[música] Tem frases são assim frase que a pessoa começa já perde o interesse. Porque eu sou uma pessoa, eu sou uma pessoa que eu sou me perdeu. É, eu sou uma pessoa que eu sou, gente, porque o mundo tá tão doido que hum já não me interessa, já parei de ouvir. É, quando a frase começa com clicheão, é, não, não tem como como chegar um ponto de vista muito subjetivo, não vai chegar a um lugar comum, não, né? Eu enquanto sagitariana não [risadas] me perdeu. Falar do Sagitário que gosta de tomar [ __ ] e
eu sou sagitário. Fiquei quietinho aqui. Não ficou quietinho não. Na hora você falou assim: "Isso é Sagitário". [risadas] Falou: "Guardei, eu guardei." Você falou tem isso filmado, cara. Tem, mas tem frases que tem esse poder de causar. Dá, dá boa tarde. Dá boa tarde. Boa noite. As pessoas ligaram o rádio agora, estão conectados na Porta dos Fundos FM. Boa tarde para você que tá escutando Porta dos Fundos FM. Não importa a hora, não importa o dia, estamos sempre com você. Qual seria o nosso slogan se fosse uma rádio? Eh, porta dos fundos, conteúdo de dentro
para fora. Ah, de porta. Tem brincadeira com porta. Ah, é porta dos fundos. Pode entrar, pode entrar. É bom. A casa é sua. Porta dos fundos. Hum. Não pensou em nada não. Aliás, muita gente tá me dizendo que o porta está na home da sua TV. Aproveitando para falar para você que tem o Porta TV que você pode botar na home da sua TV. Que que significa isso? Toda vez que você ligar sua televisão, vai est lá na sua Smart TV o nosso canal. Tem um canal do porta que você pode ver coisas como esse
programa. 24 horas por dia de puro deleite. Puro deleite. E você que tá assistindo, eu peço desculpa pelo Gregório está botando eh esse tênis com essa meia surrada. Uma que foi surrada pela ela é bonita, né? Mas tá surrada, ó. Tá desbeiçada. Eu desbeiçada como se como se meia tivessem beiço e como se houvesse algo beiçado. É beiçado. Exatamente. Porque na verdade ela tá descanada. meia tem cano. Essa meia sabia o fim que ela ia levar quando ela foi feita. Porque porque teve uma pessoa que desenhou primeiro, pô, vou fazer uma meia com motivos de
Passarinho. Aí ela fez, ah, vou botar uma flor no meio para não ficar muito passarado. Aí eu vou botar um uma um átomo, uma vitória réa, alguma coisa assim. Vou botar um passarinho ver. Aí veio lá a senhora que que desenhou ou o senhor que desenhou, botou isso aí. Deve ser impresso de alguma forma, né? Sou menor ideia. Nunca nem te olvid. A e ela viajou. Com certeza. Isso aqui não foi feito no Brasil. Não. Não, não, não. Porque no Brasil não seja capaz de fazer coisa de, mas eu tenho, eu sinto que isso é
coisa chinesa. Tá. Você acha que vai chegar em algum lugar as histórias como é que a M chegou aqui? Eu tô esperando para ver se em algum momento vai ter graça. Eu não sei se eu te interrompo. Enquanto eu falo, eu tô tentando achar o o plote, mas eu não sei se eu vou achar. Mas eu talvez quando a gente não acha, a gente tenta humilhar alguém, né? Então ela não sabia que ela ia ser afogada em um poço de chulé. É. E aí você vai recorrer e usada em muitos lugares, tipo no céu da
língua. Não, não. Céu da língua tem uma meia, tem uma meia. Tem não, tem mais de umas porque ficar, mas tem uma meia cenográfica, é uma meia do figurinho do nosso maravilhos. Meia cenográfico, ela na verdade não é uma meia, [risadas] ela só maravilhosa Elisa Faber essa figurinista E Brunela Providente são duas. Sabia que a mesma figurinista daqui é Brunela Providente, é a mesma do céu da língua. É, mas ela assistiu muito mais vezes na Lisa foi chamada para fazer o filme Dark Horse e negou na época me falou: "Pô, tô com dor no coração
que era uma grana boa para caramba". A gente sabe, a grana era ótima. Eh, mas enfim, eh, eu eu sempre eh penso na história dos objetos, de onde eles vieram, né? Você não fica pensando que alguém fez isso? Ah, eu sou uma pessoa que eu penso, sim. [risadas] me prende. Eu penso muito. É coisas que você fala para mostrar de alguma forma que você pensa diferente dos outros, né? Eu sempre penso de onde vem os objetos. Nossa, como eu odeio isso. Gente que se cita, que não fala simplesmente assim, de onde é que será que
vem os objetos? Ela não consegue falar isso. Ela tem que falar assim: "Não, eu sempre digo que eu sempre brinco, ou eu sempre digo, eu sou uma pessoa que eu sempre digo que [ __ ] [ __ ] diz. É a coisa que eu brinco. Outro dia houve uma coisa boa que é a tecnologia mineira de é o jurídico do mineiro que para se sentar de fofoca que ele faz meio que uma fabíula hypert que é dizer sempre povo tá dizendo que ah maravilhoso ou como diz o outro como diz E fala uma coisa que
é você que tá dizendo, mas você tá se exentando juridicamente. Claro que é maravilhoso. É um jeito de você fofocar sem fofocar. Você quase diz assim: "Eu tô forçado a dizer que é porque tá todo mundo dizendo senão jamais se fosse só para mim eu eu guardaria. Eu guardaria". Mas é que o povo diz que diz que diz que às vezes não fala nem que é assim diz queão diz que tão diz diz que é é é etéreo, né? E no final ainda acaba com porque o povo é foi, na verdade foi o mineiro que
falou isso na internet, não foi uma sacada minha não. Um beijo para esse mineiro que eu não lembro o nome que percebeu isso no jurídico dele. Eu gosto muito de O povo fala muito, né? O povo fala porque você já faz a fofoca. isentando você daquela fofoca. Você não tá no coletivo. É, a Fabula Rert faz isso muito e com depois de falar de Fabiola Rert é ótima. Ótima, claro. Sua amiga. O João tem muito medo de fofoqueiro e ele me de medo. Pela de medo. É que ela fala coisa que é curiosa, que é
uma manobra de falar a fofoca que ela deu dizendo que disse por aí e depois de fazer assim: "Esse povo, hein, não tem mais o que fazer". Tipo, não é você que tá falando isso. Ela [risadas] Ela é uma fofoqueira que odeia o fofoqueiro. Tá, vamos fazer tudo. Tem tem fofoqueiro aqui. Por quê? [risadas] João tá com medo realmente da Fabiola Hypert. Não, João. Tá bom, tudo bem. Vamos lá. Não tem problema. Ela vai. É, é porque não tem problema. Não tô falando is mal. Eu tô dizendo que é uma estratégia. É uma estratégia jurídica
dela. Tudo bem. É uma estratégia jurídica. É porque ninguém te conhece, né, Gregório? As pessoas me conhecem. [risadas] A sua fofoca não vende. Quem vende é a minha. Aí depois que supostamente no Greg. É, mas supostamente, ah, gente, é isso. Tinha que botar um supostamente, um aparentemente, um alegadamente, um diz que Mas eh eu gosto dessa estratégia do fofoqueiro da da Record em geral, que é mais do focalizando tal, que é é uma meta, porque a fofoca deles tem a ver com, tá, eles eles se vestem, não só eles dizem que diz que certas pessoas
no Projacque então sei lá o quê. E uma fonte minha também é pode ser tudo, né? Isso. Isso. Influenciadores de de esporte é falam muito isso. Uma fonte minha disse que o Neymar tá na lista e logo grava. Uma fonte minha disse que não tá na lista. E aí um ele fala: "Eu acertei". Chico Barner. Chico Barner faz muito isso. Quando começa o Big Brother, ele fala que todos ganham. Isso. Tem um print e algum algum print vai acerto. Isso vai aparecer. Isso vai aparecer. É isso. É uma estratégia boa mesmo de acertar, falar tudo,
