Ah. [música] เฮ >> [música] [música] [música] [música] >> He he he เฮ [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música] เ [música] [música] เฮ [música] He. [música] >> [música] [música] >> He he. He. [música] [música] [música] เฮ [música] >> [música] >> Fala Rapaziada, estamos ao vivo, hein? Mais um fala GL podcast, mais um dia ao vivo aqui. Tô vibrando, mano Walter também tá vibrando. Tá vibrando, mano Walter sempre. >> E aí, vibra aí então que eu quero ver >> agora. A rapaziada tá me vendo aqui? Tô vibrando sim. E pr mais um ao vivo,
né? Então vamos lá. >> Muito bom, mano Walter, muito bom. Eu não sei como é que tá aí na tua casa, se Você tá me ouvindo bem, se tá tudo OK. Se não tiver, você briga com o mano Volta aí no chat, tá bom? Porque é isso aí, mano Walter, como é que eu tô, mano? [ __ ] tô pagando peitinho aqui na na internet não, né, mano? Walter, >> eu acho que você tá você deu uma marombada essa semana aí, a blusa ficou apertada, não ficou não. >> Que marombada, mano. Eu tô, [ __
] doente aqui, cara. Manco, cara. Eu tô perneta, [ __ ] [ __ ] Eh, é isso aí, Rapaziada. Tô aqui, ó, de roxinho, né, [ __ ] Aqui combinando com a coruja, combinando com a coruja do Estratégia Concurso, combinando com o nosso canal. Eh, e apesar da estratégia do da coruja do Estratégia tá preta, né? Sabe por que que tá preta? Porque começou a break, né, cara? Começou é melhor que Black Friday. Então, você vai poder aproveitar esse momento especial de estudar com o curso que mais aprova. O curso que mais eu aprovo escolhido
por Mais de 70% dos alunos, né? Tá aqui, ó. É o Estratégia Concurso. E acesse esse QR code aí que tá rolando até 52% de desconto para começar a nossa brincadeira aí e você já chegar como grandão. Então aproveita essa oportunidade, não deixe passar porque é por tempo determinado, pode diminuir o desconto. Beleza? todas as oportunidades para concurso. Se você quer passar na polícia, se você quer passar para Ministério Público, se você quiser Passar para juiz, seja logo que você quiser passar, o melhor concurso do o melhor curso do Brasil é o Estratégia. Aprova os
primeiros colocados. E aprovou também quem? Adivinhe, Mano Walter. Aprovou Mano Walter? >> Não, mas aprovou o Glauber, né? Então tá. >> Sabe por que não aprovou o Mano Valter? Porque o Mano Valter não estudou. Se o manual tivesse estudado com estratégia concurso, ele teria tava aprovado. A má Notícia é que talvez ele não tivesse com a gente, né? Então, cara, que bom que o Mano Volta não passou, porque a gente precisa do Mano Volta aqui. Que será de nós ser humano volta, rapaziada? Então é isso, desculpa aí sem mais delongas, né? Nosso convidado tá aqui.
Eu tava esperando, né, cara, ele ele ajeitar o cabelo dele ali, [ __ ] Que é um baita de um cabelo. Já me vejo assim igual ele daqui alguns anos, branquinho. Mas, [ __ ] o penteado tá [ __ ] tá em dia, Hein? Tá bonitão, hein, cara? >> Militar, militar corta cabelo curto sempre na vida, né? [ __ ] mano. >> A gente passa pra reserva, mas continua cortando. E vou te falar, cabelo branco não é de agora não. Já desde os 26 anos já começou a ficar tudo branco. Muito estresse. >> É, eu
tô e você tem a barba, né, [ __ ] no padrão, né, militar. Eu fico imaginando no dia que eu tiver igual a você. E talvez não vai demorar, cara, Infelizmente, né, cara? Porque eu queria ficar com o meu cabelo pretinho já. Não tá tão pretinho. A barba já tá acusando o golpe aqui. Mas eu eu vejo que eu vou pro teu caminho aí, irmão. Ficar [ __ ] brancão. >> Tu não vai sofrer não. Tem muita mulher que gosta. >> Ah, não fala isso não, cara. Fala isso não. A minha gosta é da barba
branca aqui também, ó. Então, [ __ ] tô bonitão, né? E às vezes ela fala assim: "Amor, pinta um pouquinho". Eu falo: "Não, amor, vai ficar esquisito só um pouquinho assim, ó, porque daqui a pouco tá tudo branco." E realmente, né, cara, eu vou ficar, eu vou ficar, [ __ ] acusando aí, né, a minha idade, né, mano? Walter, mano Walter, começamos, estamos vibrando, tá tudo OK aí, tu fez teu trabalho 100% hoje, mano Valter, tu merece um FO positivo. >> FO positivo sim, chefe. Terceiro ao vivo, né? Terceira transmissão, segunda Transmissão aqui, né? Teve
a participação e é isso, tudo certinho aqui com a gente. Vamos lá. Três transmissões e quantas cagadas, mano? Volta umas 10. >> [ __ ] merda. Aí se fosse se fosse teu comandado na rota, como é que seria? >> Era banheira e zamp. [risadas] >> Ia tá soltando faísca nas mãos. Aí, >> meu irmão, olha só, parceiro. Eh, prazer em te ter aqui, irmão, te receber aqui. Eu que te agradeço, cara. Oportunidade >> veio lá lá lá da de São Paulo para cá, né, [ __ ] prestigiar a gente. Então, [ __ ] é uma
honra ter você aqui. Obrigado por ter vindo. Eh, quero bater papo contigo demais, cara, sobre São Paulo, sobre PCC. tava batendo um papo aqui antes de iniciar te falando que eu entrevistei alguns policiais de de São Paulo, entrevistei o Colonel Telhado, entrevistei o Nant, entrevistei o Derit e para eu não me entrevistei o o Castro, para eu acabar não esquecendo de Ninguém, eu vou parando por aqui porque tem mais gente, né? Mas eh eu tô aqui na internet, né, há muito tempo fazendo esse conteúdo policial, já vamos pro quinto ano e conhecemos um pouco da
realidade de São Paulo, de longe, né, distante, né? Eh, então eu já fui em São Paulo várias vezes, conheço um pouco da dinâmica ali do PCC, não igual você, né? E aí que a gente se se encaixa lá ele, né? Lá ele, né? Lá ele, meu irmão. E aí? E aí que os nossos caminhos se cruzam lá Ele também, né? Enfim, irmão, a gente tem eh como contribuir pro Brasil, né? Juntando aí a minha pequena experiência com a tua ampla experiência lá em São Paulo. Mas antes, cara, eh, para quem não te conhece ainda aqui
da nossa audiência, por favor, dê suas credenciais, se apresente. >> Só antes de falar minhas credenciais, eu preciso só dizer uma coisa, que eu vi você fazendo o a propaganda aí do cursinho, cara. Eu dei aula na Academia Do Barro Branco, 10 anos e na Escola de Sargento e dei aula já em cursinho. Você não passa em concurso muito difícil, muito raro, sem fazer cursinho. Então a galera que quer almejar a carreira mesmo tem que se inscrever e fazer, porque você tem duas coisas, a metodologia e a obrigatoriedade de estudar. Com essas duas coisas você
só consegue com cursinho em cima de você. Então, eh, o pessoal do Estratégia aí tem mesmo que ter um monte de gente aderindo, porque Senão é muito difícil conseguir. Era uma parte, porque às vezes a pessoa fica em dúvida, vou não vou fazer cursinho, cara, abraça o cursinho que é o que vai te levar pro sucesso. É bom mesmo. >> Exatamente. E um curso bom, né? Porque às vezes o cara ele ele bota muita energia, né? E eu tenho uma expressão que eu ouvi um tempo, eu carrego, é vela boa para defunto ruim, né? Então,
às vezes você gasta muita energia, >> estratégia já é sedimentada, é Conhecido, então não vai errar >> aí com estratégia o cara tem estratégia, a estratégia certa, né? >> Vai chegar no sucesso. Bom, então vamos lá. É, é primeiro agradeço demais a tua oportunidade. Eu sei o quanto você é grande na internet. Não é qualquer um que você vai chamar para sentar aqui, porque você também já atingiu uma condição na internet que se você chamar qualquer trouxa que vai vir falar bobagem aqui, não vai dar certo, vai Ruir o o projeto. Então eu me senti
bastante bastante contente, feliz de você ter me convidado. Eu realmente é, apesar de desses cabelos brancos aqui, eu tô com 52 anos, cara, que eu comecei minha carreira militar com 16 e eu passei pra reserva agora, dia 7 de janeiro, no começo do ano, depois de 35 anos na Polícia Militar. Eh, parece muita coisa, 35 anos, mas na verdade o que o que me habilita a poder trocar um pouco contigo não é ter ficado 35 anos na Polícia Militar. Eh, os 35 anos meu, somente cinco não foi em área de bastante carrego criminal, entendeu? Eu
passei pelas piores áreas, piores que eu digo assim, eh, mais carentes, mais necessitadas para trabalhar, onde o crime normalmente toma conta. Mas eu sempre gostei, não tô sendo hipócrita aqui não. Quem conhece minha carreira lá em São Paulo, que muita gente conhece, e eu sempre gostei de trabalhar em lugar carente, porque pouco que você faz as Pessoas de bem já reconhecem. Então, para você ter uma ideia, com 16 anos eu iniciei, eu iniciei na escola de cadetes do exército. Eu comecei minha carreira no exército, tanto que a minha turma são generais que foram promovidos o
ano passado. Tem muita gente da minha turma que é a turma Penha Brasil, inclusive que morou, serviu aqui no Rio de Janeiro, porque a galera do EB tem muito aqui no Rio, né? Em São Paulo não é tanto, mas no Rio tem muito. >> As escolas de graduação deles, esaó tudo aqui. Então a galaneado [risadas] pelo pelos carioca no no exército, cara, eu tomei muito trote e tenho muitos amigos cariocas da minha época de exército, sabe? >> Pô, mas carioca não faz isso não, fô rapaz. >> [ __ ] carioca não sabe o que que
eles chamavam a gente? A gente entrava na na escola e aqui tem colégio militar, né? São Paulo começou agora no no CPUR, deve ter dois ou três anos no máximo. Então a galera de colégio militar vai muito pras academias militares, né? Então não tinha quase paulista, mesmo sendo em Campinas. Cara, a gente começou o curso, foi a primeira vez que eu olhei e falei assim: "Você é um mongoloi de bisonho, porque você fala para caramba, meu." Então, toda vez que você falar um para caramba, meu, nós vamos te bater e te chamar de mongoloide. Cara,
eu eu eu apanhei e fui Chamar de mongoloide o ano inteiro. [risadas] Não tem paulista que não fala caramba meu. Mas eh no final da da do curso da Space já indo pra MAN, eu acabei eh mudando a chavinha na minha cabeça, porque se você for comparar em termos de de salário e de da da caserna militar, não tem muita diferença. São carreiras muito diferentes a parte profissional, mas Salário e e a a rotina militarizada é a mesma na Polícia Militar e no exército. E aí eu decidi, ao invés de ir pro Fundão e ficar
de 3, 4 anos em 4 anos mudando a vida da minha futura família, que naquela época eu já achei que eu ia ter uma família, eu decidi prestar o Barro Branco e e falar assim, ó: "A hora que eu tomar um pé na bunda vai ser pra divisa do estado, no máximo, não pro pra cabeça do cachorro, né?" E acabei, eu e mais uma meia dúzia da Minha turma de exército, a gente migrou pro Barro Branco. Eu comecei no Barro Branco em 91, me formei em 93. Quando eu saí formado em 93, eu tava com
22 anos. Cara, é muito interessante porque eu era cavalaria na academia e como cavalaria eu tinha vaga garantida no regimento 9 de julho. Só que eu gostava, eu montava a cavalaria na academia por dois motivos. Primeiro que me falavam logo que eu entrei que se eu não escolhesse algum grêmio, eu ia Dançar aquela dança francesa meio esquisita e eu não queria dançar aquilo de jeito nenhum. E eu gostava de cavalo porque eu ia às vezes em sítio de tio meu no interior de São Paulo montar cavalo. Falei: "Cara, eu vou ser cavalaria". Eu juro para
você, Glabur, eu entrei no militarismo sem noção nenhuma de militarismo e carreira pública. Eu sou o único militar na minha família. Minha mãe é professora e meu pai corretor de móveis. Não tenho Militar nenhum na minha família e nem agora que eu já tô terminando não entrou ninguém. Meu filho tá fazendo engenharia da computação, >> não tem ninguém. E aí, cara? Eh, o que motivou eu ir pra carreira militar é porque como meu pai não me dava dinheiro, um tio meu uma vez virou para mim e falou assim: "Ô, larga a mão de ser pedinte
miserável, ficar pedindo dinheiro pro seu pai toda hora, vai ganhar seu dinheiro, moleque." Eu falei: "Vou ganhar como seu estudo, [ __ ] Eu sou filho de vó, meu, estudo. Meu pai paga a escola, não preciso trabalhar. Ele falou assim: "Não, vai estudar onde pagam para você estudar". Eu falei: "Iss não existe, isso é louco". Ele falou: "Não, escola militar você ganha para estudar". >> Pagou o Bizu. >> Foi isso que me atraiu inicialmente. E eu tinha na minha cabeça uma imagem, cara, de um roubo na casa da minha tia Que morava para cima da
casa da minha mãe. Os caras caíram para dentro e a rotona cercou. Foi a primeira vez que eu vi um helicóptero baixo. Isso devia ser 80 e alguma coisa, cara. lá para 88, 87, quando eu vi aqueles caras com os revólver em mão, metralhadora, cercando a casa e tirando os vagabundos ali de dentro, eu falei: "Cara, eu quero isso aí pra minha vida, eu quero ser isso aí". Ó, quando eu saí do exército, entrei na academia do Barro Branco, fui Pra Cavalaria, faltando um mês para formatura, eu fui lá, pedi o desligamento da cavalaria porque
eu queria ser rota e tático. E eu acabei indo pro centro da cidade. Eu fui comandar o policiamento no centro de São Paulo. O centro de São Paulo, cara, não deve ser diferente do centro do Rio de Janeiro. Centro de grandes cidades tem todo tipo de maluco. maluco rico, maluco pobre. Tem aquele cara de religioso que interfere em tudo com bons e com maus Maus propósitos. Tem o advogado Pilantra que fica esperando você abordar qualquer um para vir querer arrumar um cliente fazendo baixaria. Ou seja, o centro, cara, não é o melhor lugar para trabalhar
como polícia, porque você não tem muita liberdade por causa do trânsito pela quantidade de pessoa, mas é o melhor lugar para você começar na polícia para aprender a lidar com todo tipo de ocorrência. E eu acabei caindo no centro, cara. Eh, e aí eu fiquei 1 Ano e 8 meses no centro e eu tive uma sorte muito grande porque esse esse período que foi em 93 era logo após da detenção, então tava fervilhando querer bater na polícia, a política, né? A ah vocês vão ver o que vai acontecer depois. Nós vamos falar sobre isso aqui
com o Rio daqui uns anos. Sim, >> essa operação de vocês com guardada a natureza diferente. Esses caras que estão na cabeça aqui, eles ainda vão sofrer muito sozinho, sem a população Saber o que estão fazendo com eles, que é o que os nossos comandantes da detenção estão sofrendo até hoje. Nós temos comandantes que entraram como tenente na casa de detenção e hoje não dormem lá em São Paulo, esperando aparecer o mandado de de prisão a qualquer momento, depois de 30 anos. E aí, eh, o que que aconteceu, cara? Um comandante foi transferido pra rota
para acabar com a moral da rota e ele chegou lá e e transferiu 55 policiais pro Centro, onde eu tava no centro. O telhada, que você entrevistou aqui, foi bater as costas no meu batalhão. Eu era o aspirante mais novo, ele o tenente mais antigo. E a tropa que era dele na rota veio ser tropa minha no tático móvel. Eu novinho, você olhar para min fotos, parecia um doente terminal magrelo, com cara de criança fardado. [risadas] E eu era o comandante. Eu eu quando eu vi aqueles velhão chegando de rotona, mano, eu Falei: "Eu quero
trabalhar com esses cara aí, ó, quero aprender". Aí esses caras vieram ser minha equipe de tático. Rapidinho, os caras chegaram e bateram pro pro pessoal lá da rota, falaram assim: "Ó, esse moleque que tá aqui, esse tenente, ele tem perfil, hein? Se for pra rota, vai virar esse moleque aí vai dar certo. É só é só estagiar bem que ele ele vira". Aí eu tô lá patrulhando um dia vem uma uma rotona, Desceu um tenente antigo lá, falou: "E aí recruta? Eu e aí para você ver, você vê como eu eu pagava um pau pra
rota, ainda chamei o cara de chefe e um tenente não chama o outro de chefe. >> Eu: "Ô chefe, tudo bem?" Ele falou: "Ô irmão, você tem vontade de trabalhar na rota?" Eu falei: "Cara, não tenho vontade, eu sonho em trabalhar na rota". Ele falou: "Então dá seu nome aí e aguarda". E fui, entraram na barca e saíram. Eu entrei na minha barca e fui Patrulhar. Deu dois dias. Olha, olha que coisa louca na minha vida, cara. Primeira ligação que eu recebi da corregedoria. Um capitão me ligou, falou assim: "Ô, ô, recruta, você tem vontade
de trabalhar na corregedoria?" Eu falei assim: "Ah, eu já pensei em trabalhar na corregedoria. Eu tenho alguns amigos que estão aí, que depois saíram da academia, estão trabalhando aí. Pode ser sim". Ele falou assim: "Pode ser?" "Não, você quer Ou não quer?" Eu falei: "Não, eu tô aguardando a ligação da rota. Se a rota não me chamar, eu vou". Ele bateu o telefone na minha cara. Ele ficou tão puto de eu preferir a rota que ele nem terminou a conversa, ele bateu o telefone na minha cara. Eu falei: "Nossa, acho que eu falei alguma merda
que >> foi sincero". Não podia. >> Aí meu, ó o meu de Paulista. >> É caramba, meu. >> É caramba, meu. O mongol, >> como é que é? Mongoló >> tá liberado. >> É, tá liberado, >> [ __ ] Mongológico. [risadas] >> Aí cara, eu eu peguei, voltei a patrulhar. Me liga o comandando da rota, falou: "Ô, tenente, você quer trabalhar aqui?" Eu falei: "Cara, ele falou: "Vem, passa aqui por uma entrevista". Fiz a entrevista, comecei, eu trabalhei na rota. Eu vou encurtar bem minha carreira Para depois a gente entrar nas pergunta, tá? Que você
quiser trocar ideia. Eu trabalhei 5 anos comandando pelotão. Eu trabalhei na Matutina, na Vespertina e na Noturna. Essa galera toda, exceto telhada, o resto todo que você falou aí é geração mais nova que a minha. >> Sim. É tudo ou ou ou ou chegou a estagiar comigo ou chegou lá depois que eu já tinha saído. Eh, eu eu de 95 até 2000 eu comandei matutina, comandei Vespertina e noturna. Eu eu acabei trabalhando com a tropa toda de rota lá nas três companhias. E, cara, eu dei a sorte de pegar uma tropa embaçada ali, um sargentos
bom, uma tropa guerrida e a gente tinha muita ocorrência, cara, muita ocorrência. E na rota, cara, toda vez que algum rotariano falar para você que ele ficou muito tempo lá, tem alguma coisa estranha. Ou ele é uma fraude, ou ele é filho de alguém. >> Porque quem não tem padrinho e produz, eles transferem com a com a desculpa do tô te protegendo, entendeu? Então >> o cara começa a ter produção, ocorrência, começa isso. Eu tô te falando de oficiais, >> sim. De praça você consegue ficar mais tempo, principalmente se você for motorista, porque os motoristas
não são todos, mas a grande maioria não são os Que troca tiro, >> né? >> É. Entendeu? Então toda vez você pegar um cara que foi rotariano, ficou muito tempo, você tem que perguntar para um rotariano qual que é desse cara, porque o que não falta em São Paulo é mentiroso. >> [ __ ] meu. >> É verdade. >> [ __ ] é muito mongoloide também, né? Não é, é não. Se fosse mongoloide ainda Tava bom, porque ele só ia falar para caramba e meu, mas ele ia ser o bicho na rua. O problema é
um mentiroso. É o cara que a gente, os rotarianos, cara, aquilo lá é tipo uma confraria, entendeu? É igual os caveiros aqui. >> Sim. >> Não adianta você falar que você foi, se você não foi, porque todo mundo que que frequenta aquele pátio sabe quem é quem. E lá tem uma um negócio, cara, no que é da doutrina de você estagiar, pegar o Braçal e depois de ser braçal poder participar de algumas reuniões. Então, cara, é assim, ó. A gente sabe quem tava dentro de qual reunião. A gente sabe quem não entrava em sala de
aula, a gente sabe quem ficava na guarda. Todo mundo que é rotariano mesmo lá em São Paulo sabe quem é e quem não é. Dificilmente um um o que não o que não há. E eu tenho até pedido paraos meus irmãos que estão fazendo podcast aí não ficar fazendo Isso, porque mesmo que o cara seja fraudulento, mentiroso, não fica expondo na internet, porque isso é um problema que a gente tem que resolver lá dentro da polícia, não ficar esculachando em rede aberta, entendeu? até porque vai tirar a credibilidade da polícia com a população. >> Isso.
Então eu não acho certo ficar dando nome, fazendo fazendo intriga sobre isso. Mas uma coisa eu te garanto, todo rotariano em São Paulo conhece dos Mais velhos aos mais novos, quem é quem? Em termos de vontade de trabalho, propósito. >> Fal, falando mais velho, eu conversei com com o velão de todos lá, o Conte. Conte, >> o Conte é o Conte é desses todos que você falou aí, ele é o mais antigão de todos. E o Conte é de uma época do Gilson Lopes, do Conte do Na Carrarada Velho, é uns cara assim, ó, para
você ter uma ideia, a minha fase Que que eu e o coronel Racurt, que hoje é o comandante do choque, a gente já trabalhava um pouco sem colete, os os primeiros anos sem colete e depois com colete emprestado. Então, como não tinha colete para todo mundo, a gente saía com o colete e jogava para trás, falava assim: "Não vou ficar usando um colete que tá fedorento, não me serve, não é do meu tamanho, já perdeu, perdeu a estrutura de validade dele e eu não gosto dessa [ __ ] aí que não me ajuda para correr."
