acelerar um pouquinho então acelerar para um e-mail bora vamos lá olha isso a gente vai fazer o seguinte tá Eduardo bolsonaro celebrou o papel de precursor da pregação de Olavo de Carvalho mais de uma vez ele era uma inspiração e sem ele Jair bolsonaro não existiria você pode até duvidar Mas é isso mesmo que proponho não faz muito sentido para entender a ascensão da direita analisar a obra do Olavo de Carvalho em sua pretensão filosófica contudo enquanto um sistema de crenças a contribuição do Olavo de Carvalho é simplesmente Fundamental e não pode ser ignorada caso
contrário dificilmente entenderemos o Brasil Contemporâneo especialmente a fidelidade canina ao bolsonarismo mesmo diante das evidências Claras do seu fracasso bom Como você já deve ter visto em algum local desta tela o tema do vídeo de hoje é guerra cultural retórica do ódio ou mentalidade de seita meu pai entra com uma Providência senhor pois é virilha você tá vendo né eu queria estar fazendo o quê discutindo a recepção de rede ou pelos franceses Como que o cogévi ensinou pro Sartre pro laka esse monte de povoar né em consequência para o frango mas não eu vou aqui
discutir O Olavo de Carvalho e se você sente pena de mim menina imagina o que a gente precisa sentindo o professor João César de Castro Rocha né um dos maiores intelectuais que a gente tem no Brasil crítico literário e professor titular da UFRJ que dedicou esses últimos anos todos há um estudo sistemático o discurso redução discursiva a mentalidade do bolsonaroismo ou nas palavras dele ele faz uma etnografia do pensamento bolsonarista hoje a gente discute o livro que dá título ao vídeo Guerra cultural e retórica do ódio né crônicas para o Brasil pós político a gente
vai discutir o capítulo 1 A Ascensão da direita e o sistema de crenças Olavo de Carvalho é um elemento muito interessante que é um negócio muito [ __ ] e a pensar que a direita vive acusando a esquerda o tempo todo de estar fazendo guerra cultural é muito louco né porque vários setores da esquerda sempre historicamente tentaram rebater isso não não não guerra cultural não a gente não faz nada disso não existe e tal porque na verdade quem tá fazendo guerra cultural nesse processo são justamente os olavistas né Vale contar para vocês esse livro é
de 2021 é sem sombra de dúvida Uma das peças chave pra gente pensar é bolsonarismo e essa essa lógica de seita né na verdade tem lógica nenhuma essa mentalidade de seita e esse discurso que se enraizou na nossa sociedade E qual vai ser o nosso trabalho né para desenrarizá-lo para cortar o mal na raiz os demais capítulos da obra São Capítulo 2 a guerra cultural bolsonaroista Capítulo 3 doutrina de segurança nacional ou orvil Capítulo 4 rumo a estação Brasília e a conclusão dissonância cognitiva e verdade faccual tem também um poço escrito 2021 o que será
o amanhã e um pós-passo chamado da urgência do agora a caracterização do agora o momento etnográfico de João César de Castro Rocha eu digo que esse é um dos estudos né uma das obras que a intelectualidade de ponta no Brasil está produzindo mais eficientes porque é um estudo detalhadíssimo né quando a gente pensa nessa etnografia em documentar como um povo acredita no que acredita de que forma acredita como um discurso se torna hegemônico para um povo Quais são os reflexos desse discurso de onde ele vem o que ele pretende eu não conheço obra mais completa
também o meu ponto de vista eu vou dizer é uma obra prima e é interessante né porque é uma perspectiva que muitas vezes capturada por um senso meio comum para entender quais são essas dimensões etnográficas nessas dimensões ideológicas que o bolsonarismo fala como que ele Opera ideologicamente para pegar essas minutos eu acho isso bem mais interessante e o professor João César preparou uma obra que tem mais de 500 notas de rodapé então menina assim bibliografia para dar e vender aqui na descrição do vídeo hoje além do livro eu vou deixar uma série de textos citados
pelo professor outros que eu vou adicionar é mas também uma aula do professor João César é de mais ou menos três horas são dois vídeos Parte 1 Parte 2 no qual Ele explica o empreendimento dessa obra você pode ir lá também depois E aí vale contar pra vocês que o capítulo 1 ele vai dar página 31 a página 107 Então são mais de 70 páginas de Capítulo 1 é em um vídeo de vinte e poucos minutos a gente vai fazer alguma coisa né uma das diretrizes que o professor João César acredita que é necessária para
a gente derrotar o é sair da caricatura para caracterização né é o vídeo de hoje eu não pretendo fazer uma caricatura Vou tentar trabalhar em detalhe com alguma menúncia mas aqui é permitida no vídeo de 20 minutos por isso eu acho interessante essa perspectiva de observar essa necessidade de caracterização para a gente poder entender as minúcias e as análises culturais do que que é o fenômeno bolsonarista né a gente poder capturar e fazer uma análise mais aprofundada desse processo tá ligado é isso recomendo a leitura por isso recomendo que você faça a sua lição de
casa é na nossa tarefa pelos próximos quatro anos de desalojar bolsonarismo da nossa sociedade o professor João César faz o uso de uma música de heavy metal ele faz uso e marchinha de carnaval ele faz uso de um rap de direita né o pack deve estar tendo um infarto agora mas enfim o rap foi essa linguagem foi apropriada Pela extrema-direita bolsola Vista né Essa mistura de bolsonaro com olavismo que são indissociáveis é impossível pensar bolsonarismo sem o trabalho que o Olavo de Carvalho veio fazer em mim é dele morreu aí morreu morreu agora agorinha agorinha
