Em 1986, quando a minha condução humana começou a ser envolvida pelos amigos espirituais e eu comecei a percebê-los, torno a dizer: "Não, porque desenvolva a mediunidade, não é bem isso. Alguém de lá liga alguma coisa e as coisas terminam funcionando". Nesse sentido, quando eu comecei a produzir a partir do ano 89, 90, 91, uma série de mensagens psicografadas de espíritos para mim mesmo, que eram recados de amigos espirituais, era uma coisa meio esquisita, mas foi assim mesmo.
Ainda tenho muita coisa disso escrito. Ah, os três espíritos que estavam trabalhando comigo nesse momento era Bezerra de Menezes, José, o espírito de José que havia sido pai terreno de Jesus, e o de Lucano, o de Lucas, aquele que havia sido espírito, desculpa, aquele que havia sido lista, que não conheceu Jesus, mas que veio da Síria porque havia escutado falar sobre Jesus, mas quando chegou na Palestina, Jesus já tinha morrido. E Lucas então procurou Maria, a mãe de Jesus, e Lucas disse que gostaria de escrever sobre Maria ou sobre Jesus.
E Maria então aconselhou a conversar com várias pessoas que haviam convivido com Jesus. E foi com essa ideia que Lucas, depois de conversar com várias pessoas, procurou o centurião que havia crucificado Jesus. E foi assim que entre Lucas e o centurial Kirilius Cornélios, que era assim o nome na época desse personagem humano, surgiu uma certa relação de amizade e de parceria.
E 2000 anos depois, o centurião encarnado, Lucas desencarnado, ali estavam retomando um certo trabalho ainda na tentativa de entender Jesus. Nessa perspectiva, durante os anos 90 e 91, a opinião desses seres, porque entendam, estou falando aqui, e raramente eu faço isso, mas eu tô falando de três personagens espirituais de muita de muito relevo, que é Bezerra de Menezes, o Jesus, o José, o pai terreno de Jesus e o espírito de um dos evangelistas, Lucas, né? Os três não tinham verdade pronta sobre Jesus no sentido do que ele pensava sobre isso ou sobre aquilo.
Os três tinham opiniões. O próprio José, pai de Jesus, que acompanhou Jesus até 14, 15 anos e depois o acompanhou desencarnado da espiritualidade, não tinha certezas absolutas sobre se alguma vez o seu filho humano Jesus em algum momento havia se referido ao pai mãe amantiço na perspectiva da qual ele partia. E isso me chocou na época.
Por quê? Porque eu mesmo tinha, entre aspas, certeza que não devia ter e tive que jogar fora que Jesus se falava o tempo todo do pai amantíssimo, jamais daquele personagem tosco da Bíblia, né? Porque assim eu aprendi com os irmãos maristas, assim eu aprendi com os meus avós que me orientaram na na eh religião católica.
Sim, eu aprendi, entre aspas, a construir o meu entendimento e com muito tato, com muito tato, esses dois espíritos, José e Lucas, não me refiro a Bezerra de Menezes, que não participou nesse sentido, apenas eles foram me chamando a atenção para o fato de que isso estava em aberto, que eles, os espíritos, ainda estavam tentando Entendeu? Isso me surpreendeu muito porque eu conhecia vários livros espíritas que diziam abertamente Jesus está se referindo a Deus, o pai amantíssimo e mesmo diversos segmentos atrelados ao movimento espírita, como vamos assim dizer, a Confederação Espírita Brasileira, que pretendia ter uma versão oficial sobre o que os espíritos falaram sobre Jesus, o que é sempre perigoso, porque na hora em que estabeleceram isso, criaram o talo doutrinário e a coisa ficou pior do que a teologia do catolicismo, contra a qual ninguém podia fazer nenhuma pergunta, porque de pronto era taxado de herege, filho disso, filho daquilo. Ou seja, infelizmente o espiritismo escorregou feio, como todas as religiões sobre Jesus e pretendeu ser dona de verdades e ninguém pode isso pretender.