A gente tinha essa a cabeça, a gente trabalhava sem colete. Hoje os caras parece o Jo, hightech, >> tem tudo na farda. A gente não tinha nada, a gente tinha um um revólver, um baleiro, uma uma algema bereta nove. Para não dizer como a bereta é ruim para você correr com ela, a gente usava um sobressalente na cinta cruzada, parecia aqueles mexicanos, era outra mentalidade, entendeu? Mas o Ladrão era o mesmo, o mesmo maldoso, entendeu? E aí, cara, depois desse >> respeito era grande. >> Eu vou falar uma coisa, é, eu vou falar uma coisa
para você. Em São Paulo, em São Paulo a Rota não perdeu o respeito, não perdeu. E nem os BaEPS, o o vagabundo, o vagabundo lá de São Paulo, ele sabe que tropa tática, BaEP, rota lá em São Paulo, se ele der um vacilo, ele vai pro saco. Simples assim. Então eu tô te falando isso por quê? Porque eu tava Comandando no fim da minha carreira tático rodoviário e batalhão rodoviário. E tem uma comunidade extremamente violenta da Baixada Santista que chama Vila Esperança. Eu cheguei lá com a Vila Esperança virada, eles já tinham posto fogo há
uns três anos em dois guincho e em mais quatro carros e tinham estavam fazendo arrastão, roubando todo mundo. Nós chegamos, eles ficaram sustentando disparo contra a gente. A hora que eles viram a primeira barca de BaEP lá, eles Correram igual rato para dentro da comunidade. Então, a mística que é criada em torno de alguns nomes, algumas algumas estruturas policiais, elas elas vão permanecendo. Não pode deixar cair >> isso. >> Não pode deixar cair, entendeu? Isso, isso que o BOP conquistou nessa operação. Discutir operação, eu discuto com você, mas não há discussão a respeito do que
o nome BOP construiu nessa semana aqui. Lá em São Paulo, Policial tático, policial de rota, có gate e tal, sabe o que é BOPE, a gente sabe. Mas dentro de uma quebrada lá em São Paulo, o vagabundos fala para ele: "E o BOP ele? Que que é polícia lá do Rio, qual que é dos caras?" Não sei, entendeu? Agora ele sabe >> isso >> da capacidade do BOPE, entendeu? Então o que esse BOP fez nessa operação e o Core aqui, né, porque eles não fizeram sozinho, foi BOP Core em termos de nome. Eu sei que
de 2500 policiais tem participação também de tropa regular. Isso tem, >> mas o nome COI eh, BOP COR lá tá rodando o Brasil inteiro. Então essa mística que cria depois de uma operação dessa, meu, isso perdura anos se os caras não enfraquecerem no combate, entendeu? É muito forte isso. A vagabundagem, isso chega nos vagabundos lá de Roraima. É [ __ ] O >> o Bob, o Bob é muito forte aqui no Rio e Tem também a história do do filme, né, do Tropa de Elite, né? Mas de fato, eh, essa força, essa mística, ela foi
reafirmada e e colocada em outro patamar nessa operação. As imagens, a dinâmica, tudo isso, esse resultado, eh, realmente o BOP, o resultado produzido pelo BOP dá essa uma dimensão para qualquer brasileiro que assistiu o noticiário. Eu fui dar o curso pra Polícia Militar de Manaus há um mês passado, mais ou menos Uns 40 dias, no curso de caveira deles lá, cara. Lá eles são raio, né? Aqui é caveira, na em São Paulo é rota. Lá eles são raio, cara. Quando você sai na rua com viatura raio, todo mundo treme. Todo mundo vagabundo treme. Então são
algumas místicas que vão sendo criadas que se você souber cultuar e não deixar enfraquecer é o que segura ainda a malandragem, entendeu? Senão os caras toma conta mesmo. Mas vou volotar lá para não para não perder depois de 5 Anos. Cara, >> deixa eu só fazer um parênteses, irmão, porque você vai dar uma sequência. Eh, essa questão da mística, Goiás tem a Rotan, que é a mesma coisa, raio, né? >> Eh, mas falando do da tua experiência São Paulo, você falou, se tu entra na quebrada em São Paulo e fala que é boa, o cara
não sabe, mas ele sabe que é rota. >> É, >> e a rota em São Paulo também, assim, eh, A população inteira venela a a rota. E no BOPE, inclusive surge aquelas comparações, né, qual é a diferença entre BOP e a rota. E eu quero aproveitar essa oportunidade para que você eh fale isso para pra audiência, né? Eh, não naquela ideia de qual é melhor, porque isso não há que se falar, >> mas dentro do seu contexto ali, né, cara? Bop e roda. >> Então, tem uma, tem algumas diferenças eh muito interessantes que é o
seguinte, Ó. Primeiro que que rota em São Paulo é um batalhão de patrulhamento. Qual é a diferença? O o qual é a característica da rota? A rota trabalha sempre no mínimo com quatro em viatura. Grande capacidade bélica. Então todo mundo tem, todo mundo não, toda viatura tem fuzil, tem metralhadora, quatro caras. A a rota ela sai em pelotão, então Adota-se uma área de São Paulo e o pelotão vai inteiro, o comando e mais quatro, por exemplo, e eles concentram naquela área de um batalhão. A rota, ela é criada para patrulhar as cidades. Ela não é
uma tropa quartelada. Qual é a rotina da rota? Você chega, você vai fazer educação física rápida. É uma horinha, depois você vai pra sala de aula fazendo instrução, mais uma horinha, depois você vai patrulhar 10 horas. Então são 12 horas de patrulhamento. São 12 horas de serviço onde 10 são de patrulhamento. E aí o que que aconteceu? Como era uma tropa muito muito firme no seu propósito, eh ela foi ganhando fama. E existe um negócio que é o seguinte, você lá em São Paulo, você atende um 90, você tá empenhado do acidente de trânsito, da
briga de marido e mulher, de qualquer ocorrência. Quais são as Tropas que não atendem 190? A tropa tática. Então, se você pegar um batalhão da zona leste lá, o 19, o 19 ele tem uma área lá da zona leste, tem todas as tropas regulares atendendo o 90 e tem uma uma força tática ou um BaEP que foi criado, que é aquela tropa de apoio que chega pra ocorrência que tá que tá com risco aos policiais. Grande quantidade de marginal, tem fuzil, tem alguma coisa. É a tropa tática. Onde entra a rota? Aí a Rota ela,
você imagina assim, ó, eu tava até falando pro meu parceiro Lino que tá aqui, qual que é o efetivo do BOP hoje? Cara, esse número não é público, mas eu estimaria em torno de uns 400, 500. >> Você não tá errado, tá perto. 400, cara. Tira férias, licença, prêmio e administração. Sobrou, vamos pôr 300. Operando 300 divide por quatro equipes. >> Isso. >> Para cuidar do estado. >> Pega a parte, pega a parte que tá administrativa, pega a parte que tá. >> Então, então vamos pra rota. Rota tem, a rota tem 600, cara. >> Você
tira 150 aí, que é os caras afastado, férias, licença prêmio, doente, administrativo, tal. Divide isso em quatro companhias. Vocês vão botar aí 500 caras dividido por quatro companhias. Aí você divide nas companhias. Em dois pelotões. Ou seja, a rota, cara, com essa força no nome gigantesca que tem, tem cidades de São Paulo que nunca viram uma viatura de Nunca viram, nunca viram, sabe? Só só conhece de falar e foto e internet, filme, bairros de São Paulo vão ver rota uma vez por ano. Porque se eu tenho lá em São Paulo eh eh 43 batalhões naquela
área daquele batalhão, quantas vezes um pelotão de rota vai se você distribuir no longo do ano nesses 43 Para você ir um dia naquele batalhão? Porque a rota às vezes, por exemplo, o negócio que tá dando do do PCC com o promotor Gquia, vão vão resgatar o Marcola, vai uma companhia de rota, fica um mês lá em Presidente Prudente, lá na divisa do estado. São uma companhia inteira de rota que não vai patrulhar lugar nenhum, vai ficar nessa missão um mês. >> Uhum. você tirou eh 60 batalhões atendidos Pela rota que ia passar uma vez
no dia. Ou seja, quando a gente fala rota, fala BOP, o pessoal acha que é um exército e não é, cara. É uma tropa pequenininha que vai de vez em quando e atua muito pontual. Então, lá em São Paulo existe um uma coordenadoria operacional, existe a inteligência da da do choque da rota, que eles vão definindo alguns algumas áreas pra rota de vez em quando. Isso quando não é operação foco, operação com alvo. O Ministério Público recebe um um Uma informação, trabalha, chega no alvo, vamos à rota para ir pegar, aí vai alvo, ou seja,
você não patrulha. Então, a diferença para te responder de rota e BOPE é o seguinte. A rota hoje, se hoje você foi em São Paulo agora e não tiver nenhum alvo, não tem alvo, você vai entrar no batalhão nesse horário aqui, ó, noturno, vai tá um tenente com quatro viatura. Ele escolheu no quadro um batalhão e ele vai chegar pra tropa e falar assim: "Ó, nós vamos rodar o 16º Batalhão hoje. Boa sorte, vamos produzir, galera. Vai as viaturas, vai todo pro 16º batalhão, as cinco viaturas. Que que eles vão fazer? Patrulhar. >> Patrulhar. >>
E aí lá dentro o que que a gente tinha? A gente tinha os tarados, né? Que tarado? O tarado pelo carado geral. Que que é o carado geral? É o carro roubado ou furtado. O tarado pelo caráter geral, o que que ele faz? Ele roda avenida Perto de onde tem desmanche. Ele tem foco. Não, eu sou tarado por rouba banco. Que que eu fico na região bancária? que eu quero trombar roubar banco. Não, eu gosto de tráfico. Eu entro para dentro das comunidades, fico andando a pé lá dentro o tempo todo, entrando de casa em
casa, eu fico vasculhando. Então você quando comandava um pelotão, você sabia eh lá em São Paulo a área do oitavo batalhão cheio de desmanche. Você Falava assim: "Mano, aqui é cara geral, velho. Hoje é dia de cara geral. Vamos ficar nas avenidas onde os carros roubado passa, entendeu? Lá é separado da rota. um negócio chamado COigate. Que que é o COI Gate lá em São Paulo? O COI é aquela tropa camuflada, parece do exército. >> Uhum. >> Camuflado verde. Qual que é a missão deles? Marginal homiziado em mata ou pessoa perdida em mata? Salvamento. O
COI, o comando de operações especiais, o foco dele é mata. É, e essa operação que que teve aqui, por exemplo, a tropa que seria destinada para chegar lá na mata onde eles correram no final seria coiano, >> porque os coianos sabem andar no mato. >> São os caveiras de São Paulo. >> Eu vou te contar depois uma ocorrência. Me lembra que tinha policial envolvido? >> Deixa comigo. >> Sobre o COIA. Sobre o COIA. Eu te conto, Eu te conto dela. Então essa tropa é quarto batalhão de choque. Não tem nada a ver com o primeiro
batalhão de choque. Érota, é outro batalhão, são os coiano. E nesse mesmo batalhão tem outra companhia que é a companhia GATI. É aquela galera de invasão tática. É a a elite da elite, é o sniper, é o a equipe tática, a equipe de negociação, o esquadrão antibomba, ou seja, o quarto batalhão de choque em São Paulo. Tem a companhia de coat esquadrão de bombas, Que são missões, são especialidades que você vê no BOPE aqui, >> no BOPE do Rio. Então, se você falar para mim assim, qual se eu for comparar BOP com Rota, o BOP
hoje ele é ele é muito mais um batalhão de especialidade co gate, que faz um pouco de patrulhamento do que um batalhão de rota que a essência dele é patrulhamento, entendeu? Eu eu eu penso da seguinte Forma, a forma de pensar no foco de pegar um vagabundo e se ele se ele der motivo eu neutralizá-lo, é o mesmo jeito de pensar do BOP e da rota. É igual. Todo mundo pensa igual. Não, não tenho um uma fração de dúvida em apertar um gatilho. Aí você fala: "Mas por o resto da polícia tem?" tem demais. Tem
um monte de polícia que morre, ele ele ele escolhe a morte e não efetua um Disparo. Então essa essa galera de coi gat rota, bop, esses caras eles não vacilam em apertar gatilho. É é doutrinária, é cultural, é a é a caveira dentro do quartel, é o curso, é a doutrina da psicofadiga. Esses caras são formados para isso. Agora, se você falar assim, na prática rota e BOPE é igual? Não, eles são bem diferentes, porque essa essa especialidade do BOPE que tem muito a Ver com GAT coi lá em São Paulo não tem nada a
ver com rota. Sim. >> Em que momento então o BOPE pareceria com rota? A hora que ele tá patrulhando ou ele tá andando a pé dentro das comunidades? Não, em operação. Eu tô tipo assim, ó. Você é comandante lá, você fala assim: "Ô, eh, BOP 2, eu não sei como eles chamam aqui, é a patrulha do BOP 2." ou BOP 2 >> aqui chama pro pro por equipe, né? Alfa, equipe alfa. >> Isso. Então, vamos falar o Alfa 2. Bravo dois, ó. Bravo dois. Hoje nós estamos na comunidade da maré, vamos parar num lugar e
vamos andar lá dentro, ver o que a gente acha. Rota faz isso, entendeu? Rota faz isso. Só que a gente faz isso todo dia. Por quê? Porque acabou a a sala de aula, todo mundo vai embarcar e tem 10 horas de patrulhamento. O que que você vai fazer 10 horas? É o comandante da equipe que define. Ele fala assim, ó: "Hoje eu vou Ficar no rolê na avenida que eu quero catar um carro roubado." Ele vai ficar nas avenidas. O outro comandante da equipe, não, eu vou dar rolê dentro da comunidade porque lá em São
Paulo, cara, rota não precisa juntar a equipe para entrar em qualquer comunidade. Uma equipe entra onde quiser. Não tem comunidade em São Paulo. >> Uma equipe, uma >> quatro homens, >> uma viatura, >> uma viatura, qualquer comunidade de São Paulo hoje qualquer, até as da Baixada que são as mais violentas, o motorista de rotona, ele desce, fica com a calibre 12 na mão com fuzil, os outros três vão vão entrar para dentro sozinho, sem problema. >> Não são recebido igual padrão no Rio, fuzil, tira, toma, troca só na chegada, no corre. Qual é a diferença
do marginal do Rio com o marginal de São Paulo? São Paulo tá tá com problema problema, Né? Depende da visão. Tem gente que que tá achando lindo e batendo palma e fazendo uma propaganda bacana. E eu eu tô eu tô cauteloso. São Paulo é o maior case de sucesso de redução de homicídio, certo? Se você for ver aí, São Paulo tem um dos menores índices de homicídio. >> Acho que tá com três, cinco, alguma coisa. Tem cidade americana muito mais alta na Europa. Se mata de bater palma sobre isso. >> Tem tem êxito. Claro que
tem êxito. Mas por que que não tem homicídio em São Paulo? Porque a maior parte dos homicídios é guerra do tráfico. Como que vai ter guerra do tráfico em São Paulo se a facção é hegemônica? É a mesma empresa em todas as bocas. Ninguém se mata. Então não tá tendo homicídio por problema de droga em São Paulo. E aí o que acontece? Como a redução de homicídio em São Paulo tá muito baixa e Todo mundo acha isso, nossa, que que top e tal, se você fosse hoje para São Paulo, eu falo isso nos podcast que
eu faço lá, você tem medo do quê? De morrer ou de ser assaltado? >> Ser assaltado. A maior dor da população é essa, porque sabe que é mais provável. O crime patrimonial é o terror, cara. É isso que te dá a sensação de segurança, não é homicídio. Porque eu só teria medo de homicídio se eu tivesse pegando a mulher de alguém, >> devendo para alguém. Se eu fosse um [ __ ] de um escroto briguento na rua, arrumo treta por qualquer coisa e não baixo cabeça. Se eu não me enquadro no briguento, no talarico e
no devedor estelonatário, por que que vão me matar? Ninguém que vai querer me matar. E as situações que acontecem é latrocina e que vem o patrimônio antes. >> Isso. Isso, cara. Os caras sentam o pau, a molecada. Os vagabundos hoje em dia Sabe que puxar uma cadeia de latrocínio, com a latrocínio, que é a mais pesada, com 10 anos você vai sair, mas quando ele vai pro assalto, ele não conta que ele vai precisar matar ou que ele vai dar tiro. A maioria desses caras quando vão para assalto, eles fazem um cálculo de 1 ano
e meio de cadeia pro assalto, porque ele vai tomar cinco de condenação, vai puxar 1 e meio e vai sair no semi. >> E ele faz o cálculo da probabilidade Enorme que é ele não ser pego. >> Isso >> porque >> 8% de elucidação dos inquéritos. Então, então, então o crime tá compensando no nosso país. E aí, cara, aí é assim o que acontece em São Paulo, por isso que eu tava falando sobre a hegemonia da facção. Como não tem guerra, que é a mesma empresa, ninguém ninguém toma boca de ninguém lá. A boca tem
o dono tranquilo. Ele não precisa armar um Exército para proteger a boca. Em São Paulo você não vai ver em lugar nenhum 100 caras de fuzis. Ninguém quer roubar a boca deles, cara. Quem quem vai atrasar o lado do tráfico em São Paulo é polícia. E polícia, como é que você resolve quando você é traficante lá em São Paulo? Você bota três car na entrada da favela. Quando a polícia chega, os caras senta o dedo na viatura, corre para dentro e some. >> Se você não acertar esse cara no disparo na entrada, nunca mais você
vai pegar ninguém, porque você não consegue achar. Ele some igual rato. Você anda a comunidade inteira, cara, em três. Não é que você fez uma operação, você chegou, você deu aquela troca de tiro do susto, pá, a hora que você entrou, você procura, procura, você não acha nada. E você anda à vontade lá dentro. Essa é uma realidade totalmente diferente do Rio de Janeiro que eu vou Conseguir desenvolver esse papo contigo fazendo esse comparativo já, porque a gente tem muito para falar de como o São Paulo poderia fazer uma uma, vamos chamar de mega operação
nos padrões do Rio de Janeiro. Eu sei que não dá para comparar, mas eu digo, por exemplo, como que você poderia operar em São Paulo cercando a comunidade, né, eh, infiltrando a tropa para pegar esses caras que corre. Isso é uma é um papo mais ali pra frente, né, só para Contextualizar que a gente vai ter esse papo aí. >> Então, a diferença do Rio de Janeiro, cara, que eu vejo, eu não tenho experiência prática no Rio. Eu tô te falando do que eu ouço dos colegas. Quando eu era coiano, nós nós tivemos a nossa
tropa vindo fazer estágio de conduta de patrulha aqui, porque quando eu fui transferido da rota e fui pro coi, eu peguei um COI, cara, que que tava tava com boa tropa, bons oficiais, Mas muito amordaçado pelo comando. Tinha um comando lá que que anterior ao ao que eu cheguei, que era muito mais salvamento de pessoa perdida na mata do que combate ao crime. E aí a gente a gente tinha umas ideias maluca de fazer a cabeça do capitão, falava assim: "Chefe, vamos começar a fazer operação martelo bigorna. A gente bota o COI na mata, chega
de aeronave ou chega ou chega por trás a pé do jeito que der para fazer e depois a gente bota Os táticos e rota embaixo que os caras vão correr pra mata aí, vão dar de cara com a gente. O que que o comando fez? Você é louco, você quer me derrubar? Primeira que eu fizer desse aí eu tô transferido." >> Que foi exatamente que o o que a polícia do Ri acabou de fazer >> iso isso. E aí o que que o que que aconteceu? Ele falou assim, ó, para eu conseguir fazer a cabeça
do comando da PM de montar uma operação martelo Bigorna com coi na mata, eu preciso criar um curso que habilite e fale assim: "Não, esses caras agora ficaram técnico de incursão em mata com confronto com vem gente que vem de comunidade." Ah, onde tem isso? Ah, no BOPE. >> Eu rio. >> E aí nó, a galera veio para cá. Isso foi em acho que em 99, 98, 99. E aí o COI começou a fazer esse tipo de incursão lá, faz até hoje. Qual que é a diferença lá? E aí que você precisa entender. Se eu
cercar uma comunidade em São Paulo hoje, eu cercar, como vocês fizeram aqui, botar 2.500 policiais na Vila Esperança, quantos caras você acha que vai morrer lá? >> Zego, porque não vai ter confronto, né? Não vai, vai morrer uns dois, três, os iniciais, >> os que vacilarem e não vê a gente chegando. >> Depois sabe por que a gente a gente vai Achar droga? Vai, nós não vamos achar o vagabundo armado porque ele se ele se desfaz do armamento, senta na casa da família para assistir TV e quando você entra, você vê um cara com um
antecedente criminal, você fala: "Mano, olia diabo, mano, que demônio, cara. Esse cara, esse cara é do movimento, mas ele não tem nada em cima. Ele vai, ele vai perder limpo, digamos, vai ter fragante, vai ter, ele não vai ter nada, ele não tem nada com ele. Então você vai >> e outra e você vai pondo sua liberdade em risco em cada casa que você entrar. Porque o que acontece na comunidade? A comunidade você normalmente você faz a incursão nas casas na base da ideia, né? Porque juiz nenhum te dá mandado. >> É, >> já começa
por aí. Toda operação que a polícia faz, exceto essas que vem com alvo do Ministério Público, o resto você tá sozinho, você não tem apoio de Ministério Público e Juízo. Você vai lá E isso isso no Código Penal, qual que é o nome que tem? >> Invasão >> de domicílio. >> Domicílio. Então e abuso de poder e vári cois, cara. Tá, você tá, você põe a sua liberdade em risco o tempo inteiro nessa operação. Então você tem que chegar com muito jeitinho, trocar uma ideia, falar: "Ó, não, o cara correu, eu quero ver como é
que tá aí, tá tudo bem, posso entrar?" A senhora me dá licença. Só que Você fala: "A senhora me dá licença, já botando o pé para olhar ali, você vê o filho dela, o diabo, cara. Você olha ali, o cara tá que tá, você fala: "Caraca, velho, ó o cara aqui, mano. Ó o cara aqui. Ela aqui você não vai entrar. Aí você pé para trás, aí você fala: "Puta que pariu, perdi esse aí já era, não consigo catar". Mas você já plota no seu mapinha onde é a casa do cara. Na próxima vez que
a gente invadir, a gente já corre com foco aqui Para ver se pega ele. Mas é difícil, cara. e também pega e fica pouco preso ou nada preso. >> E o legal assim, a gente, eu tive muito êxito, na eu eu era um dos tarados por comunidade. Eu gostava de parar a viatura e ficar andando dentro de comunidade, principalmente comunidade grande na zona sul, assim, era um tesão isso aí à noite, cara, porque à noite a o a galera de bem tá entocada. Os que tão dentro da comunidade andando À noite, é os que têm
coragem, é os que tão com liberdade de manobra pela facção. Então, era mais fácil de você distinguir o bem do mal à noite dentro de comunidade. Então, eu gostava muito de andar dentro de comunidade à noite. E eu até vou te fazer uma resposta que eh poder até você poderia me perguntar sobre Copia, né? Isso eu acho que a gente vai perder demais com CP, a câmera no peito. >> Sim. Porque quando você fazia essas Incursões nas comunidades e faz até hoje, depois do primeiro estouro, a hora que você tá andando lá dentro, muita gente
de bem te dava um toque, ó, vai ali, >> vai em tal casa. Ninguém vai fazer isso com a câmera apontado para ele. Ele tem medo dele dar a imagem dele caguetando, entendeu? Ele vira testemunha. >> E o que que o crime já faz no terror? O cagoeta acontece o quê? É, vai pro saco. Você é louco. Se se um se um vagabundo Pegar uma mulher dessa tratando a gente bem, não sendo rppido, não tenho nada para falar, não fechando a porta, o caramba, os caras já vem pro tribunal do crime na hora a catela
que você tava trocando ideia com a polícia. É assim, a gente sabe o terror que é dentro de comunidade. O terror que é aqui é igual lá, viu? Os cara mata, em terra. Tem uma comunidade na zona sul, lá, aquela favela da imprensa, tinha um cemitério clandestino do lado que eles matavam Todas as tretas deles, jogavam no cemitério lá. Então o terror do vagabundo, ele é ele é do oió que achui igual a maldade ela ela é idêntica em todos os estados. A diferença do Rio de Janeiro para São Paulo é que os caras cresceram
tanto por causa da guerra do tráfico e de decisões equivocadas do tipo não faz operação, não entra, não toma território. Eu penso assim, ó cara, o o a gente precisa enxergar o crime como uma Atividade comercial. Tudo bem que o produto é ilícito, mas é um comércio. Ali você tem um gerente, você tem um dono da boca, você tem um monte de peão vendendo. O Playboy aqui do Rio de Janeiro, que nem o Playboy lá de São Paulo, que vai comprar cocaína, vai comprar maconha, vai comprar alguma coisa na boca, você acha que ele gostaria
de ter ali uma viatura para na entrada da comunidade ou não? Que que você acha? Ele gostaria não, o Playboy >> é não, ele vai passar ele >> é Não, não gostaria. >> Eu vou pergun, eu vou falar uma coisa para você, vai, vai suar ruim ruim aqui, ó. >> Se você, você tivesse um gosto de de vez em quando fazer uma baguncinha com alguém eh do alguém uma mulher trans, eu acho que é esse o nome aí, mulher trans. >> Travestia. >> É >> travesti. Não, não tem problema não. Pode falar. Você vai lá
na na lá no lugar onde eles ficam. >> Hã, >> qual é o maior medo da sua vida depois que você botou ela dentro do carro? >> Eu não sei, cara. Aqui quem responde essas perguntas é Mano V. Mano V, >> qual seria seu maior mesmo? >> Como seria, mano Valter? Diz aí, você que tem experiência. >> Teve uns camaradas aí no podcast, né, que os caras, inclusive um relato de um policial aqui do Rio, que o camarada ele saiu, né, com a a pessoa lá e a pessoa foi falar: "Ah, não pagou o programa,
aquela situação toda". Então isso aqui já foi relatado aqui no podcast e o policial salve para quem? Pro policial. >> Mas você acha que qual que é o maior medo de quem tá com uma pessoa dessa característica do lado? >> O relato, o relato do mano Valter, eu Acho um policial civil contou que o taxista se envolveu numa numa briga lá, né, encontrar vestir e aí foi pra delegacia e o cara não pô ela pulou no meu carro, guerreiro. Calma aí, irmão. Ela pulou no teu carro. Mas então, o maior medo do cara chegando na
tua pergunta >> é chegar na ocorrência >> polícia. >> É polícia. O maior medo do cara é o cara, [ __ ] eh, ser descoberto, né, >> meu amigo, eu vou falar uma coisa para você. Se o cara for assaltado, for violentado por um por uma mulher trans dessa, ele é capaz de não chamar a viatura de medo da viatura expor ele. >> Isso, porque vai ter o registro de ocorrência e vai est todo o relato lá das circunstâncias, né? Então, >> se hoje, se hoje, eu tô fazendo um paralelo só para você parar, para
refletir. Se hoje você sair daqui, >> você é casado? >> Sou. >> Você sai daqui com uma garota de programa? >> Não vou fazer isso >> não. Não, tô te dando um exemplo de um fato. Assusta primeiro que eu não vou nem sair daqui, guerreiro. Então assim, vamos volta. >> Sua mulher deve ser brava, hein? >> Mano volta. Mano volta. Não é porque de fato tô em casa, né? Então >> então vou falar eu. Eu saio daqui que eu Tô fora do meu estado. >> Sua mulher deve ser brava. E nem é, né? Coitadinha. Ó,
esse cara tem umas ideias assim, mas a gente voa. Relaxa. >> É, não é para você entender o que acontece na comunidade. Eu saio daqui e me envolvo com uma mulher aí embaixo. >> É, >> tô no carro dirigindo, bato o carro, a viatura vem para fazer ocorrência. Qual vai ser o meu maior medo? O o prejuízo Financeiro ou o cara fazer um boletim de ocorrência colocando que tinha uma mulher do meu lado >> e minha mulher querer olhar esse boletim de ocorrência? >> É a revelação do segredo do ocup. É um segredo. É, >>
então, polícia perto de boca, muito noia. Eu não tô falando aquele noia que já perdeu a noção e todo mundo sabe que ele é drogado. Eu tô falando o playboy que vai lá comprar. O caramba, Eles não querem viatura. >> Uhum. Quando a viatura não chega perto de comunidade onde vende droga, o tráfego ele aumenta exponencial, a venda fica livre, é uma paz ali, só não tem paz maior aqui no Rio de Janeiro, porque em São Paulo é paz reinante, é festa. Aqui no Rio tem atenção da outra facção vir tomar sua boca. Fora isso
é assim, ó. Se a viatura não incomoda, eu aumento mais o meu, a minha venda e meu ganho. Eu aumento mais, eu compro mais arma, eu Ponho mais funcionário, eu aumento mais pontos de venda e ponho mais funcionário. Vai chegar num ponto igual na Penha, igual no alemão, que ao invés de você ter 10 seguranças de fuzis, você tem 100 >> 500 >> segurança. Não, eu tô falando do que foi aprendido. >> É, >> né? Porque se você falar 500, vai ter um alguém de cabelo colorido que vai falar Assim: "Ó, ele ele tá falando
que tinha mais, mas isso não tem prova". Vamos falar do que tá provado. 100. >> Vamos dizer que ali só tinha 100 fuzis. >> Uhum. >> E eu vou te dar outro paralelo para você entender o nível de complexidade do problema aqui do Rio. O meu batalhão rodoviário era o pior batalhão rodoviário em termos de área tomada pelo crime lá de São Paulo. É abaixada lá na divisa do Paraná. até São Sebastião, 80% do território litoral do estado de São Paulo, litorânio do estado de São Paulo, comunidades violentas à beira de todas as rodovias ali.