que rolava de Carvalho que delícia né [ __ ] que delícia Que delícia ela estava fazendo desde os anos 90 de impetrar no discurso social uma bibliografia reacionária conservadora de extrema direita e a formação midiática de quadros né que reproduzem uma lógica discursiva aqui chamada de retórica do ódio Então eu vou deixar de recomendação é peço que vocês Leiam a letra tá não vai dar viu para os nossos inimigos porque eles trabalham com algoritmo né Quanto mais viu Tem melhor a situação deles Davi para os nossos Aliados correto ouviu ouviu eu tô falando com você
hein estamos de olho então eu vou deixar sites para você ler a letra do rap e do heavy metal ou la vistas aqui vou ler um trechinho com vocês Esse rap se chama o velho Olavo tem razão e ele é do Luiz visitante acompanhei só vocês vão cair dura eu já disse que essa é a cabeça desses filhas eu já falei 20 anos atrás não há saco para isso é muita burrice levam muito tempo para entender o óbvio não dá esse trechinho é uma fala do próprio Olavo e tá presente no videoclipe do rap que
eu tô mencionando aqui para vocês é importante que vocês entendam o professor João César diz é de um subgênero Olavo tem razão esse meu Deus que pesadelo um subgênero da cultura chamado Olavo tem razão eu fiquei até curioso para ver como é que é esse Rap Nossa como é que será que é vamos ver ô desculpa Rita não vai dar meu Deus ah Seis anos já deu uma meu Deus que que é isso meu Deus do céu um pedacinho vamos ver se esquece a cabeça desse filha da [ __ ] Eu já avisei 20 anos
atrás não é saco para isso é muita burrice leva muito tempo para entender o Óbvio [ __ ] não dá errado criminoso não tem cor não tem classe social o mundo te dá escolha trilha pelo bem ou mal não dá não dá não dá não dá Nossa não não meu Deus velho pelo amor de Deus mano não dá velho simplesmente intacável slogan que vai aparecer para grande mídia para o grande público ali em 2015 e 16 né durante os protestos contra a presidenta Dilma durante os pedidos de impeachment e que vão se proliferar no discurso
público virar estampa de camiseta etc O interessante é o seguinte as ideias de Olavo de Carvalho São apresentadas numa série de clichês a letra da canção é antes uma síntese apressada dos princípios defendidos pela Nova direita no debate público nega-se o racismo louva-se o velho testamento ataca-se o comunismo denuncia se a doutrinação das escolas Talvez o feminismo anuncia se o caos eventual com uma possível legalização da maconha celebra-se o empreendedorismo nega-se o conflito de classes ao veja se Paulo Freire é uma enciclopédia do reacionalismo que chegou ao poder em 2018 agora o heavy metal né
Olavo tem razão é falta um pouco de criatividade né mas enfim acompanhar a letra ler Carta Capital gostar de Marginal é pré-requisito para ser intelectual para que ficar sentado que nem burro esperando se bem aí do seu lado tem alguém que está esquerdando e nas palavras cara eu queria muito ver um encontro desse rapper Olá vinho com o dom l com Rashid com Mano Brown com Mano Brown deve ser uma experiência única o professor João César o anti intelectualismo é a marca d'água do sistema de crenças ao lado de Carvalho e é uma característica bem
fascista é muito louco né porque eu fascismo ele é muito marcado pela ínte intelectualidade né por essa Periferia bem negacionista para um negócio que Beira até um certo misticismo o próprio nazismo é nosso nazismo tinha muitas características disso a parada de constelação familiar ciência que era uma bruta nessa época ganharam muita coisa e o ressentimento que o move anda tão à Flor da Pele Que tornaria constrangedor qualquer esboço de análise psicológica para você que não sabe é o Olavo de Carvalho Ele sempre foi uma figura abjeta a filosofia quando a gente pensa na intelectualidade brasileira
o pensado Será que posso chamar de pensamento a produção do Olavo de Carvalho porque também não dá para chamar de obra e isso não sou eu que estou dizendo é outro intelectual brasileiro que diz é a obra Olá vista é um conjunto de textos amontoado de texto Mas enfim voltado Você tá sendo muito gente eu ainda Dona Rita amontoado não eu diria que é um monte de cocô é isso a obra de Olavo de Carvalho é uma obra de cocô porque o Olavo de Carvalho tá produzindo desde os anos 90 com uma trilogia A gente
vai falar disso logo é a tentativa de algo que se almeja filosofia não é nunca foi reconhecido como acadêmicamente não produz nada não pode ser lido pelos pares não se Abstrai daí coisa alguma e acúmulo de nada sobre nadas é um conjunto de argumento a de homem nem que busca ofender a pessoa sobre quem fala Teoria da Conspiração e citações absurdas né na maioria das vezes de coisas que eu lavo não leu ele mesmo assume isso vamos ao próprio Olavo né nas palavras do guru extrema direita brasileira tem um livro de um repórter Holandês em
que ele dá lá uma informação que eu ainda vou verificar entre outras inúmeras informações úteis o cara se chama Robin de ruinter eu não sei ler eu só sei dele através de menções que foram feitas em outros livros entre outras informações que ele dá ele dá uma que eu vou investigar mas que me parece verdadeira pelo contexto ali gente vamos mudar só a minha câmera para esse lado e me diminuir para vocês conseguirem ver as imagens e o ti também tá eu já estou rindo deve se prepara eu joguei várias fake News e joguei verdadeiras