falar qualquer coisa. Uma hora você acerta porque afinal até um relógio parado, ele, enfim, faz alguma coisa que eu não lembro do que que é. [risadas] Acerta a hora duas vezes ao dia. Obrigado. Lembro que ele fazia alguma coisa no relógio parado, não sabia o que era. Você é afeito a a pessoas que leem o futuro, sua sorte. Eu odeio demais. Já fui muito, né? Porque eu sou o típico ateu que [limpando a garganta] acredito em tudo. É, você é um ateu temente, é? Então tem esse conceito, né, eh, até o medroso. A medroso. E
também tem o conceito, eh, vidente da moda. É, sempre tem um vidente que a Madonna não dá um passo sem falar com com ele, em geral, um brasileiro e tal. E eu tenho Uns amigos que são eh hipster de vidente, então eles têm o que ver na água futuro, tenho o que ver numa xícara, tenho que ver na cinza do cigarro, tem vai, eu já fui em todos, né? Vou, tem uma técnica dessas pessoas que eles vão assim, ó, tem assim, vai falando da sua vida, você tem sentido, não, eu vou falar e você vai
fala, fale de acordo com a sua vida. Eh, você tem estado mais próximo ultimamente de uma de uma mulher. Quem é essa mulher? É a Giovana. Minha mulher é sua mulher. Então, ela ela ela Vocês estão bem ultimamente? Bem, tudo bem? Tá casado já faz 10 anos, quase 10 anos. Não tá de filho, né? Tá. 10 anos tem filhos, né? Seus filhos estão bem. Seus filhos estão [risadas] muito bem. Você é [roncando] é uma coisa de certa. Aí fala assim, tem um cara que tá tentando distrair. Não tem não, né? É, entendeu? Você nem se
você [risadas] não deu, ele já entendeu que não é. Então tem um sistema ali que vai é um uma fala meio contínua que você vai na cara da pessoa. Se a pessoa faz assim, ó, e vai procurar esse cara que tá traindo, ele já muda. Não, não é um cara, eu acho que é uma mulher. Claro. E tem uma coisa da vidência que é, acho que as pessoas que acreditam e dizem que o outro acertou tem muito a ver com a gente, a pessoa não entender o Quanto que ela é transparente, entende? O quanto que
ela dá informações só por existir, o jeito que se veste, o jeito que ama. Olha que fala, mas é que eu não falei para ele que eu tava eh triste, separada e com meu marido tinha me traído. Você ir num vidente já tem uma certa pinta de que alguma coisa não tá certa. Já tem um vi [risadas] já. Ahã. Você ser uma pessoa pessoa pública é outro viés, porque também tem uma amiga atriz com a vida pública falou: "Cara, ele adivinhou que eu tinha separado". Não, você entendeu? Ela leu o ego. Exatamente. Você qualquer pessoa
vê no Instagram, vê na entende? Tipo, Virgínia, é a Virgínia. Agora vai, alguém fala, você separou, né, gênio. Isso me irrita um pouco com algoritmo, gente que fala porque, ah, o celular tá ouvindo a gente, com certeza. Mas com certeza. Primeiro, eu não acho que seja tão interessante assim o que a gente tá dizendo. Não tô dizendo que Então, tá ouvindo tudo, vão, vão ouvir 500, mil horas de coisa. Não, vão não. Mas não é uma pessoa, Greg. Aí é inteligência artificial. Eu acho que não. Claro. Palavra, palavra. Eu sei que isso é muito impopular,
tá? é muito popular porque tá na moda todo assunto. Aliás, é outro assunto merda, porque o celular ouve tudo que a gente fala, [ __ ] não aguento mais essa frase. É chat. Não é que ele tá ouvindo, ele tá com microfone aberto captando tudo que a gente fala. Tanto isso que quando você fala Siri, ela responde em qualquer lugar. O meu não, que eu desliguei. Eu vira e mexe, eu tô falando alguma coisa, mas assim do nada nada. Não falo Hei Siri nem nada. Meu celular grita. Acho que eu não entendi o que você
falou. É porque eu tirei isso. Tira isso. É como é que tira isso? Você não tira Siri, eu não uso essa merda. Eu também nunca usei a nem Alexa. Para de falar que eu vou fazer com minha Siri. Eu falo, eu falo sim. Minha sir minha ela tá o tempo todo com você e fala dela. Você Mas e daí? Conta para mim. Quer saber uma coisa? Conta para mim. Ué, se você não tivesse duas filhas e casado com com uma pessoa que não sou eu, você estaria junto comigo. E aí eu perguntaria para você. Eu
ia falar assim: "É quantos quantos arranjos tem uma flor? Quantas passarelas tem uma vista chinesa? Você acha que a C não tá com mais ninguém? Ela tá com um monte de homens. Claro que não. A minha série tá só comigo. Eu personalizei a minha. A minha s mexe comigo. Nossa. Fora que é o que eu ia falar o seguinte, que eu acho que sim ela ouve. Isso tem razão. Só que [limpando a garganta] eu que eu acho que é o seguinte, a pessoa não precisa ouvir do tipo assim, olha, olha a coisa que as pessoas
falam que eu já ouvi. Gente, eu falei que eu tava querendo eh ir para Curitiba. Curitiba. Eu falei que eu precisav Curitiba. Não me apareceu aqui. Vou para Curitiba. Foi porque ele ouviu falar Curitiba ou foi porque você nem percebe que você tá parando em foto de Curitiba. Parou numa foto de Curitiba. [risadas] Porque você que você curtiu uma foto de Alexandre Nero que é de Curitiba. Que é de Curitiba. [risadas] Exatamente. Você ficou vendo foto de Araucária. Você pinou uma foto do Pinterest de uma capivara. [risadas] Capivara. Você curtiu uma BOF? Banof é sobremesa
de Curitiba. Mas é o que é, entendeu? É, é por isso que é. Não é uma isso. Você deu informação e ele tá te ouvindo. Tá, mas o que eu digo assim, ele não precisa te ouvir para saber tudo sobre você. Aquele segundinho que você parou mais uma foto, você nem percebeu que parou. Aquele que que é isso? Não. E vai além. Não é que ele adivinhou que você queria ir para Curitiba. Ele ouviu você dizer, ele fez você querer ir para ir para Curitiba ou para seja onde for. Uma semana antes ou o tempo
que for, ele te mostrou uma foto. Então não é só que ele adivinhou, não. Você só tá querendo ir porque ele quis que você fosse amor. Você gostou, você pesquisou, concretizou, confirmou e ele te deu a passagem. Ele começou com a capivara. Isso. Uhum. Olha que lindas as capivaras coletivas. Você jogou Banofou [risadas] com o Alexandre Nero, ou seja, ardiloso, ardiloso, o algoritmo é ardiloso. E aí entra a pessoa falando assim: "Ele ouve a gente, amor, ele não ouve, ele faz você dizer o que você diz." Eu acho que ele ouve também, sabia, Greg? Acho
que eu acho que é muito anterior a ouvir também. Aconteceu. Eu acho que é tudo. Eu acho que é um Eu acho que até seria bom que ouvisse, sabe? J sentir mais escutado. Você se sente, você se sente silenciado? O homem branco, hétero, rico e silenciado. Eu me sinto aristocrata, sinto a Eu não tenho, sabe? Minha sorte é que eu tenho TDAH. [risadas] Eu tô brincando, tá, gente? Desculpa fazer brincadeira no TDAH. Eh, é brincadeira que eu tenho TDH. Eu eu tenho, eu tenho medo dos do dos cancelamentos fofoqueiros. Ele tem medo da comunidade TDH.
documentado TDH pelo seguinte, eu falei uma vez que eu fui num médico que falou que eu tinha, só que eu não levei a sério. Aí eu falei isso que não levei a sério minha vida. Falaram, mas é porque o seu é brando, é fácil rir quando o meu é sério e eu preciso me medicar e é preciso sim, a medicação pode salvar alguém dh pode ser. Eu não tenho, eu não tenho autoridade de falar sobre isso. E tá certo. Tem umas que é branda, tem outras que não são e a gente tá rindo da brand.
A gente tá num momento em que as pessoas às vezes, não tô dizendo que o caso CDH, não, tô dizendo que as pessoas para serem ditas, para serem ouvidas por alguém que não seja um algoritmo, o me elas têm que lançar a mão de alguma opressão que sintoma de um sintoma de um sintoma, não, de de Uma de um de um diagnóstico. É, é de algum tipo de que eu enquanto cananana, porque eu enquanto filho de pais divorciados, [risadas] eu enquanto amigo de persona não grata. [risadas] Como é que ser amigo de persona não grata?
