As narrativas compartilhadas sem o presente condicionam o vindo. Márcio Esquitini, que agora vai contar um pouco sobre o momento atual dele profissional. São Márcio, conta para nós mais um pouco da sua experiência como professor de português e por aí afora.
Então, agora acho que eu preciso falar sobre isso, porque a minha vida profissional, basicamente, esteve na sala de aula como professor. E eu, assim como todo professor, eu acho que sempre tem alguma preferência, né? Eu acabei, no começo, trabalhando muito com gramática e produção textual.
Mas não adianta, né? A literatura também veio depois, muita lógica e interpretação fazem parte, naturalmente, do contexto da sala de aula. E mais, eu sempre levei o violão para a sala de aula.
Isso é uma marca registrada! Muito é quando eu escuto as pessoas dizerem: "Saudade das suas aulas, quando você tocava violão. " Isso é uma marca mesmo registrada.
E, durante um tempo, eu até acabei esquecendo um pouco do violão. Daí, olha, sabe as pessoas me cobrando: "Cadê o violão? Mas cadê o violão?
" E meu primeiro emprego eu consegui por conta do violão, porque eu me lembro que foi no Mundo Novo, agora, né? Por causa disso, era um diferencial. Nossa, Vera Marilda!
Havia uns vinte e cinco professores fazendo a seleção e não tinha, na verdade, muita esperança. Eles fizeram uma dinâmica e tal. De repente, eu recebi uma ligação.
Falaram: "Mas a gente gostou muito de você! " Eu já tinha levado o violão também, não, mas eu tinha colocado no meu currículo que eu estava trabalhando direto. E aí eu perguntei, assim, lá dentro da minha mente: "Mas por que, sei lá, eu tenho experiência sim, é porque nunca tinha dado aula.
" E ela falou: "Aí, gostou porque você toca violão. Nós queremos alguém diferente. " Na verdade, é.
. . Nossa, aquilo para mim foi uma vitória; ao mesmo tempo, assim, foi um peso no começo, porque eu não gostava nem imaginava que ia ser chamado para dar aula.
E aí a primeira música que eu toquei, na verdade, assim, eu lembro. . .
deixa eu conseguir me lembrar. . .
assim, foi uma música do Milton Nascimento, né? Aquela senha lá: "O anão que toca violão. .
. " Se for preciso, vai à terra [Música]. Eu esqueci essa letra no começo, até.
Esperança, e até, vendo, ó, é o mesmo pé que dança, se for preciso, mas à luta. . .
Ah, cabo dele. Eu entendi, mas é. .
. eu me lembrei da música porque foi a primeira experiência. Eu peguei essa música porque nós estávamos trabalhando fazer análise interpretativa do poema.
E aí, nós trabalhamos muito com. . .
nós estávamos trabalhando a profissão da ditadura militar, todo o contexto da música, das músicas. . .
e achamos um projeto, na época, ações e projetos de Chico Buarque, Caetano Veloso, Geraldo Vandré. . .
"Ficar Lhe Servir" é essa não pode faltar, né? Então, nossa, aquilo para mim foi muito mágico. Por quê?
A usar, levar o violão e poder tocar; e ainda, você paga para isso! Hahaha! Foi simplesmente fantástico.
E aí, dali em diante, eu fiquei pouco tempo ali no Mundo Novo e depois eu saí. Eu fui trabalhar no Objetivo, né? Em um bilhete no Centro Objetivo Portal.
Aí, Ângulos, e trabalhei em várias escolas e eu sempre levei o violão. Eu nunca vou ver. .
. é a minha marca registrada mesmo. Eu trabalhei muito tempo em cursinho pré-vestibular.
E o cursinho deu, assim, uma amplitude, um acende de criatividade muito grande, porque toda vez que eu ensino alguma coisa, eu pego o violão, vou tocar uma música. . .
até dava risada, né? Às vezes gostava de. .
. loja. .