também era minha estratégia de jogo e cada notificações estratégia de jogo ele diz o seguinte a edição é muito boa Beatles eram semi-analfabetos em música eles mal sabiam tocar violão Quem compôs as canções dele foi o teodorador quer dizer assim vamos juntos agora um pouquinho os Beatles não sabiam tocar violão não é João Gilberto né não é mesma coisa da Bossa Nova É rock britânico do início do século XX meados do século vi então não tem mesmo violão tem coisa da guitarra e o Adorno tem escrito assim não sei exatamente não tem maior cara de
roubar brisa do [ __ ] [ __ ] não tem como o adoro não tem maior cara de chato chato velho o cara tem cara de chato é isso cara de chato entrou de que eu vou para como que ele escreveria como que ele escreveria as músicas do Beatles velho mostrar o absurdo disco o teu Adorador não era aquele teu primo e vem te visitar da cidade longínqua e você é obrigado a levar ele no rolê e essa é a segunda vez que eu faço essa piada E aí você é obrigado a levar ele no
rolê porque ele é maior chato você não quer levar ele no rolê obrigado porque a cultura etc você leva seus amigos Aqui começa ali e aí o teu primo Theodoro resolve fazer uma piada E aí ninguém ri todo mundo fica meio sem graça eu constrangido falar pô é a cerveja né Tem uma cerveja é isso basicamente é isso aí a dor do escreveu as canções dos Beatles moda Você é maluca com todo respeito mas se não aparecer absurdo para você fico a gente fez um vídeo sobre Adorno né chamado a dor da indústria da cultura
tem uma série de materiais que a gente produziu não faz muito ainda que um curso que tá acontecendo na USP um curso curto sobre a crítica de cultura doniana é vou deixar as informações também é aqui embaixo tem um vídeo a gente fez aqui no canal do Centenário do Raimundo Williams é esse é importante intelectual que eu sempre sinto é referência nos meus estudos que Funda os estudos de cultura na Inglaterra e nesse vídeo do Ramon Williams eu volto para um texto chave dele é a palavra-chave e vou através do [ __ ] esse livro
é [ __ ] esse livro é muito legal muito legal Maria Elisa sevasco que foi minha professora né meu anjo de luz eu vou falar uma coisa que que essa geração de intelectuais que tá lá na Inglaterra eles têm como foco formar socialistas formar quadros de esquerda não quero que era possível naquele momento de algum jeito é o que o Olavo de Carvalho e essa geração da Juventude dos anos 90 que ele vai formar estão fazendo é mais ou menos isso a gente tem que pensar o seguinte então cultura é política do Roberto shivartes né
é o ensaio que está presente neste aqui o pai de família e outros ensaios ó esse aqui então na página 70 quando começa a cultura e política de 64 a 69 Roberto foi talvez o maior crítico de cultura que a gente teve no Brasil Esse é o Antônio Cândido também mas sou mais do que do Roberto enfim ele vai dizer que havia uma hegemonia de esquerda no pensamento brasileiro até os anos 60 Mas a partir do golpe civil militar na Empresarial militar no Brasil 64 a gente começa que a formação também de uma hegemonia de
pensamento de esquerda em quem deseja resistir a ditadura em quem deseja combater em quem almeja o seu fim entender é que o Brasil possa se configurar como um cenário democrático o que acontece lá para cá é que agora por exemplo depois eu volto ele para o lugar dele a gente vive uma hegemonia do pensamento de direita não é muito possível debater normalmente sem esperar agressão e isso é típico da retórica do ódio gênero discutir sexualidade pensar etnia pensar religiosidade a ideia de que o outro é um inimigo e vai ser apagado que é o demônio
vai ser exorcizado no vídeo passado a gente colocou um trecho de um senhor que faz menção ao antigo testamento de que Deus mandou um cara entrar num Vilarejo e matar todo mundo transpassar a barriga de mulheres grávidas faz espada porque quem estava ali era o filho do demônio não é desse estranhar que alguns setores que se chamam né o Pentecostais né que se dizem evangélicos que estejam tão aderidos ao bolsonarismo né sejam fundantes do bolsonaroismo o livro do Edir Macedo não se chama projeto de poder ele não vai fazer quase uma leitura do número de
evangélicos no Brasil e como esse número pode ser manobrado para chegar ao poder apareceu aqui na tela é plano de poder né Falei projeto Mas enfim sinônimos esse vídeo se chama guerra cultural e eu tô tentando mostrar que essa guerra está sendo travada no nosso país há muito tempo né Eu acho essa uma observação muito boa né é muito muito bom ouvir tá falar e eu acho que é uma dinâmica mesmo de como a gente observa o processo das contradições se desdobrando né no cenário político brasileiro dos anos recentes sobretudo porque eu acho que existe
um recentemente cultural a partir de um dado momento em que você tem uma crise econômica que atinge todas as pessoas e existe uma adesão muito grande ao discurso reacionário como um instrumento ideológico que propõe a solução dos problemas que a classe trabalhadora está enfrentando né Acho que esse empobrecimento ele acaba pegando esses elementos culturais históricos que a gente do passado e ele vai se tornando esse eixo fundamental de reprodução então nos anos entre produtos do PT né a gente viu uma ascensão econômica minimamente ali dos filhos da classe trabalhadora né de mulheres negras a gente
viu o bolsa família a gente viu uma série de políticas públicas que conseguiram alavancar essas questões né a gente viu também a evolução em várias pautas que era um pautas consideradas como pauta de minorias sociais né com as pautas LGBT as pautas feminista Paulo tá racial E aí eu acho que isso cria né um motor de descontentamento ideológicos não é pela natureza histórica do Brasil como se o Brasil fosse historicamente naturalmente assista o machista né não é isso né mas o processo de formação histórico do Brasil Ali ser só seu processo ideológico essas dinâmicas de
