Olá pessoal sejam muito bem-vindos ao nosso terceiro e último módulo estamos finalizando o Nossa disciplina bom neste módulo nós vamos falar um pouquinho sobre o conhecimento científico sobre as normas da bnt e sobre mapas mentais para iniciar eu gostaria de comentar uma carta que foi escrita IV pav ele tem uma carta que se chama carta aos jovens que eu adoro onde ele dá tipo dicas assim de como ser um bom pesquisador né devotado à ciência ao conhecimento e eu levo o conselho dele para todas as áreas da minha vida então eu vou compartilhar um pouquinho
com vocês né com as minhas palavras Então seja no ensino nos estudos na gestão em qualquer lugar que você tiverem né eu indico que vocês busquem sempre trabalhar três coisas primeiro a Constância a gente viu isso muito no primeiro módulo né ser constante né trabalhar diariamente com aquilo eh a segunda A modéstia né nunca achar que você já sabe de tudo que você eh já entendeu de tudo não esteja sempre disposto a aprender e né em terceiro lugar que eu acho que complementa esses outros os dois que é a paixão porque se você tá querendo
sempre aprender se você tá aprendendo todos os dias você tem que estar apaixonado por isso né por estudar e por aprender Então seja qual for o desafio que vocês se propuserem seja qual for sua vocação trabalhe sempre essas três coisas Constância modéstia e paixão então mentalizem algo algo que vocês querem pensam assim em alguma coisa tenham Constância mais do que pressa um dia de cada vez um passo por dia habituem ensinam pequenas coisas no dia a dia almejando vocês chegarem a esse objetivo né que vocês têm mais do que isso eh aprendam a ser modestos
né sejam modestos para aprender nunca pensem assim nossa eu já sei tudo não aprendem com as aprendam com as pessoas com os erros né com a vida eh se permita mudar de opinião sobre uma assunto pensar sobre uma outra perspectiva Esse é um exercício muito interessante quebrar alguns paradigmas que você tinha algumas opiniões que estavam cristalizadas consolidadas né experiment de ver a vida de uma outra maneira de vez em quando e por fim se apaixonem assim se apaixonem pela meta de vocês pelo seu objetivo e dedica a sua vida aquilo que você quer e acredita
né então ter essa paixão também move muito a gente e isso né esses três conselhos do pavlov eles servem pro nosso estudo e pra nossa eh pesquisa pra nossa pra nossa vida de de uma forma geral Como eu disse mas assim pra gente poder embarcar nessa trajetória que é a trajetória de de cursar um curso de um curso de graduação né então e no momento que vocês né tomam essa decisão de entrar num curso de graduação e vocês precisam então mirar esse objetivo lá na frente né e criar estratégias para que vocês possam perseguir esse
objetivo e alcançar ele no final bom um dos temas que nós vamos trabalhar nesse módulo é a ideia de conhecimento científico vocês já se vocês já pararam para pensar o que que é a ciência o que que é um cientista como que se faz Quais são os procedimentos Será que fazer ciência sempre foi do mesmo jeito do que hoje as pessoas Sempre fizeram ciência da mesma forma Será que o ser humano sempre fez Ciência e qual que é a importância de fazer ciência ou não fazer ciência né então são questões que vão iniciar né que
vão nortear aí a nossa trajetória dentro do curso né porque afinal muito do que a gente vai aprender aqui no curso de administração tá ligado ao fazer científico né as pesquisas e ao conhecimento científico de uma forma geral é importante compreender que nem sempre a ciência foi compreendida da mesma forma ou seja o que hoje a gente chama de ciência não era chamada de ciência na idade média e o que era chamado de ciência na Idade Antiga não era o que era chamado de ciência na idade moderna ou seja se a gente usar essa linha
do tempo que é uma linha do tempo um pouco eurocêntrica né eh mas eh se a gente usar essa linha tradicional né de de do tempo a gente pode perceber que o conceito de ciência ele se modificou então a gente tem primeiro uma pré-história que é eh o qual o que que marca né a passagem da pré-história paraa idade antiga é escrita Então a gente tem uma pré-história onde não existia a escrita a gente tem a idade antiga né que a gente conhece muito é pela figura dos filósofos né Eh pela pela figura dos dos