Em resumo, quando eu comecei a escrever, eu recebia opiniões de espíritos que diziam que Jesus se referia a o pai amantíssimo. E estranhamente, de vez em quando, um ou outro falava que não, que Jesus se referiu o tempo inteiro [risadas] ao chamado aba, que era uma expressão aramaica que se referia a pai. no sentido de do Deus bíblico, do criador bíblico, que foi quem financiou profeticamente a vinda de Jesus através de anúncios infindáveis ao longo das páginas da construção do Antigo Testamento, que fala todos aqueles profetas avisando que haveriam o Messias, o Messias haveria de vir.
E Jesus como tal se apresentou. Para minha surpresa, no ano 2007, quando fui obrigado a me defrontar com o Javé, com esse ser complicadérrimo, esse ser basicamente carimbou em mim numa tentativa de deixar absolutamente claro que Jesus se referiu a ele o tempo todo, até porque era ele que falava com Jesus o tempo todo, ele e seus anjos e etc e etc. Então isso invadiu minha mente de tal forma que eu tive que lidar a e lido com isso até hoje porque porque eles me passaram todos os arquivos, me mostraram absolutamente os arquivos mentais deles em relação a como eles trabalharam com Jesus.
Então, para responder a pergunta que me foi feita de forma honesta, eu tenho que deixar claro as minhas idas e vindas também ao longo de mais de 20 anos na tentativa de entender isso. que hoje percorridos todas essas essas estradas, caminhos e atalhos, eu entre aspas não tenho dúvida que, infelizmente, para o modo como nós, humanos pensamos até agora, que Jesus se referiu ao pai amantíssimo como sendo o Deus incognocível, mas infelizmente não deve ter sido, não parece ter sido. Eu uso a expressão não deve ter sido, não parece ter sido para não ser taxativo num campo em que nós ainda não podemos carimbar coisa alguma, porque o próprio mestre a seu turno deverá esclarecer isso de moto próprio, porque certas coisas têm que ser a própria consciência a retornar sobre os passos que ele mesmo criou.
Enquanto Rogério, eu funciono como um agente do espírito que me anima, retornando por sobre os passos que outros eus humanos que o meu espírito produziu trabalharam lá atrás. E esse alinhamento, esse redimensionamento, eh, que nunca se repete, mas só se soma, se adiciona, não é? O espírito ele nunca se repete, ele soma ou adiciona os processos que ao longo de muitas vidas ele vai produzindo através dos seus egos humanos.
E nessa perspectiva, eu poderia dizer com uma certa dose de tranquilidade, que é exatamente o contrário de tudo que nós que fomos criados na seara católica, cristã, protestante, espírita, infelizmente ou felizmente, ou seja lá o que for, Jesus nunca se referiu ao pai amantíssimo. Quem diz isso é alguém que em palestras passadas já expressou essa dúvida. Quem diz isso é alguém que em palestras passadas alguma vez já disse: "Olha, pode ser que ele tenha se referido aos dois".
Por quê? Porque no momento em que Jesus, e a gente vai falar nisso sobre as aulas, ao longo das aulas, na medida em que Jesus foi desconfiando que havia algo de muito errado com a agenda que esse ser chamado Javé escreveu como sendo um roteiro sagrado que ele Jesus nasceu para cumprir aquilo e não podia mudar o que estava escrito nas, entre aspas, Sagradas Escrituras, né? Porque é nesse ponto que tem o X da história que o catolicismo, que o cristianismo deixou de lado.
Qual é o X que a gente vai aprofundar no curso? É assim, o homem Jesus que surgiu, a natureza do psiquismo daquele ser humano, Jesus não conseguiu realizar o que estava escrito. O que é que estava escrito?
que o Messias tinha que ser violento, usar os seus poderes paranormais para humilhar, submeter os seres humanos no sentido de levá-los de volta pro domínio de Javé. Domínio esse perdido desde a época de Adão e Eva. Então, compreendam.