Subia o sistema imigrantes para São Bernardo, só comunidade, Diadema, só comunidade. Eu tinha 500 policiais no meu comando. Quantos fuzis eu tinha à disposição da minha tropa? Chuta. >> Cara, >> essa essa notícia é de janeiro, tá? Não é de 10 anos atrás. Eu eu faria aí, cara, 500 no dia 500 no plantão. 500 policiais é o que tem no batalhão, >> tá? No plantão você tem 100 caras. Eu vou dividir por quatro. Vou dividir por quatro. >> Car isso. Não, você acertou. 100 caras operando. >> 100 caras operando. Eu vou dividir. Vou dividir por
quatro, né? Vai chegar em 25, eu diria 25 fuzis, um por viatura. >> Você tá E você tá considerando que esse fuzil não é carga, ele roda para na mão de todo mundo. Porque aqui no Rio, eu acabei de conversar com a galera do BOPE, cada um tem o seu fuzil. Isso, isso. >> Não, então você acha que você tem 25 por turno e aí você teria 100 fuzis na unidade? >> Não, 25 no total >> que roda na mão de qualquer um. Um fuzil por viatura. O cara, o cara sai, entrega O serviço dele
e passa o fuzil pro outro. >> Um fuzil por viatura. Exato. >> O batalhão tem 30 fuzis. 30 fuzis. Você você espalha esses 30 fuzis em mais ou menos 50 cidades, que é a área do batalhão. É uma menos de um fuzil para cada cidade. >> Que isso? >> Você tinha 100 fuzis em uma comunidade aqui. >> Isso. Isso. Cara, é muito bom te ouvir, Irmão, porque você, primeiro que você fala muito bem, com uma clareza absurda e com muita experiência. Você tá dando a oportunidade pra gente do Brasil todo conseguir dimensionar o problema que
é o Rio de Janeiro do jeito que tá. E você tá falando se referindo a São Paulo, cara. São Paulo é a maior metrópole, o maior maior estado, a maior população, tudo isso. Então, olha o estado que o Rio de Janeiro chegou, cara. O estado eh a forma como As forças de segurança ficaram eh sem condições de evitar isso aí. A forma como a política do Rio de Janeiro permitiu que dentro de uma comunidade tivesse um número muito infinitamente superior a um batalhão de uma cidade, de um estado como São Paulo. >> Que isso, cara?
E e o e o pior é assim, ó, se você for for parar para analisar o que tá acontecendo aqui e e e aqui o o a forma como esses efetivos eh criminosos foram se Desenvolvendo é muito diferente do do paulistano. Por quê? O paulista paulistano o que que ele faz? Ele fica ali na frente, ele efetua o disparo, ele some, desova o que tem que desovar e se esconde na comunidade, fica de boa, ele não enfrenta. Óbvio que se você parar uma barca de rota lá na Vila Esperança, descer os três e ficar andando,
a chance de você trombar com uma equipe de segurança do crime aqui e outra ali e outra lá e ter Vários confrontos é enorme, porque não é uma operação que chega um um contingente tão grande que todo mundo vai saber rápido, entendeu? Então, eh, aquele nosso irmão que morreu com tiro na cara na rota, ele tava andando dentro e aí ele virou. Eu, eu tenho uma ocorrência dessa no Cantagalo, que eu cheguei a bater o revólver na barriga do ladrão e ele o o revólver em mim. Porque você tá andando ali, a hora que você
vira viela dá de cara com o cara armado. É susto, Entendeu? Não é não é nada premeditado, é operação tal. É assim, eu e ele nenhum vendo, nenhum deu de cara um com o outro com a arma na mão. Ali o policial da rota o foi isso. Quando você vê o vídeo da COP, ele vira, quando ele vira o cara vira o cara deu, pegou na cara saco, entendeu? Então >> e no teu caso como é que foi o desfecho? Fiquei curioso. >> O o no meu graças a Deus, cara, eu sou um abençoado. Deus
me ajuda demais, Porque eu já troquei tiro de folga duas vezes, né? quando vieram me assaltar, depois sequestrar minha vizinha. E as duas vezes que eu bati de frente a arma com arma, o cara tomou um susto tão grande que ao invés de atirar, eu atirei primeiro. Eu talvez o o gato uma hora o vai tem oito vida, né? O gato sete vida, sete vidas. >> Mas esse risco tu não vai ter mais porque os seus cabelos brancos já te levaram para casa. >> Então >> agora só na folga você >> só na folga. Patrulhando
não mais. >> É. É, patrulhando não, mas que nem eu tava de secretário de segurança até dois meses atrás. E vou falar uma coisa para você, tá no meu DNA, cara. Se eu pegar cara roubando na minha frente, eu eu desembarco e vou para cima. Mesmo mesmo civilmente trajado e em outra missão. Eu não eu não deixo quieto, entendeu? Isso isso é meu, cara. É tanto que eu já troquei tiro. Eu eu quando troquei tiro no sequestro da minha vizinha, eu tava sozinho de fora. Essa é uma ocorrência muito louca que depois eu te conto
porque quase morri. Vou, já, já vou, já anotei a segunda pra gente falar depois, mas eu não quero que você perci o que que acontece no Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro os caras vão fazendo cinturões de tomada de território com tiro de Rajada, cara. Eles o que eles fazem? Eles sustentam posição. Isso é coisa militar, não é coisa, não é coisa policial. é sustentar posição. Enquanto em São Paulo o cara atira para correr e sumir no terreno, aqui no Rio eles permanecem na posição sustentando disparo de rajada. E aí tem um fator muito
pior. Essa quantidade de fuzis indiscriminadamente na mão de um monte de cara sem nenhuma restrição pro disparo. Aí fica uma coisa terrível. Porque enquanto você é policial, você sabe que você não pode acertar um inocente, o cara ele tá despejando de rajada numa arma de longo alcance e com alto poder letal. Você viu aquela ocorrência de Santa Bárbara e eh produziu em Santa Bárbara e levou pra Americana. Americana trouxe aqui pro Rio de Janeiro os fuzis. A Polícia Federal fez essa matéria essa semana. Foram cento e poucos fuzis que vieram de São Paulo para cá.
Era uma fábrica em Santa Bárbara. São fuzis curtos, só que é 556, é 762. Ou seja, o perito da Polícia Federal tava falando na TV o seguinte: esse fuzil mais curto, ele tem 400 m de disparo com precisão e chega a 100 m, 1,m 200, sem precisão, mas com poder de matar o fuzil cabeça maior, cano maior, aí é muito mais ainda o disparo com precisão. Aí você depois de assistir esse cara falando isso e você olha quando tá na quando tá na Parede, os fuzis apreendidos aqui na operação de vocês, os curtos são bem
menor quantidade do que os longos. Ou seja, a grande maioria dos fuzis na mão dos criminosos aqui no no alemão e na Penha são fuzis de maior precisão de longa distância. E aí quando você vê aquele vídeo daqueles dois caras camuflado em cima, fazendo aquela rajada sem parar, eu te pergunto, onde tá indo essas munições? >> Pois é, >> nem ele sabe. >> Ele tá pondo de qualquer jeito. Eu >> eu tava só esperando você terminar. Ele não tá nem pra precisão. Ele vai, ele vai botar fogo ali, vai concentrar fogo e eles vão fazendo
assim, ó. três pontos jogando fogo no mesmo canto. Pô, isso é o disparo de saturação, de sustentação, de posição. >> Isso >> não tem nada ali de cirúrgico, não tem nada ali de Alvo alvo direcionado. Ali eu tô sustentando disparo pra tropa que tá vindo de baixo não subir. E tem um detalhe aí, inclusive essa galera que tanto o morro defende depois da operação, quando ele faz esse tipo de disparo, ele não tá nem aí para quem é do morro, porque um tiro de 762, ele fura barraco. Fura, fura barraco, não, fura alvenaria. Então, para
acertar a gente dentro das casas, a gente que tá na na viela ali abaixado, caramba, é sem Massagem, vai acertar. Ou seja, e esse esse exército criminoso que vende quando o morro tá em paz, que ele tá lado a lado com a comunidade, isso é uma mentira, cara. Isso é muito mentiroso, porque a hora que a polícia invade ou o o criminoso de outra facção para tomar a boca, eles efetuam disparo de rajada, de arma, de guerra e aí não preserva a vida de ninguém. Quem tiver no caminho dessa munição vai tomar. Eles são hipócrita,
cara. Você tá entendendo? E e te falo Mais, eu falei hoje pro comandante do BOP na reunião que eu tive com ele, falei assim: "Cara, a operação de vocês não dá pra gente fazer uma festa, daquela festa de uma semana comemorando, porque nós perdemos quatro irmãos, cara. Isso não tem preço pra polícia. Morte de policial em combate não tem coisa mais terrível que isso. Então, não dá para bater bater palma e festejar a e como deveria. Mas se você pega 117 lá, cara morto, 115 é do crime já comprovado pelo Antecedente criminal e você com
essa quantidade de polícia com fuzil na mão e vagabundo com fuzil na fuzil na mão, dando disparo de rajada, você não tem criança baleada, não tem idoso, não tem. Meu, essa operação, cara, ela tinha que ser estudada, porque se fizesse a mesma operação em outros estados, cara, a chance de ter gente baleada sem nada no antecedente criminal é enorme, >> não? Isso mostra o profissionalismo e a competência da polícia do Rio de Janeiro, né? al nível alto nível alto. E e outra coisa, eu acho que mais do que a competência deles, né, de efetuar o
disparo, de incursular a favela, do confronto na mata, eles tiveram a competência de não dar ao criminoso a possibilidade de provocar ataques intencional com a população, porque num complexo de Israel aqui no Rio, que é uma outra facção que é o TCP, >> TCP, >> eles caras dispararam na Avenida Brasil, pô, e diversas as vezes em comunidade do Comando Vermelho, eles produziram morte da população para dar o elemento do efeito colateral para botar na conta da polícia. E aí depois eles entram com toda aquela estrutura de guerra informacional, ONGs, imprensa, setores da política, quase sempre
de esquerda. Então eles atuam dessa forma, cara. Se eles pudessem, se eles tivessem tempo para produzir um resultado desse, eles teriam produzido, pô. >> Porque aí tava todo mundo falando, ah, a menina fulana de tal, uma criança de nome X ou um idoso, um jovem de nome X, eles não tiveram sequer tempo para fazer isso. >> Ô, Gláber, você falou comigo antes de hoje, algum dia? >> Não, nunca. >> Nós nunca tivemos contato. A gente não Se conhecia até agora. Agora no estúdio aqui eu eu faço uma coluna de segurança pro IG. Tá ali, ó.
Eu te mostro no celular quando a gente acabar. Eu fiz um texto que vai sair provavelmente amanhã porque ele precisa fazer a imagem do do do editorial. Eu falo exatamente o que você falou, cara. >> Que bom. que é que é o seguinte, um um dos maiores problemas dessa operação É o crime não atentar da oportunidade que eles perderam de fazer essa maldade de balear pessoas de bem para pôr na conta da polícia. >> Eles já fizeram em outras oportunidades, >> porque eles fazem. É isso aí, eles fazem. Até nisso acho que esses criminosos que
sobraram tão assim: "Porra, meu, não tem um decente morto aí pra gente jogar nas costas desse governador?" Olha, olha a situação que essa Comunidade fica ali dentro em termos da do da maldade que impera dentro da cabeça desses criminosos. E aí, cara, eu tenho falado em todos os lugares que do dia da operação me chamaram e e foi bastante, meu. É que não chega para vocês aqui que eu tenho ido em coisas pequenas em São Paulo, entendeu? São Paulo, São Paulo tem panelinhas na grande mídia. Eu eu não chego nem perto de dessas panelas, mas
eu falei numa numa cidade do interior o seguinte, Cara, que é assim, ó, cara, faz o paralelo com casa de detenção. Casa de detenção, os caras deixaram um presídio ter 6.000, 7.000 1 presos, onde do segundo portão para dentro, nego escolhia qual prostituta ia comer. Tinha um um livro que você chegava com as fotos para você escolher qual queria no final de semana. Um menu de comida. Um preso que trabalhava comigo na infiltração falava para mim assim: "Alemão, me deixa ficar mais uns dias na Gozolândia". O que que é iss Gozolândia? Ele chamava de Gozolândia.
>> Pô, deixa eu ficar mais uns dias na Gozolândia. Eu falei: "Mano, você tá puxando cadeia no interior, você veio só sumariar. O juiz quer você de volta na cadeia tua? Eu não tenho como." Ele fala: "Pô, mas eu tô colaborando, me deixa na Gozolândia. Mas para que tanto você quer ficar nessa Gozolândia, mano? [ __ ] cadê a Jeg velha enorme, lotada aí dentro?" El falava: "Fô do portão dois Pra frente é tudo nosso. Se você visse o book das minas que eu posso escolher no fim de semana, mano, deixa eu ficar no fim
de semana. Eu: "Não, não, não, o juiz já deu ordem, eu tenho que te levar de volta". Ele, [ __ ] mano, com tudo que eu tô ajudando, você não consegue eu passar um fim de semana que eu não consigo. Então, é assim, ó. Os caras deixaram lá atrás a casa de detenção chegar num depósito comandado pelo crime, com um monte de coisa entrando. Ah, tinha o problema da aides naquela época, tal. E aí você vira e fala assim para uma tropa que não é especializada nisso, fala assim: "Entra e resolve, irmão, que o bagulho,
o bagulho virou de vez. O inferno tá na terra. Entra e resolve." Aí entra, acontece um monte de morte. Por quê? Porque é combate. Aí 30 anos depois os caras estão vendendo carro, casa para se defender judicialmente. E aí eu falo para você, cara, Tem um tem uns méritos nessa operação de vocês aqui no Rio, cara, que a gente não pode deixar de perceber. Primeiro esse governador, cara, sabe quando que você vê governador abraçar chefe de polícia, botar a cara na imprensa e falar assim: "Ó, tô junto, a ordem é minha, a gente tinha que
fazer". Tem que tirar o chapéu para esse cara. Eu nem sei quem é, não sei que partido é, eu sei que o nome dele é Castro, mas eu não tenho contato Pessoalc nunca conheci. Eu nunca vi, cara, político nesse nível se se irmanar com tropa policial depois de um resultado desse. >> Ó, cara, eh, eu critiquei muito o governador daqui do Rio, então eu acho que eu tenho total condições de falar, porque eu critiquei e critiquei duramente diversas vezes. É natural que o político tente se aproveitar do ganho eleitoral, do capital eleitoral, mas no dia
da Operação ele tinha tudo para afinar, por a tropa tava no terreno, tava produzindo resultado, 16 horas de confronto. E que que o Comando Vermelho fez? Foi o que eu te disse, eles armaram a operação de uma forma tão bem feita que não deu eh outra saída pros cargas para produzir um um uma morte intencional de civil, fazer um terror desse. Única coisa que que restaram para eles foram tacar fogo. Tacar fogo Não, fechar rodovias sequestrando ônibus e essas coisas. Então o que acontece? Eh, naquele naquele dia de terça-feira já rodou as imagens no Brasil
todo. A Globo já tava eh mostrando ao vivo o terror na cidade. [ __ ] teus parentes que tá lá em outro estado, Santa Catarina, São Paulo, Brasília, todo mundo começa a te mandar mensagem, né? >> Porque já espalhou no Brasil. Ali ele já podia ter recuado, pô. Mas não, ele Bancou. Então, todo mérito para ele. E no dia seguinte, quando aparece aqueles corpos ali, ele novamente bancou a operação. A partir dali, irmão, ele já ele já viu que o público a aprovou, né? E que a população, tô falando dele, cheguei garejar, né? Porque ele
ele ele ele ele ele é gago, né? >> Ah, é. É gago. É a a operação. Então, só de falar nele, né, cara, eu sou fanho e ele é gago, né? [risadas] >> São dois. Eu posso falar também porque Eu sou deficiente da fala, né? Então, irmão, o governador ele teve ele teve peito para bancar e confiar na operação que a polícia dele montou na pressão e no pânico e no pavor da população na terça-feira. Ele continuou com a operação até 22 da noite, pô. Hoje nós tivemos o secretário aqui, Coronel Menezes, secretário da Polícia
Militar do Rio de Janeiro, ele falou: "O governador me deu carta branca, mas eu ordenei que a tropa recuasse porque já Era 9 da noite e tava na mata no intenso tiroteio, não tinha condições. >> O nível de cansaço, estresse, você começa a expor a tropa, né? >> Nível de cansaço, pô, como é que é? Caiu a a luz, né? O confronto é diferente, né? >> O cara é experiente, é visão de comando, né? >> Deu 5, 6 horas da tarde, já começa a ficar absurdo. Imagina 9 da noite, a operação começou às 3 da
manhã. >> Então, mas você acha, você acha que qual é o grande mérito de um governador, o a o estar lado a lado e falar tem 10 dedo meu nisso aqui? Qual você acha que é o grande reflexo e benéfico disso? pra sociedade ou pra tropa, pros dois. >> Assim, você, você é de fora, você não é polícia. >> Sim. >> Você acha isso? Você acha que isso faz bem? Por quê? >> O governador >> é >> não, o governador, cara, e bem para ele, >> então, >> bem para ele politicamente dúvida. >> Tá interessante
a sua dúvida. Sabe por quê? Porque assim, ó, você enxerga como cidadão, então a sua tendência sempre é ver qual é o o benefício político para um cara desse, que você enxerga ele como político, tá certo? Você é cidadão, eu enxergo ele Como governador. Ele é um político. Eu quero ver se ele tá querendo voto >> ou não. Para nós tropa, sabe qual é o benefício dele tá junto? É assim, ó. Vou te dizer a experiência minha em São Paulo e aí eu te conto qual foi. Para me prender preventivamente, vai ter que prender ele
também. E prender um governador é difícil, cara, porque vem uns governador também aqui prestar apoio para ele. >> Isso. Nove estados. >> Isso. E aí aqueles caras que podiam estar sentado numa mesinha falando assim, ó, vamos meter esse governador na cadeia. Os caras fala: "Não, mas pera aí, mano. Tá todo mundo dos outros partidos aí, ó. Aí é coisa política. Então com o cara, mano, nós vamos comprar uma briga gigantesca, tal. Não cogitaram a prisão preventiva dele? >> Sim, >> do governador. >> E ele tem uma, ele tem uns probleminhas já, né, antigo. Mexeram na
gaveta, tava na gaveta guardada. Aí alguém foi lá, abriu a gaveta, ó. E aí, >> mas você você concorda que pode até abrir a gaveta e soltar isso para ver qual ia ser a repercussão disso? Os cara os caras tão, o povo que é a favor do crime, que enxerga o voto do criminoso e da comunidade, ele ele tá em choque, porque ele fala assim: "Meu, essa Oportunidade para eu ir lá e defender completamente o crime organizado e a comunidade, mas ao ao mesmo ponto, qual é o revés que eu vou ter com a com
a família de bem? Será? Aí eles ficam olhando e acompanhando o que o teu pessoal tá falando no chat. >> Isso. >> O que a Globo tá falando. Ele, esses cara, eu garanto para você que tem uma meia dúzia de mais do que seis lá nos lugares certos assim, ó. [ __ ] velho. Nós não vamos ferrar ninguém com isso, cara, do de polícia. Não é possível que nós não vamos cortar a cabeça de ninguém depois deles terem entrado lá e feito esse estrago no no nosso pessoal lá que a gente tanto defende. Sabe a
sabe a questão lá de São Paulo quando acabaram com a cracolanda, tiraram uma tirando uma favela, aquela do moinho, >> não foi um monte de político lá fazer escândalo dizendo que não podia tirar a Comunidade? Cara, tem de plantão uma galera louca, louca para ver o comandante da Polícia Civil e da Polícia Militar aqui preso. Eles estão enlouquecido, ereto, esperando a possibilidade de ter a masturbação mental e vibrar. Ó, for preso o delegado geral e o e o comandante geral. Só que teve um problema aí. O governador tá junto, cara. Isso. E eles precisam cumprir
a função deles, porque ele dentro da Estrutura, dentro desse mecanismo, >> eles têm a função deles que é justamente essa, né? >> Tu lembra aquela cena de tropa de elite >> que o capitão Nascimento vai no restaurante e o povo levanta e começa a bater palma >> e os caras fica acuado? >> Tu lembra dessa cena? Aconteceu exatamente essa mesma cena aqui no Rio de Janeiro, essa semana. É, com o governador. O governador foi no Restaurante, intencionalmente ou não, ele tem que viver a vida dele. Foi no restaurante e aí ele foi o vaciado. Eu
arrepio porque, cara, eu vou te contar o que aconteceu comigo em São Paulo. Você não vai botar uma ferro. >> Manda. Cara, eu era tenente. Eu era tenente e eu tava infiltrado. E depois eu te conto como é que foi essa infiltração. Mas numa dessas infiltrações, eu recebi a informação de que eles iam eles iam Resgatar, eles iam sequestrar a filha de um diretor de uma cadeia do interior, Araraquara. E eu cheguei pro pro chefe da agência de inteligente, de agência de inteligência, e falei para ele assim: "Ô chefe, é o seguinte, ó. A quadrilha
que ia participar da fita com a gente falou para nós que eles vão sequestrar a filha do diretor de quadra. Precisa avisar ele rápido para mudar o hábito, colocar a segurança, alguma coisa que eles vão Pegar. Aí ele falou assim para mim, falou assim: "Tá, mas como é que a gente arrebenta essa quadril? Porque não adianta ficar fazendo de segurança, uma hora os caras vão catar". Falei: "Então, eu só tenho um jeito de eu pegar. Eu tenho que armar uma armadilha para vir toda essa galera e a gente prender. Ele falou assim: "Então, solta, solta
no sistema aí que vocês vão fazer um resgate de preso. Vê se eles vêm". E os Caras vieram, toparam. Quando toparam, eles bateram para outra quadrilha e veio mais uma quadrilha querer vir junto. Ou seja, quando eu vi, meu, tinha, sei lá, uns 30 ladrão querendo participar da fita toda. Porque quando a gente fala que quando eu joguei no sistema que no presídio lá, o pé lá, ele chamou de pé, o PM, o pé tava com com a gente, ia deixar jogar Teresa para pular o muro. Esse irmão deles que era muito forte na quadrilha
que tava lá falou assim: "Não, Eu quero sair". Mas o irmão da outra quadrilha também quer e ele tá lado a lado comigo no X. Então é o seguinte, junta a quadrilha de vocês, pega o Joãozinho, a nossa vai descer o João Luiz e o outro lá o João Roberto. Vão descer três caras na na Teresa e três quadrilha vai junto. Porque a minha missão era descobrir quem fazia resgate de presa e tinha fuzil, que naquela época fuzil era raro em São Paulo. Tinha pouco fuzil. Onde a gente Via fuzil? Resgate de preso, rouba banco,
eh, rouba carro forte. Você não via fuzil em roubo na rua comum? Rouba residência com fuzil não tinha, entendeu? Qualquer roubo comum não tinha fuzil. Então, eh, eles estavam matando muit um monte de PM em resgate de preso. E foi isso, por isso que me criaram o grupo de infiltração. >> E você, só para, só para ficar claro pra audiência, tu ficou infiltrado dentro da quadrilha do PCC. >> Em várias, porque como que eu fazia? Eh, vamos entrar nesse assunto para eu poder te explicar, senão você vai achar que eu tô mentindo. Tem um monte
de gente que acha que eu sou mentiroso aqui. Os caras estão tudo vivo. Os caras estão tudo vivo e depois comprova e eu tenho isso tudo documentado. >> Não, a minha única preocupação é tu perder o raciocínio que você tava construindo e aí iniciar uma história sem terminar a outra. >> É, é, isso pode acontecer. Eu eu viajo nas ideias, mas vamos lá. >> Não, mas o papo tá muito bom e assim, eu posso te lembrar depois disso. Se bem que eu vou começar a esquecer também. É, a história é a seguinte, olha como foi
louca a min a minha história de infiltração. >> A minha história de infiltração começou o seguinte. Eu um dia patrulhando com a viatura de rota em Guarulhos, uma cidade normal. Cheguei, os caras tinham Sequestrado um dono de uma universidade do shopping internacional de Guarulhos, um dos caras ricaço em São Paulo, chamava Luís Henrique Varéio. Sequestraram ele, só que os caras abandonaram um carro na frente da casa. saíram com o carro importado dele e mais um deixaram o carro quente com a chave no contato, uma Fiorino branco. O dono da casa queria sair para trabalhar, tava
abrindo o portão quando os caras cataram o velho. Ficou parado lá, gelado, anotou a placa do carro, só que anotou só os números. Quando eu tava vindo carro, o cara deu com a mãozinha, falou: "Ô, meu, ô meu, ó, os caras pegaram um senhor num carro, aí saíram com ele com carro, outra Fiorino Branco e os dois caras que estava armado nessa Fiorino Branco entraram no carro do do Velho e largaram ela aqui com a chave no contato. Eu não consigo sair para trabalhar." Ou seja, ele era a testemunha visual do Sequestro. Eu joguei na
rede que tinha tido um sequestro de um Ford Taurus, só que eu não tinha a placa do carro completa. Anotei os dados desse dessa pessoa que viu e e liguei pra delegacia para perguntar o que eu faria com aquele fiorino branco. O delegado não queria aprender. Ele falou: "Ó, não tem queixa". Eu falei: "Mas cara, tem testemunha, tem tudo". Ele: "Não, não tem, não tem nada. O carro não tem Queixa." Eu briguei tanto com ele que ele falou: "Traz aqui que eu faço uma apreensão". Eu levei, ele aprendeu o carro. Aprendeu o carro. No dia
seguinte, eu tô em casa lá. Depois de ter trabalhado, acordei, fui ver no jornal, ó, dono da faculdade do shopping foi sequestrado no seu Ford Taurus, placa tal. Falei: "Puta, é o cara da minha ocorrência". Voltei correndo pra rota, cheguei na rota, falei: "Chefe, sabe aquela Fiorino Que eu aprendi? O sequestro é do dono da faculdade". Ele falou: "Pô, o cara é meu amigo pessoal, velho. O cara tá sequestrado". Falei: "Que que o senhor quer que eu faça?" Ele falou: "Vai lá na na delegacia de sequestro e fala que o carro que você aprendeu é
o carro que sequestrou ele." Eu liguei, os caras não teve sequestro nenhum. Tá bom. Só que eu peguei a placa, vi o vi o endereço e o telefone. Liguei no telefone da casa do empresário. Falei: "Eu queria falar com o seu Luís Henrique". Aí uma mulher: "Quem tá falando?" Eu falei: "É o tenente pagar no outro da rota. Eu tô sabendo que ele tá sequestrado." Ela: "Não, não teve sequestro nenhum." Eu falei: "Minha senhora, além de ver no jornal, eu tenho informação para passar do sequestro". Aí deu um pi, pi, entrou outra mulher. "Quem tá
falando?" Eu falei: "Eu vou hoje o tenente paraoto da rota". Pois não. O que que o senhor deseja? Eu Falei: "Com que eu tô falando?" Ela doutora Sato, delegada de visionária do DHPP. Ela tá até hoje, a Dra. Sato lá em São Paulo. Ela é [ __ ] da Polícia Civil. Aí eu eu falei assim: "Doutor, eu sou o tenente pagan da rota, tenho informação sobre sequestro. Ela pode passar?" Eu falei, eu não conheço a senhora, nunca vi, não sei o que que eu tô falando. Ou é pessoal, eu não vou passar nada. Ela: "Então,
o senhor se apresenta lá no DHPP?" Eu falei: "Eu não me apresento em Lugar nenhum, que a senhora não manda em mim. Se a senhora quer conversar comigo, a senhora desce que eu tô na porta aqui." Como que o senhor tá aqui na porta da casa do empresário? Eu falei porque o o a placa tá no jornal e eu sou polícia, eu puxo placa. Aí ela tô descendo, indignado. Desceu. Não é que o senhor tá aqui mesmo? Eu falei: "Doutor, não tô de brincadeira. Eu tô trabalhando, tô fardado, tô de viatura, tô com equipe. Aí
ela, que que o senhor Quer passar? Vamos entrar. Aí entrei. Quando eu entrei tava aquela parafernalha nos telefone, um monte de polícia e a família chorando no sofá, aquele [ __ ] clima. Aí eu sentei com ela, ela, pois não, o que que o senhor quer me passar? Me tratando igual se eu fosse um zerro ela. É normal, né? Aí, aí eu falei: "Doutor, é o seguinte. Eu tava patrulhando, eu arrolei a testemunha do sequestro, o cara que viu tudo. E tem mais, esse carro que eu Aprendi é o carro que os ladrão tava, tá
no primeiro DP de Guarulhos. Ela: "Que que eu vou fazer com esse carro se não tem queixa, não tem nome, não tem nada?" Falei: "Ó, senhora, a investigação é da senhora, não sou eu, né? Eu tô falando pra senhora que esse carro tá na fita". Quando ela ligou pro DP de Guarulhos, o delegado de Guarulhos já tinha dado o carro para uns tiras, ficar andando, os caras tinha posto o som, tinha lavado, acabou com tudo >> eh de perícia. >> Sim. >> Tinham destruído a possibilidade de perícia. Ela ela começou a brigar com outro delegado.