funcionamento e cria esse cenário de minoria e as oprimem como um elemento de constatação e de propagação da dominação da ordem pô a partir do momento que essa ordem sofre um primeiro chacoalhão essa ideologia inevitavelmente te coloca para esse campo que te ajuda ficar melhor a realidade que te ajuda a pegar essa herança histórica e reforçar ela como um argumento para poder explicar essas questões que estão aparecendo é mais ou menos Como opera a ideologia reacionária né ela Visa A partir dessa montagem e dílica de um passado né de um passado glorioso que tudo funcionava
você produziu um sentido que as pessoas entendam que há não os grupos que agora estão ganhando destaque são um problema antes a nossa vida era muito boa aí o PT entrou e acabou mais ou menos isso isso opera discursivamente outros exemplos né Para a gente pode ver por exemplo que o fim da guerra fria com a queda da União Soviética para os Estados Unidos tiveram que mudar essa linha discursiva né eles precisaram criar um outro elemento ideológico que pudesse suprimir a antiga retórica de combate ao comunismo ganhou muita força nos anos 80 quem que foi
essa linha ideológica o terror o terrorismo né foi essa perspectiva do Terror no Oriente Médio que começa já nos anos 90 né com a guerra do Kuwait que vai se estender com a ação dos grupos terroristas em Nova York um ataque ao estacionamento do WTC 96 eu acho se eu não me engano vários eventos que vão acontecendo E aí a gente tem como o auge desse discurso ideológico o próprio 11 de setembro né como 11 de setembro vai ser utilizado pelo Bosch para falar mesmo né que os americanos estavam em uma cruzada uma cruzada ele
fala isso Yahoo Ana cruiseide para você Buff né jogar aquela torta de ideologia na cara da pessoa [ __ ] tá doido velho e é isso né sempre a produção desse novo sentido é realmente a criação de uma guerra cultural e a guerra cultural no cinema na música em várias áreas muitas áreas né e eu acho que o lavismo entendeu isso e quando ele fica falando sobre a existência de uma cultura subversiva etc é isso que ele tá fazendo ele tá criando um eixo de cultura do que é entendido como normal bom e do que
aquilo que é ruim negativo que jogou a gente nesse buraco né a guerra cultural Isso é uma guerra cultural ao ler um livro Eu espero que você consiga é ver isso da forma muito detalhada na excelência do pensamento Professor João César guerra cultural não é uma intenção bolsonarista ela não começa agora se a gente tá pensando em guerra cultural dá para voltar para os séculos 16 17 na Europa dá para voltar para o século 19 na Alemanha o processo de unificação da Alemanha acontece através de uma guerra cultural essa Alemanha que será unificada será uma
Alemanha mais laicizada menos religiosa ou mais religiosa ali no final das contas é uma disputa das classes dominantes né no processo de formação de uma herança cultural que possa ser criada e transmitida para gerações futuras né porque é isso é a cultura ela também precisa carregar elementos que legitimem a posição das classes dominantes E aí essa cultura precisa ser imprimida e aplicada para todas as pessoas sobre todas as circunstâncias de todas as formas para naturalizar a dominância né Eu acho que esse é o ponto fundamental é a naturalização porque esse bagulho é cultural [ __
] rapaz é muito difícil mudar isso né É muito difícil pensar é uma cultura que seja alternativa que não vai sofrer ataques né que não vai sofrer visões etnocêntrica sabe visões que criminalizam aquela cultura vamos ver por exemplo né o rap o samba o carnaval de rua como exemplos de demonstração de expressão da cultura Negra periférica do Brasil movimentos criminalizados o funk criminalizado absolutamente relacionado você não pode deixar que exista uma forma de expressão cultural seja divergente da expressão cultural dominante porque se você deixar isso acaba criando um caminho né de criação de sentimento de
pertencimento para grupos que são dominados né E aí você pôs Você pode ter um problema né reivindicar isso né eles têm Então mercantilizar esse processo e tá acontecendo uma guerra cultural como a gente entende o ter também vou deixar dois textos do Professor Eduardo Wolf né Ele é doutor em filosofia pela USP trabalha com crítica de arte e arte no geral é dois textos dele né que o professor João César cita no livro que são a luta pela alma do Brasil de 2018 plágio Politicamente correto e paranoia de bolsonaro de 2019 é tô dizendo isso
porque ler o Eduardo Wolf não usar no caso dos Estados Unidos é uma nação que essa herança calvinista que ela tem muito grande dessa perspectiva de predestinação é um negócio que pega muito ela né porque ela a nação estadunidense sempre se viu no direito de poder se expandir para levar a democracia e a liberdade para todos os lugares é uma perspectiva de Missão Divina mesmo mesmo eles realmente acham isso né Melhor exemplo disso é o Destino Manifesto essa ideia de que eles levariam a luz o progresso eles levam todas essas coisas né E aí eles
