muita gente principalmente quem não é negro diz que Obama não é negro é birracial multirracial mestiço qualquer coisa menos simplesmente negro porque a mãe dele era Branca mas raça não é Biologia raça é sociologia raça não é genótipo ético a raça importa por causa do racismo e o racismo é absurdo porque gira em torno da aparência não do sangue que corre nas suas veias gira em torno do tom da sua pele do formato do seu nariz dos Cachos no seu cabelo Washington e friedric Douglas tinham pais brancos imagines dizendo que não eram negros Olá seja
bem-vindo ao canal chama de leitura no vídeo de hoje a gente vai falar sobre esse livrasso que é americana da autora nigeriana engose artística a gente leu esse livro que eu tô muito feliz porque acho mamanga é uma das minhas autoras contemporâneas favoritas Então foi uma alegria muito grande ele tá no projeto discutir ele com as apoiadores a gente já teve o clube então a discussão foi ótima já tô aqui com a discussão na minha cabeça esse é o primeiro livro da China onda que eu li mas é o último livro dela ficção ele é
o quarto livro dela o terceiro romance e ele é uma publicação de 2013 aqui no Brasil ele saiu pela companhia das letras com tradução da queridíssima Júlia Romeu Júlia Romeu Tá aí traduzindo vários dos livros que eu tenho resenhado aqui Americanas a gente pode dizer que conta a história de uma moça chamada em filme embora também Conte a história do obinze que é o namorado dela aí sem menu é uma jovem nigeriana e essa senhora vai se passar ali mais ou menos pela década de 90 anos 2000 e aí foi lua de uma classe média
baixa enfim e elas tudo em Lagos a gente vai ver que ela conhece o obins E durante o nível médio a gente vai ver ali mais ou menos como é a vidinha deles na Nigéria o obesi no momento ele é um filho de mãe solteira que idealiza os Estados Unidos ele tem que ter a vontade de ir para os Estados Unidos vou baixar aqui O livro é pesadinho e eles iniciam um relacionamento mas eventualmente eles vão se separar porque nessa época aí da década de 90 na verdade já desde um pouco antes mas nessa década
de 90 havia uma série de conflitos políticos a sutura política nigeriana era muito conturbada Então tinha uma série de golpes E aí por causa disso tinha uma série de greves então o que que acontece a efemelu entra na universidade e não tem aula ela não consegue né estudar direito porque não tem aula então eles acabam tomando aí essa decisão de que ela vá fazer a imigração para os Estados Unidos algo que era muito comum naquela época né até a China Amanda fala disso numa entrevista que eu vou mencionar daqui a pouco para quem quer saber
um pouco mais sobre os conflitos nigerianos eu vou deixar aqui não é um vídeo especificamente sobre isso mas a resenha do Meio só amarelo que é um livro da China Amanda que eu amo inclusive Talvez seja meu livro dela Favorito O que que é difícil porque eu amo os livros dela essa classificação aí é bem complicada mas lá eu vou falar um pouquinho porque ali a gente vai ter né esse livro aborda em grande medida o conflito da guerra de Biafra e que envolve uma rivalidade uma oposição entre etnias predominantes na Nigéria que são os
Zig e postagem né então Biafra seria um país uma separação promovida ali majoritariamente pelos ígnes algum tempo depois que a fmilo Vai para os Estados Unidos o obesa vai para Inglaterra ele liga para Inglaterra e a experiência deles de imigração vai ser bem diferente vai ser uma experiência bastante complexa Mas vai ser uma experiência bem diferente então a gente pode dizer que um dos temas principais desse livro é a questão da imigração o título americana diz respeito a uma brincadeira que era feita na Nigéria com as pessoas que imigravam para os Estados Unidos e voltavam
assim ligeiramente afetadas né com o seu inglês transformado em inglês é um idioma que se fala na Nigéria Mas eles usam diferentes sotaque inclusive por eles terem sido colonizados pela Inglaterra né então eles têm um sotaque um pouco diferente que também vai ter Claro suas características mais locais próprias né mas quando existe essa imigração várias dessas pessoas que vão para os Estados Unidos voltam meio tendo assimilado o sotaque norte-americano até porque é muito difícil você falar o inglês diferente nos Estados Unidos e não sofrer discriminação Então as pessoas voltam tendo incorporado não só o sotaque
mas uma de certa visão de mundo certo os hábitos né então eles começam a chamar as pessoas de americana com essa última sílaba estendida e a gente vai ver aí em que medida que aí que é menu volta da sua experiência de imigração porque ela vai voltar para Nigéria transformada em Americana transformada mais ou menos em Americana tem uma entrevista ótima no YouTube que se eu lembrar eu vou deixar linkado aqui no box de informações em que chama Amanda fala um bocado sobre o processo dela de escrita desse livro né E ela vai dizer que