Quando terminou a discussão dela e eu olhando assim com o cara de ué, ela eu falei assim, a senhora não tem nada, nada, não fizeram contato, nada? Ela falou assim: "Ah, eu vou te falar o que eu posso falar". O carro foi encontrado lá em Mariporana, uma cidade de serra lá Em São Paulo. O carro foi encontrado queimado lá na serra e nós pegamos um cara do semiaberto a 800 m de lá com as mãos cheias de combustível. Eu tô segurando esse cara desde ontem, eu tenho que liberar porque eu nãoco juridicamente ele no carro.
E eu sei que tem alguma coisa errada, porque ele tinha, como ele era do semiaberto, ele tinha que est na cadeia, ele já tinha que ter voltado. Ele foi pegou 8 horas da noite lá perto do Carro. Então tem coisa errada aí. Eu virei para ela e que que eu falei para ela? Será que a Fiorino não é dele? Ela virou, falou assim: "Senhor, acha mesmo que alguém vai fazer sequestro com carro quente?" Eu falei: "Não, o carro não é quente, tá no nome da Porto Seguro, não tá no nome dele. Mas será que esse
carro não é dele?" Ela falou assim: "Eu não vou nem perder tempo com o negócio desse, que eu tenho certeza que ninguém pega o próprio carro e vai fazer Sequestro". Eu falei: "Mas onde que ele tava preso?" Ela falou: "É no Franco da Rocha, o presídio de Franco da Rocha". Falei: "A senhora me autoriza ir lá". Ela falou: "Vai, vai perder seu tempo". Falei: "Então eu vou lá". Cheguei lá no presídio, chamei o diretor, falei: "Ô, doutor, ô doutor, tudo bem? Aqui é o tenente, tal". Ele falou assim: "Fala, cara". E não é como é
hoje com Polícia Penal. A cultura desses caras do passado, eles Não queriam contato com polícia. Porque, mano, eu entendo os cara, entendeu? Você trabalhar dentro de um presídio, cara, com o crime te eh aliciando 24 horas por dia, tipo, medo. Se os caras vê você com amizade, com por isso, os caras te mata a hora que você vai embora. Então os caras eram arredil com polícia naquela época. Hoje a Polícia Penal é mais polícia que nós. É tudo polícia. E aí meu >> não tinha estrutura, o cara não tinha Estrutura, o cara não tinha um
porte de arma, o cara não tinha uma arma permanente, não tinha um carro. >> Os carreiros, cara, era uma carreira de dad dó. Eles eram abandonado por tudo. Se polícia já era um troço eh que só maluco entrava, carcereiro, você falava: "Meu, esse cara é doido de querer ser carcereiro, mano. É muito louco a vida desses cara. Dava dó. E aí, meu, que que aconteceu? Eu cheguei pro diretor, falei: "Ô, diretor, preso tem Estacionamento aqui?" Ele falou: "Tem. O melhor estacionamento é o deles." Inclusive, eles ficam distribuindo as fitas de assalto que eles fazem aqui,
tudo lá nos carros. >> É [ __ ] >> É >> o melhor estacionamento dele. >> É. Aí eu falei: "Caraca". Ele falou assim: "É, então, inclusive nosso funcionário a gente parar na rua pros presos parar carro no estacionamento. Você acredita, tenente?" Eu falei: "Porra, ele, eu falei: "O senhor tem algum controle?" Ele falou: "Meu, a gente anota o preso, a matrícula e o carro lá na prancheta". >> Controle de entrada e saída, né? >> Falei: "Senhor, não vai me deixar ver isso aí". Ele falou: "A hora que você quiser, vamos lá, descemos na guarita."
Quando nós pegamos a prancheta, >> ó o ladrão com a mão cheia de combustível, com a Fiorino, que eu Aprendi que a testemunha viu ele sequestrando. A hora que eu entreguei pra delegada, cara, a delegada chamou a Rede Globo, chamou tudo, desvendamos o sequestro. [risadas] Deus, >> já não soltou o cara. Já não soltou o cara. Não lembro se foi temporário ou preventiva, já meteu a a prisão nele e trabalhou ele, ele deu mais dois. >> Beleza? E eu voltei pra minha viatura trabalhar patrulhando de rota na zero investigação. Passou uns quatro dias, cara, me
ligou o comandante e falou assim, ó: "Você vai na rua tal, número tal agora, só que você vai paisando". Eu falei: "Ô, cheque, tá acontecendo?" Ele falou: "Vai lá e não me pergunta". Eu: "Mas como assim vou sozinho?" Ele falou: "É, vai sozinho, meu, com seu carro. Vai lá. Eu falei: "Coronel, me explica o que que É". Ele falou: "Não vou explicar. Vai lá, [ __ ] Tô mandando. Vai lá." Falei: "Puta merda". Aí eu fui. Quando eu cheguei lá, era um restaurante, meu, restaurante pequeno, churrascaria. Quando eu entrei, fui num garçom, falei: "Viu, eu
vim aqui procurar um pessoal, eu sou o tenente da rota, já tô sabendo." Foi, cara, ele tinha uma porta, tipo essa sua azul aqui, assim, ele apertou assim, a porta abriu, era uma outra sala com uma mesa cheia de Cadeira, era tipo um escritório eh para comer ali reservadamente, [ __ ] >> E eu olho pra mesa, cara, tinha uns oito cara, tudo cabeça branca, igual eu de terno. Mano, eu até brinquei num podcast, eu falei que parecia coisa da máfia e o pior que um deles é meu meu >> é o dono da faculdade
onde eu fiz direito, é um cara fantástico na área jurídica e eu eu encontrei com ele agora, ele tá com mais de 80 anos e ele começou a rir e falou: "Eu sou o Mafioso, né?" Eu falei: "Doutor, excelência, não é bem assim, foi um jeito de falar". Ele deu risada. Ele era amigo pessoal do do sequestrado. Aí quando eu entro lá, esses cara tudo antigão de terno e eu de calça jeans, camiseta, cara, novinho. Peguei, sentei na minha cadeira sem entender nada, cara. Eu sentei, falei: "Boa noite, boa noite". Só que eu já reconheci
o doutor, dono da minha faculdade, Dr. Darc, tá vivo. Aí ele, "Ô, garoto, tudo bem? Você É meu aluno na faculdade e tal". Eu, "Ô, doutor, tudo bem? Que que tá acontecendo aqui?" que ele falou: "Não, aqui são todos colegas das duas universidades, são do Tribunal de Justiça e do Ministério Público. Era tudo desembargador e e procurador. >> Is >> que davam aula na faculdade. Eh, o pessoal quer conversar com você?" Eu falei: "Pois não." Aí um deles virou para mim e falou assim: "Quanto você Quer? Quanto você precisa para soltar o nosso amigo?" Aí
eu falei assim: "Não tô entendendo, doutor". Ele falou: "Quanto você quer de dinheiro para soltar o nosso amigo?" Eu falei: "Ó, a pergunta tô Eu eu não tô falando, não vou falar que tá me ofendendo porque o senhor não me conhece, mas eu não tô entendendo a pergunta. Eu não, eu não consigo chegar no pensamento do senhor." Ele falou assim: "O que te falta para soltar o Nosso amigo? Porque você conseguiu chegar nos caras que pegaram. Agora, o que te falta para soltar ele?" Falei: "Nossa, eu nem sabia que ele ainda tava encarcerado na como
refém". Ele falou: "Tá, ninguém acha ele". Eu falei, não é uma questão de dinheiro, é uma questão de investigação. E quem faz investigação é polícia civil, não sou eu. Eu tô trabalhando na viatura. Eles falaram assim: "Para, para, para, quer helicóptero?" Eu falei: "O senhor não Entendeu, não é material, é de mobilidade, de capacidade de investigar". Ele falou assim: "Você quer o que investigar?" Eu falei, eu falei para ele assim, eu consegui chegar onde eu tinha que chegar por uma informação dentro da cadeia. Ele falou: "Então é esse o caminho. Você vai voltar lá no
presídio, você vai pedir para falar com preso do X do que tava no sequestro e você vai falar para ele te dizer onde é que tá o Empresário". Eu falei: "O senhor tá doido? Se eu for lá e falar que eu sou tenente da rota, os cara não me deixa nem entrar". Ele falou: "Vai lá, você vai conseguir. Vai lá". Falei: "Como é que eu vou falar pro meu coronel que eu vou vou?" Ele falou: "Vai lá, pode ir lá". Aí eu peguei, voltei no quartel, o coronel falou: "Ó, pega uma viatura descaracterizada e vai
lá no presídio." Aí eu voltei lá, voltei lá, virei pro diretor, falei: "Pô, dá para Você chamar um ladrão aí que tava preso junto com o que tá tá no sequestro para eu ver se ele me ajuda?" O cara falou: "Você é doido, mano? O cara não vai nem trocar ideia com você. Você lo caras sabem que você é polícia. Eu não, mas mandaram, eu vou falar. Eles trouxeram [ __ ] de um diabo, velho. Ele sentou na minha frente assim, ó. Eu comecei a falar perfil, cara. Eu eu vim aqui ver se você pode
me ajudar, tal, que você sabe que teve um sequestro no teu raio, Tal. Ele falou, ele ele me xingou de tudo que você puder imaginar, virou pro cara e falou assim, ó, me leva de volta que eu não sou cagueta. E foi embora. Eu voltei e fui falar com os velhos de novo. Quando eu fui falar com os velhos, aí aconteceu um negócio louco na minha vida que mudou a chave. >> Os cara, os cara, os cara que manda. Aí um virou para mim e falou assim: "Ó, a gente já sabia que você não ia
conseguir, só que agora você vai voltar E você vai falar para ele que o doutor, eu só tô te contando essa história porque esse homem já faleceu. Ele vai falar assim, ó: "Você vai falar, vai chamar o mesmo cara e vai falar para ele que o doutor tal mandou ele te falar onde onde o empresário tá". Aí eu falei: "Pô, mas esse doutor eu conheço, ele me dá aula na faculdade, meu". Ele falou: "Vai lá e fala que esse cara autorizou iria contar". Meu, aquilo bateu na minha cabeça. Eu Fiquei atordoado, cara. Falei assim: "Como
que um cara com essa posição na área jurídica, professor de faculdade, tem ascendência num marginal desse jeito?" Voltei lá, voltei lá, chamo o cara de novo. O cara já voltou gemado assim, ó, sentou. Aí eu falei assim: "Ô, meu, é o seguinte, tô de volta". O doutor fulano de tal falou para você me falar onde tá. Ele respondeu assim para mim. Por que ele não me ligou? Já bateu outra na minha cabeça. Tipo assim, esse cara tem telefone, mano. >> Tu novinho descobrindo a vida, né? >> Irmão, eu não sabia o que acontecia dentro de
cadeia. >> Para mim eu eu eu matava ali na rua. Dali pra frente para mim já era. De vez em quando eu era no fórum e ia lá tomar uns esculachos de juízo e promodor ser tratado com cara de nojo, mas acabava ali, entendeu? Aí, cara, ele falou: "Por que que ele Não me ligou?" Eu virei para ele e falei assim: "Eu não vim aqui eh com essa informação, eu só vim com a que eu te dei, que é perguntar onde o cara tá e que ele falou para você falar". Ele parou, ele falou assim
para mim: "Mano, >> eu vou te falar onde tá. Se eu depois souber que ele não mandou isso aí, que você tá de, que nem vocês falam de caô, >> você vai ver o que vai acontecer com você". O ladrão falou para mim, eu Falei: "Não, pode falar". Ele ele falou, ele falou assim: "Então você procura perto do carro que o corpo tá lá". Eu que corpo aí ele: "O empresário tá morto, mano. >> Tá, já era. Tá morto, cara. Aquilo bateu em mim também. Porque eu falei assim, ó, eu vou libertar um milionário do
sequestro, vou ganhar bolsa para terminar minha faculdade e eu eu pagava com 1 terço do meu salário. Vou esse cara vai me chamar para fazer a Segurança dele. Vai ser o, sabe aquele cara rico que você vai conhecer e vai mudar a sua vida que você era um pobre [ __ ] Falei: "Ele tá morto?" Ele falou: "Tá morto, meu". Falei: "Nossa, cara, eu saí de lá tordoado, fui lá no meu comandante, falei: "Chefe, o empresário tá morto". O meu comandante era amigo pessoal dele, falou: "Não, não pode ser, cara. Não vem com essa notícia.
Você achou o corpo?" Eu falei: "Não". Falou: "Então nem fala isso, Cara. Enquanto você não vê o corpo, não fala que ele tá morto. Não tenho coragem de ligar pra família dele e falar isso não. Que que você que vai fazer?" Eu falei: "Não, me falaram para procurar perto do carro". Ele falou: "Então monta um pelotão de rota e vai lá". Quando nós chegamos, achamos o corpo lá. tava de Bruso com 14 tiros, >> cara. >> Aí vem a delegada com mais uns delegados que hoje estão tudo no topo aí lá em São Paulo e
Rede Globo, achamos o corpo e não sei o quê e eu ficava tudo sem aparecer. Só que isso eu fazia relatório. Como eu fiz relatório, isso subiu e eu recebi um um elogio da corregedoria por causa disso ocorrência. Vou te chegar na infiltração para você entender, para você entender que não é mentira. Voltei pro meu serviço normal. O que que isso demonstrou paraa PM em 1998, deve ter sido por aí, que o crime fora Tava completamente ligada dentro da cadeia, tinha conexão direta de execução, de ordem, de tudo >> e que toda formação tava dentro,
>> tava que que assim, a cabeça do crime tava dentro da cadeia, não tava fora, que as coisas estavam sendo manipuladas de dentro de um X. A Secretaria de Segurança em São Paulo, a Polícia Civil, Polícia Militar achava que preso preso tá morto, tá inoperante. PCC, essa conversinha bonita aí que Conta em filminho caramba 4. Depois vou te falar minha opinião disso porque eu fiquei lá dentro, né? E aí o que que aconteceu, cara? Dois anos depois dessa ocorrência começaram a resgatar preso em São Paulo. Teve uma ocorrência que foram resgatar o Pateta. Era o
maior ladrão de banco de São Paulo. Balearam 2 PM. Os caras tava em duas S10, cabine dupla, vestido teirinho de preto com fuzil cruzado, com conduta de patrulha. Abria a leque e fazia conduta de patrulha. Foram fazer isso no na no 45 DP, deram um tiro na cabeça do sargento embarcado. Eu cheguei lá, os miolos dele pingava assim da viatura e o motorista dele é amputação de perna com tiro de fuzil. Resgataram os cara forte no 45 DP na Brazilândia. E a e a do de Guarulhos, o sargento Oiama, saindo com preso bom. Os caras
metralharam ele na viatura ali, morreu. Como tava morrendo PM toda hora nesses resgates de preso, o comandante geral me ligou, eu tava no coia, eu já Tinha sido afastado da rota por causa de ocorrência e eu tava no coi. Eu já tinha colocado na minha cabeça que eu ia aprender a andar no mato e ficar mais de boa, porque o COI naquela época era bem mais na manha do que é hoje. Ah, o comandante geral me chamou, falou: "Vem no QG", cara. E a PM de São Paulo, a corte ela é muito mais versalhense do
que eu acho que aqui no Rio, cara. Tipo assim, naquela época um tenente conversar com o comandante geral era um Sacrilégio. Um comandante geral falar com um tenente, essa pouca bosta que é tenente, entendeu? E o comandante geral era um cara que tinha vindo da cavalaria, o coronel Rui César, que ele era bem operacional. Ele não tava nem aí, cara. Ele mandou me chamar e eu fui direto. Quando eu cheguei lá, ele sentou, ele ele chamava a gente [ __ ] fumo. Ele tá vivo, esse homem ele virou e falou assim: "Ô, Picafumo, senta aí.