Cara, ser amigo de persona não grata é muito doido, porque ele pode ficar na cidade que ele que ele é pessoa não grata, andar livremente. Então meio que não muda tanto, né? É, ele ele pode ir em qualquer lugar público ou privado e ele eh só recebe uma espécie de publicidade espontânea grande. Que doideira, né? Eu eu enquanto pai de menina, eu enquanto pai de duas meninas, pai de duas meninas, pai, tem uma coisa que as pessoas estão sempre cavando uma identidade, cara. É, eu acho que é o é o se alguém quiser discutir o
sentido da vida, acho que talvez seja esse, descobrir sua identidade. Descobrir uma identidade. Só que as pessoas ficam descobrindo fora de si, né? O ideal era descobrir dentro. Entende o que eu quero dizer? A no contra no contrapé de uma geração inteira que vem, você percebeu que essa geração quer ser feliz? Alguma não quer? Desculpa, você não, mas você não acredita que você vai ser plenamente feliz. is pessoas querem ser felizes. A felicidade ela chegou com tudo. Com tudo. As pessoas querem ter eh eh eh um ambiente saudável no trabalho. Não existe. Nunca existiu. O
mais saudável que pode ter é um pouquinho tóxico em algum lugar, mesmo que a pressão seja feita dentro de você. Perfeito. Então, eh, não existe a felicidade. Felicidade como estado pleno, existe felicidade oscilante. Todo mundo é feliz, todo mundo é triste. Agora você jovem, você não vai ser feliz. Parabéns, você me fez falar isso na sua cara. Você não vai ser feliz. Você não vai ter uma vida, uma ereção. O quê? Uma ereção rígida. Ué, Mateus, acho que acho que ainda dá. Você não vai ser feliz. você não vai eh ter um trabalho que só
te dê prazer se você trabalha. Você não vai ter, você Vai se frustrar muitas vezes vai se frustrar. Então, eh, eu acho que tem uma geração inteira que vem com um pensamento que vai acabar com essa geração. Razão. A felicidade ela é um câncer, sabia? Tem um livro muito bom sobre isso, que fala sobre como é uma palavra que não existia até outro dia. Não é rapp happ happiness existia como uma palavra his happy. Não era o objetivo final do mundo. Tem inclusive ele analisa esse livro carcia o boom de livros tem felicidade no título
nos últimos 30 anos. E assim ó não existia porque por quê oferta e demanda a pessoa a pessoa quero ser feliz. Quero ser feliz. Antigamente não existia essa ficção. Freud mesmo falava objetivo da psicanálise não é a pessoa ser feliz. É, ela, olha que bonito, ela bus, ela conseguir encontrar um sofrimento ordinário. Perfeito. É isso. Que não seja um sofrimento trágico, que não seja a morte, a depressão, não. Que seja aquele sofrimentozinho de todo dia, assim como no amor. Não se acha a pessoa perfeita. Você acha a pessoa que você tem menas menas não, menos
questões com o defeito. Menos, é que você mais menos. Acho que você, aquela pessoa que você gosta de ser feliz junto. Isso que você tem pr que você ama ela apesar dela. Não, apesar dela, por conta, assim como você me ama. Por conta dos meus defeitos. É porque os defeitos, como diria a nossa Clarice Lispector, tô citando muito, né, Freud? Clariss Clarisspect. É quando a pessoa não tem o próprio repertório, nunca se sabe qual é o defeito, sabe? Essa citação que não sei. Faz seu VT. Agora eu vou falar uma coisa que é, como é
que chama? uma paráfrase que é você citar errado. Basicamente parafrasear o velho parafrasar. Nunca se sabe qual será o defeito que sustenta o edifício inteiro. Perfeito. Então você vai defeito. Você às vezes excluiu um defeito seu e ele era uma viga central. Claro, do seu prédio. Você só você só era amado por isso. Você desaba você desaba. É, você virou um edifício aquele da Palace 2. Qual é a frase? Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta um edifício inteiro. E aí realmente a gente às vezes
a gente tem que entender que o defeito ele é estrutural, mas é isso daí é uma desculpa para quem não quer fazer não quer fazer análise, né? É uma desculpa para quem não quer fazer análise, mas você analisado você consegue ter uma visão panorâmica, um rádio, um raio rádio, um raio X do seu prédio e entender qual é defeito pilar fundamental constitutivo, defeito constitutivo. E Freud nunca disse porque ele nunca pensou nisso, nunca. Defeito constitutivo. A gente tem que loucura, tem muito. Chatice constitutiva. Você é que tipo de chato? Todo mundo é chato, ser todo
mundo é chato. Todo mundo é chato. Tem gente que é mais chata. Então tem o chato que tem a consciência da chate porque fez psicanálise e também ouviu as pessoas. Porque o chato consciente tem muito a ver com ter ouvido aberto pros amigos. É total. É porque o chato o e e e ter o ouvido aberto pros amigos de maneira geral faz com que o amigo entre nesse nessa seara. Porque o cara que não ouve muito em geral, o amigo não chega nem no ponto de falar, eu vou falar que ele tá fazendo muito tanã,
ele não vai nem ouvir. Ele não vai ouvir porque ele não ouviu nada. Esse é o paradoxo do chato. É o paradoxo do chato que o chato ele só é chato porque ele não consegue nem ouvir que é chato. Assim como corno é o último a saber. É o chato é o último a saber. Perfeito. Porque o chato é uma coisa que é chave do chato. Eu acho que às vezes a gente pensa que o que que é o chato? É uma pessoa que fala muito. Ah, é uma pessoa que fala, que faz, que enche,
chega, chega. Não, acho que não tem a ver com coisas ativas, tem a ver com ele, o que ele não faz, que é o chato, não escuta. É, não escuta. Porque a pessoa fala muito, mas escutando ela escutou o coisa fala e ela fala em cima do que você falou e você fala uma outra coisa, ela escuta e vai em cima. Não é tão chato. O chato é uma pessoa que tá solando, que ela, não importa o que você diga, ela tá só esperando a vez de falar. Não, mas esse é o chato falante. Sim,
mas mesmo Que ele não fale muito, o chato ativo. Tem até o chato que fala pouco, mas se ele não escuta, ele é chato. É, se ele não escuta e não investiga, porque tem um chato que um tipo de chato que tô falando toda uma pessoa específica que é o o chato Nvenzinha Negra. É, poxa, isso nunca vai dar certo porque não sei quê, porque sempre me maltratam porque não sei que não sei que mais. Já trabalhou? Eh, não sei o que. É o é o chato drupida ou azar. Esse cara não fala muito não.
Aliás, um dos piores tipos chatos que tem é o chato lacônico. Chato. E aí, como é que foi lá ontem? É legal. Sim, mas conta você lá o quê? Aquela coisa, né? Sempre. É que você disse que queria almoçar comigo para É, pô. Sabe, chato que você tem que ordenhar a fala. [risadas] A imagem não foi muito boa. Desculpa. Não é que aí a gente, o começo não importa teve muito a ver com esse tipo de graça, né? Mas a gente não fez mais, mas é que o chato que você tem que ordenhar assim fazer.