promovem né a criação Cultural de elementos divergentes como Os Comunistas os terroristas qualquer coisa assim e aí eles ficam basicamente esse retrolimentando disso né é uma nação que nasce da Guerra Ela nasce do fomento dessa ideia de que é uma nação escolhida isso ela é escolhida ela se entende como esse epicentro do mundo né Essa Roma da modernidade é uma parada bem assim ah vou deixar dois vídeos dele aqui também pra casa do nos ajuda a pensar guerra Cultural de forma muito abreviada a gente faz o uso desse termo ali mais ou menos na acepção
estadunidense da coisa então o trump ele foi chamado de o presidente que lutou a guerra cultural lá nos Estados Unidos desde os anos 60 com os movimentos de contracultura nos Estados Unidos a gente tá vendo se formar uma guerra cultural a juventude Negra os Pantera Negra estavam se organizando politicamente isso era uma guerra cultural as feministas as LGBT os trabalhadores estavam se organizando então quando a gente pensa etnia gênero sexualidade religiosidade a gente tá falando dessa acepção que a gente usa para guerra cultural Talvez o Ponto Central de olhar para essa guerra nos Estados Unidos
né bom dá para pensar na literatura como isso aparece no Alan guinzberg no Jack Cara eu já fiz até um vídeo aqui no tempero falando um pouco deles depois eu lembro qual vídeo que aí boto aqui mas em 1989 vai ter uma exposição do Robert Maple ele já estava morto né ele já tinha falecido uma exposição em homenagem a ele e o assunto produção é a homossexualidade masculina é e é uma exposição fotográfica e tem muitas fotos retratos que tem crianças eu não sei se você tá lembrando de alguma coisa aqui no Brasil do queer
Museu do Pânico moral do washingalhamento que o Wagner Schwartz vai sofrer por causa da obra dele que tem a nudez de um homem e que uma criança tocou que quer que Aliás era amiga né a mãe era amiga dele que tocou no pé dele durante a performance né lá no sul do Brasil não é um acaso tentar entender como essa guerra cultural se anuncia se pronuncia agora que a gente vai ter a necessidade em 2018 de eleger um fascista através de uma guerra cultural a guerra cultural move paixões ela é fundamental para entender o pensamento
bolsonarista mas mas em especial eu tô chegando na retórica do ódio essa ideia de deslizar o outro de atacar o outro e de torná-lo apagável o Wagner fatos é um exemplo e a Renata Carvalho também que teve a sua peça do Evangelho Segundo Jesus Cristo rainha do céu censurada que foi ameaçada de morte que foi perseguida é realmente uma guerra cultural gente né é isso você cria elementos de divergência que são absolutamente incontornáveis né é isso velho pô muito bom porque ela é uma travesti falando de Jesus aqui a gente tá vendo guerra cultural acontecer
e aí a gente tem na figura do Olavo de Carvalho né a principal pessoa figura aparelho ideológico se você quiser chamar assim é de divulgação dessa retórica do ódio que ela é importante inclusive para formar o bolsonaro é impossível pensar bolsonaro sem a retórica do ódio eu acho que isso levanta um outro ponto importante que é o seguinte para a gente poder pensar na construção do socialismo é preciso que a gente também pense em outras formas de construir uma nova cultura uma cultura proletária uma moral proletária por isso que é importante que a gente Leia
vários temas que são atravessados pela lente do Marxismo né como feminismo marxista uma luta racista marxista com os inscritos do fano mal comex né a gente tem esses vários exemplos do Clovis Moura da colôntai da clarazething da lélia Gonzales pô tem muita referência para isso é fundamental a gente se apropriar dessa leitura tanto para a gente primeiro né não permitir com que essas leituras caiam em Chaves de análises utilizadas pelos liberais né pois isso acontece muito né isso acontece muito que é você pegar essa perspectiva e entender a partir do viés de análise Liberal meritocrático
né é uma perspectiva bem capturada e também não deixar ela cair num campo de análise que seja um campo que não há envolva com elementos que possam derrubar essas operações de forma estrutural que são leituras feitas a partir da intersecção dessas questões com a luta de classes que é o elemento fundamental desse processo né quando a gente fala de luta de classes a gente tá falando de luta de classes de vários setores Diferentes né a classe trabalhadora homogênea né ela tem um elemento incomum até uma centralidade em comum existem determinados segmentos que têm determinadas necessidades
né que tem determinadas questões né então a leitura disso precisa ser a curada A partir dessa linha velho essa linha é isso vire passado né eu conto do primeiro discurso depois de eleito do bolsonaro na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos em Washington que ele tem o bolsonaro troquei a Fagner que ele tem o Olavo de Carvalho do seu lado direito eu estive banana do esquerdo né estava envolvido com rachadinha então de um lado imagina velho os dois maiores pensadores de guerra cultural o cara que é responsável pela retórica do ódio no Brasil do outro
cara que era responsável por rachadinho retórica do ódio nos Estados Unidos é a síntese do bolsonaro vamos a ela em si ela também não é uma invenção holavista tá ela não foi inventada pelo Olavo de Carvalho dá para voltar para 1908 com o texto de um Sindicalista francês o Jorge sorrelli que é reflexões Surf navio Lemes que é reflexões sobre a violência nesse texto o surreal vai tentar justificar um tipo de violência que vai ser apropriada pelo Mussolini tá pelos fascistas na Itália aliás né como não existe coincidência No processo histórico mas existe o lastreamento