uma coisa que ela queria falar era sobre como para uma certa geração de nigerianos a geração de que ela fez parte por exemplo os Estados Unidos eram uma ideia era uma espécie de objetiva as pessoas idealizavam os Estados Unidos como um lugar onde se obtinha mais opções né onde havia maior Gama de possibilidades ponto de vista existencial e profissional e a China Amanda também falou que ela tinha muito interesse de falar de uma experiência de imigração mais próxima da dela que é essa experiência de imigração de pessoas de classe média que é o caso tanto
da rubize que na hora pessoas que estavam Famintos nem fugindo de guerras fugindo de conflitos eram pessoas que só estavam querendo ter uma educação melhor ou diferente e tomar contato com uma outra cultura ampliar né essa experiência de vida e ter como eu falei mais opções de trabalho porque isso sim de certo modo as opções de vida de caminho era um pouco mais limitadas na Nigéria uma outra coisa que a autora Fala nessa entrevista é o interesse dela no conceito de casa porque ela vai dizer que ela percebe com essa experiência que ela mesma teve
porque ela vamos dizer que assistir Amanda compartilha com a FM de algumas dessas experiências de trânsito né também foi para os Estados Unidos ela começou estudando Medicina na Nigéria mas ela vai para os Estados Unidos e lá ela estuda uma série de coisas ela faz comunicação Ela estuda Ciências Sociais ela faz dois mestrado um inscrito criativa e outro em artes e cultura africana Então ela inclusive vai estudar em algumas das instituições que ela vai escrever aqui no romance né aqui a gente vai ver que o namoro um dos namorados que ele vai ter nos Estados
Unidos estuda em Heil lugar que aproximando estudou aí fêmea Lu recebe uma bolsa de príncipe bolsa que a própria chama Amanda recebeu então achou uma banda Óbvio eu Aproveitou muito aí dessa sua experiência nos Estados Unidos como Imigrante né como patriada para criar esse livro então ela queria muito falar sobre como casa para essa geração de nigerianos é outra coisa né às vezes não é só um lugar é mais de um lugar às vezes é um conceito movente né uma algo de um entre lugar e como ela tinha muitas interesse ela queria Então explorar isso
no romance esse livro é narrado em terceira pessoa e ele é composto por vários capítulos que vão e voltam do tempo ele tem uma série de flashbacks a gente pode até dizer que rola uma oscilação tem vários momentos entre a história da efeme gostar do Bins a história do filme Luas mas nesses flashbacks existe uma cena que sempre volta que é uma cena no salão é uma cena que ela aparece ela surge pela primeira vez no primeiro capítulo do livro que é quando o fêmio vai ao salão de beleza para trançar o seu cabelo já
como preparação no retorno para Nigéria ela fica nos Estados Unidos em torno de 13 anos a FMU e antes de voltar para Nigéria ela decide ir a um salão para trançar os seus cabelos e a gente vai ver essa cena aí voltando o tempo inteiro com ela contando como é que foi a interação ali é um salão de mulheres africanas outras trabalhadoras são africanização de vários países Então a gente vai vendo ali a interlocução entre elas um certo Choque Cultural já ali porque que eu tô falando isso porque esse é um romance que ele pode
muito bem ser definido como também um Roma sobre cabelo né eu tava ouvindo um podcast que infelizmente eu esqueci o título dele se eu lembrar eu vou deixar aqui embaixo também em que um pessoal discute o livro e uma das participantes fala maravilhosamente ela fala America é uma história de imigração amor e cabelo né e é uma definição muito ótima do livro porque o cabelo é uma coisa muito importante em outras entrevistas Ache uma Amanda fala que considera o cabelo a questão política em especial o cabelo da mulher negra e aí a gente tem várias
autoras negras para corroborar essa visão como a Stephanie Borges a de Jamila Pereira agrada quilomba que são mulheres negras que escrevem sobre os seus cabelos e a sua presença as suas experiências com seus cabelos o que que o cabelo é uma questão política porque o cabelo por causa da maneira como as pessoas avaliam o seu cabelo você pode ser julgado uma pessoa limpa ou suja uma pessoa arrumada ou desleixada uma pessoa com dinheiro ou sem dinheiro uma pessoa de postura Profissional ou não uma pessoa alternativa até chama manda briga falando nessa entrevista que você pode