gregos dos Romanos a gente tem a idade média né Eh Onde fica na nossa imagem né quando a gente pensa em Idade Média a questão da igreja a questão do feudalismo né então aqui eu tô recorrendo a imagens que são assim eh mais cristalizadas e consolidadas quando a gente pensa né nessa nessa divisão didática do tempo né E a gente tem a idade moderna onde é realizada a revolução científica eh e aí a gente tem toda uma nova concepção de ciência tá que é principalmente incentivada por alguns pesquisadores cientistas como Descartes como bacon como eh
O Galileu galile e a gente vai falar um pouquinho deles daqui a pouco eh e a gente tem eh uma uma idade contemporânea que seria eh o tempo atual no entanto há questionamentos de alguns autores se nós eh ainda estamos na idade moderna ou se nós já realizamos esse salto qualitativo paraa idade contemporânea a gente vai ver um pouquinho mais sobre esse assunto eh se a gente tiver uma disciplina de temas contemporâneos onde a gente vai falar sobre o que é a sociedade contemporânea Quais são as características da sociedade contemporânea se a gente vive efetivamente
numa sociedade que é contemporânea ou se Estamos numa pós-moderna né a gente ainda não realizou essa ruptura com a idade moderna enfim esse é um tema né para outros carnavais mas de toda forma a gente vai fazer aqui um apanhado geral de como que e a ciência era vista em cada uma dessas épocas né E para isso eu tô usando é importante a gente colocar a referência né Eu tô usando um livro da Vasconcelos que eu vou deixar aqui ao final a referência completa tá bom segundo essa autora né que ela traz um percurso muito
didático eh desse movimento epistêmico né porque o que que acontece a filosofia da ciência ela é a área responsável por traçar esse apanhado Geral de como a ciência se desenvolveu E é claro há uma série de questionamentos sobre construir uma linha do tempo principalmente se essa linha do tempo ela possui um viés né Eh então aqui é claro a gente tem uma série de limitações mas de toda forma esse exercício didático é importante para vocês compreenderem principalmente um aspecto que é a ciência Nem sempre é igual o que é Ciência na Idade Antiga não é
ciência na Idade Moderna o que é Ciência na Idade Média não é o que é Ciência Hoje né então o o os campos do saber que são considerados ciência eles se modificam eh as as eh os limites do que que é considerado de uma área ou de Outra área os campos do Saber eles mudam o objeto de pesquisa as metodologias as técnicas de Pesquisas eles mudam com o passar do tempo então Na tentativa de entender né Um pouquinho de como que isso vai se modificando eh essa autora ela apresenta Então essa linha né essa linha
do tempo onde ela vai dizer das características né então lembrando lá da idade antiga lembrando eh principalmente desse movimento grego né aristotélico e depois a gente tem tem né uma série de outros eh eh filósofos né que vão eh impactar na na noção de conhecimento científico mas o Aristóteles é sem dúvida um grande protagonista né dessa principalmente do que a gente chama hoje de Filosofia e pensamento ocidental né Eh então o primeiro movimento importante que a gente consegue visualizar na Idade Antiga é a ruptura com o mito e com a doxa o que que é
a ruptura com o mito e com a doxa é que as pessoas que se dedicavam ao fazer científico né a fazer ciência na Idade Antiga disseram assim olha agora a mitologia e a opinião não são mais ciência então agora todo esse conhecimento construído né de forma mitológica ou a sua mera opinião sobre um assunto não são mais ciência essa é a primeira ruptura importante que ocorre na Idade Antiga para que eles consigam então começar a delimitar o que que seria fazer ciência e o que o que não é fazer ciência então lembra quando a gente
fala assim não mas isso é a sua opinião isso não é Ciência isso a gente já vê esse movimento lá na Idade Antiga uma coisa é a opinião que a pessoa tem sobre o assunto outra coisa é o que a ciência estuda comprova e entende como algo sobre aquele assunto né Então essa ruptura entre doxa né que é opinião e a mitologia com a ciência essa primeira ruptura ela é realizada lá na Idade Antiga com os filósofos eh outra separação importante que é realizada na Idade Antiga é o entendimento do que que é o sujeito
