eles fingem não perceber que essas agendas morais e políticas subversivas que podemos encontrar inclusive nas esquerdas provém justamente diso estruturas socioeconômicas, estruturas socioeconômicas capitalistas, estruturas liberais e capitalistas.
O Papa Francisco era um tipo que conversava com todo mundo, conversava com a esquerda, conversava com a direita. Muita gente vai achar até absurdo como é que ele conversava com a direita. Não, ele recebia todo mundo.
Na Itália, por exemplo, ele tinha umação bastante corordial com a democracia cristã e com grupos de direita, como a aquela primeira missa da Itália, a Melone, por exemplo, que é pródida. Ele conversava com ela. E eu penso que ele como papa, de certa forma, ele tomava um partido acima de certos facciosismos.
Não quer dizer, nenteamente que eu concordasse com algumas declarações políticas, algumas declarações religiosas, etc. Porém, isso aí é apenas a superfície do papado de Francisco. Nós temos também uma outra parte do papado que é muito pouco falado de um pontífice, por exemplo, que combateu a corrupção no Vaticano, de um pontífice que tomou medidas efetivas ao combate a escândalos sexuais do clero, de um pontífice que quando se vê uma Europa cada vez mais tribal, sectária, nacionalista e antimigrante, ele vai na lógica oposta.
Ele toma o partido de quem sofre e de quem é discriminado. E podemos ir mais além. Eu cansei de ver idiota direitista dizendo que o Papa Francisco era a favor da, entre aspas, interrupção da gravidez e do casamento homossexual.
principalmente esse pessoal de matriz bolsonarista que fazendo vergonha à humanidade diz claramente que o Papa Francisco era comunista e que o Papa Francisco era defensor de movimentos LGBTIS, em nenhum momento ele defendeu isso, como em nenhum momento ele mudou os paradigmas da moral católica. Essa que grande verdade. Pelo contrário, ele se declarou publicamente contra a dita interrupção da gravidez.
dizia que inclusive quem praticava isso era um sicário, era um bandido. Quantas vezes o Papa Francisco falou sobre isso? A questão da relação dos reliá do Fiducia Suplicans que fala a respeito das bênçãos informais a pessoas em situação de segunda união e ditos casais ou duplas homossexuais, tá?
Em nenhum momento ele legitimou o casamento gay ou coisa parecida. Pelo contrário, ele queria uma igreja que pudesse ser mais compreensiva e mais amável com aquelas pessoas em situação de pecado, para que trouxesse essas pessoas para a igreja. Claro que eu tenho certas reservas à linguagem do Fidúcia Suplic justamente porque, claro, da margem a dubiedades, isso é um fato, é uma crítica construtiva.
Porém, eu não acho que o Papa Francisco, pela sua formação intelectual, pela sua formação moral e e ética, ele queira necessariamente trabalhar com os globalistas, com os esquerdistas e blá blá blá. Isso era tudo mentira. A maioria das pessoas que faz críticas ou fez críticas ao papá do Francisco não leu nenhum documento dele, nenhum documento oficial.
E muitas vezes essas pessoas fazem julgamentos ou pré-julgamentos porque não conhecem nem mesmo a tradição católica e não conhecem o magistério da igreja. Então, queria acusar o Papa Francisco de comunista, queria acusar o Papa Francisco de progressista ou coisa parecida. Isso é uma grande besteira.
No meu humilde entender hoje, eu acho que tem muita besteira ser falada sobre o Papa Francisco. Por quê? A maioria das pessoas não leiem os seus documentos e quando leiem sempre com aquela má vontade, aquela coisa de querer catar a heresia do Papa.
Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é que nós temos sim políticas assertivas do Papa Francisco que foram a princípio benéficas para a igreja e que elas só serão sentidas posteriormente. Também podemos criticar certos outros pontos de vista sobre uma certa ótica particular do Papa Francisco.
Mas eu digo para vocês, não existe papado perfeito. Nem o papá do João Paulo II foi perfeito, nem o papá de Bento X, que era um grande intelectual, um grande teólogo e assim. Então eu penso o seguinte, eu acho que quem vai fazer justiça ao Papa Francisco é a história.
