Olá, acadêmico, seja muito bem-vindo à disciplina de Genética Humana e Médica. Eu sou Professora Maria Carolina Stipp, professora responsável por esta disciplina. Neste vídeo, nós iremos abordar a Unidade 1, Tópico 2 do seu material didático cuja denominação seria a reprodução humana e embriogênese.
Nesta unidade, nós trabalhamos com três principais conceitos: a espermatogênese, a homogênese e o processo de formação do zigoto e formação do embrião. Na espermatogênese, nós temos a formação do espermatozoide. Então, como esse espermatozoide vai ser formado, desde aquela célula inicial até o espermatozoide totalmente diferenciado e capaz de fecundar um óvulo.
Esse espermatozoide, inicialmente, lá nos túbulos seminíferos, no testículo, eles são denominados como espermatogônias do tipo A, e espermatogônias do tipo B. Essas espermatogônias, elas passam por processos sucessivos de divisão celular, através de mitose, para que elas possam se multiplicar, e elas, ainda, são células diploides. A partir do momento em que elas iniciam o estágio de meiose, elas são denominadas como espermatócito primário.
Esse espermatócito primário originará o espermatócito secundário, que já possui, aqui, o número celular dividido, e novamente esse espermatócito secundário irá passar por uma fase de meiose 2, dando origem às espermátides. Essa célula espermátide, ela irá passar por uma série de reações até originar o espermatozoide totalmente maduro e diferenciado. Essas reações têm como princípio a perda do excesso de citoplasma para que esse espermatozoide fique mais leve, e a formação, aqui, do acrossomo.
Então, inicialmente, esse grânulo acrossômico formará uma vesícula acrossômica, um capuz acrossômico ao redor do núcleo e, posteriormente, o acrossomo em si. Esses restos citoplasmáticos serão eliminados, e as mitocôndrias, elas migram, aqui, pra base do flagelo a fim de promover energia pra que esse, pra que esse espermatozoide consiga se movimentar e chegar até o seu destino final, que seria a fecundação do óvulo. Já o processo de ovogênese, ele se inicia lá no período pré-natal.
Então, antes do nascimento, todas as meninas, elas possuem folículos primordiais específicos, um número específico de folículos primordiais que vão se multiplicando dentro do óvulo. Posteriormente, na puberdade, esses folículos, eles começam, a cada ciclo menstrual, a amadurecer. Então, um folículo primordial, ele passa a ser chamado como folículo primário, folículo em crescimento e, posteriormente, folículo maduro.
Esse folículo maduro, em si, ele já está, aqui, com o nosso núcleo, com o número cromossômico, sendo que ele é pausado na fase de metáfase 2. Nesse folículo maduro, eu vou ter um processo de expulsão desse ovócito, ou seja, a ovulação. Quando ocorre a ovulação, é como se eu tivesse uma bexiga que estourou, então, essa bexiga estourou, ficou somente os resquícios da bexiga, como se fosse uma bexiguinha amassadinha, ali, que perdeu todo o ar que tinha dentro.
Esses restos celulares que ficaram aqui no óvulo são denominados como corpo, como corpo lúteo. Posteriormente à ovulação, esse óvulo é captado pelas nossas tumbas uterinas, e ele encontra com os espermatozoides, ou não, a fim de gerar a fecundação. Quando ocorre o encontro do ovócito com o espermatozoide, as principais etapas para o início da fecundação são a fase em que o espermatozoide, ele consegue atravessar a corona radiata, que são camadas de células foliculares, ele inicia uma reação acrossômica a fim de passar pela zona pelúcida, que é uma camada formada por glicoproteínas.
E quando a fusão da membrana do espermatozoide com a membrana do ovócito ocorre, ocorre uma finalização, aqui, da divisão celular, informação do pro núcleo do ovócito, fazendo com que esse ovócito se torne, em si, no óvulo, e a união do pro núcleo masculino com o pro núcleo feminino, gerando um zigoto diploide. Esse zigoto diploide, posteriormente, ele passará pela postagem de embriogênese, que nada mais é do que uma série de divisões celulares. Então, de um zigoto nós temos duas células, 4 células, 8 células e a formação da mórula.
Essa mórula, ela vai caminhando aqui até chegar no útero, onde já terão sido formados o blastocisto, onde ocorre a formação do trofoblasto e da blastocele. Esse trofoblasto, ele irá se fundir, aqui, na camada endometrial do útero, fazendo a nidação, iniciando, então, os outros estágios da embriogênese, que seria a gastrulação. O processo de gastrulação, ele é um processo muito importante uma vez que ele finaliza com a formação dos três folhetos embrionários essenciais para a formação de todos os componentes neste embrião.
Então, essa blástula, ela inicia formação do arquêntero, que, posteriormente, vai dar, vai subdividir aqui e formar a ectoderme, endoderme e a mesoderme. Esses folhetos embrionários iniciam, então, o processo de organogênese, um processo de organogênese vai ser através da formação de todos os três principais tecidos que formam o corpo humano. Então, é um período entre a terceira e oitava semana de fecundação, após a fecundação, que é caracterizada pela diferenciação dos folhetos germinativos para a formação de todos os órgãos humanos.
Então, inicialmente, aqui, na terceira semana, nós temos a neurogênese e a formação de um tecido nervoso inicial através da linha primitiva e da notocorda. Na quarta semana, já inicia-se a formação do sistema circulatório e, aqui, na oitava semana, nós já temos o fim do período embrionário e início do período fetal. Além de todos os componentes fetais mencionados, que vão se desenvolvendo ao longo desses estágios, existem, também, anexos embrionários, que são essenciais para o desenvolvimento desse embrião.
Como o âmnio, o saco vitelínico o córion, o alantoide e o cordão umbilical. Esses anexos, eles favorecem tanto a nutrição do embrião quanto a manutenção e segurança desse embrião em si. Espero que vocês tenham aproveitado a esta aula, espero vocês no nosso próximo vídeo, e tenham bons estudos.