do conhecimento e o objeto do conhecimento isso a gente também já consegue visualizar então uma coisa era o ser humano tá para eles que era o sujeito do conhecimento era aquela pessoa ou pesquisador ou observador Lembrando que essas palavras pesquisador cientistas são todas palavras modernas e contemporâneas elas não existiam na Idade Antiga né com esse com esse significado que a gente tem hoje ou pesquisador ou cientista né mas assim esse sujeito do conhecimento ele era já separado do objeto do conhecimento então por exemplo olha eu vou pesquisar a chuva eu vou pesquisar as sombras eu
quer dizer a chuva a sombra ele é o meu objeto e quem vai lá observar quantificar quem vai lá eh analisar é um sujeito Então essa divisão também já era Clara na Idade Antiga outra coisa importante era que o conhecimento ele era mediado pela razão ou seja para esses filósofos era importante que eh toda a produção de mento ela tivesse o critério da racionalidade e não da emotividade ou quer dizer aqui a gente já vê também uma ruptura entre razão e emoção e isso fica muito claro quando a gente tem alguns filósofos que vão dizer
assim os sentidos nos Enganam então quando a gente tá né Eh apaixonado quando a gente tá inebriado quando a gente tá fora dos nossos né assim eh da nossa racionalidade isso influencia né na forma como a gente produz conhecimento ou seja não podemos ser levados segundo esses filósofos da idade antiga Pelas nossas emoções mas sim pela racionalidade Ou seja a aquisição de conhecimento e de saber ela precisa ser mediada pela razão isso não quer dizer que a gente não vai será apaixonado por aquilo que a gente faz a gente só precisa né que em algum
momento esse conhecimento seja mediado pela racionalidade Ou seja é importante perceber como que a questão da racionalidade que atravessou né todo esse tempo eh chegando até à idade moderna de forma muito forte a racionalidade já existia lá na Idade Antiga né a importância da racionalidade paraa construção do saber eh bom outro ponto importante pra ciência na Idade Antiga é o argumento como o fio condutor vocês vão poder perceber o quanto de eh livros teorias de filósofos estão dedicados a retórica estão dedicados à oratória ou seja uma série de áreas em que a gente vê a
argumentação como fio condutor ou seja se você fosse capaz de argumentar e criar um fio condutor uma unidade textual para defender a sua ideia que passasse pela racionalidade ali a gente já conseguia ver né um saber sendo produzido e por isso é importante também entender que a ciência e a filosofia elas caminhavam juntas então muitas eh das teorias que a gente considera científicas hoje da idade antiga são teorias que são que foram realizadas por filósofos por quê Porque ciência e Filosofia na época andavam juntos essa ruptura ela ocorre depois hoje a filosofia ela não é
considerada uma ciência mais bom é importante lembrar também que na Idade Antiga Eh esses filósofos eles não tinham uma preocupação com a experimentação Então essa ideia de de pesquisa de e de e sistematização que a gente tem hoje né de matematização de comprovação de fatos isso não está ligado à Idade Antiga então na Idade Antiga não existia uma preocupação em ficar experimentando várias vezes o mesmo eh o mesmo vamos dizer assim o mesmo método ou a mesma experiência científica né quando a gente vê assim é muito comum né na física ou ou né nessas nessas
ciências exatas ah jogou duas coisas de pesos diferent de uma altura assim quer dizer esse tipo de experimentação não é uma coisa da idade antiga tá eh isso vem depois com o passar do tempo eh e é importante também eh uma outra característica né da idade antiga é que existia a noção de uma descoberta científica Ou seja que a pessoa estava ali né no seu nos seus afazeres diários e de repente ela descobria alguma coisa como se ela fosse um escolhido assim e recebesse Então aquela né aquela Revelação Então essa ideia de uma revelação essa