de como essas ideias vão passando como a materialidade de cada de cada região Como a crise do Capital vai produzindo A Ascensão e a Adesão dessas ideias Olha que curioso tem razão não foi inventado aqui no Brasil na Itália havia um dizer entoado né pela massa fascista pelas hordas de pessoas fascistizadas que o Mussolini Tem sempre a razão e também não é coincidência que as três palavras de ordem do bolsonarismo Deus Pátria família é sejam as três palavras dos integralistas que são os fascistas no Brasil Deus Padre família é que imagens de panfletos nazistas estejam
sendo usadas reproduzidas em Santa Catarina é que não tem ninguém saudando a bandeira cantando hino assim o que tá acontecendo é uma reencenação do movimento mais perigoso que a gente conhece do século 20 fascismo [ __ ] e tem um velho barbudo que falou que a história sempre se repete primeiro como tragédia depois como farsa [ __ ] que pariu né como é bom o materialismo histórico dialético como é bom o Marxismo como é bom o velho barbudo do Rio de Janeiro mas volta para retórica do ódio é olavista fez essa depressão para mostrar que
não foi ele que inventou e que ela está aqui nesses momentos hediondos e grupos hediondos da nossa história a retórica do ódio o professor João César vai explicar isso é detidamente no capítulo 1 ela produz três fenômenos né O primeiro é um analfabetismo ideológico tem uma frase famosa do Olavo que é a seguinte é muito fácil perceber quem é um comunista quem não for anticonista é comunista que você não sabe logicamente não faz sentido nenhum mas retoricamente cumpre um papel um papel do radicalismo que apaga a mediação Então olha só logicamente Vamos pensar como que
você acha um comunista olha se não for anti comunista é comunista Então vamos junta ó Gabriela Pri Olha a gente pensa parecido Não eu num campo de esquerda radical ela tá num campo de esquerda Liberal gente pensa parecido Talvez para algumas reta ainda foi foi tranquilo essa posição aí é polêmica polêmica consideraria A Gabriela é uma Liberal coisa a Gabriela priori é uma ante comunista não somos amigas a gente vai então agora protagonista O Pedro Dória é um anti comunista não agora ele é comunista não é mais um Liberal a retórica do ódio depende dela
porque a reformadora é meio anticonista né meio anticonista assim é um pouquinho a América do ódio Visa sempre a criação de um inimigo e ela de pais a Dona Rita tá certa né Tá certo entende dessa lógica binária e estúpida de que se você não é nós você está contra nós e aí você é o inimigo você tem que ser apagado expurgado é metralhar a petralhada e etc o segundo fenômeno que ela produz é uma idiotia erudita eu li aquela fala na qual no mesmo trecho O Olavo está Citando os Beatles o Adorno e um
repórter Holandês sem conhecer nada dos três não foi preciso então para que fada é exatamente isso velho é exatamente isso escuta de rabo de ouvido ai ó lá os nomes europeu na boca dele é muita citação sem nenhuma aprofundação é muito nome sem delito sem ter entendido ele fala olha eu não leio Holandês mas na filosofia isso não existe tá é quando você vai se especializar em lugar nenhum isso existe né já no pensamento de um autor você não pode ler tradução do autor alguém que se preza né a a se debruçar sobre a dialética
regueliana vai ter que aprender alemão vai ter que ler rede ou no original em alemão se [ __ ] aê trouxa É isso aí faz o Olavo de Carvalho não é um intelectual ele é um ideólogo ele é um guru e aqui tá a mentalidade a lógica discursiva ou a falta da dona Rita de cabeça para baixo e lógica discursiva produzida pelo olafismo é Ou você tem aderência Total ou você é um inimigo não existe mediação possível ou você tá conosco ou você está contra nós existe um terceiro fenômeno que é a lógica da refutação
é que é desconsiderar qualquer coisa que se opõe ao que está sendo dito então esses são os fenômenos produzidos pela retórica agora vamos olhar para Como Ela opera Ela depende de uma coisa que a desqualificação do outro então a pessoa negra que é pesada em arroba lembra quando o bolsonaro diz isso o gay que é falta de porrada o filho dele que nunca sairia com uma mulher negra porque foi bem educada é desqualificar o outro o Lula é pinguço ladrão ex-presidiário a Dilma é uma anta é quais corpos podem ser animalizados [ __ ] piranha
baleia quais corpos como o bolsonaro se depararam essa briga dos corpos animalizados é real hein [ __ ] sorte demais velho você descaracteriza aquele sujeito enquanto o sujeito humano né você coloca ele numa categoria de descartável você produz uma cultura de ódio aquela diferença ou aquela autoridade e o quanto isso é mesmo um projeto não só do bolsonarismo é um projeto do próprio liberalismo né um projeto ideológico para poder consolidar um elemento de classe dominante né porque antes a classe dominante ela é tirada pelo seu sangue você é o herdeiro né se você tem o
título de herança de nobreza isso sempre para sempre né é isso vigia a imprensa durante a sua degestão então a retórica do ódio precisa da desqualificação do outro tô aqui num campo de esquerda radical base teórica do meu pensamento é marxista eu vou chamar a Hannah Aren de tibiota ela é uma uma não porque apesar de liberar o pensamento da área é um pensamento intelectualmente debatível é verdade isso é verdade o trabalho dela é de qualidade ímpar dentro da corrente do liberalismo vou chamar o a Chile em dengue de Ah ele é um bosta não