ser considerado um vegetariano que você faz yoga uma pessoa meio alternativa né enfim você pode ser julgado de várias formas pelo cabelo que você tem nesse livro A gente tem inúmeras cenas com cabelo a gente tem mulheres negras trançando o cabelo usando Mega Hair a gente tem a descrição de cabelo de diversas mulheres e a gente vai entendendo o lugar delas na sociedade pela maneira como elas usam esse cabelo tem um determinado momento por exemplo em que é fêmea Lu vai para um trabalho e dizem para ela que ela ficaria mais profissional se ela alisasse
o cabelo e é uma experiência traumática o alisamento desse cabelo que ela vai fazer existe a questão do Black também né você assumir o cabelo crespo mesmo e deixar ele crescer e isso não ser visto como o desleite mas como é que essas coisas são vistas e tem uma experiência também que ela descreve aqui que é porque é sempre descrita como muito incomoda por essas alturas que falam do cabelo que é o da pessoa que quer pegar no seu cabelo nossa como seu cabelo é diferente vai lá e bota a mão no seu cabelo invade
aí esse espaço né como é que isso é recebido pela pessoa então a discussão muito interessante porque ela vai falar do corpo em especial o corpo da mulher negra como esse corpo que está exposto se não a uma violência muito marcante é uma microvilenses Esse é um romance que ele vai tratar muito dessas micro violências esses pequenos atos de racismo eu diria que a chama Amanda faz algo muito grandioso aqui nesse livro que ela não vai só falar de racismo ou da questão da cor da pele ela vai falar de uma percepção diferente como é
diferente ser uma pessoa negra africana nos Estados Unidos não é a mesma coisa de ser uma pessoa negra nascida nos Estados Unidos tendo passado por aquela experiência da Separação né do racismo institucionalizado muito forte que havia lábios as pessoas o nego tinha que sair da calçada ser uma pessoa branca passar se não frequentava gente nas escolas nem os meios transportes públicos era uma coisa horrível Sem contar os diversos de linchamentos né pessoas que eram mortas mesmo de maneira brutal perseguidas não é a mesma coisa quando você vem de fora você é socializado diferente então Esse
é um dos outros assuntos muito importantes do livro que é a socialização da pessoa negra como ela é diferente quando você é um africano você tem país africano e quando você está lá nos Estados Unidos ou num outro país colonizado né acho que a experiência com os Estados Unidos também possa nos levar a pensar um pouco na nossa experiência com o Brasil eu não acho que são diferenças iguais mas são experiências parecidos de certo modo como existe algo que ela até vai chamar aqui num determinado momento de hierarquia racial a gente vai vendo que o
livro ele é grande medida muito sobre a percepção da própria identidade a efemelô enquanto africana as identidade que ela reconhecia eram ela era hígido ela era da etnia Igor e ela era Cristã as identidade que ela conhecia na Nigéria eram os eurobaias os Raul sais os muçulmanos né as pessoas que processavam as férias locais era isso que ela conhecia quando ela vai para os Estados Unidos ela descobre que ela não é em Uruguai crist é preta né ela vai descobrir que lá ela é lida de uma outra maneira que o inglês que ela fala inclusive
é um inglês considerado equivocado pelos norte-americanos ela vai descobrir que os norte-americanos leem também as pessoas de maneira diferente da dela ela vai descobrir por exemplo que judeus certos europeus pessoas latinas lá não são brancos que ela como nigeriana lê como brancos lá ela vai descobrir que isso isso é todo na outra Gama racial né então ela vai percebendo que o conceito de identidade também é envolvente dependendo de onde você tá E aí é algo muito interessante que a chimar onda faz é que ela estabelece um contraste dessas visões de mundo em especial pela experiência
que ela tem né então a Nigéria e os Estados Unidos então o que que significa ser machista uma sociedade patriarcal na Nigéria e nos Estados Unidos o que é ser mulher na Nigéria nos Estados Unidos Quais são os padrões de beleza na Nigéria para mulheres na Nigéria e nos Estados Unidos é tudo muito diferente como conservadorismo se manifesta da Nigéria nos Estados Unidos então ela vai mostrando que as percepções de mundo são diferentes mas algo que ela faz que eu acho que é importantíssimo né E aqui vão entrar questões muito importantes na Constituição do indivíduo
né a própria organização da família O que se entende por saúde mental ela tira os Estados Unidos já hierarquia né do Alto do topo da hierarquia como se fosse a única referência possível é quase como se ela tivesse dizendo que para tratar desses assuntos sérios a gente não pode levar só os Estados Unidos como referência a gente precisa dizer hierarquizar né então a gente tem outros olhares né E esses olhares na medida do possível ela vai trazendo não só o olhar nigeriano mas o olhar de todas essas outras pessoas que vão se encontrando pelo caminho