ideia de uma descoberta científica já vem da idade antiga mas ela fica muito forte na idade moderna a gente vai falar um pouco sobre isso e hoje né algumas questões dessas já são discutidas por quê Porque a ciência hoje já é Concebida de uma outra forma diferente da idade antiga Então gente pra gente finalizar né Essa essa primeira parte sobre a idade antiga é interessante a gente resgatar eh a alegoria da caverna de Platão né Eh que é um diálogo né não sei se vocês sabem né os livros eh do Platão eles eram escritos majoritariamente
em os né e o Sócrates era um personagem muito presente né e no no no seu livro A República a gente consegue então Eh identificar no momento onde ele vai falar sobre essa alegoria né esse mito da caverna do Platão que é o seguinte eh existem alguns prisioneiros que estão Acorrentados numa caverna e eles vem imagens projetadas de um mundo exterior tá eu tô explicando bem a grosso modo aqui né se vocês tiverem interesse depois em pesquisar mais profundidade é só pra gente poder fazer também uma relação metafórica com o período da idade antiga tá
ou seja esses prisioneiros eles estão ali olhando as sombras que são resultado de um mundo exterior que é o mundo real né então a gente teria um mundo real e a gente teria um mundo de sombras projetado né E aí um dess uma dessas pessoas que está Acorrentada ela se libertaria e veria o mundo real que não é o mundo de sombras e voltaria para contar e esses outros prisioneiros ficariam incrédulos né eles não acreditariam que existe Bom enfim a gente poderia ficar horas aqui falando sobre a alegoria né da caverna mas o que é
importante a gente entender é esse processo metafórico com a idade antiga ou seja eh entender que como resumo o o os filósofos da idade antiga eles estavam preocupados com um conhecimento que fosse um conhecimento real e não mediado pelos sentidos ou seja pela visão eu tô vendo uma sombra então isso é o mundo real não se se tá mediado pelos seus sentidos isso não é o mundo real existe um mundo que não é esse que você está vendo e PR acessá-lo você precisa se libertar dessas correntes né ou seja do mito da doxa né ou
seja mediado pela razão você precisa Então acessar a esse conhecimento e essas leis que a natureza traz é muito importante entender também o papel da natureza na Idade Antiga né ou seja eh a maioria deles se debruçava sobre conhecimentos da natureza Nós temos muitos matemáticos que vão por exemplo pesquisar projeções de sombra nas pirâmides do Sol posicionamento do sol ou seja a natureza era um objeto de pesquisa muito importante na Idade Antiga bom na Idade Média a gente tem o que é considerado assim pela teoria tradicional como se fosse uma ruptura Ou seja já que
a Igreja Católica tinha um poderio tão forte tão grande eh tudo tudo que era produzido no campo científico estava atrelado ao pensamento teológico mais do que atrelado estava subjulgar Então a gente tem por exemplo cientistas que foram perseguidos pela igreja pela inquisição eh cientistas que foram queimados na fogueira Então a gente tem uma série né de cientistas que foram reprovados invalidados perseguidos eh confinados eh mortos porque as suas teorias e a sua ciência não eram validadas pelo conhecimento religioso da época já que que a religião na época Claro a gente tá falando aqui né da
da Europa eh já que a religião era tão forte né e é importante a gente falar assão a gente tá falando da Europa né Porque a Europa hoje é um um um um continente extenso né Mas é claro que aqui a gente tá falando eh eh da Europa ocidental assim o período da idade média ele ficou conhecido como eh Idade das Trevas Tá mas quem foi que deu esse nome né paraa Idade Média não foi a própria Idade Média que disse assim nossa a gente está muito eh incentivado ou muito perseguido pela igreja vamos então
chamar isso de período das Trevas não não foi isso que aconteceu essa alcunha né essa designação de idade das Trevas ela foi dada por pesquisadores cientistas que vieram após a idade média né na idade moderna eh num num movimento que a gente chama de iluminismo ou quer dizer o Iluminismo é aquele que traz a luz então o que vem antes de luz é as trevas né Por quê Porque segundo os iluministas né o desenvolvimento da ciência na Idade Média ele foi muito pequeno ou foi muito enviesado né mas o que a gente não pode esquecer