O drama de Adão e Eva começou com Adão e Eva. E a primeira etapa desse drama que começou com Adão e Eva terminou com Jesus. Na hora que você vê Adão e Eva produzindo Caim e Abel, e aqui deu tudo errado, aí produzem um terceiro filho chamado Sete.
Então essa linha bíblica de Adão, sete, Enos, Cainã, Malalah, Jaré, de Enoque, Matusale, Lamec, Noé, Shena, Arfaxad, Salé, eh, Eber, Faleg, blá blá blá, Abraão, Isaque, Jacó, blá blá blá blá blá blá, Jesus. Essa linhagem toda ela existiu como sendo um plano de Jahé para produzir um povo, para dominar a terra e trazer os humanos pro seu domínio que ele perdeu na época do jardim do Éden com Adão e Eva. Você nunca compreendeu isso?
É preciso que você entenda que a Bíblia é exatamente isso, é esse enrede, esse roteiro. E o que é que o catolicianismo nunca deixou claro? Que Jesus estragou o plano de Javé.
Jesus se recusou a usar os seus poderes para carregar a humanidade para Javé de novo. Pela força. Jesus teria que ter criado o império judaico.
Ou seja, quando Jesus nasceu, os judeus tinham a sua terra invadida pelo império romano. Então Jesus teria que usar das suas seus poderes mentais, eh, seus poderes paranormais, criar um super exército judeu, humilhar os romanos, dominar o império romano, dominar a terra inteira. Era esse o plano que Javé exigia do seu Messias.
E Jesus se recusou a fazer isso. Jesus usou os poderes dele para ajudar os mais fracos. Jahé ficou louco porque Javé as próprias regras da evolução, o mais forte, ferro, mais fraco sempre, isso é assim em obediência aos ditames de Jahé.
Então, quando Javé viu Jesus estragar esse plano dele, coisa que ninguém na terra entende, eis o drama. O homem Jesus resolveu pagar o preço da desobediência a José. E por isso ele foi crucificado.
Só que o significado de tudo que Jesus fez de ter desobedecido a Javé. Aí na hora em que a gente compreende isso, a gente percebe claramente que o tempo inteiro ele muito provavelmente se referiu sempre a Javé. Nunca ele se referiu a um Deus maior, porque ele passou a vida inteira dele lutando intimamente na perspectiva de se ele era aquele Messias e ele sabia que era aquele que foi profetizado, mas a natureza humana dele não queria cumprir com a agenda que foi destinada a ele.
Nesse ponto, o que vários amigos espirituais afirmam é que o homem Jesus, apesar de não ter verbalizado isso, ele pensou alguns espíritos que o acompanharam, que acompanharam o homem Jesus ao longo eh dos seus dias difíceis, né? Dizem, afirmam que o homem Jesus pensava, esse ser a quem eu chamo de aba, a quem no início da sua pregação com ingenuidade, Jesus se tinha como Messias desse ser. Então, frases do tipo que João falou quando Jesus dizia: "Esse ser, ele só é alcançado através, entre aspas, do meu testemunho, porque vai levar todos os humanos para ele.
Então, ninguém chega a ele se não for por meio do que eu estou fazendo. " Só que a tradição judaica e o modo sagrado com que essas frases eram estabelecidas deram um contorno, né? Extremamente complicado essa frase de Jesus, porque aí implica num outro problema.
Ainda que Jesus tivesse dito isso no sentido mais amplo, nós estaríamos também aqui vendo um problema seríssimo no campo da intolerância. Por quê? Porque Jesus sabia que não só existem judeus na face da terra.
Ele viajou. A gente vai falar disso também nas nas perguntas, nas quatro aulas. Um dos livros que eu publiquei, Jesus e o druída da montanha, a gente explica isso, o que Jesus fez no tempo da sua juventude, ele sabia que existia um conjunto grande de outros, entre aspas, candidatos a deuses e a Deus, espalhado em diversas culturas.