dos personagens né então personagens que são de outros países africanos personagens que são de outros países de fora da África tem um pedaço da página 135 eu gosto muito porque enfermeiro chegou dos Estados Unidos foi recepcionada por uma amiga dela que já chegou lá antes dela e essa amiga tá fazendo ali uma apresentação cultural né e uma introdução de questãos culturais para efemillus são ótimos diálogos ela vai dizer assim começa com a amiga da ifmu falando com ela e você sabia que mestiço aqui é uma palavra feia no primeiro ano da faculdade eu estava contando
para uns amigos meus sobre como fui votada a menina mais bonita da escola do meu país lembra não devia ter ganhado era zainabi foi só porque sou mestiça isso foi mais forte ainda que você vai ouvir umas merdas dos brancos daqui que eu não ouço mas então eu estava contando sobre como era lá na Nigéria e sobre como todos os meninos ficavam atrás de mim porque eu era mestiça e Elas disseram que eu estava me insultando por isso agora que sou birracial e devo me sentir ofendida quando alguém fala em mestiça eu conheci muita gente
aqui já mãe é branca e eles são tão cheios de problema e eu não sabia nem que deveria ter problemas até vir para os Estados Unidos sinceramente Se alguém quiser criar filhos birraciais é melhor fazer isso na Nigéria mas adiante ela fala assim sabe que tem o tipo de corpo que eles gostam aqui não é Como assim você é magra e tem peito grande eu não sou magra sou esguia os americanos dizem magra aqui ser magra é uma coisa boa é por isso que você parou de comer sua bunda sumiu sempre quis ter uma bunda
igual a sua de Lu sabia que eu comecei a perder peso assim que vir para cá cheguei perto até da anorexia os meninos da minha escola me chamaram de porca você sabe como na Nigéria quando alguém comenta que você perdeu o peso é uma coisa ruim aqui se alguém diz que você perdeu peso eu preciso agradecer é diferente aqui só isso de sidneyka com certa melancolia como se ela também fosse nova nos Estados Unidos acho que no mundo consegue algo muito difícil aqui que é tratar de muitos assuntos muitas questões que são questões importantes do
ponto de vista político social e cultural pessoas relacionadas a feminismo racismo xenofobia discriminação racial desigualdade social e ela não é panfletada isso é muito difícil que ela consegue fazer aqui ela faz muito bem assim a gente estava brincando no clube que ela ela trata de muitos assuntos candentes sem deixar a peteca da literatura cair em uma das coisas eu acho que um dos recursos que funciona bem para ela conseguir introduzir esses assuntos é que a efemego vai querer um blog né como a fêmea chega no início dos anos 2000 nos Estados Unidos ela vai criar
um blog onde ela vai falar aí dessas diferenças o blog dela ele é impressões sobre raça de uma pessoa negra não Americana em grande medida também avaliando aí os negros americanos como é que a coisa funciona lá então a gente pode dizer que tem um distanciamento não tendo sido ela socializada como uma negra A família americana com todo esse ranço do histórico muito triste de um grupo que foi inferiorizado de maneira muito pesada ela não tem esse ressentimento ela pode ter outros ressentimentos mas não esses especificamente Então ela consegue ter um distanciamento e falar certas
coisas com menos desenvolvimento né com uma certa objetividade inclusive porque não pega mal ela falar porque se fosse um Progressista norte-americano falando isso ia ser uma Faísca para brigas ou rendas Inclusive a gente vai ver aqui alguns desses embates de entre progressistas e anti-racistas negros nos Estados Unidos muito molhado desse olhar de uma pessoa que se considera meio tanto quanto a ler por mais que ela seja preta também pouco alheia porque não é ela não entende exatamente da mesma maneira eu separei um trechinho da página 202 que é um trecho do blog dela onde ela
vai falar daquilo que eu citei que a hierarquia racial ela vai dizer entenda na hierarquia das raças dos Estados Unidos os judeus são brancos mas fica um degrau abaixo dos brancos era um pouco confuso porque eu conheci uma menina de cabelo cor de palhaçadas sabiam Quem era judeu como minha colega sabia que aquele homem era judeu Li em algum lugar que as faculdades Americanas costumavam perguntar aos candidatos qual era o sobrenome de sua mãe para ter certeza de que não eram judeus porque não os aceitável era assim que você sabia Pelo sobrenome das pessoas quanto
mais tempo você passar aqui mais vai entender então essa questão de que para ela né muita gente que ela lia como branca na verdade é uma série de etnias raças diferentes dentro dos Estados Unidos em relação a essa questão da construção do livro e de como ela não deixa a peteca da literatura cair né O livro é literalmente muito bem construído a gente tem que dar assim todos os créditos astima mandam como uma grande consultora de personagens e de arco de personagem como os personagens dela são lançados ela vai falar de personagens conservadores e progressistas