é que nós tivemos cientistas muito importantes durante a idade média tá eh a ciência ela não deixou de produzir conhecimento porque era influenciado pela igreja e mais do que isso nós tivemos eh a a Europa né no caso teve um contato muito grande com o Oriente Médio e com a Ásia e isso possibilitou um intercâmbio de conhecimentos muito grande então a partir do momento que a Europa começa a receber pessoas do Oriente Médio da Ásia receber entre aspas né ou também começa a viajar para esses países do Oriente Médio da Ásia ela começa então a
trazer esses conhecimentos que são conhecimentos da área da Medicina da geografia da matemática da na ação eh da agricultura da economia ou seja uma série de Campos do saber que passam então a ser influenciados por conhecimentos que não foram produzidos especificamente na Europa ocidental né Eh Ou seja aqui já começa então um intercâmbio dos saberes por isso eu posso afirmar que a idade média ela não foi um período de trevas mas sim também um período muito profico de bastante produção de conhecimento na idade moderna a gente tem um Marco tá eh pr pra filosofia do
conhecimento né e do saber que é a revolução científica tá e a gente tem uma série de teorias sobre a revolução científica inclusive teorias que questionam o movimento da revolução científica se ele realmente ocorreu da forma como a gente acredita né não existe um consenso sobre esse movimento Mas o que a gente pode dizer é que na idade moderna a gente tem um Marco da delimitação do que é ciência ou não por quê Porque uma série de eh autores pesquisadores cientistas eh Lembrando que talvez alguns desses termos sejam anacrônicos né gente então por exemplo a
a noção de cientista como eu já disse não existia ainda n nessa época mas a gente tem uma série de autores de pesquisadores eh de pessoas que estavam eh eh empenhadas né no Exercício do saber e do conhecimento que começam então a criar regras e padrões para dizer o que é ou não ciência então aqui na idade moderna a gente tem um exercício um forte exercício de tentar delimitar o que que é o eh O que que é fazer ciência o que que é o que é Ciência e o que não é Ciência né Então
a primeira coisa que a gente tem é a separação entre a ciência e a filosofia então eles vão dizer assim olha a filosofia não é mais uma ciência então é o prime é um dos primeiros Campos uma das primeiras áreas do saber que são desconsideradas como ciência tá E é muito importante a gente eh entender que isso acontece durante todo o percurso histórico há uma série de Campos do saber que eram consideradas ciências e deixam de ser consideradas ou o contrário exemplos tá a Astrologia já foi considerada uma ciência não é mais a alquimia já
foi considerada uma ciência não é mais a frenologia já foi considerada uma ciência não é mais a Eugenia já foi considerada uma ciência e não é mais são alguns exemplos tá para vocês entenderem que determinado tipo de conhecimento é produzido é legitimado é considerado uma ciência pode impactar inclusive né ou pode eh ou talvez elas tenham sido criadas justamente para impactar movimentos políticos sociais enfim eh e ali ela se estabelece como um conhecimento de poder né e um conhecimento absoluto para poder incentivar determinadas questões políticas sociais e tudo e depois ela passa a ser deslegitimada
né então um exemplo muito forte disso é a eug que foi uma teoria que era considerada uma teoria consolidada uma teoria uma ciência legitimada e que incentivou uma série de processos experimentos eh Enfim uma série de ações eh no sentido de legitimar práticas eh nazistas por exemplo né Eh e que depois ela foi desconsiderado como uma ciência tá eh um outro exemplo é a gente tem uma série de de eh físicos né que a gente chama de física moderna né a gente tem uma série de físicos que eram astrônomos né se dedicavam ao estudo da
astronomia que ainda é considerado uma ciência e que também eram astrólogos né Eh o Kepler é um exemplo né o Kepler o Kepler ele era um astrólogo dos Reis né E hoje a Astrologia não é mais considerada uma ciência eh bom esse tema é muito interessante né eu poderia falar aqui muito tempo sobre isso é um tema que eu tenho muito interesse mas pra gente poder focar aqui um pouquinho né no tema da nossa aula é importante entender que então a idade média ela é o momento definidor né assim onde esses teóricos eles vão se