>> Você lembra aquele negócio que você fez lá na cadeia de Franco da Rocha, que você entrou lá dentro e você conversou com os presos, eles te deram a fita? Eu lembro, você vai entrar nas cadeias do PCC e descobrir quem é essa empresa que tá sequestrando e matando os polícia, porque isso é uma empresa de policiais, viu? Eu: "Como assim?" Ele falou: "É polícia que faz conduta de patrulha." >> Extermina, extermina. Eu falei assim, coronel, pode ser militar, forças Armadas, pode ser policial civil, policial federal, pode ser qualquer qualquer outro tipo de polí não
necessariamente PM. Ele fala: "É isso, você tem razão, mas para mim é cara com instrução porque eles têm modos operando e eu quero que cate essa quadrilha". Então você vai juntar uma medos de maluco que você quiser e vai para dentro da cadeia trocar ideia com os ladrão, fazer amizade. Eu falei: "Corel, o senhor me perdoa, mas o senhor tá doido. Os caras não vão deixar a gente entrar. Os caras odeiam a gente, o sistema penitenciário. Ele falou: "Você, você que não entendeu, nós temos uma reunião, nós estamos indo agora. Sabe com quem?" Eu falei:
"Não, ele com o secretário de segurança e com o secretário de assuntos penitenciários. Aí me levou na já no andar acima da corte de Versalhos". Aí eu entrou lá, os dois de terno. Eu eu era um moleque, cara. Sentei lá, fala para ele, excelência. Aí Os secretários, não, você vai ter carta branca nos presídios. Você não fala que é polícia que vai te complicar, você fala que você trabalha na secretaria. Você vai vai abrir o preso que você quiser, vai vir trocar ideia com você, tenta cooptar, oferece algum benefício, não oferece diminuição de pena que
o juiz nenhum vai concordar. Oferece algum benefício por coisa boa. Se você chegar na missão que você precisa, beleza. Falei: "Mas como é que eu vou fazer Isso?" falou: "Do jeito que você fez em Franco da Rocha, vai e faz amizade". Falei: "Tá bom". >> Eles não sabia que tu tinha uma senha, né? Que era o nome do doutor lá, né? >> É. Aí o que [risadas] que aconteceu? É, eu nunca pensei no que você falou agora, mas mas o que aconteceu? Eu saí com essa missão. >> É, >> primeiro problema gravíssimo que eu fiz,
eu tinha que escolher sete caras para Trabalhar comigo. Desses sete, a Polícia Militar tem um negócio, cara, que é assim, ó. é a minha viatura, o meu motorista, o meu auxiliar, o meu parceiro, aquele polícia que eu amo de coração. E cara, eu eu não eu tenho meus irmãos, mas eu não sou assim egoísta quando eu tenho uma missão. Eu tinha uma missão de entrar dentro de cadeia e fazer amizade com vagabundo. Eu ia pegar um polícia que era padrãozinho militar, o cara só Faltava fazer continência pro ladrão. Eu pensei na minha cabeça, os cara
mais maloqueiro que eu tinha na rota, que tinha ocorrência de morte comigo, que eu sabia como ele agia em termos de troca de tiro, que ele fosse ligeiro e escolhi uns nomes. Esses caras estavam normalmente com outros oficiais. Quando eu dava o nome desses caras para vir pro meu grupo, cara, se eu tivesse pego a mulher desses caras, eu não tinha tido tanta guerra. Teve cara que chegou e falou assim, ó. Depois ele virou auto comando da instituição. Ele virava e falava assim: "Você vai pegar o meu Steve? Esquece não, viu? Hoje você tá com
o comandante geral, amanhã eu tô lá." E chamava o polícia quando eu não tava perto e falava assim: "Ligava eu na viatura. O polícia sentado atrás de mim, ó. O cara ligava para ele e falava assim: "Viu, irmão, vai dormir na no ouvido, na conversa desse tenente aí que Nunca mais você volta pra rota. Você nunca mais vai pisar na rota. Cara, eu arrumei uns inimigos mortal dentro da polícia só por ter montado esse grupo. Fora o resto todo com inveja que batia nas minhas costas e falava assim: "Vai, a hora que você tiver preso,
esse comandante geral aí não vai te ajudar não, viu, meu? Você vai se foder." Tá querendo dar uma de gostoso fazer loucura, você vai se [ __ ] Isso eu ouvi de milhares lá, milhares de comandantes. Você sabe que você vai se [ __ ] né? É, é a vibração dos caras. Tudo isso porque você deu resultado e tava em evidência que >> eu ainda não, ainda nem tinha dado resultado, eu tinha dado uma ocorrência, a parte da infiltração ainda não tinha começado. >> Sim. Não, mas esse esse resultado aí >> é, ele foi expressivo,
mas foi uma ocorrência, os caras estavam com raiva >> de eu ter de eu ter um comandante geral Me bancando para uma missão. Por isso que eu tô te falando da importância desses cabeças estarem junto com a tropa. Isso é um recado, cara, que não tem preço dentro da dentro dentro da dentro do sistema, entendeu? Aí, mano, montei o set, chegamos no presídio, presídio de Avaré, RDD, você mãe, né? RDD, você conhece bem. >> Conheço. >> Aí eu não sabia o que era RDD. Cheguei lá, eu virei pro diretor, chamei o Diretor, chama Tomasela. Ele
acompanha até em podcast, apareceu depois de anos na minha vida, falou: "Ó, tô vivo, viu? Tô aqui. O que você tá falando? Tô acompanhando". O Tomasela cheg, eu bati lá no presídio gigantesco, falei: "Viu, eu sou da Secretaria de Assuntos Penitenciários". Ele falou: "Não te conheço". O cara tinha 20 e poucos anos de SAP. Falou: "Não te conheço". Falei: "Então é que eu sou novo, eu sou da SAP lá, tô com o Dr. Nagach, era o Secretário da época, ele falou que eu tenho que vir aqui pensar preso para me ajudar a invadir a facção.
Cara, você tá comendo merda, velho. Você é bobo. Você tá louco? Você não, você não fica meia hora aí dentro, mano. Você é polícia. Aí eu não, cara, vou abrir o jogo para você, cara. Eu sou polícia. Eles são polícia. Ele olhou pros caras, os caras tinha cara de polícia, falou: "A gente é polícia, só que nós estamos com essa missão, mano". Ele falou assim: "Então Vou fazer o seguinte, você vai fazer um curso de PCC". Como assim? Ele falou: "Você vai ficar uns quatro meses dentro da minha casa. Você vai vir todo dia para
cá e é longe, mano. Dá umas 3 horas de São Paulo. Você vai vir todo dia para cá e você vai ficar o dia inteiro na minha casa e eu vou ficar com você. Eu vou te ensinar a linguagem da facção, os estatutos dos PCC, do CDL e do CRBC, as duas inimigas e do e do principal. Vou te ensinar o que tá escrito nas pipas, o Xadrez diário. Eu vou te ensinar um monte de jogada, como eles lida com os gravata. tudo. Quando você tiver bom para poder fazer uma ligação, eu te ponho para
dentro e você vai entrar do primeiro portão, você vai pro parlatório, você não vai passar o segundo portão. No parlatório a gente bota os caras para ficar trocando ideia com você e eu vou estar junto. Se se eu falar para você sai, você corre, porque se virar a cadeia e eles passarem do Segundo portão, te pegar, você vai pro pro pote lá e os caras vão cortar tua cabeça, vão pendurar no poste. [ __ ] velho. [risadas] O polícia, os polícia que tava comigo já viraram para mim e falou: "Chefe, não vou". Falei: "Não vai".
>> Então é isso que eu ia te falar. >> Você você já sentiu ali, meu irmão, o negócio não vai ser fácil. E tu, tenente de rota, >> não é qualquer polícia. >> Eu era doido, cara. [ __ ] sabe qual foi o pior, cara? Não foi nem fazer a cabeça deles para entrar, que até os caras que estavam comigo era tudo maluco. Foi o dia que o secretário ligou e falou que não era para deixar a gente entrar armado por causa do juiz da execução. Ele falou: "Ó, meu, só tem um problema, armado vocês
não vão entrar". Sabe como que a gente fazia? Hoje eu posso falar, né? Uma pistola Ficava no notebook e o notebook o diretor entrava com ele. Foi o único acordo que a gente conseguiu fazer para entrar uma arma. Não passava no raio X, >> não tinha como. A gente tinha que passar pelo raio X. E outra, o >> não, o notebook passava com o diretor. >> O diretor entrava como se fosse dele. >> Sim. >> E o resto dos funcionários não podia saber que a gente estava fazendo essa Missão ali. >> Sim, >> porque eles
eles iam entregar a gente um ou outro. Não é todo mundo que é decente, >> não. Exatamente. Naquela naquela estrutura ali tem um monte de comprometido. >> E olha olha a inteligência desse diretor, porque eu eu não era inteligente nesse nível. O diretor virou para mim e falou assim: "Ó, ó, agora que Você tá bom, depois de quro meses estudando a facção, agora que você tá bom, eu vou te apresentar um ladrão que é faccionado, mas ele tá decretado por ele matou um cara no presídio de, acho que de Araras sem autorização dos torres. Os
torres decretaram ele, ele tomou um pau, conseguiram retirar quando estavam para matar. Ele tá com fratura de fêmor, fratura no braço e traumatismo craniano, só que ele tá no seguro. Esse cara, ele Tá com tanto ódio da facção que mesmo faccionado ele vai te ajudar. Então ele trouxe um que tava no seguro, irmão, batizado, faccionado, mas com ódio no coração. Aí ele sentou. Quando ele sentou, virei para ele, esse cara é o Chacau. Eu virei para ele e falei: "O Chacau, o seguinte, mano, eu preciso descobrir quem é os cara que tá resgatando os irmãos
da facção. Você precisa me colocar em contato com essa quadrilha na rua e falar que eu sou da Sua quadrilha". Aí ele demorou. Eu falei: "O que que você quer?" Ele falou: "Quero ir para Birigui." Falei: "Mas que que você tem em Birigui?" Ele falou: "Minha família, minha família não aguenta mais vir para cá. Eu quero, eu quero ir para lá. Se você me levar para Birigui, eu te coloco no, no ninho dessa, dessa tropa aí". Falei: "Caralho, velho". Aí, aí começa, >> mas tava fácil demais, né? Logo no início. >> Não, não é que
tá tá fácil demais, mas a conversa na prática vira um problema. >> Por que vira um problema? Você quer ver? Primeiro problema é jurídico. >> O que que eu fiz? Eu precisava de um telefone dentro da cadeia. Pode telefone dentro da cadeia? >> Não. >> Então o juiz tinha que autorizar. >> Não, depende, né? Hein? Para você não pode, né? >> Foi muito engraçado. >> Mas naquela estrutura ali todo mundo tinha. O que que o cara falou para tu? >> Que que o cara falou? Por que que ele não me ligou >> então? E eu
vou te contar, eu vou te contar um negócio, você não vai acreditar. >> Eu voltei pro quartel, cheguei no centro de inteligência, na inteligência, e virei pro cara e falei assim: "Comandante, eu preciso de um telefone fogo à vontade, porque o cara vai falar 10 horas enquanto eu tô dentro do presídio todos os dias, ligar para todo lugar". O cara assim, ó, o cara tinha ódio de eu estar fazendo esse serviço porque eu não era cursado de inteligência. Vou te dar um telefone. Eles me deram um BCP pré-pago. Eu não tinha dinheiro para pôr no
telefone. Eu fui lá pro presídio, o preso conversou 20 minutos, acabou o crédito. O preso começou a rir da minha cara, falou: "Ô, irmão, vocês estão tão pior que nós, hein, mano?" >> A geraçãozinha que tá assistindo a gente não sabe o que que é isso na onde acabar o crédito, porque hoje o cara paga 40 conos, 50 conto numa conta >> e fala à vontade, né? Mas naquela época tu botava 20 contos, acabava assim, [ __ ] E o que que E o que que era mais vergonhoso para nós? Os ladrão tinham um esquema,
tinha um esquema que eles iam Fazendo golpe e pegando os seus créditos e transferindo para um telefone dele. Você pegava um que eles chamavam de bodinho, radinho, bodinho. Você pegava um bodinho do crime, você falava no Japão 1000 horas sem parar, tinha crédito infinito. >> Sim. Então, a hora que acabou o crédito, o ladrão virou para mim e falou assim: "Porra, alemão, você tá mais quebrado que nós, mano. Se o se o chefe aí falar que eu posso pegar um que tá lá dentro, Mano, você fala com o meu que é livre. Fogo à vontade."
>> É >> o o diretor falou: "Você tá com você tá com bodinho aí dentro na minha frente?" Ele falou: "Não, senhor, não falei nada". Aí eu, meu, calma, calma, senão vai dar merda aqui. Deixa que eu vou tentar outro telefone. Os caras me deram uma viatura do serviço de inteligência para operar que tinha uma placa de metal escrito Polícia Militar na coluna. É. Como é que eu ia entrar na comunidade falando que eu era ladrão com uma escrito polícia militar na coluna? E eu voltava, falava com esses coronéis, falava assim: "Comando, eu preciso de
um telefone com crédito. O cara se vira. O outro da viatura é o que eu tenho, os caras que remavam contra, entendeu? E aí, meu, eu cheguei a fazer, qual era o problema desse telefone? Esse telefone como é que eu junto no inquérito depois, sem Autorização judicial. E aí, sabe o que eu fazia? Eu colocava um microfone com durex. Punha um toca um toca-fita pequenininho assim, ó. E eu ficava tentando escrever enquanto eu falava com o ladrão. Algumas coisas. Eu tenho isso na minha casa até hoje. Eu tentava escrever palavras chavves e apelido, bairro e
missão e e gravar. Porque depois eu chegava em casa depois de 10 horas no telefone, eu tentava ouvir aquilo. Eu tentava ouvir Aquilo e manter aquilo na minha cabeça. Porque o ladrão, cara, ele tá 10 anos preso. O dia que o diretor falou que ele autorizou, ele tirou de dentro da roupa assim, começou a tirar uns papelzinhos, foi desenrolando. Cara, tinha, cada papelzinho daquele tinha 20 nomes de ladrão com telefone e tudo vulgo na facção, né? Porque na vacução você não é glaube, você é irmão, irmão cavanhaque, irmão alemão, irmão cabelo vermelho, irmão não sei
o quê. E esse é um dos Problemas da falha da facção, porque você te batiza num num apelido, num vulgo. Quantos irmão alemão tem na facção que tem 120.000 bandido? >> É um monte. Então, primeira, uma das primeiras coisas que eu aprendi foi isso. O cara falou assim, ó: "Você vai ser o irmão branco, o irmão alemão, o irmão eh X." Mas por que isso aí? Porque tem um monte. Eles não vão conseguir saber que irmão alemão é você. >> É, qual alemão que é? >> E eu vou dar, eu vou dar padrinho seu de
batismo falecido. Eu te passo a caminhada dele no sistema. Ele puxou no na P3 de tal, na não sei o que, não sei o que. Esse cara é o seu irmão e o seu batismo foi assim, assim, tal dia em tal cadeia. O cara, o diretor construiu um personagem para cada um de nós. >> E aí começamos a aprender. Você tinha que ligar, né? Porque quando você liga, você não fala assim: "Alô, tudo bom, Marcelo? Quero falar aí com você". Você Fizer assim, o ladrão falou: "Ô, [ __ ] qual é que é, mano? Você
tá achando que você estava lidando com lock? Qual que é a tua aí? Comédia, desliga na sua cara. Então você ligava, você falava: "Ai, salve outro lá, salve aí, irmão, pai, justiça e liberdade". Era isso mesmo. Faço das suas palavras minha. Ele beijo no seu coração. As palavras é a mesma daqui. E aí você ia, você ia na conversa de facção, mano. Entendeu? É [ __ ] >> E tudo e tudo isso aí vai ser quantos meses já nessa altura do campeonato? >> Então, esses quatro meses que eu fiquei na casa dele, aí depois nós
começamos a conversar. Depois de um mês conversando lá dentro com o Chacau, o E a gente não tava ainda chegando porque era a época das centrais telefônicas da facção, né? >> E qual era esse chacau aí? Já foi >> esse chau ele era latrocida, >> mas ele já e ele queria, ele morreu numa Operação minha. >> Eu te conto depois como ele morreu, nós matamos cinco caras dentro de uma igreja, ele tava infiltrado e ele acabou morrendo. Quem matou ele foi o policial do territorial, que foi um vacilo do caramba. E aí? >> E Chacau
tem um monte também, porque tem outros caras com mesmo. >> É, o nome dele era Fernando Henrique Batista. Sim, >> o Chau. >> Até eu fui acusado de eu ter queimado o arquivo com a morte dele. É uma mentira, porque ele tava me dando um um esquema de corrupção de dentro de um presídio em São Paulo que eu ia dar um historo, que eu ia eu ia aprender um diretor e uns caras forte. Ele ele não poderia ter morrido nessa operação. Foi foi uma perda para nós em termos de infiltração. Mas a mídia pega qualquer
coisa e tenta te destruir para você parar porque aquilo chocou São Paulo. Os caras tem Cara infiltrado na facção e tá tá matando, entendeu? E tem um e tem um cara de mídia lá em São Paulo que ele é batizado. Ele só fala, ele só faz matéria de PCC e ele é batizado. Então ele defende ao máximo a facção e ele arrebenta os polícias sem parar >> na imprensa. >> É, mas aí você não vai chegar >> público, né? Não. E aí, cara? Ó, uma das centrais telefônicas da época que eu tava era dentro da
Câmara Municipal, a Central num gabinete de vereador da época. >> Então, e essa estrutura se mantém como, cara? >> Mas até hoje, cara, você tem dúvida que a facção tem gente em todos os ramos de governo? >> Não, não tem. >> Tem, cara. Tem. E a, e pior, vai blindando cada vez mais, né? E aí, só para só pra gente chegar, senão fica no negócio muito louco. O que aconte? Deixa Eu aproveitar aqui esse gancho aí dessa pausa até para tu respirar, rapaziada. 8500 8500 pessoas ao vivo. 8500 aparelhos simultâneo aí e só 3.500 like.
O papo tá bom? Você tá envolvido no papo, esqueceu de dar o like. Beleza? Esse é o primeiro recado. O segundo recado que você não pode perder a oportunidade de acessar o Estratégia Concurso porque a IN começou a Black Friday lá e você pode levar até 52% de desconto para estudar com curso que mais Aprova. Beleza? Líder de aprovação no Brasil tá no melhor preço do ano. Então corre aqui, acessa SK QR code. Olha que maravilha. Já vai bater 4.000 e 1 minuto 30 segundos aí já vai bater 4.000. Pessoal esquece, né, de like. >>
Pessoal esquece. >> Mas vamos lá, irmão. >> Então aí o que que aconteceu, cara? Eu eu não tava dando produção já. A gente já tava quase um mês. >> A gente já tá brigado, viu? >> A gente já tava quase um mês de eu eu lotado de papel cheio de coisa escrita, uma maluquice, cara. Aí eu virei para ele e falei assim: "Ó, cara, eu não vou te levar para biringuir, não vou levar levar para você para lugar não, enquanto você não mostrar que realmente você não tá me enrolando". Aí ele chegou e falou assim:
"Quer quer prender o o contador da facção em Guarulhos?" Eu: "Como assim?" Ele falou: "É o cara que Tá cuidando da grana da do da estrutura de Guarulhos". Eu falei: "Quem é?". Ele falou: "Cara, esse cara é dono de uma rede de lava rápido. Ninguém acredita que esse cara é bandido. Esse cara é facção nível alto e ele gosta de um de um tráfego. Se você jogar para ele, ele vem." Aí eu falei: "Então, vamos fazer um teste". Cara, nós jogamos que a gente tava eh querendo eh comprar entorpescente e ele veio que veio babando
e o juiz Corregedor deu pra gente um tanto assim de dólar que a gente trabalhava. Era um plaquezão de dólar, cara. Foi a nossa primeira operação infiltrada. A gente foi pra rua, tinha um um antigão, um velão. Eu falei para ele assim: "Cara, vai você, a gente fica na eh na proteção." Então eu fiquei com uma metralhadora, uma HK MP5 enfiada. Eu tava de jaleco, de frentista no posto. Isso foi em Santana, lá na zona norte de São Paulo. Eu fiquei ali com mais dois. Esse antigão foi num barzinho de esquina, virou lá, conversaram, conversaram.