tanto na Nigéria quanto dos Estados Unidos a gente vai ver aqui o Branco Salvador esquerda macho aquela pessoa que tenta ser africanizar mas que na verdade ela faz ali o aspecto fertilização da África que mistura um monte de Cultura direito sem saber né Ela traz muitas questões verossímens Várias cenas que ela narra aqui no livro eu lembro de algo devia ter visto algo parecido seja em conversas com pessoas ou situações corriqueiras o ambiente acadêmico né que a gente chamando até por ser filha de professores universitários ela tem muito esse olhar para o para cultura acadêmica
a gente vê isso nos outros livros dela também e ela ainda constrói uma história de amor magnética né acho uma Amanda tem essa coisa que os livros dela vão ter casal e vai ter aquelas pessoas apaixonado com a paixonite que quase meio louca é uma história magnética as pessoas não são perfeitas elas fazem merdas elas cometem seus erros não suas mancadas a enfermuda não é perfeita nem obenzi eles têm os seus problemas mas eles são pessoas muito diferentes também eu acho muito interessante sobre esse amor entre duas pessoas que são diferentes valorizam coisas diferentes querem
coisas diferentes como é que o atrito e o encontro acontece ali é tudo muito interessante o modo como ela constrói sem contar que é um texto muito fluido muito gostoso de se ler aquele precisa devora Apesar dele ser enorme ele tem quase 520 páginas ele é um livro que você lê com muita facilidade o que nos traz de volta a Ferrante né a nossa curadora quem teria indicado o livro A princípio na lista do Book Shop Org a Ferrante ela é essa escritor também né então a gente vê que a tetralogia na poltrona é exatamente
isso é um livro delicioso de ler você devora Eu acho que o livro dela assim mais difícil do ponto de existir até o primeiro depois ela entra nessa coisa escrita gostosinha e fluida mas com profundidade com um olhar pra questões de gêneros sociais políticas culturais que é sempre aprofundada é muito complexo não tem resposta fácil pronta não tem sair apontamento de saída necessariamente é sempre aquela coisa assim a conjuntura é sempre densa as questões são complicadas a gente vai ver que esse livro aqui é um livro que fala muito de uma certa dificuldade de contato
com o outro de maneira geral contato entre povos africanos não é fácil da maneira como ele é descrito aqui a gente vê que um preconceito não só entre as etnias dentro de um país mas de um país para o outro então é tudo muito difícil né esse contato com outro alteridade ele não passa sem algum ruído né o livro de certo modo tá nos falando disso então tem tudo a ver com a Ferrante esse olhar complexo com um texto gostoso e claro Esse olhar que não é eurocentado me parece até pelas indicações que a Helena
Fernandes fez em especial nessa lista do Book Shop que ela tá muito interessada em histórias sobre outros lugares outras culturas não por acaso ela fala ela indica autoras turcas autoras africanas ela indicar Nossa Clarice aqui autora brasileira né sul-americana então e assim não venham dizer que é com crânio ela não tá ela nasceu na Ucrânia mas a Clarice autor brasileira Então ela tem interesse também de sair dessa coisa só do Norte Global do Ocidente que é importantíssimo né então fica aí a indicação desse livro maravilhoso eu aproveito para indicar eu vou deixar linkadas as resenhas
dos outros livros mamando agora a gente finalmente tem resenhados aqui no canal todos os livros de ficção da chamada eu só não não resenhei os livros aqueles livres os ensaios né sobre a história única ou educar crianças feministas e tudo mais esses eu não resenhei e vou deixar também algumas indicações dessas histórias de imigrantes que eu acho interessantíssimas né aqui no canal eu já resenhei o a idiota daí ele mata o mano já resenha o coração azedo da Jane zangue são autora jovens também autoras com experiência de imigração nos Estados Unidos uma de família turca
outras famílias chinesa tem as outras autoras africanas como a iagias e eu vou deixar tudo isso aqui vou fazer uma listinha aqui embaixo de autores que falam dessa experiência de migração autoras principalmente para quem se interessar por esse assunto E aí me digam quem acompanhou quem já tinha lido o livro né estima Manda uma autora muito querida quem já leu que ele pro projeto que é que achou se quiser trocar figurinha aqui com a gente fique muito seja muito bem-vindo fique à vontade e muito obrigada sempre pela companhia Muito obrigado pelas apoiadores e membros de
trabalho Um beijo grande até a próxima tchau [Música]