debruçar sobre a a ideia de delimitar o que que seria ciência ou não E aí então a gente tem uma série de características que passam então a descrever o que que é o conhecimento científico tá então pra idade moderna O que é conhecimento científico é o que é passível de ter um método e para isso eu preciso de um objeto então o primeiro movimento científico que eu tenho é o positivismo porque o positivismo vai dizer assim para mim você precisa para uma ci positiva do conte você precisa de ter um objeto e um método Então
as ciências começam a se empenhar em dizer qual é o meu objeto de pesquisa Qual é o meu objeto então toda área do Saber começa então a procurar descrever Qual é o seu objeto de pesquisa então a antropologia vai dizer assim ah não o meu objeto de pesquisa é a cultura a sociologia vai dizer assim não meu objeto de pesquisa é é são as instituições Ah não não são as instituições são os fatos siais Enfim uma série de teóricos vão começar a se debruçar a tentar entender Qual é o objeto de pesquisa daquela área então
por exemplo vamos supor que a antropologia diga assim ah meu objeto de pesquisa é o homem não seu objeto de pesquisa não pode ser o homem porque senão Qual que é o objeto de pesquisa da história da da biologia porque também estuda o homem o organismo corpo enfim a vida né então assim e o objeto de pesquisa ele tinha que ser único toda ciência tinha que ter o seu e ela não poderia ser compartilhado então parece que é uma coisa simples né definir o objeto de pesquisa de uma ciência mas não é tá um exercício
lindo de definição de objeto de pesquisa é o primeiro capítulo eh do livro do durkeim E onde ele chama o método sociológico eh daqui a pouco eu vou lembrar o nome completo do livro mas assim esse primeiro capítulo que ele vai dizer assim olha o objeto de pesquisa da sociologia são os fatos sociais e eles se diferem de outros objetos de pesquisa e de outras áreas por causa disso e disso disso e ele faz toda uma descrição né do que que seria o objeto e porque que ele se difere de outros objetos Então essa tentativa
da delimitação de um objeto de pesquisa é uma uma questão muito importante para esses estudiosos da idade moderna em seguida um objeto de pesquisa era importante que eh o campo tivesse um método Então a gente tem algumas áreas que possuem métodos que são métodos próprios por exemplo a antropologia a antropologia ela tem um método eh que é um método Assim eh a priori deles que é o método etnográfico né a etnografia é um método que por muitos anos foi utilizado apenas dentro do campo antropológico e até hoje outras eh outras áreas do saber que utilizam
o método etnográfico eles estão condicionados a esse saber que foi produzido dentro do campo da antropologia né então a questão do método científico era muito importante também para esses teóricos tá eh e esse método científico ele garantia né que se você fizesse a experimentação a matematização a comprovação que você então teriam você teria resultados que seriam objetivos imparciais e mais ainda que seriam generalizáveis então gente essas características do conhecimento da idade moderna são características muito definidoras essa ciência que se desenvolve durante a idade moderna é uma ciência que se pretende objetiva Imparcial e geral é
isso eh esse contexto né de entender a ciência como esse conhecimento que é um conhecimento eh quase totalitário né é importante ser compreendido para que a gente possa o e eh a Como que o conhecimento vai se construir na idade contemporânea né bom então alguns né precursores desse movimento foi o conte que a gente já falou que é o que é o pai do positivismo né o bacon o Galileo Galilei tem um documentário muito legal sobre ele disponível eu posso também colocar o link aqui para vocês na disciplina e o Descartes e o Newton tá