O antigão voltou, falou assim: "Chefe, vamos parar com essa merda agora. Isso não dá certo, cara. O cara viu até os dólar tudo, mas falou que tava desconfiado, que não sei o quê, e foi embora. A gente não serve para isso, chefe. A gente é polícia. A gente é rota, mano. A gente é boina na cabeça e vão para cima para sentar o pau. Eu, irmão, calma. É a primeira, velho. Calma. Ele não, chefe, eu não, eu não sirvo para isso. Falei: "Serve, mano?" Claro que você serve. Você é polícia para [ __ ] Liguei
pro ladrão na cadeia, falei: "Ô meu, você é louco? O cara, o cara arramelou aqui, saiu fora." Ele falou: "Pera aí". O cara da cadeia ligou para ele fora e falou para ele. Falou: "Os parceiro tão co dinheirão andando na rua. É tudo ladrão. Vai para fazer um negócio com você, você não leva a peça." Você é Louco, mano. Tudo combinado. Você ofereceu, você deu o preço, os caras tá com o dinheiro, você trata de fechar o negócio que a conversa de ladrão não faz curva. Então, como tinha um preso dentro da cadeia, dando a
fita, validando, os cara vinha, mano. >> Aí o cara ligou para mim e falou assim: "Ô, irmão alemão, é o seguinte, eu vou eu vou fazer a caminhada, só que tem que ser na minha quebrada em Guarulhos". E eu falei: "Pode ser, mano". Ele falou: "Você conhece Guarulhos?" A rota comia muito porque o pessoal fornecia pra gente marmitex num num posto de gasolina na rodovia Dutra chamado Roda Viva. Aí eu falei assim: "Eu conheço aí tem um tal de Roda Viva aí que o pessoal os caminhoneiros para". Ele falou: "Pode ser lá, lá eu levo
tudo que vocês quer". Falei: "Tá bom". Liguei pro COI, falei pro COI: "Meu, invade a mata em volta do Roda Viva, fica lá e espera que nós vamos fazer uma negociação de tráfego, Eu posiciono vocês." Aí fui eu de frentista de novo nesse posto, Roda Viva, mais dois num carro e o e o velho lá. O velho tava lá, aí chega esse cara, só que esse vacilão ainda levou um japonês foragido, levou a a droga e levou arma, que na primeira vez ele não tinha vindo armado. Aí foi lá no velho, cumprimenta, tal, e a
gente olhando tudo de longe assim. Aí a hora que ele foi no carro, o velho viu os tijolos, viu o viu a arma, fez o o toque com a cabeça, eu Dei um toque pro CO, o Có invadiu, o velho saiu correndo. A gente, que que a gente combinava com a tropa? O agente tem que correr porque não vai dar certo dentro da cadeia se você é preso e eu não. Por que que você não foi preso? >> Sim. >> O ladrão vai falar: "Mano, esse cara aqui era polícia, mano? Ele foi, ele rodou comigo
e não tá preso." >> Não rodou. É, >> então a gente já combinava e falava: "Ó, O velho deixa fugir e cata o outro". Entendeu? A primeira cana que nós demos foi essa aí, mano. Eu voltei pra cadeia, falei: "Você é homem para [ __ ] eu vou te levar para Biriguer". Quando você quer ir para Biriguê, você não vai botar uma fé, mas eu eu juro pela saúde do meu filho. Ele falou assim: "Não, senhor, agora eu gostei dessa fita aí. Vamos arrebentar mais um pouco a facção, depois vou embora. Vou dar outra fita
pro senhor". Aí, aí já começou. Aí Começou. A, aí que pé que nós chegamos, nós tivemos 42 operações grandes. A gente começou a soltar no sistema que a gente queria sequestrar, que a gente queria resgatar preso, porque não era o foco da gente chegar na quadrilha que fazia resgate. A gente começou a jogar que a gente queria resgatar e as quadrilhas vinha, né, cara? Aí a gente almoçava, tomava cerveja, conhecia os caras e no dia do resgate de preso a gente ia todo mundo, pegava todo mundo e Os que reagia tomava. E o e o
que que é legal assim, algumas vezes deu errado dessas 40 e pouco operações, umas três, quatro deu errado. Eu tenho uma que eu perdi essa aliança aqui, ó. Essa aqui já é a segunda do meu casamento. A primeira eu perdi. Eu eu eu quase saí na mão com a minha com os quatro polícias da minha tropa. A gente discutiu num nível tão hard que eu fiquei tão nervoso, eu era muito magro, a minha aliança saiu voando, a tropa de coiano, mano, tudo Camuflado com os fuzil, os caras ficavam olhando para baixo assim, ó, e vendo
eu e os outros três sargentos quase saindo na mão de gritar um com o outro. Eu revoltado por Chegou um ladrão, cara. O cara era ladrão de carro forte lá da Bahia com coach M16 zerado, cara, enrolado numa numa esse negócio que a gente põe para deitar na praia, como é que chama? Esteira. Esteira. Canga. Mas é aquela de parece Bambu, >> esteira de praia, >> viu? Agora que ele desenrolou aquilo na minha frente no estacionamento, porque nessa eu fui como bandido. Ela, ele enrolou aquilo, ele veio com uma ranger, uma Ford Ranger, produto de
roubo. E esse cara era tão bichão, cara, que ele falou assim: "Não, eu vou sozinho buscar meu irmão, se vocês autorizar, eu participo sozinho". E a gente queria pegar fuzil. Ele falou: "Eu tenho fura, Eu levo, eu vou sozinho". Aí veio mais dois, duas outras quadrilhas para outros cara. Hora que ele me, eu sentei com ele na Ranger, que ele mostrou o fuzil, que eu olhei aquele fuzil novinho, falei: "Nossa, cara, esse ladrão deve ser bom para caralho". E ele veio. Mas o que que a gente tinha combinado? A minha tropa nesse carro primeiro tinha
que est os polícias sentados na frente e os vagabundos Atrás, porque a hora que o COI cercasse e era área de mata os carros, meus polícias tinha que abrir as portas e correr. E eu tô olhando, acompanhando no carro de trás. O polícia pega e senta no banco traseiro. Cara, que que aconteceu quando o COI abordou? >> Ele foi em cima do cara do >> ele não conseguiu sair. Então os vagabundos foram presos e viram que ele Que ele também foi. >> Teve que >> e ele não foi pro grampo, não foi pro DP. >>
Eu tive, cara, a de madrugada acionar Deus e o mundo para uma equipe de agente penitenciário invadir o presídio de Franco da Rocha. Franco da Rocha. Não, esse era o Parada Neto. Parada Neto e tirar o preso do convívio para mandar para outro presídio, porque senão iam matar ele. Você acredita? Os caras já estavam no forro vindo para matar ele quando os caras entraram. Além de tirar ele de lá, conseguiram depois mandar esses caras pro RDD, porque eles já estavam caminhando no forro para pegar o preso. Já tinha o advogado já tinha batido, falou: "Ó,
foi pegadinha. O cara que deu a fita aí é infiltrado, eh, tá correndo com os polícia. Então a gente isso, eu tive uma discussão com com meus três agentes lá que eu falava, mano, quando Eu falar para vocês que tem que sentar no banco da frente, tem que sentar no banco da frente. E o sargento falava: "Ô chefe, você nunca tá contente com [ __ ] nenhuma. O cara foi lá e sentou, mano. Só sobrou o banco de trás. Eu falou, mano, você arranca o cara, não pode dar errado. Os caras matam o cara na
cadeia na mesma hora, mano. Vocês têm que entender. E foi uma discussão, minha aliança voou no mato e foi engraçado que quando a gente foi apresentar a noite no 20 DP, esse ladrão, ele era lá trocida de carro forte. Eu fui tirar ele da viatura do coin, né, meu. Ele olhou, tava eu e o antigão do dos infiltrados, né, cara? Porque nessa essa ocorrência já tinha caído, fodeu. Todo mundo já sabia que a gente era infiltração. Nós nós nós botamos a cara. Ele me chamou, ele falou: "Senhor, posso trocar a ideia?" Aí eu falei: "Pode,
mano". Colhei lá, falei: "Qual que é sua caminhada, ladrão?" Ele falou assim: "Meu é carro forte, senhor, lá na Bahia. Eu não sou aqui de São Paulo não". Eu falei: "Porra, você se fodeu, hein, mano? Você vem para São Paulo, já tomou uma invertida dessa?" Ele falou: "Senhor, tô no lucro, não, não, tô vivo, continuo de cabeça erguido e vou fazer meus corres agora, na moral, [ __ ] eu sou ladrão velho, mano. Como é que eu caí na conversa do senhor?" Aí eu senti uma firmeza e falei: "Ó, mano, tá dando certo, tá bem,
deu Certo." Então, nós ficamos 40 42 ocorrências nessa pegada e e a gente é muita informação, né? >> Quantas ocorrências? 42 ocorrências nos dois anos >> deu 42 canas, >> mas só coisa boa, não tinha coisinha pequenininha não. E e tinha umas coisas que a gente via o quanto a gente era fraco, entendeu? Então, por exemplo, essa da igreja que nós matamos cinco caras dentro de uma igreja. Vou vou ver eu ver até onde eu vou falar aqui para eu não me prejudicar. O que que aconteceu, cara? É o seguinte, era eu ia te contar
ela que era o negócio do resgate da mina. >> Tu nunca contou essa? Então é uma tu nunca >> não. O que eu vou falar quando eu entrei dentro do distrito, >> por favor, se puder, né? É. Então é assim, ó. Cara, a gente conversava com os caras por telefone como ladrão, Entendeu? Tipo assim, eu tô trocando ideia com você, eu irmão alemão, você irmão >> cavanhaque. E aí, irmão? Ó, o meu irmão Lino que tá preso lá, passou o teu contato. Salve, mas na linguagem da facção, mas em resumo assim, estamos com disposição, temos
apetite, temos as ferramentas, vamos trabalhar junto, o que que dá para fazer? Aí você chega para mim e fala: "Então, Nós temos uma fita estudada que a gente tá precisando de um pessoal, quer participar?" É isso. Tinha avião pagador, tinha empresa, tinha várias coisas que os caras tentavam articular. Aí, cara, você não vira para mim e fala assim: "Ó, eu além de seu irmão Cavanhaque, eu sou o Glauber, minha esposa é fulana, eu moro na rua tal, eu estudei no colégio tal, né? Não tem essa conversa nos ladrão?" >> Sim. >> É, é negócio, >>
entendeu? Então eu não sei detalhes da sua vida. >> Quando a gente foi para esse estouro, o que que aconteceu? juntou várias quadrilhas naquela história que eu fui conversar com o secretário que tinha uma filha de um diretor que ia ser sequestrado. Lembra no começo que eu falei? >> Sim. >> Eles eles me chamaram aí eu vou te falar da parte política, do porquê da importância do governador. Eles me chamaram na Secretaria de Segurança, o comandante geral da polícia, o secretário de segurança e o secretário de assuntos penitenciários. Eu sentei lá com um sargento chamado
Isabo. Tá vivo, meu parceiro até hoje, aposentado já. Sentei lá, os caras falaram assim: "Ô tenente, conta aí que você descobriu Lá". Eu falei: "Não, é o seguinte, tem um um plano pronto para catar a filha do diretor de acho que Araras, Araraquara, negócio assim". Os cara, "Sério, meu? Mas quantos cara é?" Eu falei, "Não, na dos que a gente conversa, pelo menos cinco cara de fuzil tem os cara". Caramba, mano, pelo amor de Deus, [ __ ] Tô falando, eu eu percebi que quando eu joguei os caras do da do sistema penitenciário já tinha
alguma informação, os caras viram que era real. Aí o secretário de segurança virou para mim e falou assim: "Vou montar a operação e catar todo mundo". Eu falei: "É, só tem um problema, né? O cara que tá colocando eu em contato com todo mundo aí tá preso, é o chau." Aí ele falou: "E qual o problema?" Eu falei: "O problema é que eu não posso ir para uma reunião com essa quadrilha sem ele". Primeiro que eu não tenho ainda estrutura de ideia para trocar ideia com esses caras nesse nível e segundo que Eles não vão
entender ele não estar junto, porque quando ele falou, ele falou que ele tava na rua. Aí os caras, mas o que que você tá propondo? Eu falei: "Não, não tô propondo nada. É, é assim, ó. Eu não consigo fazer uma operação sem o chau junto." Aí o secretário virou para mim e falou assim: "Ô, meu, você não tem ideologia? Eu como o que que o senhor tá falando?" Ele falou: "Ó, se você tivesse Ideologia, você sabe que tem que arriscar para conseguir êxito. Você tira o cara da cadeia e leva com você". Aí eu falei:
"Ó, se o senhor autorizar a ideologia, eu tenho vontade, eu tenho. Eu tô falando só que o negócio é assim, ó. O cara tem mais de 10 anos para puxar. É latrocida. Como que eu controlo ele para ele não se virar lá e falar para todo mundo: "Ó, esses caras é tudo polícia, mata eles, vão fugir". Aí o cara falou assim: "Não, aí é, aí a Parte é sua, você dá um jeito de controlar ele". Eu já pensei na minha cabeça, né? Falar assim: "Mano, eu vou eu eu vou falar para ele que uma ciscada
que ele der, eu mcho ele na hora ali, porque eu não vou morrer na mão de 20 cara armado. E eu crio uma estrutura de segurança forte para todo mundo invadir se azedar". Falei para ele, não, se o senhor autorizar, eu eu faço, cara. Deus tava do meu lado nesse dia, Cara, de uma força, de um jeito tão forte, tão forte, porque eu te falo, o ladrão não é perigoso para nós, é o amigo. Esse cara, ele fez um ofício autorizando eu tirar esse preso e eu fiquei com uma cópia. Eu não tenho costume de
ter essa essa essa desconfiança com parceiro, entendeu? Mas eu guardei uma cópia comigo. Olha onde vai chegar isso. Fui lá, tirei o preso. Que que nós fizemos? Eu tive uma um churrasco agora com a Minha tropa de rota, porque eu não gosto de em festa na rota solenidade da corte não, mas quando é com a tropa eu gosto. E os caras estavam se matando de rir disso. Tinha tinha uma chácara de um cabo que de vez em quando a gente fazia uma confraternização da rota lá. Eu precisava armar esse essa essa reunião dos ladrão para
definir o sequestro em algum lugar. E eu não tenho chácara, não tenho nada. Eu tenho um apartamento pequeno em São Paulo. Mano, eu cheguei No polícia da Rota, chamei ele e falei: "Ô, irmão, posso reunir uns polícia, uns amigos aí na sua chácara?" Ele falou: "Jefe, tá à disposição, mano. É nosso." Eu não falei para ele que eu ia levar 30 ladrão armado? [risadas] Ué, >> ele achou que eu ia levar a polícia. >> Ele não perguntou para que que era. Pergun. Ele me deu a chave, o mapinha, tudo e eu espalhei pr as quatro
quadrilha que a a o churrasco ia ser Naquela chácara. Qual era a minha ideia inicial? Vai reunir todo mundo. Se os caras vier montado nas ferramentas, o co invade e já pega ali. Se os caras vier tudo limpo, sem nada, nós vamos dar corda e nós vamos pegar no dia do do estouro. Era essa a ideia. Que que nós fizemos? Botamos uma companhia de coi, cento e poucos caras, tudo na mata em volta da chácara do polícia. O polícia não ficou sabendo disso, tipo 10 anos depois, Quando eu contei que a operação era na chácara
dele, [risadas] ele nem sabia. Aí, cara, nós enchemos de COI e eu tirei o ladrão lá da cadeia, o chau. [ __ ] eu tenho dois relógios. Não é esse, é o outro. azul que talvez você vai ver depois num podcast eu usando. Eu tenho um relógio azul mais simples, cara, que o ladrão virou para mim e falou: "Ô, alemão, eu vou colar na quebrada no meio dos irmãos, tudo Estruturado, sem relógio, mano". Aí eu, o que que você quer? Ele quero ir com o seu relógio, mano. Eu dei meu relógio pro ladrão. Aí ele
tava de calça bege, camiseta branca da cadeia. Ele falou: "E eu vou de uniforme?" Eu: "Caralho, chuça é forgado, hein?" Ele precisa dar dá uma beca. Aí eu fui buscar na minha causa, na minha casa, uma calça jeans e uma camiseta. Beleza? Então ele tava com o tênis zoado que ele tava calça jeans, uma camiseta, O meu relógio. E aí ele pegou e falou assim: "Ô alemão, na moral, mano, eu tô amarelo da cadeia. Eu tô muito tempo na cadeia. Dá um grau em mim, mano. Eu como assim?" Ele falou assim: "Deixa eu dar uma
arrumada no meu cabelo. Aí, mas que que você quer?" Ele falou assim: "Mano, da hora agora é cabelo amarelo". Aí eu: "Porra, Chacal, nós tem uma operação embaçada, mano. Ele: "Mom, passa uma oxigenada na minha cabeça. A gente tava no comando de inteligência do choque, Cara. Esse cara sentado, uma policial feminina oxigenando o cabelo dele, entra o comandante coronel Maguila. Ele: "Que [ __ ] é essa?" Aí o ladrão falou: "Aí, antigão, dá uma olhada na beca para fazer operação". Aí o coronel chegou em mim e falou pra garoto: "Vem cá." Eu fui lá, "Que
esse cara aí?" Presidente, esse cara é ladrão, chefe. Ele tá, ele vai com nós para operações. Eu não quero nem saber. Fala [risadas] com o comandante geral, ó. Não fala mais nada para mim. Fala com o comandante geral. Eu >> não, senor. Fica tranquilo. Aí o que que nós fizemos? >> Nós pegamos, nós somos para uma comunidade que tem lá que é morrão assim igual essas daqui que é lá na lá na no Peri, Clara Nunes, lá perto da Brazilândia. Nós chegamos lá, qual que era a ideia? Ia juntar um comboio de uns cinco, seis
carros de ladrão para ir pra chácara. Então a gente posicionou viaturas do serviço de inteligência lá Daquele bairro até a chácara em Mairiporã para acompanhar o comboio para dar o estouro na chácara. Só que a hora que nós paramos na avenida Najar de Souza, meu, desceu dois ladrão, cara. Eu olhava os ladrão de longe, eu falava assim: "Que que picanha, mano? que voltar pegar aqui, velho. Olha desses cabra, mano. Isso aí é ladrão. É, é cara do corre violento, mano. É cara perigoso. Mas eu fiquei ali na contenção com a viatura com o antigão e
Os quatro cara que tava no Honda, que era carro do polícia com a placa trocada, porque nem isso a inteligência deu para nós, outros carros para fazer operação. Os polícias era tão louco que usava o carro próprio, só trocava a placa. O sargento Edivaldo, que é um cara famoso lá na lá em São Paulo, tava nessa, o bofão. Os cara os caras pegaram e eu olhando aqui da avenida, desce esses demônios. O que que os caras Falaram para eles? Ó, tem 15 ladrão lá e tem dois carros, não tem como ir na chácara. Não, não
tem onde pôr o ladrão para levar. El, eles me ligaram e falaram: "Ô, irmão, é o seguinte, o time tá montado, tá todo mundo, tá as ferramentas, tá tudo, só não tem condução, não tem carro para todo mundo. Nós vamos subir lá para ver qual é que é." Eu virei pros caras e falei assim: "Não, não, irmão, muda o Dia do churrasco." Os caras: "Não, tá de boa, irmão, nós vamos conhecer os irmãos". E eu, cara, comecei a entrar em choque porque eu falei assim: "Eles vão entrar dentro da comunidade, eu não tenho polícia lá".
Os caras era doido, velho. Doido. E eu não conseguia controlar algumas coisas. Os caras desligaram na minha cara, desligaram, eu vi os polícia meu indo e o tempra dos ladrão atrás entraram para dentro da comunidade. E começou a Demorar, começou a demorar, começou a demorar. Aí chegou uma hora, toca meu telefone, um desses, o sargento, me ligou e falou assim: "Ivade rua tal, número tal, os caras vão matar a gente". E desligou na minha cara. Eu conheci os filhos, as esposas, cara, começou a me dar uma tremedeira dentro da viatura. Eu virei pro velho, tava
me que eu faço? Ele falou assim: "Chefe, fodeu. Nossa tropa tá lá na outra cidade de Mariporã. O senhor vai Ter que pedir apoio paraa área aqui. A área a gente não sabia o grau de comprometimento. E outra, a área não conhecia os agentes. Eles vão invadir a casa, eles vão matar os polícia, achando que é ladrão. Que que eu fiz? Eu entrei na rede da zona norte de São Paulo e pedi um contato com viaturas que tivesse disponível no posto da Inajar para subir invadir uma casa com policiais infiltrados. Eu eu tem esse áudio
lá, tem um monte de polícia Que já guardou isso aí, talvez eu tenha aí na minha casa. Cara, começou a vir viatura. Até combi veio da PM. Eu subi no capô de uma viatura e comecei a falar para todo mundo assim, ó, tem 20 ladrão dentro da casa, só que quatro é polícia. Eu entro, tiro os quatro e seis cai para dentro. E aí o tiroteio que tiver problema de vocês, mas eu tenho que resgatar os meus, vocês não conhecem. E os caras olhavam assim, ó, mano, sem Acreditar, porque nunca tinha acontecido isso na PM.
Os cara assim, ó, tudo vibrando, os tatiqueiro, que eu nem conhecia ninguém. >> Sim. >> Aí começamos o comboio, eu com a minha com a minha viatura descaracterizada e, mano, umas 10 viaturas de tudo que é batalhão, tudo atrás. Ah, começou os fogos, pau, pau, pau, o crime avisando que tava subindo com boio de viatura. Quando eu cheguei na, na, na na casa, eu Vi que era uma igreja. Quando eu vi que era uma igreja, eu comecei a escutar uns disparos, cara, lá dentro. Falei: "Puta, tão matando meus polícios". Eu peguei a a metralhadora, por
isso que eu conto isso só depois que eu aposentei, já faz mais de 20 anos. >> Eu dei com a metralhadora assim, ó, meu, a porta era chumbadona de ferro, a porta riu para mim. Eu não sei por onde essa munição passou, cara. Tinha um homem de uns 80 anos que era o pastor da igreja Do lado de de lá da porta, não pegou nele. Eu acho que a hora que ele ouviu o disparo, ele assustou, ele puxou o trinco, abriu. Aí eu falei: "Sai que nós vamos entrar". Ele falou: "Aqui que vocês não entram,
que aqui é a igreja". Eu dei um chute nele, ele caiu no chão e o tiro já comendo lá em cima. A hora que eu cheguei, tinha uma mulher bem bem grande, abraçada com moleque. E eu olhei para ele e eu tive a intuição, cara. Eu Falei: "Esse cara é bicho". Mas ela falava: "Não encosta no meu filho, não encosta no meu filho". Eu falei: "Então você corre pro fundo da sala e fica lá". E o tiro comendo já no andar de cima. Aí nós fomos subindo aí. Aí o couro comeu, velho. Tinha 15 ladrão
armado. Só que no terceiro andar se olhava assim era um monte de barraco. Que que os ladrão, a maioria começou a fazer? Pular. Tanto que vários barracos quebrou a telha, os caras ca dentro de barraco. Esse esse ladrão [ __ ] do chau que tava com a gente, ao invés de ficar ali com os quatro, não, ele foi querer pular. Só que veio uma viatura do 18º batalhão e um que depois virou sargento, o cabo pegou e baleou ele. Então quando eu cheguei na laje, que ele já tava prestes a pular, ele tava caído, já
ensanguentado com a minha calça jeans, a minha camiseta, o meu relógio. Reló. >> E nessa ocorrência morreram cinco, certo? Ele, o nosso, o nosso infiltrado E mais quatro. E aí, cara? Primeiro já foi difícil para mim tirar o meu relógio da mão dele, porque eu falava assim: "Meu, a tropa não me conhece, os caras vão ver eu tirando o relógio da mão do ladrão morto, vão achar que eu tô roubando o ladrão". Olha que situação. E a hora que nós tentamos sair, a comunidade fechou a casa e não deixava a gente sair. A minha viatura
era uma Blazer descaracterizada que o coronel usava para coisas dele, vamos dizer assim. E quando eu fui pegar, ele falou para mim assim, ó: "Se se se essa viatura tiver suja, eu te transfiro, hein? Eu não quero um um uma sujeira nele. Cuidado." Os caras começaram com caibro destruir a viatura do velho, meu. Quebraram os vidros, acabaram caibrada, né? Eu olhava para aquilo de dentro da casa e falava: "Mano, o coronel falou que não podia nem sujar, eu vou levar Ela no guincho". Moída, destruída. O choque reuniu a tropa de choque, subiu com caminhão Centurion
para fazer controle de disturbo civis pra gente poder resgatar os corpos. Resgatar não, socorrer, entendeu? E aquele moleque que tava abraçado com a mulher gordona? Aham. >> Eu falei: "Eu vou levar, né, pro DP". Não morreu, mas eu vou levar. Cara, a hora que eu dei entrada no monte de policial civil já vieram e Falaram: "E aí, fulano tá voltando?" "E aí?" "E aí chamando tudo pelo". sabia tudo dele. Ele era o torre. Ele tinha matado já dois polícias naquela área lá de fuzil, >> [ __ ] Os caras conhecia ele assim, ó, pelo por
sobrenome, nome, mulher, namorada, o que faz, onde mora, informação total do cara e nós tudo vendido lá dentro do durante a a a elaboração dessa ocorrência, cara, que de tanto Ouvi ele falar, aí eu me toquei que o moleque que eu falava, que narrou para mim na conversa ladrão, ladrão, que ele que deu tiro de fuzil na cabeça do sargento no 45, era o moleque que abraçou a mulher. [ __ ] que que >> E você acredita que tem um livro feito? >> Tem um livro feito que me coloca lá como como torturador, assassino, não
sei o quê. Fala que esse menino é um injustiçado, que eu levei uma pessoa pro Distrito que não tinha nem passagem, nada. O DVC desse cara vai daqui lá na onde começa a água lá no Flamengo lá daqui. É um dos mau demônios que tem em São Paulo. E o o cidadão escreveu que ele é um santo. Então a narrativa, e aí eu falo para você isso tudo a imprensa a partir do dia seguinte, como era cinco cara morto na igreja e o infiltrato, >> a manchete saiu assim: "Tenente do infiltrado da Polícia Militar faz
ação desastrosa." Cara, eu apanhei uma semana da imprensa de São Paulo. >> É a pergunta que eu ia te fazer, né, cara? Porque como tu depois juridicamente fica o cara que te tirou da cadeia, >> ó, juridou pra rua e o cara >> juridicamente como é que ficou? Primeiro é assim, ó. Eles estavam com a minha decretação de prisão preventiva pronta. Aí eu eu mandei um recado que o meu pai Tava com a cópia do ofício do do secretário determinando eu pegar o preso e levar na operação. A hora que chegou isso nível político, deram,
cancelaram minha decretação de prisão. Mas não vão prender ele não, não pode vazar. Olha o poder daquele documento que eu guardei sem querer. >> Sim. Aí acabaram com o meu grupo e me colocaram de castigo no centro administrativo para assinar papel. Um Dia um major me procurou e falou assim: "Meu, você não tem como, você vai ser ouvido no Tribunal de Justiça". Eu fui ouvido, cara, tinha uma roda, eu fiquei sentado numa cadeirinha no meio. Acho que o mais novinho tinha 80 anos. Só os antigão do Tribunal de Justiça e do Ministério Público. Eu fiquei,
eu fui ouvido um dia quase que inteiro antes de eu ser ouvido nisso daí. Eh, um major falou assim: "Viu, tem um Pessoal querendo saber se você poderia não dizer que os secretários sabiam da operação, que essa operação foi montada pela inteligência da Polícia Militar e que você coordenou tudo sozinho. Você tem condições de proteger a estrutura?" fizeram essa proposta para mim descarado. Eu falei assim, ó, eu vou contar para todo mundo tudo que aconteceu do início ao fim e vou dar os nomes em juízo. >> Isso foi que ano? >> Isso foi em 2002.
>> E ainda digo, em 2025 eu vou no Fala Global Podcast e vou contar isso tudo também no podcast. Eu nunca achei que eu fosse num podcast, [risadas] mas eu tô falando para você assim, ó. Olha, olha. E como eu fiquei sozinho e tentaram me destruir >> e comando nenhum apareceu. Hoje vocês têm uma operação aqui onde o comandante geral tá dando a cara, o delegado geral tá dando a cara, o governador tá junto, Essa galera que tá por trás tentando destruir essa operação, isso tem um peso, cara, que vocês não tem noção para quem
tá em campo, >> cara. E olha que eu te contei uma situação, tu falou: "Pô, fiquei até arrepiada e tu começou a contar o teu relato, né? E só para fechar o teu relato, o sistema, que que o Tropa de te contou? O sistema corta, é >> [ __ ] né? >> Corta a mão para salvar o braço, não é Isso? Ou o dedo corta a mão >> para salvar o braço. E e seria mais um que seria cortado, né? Se não fosse o ofício. É que na verdade é assim, ó. De que ano é
o tropa? >> É 2007 8. Eu já tinha vivido isso 5 anos atrás. >> Pois é. muita coisa que hoje um podcast desse faz chegar nas pessoas. Antigamente a gente não tinha isso, cara. É, >> a gente não tinha como se defender. E a Estrutura das escolhas, por isso que eu brinco e falo corte de Versalhes, a os caras vendem tudo que você puder imaginar por uma posição política, por uma posição de comando. Então, cara, dentro da estrutura de polícia hoje, você ter coragem de combater coisa mais grave, você luta contra tudo e todos, cara.
Você, o teu inimigo pior é o que tá do teu lado. >> Sim. Não é o vagabundo. O vagabundo da comunidade, a a luta é franca, mano. É Ele atirando de lá, a gente atirando daqui. Quem morreu vai vai ser enterrado. Não tem não tem não tem nada escondido ali. Você sabe que ele é ladrão e eu sou, ele sabe que eu sou polícia. O [ __ ] é o polícia que te bate nas costas, entrega seu endereço lá no na na quebrada, é o cara que ganha junto com ele em cima do tráfico, é
o cara que estorque esses caras que estão perto da gente fardado, é o cara de terno no Poder de decisão que vai lá e e fala: "Não é para fazer tal coisa". Você fala: "Mas eu não consigo entender isso. Hoje eu tô velho. Hoje eu entendo tudo, cara. Eu entendo tudo. É, é o sistema do Tropa, só que o Tropa começou a escrachar em 2000 e pouco e hoje os podcast, o caramba, tão trazendo coisas que uma imprensa normal jamais traria. Jamais. Jamais. >> Perfeito. E o público, [ __ ] gosta desses relatos reais, né?
E e consegue Ele consegue ver a vida acontecendo ali, porque no passado ele teria só a manchete, >> tenente, como é que é? Faz uma operação desastrosa. Acabou. que eu eu tinha exata no eu defendo hoje que o sistema de segurança pública do nosso país, ele é receita do fracasso. Por que que ele não é fracassado? Porque tem tanto doido na nas polícia que arriscam tudo por tão pouco que produz. Então você tem hoje uma produtividade de prisão policial nesse país gigantesca. Eu eu não sei se era os os filmes de de velho oeste, eu
não sei se é a brincadeira do polícia ladrão de quando a gente é criança, eu não sei o que tem na cabeça da gente para ter tanta gente ganhando tão pouco e se arriscando. Eu não sei o que move isso. Precisaria ser estudado de forma psicológica, entender o porqu, por exemplo, eu, meu pai Gastava com a gente com estudo. Por que que eu não resolvi ser engenheiro, ser médico? alguma alguma alguma profissão que ia me dar grana sem eu botar minha risco em minha vida em risco. Eu eu não era pobre para precisar fazer isso.