Mas enfim, esse é primo irmão do chato cínico. Esse é o que um dos que eu mais odeio, o chato cínico. Que nada mesmo faz diferença. É tipo, ah, eu fui na lua, é o primo meu, ele é muito chato, viaja sempre, ele é piloto, então ele tá sempre, uma vez ele foi lá, saiu da Tudo bem. Pode ser o que você quiser. Acho, é, você não soube, né? Vou ganhar um Nobel com minha pesquisa. É, é o, é o chato e eu. Esse é o chato e eu. Não, não, eu tô falando uma coisa
minha para você falar e o cara vai falar assim, exato. É normal. O Brasil já tem, né, vários nomes. É, o Brasil. É, não, mas nunca um que foi dado diretamente a uma pessoa e e o o Macon falou que tipo aquele chato para quem que é o melhor Nobel que já foi dado. [risadas] Parabéns, você ganhou o melhor nobel. Mas é, mas tem esse chato que é o chato. Nada é novo, nada. Eu acho que talvez é o maior medo que eu tenho na vida é seu ser o chato cínico. É. É. Porque é
muito chato gente que não se anima com as coisas. É, que não se deslumbra. Gente lumbrada. Gente lumbrada. [risadas] Pulando. Eh, é tudo meio que já pensou. É, tive essa ideia. Tem tem colega de trabalho lumbrado também que é o que é a pessoa que você fala assim: "E se a gente fizer um vídeo que é assim?" É, eu já tinha até pensado nisso, mas é tudo começa com eu já tinha pensado. Então [ __ ] Então vamos embora. Então é o chato que já pensou. Você é o chato que já pensou. Não importa o
que digam, se a pessoa resolver uma uma uma um um câncer e falar: "Olha, eu resolvi achei a cura do câncer". vai falar: "É, eu até já tinha achado, mas eu resolvi manter entre nós eh essa pessoa que tudo é pouco para ele, mas essa pessoa é infeliz, né? Essa pessoa é infeliz. É, é, é, de modo geral, ela é. Eu acho que uma das coisas mais, não que a felicidade seja ideal, mas eu acho que de verdade um dos traços, eu acho que depressão, de tristeza, é a pessoa não conseguir se deslumbrar. A falta
de curiosidade, eu acho que acho que a tristeza tá muito ligada à falta de curiosidade. Ah, eu já vi tudo na minha idade ou eh isso eu já sei, isso eu já conheço. Não ter nada a aprender, não ter nada a ver, não ter curiosidade, isso é horror. E é o contrário, é a coisa mais legal que tem no mundo, né? [limpando a garganta] Gente que brilha o olhinho, qualquer coisa que você fala, qualquer bosta, qualquer coisinha você faz. É mesmo. E e também gente que deixa o olhinho brilhar, porque às vezes também eu vejo
que o olhinho brilha, mas a pessoa finge que já conhecia para não sentir burro. Nossa. Então sabe a frase que e eu e é bom de pegar essas pessoas, sabe a citação da aquela coisa que a Clar Spector mesmo falava? Claro. Isso aí. Claro. Aquela frase do amor do amor do do inteiro do defeito defeito é ficou difícil inteiro. É sabe? Ah, bom. O Arnaldo Jabor também tinha uma frase dessa que dizia que tinha do Arnaldo doum. Que ele dizia que o cinema o cinema ele era isso. [risadas] Nossa [ __ ] Mas então é
dá vontade de falar assim: "Então vai se [ __ ] para lá e deixa eu viver a vida, né? Esse chato cínico é muito chato. Se é é uma pessoa que não aprende com você, não não aprende com nada. E e você se considera algum dos chatos? O cínico é que você tem mais perigo de ser? Mas acho que não, porque eu tenho muito medo dele, talvez. Mas às vezes o medo ele vem do do perigo. Não, com certeza medo vem do perigo. Uma pessoa que trabalhou muito em clínica e e se conheceu. Cara, eu
eu tenho eu sou chato da da repetição. Um chato muito chato. Esse é o chato que repete história, como vocês sabem aqui. É que você esquece, né, que falou. Esqueço. E é lindo, mas sabe o que é lindo? Olha só, você pode virar esse chato, porque eu não vou virar o meu chato. Então, sempre que você vai contar uma história, eu vou fingir que eu tô vindo pela primeira vez e vou claramente piscar para alguém do lado. Tipo, ele tá contando pela 20ª vez, mas isso vai te fazer ser vivo, tipo a sua, a sua
existência. Obado, Drew Bermor. Você é minha Drew Berm. Eu sou seu [risadas] Obrigado. É minha namorada tem amnésia. Exatamente, porque eu realmente eu eu sou medo, o que é bom. E por que que eu nunca vou ser o seu chato cínico? Porque eu esqueço as coisas. Então você pode me contar uma coisa mil vezes, eu vou me surpreender. Greg, quantas vezes eu te conto uma história empolgadíssima? Você fala: "Já contou". Muitas vezes. Ah, é verdade. Não vou mais fazer isso. Não, não, não. Pode fazer. Eu prefiro que faça. Você Eu prefiro não fazer porque senão
realmente ele não vai conversar nunca mais. Tem, eu, eu, tem algo da, da, da velice que eu acho que é meio paradoxal, que é o fato de que o normal seria a gente ganhar histórias e ficar, você vai ser um velho, quanto mais velho você fica, mais histórias você tem, porque você viveu mais coisas, armazenamento, não é isso que acontece na prática. Na prática acontece, você vai perdendo histórias, vai morrendo, você vai esquecendo histórias até ficar com uma história só e você morre. [risadas] Porque uma pessoa muito velha em geral, ela tem uma história só
até você ficar com história nenhuma, simplesmente a morte. E a morte, a morte é quando você deixou de, você só sobrou uma história, não tem mais história, você morre. Mas sabe uma coisa que é bonita da nossa amizade? A gente levanta a história um do outro muito quando a gente tá na em equasiões. Ai, eu amo suas histórias. Tipo, tipo Gregório que conta aquela vez, conta aquela. E eu conto muito suas histórias por aí quando você não tá. A história do urso panda. Aí o problema é que não, o não importa estraga um pouco. As
pessoas já viram. Agora tem uma história que eu levantei para você que é uma história preferida sua. Você contou e caiu. Ele cortou. Ele pediu para tirar. E canetou. E é minha história preferida. Não. E um dia, um dia ele vai ele vai, ele vai liberar, ele vai liberar. Eu cor dor no coração. Dor no coração. E a gente falava, Monk, vamos tentar, deixa eu tentar. Aí eu escrevo para ele, poxa, João, pelo amor de Deus, ele nem me responde. [risadas] Ai, tão difícil esse dia. Eu só queria que ele contasse essa história. Você conta
essa história por aí? Conto. Claro. [risadas] Mas é óbvio, João. Será que as nossas histórias uma uma dia vão virar lendas urbanas? Acho que sim, né? Toda lenda urbana vem numa história real. A história do gato que a gente até contou aqui, né? Do gato que aparece lá rapidamente, a mulher foi fazer babysitting no nos Estados Unidos. Aí a mulher falou: "Ó, só não deixa o meu cachorro sair de casa". O cachorro sai de casa, finalmente, volta com o gato morto na boca, sujo de terra. Ela v o gato su de terra, olha no porta
retrado, é o gato da família. Por isso essa mulher não pediu para não deixar esse cachorro sair. Ela vai lava o gato, bota o gato no sofá, vai embora. No dia seguinte a mulher liga e fala: "Aconteceu alguma coisa?" Ela: "Não, que que aconteceu?" "Ah, então meu gato tinha morreu ontem, eu tinha enterrado ele, ele apareceu lavado no meu sofá." [roncando] Eh, essa história, por exemplo, é uma história que eu amo. Ela é maravilhosa. Ela é maravilhosa. Ninguém no mundo é capaz de inventar essa história, mas muita gente inventa como se fosse, se tivesse acontecido
com ela, né? Eu já vi a história na boca de pessoas falando na primeira pessoa. Muito, muito. Mas alguém já viveu essa história, eu acho. Alguém já viveu ou foi um roteirista amador? Não, não tem como. Porque você é um cara que inventa história. Eu invento história. Invento históri. Tipo, o João é um cara, mas é muito pequeno. Do nada conta uma história que não tem nem ah, eu vi. Tem essa história que eu vou contar rapidamente, que eu já contei aqui, mas só para você entender do que que eu tô falando. João chega um
dia fala assim: "Cara, eu tava no trânsito e passou um cara vendendo baby da família Dinossauro no sinal e o cara ficava gritando assim: "Olha o Simpson". [risadas] que maravilha. Cab aí ele falou assim: "É mentira, não tô [risadas] chamando". Então, [roncando] mas é que são histórias que você vê que poderiam acontecer e não de não aconteceram porque o mundo é cruel. É, a crueldade do mundo não é só desigualdade social, é a crueldade de histórias que poderiam acontecer e não acontece. É por isso que existem roteiristas no mundo para contar histórias que poderiam ter