E eu acho que a história vai ser de algum modo benevolente ao Papa Francisco. E eu lamento muito que haja pessoas que t ódio do Papa. Não me assusta tanto aquele protestonto que fica criando e reproduzindo profecias fajutas do juízo final ou de apocalipse.
Começo a citar o nome do papa que agora nós teremos o último papa. Sempre essa história do último papa, né? Sempre essa história do último papa, ã, inventando as piores asnices ou então sei lá, aquela maluquice desses sectários bolsonaristas fanáticos e dizendo que o papa tinha que morrer.
Esse tipo de coisa. calúnias e calúnias das mais nojentas, mais asquerosas, né? Enquanto isso, eles seguem os piores estelionatários de esquina, ou então são idólatras do Bolsonaro, que é um homenzinho vulgar, um homenzinho baixo e assim, não vou nem tocar nesse assunto.
O que me escandaliza são católicos querendo a morte do papa e em particular desse papo, porque o Papa Francisco, evidentemente, tinha inúmeros defeitos. O magistério dele tinha pontos interessantes, mas também tinha pontos controversos que podem ser discutidos. Porém, porém isso não é fazer justiça a um pai, não é fazer justiça a quem é nosso superior espiritualmente, ou pelo menos que tem uma funcionalidade de nos orientar para o rebanho dentro de uma perspectiva professoral e magisterial.
Eu acho que tem muito católico presunçoso querendo ensinar ao papa a missa, sabe? Como aliás existem outros que são até piores, que são rebeldes, confessos, são até mesmo hereges e sismáticos e que com uma capa de tradição, na verdade são subversivos, que na sua intimidade desejaram a morte do papa. Eu vi um sede vacante tentando racionalizar a justificativa para desejar a morte do Papa do Papa Francisco, no caso, dizendo que ele era um postor, que ele não era papa.
Claro, quem é papa é esse sujeito aí e muitas e muitas outras declarações das mais bizarras e absurdas. Mas eu reitero, meus amigos, eu fiquei realmente muito sentido com a morte do papa. Eu acho que a história, sem as paixões da nossa época, sem as implicações, os interesses políticos que envolvem, porque, querido ou não, esses conservadores que odei o papa, eles não ficaram sentidos por uma questão meramente doutrinária.
Pode ser que um ou outro tenha uma certa sinceridade em torno disso, mas muita gente se incomodou com o Papa porque ele toca em pontos que realmente são muito caros a certas pessoas que são de alguma forma comprometidas com estabilisma. E teve muita gente do Vaticano ali que teve as asinhas cortadas, porque embora tivesse aparência conservadora ou invólocro conservador, na prática, porém era um bando de canalhas. Aliás, canalha é o que não falta no meio conservador.
E veja que eu não sou nem mesmo progressista, se é que alguém pode me impultar esse rótulo. Por via das dúvidas, eu penso que fazendo uma reescritura de toda a minha visão sobre o papado de Francisco, cada vez mais com todos os aspectos errôneos que talvez ele tenha falado um ponto em particular, mas no âmbito geral eu não acho que ele foi um ponificado tão ruim assim. Talvez não tenha sido dos melhores, mas certamente não foi dos piores.
E quanto mais eu analisava o que o Papa Francisco falava realmente no que diz respeito ao ensino da igreja, mais eu ficava admirado da sua pessoa e também da sua grandeza em algum ponto. Então, meus amigos, vamos rezar pela alma do Papa e vamos desejar que no novo conclave nós tenhamos realmente bons orientadores espirituais e bons pais para que nos enveredem pelos caminhos da salvação. E acima de tudo, nós temos que repensar a nossa posição sobre a igreja, a nossa posição como lego, porque muitos são de respeitosos, calunihadores e intrigantes.
Mas a gente tem que confiar na mensagem de Cristo. As portas do inferno jamais prevalecerão sobre ela. Então, meus amigos, um grande abraço.