Porque você pode falar assim: "Não, a maioria dos polícia aí se arrisca porque estão tudo fodido". Não é, cara? Tem um monte de polícia aí estudando umas [ __ ] faculdade difícil, cara. Aquele polícia gerão que era semianalfabeto, isso é de 1990 para trás. Ele nem consegue passar no concurso mais se ele não tiver um preparado. >> Cara, cara, hoje você vai dar aula numa escola de soldado. Tem ali cara com formação jurídica, tem engenheiro formado, cara que fez matemática conta. Ó, tem um capitão no meu batalhão lá que ele tava fazendo mestrado em física.
O cara é capitão da PM, entendeu? Então o o não é burrice, é gostar mesmo. Tem uns caras que gosta de ser polícia mesmo um Pouco. Bom, né? >> E essa galera ainda produz, cara. Eu eu falei ontem numa entrevista assim, ó, qual que é a nossa obrigação como polícia militar em termos legais? O que que tá previsto para nós juridicamente? Policiamento ostensivo preventivo e repressão imediata no flagrante. Basicamente é isso. E aí quando você pensa na estrutura operacional, você fala: "Atendimento de 190". Onde tá Escrito que eu tenho que dar mão pra cabeça quando
não tá nem flagrante e quando não é no entendimento 90? Onde tá escrito que eu tenho que catar uma viatura e eu procurar um suspeito e dar a mão pra cabeça? Se eu hoje entrar numa viatura, patrulhar 10 horas só esperando 90 fazer ponto de estacionamento, eu não cumpri a missão. Cumpri ou não cumpri, velho? >> É, e tem muita gente que tá nesse modo, Hein? A maioria, os concurseiros é esse esquema. O cara que ele faz o concurso só pensando no salário e não entende o que é a carreira, o que é ser polícia,
não tem a a vocação, ele vai lá e cumpre hora, atende o 90, faz boletim de ocorrência, não aborda ninguém. Aí tem uns malucos que sai assim, ó, hoje nós não vamos comer, nós vamos pegar um ladrão. Como assim nós não vamos comer? Não, não. Vamos pegar um ladrão, vai pr, vai pra favela, tal, Entra lá, desembarca, vamos andar na viela para aquela pessoa, troca ideia. Onde onde tu tem uma arma? Onde tu tem uma arma? Você, você, você usa droga? Você usa droga, mano? Essa, essa pontinha que tá com você, onde você pegou, o
cara é o cara é louco para produzir ocorrência. Ele só pensa nisso, entendeu? Onde isso tá escrito juridicamente, que é a nossa missão, não é, cara. Não é. É os doido. É. é os doido, entendeu? E aí eu falo para você, O por que que o sistema ele é uma receita do fracasso? Porque quando eu quando eu saí da academia e eu vibrava no meus heróis de polícia, era esses doido, cara, que tava toda hora prendendo um ladrão. E é um negócio que a gente chama de tirocínio. Que que é o tirocínio? Tirocínio é você
ter a capacidade de olhar e dali sair uma ocorrência bonita. Isso não tem nada de investigação, é capacidade tua visual ali. Fine, Filho. Beleza. >> Quando você pega um PM e você troca essa ideia, ele acha tudo lindo, ele bate palma, ele vibra, [ __ ] badulque na farda, ganhei medalha de ocorrência, pá, começa a fazer pos. É todo um estereótipo. Beleza? Aí você pega um cara e fala para ele, ó, hoje eu vou te dar um negócio chamado grampo telefônico. Esse cara que nunca teve acesso à investigação, que nem aconteceu comigo. E aí eu
pego no grampo telefônico. O grampo telefônico, cara, é o maior instrumento de combate ao crime. Você se abre tudo da sua vida no telefone, cara. Tudo, tudo. Você manda nudes, você fala com amante, você fala com o inimigo, você fala com amigo, você fala com o seu líder religioso, tudo da sua vida você fala no telefone. Aí você fala: "Não, criminoso não. O criminoso fala, ele vacila. Ele só muda o código. Se você tiver um pouco de de experiência Policial, você tá ligado do que ele tá falando? Se ele vai falar branca, é a cocaína.
se ele vai falar eh sei lá, outro código qualquer aí que você inventar agora na sua cabeça, quando você liga a o Lé com CR, você fala: "Mano, esse cara tá falando de arma, esse cara tá falando de droga, esse cara tá falando de matar uma pessoa". Então o telefone, cara, sem eu precisar fazer nada, se eu meter um grampo, eu vou te levantar. E aí quando você pega um grampo e começa a dar umas [ __ ] cana, você fala: "Mano, como eu sou pedreiro na PM, cara. Como eu trabalho sem informação nenhuma. Nenhuma.
>> É. >> E aí nós vamos continuar com duas polícias que mal se conversam, que as informações não são trocadas. É tudo hoje mesmo. Ho, eu vi, eu vi outra entrevista falando que tá tendo muita integração. A integração tá na operação. A integração tinha que ser diária, velho. Isso não adianta, eu faço uma operação integrada, ô, bate palma, faz uma [ __ ] propaganda, sai toda a imprensa. No dia seguinte, eu falei no podcast, 35 anos, cara, de polícia. Nunca, nunca. Em 35 anos, um delegado me chamou e falou assim: "Comandante, nós dois somos responsável
por essa área. Eu vou passar pro senhor as informações das principais quadrilhas que estão atuando aqui. Preciso de tal informação do Senhor." Nunca, velho. Nunca aconteceu. Então, que integração é essa? E o que tu tá falando é interessante porque é o seguinte, ainda que tem uma integração que nem hoje eh eu conversando com o secretário coronel Menezes da da PM, ele deu destaque paraa integração nessa mega operação. Mas a pergunta que é, a viatura da PM que tá na rua tem integração com a delegacia, com a equipe de investigação da delegacia do bairro X? Aí
sim seria uma integração, um sistema que o cara que nem tu vai pegar nos Estados Unidos e outros países, o cara tem uma maquininha aqui que ele que ele vai e [ __ ] já conecta aí todas as viaturas já estão sabendo que tu tá. >> Sabe por lá nos Estados Unidos tem isso? Porque o detetive e o chefe do operacional fardado >> tem o mesmo chefe. >> É. Não é a mesma estrutura. O chefe é único. Nós somos uma um sistema de Segurança lotado de cacique que se que que se que não um não
confia no outro e não troca ideia. >> Não é é defendendo posição, né? Cada um tá defendendo >> eh a tua causa ali, né? A tua carreira, né? O desenvolvimento da tua carreira. Então, eu sei que é uma uma ruptura drástica, mas se num planeta tem só três países com esse sistema policial, caraca. >> E quais são os países referências? >> É Brasil. Os outros dois são africanos, né? >> É, ninguém sal. É, >> cara, será que só nós três estamos certo? É alguma coisa errada. >> Não. Então, e aí o que acontece? Eh, o
Brasil, cara, o Brasil funciona de uma forma muito estranha, né? Na verdade, de estranho não tem nada, né? É, é feito para ser assim. Judiciário não dá conta dos processo, Mas tem dois meses de férias, ganha para [ __ ] e não abre mão de nada. >> E não pode aumentar efetivo porque senão o salário diminui. >> Aí você vai pra polícia civil. A polícia civil não dá conta das investigações, não tem um monte de inquérito que não anda, mas também não abre mão da investigação e do inquérito. E eu e eu te falo, eu
nem defendo que eles tivessem que abrir mão das grandes investigações, tráfego, rubo, tal, mas Precisa dos crimes pequeno >> que não que que eles não conseguem trabalhar. Essa é a questão. >> Abre mão daquilo que não tem relevância, >> não é? É exato. Entendeu? Então assim, se nós temos uma estrutura e aí não é nada a favor de carreira A ou B, a pergunta é se eu tenho uma estrutura, eu tenho no judiciário, então pegando o exemplo do judiciário, cara, se aquela estrutura não tá funcionando, por que que a gente não mexe naquela Estrutura? Porque
um processo não pode demorar 10 anos, 15 anos. E a Polícia Civil não pode ficar vivendo em todos os estados. Isso é uma regra no Brasil. A Polícia Federal iden, né? A polícia judiciária, a polícia investigativa, ela trabalha com números assim, cara, 10%, 3%, qual é o número de elucidação para furto? >> Então, eu vou falar uma coisa para você. >> O homicídio, cara, que é o que é que é o maior bem tutelado pela nossa Legislação, que é a vida, é baixíssimo, [ __ ] E e eu falo um negócio que também eh deve
deve deixar uns caras muito puto, que é assim, ó, por que que a delegacia de homicídios em São Paulo é a que tem a maior índice de elucidação? Tem mais de 90%. Porque a maioria dos crimes de homicídio a gente sabe realmente quem matou. É o cara, é o marido da mulher que você tá pegando, é o cara para quem você tava devendo, é o outro que você brigou no Trânsito e você viu a placa. Ou seja, o crime de homicídio, ele só é de difícil elucidação aqueles do tráfico que ninguém fala. Então, nesses estados
onde tem guerra de tráfego, a a o percentual de elucidação do homicídio é baixo, que ninguém fala, é aquele crime que ninguém tem coragem de falar. Onde o crime de homicídio não é negócio de droga, é passional, é briga de vizinho, é briga de trânsito, é difícil você chegar na autoria, é fácil. Difícil autoria é do 157, difícil autoria é do estelionato. É, >> difícil são os crimes patrimoniais. E aí você vai para 8% de elucidação. Aí você vai falar: "Da onde esse cara tá falando isso?" Se eu tiver falando errado, eu vi no entre
lobos, no Brasil paralelo. O Brasil paralelo tem um documentário que chama Entre Lobos, que eles trazem as as estatísticas de elucidação de crimes. >> Sim. Então eles estão mentindo. O que eu garanto para vocês é o seguinte, em termos práticos, eu conto uma uma questão muito simplesinha lá do do nono batalhão que eu comandava, que era o seguinte, ó. A polícia militar, não sei se aqui no Rio é igual, mas a Polícia Militar lá em São Paulo tem uma tal de PPI, que é o programa de policiamento inteligente, que você tem que todo mês identificar
os pontos de maiores índice de ocorrências E aplicar alguma metodologia para isso reduzir. Todas essas essas análises são apresentadas em alto comando em reuniões de análise crítica e o coronel cobra dos capitães responsável por área atitudes para reduzir índice criminal. Então eu falo para você assim, ó. Eu comando uma área ali da zona norte, tem um roubo numa lotérica toda semana, na mesma lotérica. Se eu tenho todo mês quatro, cinco roubos na minha área, Isso impacta no meu na minha meu relatório criminal. Eu tenho interesse de acabar com esses roubos na minha área. Aí eu
tô lá de serviço na minha viatura. Cai lá roubo e andamento na lotérica. Atenta as viaturas, dois caras num Gol prata. A a porta do motorista tá com a o borrachão caído. Aí a gente começa a patrulhar. Quando a gente chega dentro da favela do lembrar o nome da favela ali na área do nono batalhão. O golzinho parando, os Dois caras desembarcando, a o borrachão caindo em quadra dois diabos, dois ladrão. Cadê os ferros? Não tem. Cadê o dinheiro da lotérica? Que lotérica. Cadê o dinheiro da lotérica? Os caras se fecha, se ligaram. Só que
na verdade eles já tinham entrado, escondido as armas e a grana tinham voltado e estavam saindo. Quando a gente abordou, levamos paraa lotérica. Chega na lotérica, a mulher olha pros caras de longe, fica cinza, nem branca, cinza e Fala: "Eu não reconheço". Fala assim: "Olha, a gente sabe que é eles. O gol tá com a coisa caída, são vagabundo da comunidade aqui perto. Eles vão continuar roubando a senhora sem parar. Ela são, mas eu não vou reconhecer. Nem me leva que eu não vou reconhecer. Senhora, se a senhora faz isso, uma hora vão acabar matando
alguém. A senhora tem que que ajudar. Não vou reconhecer. Aí você vai pra delegacia, chega na delegacia, aquela Fila de decorrência, você chega para pro escrivão, fala para ele, ele queria falar com o delegado, doutor, vem cá. Ó, esses dois vagabundos aqui, ó. Nós não pegamos as armas, não pegamos o produto. Só que é o seguinte, foram eles. A mulher gelou, não quer falar, mas a gente sabe que foi eles. Pode liberar. Como assim, mano? Não tem nada. Ela não vai reconhecer. Tem nada para liberar. Doutor, vamos fazer o seguinte, vamos Pedir a degravação do
COPOM dizendo que era um Gol prata com o borrachão caído. O senhor pede para fazer uma perícia para comprovar que é a mesma característica do que a mulher informou o COPOM e o senhor pede para uma equipe diligenciar ver se tem câmeras nos comércios em volta que possa pegar esses dois caindo para dentro do comércio. Não, a confissão dela no reconhecimento não é a rainha das provas. Vamos tentar ele. Ô capitão, na moral, rouba lotérica Tem a dómala. Tô cheio de coisa importante aqui. Manda esse cara embora. >> Pois é. >> Então cara, é assim,
ó. Para uma polícia que patrulha, prende, pega, você ficar à disposição de um terceiro decidir, tudo bem, ele tem os motivos dele, claro que ele tem. A polícia dele tá pior que a minha em termos de efetivo, de condição. Ele tem que priorizar. tem uma série de fatores, mas você não me dar o direito de eu de Eu me empenhar naquilo que tá dentro da minha alçada para chegar numa prisão e tirar de circulação, isso para nós é muito ruim. Então, se você tem uma única polícia com o ciclo completo, poder de polícia total de
chegar num juiz, a chefia ali, ela responde por tudo como responsável completo. Quando você divide entre duas polícias, uma só nega informação da outra, uma é sempre mais culpada que a outra, fica naquele balaio de gato que Fica essa merda que a segurança pública desse país é o que é. E nós somos só três países com esse modelo, cara. E agora tem agora um problema maior, né? Mais um, mais uma [ __ ] nesse [ __ ] chamado guarda municipal. Você vai ver o Zulu que vai dar isso aí. >> É porque o desenvolvimento da
Guarda Municipal pra polícia municipal aí é mais briga de atribuição, né? >> Não é, cara, é assim, ó. Estão discutindo a Ferrari Quando os caras ainda estão andando de Fusca. Eu não sei no Rio de Janeiro, mas eu vou te dar um exemplo de São Paulo. Eu tava na Secretaria de Segurança comandando uma guarda com 90 homens, 80 e poucos homens. Eu sei o valor desses caras, velho. Esses caras estão segurando reg num monte de cidade. Tem cidade aí que tem uma viatura da PM e tem 5, se da guarda. A população não liga mais
um 90, liga um 53. >> Isso que eu ia te falar. A população não Quer saber, meu irmão, se é civil, PM ou ou guarda municipal. que é alguém que atenda, >> fardado ali como estado para resolver o problema dela. >> E esses caras, velho, e esses caras estão colocando a vida em risco. Eu assumi a a corporação lá com um cara morto, com tiro na testa. Um guarda foi cumprir um mandado de prisão junto com a delegacia. >> E lá é armado. >> Armado. É armado. Fuzil. >> Porque tem guarda que tem guarda que
nem arma tem. Mas você sabe, você sabe e você chegou no ponto que eu ia chegar no final, que é o seguinte. Sabe qual é o problema? Lá em Brasília os caras estão discutindo se a guarda vai ser polícia. Só que em São Paulo, que é o estado mais rico do país, 645 cidades, quantas tem guarda? Chuta? >> Eu eu diria que a maioria, mas eu não tenho noção do número. >> 22, >> tá? >> 1/3 só tem, >> tá? >> 1/3 tem guarda. Ou seja, 2/3 do estado mais rico nem guarda tem. Imagina o
resto dos estados desse país. >> Mas vão ter, >> vão ter, é o grande problema, porque para ter você teria que estruturar uma espinha dorsal para que todos montassem algo com o mínimo padrão. >> Não, não, calma aí. Vamos lá. Eu te entendo quando fala da polícia civil. Aí agora eu vou ter que >> Não, eu defendo a guarda. >> É, exatamente. >> Eu sou a favor deles. >> Meu irmão, eu quero dizer o seguinte. Se o município, se o município tem condições de ter vereador, tem condições de ter uma porrada de secretaria, uma porrada
de carro comissionado, tem que ter condições de ter a guarda. >> Sabe o que eu falo nos com? Porque o que tem mais valor pra população é ela poder ir e voltar do trabalho, a criança ir pra escola e não ser roubado. Então assim, >> todo estado, todo prefeito tem que ter obrigação, >> pronto, >> de ter a sua guarda. Se não instituir a guarda, o prefeito tá caado. >> Eu falo, eu falo em podcast, você pode puxar. Eu falo que o prefeito, eu falo Que todo prefeito que não tem guarda é ignorante. Isso, pô.
Não. E >> o que eu o que eu queria dizer e e por isso não chegamos no mesmo consenso, porque eu não tinha terminado, é o seguinte: as guardas tem que ter uma espinha dorsal, porque hoje tem guarda que é CLT, tem guarda que é estatutária, tem guarda que o cara tá trabalhando com 68 anos na viatura. >> É. >> E você quer ver outro problema? Hoje um policial militar, quando ele comete um crime de serviço, um abuso de autoridade, um tapão na cara, para onde ele vai? Para onde ele vai? Pro presídio militar. O
policial civil, se ele der um tapão na cara de um inocente, para onde ele vai? >> Para que seria? >> O presídio da Polícia Civil. O guarda, se ele der um tapão na cara, para onde ele vai? Pra cadeia comum junto com os caras que ele prende não dá, velho. >> Não. Então, por isso que tem, eles precisam estrutura, >> eles precisam, ao invés de eu ficar discutindo lá em Brasília, só porque eu quero voto, se eles vão ser polícia ou não, eles precisariam que a gente discutisse assim, ó, toda a guarda tem que ser
assim, ó. Tem que ter esse currículo de formação. Tanto tempo de escola para poder ser um guarda. Tem que Ter tantos tiros para poder ter um fuzil na mão. Tem que poder trabalhar só 30 anos na viatura. Mais que isso, ele tem que estar aposentado com com o salário integral. Todo município tem que ter, no mínimo, um convênio com um presídio de segurança de guardas municipais. Ou seja, não é toda a cidade vai construir um presídio, mas você pega um convênio e fala assim, ó, na região, no Rio de Janeiro, nós vamos ter um presídio
para quando o guarda for preso, ele tem que Ir para lá. Só fica guarda ali, uma cadeia seguro pra guarda, agente penitenciário, gente da área de segurança >> ou faz convênio com a PM. >> É, ou faz convênio com a PM, ou seja, precisa criar uma estrutura jurídica para que as guardas tenham tudo que eles precisam para ser uma polícia municipal. Não, simplesmente falar, virou polícia hoje, cara. Eu eu e e digo mais para você, te digo mais ainda, é assim, ó. Aguarda. Não, não precisa fazer policiamento ostensivo, porque você não vê nenhum delegado falando
que eles precisam investigar. E eu não sei se você sabe, em São Paulo um monte de delegacia no interior, quando você entra lá, o quem tá ali não é policial civil, aguarda, trabalhando como se fosse escrivão. Os delegados, se você chamar aqui, vão falar que eu sou mentiroso, que eles são adoc, >> mano. >> É. >> Os os caras não tem, os caras não tem investigador. Os os governos deixaram a polícia civil com pouco efetivo. Os caras usam os guardas para trabalhar. >> E aí, cara, é assim, ó. Você você monta guardas decentes e eu
sou a favor de dividir competência. Quer ver uma coisa que eu acho que passou da hora da da PM passar pra guarda? Acidente e crime de trânsito. Por que que a PM tem que cuidar de Trânsito? >> Cara, resumindo o nosso papo, é o seguinte, cara. O estado, a estrutura do Estado tem que atender o o objetivo, o bem comum, a população. Não é para atender a carreira dos delegados, nem a carreira de coronel, nem a carreira de guarda, nem a carreira de policial penal, nem de ninguém, [ __ ] nem de juiz. O problema
é que o Brasil vive numa estrutura, numa bolha que cada um, por exemplo, o delegado que fala assim: "Porra, assalto em lotérica, tô cheio de coisa para fazer, irmão, ali tem uma família, tem um CNPJ, tem funcionários, tem trabalhadores, são vítimas que ficam traumatizada". É a mesma coisa você chegar na na delegacia hoje e falar que roubaram teu smartphone. Tu foi maltratado pelo crime, vítim é vítima, você foi aqui, sofreu um trauma, tu vai na delegacia, tu é maltratado pelo estado e o teu bem, a televisão ensina, né, os políticos. Eh, vira, você só tem
uma celular, você pode trabalhar e comprar outra. É como se o cara, meu irmão, e o brasileiro é tão idiota, mano, nesse ponto por ser assaltado. >> Não é como o cara se sente assim, é realmente não sou competente, eu vou trabalhar e vou comprar outro. Irmão, onde nós fizemos isso, cara? Isso é um absurdo, meu irmão. Ninguém tem que pegar o telefone e nada de ninguém e ponto, [ __ ] Ah, [ __ ] você pode Conquistar outro, [ __ ] que eu posso conquistar outro. E os anos que eu trabalhei para trás, [
__ ] e o trauma >> do do ganso ali, do ladrão metendo a arma na minha cara. Então assim, cara, nós estamos, né, nesse estado. >> É, é muito mais muito mais luta por classe do que por vontade realmente de resolver as coisas todas. A briga do Ministério Público, os delegados é a mesma coisa, né? Eh, o Ministério Público não pode, não pode investigar, o Ministério Público não pode eh presidir inquérito. Aí você vai pra magistratura, é a mesma coisa, os caras se protegendo. Resumindo, é muita corte e a população >> dançando embaixo, >> dançando
e pagando a conta, meu irmão. Eh, >> é uma conversa que pode ficar longa, né? Você tá aqui desde Não sei como você tá aguentando. >> Por que que tu não veio aqui antes, cara? Por é cara, que papo bom, cara. Muita experiência, muita experiência. A conversa fluiu, cara, assim, [ __ ] maravilhosamente. >> Eh, só pra gente fechar, né, cara, aquele grande parêntese ali do apoio do governante, né, e da e da importância dessa mega operação, né, do Rio de Janeiro. E a e a nossa provocação tentando entender São Paulo, eu já vi, irmão,
que nesse papo aqui daria pra gente fazer mais uns três podcasts de 6 horas e não teria nenhuma conversa Repetida. Porque tem um monte de perguntas que eu não te fiz, tem um monte de coisa que eu gostaria de desenvolver contigo sobre São Paulo que não deu, >> né? >> Mas assim, irmão, eh, pelo que eu entendi do da da do nosso papo, nunca haverá uma mega operação igual houve no Rio, em São Paulo, pelo menos não nos moldes de hoje, porque não tem por cercar, os caras vão correr, não vai ter Fragante, não vai
ter uma arma, não vai ter uma troca de tiro assim intensa, né? Não vai ter as barricadas, não vai ter nada disso. São Paulo, cara, hoje sabe o que que tá funcionando em São Paulo? E aí é o grande problema, porque dependendo da escolha que tiver, hoje nós estamos com uma escolha boa em São Paulo, que é um governador e um secretário que estão fazendo a coisa funcionar nisso que eu vou te falar agora, que é o seguinte. Hoje o São Paulo, como tá tá pacificada a a única empresa criminosa, ela é hegemônica, hoje é
uma guerra muito mais de inteligência do que de campo. Então, as operações que chegam numa Faria Lima, a operação que derruba o esquema do posto de gasolina, a operação bebida >> Uhum. A operação que o Gaeco manda a rota catar o alvo funciona em São Paulo. Então o São Paulo Hoje ele não tem que tomar comunidade, que a comunidade não tá com 100 cara de fuzil lá. O o território não tá dominado >> lá não tem essa coisa de [ __ ] o gás tem que comprar com a com a facção internet igual aqui no
no a milícia e o comando vermelho das facções do Rio, >> aquela milícia do Tropa de Elite são todas as favelas do Rio de Janeiro hoje comandada pelo tráfego, pelo milícia, tráfico é tudo a mesma merda. são PCC não tá fazendo isso, dominando Aquele território. >> Eu vou te dizer, por exemplo, a diferença é assim, aqui provavelmente eu vou eu vou falar, você me confirma se eu tô certo. E se eu se eu for em determinado lugar, vai ter uma uma van passando escrito do lado assim, eh, CV Trans, transporte do Comando Vermelho, CV Trans.