Então, se Jesus que não bate com o temperamento dele, disse que só ele, Jesus, é quem tem poder para salvar as pessoas. E aqui implica um equívoco muito grande, porque os espíritos afirmam que Jesus nunca pretendeu dizer isso nesses termos, né? O que é que Jesus estaria dizendo?
que nada do que foi feito por Buda, por Zoroastro, por Krishna, por uma série de outras figuras maravilhosas, tinha sentido prestava ou valia para alguma coisa, porque só Jesus salvava. E isso tá totalmente errado. Infelizmente as religiões cristãs, essas faces católicas protestante que surgiram a partir desse tipo de de interpretação, elevaram, porque também não quiseram colocar isso como sendo Jesus falando de Javé.
Essas religiões que surgiram do legado de Jesus colocaram Jesus falando com o Deus da Santíssima Trindade, que não é Javé. Ah, mas que Deus é isso? Nem ele sabe.
Mas não é Jah. É um deus aí incognocível que inventaram que era igual a um Espírito Santo, que também ninguém sabe o que é, e igualaram Jesus a esses dois. Aí complicou tudo porque você não sabe distinguir tudo.
E fica presente o sentido da consubstancialidade teológica, que só os teólogos julgam que entendem quando isso não quer dizer nada. Isso não vale nada, a não ser um conceito para quem tem fé. Em resumo, Jesus, de fato, durante a vida dele, se referiu a ele, Jesus como sendo Messias.
E isso terminou por ser traduzido com frases parecidas com essa, mas no sentido de que caberia Jesus levar o povo judeu e os demais humanos para, entre aspas, o jugo de Jahé. Jesus durante o início da sua vida pública, ele assimilou isso e ele tentou fazer isso. Em algum momento da história, seu coração, sua natureza humana se recusou a fazer isso de forma violenta.
Começou a crise, mas ele já tinha dito isso, já tinha falado. Até aqui isso é possível de nós compreendermos. O problema é que depois da morte de Jesus, essa frase, esse tipo de assertiva de Jesus foi transformada em coisas magnânimas, grandiloquentes, de Jesus falando em relação ao Deus amantíssimo, o que fez com que as religiões brigassem entre si, cada um dizendo: "Não, o Jesus da minha igreja é o que salva, o Jesus da minha religião salva, o Jesus protestante não salva, ou então o Jesus católico não salva salva.
Enfim, essa distorção por completo que hoje, 2000 anos depois nós vemos os ortodoxos dizendo que o verdadeiro Jesus, só os ortodoxos russos e gregos é que cultuam. Aí o Papa Francisco diz: "Não, só os católicos, apostólicos romanos eh cultuam verdadeiro Deus e verdadeiro Jesus". Aí igrejas pentecostalistas protestantes, ou seja, virou uma verdadeira feira, uma colxa de retalhos e o espiritismo para completar ainda apresenta também opiniões distintas.
Fechando a pergunta, de fato, Jesus falou isso não no sentido que as religiões terminaram por assumir para dizer com isso que a religião do catolicismo é a correta e quem não vier pelo portão do catolicismo não chega a Deus. No fundo, as elites religiosas usam essa frase para poder vender o peixe de do interesse específico de cada uma delas. Mas Jesus tava se referindo a Javé e tudo indica que o tempo inteiro da sua vida ele falou com Jah.
Nesse ponto ele pensou que aquele ser não pode ser o Deus. deve existir muito mais além disso, mas ele nunca verbalizou isso quando estava vivo. Aí nós teríos que ir para o Jesus ressuscitado, porque Jesus ressuscitado, ele sim falou de um Deus absolutamente distinto da figura de Jahé.
Então, eis a confusão nas aulas, nos cursos. Nós vamos aprofundar isso da maneira que pudermos. Yeah.