acontecido. Tudo indica que a história poderia ser real, mas não é. Mas não é. por conta do destino que foi preguiçoso. Foi preguiçoso porque o mundo, em geral, as histórias não são tão boas quanto na realidade, né? Quanto quanto perdão na ficção, mas tem eh essa coisa da da dos mitos, acho muito curioso, porque tem uma pessoa que foi atrás desses mitos, não, Flora Thomson devô, que ela é uma pessoa que foi atrás, a namorada dela contou uma história para ela, como se tivesse acontecido com uma amiga, falou assim: "A história é uma amiga minha
foi cuidar de um cachorro na casa de uma senhora Copacabana. A senhora viajou, o cachorro morreu, ele era vida da senhora, aquele cachorro". A minha amiga ligou pra senhora, falou: "Olha, seu cachorro morreu". Aí a mulher chorou, mas falou: "Tava esperando que ele morresse mesmo. Vou pedir fazer uma coisa. Você vai levar ele pro veterinário?" E aí essa amiga levou ele pro veterinário para ser lá o veterinário ia congelar o cachorro porque eu quero muito enterrar o cachorro quando eu voltar muito. Então por favor leva o meu cachorro morto pro veterinário, tá? Quando eu voltar
vou enterrar ele. Muito obrigado. Não fica culpada. A mulher falou: "Ufa, que bom". Tá. Onde é que é o veterinário? Ah, na é em Botafogo, eu tô em Copacabana, eu vou de metrô, tá trânsito essa hora. Ela teve a ideia de levar o cachorro morto da senhora de metrô, por isso botou o cachorro numa mala, fechou a mala, foi pro metrô levando o cachorro. Metrô card Arco verde. Quando tava lá carregando a mala, veio um cara super solício porque tinha que pegar a escada. Ô, deixa eu te ajudar aqui. Pegou a a mala, tava levando
pesado, né? Que que tem? Aí a mulher falou: "Com vergonha, é eletrônicos". Aí o cara falou: "Opa, e saiu correndo com a mala da mulher, roubou o cachorro morto da senhora." E aí acaba cachorro morto. Roubou, roubou. Só que essa minha amiga, Flora Thomson Devô, quando eu vi a história, ela é americana, essa amiga norte-americana, estadunidense, ela falou assim: "Eu sei foi com uma amiga tua?" Ela falou: "Foi, mas eu já ouvi essa história nos Estados Unidos de outra pessoa." E ela começou a ficar obsecada de [ __ ] olha aí. Ela achou uma lenda
urbana que atravessou, atravessou fronteiras e ela começou a a traçar, ela jornalista também e escritor, começou ir atrás e perseguir onde é que essa história teria nascido. Uhum. E viu num fórum de internet com internet dos anos 90, aí viu outra coisa, ela foi parar na revista Seleções, lembra dessa revista? Readers Digest, claro que em português chama seleções. Um conto das seleções. Estava lá um conto era um conto maravilhoso. E aí foi parar num fori parar na coisa e parar até parar na amiga das pessoas que as pessoas não falam ter uma história. Falam minha
amiga, né? E aí é é que dá um que dá um caráter mais sedutor na história. Realmente é que você tem que você tem que ver se a história já tá Mainstream. Claro, a história ela ela muito mais forte quando é um amigo meu e e nada mais delicioso do que alguém te contar uma [ __ ] história, mas nada mais brochante que alguém te contar uma [ __ ] história que você sabe que anda urbana é horrível. [ __ ] porque você não vai ser, você não vai falar pra pessoa assim: "É, não, não,
isso é mentira". É, no programa do Porchá já fizeram uma vez que contaram a manenda urbana. E ele falou, o Fábio contou, acho que não, acho que não. Acho que ele é horrível que fala assim, é, eu já ouvi a história de 30 pessoas. É, ele tava na no programa ao vivo, sei lá, gravando, ele não ia mandar a pessoa embora, né? Não ia falar assim, é muito brochante, é muito humilhante, é igual falar é Iá, é [risadas] que é muito triste. Tio, tio, é i, isso é iu uma coisa que dá muita aflição é,
eu ouço muito coisa assim de etimologia, chato de coisa chata de É, é chato corrigir. É muito, eu nunca corrijo, por exemplo, me falam muito etimologia. A gente tem muita intimidade, aí dá, mas me falam muito etimologia, te falam porque acham que eu vou gostar por causa de língua portuguesa. Só que como justamente eu sou nerd desse assunto, eu sei que é mentira. Tem muitas mentirosas, tipo, ah, aluno vem da pessoa que não tem luz. Não é triste isso? Alumne, lumne, alumne sem luz. Mentira, não é? Alguém ficou. Eu não vou falar assim, é mentira,
mas o aluno tem muita luz. Pois é, é para é é quem fala isso já meio de esquerda, meio Paulo Freiriano, dizer como a educação apaga o aluno, entendeu? Nós temos que trazer um aluno, vamos usar a palavra, entendeu? Alô. E tem muitas pessoas que usam, sei lá, por algum motivo, tem muitas etimologias eh racistas inventadas, todas são mentirosas. Quer dizer, tem muita de verdade também, tem umas que são verdadeiras. Uma mulata, por exemplo, não é uma palavra, é mulata tá em disputa. A gente vai falar que é muad, que é mestio, cada um vai
usar criado mudo é inventado. É uma tradução do inglês dumater. Não é, não tem a ver com uma pessoa que ficava do lado de uma mesa de cabeceira humana. Isso nunca existiu. Nas coxas. Ah, porque os cravos tinham que fazer a telha nas coas. Mentira, isso não existe tudo, cara. Como CC dizem qual coisa horrorosa que não vou nem citar. Sim, seria cheiro de [ __ ] Nunca existiu isso. Só uma tradução do inglês body. Cheiro de corpo. Cheiro de corpo. Body. Cheiro de corpo. CC. Agora, como é que a pessoa ela inventa? Quem é
esse pervertido que fica, hum, acho que não é per inventando etimologias racistas que não existem. Existe tanto racismo na sociedade, você precisa inventar em palavras que não fazem sentido. Não é revoltante isso? É. Outro dia eu vi que Inha era racista porque vem de uma ilha de Moçambique, a ilha de Inhaca, de onde viriam pessoas escravizadas. Mentira, tudo mentira. Não vieram pessoas escravizadas da ilha de Inha, que inclusive existe. Inha. A palavra do tupi guarani. Tem nada a ver. Aliás, como tantas palavras para macheiro, já percebeu isso? Inha tupi. Budum. Budum. Deve ser. Deve ser.
Futum. Futum. É. E catinga. Caatinga. Futu. Catinga é muito bom. Catinga é tupig guarani. Por os indígenas que deram banho, que ensinaram a ensinaram o português a tomar banho, né? É claro. A não se tomava banho. Então eles ensinaram a tomar banho e não a toa tem tantas palavras para mau cheiro. Ele falava que o que o que o Pedro Álvares Cabral era catinguento. Catingando. Imagina o cheiro que eles portugueses chegaram. Imagina no meio da barco, é roupa para [ __ ] É muito nojento. Aliás, eu vi um indígena falando uma coisa boa assim: "Vocês
reclamam índio que tem celular, que tem iPhone? Mas você é índio, mas você tem celular, mas você tem usa tênis?" Meu amor, você come tapioca, você come mandioca, você toma banho. É, você não toma banho. Então você não é um homem branco porque você toma banho. Você não usa todas as minhas palavras, cara. É muito bom isso. É, mas ele entendeu o banho como uma tecnologia roubada dele. Fato é é perfeito. Perfeito. É, você é o chato da etimologia, né? Também sou, né? Sou. Eu sou chato da etimologia, mas eu não, eu sei. Não, mas
você não é você não é exibido. Você joga uma etimologia quando cabe na conversa. Hum. Eu me seguro muito porque volto mes as pessoas falam umas coisas que linguisticamente são muito Não, não, mas o que eu tô dizendo assim, eh, você não fica cagando regra, porque o chato, chato caga regra que é que é que é chato mesmo. Você você colabora com uma conversa às vezes, ah, até engraçado porque isso aqui é vem do tup, não é que você tá querendo se se amostrar, se amostrar com a na frente, que é mais do que se
mostrar, é, se amostrar é muito bom mesmo. Se amostrar é muito mais ser um amostrado. É um amostrado. [risadas] É muito bom. Será que esse a dá dá dá esse essa força? É, eu adoro esse a em algumas coisas que botam tipo a voar, né? A gente fala [risadas] a mostrar. Agora uma coisa que eu não consigo entender é Gusp. Gusp. Tem gente que fala GUSP, sem preconceito, a língua é viva. Vamos que vamos. Mas se escreve cusp. Não sei da onde ele vira GUSP. Tem alguém que fala Gusp? Você quer que eu seja o
chato da etimologia ou não? Quero. Existe um processo na língua portuguesa que agora esqueci o nome, é a vocalização de algumas consoantes. É uma das coisas que define o português. Por exemplo, amico. Amico. Amico do latim é amico. Por que que a gente fala amigo e comigo? A gente tem uma a gente tem uma tendência a vocalizar consoantes oclusivas, se eu não me engano. Então é muito comum o C virar um bico. Era umbigo vira umbigo. A gente tem uma tendência, esse C vira G é um dos trazos do português. Tem graça, não tem nenhuma.