ele é um intelectual de primeira grandeza e mais a base teórica do pensamento dele é Michel focou na área de TI agora do que um olavista me chamaria ridícula rapariga vai tudo que você possa imaginar de ruim Vocês não precisam muito longe tem três exemplos o primeiro deles foi um cara pegou um vídeo meu falando gênero e natureza e o então ministro da educação o primeiro né da série de desgoverno bolsonaro então eu falava Olha o Ricardo velhos deu uma declaração está para Fúria que quem define gênero é a natureza na antropologia a gente sabe
desde que gênero não é E aí eu vou para Margarete midi vou discutir Simone de povoava a elite pega meu vídeo e ele constrói um vídeo refutação no qual ele um Apenas me xinga 2 desconsidera minha argumentação porque eu sou uma drag queen 3 tapioca da Copa de drag queen foi bom demais velho bom demais cita os seguidores e seguidoras dele a me atacarem nas minhas redes sociais o próprio Olavo de Carvalho chegou em vida a comentar um vídeo meu pois é moçada tive essa esse prazer esse sabor é o meu vídeo sobre a dor
na indústria da cultura ele comenta né dizendo que eu sou uma bonita senhora transexual e é mais um exemplo dele falando Você assiste um vídeo meu é um pouco antes um pouco depois desse vídeo do Adorno eu publico um vídeo dizendo eu não sou uma mulher falando sobre drag Queens o movimento de se aliar o feminismo Mas é isso é falar sem conhecer sem estudar sem saber e eu acho que é isso que Faz Gente a modalidade de vídeo de react ganhar tanta popularidade sabe eu fico pensando que nessa dinâmica de descaracterização de desumanização quem
também cresceu muito nas vezes é Foi o Arthur Durval que em cataguir né porque é um conteúdo que gera muito engajamento e aí gera essa polêmica esse ardor do debate né Essa coisa que parece mostrar Essa insuficiência só que é a diferença né A diferença é que nós comunistas temos razão né porque a gente é baseado na materialidade a gente não tinha ideia do cu né A gente só basicamente Lê as coisas entende debate não é à toa que os principais olavistas estão reconhecendo isso né ele sempre que eles estão fodidos né porque a galera
da direita é um lixo Nossa que eles são um lixo porque eles são um lixo porque eles são um lixo naturalmente né mas esse é um lixo no debate o exemplo Mais Capital disso foi a surra que a Renata Barreto tomou do Elias e no vídeo dele a deslegitimação da minha argumentação é feita sobre a minha identidade é me diz legitimar enquanto o ser humano porque sou drag queen e a partir dessa desde legitimação fica mais fácil de me destruir afinal de contas eu não sou uma igual eu sou uma estranha abjeta o ponto número
dois é a hipérbole descaracterizadora né então quando ele fala sobre as teorias da conspiração [ __ ] tá muito bom né o vídeo tá muito bom A Rita é muito [ __ ] então sobre a KGB mutirão Paulo Freire segundo toda vez que essa hipérboleta começa a falar de tudo ela não tá falando de nada e essa descaracterização ela ajuda no papel e de criar esses inimigos ela vai impedindo o debate de acontecer o terceiro é que dados empíricos dados objetivos da realidade serão ignorados para que o discurso de ódio possa está sendo produzido atenção
uma retórica do ódio não é exatamente um discurso de ódio lá para fevereiro eu vou me dedicar esse livro da butler aqui discurso de ódio se você quiser também já se preparando em fevereiro a gente volta mas de novo na descrição do vídeo gente vídeo passado eu fui ler comentário de gente falando não sei onde está a descrição tem o nome do vídeo aqui embaixo né do lado do nome do vídeo tem um lugar para você clicar que vai aparecer aqui lindo beijo maravilhoso e aí tem um lugarzinho que você clica mais aí aparece lá
vou deixar tudo aqui para esse vídeo não se estender para você ter material para seguir para você ler o livro para você ler o capítulo vídeo que tá Semana que vem eu vou continuar nesse livro mas vou para a conclusão vou ler a conclusão com vocês para encerrar porque eu tô vendo aqui que a gente já gravou 50 minutos de áudio me desculpa tá e a Isa que corta tadinha a Isa perdão já tá aqui atrás para encerrar é eu vou voltar para esses pontos de mostrar o que a gente fez nesse vídeo Então eu
estou indicando uma fotografia e um capítulo no qual a gente vai entender o que que é uma guerra cultural e como essa guerra cultural tá sendo lutada no Brasil para a ascensão de uma direita a partir dos anos 90 é uma juventude que se instrumentalizou pelas redes pelo curso do Olavo por twitters e posts de Facebook e por quem que tem que liberais Atlas Network que a [ __ ] toda velho Instituto Liberal de São Paulo Instituto Liberal do Rio de Janeiro Instituto hofbard mano dinheiro para [ __ ] que rola nessa [ __ ]
velho dinheiro para [ __ ] para poder desestabilizar o teórico sem arcabouço e que ocupa as ruas que são espaço da esquerda historicamente falando como que as ruas passaram a ser da direita e a gente vai pensar no mbl não vem para rua etc né porque existe essa organização deles é maior né Acho que existe o que eu acho que rolou com esse processo foi que durante essa formação dessa guerra cultural no momento que você tem ali uma desestabilização da ordem no status cor né da ordem dominante esses grupos por terem conseguido fomentar Essa ordem
cultural mais insensivamente na cabeça das pessoas conseguiu se articular desses movimentos E aí controlar esses encejos né Foi isso eles estavam prontos E é isso que eu sempre falo pra galera né pô a gente não vai saber quando a gente tem que estar pronto a oportunidade vai surgir parceiro a gente tem que estar pronto e [ __ ] velho é isso tem que estar pronto né E eles todos holavistas dois a gente tá pensando como esse fenômeno é o Olavo de Carvalho é a peça chave para entendê-la da organização de um discurso que desorganiza a