. E aí fosse literatura, fosse gramática, fosse interpretação, curso que fosse; eu pegava o violão para tocar alguma coisa. Eu me lembro que uma vez eu fiquei pensando: eu preciso mostrar para os alunos como é que funciona uma dissertação, toda essa trama, na verdade, de introdução, desenvolvimento e conclusão, porque no começo eles têm muita dificuldade de entender isso, né?
Por que que se. . .
porque tem que dividir assim. . .
Aí eu pensei: "Olha só onde foi minha criatividade. " Eu pensei, assim, e tem uma música para treinar, às 11 horas [Música]: "Faz galinha, faz, faz, faz, faz, faz, faz carinho. .
. mais carinho! Não posso ficar, eu posso ficar nem mais um minuto com você.
Sinto muito, amor, mas não pode ser. Moro em Jaçanã. Se eu perder esse trem que sai agora, às 11 horas, só amanhã de manhã.
E além disso, mulher, tem outras coisas. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. Eu sou filho único, tenho minha casa pra olhar, mas eu não posso ficar parado.
" Que usamos vossa mais do que isso? Qual a relação disso com dissertação, né? Mas se você parar para pensar, a música é uma sensação perfeita, lógico que é?
Amanhã é uma dissertação narrativa, mas ela tem uma lógica argumentativa interessante, porque ele disse que não pode ficar. E aí vêm, então, os argumentos, né? Qual é o primeiro argumento?
"Eu posso ficar mais junto com você, sinto muito, mas não pode ser. " Primeiro, eu moro em Jaçanã, se eu perder esse trem, só amanhã de manhã. .
. Aí eu falo para ele: "Já imaginou? " Então, vocês.
. . a mulher fala a mesma, mas para com isso, Adamiak.
Minha mãe não escuta direito, dorme. Aí vai dar tudo certo. Daí ele disse: "Mas, além disso, mulher, tem outra coisa.
Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. Eu sou filho único, tenho uma casa até olhar, portanto eu não posso ficar. " E não é.
. . Então, na verdade, a estrutura narrativa perfeita, perdão, dissertativa, a perfeita introdução, desenvolvimento e conclusão, os argumentos ligados por um elemento de.
. . né?
Alguma atividade do real, não tem conexão. Além disso, então, eu comecei a. .
. eu muitas vezes pegava as músicas que eu vi. Aí eu ficava prestando atenção; eu tinha um bloquinho, então estava tudo, às vezes eu estava viajando e eu pedia para se levantar para mim a nota.
Nota, nota. Aí tal, tá, tá bom. Ela estava.
. . eu sabia que se tratava.
Ó, tem horas que ela nem sabia do que ele. . .
que eu estava falando. Mas aí esse bloquinho virou, então, a verdade, um repertório de uso do violão, assim voltados para o ensino do português. Poderia escrever um livro sobre isso, viu?
E então, até hoje, eu uso. Esses dias eu estava trabalhando com meus alunos a questão do clichê, né? E por que que é criativo e daquilo que é clichê, daquilo que nós somos lugar-comum, sim?
E aí eu levei uma música do Wando: "Você é luz, é raio, estrela e luar, manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô". E aí, sem desmerecer, lógico, né? Mas mostrando.
Daí eu mostrei a do Djavan: "Djavan era faltando um pedaço, o amor é um grande laço, um laço, for uma armadilha, um lobo correndo em círculos pra alimentar a matilha". E eu perguntei para eles: "O que vocês acham, né? " Eu abri.
. . eu queria chegar à conclusão de que o clichê estava na música do Wando.
Eu falei: "Ela não é pior ou melhor, a pena que as merecia as músicas, mas porque tem alunos que gostam de ter, não tem nada as músicas". Mas foi muito interessante, porque assim você vai montando, nós vamos construindo com eles o conhecimento e a música lá desperta isso, não aluga isso, é sensacional. Vivemos gramática, se teve alguma a saga lá, se ele, vários, viu.