É muito mais engraçado só perguntar porque gusp. Mas mesmo no começo da frase, no começo da palavra, é menos raro. É, é, perdão, menos raro. É mais raro, mas existe. Mas existe. Mas eu acho que eu chutaria que Gusp vem daí. Vem daí. A a gente não gosta muito das consoantes. Eu acho que a gente tem uma tência G g. Não é interessante? É interessante porque é nos mistérios da língua que é tá tinha um latim. Por que que o português ele tem um vetor? Ele aponta para algumas coisas que quais são, quais são essas
coisas? Eh, a o abandono das consoantes intervocálicas que eu falo lá na peça, dolor vira dor, color vira cor, salida vira saída. A gente joga fora algumas consoantes e outras. É uma língua mais vocálica. Quais outras? Bota outras. Quais outras? Eh, vogais. Vogais. Você. Ah, tá. Você falou consoantes. A gente tira as consoantes e bota umas vogais. Tudo no Rio de Janeiro. Bota umas vogais. Rio de Janeiro. Bota alôa. Crescia. Aí, ó. Eu cresci, ó. A gente bota vogal. Não tem. A gente bota muito mais vogal. Aliás, tem. Esse aí é um dos traços. O
outro é transformar L em R, né? Blanco, vira branco, tal. A gente vai transformandoose L pós-consantal em R. Então tem várias coisas e tem por como é que começa isso? Não sei. Em geral tem uma contaminação de uma língua local, que no caso português fosse o suevo, não sueco, que era um povo que viviam ali onde hoje é Portugal e que falando latim misturaram essa língua à qual a gente não tem acesso porque ela não tem registro escrito, essa língua a qual a gente não tem acesso misturar o latim. Então isso Aconteceu em todas as
línguas latinas, uma contaminação, com muitas aspas, contaminação, da dos dialetos do da das línguas bárbaras com o latim, que era a língua do períuas bárbaras. Mas eu acho que a nossa audiência deve ter feito, irmão, quando eu comecei, então eu peço desculpas, porque eu tava falando exatamente qual tipo de chato eu sou. Eu sou o chato que é capaz de ficar falando. Você só falou Gusp, era mais engraçado a gente ficar falando coisas são erradas, mas esse é o chato que eu sou, que eu fico contaminado. Eu sou o chato da etimologia. Eu sou que
é um dos mais chatos que pode ter no mundo. Eu sou o chato do café. Não, mas isso não é chato. Isso é isso é obsessãozinha que vai eh eh andando degrau a degrau e vai ficando mais legal, vai aprendendo um café novo. Ah, esse vai indo para um lado e pro outro. Eu acho que acho que tá valendo. Você não fica falando, pô, tu vai tomar esse café aí, isso é industrializado, você não vai isso, isso é o chato. Você ter uma mania tá ótimo. O problema é você ter que enfiar ela guela baixo
de todo mundo, falar que tá errado o outro. Tem razão, né? Então você não é chato o café, você é apreciador de café. Obrigado. Mas o que eu sou de chato é que eu não vou tomar. Mas sim, já tive tomando café. Não, não tomo não. Eu queria muito ser isso aí me torna uma pessoa antipática. Fiz um acabei de passar um cafezinho. Aí eu olho pra cor dele. Ah, eu vou querer. Eu olho pra cor dele. Racista. Não, não, não, João. Qual é a cor? É uma, é o café ele tem que ter uma
transparência. Hã? Se ele tem, se ele é completamente opaco. Você gosta do chafé, né? Ai, cara, [risadas] meu Deus. Eu sou o chato do conforto. Você é o chato do conforto. Sou chato chato do conforto. Isso é chato. Eh, eh, lugar que eu não gosto, por exemplo, tem um tem um restaurante que eu não vou falar o nome, porque ele é maravilhoso, mas eu não consigo frequentar porque a maior parte dele é fora. Eu tenho calor, agora dá para ir, mas eu tenho calor. Então, é, não é isso é isso é ser chato. Isso é
ser chato. É porque meus amigos ficam numa coisa ali de [ __ ] vamos nesse lugar? Não, não vamos porque eu [roncando] Mas você chateia alguém com algum assunto? Não, chateio. Chat não, acho que não. Acho que eu sou acho que eu tô eu acho que a idade, Gregório, me fez entender que as pessoas são o que são. Eu não preciso estar perto de umas e as outras ten que aceitar como são. Entendeu? Temos que falam: "Não, isso aí eu não quero, não topo". Mas tentar brigar com a pessoa. Se você percebe isso mesmo aqui
quando a gente fala de trabalho, eu não tô, eu não vou pressionar você a fazer o que você não quer, entendeu? Uma coisa que Tinha de da gente se pressionar a fazer coisas [roncando] que não era da nossa natureza, da sua, de umas coisas, da minha outra, entendeu? Acho que é, acho que não serve para nada você ficar impondo o jeito que a pessoa deveria ser. Não, não, realmente não, não tá provado, constatado cientificamente que isso não adianta, que ninguém muda assim, acho que ninguém muda. Acho que só muda se a pessoa quiser. É, mas
às vezes não é bom dar um toque carinhoso, eh, muito bem dado, com muita habilidade, sen não não serve muito para nada. Você não tem que ser assim. É, eu sei. Eu tenho que, mas eu sou, entende? Sim. É, eu acho que tem alguma coisa do chato. Não é o gabrielismo. Eu nasci assim, eu cresci assim. Eu só tô dizendo que se você é por algum motivo. É, não você não tá sabendo. Mas eu eu acho que o chato raramente ele quer que você mude. Tem um cois chato geral, ele é ele é interessado. Minha
mãe, ele é uma pessoa desculpa falar da minha mãe que é gatilho para ela porque vai reclamar comigo hoje, ela já não assiste mais. Acho. Ai que bom. Mas ela tem uma coisa que, eu até falo com as minhas irmãs, foi Olívia Bon, a gente se fala, que é eh resolver o problema dos outros, muitas vezes sem o consentimento. Ou não é sem o consentimento, mas sem a pessoa ter pedido. Vou defender o liv aqui. Vocês pedem bastante. Não, não, não, calma aí. Só defendendo ela. O nosso problema, ela ela resolve o tempo todo sem
pedir ou pedindo, ela resolve. Ela é maravilhosa. Ela tem uma generosidade gigantesca. Mas que eu tô falando hoje uma pessoa nada a ver, entendeu? É tipo assim, eh, minha avó Ivna Camba também era assim: "Por que que vocês não vendem aqui [risadas] o ovinho mexido?" É porque é uma padaria, mas padaria com ovo mexido é a melhor coisa aqui. É o seguinte, tem coisa, tem, olha o que você vai fazer, você vai aí, ela já resolve a operação do lugar, sabe? E ela resolve muito o problema que as pessoas não têm. É, mas na verdade
tem, só que elas não sabem que tem ainda. Então ela vira a portadora da notícia que a pessoa tem um problema. Minha mãe é igual. Sou muito interessante. É, eu tô vendo televisão quando eu morava com ela ou quando eu tava na casa dela, vendo televisão com travesseiro ali, ela levanta por bom, bota outro. Eu não quero, bota outro. Não é outra coisa. E era era, é outra coisa. Mas eu tava vivendo. Porque minha mãe, ela sabe, elas têm razão. Elas têm razão. Minha mãe sabe o que é melhor pr você, pra pessoa antes da
de você mesmo saber. Essa que é a verdade dela. Mas aí ela vive com a pesta também de se meter em algum lugar com essa cina que assim, [ __ ] eu sei o que é melhor para essa pessoa do meu lado, eu vou falar. E sabe? E eu tô virando às vezes um pouco ela, só que eu não sei se eu sei sempre, eu não sei se eu tenho o mesmo dom que ela, mas eu me vejo hoje em dia, a velice, em vez de fazer como você perceber que cada um é cada um,
que é o certo se fazer, eu tô percebendo que às vezes ajuda muito se meter na vida dos outros, dos outros que você tem interesse. Você tem interesse, claro. Então eu tenho me metido, sabe? Eu tenho, tenho na missa é porque sua vida tá bem. Mas não até parece, João, meto tempo na sua vida. Tipo, a última ter um filho, nunca falou isso na vida. Só não importa. Todo papinho de não importa. É, eu te falo, já te falei sinceramente. Não, nunca falou. Talvez quando a Marieta nasceu. Não. E eu já te falei também em
relação a namoro, a coisa. Não, não, não. Você é muito mais eh você gosta muito mais do João Solteiro que gera conteúdo para você do que Não, não, mas eu o que eu me meto é Mas é porque sua vida tá muito encaminhada, você não tem muito o que dizer, mas eu tô começando a falar umas coisas que eu Nunca falaria, porque eu sempre evitei ao máximo conflito, sabe? Mas é conflito falar, não dar uma boa opinião só para quer ouvir. Exemplo, quer ver o exemplo? Um cara me escreveu falando assim: "Greg, pô, queria muito