o Descartes também que é que é o Renê né que ele vai falar do método cartesiano ele também é uma figura muito importante eh e eh as eh o e o movimento cartesiano ele é um movimento que ganha muita eh eh muita proeminência e até os dias de hoje a gente ainda costuma dizer olha não seja cartesiano quando a gente vai fazer uma crítica né não seja tão cartesiano olha essa divisão é uma divisão cartesiana ou seja para vocês perceberem o quanto que o René Descartes teve uma influência na construção do pensamento e do conhecimento
e como hoje ele é questionado eh em algumas em algumas das suas eh proposições e por fim gente na idade moderna a gente tem uma ruptura muito importante principalmente pro nosso campo do Saber que é a separação entre o que eram ciências naturais e ciências humanas tá então gente eh para finalizar a questão da Idade Moderna o que que é importante aqui a gente tem uma padronização e uma consolidação do campo da ciência mas ela é completamente amparada nesse campo das ciências naturais Então esse movimento positivo esse movimento funcional e esse movimento estrutural de compreender
uma estrutura Eles são muito muito fáceis de ser aplicados nas ciências naturais onde o sujeito é um ser humano e o objeto de pesquisa é um elemento da natureza só que quando a gente tem eh a emergência das ciências humanas onde o sujeito de pesquisa é um ser humano e o objeto de pesquisa também é um ser humano a gente enfrenta uma série de desafios por quê Porque é difícil para que essas ciências que estão emergindo Ecologia a sociologia eh elas Então se encaixem nesses moldes que são o positivismo eh o funcionalismo o estruturalismo é
difícil para que ela cumpra todos esses critérios de matematização de experimentação de comprovação de objetividade de imparcialidade de generalidade Porque como é que você vai garantir que todas as pessoas por exemplo que eu posso ter uma generalidade que todas as pessoas vão reagir da mesma forma a mesma mesma coisa em todos os lugares ou quer dizer esses critérios científicos da idade Modern que são traçados a partir de uma ciência natural são desafiadores paraas ciências humanas então a gente passa a ter uma ruptura ou seja olha as ciências naturais que são chamadas de hard sciences vão
para um lado e as soft sciences que são as ciências humanas começam a então ter os seus próprios métodos as suas próprias teorias e as suas próprias validações né então eles começam então a questionar esse movimento que era um movimento das ciências naturais e então a gente passa a ter uma série de teorias né Principalmente mais recentemente que são teorias que vão questionar né agora na idade contemporânea ou na idade pós-moderna eh que vão questionar essas esses preceitos da idade moderna Então vão dizer assim olha eh não é possível essa objetividade em alguma medida a
gente vai ser subjetivo mesmo essa imparcialidade ela não também não dá para cumprir esse requisito aí começa né olha isso aí não dá isso aí não dá isso não dá para cumprir né então a gente não eh todos os critérios de objetividade passam então a ser questionados os critérios de imparcialidade passam a ser questionados os critérios de generalidade passam a ser questionados então a gente tem aqui uma mudança de paradigma a gente tem o que a gente chama de uma quebra de paradigma então a idade contemporânea a idade pós-moderna Ela traz em si essa quebra
paradigmática por quê Porque com a emergência das Ciências Sociais e humanas a gente começa então né os pesquisadores dessa área começam então a questionar se é possível fazer ciências humanas e sociais no molde das ciências naturais e como isso não é possível a gente então começa a criar os nossos próprios teorias nossos próprios métodos e nossos próprios e regras e padrões e aí então eu vou deixar para vocês tá o modelo Como eu disse da Vasconcelos que é de onde eu tirei essas informações né preparei essa aula a partir do texto dela e vou deixar
o modelo onde ela resume então todos esses movimentos né da história da ciência que ela chama de momentos marcantes no desenvolvimento do pensamento científico é isso a gente ainda vai ter uma aula sobre normas da bnt Tá eu vou deixar aí um outro vídeo e depois a gente vai ter a nossa primeira a nossa última atividade avaliativa né a nossa última atividade avaliativa que é o mapa mental