Deixa eu ver se eu consigo me lembrar de alguma coisa aqui de gramática, da verdade, desde a ortografia. E eu me lembro que eu pegava uma música, por exemplo, para falar sobre ortografia, né? Isso aqui é do Engenheiros do Hawaii: "Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção, e tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão, uma estrela de brilho raro, um disparo para o coração, uma vida imita o vídeo, garotos inventam um novo inglês, vivendo num país sedento, no momento de embriaguez, somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter".
E aí eu esperava, por exemplo, ortografia. Aí, né? Ele fala: "A vida imita o vídeo, garotos inventam um novo inglês".
E depois ele usa insensatez, né? Ou seja, são duas palavras que terminam em esse, mas seguem regras diferentes. E aí eu lanço o desafio para eles, né?
Como é que se escreve essas palavras? Então, aí você já desperta, na verdade, essa curiosidade; eles vão chocando, né? Às vezes não sabe, então.
. . E aí começa a construir a regra com eles, né?
Então, qual a diferença das duas palavras? A formação dela, a morfologia dela, né? Então, já sabemos que o inglês tem maior, for a gerente se refere a nacionalidade, assim como japonês em inglês.
. . Enfim, tem assim.
. . Existem vários exemplos, na verdade, eu não poderia aqui ficar até amanhã.
Todo mundo tem uma música, por exemplo, que a gente fala: "Meu logismo", né? Que é "Conta da minha maluquez misturada com. .
. vou ficar, com certeza, com beleza". Eu falo também dessa terminação do -ex e do por que na verdade ele criou uma palavra, né?
Maluquice, que serve para rimar com lucidez. E aí é mais um elogio, né? E, na verdade, criou em função de conseguir essa finalidade.
E aí eu estou na questão ortográfica também, né? Então, assim, tem muitos exemplos. E poeta.
. . a gente.
. . e é assim, quando eu aprendi a usar isso para mim, viu?
A senha abrir o segundo turno, na verdade, perdeu. É sensacional, é muito gostoso, porque, como disse pra você, que eu consigo colocar alguns talentos em algo que eu gosto muito, que é a música. E aí, por favor, do ensino do português, se você continua dando aula.
Sim, parece que depois, num determinado momento, começou a inventar outras coisas. Por exemplo, então, eu fui coordenador por três anos também, né? Porque eu que estive no ângulo.
. . eu.
. . nossa, participar vamos daquela reunião que reúne todos os autores, é.
. . postila, é.
. . pessoas, alguns palestrantes.
E eu estive nessa reunião. Eu passei por. .
. queria conversar, controle, apostila, na verdade. Mas eu olhei, assim, uma palestra tá lotada.
Esqueça, assim, mesmo, educação e programando as dificuldades de aprendizagem. Eu adoro esse assunto quando se trata de mente; pra mim, eu até amo, né? Se eu paro pra ver qualquer coisa que me respeito ao como funcionamento.
. . Eu falei: "Nossa, que legal isso".
Gente, entrei amanhã. Eu falei pra mulher: "Posso me sentar? ".
Falar: "Não tem lugar, precisa ficar em pé". Fica à vontade. Eu fiquei, fiquei fascinado por aquilo.
E aí eu fui querer fazer. . .
Após, que era o curso. . .
é uma neura, educação. E fui, e ainda levei a Silvana na época porque a Silvana estava fazendo mestrado. Eu tirei acima do mestrado que morreram, porque ela adorava, na verdade, esse assunto também: dificuldades de aprendizagem.
Ela ficou fascinada e até hoje ela trabalha com isso, né? Já faz mais de 10 anos. Bom, e depois eu fui me aprofundando também.
Eu acabei fazendo um curso de programação neurolinguística, me tornei. . .
mas tem programação neurolinguística e cult também. Então, assunto, assim, que me fascina muito. E hoje eu acho que já temos um instituto.