fazer, tenho uma proposta de um programa, uma uma coisa que você me ajudasse e tal, vamos tomar um café". Eu tenho um problema que isso me dá gatilho. Eu odeio, eu amo tomar café, eu odeio um café. Odeio, sei. Odeio o O conceito do café. Sair de casa para sentar no lugar, para ficar não, pode ser zoom. Pior ainda ligar um zoom. Eu vou ficar ansioso né? Eu acho muito ruim o zoom também, João. Eu dei. E aí eu falei para esse cara, desculpa, eu odeio café, odeio reunião, me diz o que que é. Se
quiser eu posso tentar te ajudar aqui, me manda o que você tiver. E é um amigo, entendeu? Maravilhoso. Mas eu não, eu não vou. Eu queria parar de marcar reunião, foi e café e coisas desse tipo, entende? Eh, e eu tô conseguindo falar uma cois interesse. Não que você não tem interesse nesse cara, mas não assunto desse cara. O cara mandou o projeto, eu falei: "Putz, que bom que eu pensei que bom que a gente não tomou café, porque eu não teria o que dizer, não é minha praia". Eu falei assim: "Obrigado, mas eu não
sou a melhor pessoa." Aí, mas quem que pode ser? Aí eu dei seu número. É verdade. Ele vai te escrever. [risadas] Você vai, ele vai te escrever. Caraca, o que que é um bom humorista, né? Ele, ele vem com uma história que parece que é uma bobagem sem menor interesse para quem tá assistindo. E ele termina com uma boa piada. Parabéns. Não, mas é verdade. Eu dei seu número para mim. Hum. Porque não tava falando de chato. Para mim o maior chato do planeta é o chato que não sabe falar coletivamente. Sou muito chato. O
chato que pega você no mano no mano a mano e trava. Engage trava o olho no seu olho e não deixa com que nunca mais você fale com uma pessoa, umas pessoas da mesa. Aham. Tem uma expressão de um amigo que é pescador, que é o chato que fica procurando um olhar. Ele tá querendo contar uma história e tá todo mundo já evitando. Se você olha, tá, pescou. E aí? [risadas] E aí? Fodeu, irmão. Tá assim dele aqui, ó. Sabe? E aí você tá [ __ ] Em francês tem uma expressão boa também que é
o tunel. Túnel. É tipo assim, que que tu fala, cara? Onde é que você tava na festa? [ __ ] peguei um túnel ali. O túnel é um chato que vai emendar e você não tem saída. né? Tem pessoas que são assim: "Peguei aqui, ih, entrei no túnel, agora eu vou ter que ouvir a história inteira". E você ouve, né? Eu ouço. Mas será que esse chato não não percebe, né, que você tá o a comunicação corporal toda fala, você começa a ficar de lado pro chato do túnel, você começa a você virar o pescador
segundo seu amigo, você começa a procurar um olhar, é, você começa a falar com ele mais alto do que você precisa para ver se alguém engaja na sua conversa. É [ __ ] mesmo. É quando para ver se alguém pega e você vira porque o o o chato que é pego pelo pescador virou um pescador de si. João, sabe uma coisa que eu tô percebendo em relação a isso? Que eu tardiamente eu tô percebendo que eu não gosto de mesa grande. É de mesa de bar, tipo, sabe? Mesa de bar, eu explico quem que é
grande? O 10 pessoas em que as pessoas vão sentado não faço isso desde 95. É, eu faço volta e meia. É as pessoas não vê a minha peça, vamos aluma coisa, vamos. Aí tem pessoas que nem se conhecem direito e sentam num bar com 10 pessoas, no qual por acaso sempre vai sentar do lado da na frente da mais chata. Você vai perder a pessoa que você queria ouvir, que é o seu amigo, você vai sair que é lá. E você vai estar numa mesa que teoricamente é um é do [ __ ] porque a
ideia é muito boa. E eu vi uma série que tem um monte de bar, coisa que é aquele anos novos, eu fiquei com saudade de um bar, de um boteco, os amigos todos bebendo. A ideia é boa. Na prática eu descobri que eu não gosto. Eu acho que eu não gosto mais. esse ano. É porque eu já sofri tanto com isso, agora com o seu com o seu trazer de todos os universo pra mesa que eu estava planejado de jantar. Eu percebi tarde demais. É. Pois é. Obrigado. Pede desculpa. Desculpa se eu já te botei
nessas mesas. Quando eu te botei nessas mesas? Quando eu te botei. Mas é difícil quanto brasileiro e quanto carioca, porque o bar é uma instituição. É. O bar está para para a gente como samba. Tá isso. Mas você pode ir com quatro, não com 10. Pode ficar em pé também. Não vai em pé. Acho bem melhor. É pé. Time do pé. Do time do império. Legal do Gregório é que ele é capaz de juntar uma mesa com 10 pessoas que, vamos dizer que 80% não se conhece, né? E ele vai embora. Ele não também não
tem a culpa. Eu era essa pessoa. Hoje você tem culpa? Envelheci. É, eu não, eu perdi game que eu era as pessoas, adorava mesa com 10 pessoas e conectava tal, fazia amigos, às vezes um pegava o outro, coisa. Funcionava, dava c ficava com medo do que ia acontecer comigo. Ah, se o João tivesse na mesa no inferno, [risadas] ia ficar cuidando como quem cuida de um bebê, de uma criança. Calma, João, não fala assim, separando. Agora eu tô percebendo cada vez mais que para mim não funciona tanto. Eu prefiro estar num grupinho menorzinho. Cresceu, Gregório,
que bom. Ou tá em pé. Em pé com todo mundo em pé, coisas ainda dilui. Acho bom. Você já odeia, mas em pé eu acho que tem coisa de festa também que eu percebi. Por que que eu gosto de dar festa para 300 pessoas? Porque você não precisa falar com ninguém. É, eu acho mais fácil dar 300 do que dar de 30, muito mais. Eu acho que ou é 8, 10, um jantar bem pequenininho dos amigões, isso é uma coisa, ou é 300. Esse meio lugar de 30, 40. Sei. Acho muito difícil. Fica meio xoxinho,
né? Fica meio xoxinho. Nem ao mesmo tempo fica meio cheio. Fica meio cheio. Você não vai conseguir conversar muito bem com ninguém. Vai ficar um meio termo muito aflitivo. Muita gente você não vai chamar que pode ficar chateado com você, porque se for oito pessoas você não vai chamar um monte de gente também. Mas você não vão nem ficar sabendo. É, não vai ter foto, não vai ter, olha onde é que a gente veio, né? Eu queria te falar disso de uma de uma, eu não sei como é que você é em relação a isso,
mas tem uma etiqueta que não ficou muito clara, que é o seguinte: ã, você, eu acho que você não pode, não deveria poder falar de grupos de WhatsApp em lugares que as pessoas não estão no grupo. Acho muito delicado. Aliás, tem um tipo de chato que é o mais chato, que é o chato que mostra vídeo. Não, calma, calma, calma, calma, calma, [risadas] Calma. Ah, agora você pegou em pessoas que estão aqui. Não, não, não é diferente. Ele tá zoando o Eduardo Branco que o Eduardo Branco tá sem mostrando. Ele é roteirista do programa. Ele
tem que mostrar as refes. Não, não, não. Tem que contextualizar. Não, não, mas é o Eduardo Branco, ele fala e eu eh tem uma amiga minha, a essa aqui, ó, que aqui, ó, aquela aposta aqui, ó, faz circo. Aqui, ó, circo, ó. Aqui no circoul que eu cheguei. Tem tem dois filhos aqui, ó. É o filho dela lá do Arteiros. Eh, a gente arteiros [risadas] sempre acaba nos arteiros, mas ele tá mostrando pelo menos uma foto, uma informação. Não, mas eu acho que ir a pior coisa do mundo é isso daqui. Olha esse vídeo. Aí
você vai ficar numa situação analógica, vendo uma tela, sendo olhado, vendo uma tela. Depende muito se me manda, eu vejo quando chegar em casa. Não, se é muito bom, não. Vê com alguém te vendo é sempre ruim. Eu gosto de ver venda. Acho muito chato. Eu tenho amigos que a minha conversa com eles é só memes. É, né? Não tem oi, não tem tudo bem. Só papa. E é começa em geral com manda um haha, manda outro haha, muito bom. E uma hora desiste. E eu acho, desconfio que esse meu amigo em geral não vê
os meus não. E faz do meu algoritmo uma coisa muito esquisita, porque hoje em dia meu algoritmo tem coisas que são crime até assim em algum lugar se você olhar. É, cara, tem algo, tem algo no algoritmo. No algoritmo no celular, me dá uma saudadezinha às vezes de um telefone fixo, embora eu odeio. Eu odeio o telefone, né? Você sabe disso. Quando toca, odeio telefone. Um telefone que toca, ele sempre toca na hora errada. Mesmo que não seja telemarketing, você não quer parar para resolver. E as pessoas falam: "Mas telefone é bom, tô te ligando.