nossa sociedade o trabalho de ler a baboseira que eu Olavo de Carvalho produz e por isso essa etnografia tem que ser premiada é um trabalho árido porque se deparar com a falta de lógica com a Teoria da Conspiração com a desilus legitimação do outro enquanto o ser humano para poder passar por cima dele com um rolo compressor por fim a gente viu essa coisa né que a lógica de panelaço né é que é causar muito barulho muito alvoroço muito ataque entender que o outro fale e essa é uma citação textual que aparece no primeiro capítulo
Professor João César cita O Olavo dizendo que ele acha maravilhoso o panelaço contra Dilma porque a impede de falar essa lógica de fazer barulho Em Cima De não deixar o outro dizer o Alan dos Santos tem feito isso nos Estados Unidos Senador randolfo Rodrigues né Senador pelo pela rede postou um vídeo nas redes sociais dele de uma moça que o ataca no aeroporto e não deixa falar eu já vou botar uma coisa para você ó aí amor então são várias acusações xinga deslegitima tira ele da posição de ser humano e não permite que responda e
eu acho que tem até um outro elemento que é acessório a isso que é nessa brisa nessa perspectiva quando você não deixa o outro falar é justamente para poder não mostrar a tua insuficiência naquele nível argumentativo né existe um processo de individualização daquela questão aquilo ali se torna uma questão muito Profundamente Sua Então você não tem nem como deixar o outro falar porque se ele falar ele pode refutar ele pode acabar com a sua verdade ele pode acabar com aquele elemento cultural que foi construído e que sustenta o que a pessoa tá falando por isso
que o bolsonaro nunca vai recuar a gente tá vendo isso ele perde as eleições e ele não fala sobre isso por quê porque ele não pode apresentar a fraqueza ele não pode recuar ele precisa manter a linha dele para manter a linha dele e aí quando existe um aceno né como teve na semana passada Valdemar da Costa Neto sinalizando que o PL entrou com pedido de impugnação das urnas aí ele fala porque porque essa fala que ele vai trazer é uma fala que sustenta a perspectiva cultural que ele conseguiu criar né é isso como Professor
João César vai mostrando é que uma das condições sem as quais é impossível pensar bolsonarismo é como o bolsonaroismo é fruto de um discurso do ódio como essa retórica do ódio tem a ver com as leis de segurança nacional ele Analisa isso em outros capítulos na aula ele fala muito sobre isso mas como para eliminar o bolsonarismo a gente vai precisar produzir primeiro uma educação de qualidade como é que você acredita e talvez a gente discórdia ainda na ITA Talvez mas não sei hein mas acho que é isso é um caminho que inevitavelmente vai ter
que ser atravessado né só que a gente precisa averiguar quanto isso é alcançável né o quanto isso é factível e reproduzível na realidade material de forma realmente representar uma eliminação sistemática de qualquer forma de olavismo e eu acho que acreditar no modelo de educação da ordem burguesa não acho que não essa ruptura se torna necessária né porque a gente do fluente de estado as organizações e tal todas cortadas pela ideologia dominante querendo ou não né mas é isso pô uma questão para debate é isso para debate no que um cara que tá falando eu não
sei ler Holandês mas tem um repórter que eu acho por causa de outras citações e outros livros que falou uma verdade é que o que eu Adorno Como que você acredita nisso não tendo acesso à educação boa educação é que a questão acho que Central daí não é nem se esse acesso é garantido ou não sabe porque meio que [ __ ] isso né mas não precisam saber disso acumulado existir esse é o problema é o problema é ele conseguir fazer o que ele faz essa questão do conhecimento do do conteúdo é a ponta do
iceberg tem todo um processo anterior a isso né não sei é o que eu acho né eu posso estar falando merda sei lá fazia verdade ele morreu mas segundo de que forma os nossos espaços discursivos são permissivos ao bolsonarismo no vídeo da semana passada eu falei quando ele elogia e homenageia um torturador no congresso e não foi preso a lógica é que cada vez que o discurso bolsonarista que a retórica do ódio vai sendo naturalizada e a gente não pode naturalizar que alguém seja ofendido desde legitimado argumentação de homem toda vez que isso acontece a
gente tá permitindo que o bolsonaroismo se perpetui nas nossas sociedades Então o que eu pretendo no próximo vídeo é ir para a conclusão desse livro então é voltando Será que ele vai ter essa brisa institucional no final do livro dessonância cognitiva e verdade factual né a gente vai voltar para um texto dos anos 50 para discutir dissonância cognitiva e o nosso último vídeo dessa série eu vou tentar porque é um trabalho é curto não não ele eu falei ele por causa do livro tá porque os vídeos da Rita são baseados no livro do João César
A reflexão que ela tá fazendo é a partir do livro Por isso que eu falei ele tá bom né me debruçar sobre um capítulo do livro em antropologia estrutural que ele fala sobre eficiência simbólica então é de que forma a gente ainda pode tentar dialogar com bolsonaristas leves né que ainda são capazes de escutar de racionalizar de tentar é pensar de forma lógica argumentativa bom por hoje é só Talvez o vídeo tenha ficado muito longo não sei a gente vai descobrir mas espero que vocês façam um bom proveito não apenas do vídeo né mas ao
que o vídeo pudesse conduzir tá bom essa semana que vem beijinho tchau muito bom hein muito muito muito bom muito [ __ ]