Nós montamos um instituto chamado "Esse Tudo Recomece", cujas iniciais são, na verdade, isso, é uma sigla, né? E programe, consciência, mente e cérebro. E nós temos cursos, temos algumas vivências lá que nós fazemos, sempre trabalhando essa ideia de que você pode reprogramar qualquer coisa.
Ok? Fica na Rua Pacaembu, 57. Ela é, se alguém quiser conhecer um pouco mais, tem a nossa.
. . Página no Face está ganha.
Lá você tem tudo, aí começa. Hoje, nós temos atendimentos individuais, tanto para dificuldades de aprendizagem quanto para questões nos trabalhos. Qualquer tipo de dificuldade, na verdade, porque se levarmos em consideração que qualquer comportamento nosso foi apreendido em algum dia, né?
Mas aprendemos até medo, né? Já pode pensar nisso. Sim, nós podemos aprender uma tendência; o adulto faz com que a gente tenha mais.
Exatamente, os professores podem, até uma simples barata, ser relevos que deixam traumatizado. Sei que aquela programação que acontece um dia vai ser trazida de volta. E aí, a boa notícia é que nós podemos reprogramar, sim!
E aí, fica o convite para quem quiser conhecer o espaço, lá participar de algum evento. Nós vamos ter agora, em março, um evento sobre prosperidade e o Ho'oponopono. A prosperidade é um pouco do que esse grupo no Japão e a mitologia havaiana permitem; é uma terapia que permite que você mesmo vá se reprogramando e não permita que os seus pensamentos, os pensamentos que limitam, fiquem limitando a sua atuação no mundo.
O que acontece é que nós temos pensamentos diversos durante o dia todo. Alguns são realmente construtivos. Então, o Ho'oponopono entra como uma ferramenta para evitar que esse pensamento tome conta de você.
Então, é uma coisinha bem interessante. Há até um livro chamado "Limite Zero" que fala muito bem disso. E, se você quiser me conhecer, fique à vontade, entre em contato com a gente.
Nós teremos o prazer de recebê-lo. Muito bom. Mas, chega!
Tem aberto para você dizer alguma coisa que você sinta que me falou para finalizarmos. Ah, eu quis dizer que eu sou muito grato. Sou obrigado por todas as pessoas.
Eu agradeço muito às pessoas que passaram pela minha vida, e você é uma delas, Beto. É porque você é inspirador, porque você ama o que faz, e quem ama o que faz sempre inspira as pessoas. Você ama essa profissão, né?
51 anos em sala de aula não é para qualquer um, né? E não é porque a gente precisa, mas é porque ele gosta. Então, eu sou muito grato a você; sou muito grato a muitas pessoas que mostraram caminhos diferentes para mim.
E, então, eu agradeço muito por estar aqui, porque eu até brinquei com você, falei: nossa, você chamou tanta gente assim importante, agora me chamou para falar aqui, que você é importante. Eu agradeço, estou me sentindo importante. Muito obrigado!
Eu agradeço muito, viu, Rafael, pela oportunidade de estar aqui, mesmo. Muito obrigado! Começamos, e somos nós que eu disse: ai, meu Deus, te abençoe!
Muito obrigado! Você foi brilhante durante o tempo; você sempre esteve conosco, colaborou, sempre foi muito aberto, receptivo, alegre, feliz. E nossos companheiros, todos juntos, foi maravilhoso.
E depois também, né? Nossos encontros e reencontros. Temos uma enorme gratidão por você ter vindo até aqui para falar um pouco, nos contar um pouco da beleza da sua vida.
Ah, nem eu sabia que tinha tanta coisa! Tem muito mais, eu falei de casamento, diga-se de passagem. É um prazer enorme.
Deus abençoe, viu? Muito obrigado por tudo que você tem feito pelo bem da humanidade, que existe isso, né? Você trabalha em função do bem da humanidade.
Muito obrigado! Então, muito obrigado, e até o nosso próximo encontro. O próximo imprevisto é muito obrigado por estar conosco até agora.
Até breve! É isso.