Porque telefone é bom, que a gente resolve na hora". Eu não quero resolver na hora. Toda a minha vida é tentar não resolver as coisas na hora. Aí você vem, você vai me obrigar, um telefone, bota uma arma na tua cabeça. E existe uma coisa até, acho que chama fonefobia ou telefobia, que é fobia do telefone tocar. Eu tenho isso e ou de falar no telefone. Tanto é que eu acho que o sucesso de vários aplicativos tem a ver com as pessoas odiarem falar no telefone. Eh, Uber, tem um monte de aplicativos cuja a única
função é fazer com que você não precise ligar. Ah, sabe? E isso daí o telfone, você acha, você diria que o telefone é um dos únicos objetos que é odiado por exercer a função para a qual ele foi projetado? Perfeito. Interessantíssimo, né? Interessantíssimo, porque o telefone ele teoricamente é uma coisa que serve para tocar, só isso. Ele foi, ele nasceu para isso. Depois ele foi, quando ele toca, hoje em dia a gente fica com ódio. Um celular que toca, por que que tá fazendo isso? Não, que que que é isso, gente? O celular tá tocando.
Você vê e você e e a pessoa que te liga, tem gente que liga, né? Tem uma um ou outro que liga. É chato que liga e você fica e essa pessoa fica meio marcada, né? um boi assim [roncando] de se liga, se liga. Mas você sabe que eu vou te muita gente, muita gente é muita gente é uma loucura nas rodas do Brasil tá só se falando nisso, né? Mas eu acho que parte da minha solterice tem a ver com o desespero de falar no telefone, porque eu acho, sempre achei falar no telefone coisas
de casal. Ah, mas eu não sou assim. Ah, com Não, isso não é coisa de casal. aconteceu comigo, o que eu acho que coisa que as conversas que aconteceram comigo, eh, que que você fez hoje, por exemplo, é uma pergunta que acaba com o meu dia e eu entendo que para um casal seja importante uma pessoa saber o que, mas eu já vivi, eu não quero contar o que eu já vivi, eu quero viver uma nova experiência a partir daqui. Pode daqui. Claro que a gente pode falar de história, como Mas que o que que
eu vivi hoje? Talvez me pergunte amanhã. É, mas hoje eu acabei de viver, então não me obrigue a viver essa coisa novamente. E muitas vezes, eh, em relacionamentos meus, eu me senti obrigado a falar no telefone porque eu amava a pessoa, mas de fato a gente não tinha nada para falar por telefone. A gente tava com vontade de estar junto, se ver, que é muito diferente. Tá junto, não se saceia. falou no telefone. Saia, sacia. Saia de de da ceia mesmo. Da Ah, é uma seia saia as pessoas não se sacia. É, não, desculpa. Eh,
não, eh, sim encontrar. Calma. Eh, eh, falar, falar no telefone não sacia a vontade de você tá junto. É uma coisa completamente mesmo. FaceTime diria inclusive que é pior. É, você fica com mais saudade. Eu vejo com as minhas filhas, eu tenho muito essa dor viajando. É muito que é o seguinte, elas odeiam falar. Ah, elas pioram quando me vem no vídeo. Ah, é? Elas ficam com mais saudade. E elas não gostam de falar no vídeo. O que, por um lado eu acho maravilhoso, significa que elas não gostam de tela tanto, tanto. Gostam lá de
ver coisas, mas elas não gostam do celular, interagir por uma tela para elas é um saco. E aí quando eu viajo eu tô louco para vê-las. Eu quero mandar, mas tempo você sei que você vai ser chato para elas, vai ser chato para mim, mas eu tenho que fazer, senão não vou ficar 15 dias. Eu fiquei duas semanas viajando, foi uma dor gigante. Não vou ficar esse tempo não. Vídeo eu tô falando de vídeo. Não pedi pra Giovana fazer vídeo. Ah, fazer vídeo, mas eu quero que elas também me vejam. Ai, narcísica. Eu quero que
senão sei lá, tem medo dela esquecerem minha cara. Esquece. Não esquece não, Gregório. Você tá por aí? Não, você tem medo. Sau da língua. Tadinho. Meu pai e a mãe dele viajou. As pessoas faziam coisas, né? Muito diferente quando antigamente. Meu pai, a mãe dele viajou, ela ganhou uma bolsa de artista. Ela era artista plástica. Ela e o meu avô ganharam uma bolsa. Os dois eram ortop plásticos para estudar na França do anos. Eles foram com uma criança. Meu pai tinha 1 ano e meio, não tinha dois anos. E ele ficou, sei lá, dos dois
aos quatro. Com a minha avó. É. Ah, não. Com a sua bisavó. Com minha bisavó. [ __ ] Sei que E eles foram, entendi. Levaram cart. Meu pai outro dia publicou as cartas, dava vontade de chorar, cara. As cartas da minha avó que tava triste. Minha avó ficou culpadíssima. Foi evidente. Com razão, evidente,ente, porque ela não era uma psicopata. Exatamente. Ela era uma pessoa contrária, foi, era uma grande mãe, mas ela foi meio ao reboque do marido. Marido que falou assim, temos que isso é uma [ __ ] oportunidade, realmente era uma coisa para estudar
num [ __ ] lugar lá na França e tal. Então eles foram, mas ela foi com dor no coração e ficou mandando cartas. Ela pintava para [ __ ] minha avó. Cartas lindas, todas ilustradas, que com cartões postais pintados à mão e cartas. E ela ficou lá, obviamente, só pensando no filho que tava aqui. E meu pai ao mesmo tempo, criança, avó contava que ele não sabia ler para ele as cartas e ficava mostrando eu os desenhos. Não, a foto, tinha uma foto da minha mãe que meu pai pediu para ela mostrar para ele não
esquecer a cara quando ela voltasse. E aquele, o maior pânico dela, ela vai voltar. Eu não lembro a cara dela, vovó. Como é que é a cara dela? Conta, descreve como é que é a mamãe. Imagina essa essa dor. Porque naquela época não tinha, tinha avião, mas você não ia e voltava. Eles foram de navio, voltaram de navio. Imagina essa essa dor mesmo de uma criança, né? E hoje em dia, pelo menos, você tem o FaceTime, mas por outro lado é pior, não ajuda tanto, sabe? A verdade que imagina as pessoas que não têm nunca
pai, nem por um, dois anos, nem por ano nenhum. Tem alguém, vamos dizer isso, né? É nesse clima feliz de descontração que termina mais ou não importa. Assim não importa mais. Veja, Erla é pior que eu, o novo podcast, videocast do Porta dos Fundos e a gente volta semana que vem. Gregório, último. Gregório, terminou meio para baixo assim. Você achou? Ah, foi? Foi fofo. Foi fofo. Tá. O que que é que eu tenho que falar? O que você Assine o porta mais? Assino por Assisto por trás da porta também. E assisto por trás da porta.
A gente tá, todo mundo já desligou. A gente tá se reunindo no por trás da porta com pessoas que trabalham no porta nas mais diversas áreas. A gente fala sobre pessoas que não trabalham e são pagas pelo porta. Pessoas que já trabalharam, pessoas que querem trabalhar, tá lá no por trás da porta. Então assista nosso canal de making off no fundos da porta. Não perca uma palma de salvas. [aplausos] [música] เ