Ó, >> eu acho que não tão extensivo assim, mas é, >> mas você entendeu, né? A van é do comando vermelho. >> Sim. A van não é uma empresa com CNPJ e feita licitada na prefeitura, não. Ela é o sistema de transporte aqui é do comando. Isso lá não, lá vai tá lá Delta Trans licitado na prefeitura. Os donos são tudo facção. Bonito. Entendi. >> Essa é a diferença. >> É, tá dentro do estado formal. >> É. Entendeu? Então lá você não adianta você fazer operação, você vai parar o Ônibus, ele é licitado. >> Isso.
Por isso que eu tô falando para você assim. Por exemplo, internet. Por que que internet não tá na mão do crime em São Paulo? Porque eles aqui uma vivo, uma claro não sobe no poste, no morro não. Eles não vão deixar entrar. >> Lá sobe >> lá vai entrar. Então eles não conseguem dominar a rede de fibra. Eles furtam, furtam o fio, furta a rede, fica Derrubando. >> É porque aqui no Rio, eh, como aqui no Rio, talvez Bahia, esses estados mais complexos assim que tem favela, território dominado ostensivamente, o governo federal, né, criou aquela
situação de provedores de internet, é isso o nome, mano Valta, que são empresas menores, né, né, provedor, é um outro nome, né, >> operadoras. operadoras, né? Cooperativas, alguma coisa nesse Sentido. Desculpa aí pra audiência que eu não tô lembrando. Eh, então o cara pode ter até 5.000 clientes, que é aquele negocinho pequenininho que ele pega o sinal da Vivo e ele faz aquela distribuição, tá entendendo? Esses caras são todo comando vermelho, >> tudo comando, >> tá entendendo? Aí a polícia vai lá, >> derruba aquele CNPJ, >> sabe qual foi? >> O outro é do comando
também. >> Sabe qual foi a primeira pergunta que eu fiz pros irmãos hoje no BOPE? Falei para ele assim: "Meu, ocorrência 190 dentro da comunidade, a viatura atende?" >> Não, [ __ ] não tem nem ocorrência 90. >> Ele falou, ele falou: "Não, não tem nem a comunidade faz o 90, não atende lá, não tem o 90 dentro das comunidades o tempo todo, >> todo dia, né? >> A viatura entra lá. Não tem comunidade Em São Paulo que viatura não entra". O que tem lá é algumas comunidades mais violentas que por cautela a gente fala
que a viatura pequena, aquela do dos dois caras para atender o 90 entra em duas, não vai sozinha, entendeu? >> Agora barca de tático, de baepe, de rota, entra a viatura sozinha, mano. Aí você fala: "Mas eles não atira". Atira, a gente morre polícia lá, vira e mexe, tem polícia baleado. Mas é aquele confronto inicial para correr. >> Sim. Não, aqui sustentando. E aí no serviço é a mesma coisa. Se você falar para mim assim, ó, se eu falar aqui, não, não existe facção vendendo gás em comunidade, é capaz que alguém fala: "Ô idiota, você
não mora aqui no no Dick do Pissarro aqui no o cara que vende aqui é da facção". Aí é o que eu tô falando para você, o cara tá estruturado com uma empresa de gás que é da facção, porque a facção tá tão rica, porque ela é hegemônica, que ela ela foi comprando Tudo. Os caras estão são empresários. A facção em São Paulo, ela não é um exército criminoso, ela é uma empresa de colarinho do pessoal de terno, frequentando bons lugares, os patrão, e monta a empresa com CNPJ, tudo certinho. Hoje se eu montar, se
você pegar 2500 caras de fuzil de BOP e e for lá, vou cercar a Vila Esperança, você vai achar umas casas com droga, umas casas com arma e você vai pegar aqueles caras que estavam no iníiozinho, porque depois do Resto você vai ver um monte de morador nas suas casas lá e você vai olhar pro cara, o cara ladrão, cara ladrão. E para você entrar, você vai invadir um monte de domicílio, porque o poder judiciário não vai estar com você nessa operação. >> Sim. >> Dando mandado para tudo. >> Sim, sim. >> Né? É, é
uma, é uma merda. E eu ouvi o promotor Gquia, >> pois é, o K chegar nele, né? >> O promotor ele deu uma entrevista falando o seguinte: São Paulo é pior que o Rio, porque o Rio você sabe onde o crime tá, você sabe como ele está e é um combate franco e combate urbano de alta intensidade. São Paulo, você tá jantando no restaurante do lado do Torre da facção com a esposa dele ali, ó. Ó, eu eu tô construindo uma casa no interior num condomínio. Na rua debaixo Da minha casa foi preso um dos
torres da facção. Ia ser meu vizinho. Condomínio bom, cara. Legal. >> E hora que tu tem a maldade, você Mas você também não consegue levantar todo o condomínio, né? >> Não é? E eu já tô. >> Então tu vai ficar maluco também, né? Car não >> quando mataram o Rui, eu conhecia bem o Dr. Rui. >> É mesmo. >> Quando mataram o Dr. Rui, os caras da Record me ligaram em casa que queriam fazer uma matéria porque eu já fui ameaçado três vezes lá durante a minha carreira. Aí o o repórter falou assim: "Você não
tem medo?" Eu falei assim: "Primeiro, quem tem medo não entra na polícia e e o medo, aquele medo controlado é bom que você se protege." >> Mas o que o que sempre me guiou em termos de poder dormir com tranquilidade, eu durmo, viu, cara? Eu Sou dormioco para [ __ ] Eu durmo. É assim, ó. Nos 35 anos, eu nunca peguei R$ 1 de um ladrão. Nunca tratei ele como se eu fosse ladrão igual ele. Porque eu fico imaginando o ladrão, cara, o ladrão fala assim: "Mano, esse polícia é mais bandido que eu, mano. Vai
se [ __ ] cara". Então, eu nunca fui ladrão com ladrão. Eu nunca mexi com mulher, filho, parente e zoei casa sem necessidade. Ah, como assim zoar sem necessidade? Eu tenho uma Prisão que eu fiz em Buritama, numa cidade bem tranquila lá de São Paulo, que eu saí de São Paulo com a informação do grampo telefônico, que é o que eu te falo, que o cara tinha uma metralhadora dentro de casa escondida. Eu cheguei lá, ele não, ele pedi para ele me entregar a metralhadora, ele começou a negar, a falar que não tinha metralhadora. Se
ele tivesse sustentado que não tinha metralhadora, o que que eu ia ter que fazer? Revirar a casa, porque eu sabia Que tinha. >> Sim. >> Ele entregou. Eu não encostei na casa dele, >> não teve necessidade. >> Não teve necessidade. Então é assim, ó. Eu nunca fui um cara tratando com ladrão, eh, com ódio pessoal, entendeu? Tipo assim, ó, eu tenho colegas que eu sei que já deram choque em mulher grávida de bandido, velho. Depois ele vai tomar um tiro no meio da cara, na Porta da casa dele, não é à toa. >> E outra
coisa, nem a sociedade vai vai aprovar uma [ __ ] dessa, porque uma coisa é o bandido, outra coisa é a criança dentro da mulher grávida. >> Eu nunca nunca zoei um parente de bandido e não deixava minha tropa fazer. Se eu chegasse, eu catava depois. E ó, se eu te c fazendo de novo isso aí, eu te mando embora. Não faça isso. Eu eu sou um comando que não aceito isso, Entendeu? Então eu sempre achei assim, ó. Enquanto eu servir essa polícia com um senso de justiça na no meu coração, algo divino tem que
me proteger. Não importa a crença, eu tô eu tô embuído do bom espírito. Isso isso me moveu os 35 anos do tipo assim, eu tô fazendo certo, velho. Tô fazendo certo. E cara, várias vezes eu vi, não vou falar que é o caso do Dr. Rui, porque eu tenho ideia do que aconteceu lá no Dr. Rui e não é isso. Eu eu acredito que é assim, ó. Cara, >> o que que tu pode falar dele ass? >> Ah, Dr. Rui, ali tem a ver com prefeitura, velho, com contrato. Nada tira isso da minha cabeça. >>
Todo o histórico que ele teve de combate ao PCC, >> os caras não mata você 20 anos depois. O ladrão que tá puto com você te mata logo depois. Lá ele transferiu o Marcola 20 anos atrás. Vou matar ele depois de para velho. >> E outra coisa, né, cara? É isso que eu ia te dizer. Ele ele derrubou um monte de coisa do PCC durante a vida toda. A vida dele é essa, é o cotidiano dele. Os caras sabem que é o que é o é é o é o é o que é o combate
normal. Você viu o depoimento da esposa dele? >> Não lembro. >> A esposa dele falou que ele falou que ele tava quatro noites sem dormir por causa de um contrato lá de baixo. >> Ah, tá. Eu vi, vi, vi, vi, vi. Sim. Essas empresas volta naquilo que a gente tava falando da internet, do gás, do posto de gasolina, da bebida. >> E outra coisa, pelo que con ele não não ostentava uma vida assim de mafioso, né? Uma vida de trabalhador, polío, simples. >> É, então eu eu não consigo atestar se ele era um policial honesto
e simples porque eu não trabalhei com ele, entendeu? E e você ter uma vida simples não quer dizer que você é honesto. Eu Conheci vários vários PM de vida simples desonesto. >> Perfeito. Parabéns. Bom, que bom que tu fez esse esse complemento aí, porque realmente é necessário. >> Desonesto. Tem cara que ele ele ele rouba o cara aqui, ele é tão perdulário, tão gastão que ele não consegue ter uma vida decente nem roubando os outros. Verdade. >> Então não é esse o atestado. Eu eu não eu não atesto nada da vida do Dr. Rui, Porque
eu nunca trabalhei com ele, não sou policial civil, não posso dizer se ele era um cara honesto. Eu tô te dizendo o que eu o que eu na minha percepção de crime organizado de coisa, acredito que assim, ele ele tava na Praia Grande e eu conheço a Praia Grande que eu comandava lá, ele tava numa gestão recém mudada onde contratos são revistos e a mulher dele falou que ele tava sem dormir por causa de um contrato quatro noites. Mano, é contrato. E outra Coisa, que que você falou da estrutura do PCC? >> Eles estão dentro
de todos esses contratos, >> de todos esses contratos. a prefeitura de São Paulo, [ __ ] na campanha do prefeito ano passado, 2024, né? Eh, o Ricardo Nunes, várias denúncias lá, [ __ ] teve cana de contrato de 5, 6 milhões. Aí é aquilo, né, meu irmão, quando é um contrato licitado de milhões, de bilhões, tem toda a Estrutura do estado para proteger. Pô, o o Tribunal de Contas não pega. Quando a polícia pegar o judiciário lá na frente, os caras têm estrutura, pô. Porque assim, se não se o mecanismo não tivesse entrado em todas
as áreas, não chegava na prefeitura, não ganhava legislação, não passava pelo Tribunal de Contas. Quando a polícia da cana, os caras não ficariam, [ __ ] em Liberdade, com facilidade >> e fica, né? E e outra coisa, né, na na Câmara de Vereadores em São Paulo, né, o cara lá do Milton Leate, né, do União Brasil, várias notícias, investigação dele, suspeito, né, de de envolvimento. Então assim, cara, aí você pega, você tem dentro do legislativo, você tem dentro do judiciário, você tem dentro das polícia, você tem na imprensa, como você citou, Faccionado dentro da imprensa,
>> batizado, >> batizado. Então essa essa é uma realidade de um estado totalmente mafioso, né? >> E vai além do cristal. >> Por isso que a história do terrorismo, o que que você acha da história do terrorismo de de considerar a facção um ato terrorista? Que que você acha? >> Eu acho que sim. Total, positivo. E >> e e e qual que você acha que é o Benefício de considerar ela ato terrorista? >> O benefício é o remédio, né, cara? É a intervenção, né? >> Então, você sabe, você sabe de uma coisa que eu respondi
quando me perguntaram essa semana sobre isso? É assim, ó. Você já assistiu os narcos? As séries >> completa? Não, vi alguma coisa. Se você pegar a que fala do cartel do Escobar, é Bedelim. >> Uhum. >> Cale. Pegar o o outro lá, o que tá tá nos Estados Unidos agora, o Chapo. >> É, >> é muito engraçado. Isso. Só pode ser verídico porque todas abordam da mesma forma. Ele e quem produz isso sempre tem uma uma consultoria de alguém da área, né? Que nem Tropa de Elite não teve do Pimentel, dos cara. Quem vai fazer
produção relacionada com o assunto segurança pública, sempre traz alguém do Meio para ser consultor da do filme. Todos os seriados de narcoguerrilha sul-americana. Se você reparar do que que o chefão tem medo, ele tem medo de polícia? Não. A polícia é comprada nesses países. Ele tem medo do poder judiciário? Não, porque é comprado e quando é comprado eles matam. Tem medo de governo? Não, pelo contrário, eles quase chegam na presidência da República. Você pega o Caso do Escobar, ele tava já concorrendo. Se não fosse os Estados Unidos interferir, se marcar hoje, ele seria um presidente
de república lá. O que dava medo nos caras toda vez quando os caras falavam assim: "Caraca, mano, a Dea tá aqui e os caras quer estraditar". Os caras tinha pânico de ser extraditado por uma cadeia americana. Por quê? Porque na cadeia americana o cara ia ficar cumprindo uma Cadeia da forma correta, sem um monte de acesso e ia tirar de ponta a ponta o tempo de cadeia. O único medo desses narco guerrilheiro muito forte era extradição pros Estados Unidos, onde o sistema de cumprimento de pena é sério. É o tudo que a gente não tem
aqui. Então, o que mais me atrai em considerar isso terrorismo não é o nome, não é aumentar as penas que depois a execução penal fica dando benefício. É poder fazer um convênio com qualquer país sério. Não precisa ser Estados Unidos, não, que tem um monte de gente que odeio os Estados Unidos, mas que seja um país sério, onde uma extradição de grandes chefes com poder de decisão muito forte, eles vão realmente cumprir pena naquele país de forma séria, longe daqui. Cara, isso gera um medo eh em termos de estrutura criminosa [ __ ] Então eu
sou a favor de considerar essas facções terrorismo se Fossem feito esses convênios que dessem um resultado muito forte. Porque se mudar o nome de para terrorismo e você pegar a pena do tráfego de 5 a 15, você aumenta para 10 a 20, só que o cara vai puxar três. >> Muda muda nada. É, é, >> é. Hoje ele puxa 2,5, vai puxar três, meu irmão. O cara mete 100.000 por, 100.000 por dia no bolso, ele não tá nem aí. Então, irmão, eu acho, eu concordo. Comprei totalmente o teu raciocínio, Para mim tá perfeito. Mas tem
outras situações que o Brasil não aborda. Por exemplo, operação, mega operação no Rio de Janeiro, agora complexo da Penha. O que que o tráfico faz? Sequestra ônibus, coloca ali, fecha a rodovia, joga fogo no ônibus, causa um terror, causa um pânico. A legislação brasileira não prevê isso, [ __ ] Qual é o crime? >> Não, mas eu concordo com você. Então, então a legislação brasileira não dá uma Um >> um respaldo, né, >> para você enquadrar >> você polícia de rota na rua, o cara pegou, sequestrou um ônibus, fechou uma rodovia principal lá, jogou fogo,
tu pega o cara, leva o quê? >> Dano patrimônio público não é nada. >> O cara que pegou a chave não é nada, [ __ ] É, é furto da chave. >> Certo, isso aí você tá certo. >> Tá entendendo? Então isso aí é o Primeiro ponto, né? Segundo ponto, pô, a estrutura de domínio de cidade que tem aqui no Brasil. Aquilo ali os caras não entram em terror, [ __ ] Os caras minaram a cidade >> láem, eu não sei se vocês chamam também em São Paulo a gente chama de cangaço, né? >> Isso.
Cangaço. É que evoluiu pro domínio de cidade, né? Então eles vão para uma cidade pequena, domina aquela cidade >> por causa aquele terror todo. >> No interior a gente tem alguns casos. eh neutraliza totalmente a reação do estado com a força de segurança, pega o patrimônio de alto valor, né? >> O primeiro cano que eles pegam é os quartéis. >> Exatamente. O ataque começa nos quartéis. E >> então assim, a legislação brasileira também vai dizer o que disso? Vai dizer que o cara, >> [ __ ] eh, dispara em via pública porque não matou ninguém,
não aconteceu nada. Aí, pô, então tem que enquadrar. E nesse ponto mais macro e e de forma até que envolve outros outros países, cara, a Venezuela foi destruída. A Venezuela tava entre os os as três maiores economi e por vezes a maior economia da América do Sul, maior que o Brasil em diversos momentos. Você olha pra estrutura da Venezuela hoje, por quê? Porque o sistema político tomou Uma condução, tem envolvimento com o narco, com o narcotráfico, vira o narco estado, onde toda a estrutura do estado tá comprometida. Quem vai salvar aquele povo ali? >> Como
é que você vai ter uma ação se o estado inteiro tá na mão daquela estrutura criminosa? Então, por exemplo, >> como receta, né? >> Como é que você faz? Então, se não tiver um mecanismo que essas organizações em conexão com outros países tiver um Agente internacional diferente para atuar, >> não tem como. >> É a dosagem desse remédio errada é a intervenção de alguma forma, uma influência, uma operação, né, seja da CIA, seja de qualquer outra agência dos Estados Unidos, usando o pretexto do terrorismo. Aí eu eu falei hoje quando eu eu participei de Inteligência
Limitada lá rapidamente, cara, estamos preocupado com soberania, [ __ ] o nosso inimigo aqui, cara, essa estrutura corrompida no Brasil tá acabando com o nosso país. >> É, é. >> Será, será que uma agência nos Estados Unidos vai fazer mais mal? É verdade >> pra gente do que o que eles já estão fazendo e do que o PCC já faz no Brasil, já faz em São Paulo. >> Então, cara, contratos, pô, refinarias, os caras têm tudo, cara. >> É, >> então assim, eu acho que é necessário e tem que botar isso em outro patamar, em
outro patamar para punir esses crimes que a legislação não tá abraçando e também para ter >> tipo de convênio, né, investimento, esse mesmo remédio aí, cara. que que teve os cartéis e bendeirinha, etc. É, >> pô, a gente combina um monte de pensamento, hein, >> que bom, irmão. [risadas] Que bom, cara. E assim, eh, você entra pra reserva esse ano, né? Então, tu tá aí com 10 meses aí só na reserva. >> Tu participou dos podcast lá em São Paulo, acho que o o várias vezes no Sneider, no Castro, né? >> Isso. >> E eu,
cara, eu tô daqui, né, cara, eh, tocando o podcast, tocando a nossa temática. Eu já tinha visto, né? o teu nome, visto alguma coisa, mas assistir vídeo mesmo eu não conhecia. Que que eu Fiz? Eu fiz uma pesquisa ali mais ou menos da tua história e [ __ ] aprovei [ __ ] o nome pra produtora te trazer. >> Legal, >> cara. O que eu tenho para te dizer agora é o seguinte, cara, que não só eu como audiência, né? Olha lá, 6500 likes. Eu já conheço mais ou menos aqui. A gente deve estar batendo
ali perto de umas 70.000 visualizações. >> Caramba, >> nós batemos 85.500. Apar 8500 aparelho conectado. Eu me amarrei independente da audiência e a audiência comprova que o papo foi muito bom. O que eu quero dizer é que eu já tô te esperando de volta, irmão. >> Cara, eu eu me senti super acolhido e o dia que você chamar nós estamos junto, eu venho. >> Ficou ficou [ __ ] muita coisa aí pra gente trocar ideia e contribuir, né, cara? Porque assim, graças a Deus e todos os convidados, né, a participação Dos convidados, o trabalho da
equipe, o podcast hoje e o nosso canal, a gente tá debatendo, [ __ ] e muit das vezes até tocando, né, eh, a dinâmica da segurança pública, pô, eu digo num campo informacional, né? Então, [ __ ] deputados, eh essa pressão, né, [ __ ] por esse esclarecimento pra população. Então, outros podcast hoje, né, a gente, o meu e de outros colegas, outros podcasts, a gente já tá contribuindo, pô, de uma Forma muito melhor, >> muito, muito, muito, >> até para poder dar aquele aval pro corpo técnico da polícia no convencimento do corpo político, porque
o cara olha o podcast ali, por exemplo, o Derrit, o Derhit é um cara da rota, né? capitão da polícia, tem a experiência dele de polícia, beleza maravilhoso. Conseguiu, virou deputado federal. de deputado federal para Secretário de segurança é um universo, é um caminho absurdo. E o Derrite, certamente a participação dele de podcast, a participação dele na internet contribuiu, pô, pra eleição. >> Eu acho que foi o fator mais importante. >> O fator mais importante. Aí isso mostra o quê? que é a conexão do cara inteligente, 35 anos na polícia, que tava guardado ali na
caserna. >> É, >> que ninguém conhecia. E aí o a o público vê esse cara e fala assim: "Porra, que isso, irmão? Esse polícia tem muita experiência. Esse cara é inteligente, esse cara é educado, esse cara é técnico, esse cara é profissional. [ __ ] esse cara me representa. Dele Rit eleito Nantes, o quarto mais votado. >> É, >> o sistema tá vendo isso, né? >> É um grito da população de bem, né, cara? É, >> fala assim, ó, vamos ter. E outra, é uma responsabilidade do caramba, cara, porque essa galera que é da área
de segurança pública, que tá sendo votada, se eles não fizerem nada de bom, não representarem pelo menos um mínimo de postura e e decência, >> vai sobrar quem, irmão? >> Não pode ser mais do mesmo, né? Não pode entrar lá >> para fazer a mesma coisa. >> É um grito final, né? >> É, é um grito. Eu acredito nisso, cara. E mas o que eu quero te dizer é o seguinte, cara, que a população tá conhecendo através da gente, né? E a tua participação aqui, [ __ ] foi excelente, ajudou para isso, para ver a
qualidade do do do corpo policial, né, cara? As histórias, a a a reflexão de segurança pública. E nós estamos colhendo fruto, cara. Eu tô citando esses políticos, mas, pô, eh, Quem estaria comunicando essa mega operação >> é >> da forma, com a intensidade, com a energia e com comprometimento com a segurança pública, senão um canal no YouTube? E assim, e eu e eu reconheço eh não vou fazer falsa modesta, reconheço a importância do que eu fiz na internet aí nessa semana, cara. A gente bateu de audiência CNN, Jovem Pan. Entendeu? Todo mundo, >> muita gente
tá consumindo só esse tipo de de informação porque eles sabem que ela não é manipulada. >> Exatamente. [ __ ] E >> você não me preparou nada para vir aqui, não. Não me colocou um um assunto que eu tivesse que e tanto da minha parte como da tua foi assim: vamos ver o que rola e fala cada um o que quiser. >> Não tem não tem censura, >> não tem uma edição prévia, tipo assim, ó, amigo, você não vai poder falar tal Coisa, você não pode, não. >> É muito livre, né, cara? Livre. E é
e é a credibilidade do cara saber assim, pô, irmão, tô escutando um coronel de polícia, um cara da rota, né? E, e um cara que, [ __ ] tem muito para passar. Você não tá no Rio, mas você tem um conhecimento do Rio, você tem um conhecimento da da dinâmica aqui da operação. Eu não tô em São Paulo, mas a gente pode debater. Resumindo, tiramos mão da imprensa o monopolo da Manchete, Denegrindo a imagem da polícia. E isso aí, cara, a gente não tá contribuindo só para uma carreira minha aqui no YouTube ou de um
político como político. A gente tá contribuindo, irmão, pra sociedade. Porque enquanto a manchete da imprensa ditava o debate na segurança pública, irmão, quem sofre, quem sofre é quem tá na ponta, pô. É, >> quem sofre é quem tá na ponta. Se a polícia não tiver eh essa conexão com com a população que o podcast pode Permitir, o único elo é a imprensa e os políticos, [ __ ] E a imprensa e os políticos estão preocupados com com a população? Não, nada, não, nada. E ó, e vou falar, eu não sou hipócrita não, cara. Eu conheço
as mazelas da minha instituição. O próxima vez que eu voltar, você vai me lembrar, você vai falar assim: "Paganoto, você vai me contar umas três, quatro ocorrências de problema que você teve com polícia. Inclusive, tu pediu Para te lembrar da ocorrência com polícia que que envolviu um policial e eu falei: "Eu te lembro, acabou que eu não te lembro". Nem deu tempo. Eu vou te contar várias ocorrências graves que eu tive na minha carreira envolvendo polícia. >> Então eu eu não sou idiota. Eu sei que a minha instituição tem problemas e eu conto abertamente que
eu tenho uma ocorrência gravíssima para te contar envolvendo polícia. Eu eu não não sou um Cara que fico defendendo a minha instituição como se ela fosse a melhor coisa do mundo. Não é isso. O que eu acho é assim, quando acerta tem que dar o crédito, cara, porque quando errar com certeza vai ser espancada, esculachado e tem que bater, porque polícia não é para errar. Agora, o problema é que a gente vinha numa pegada da mídia, a mídia principal, de não valorizar de jeito nenhum de nada e ficar batendo palma pro errado. Cara, nós a
gente tá a gente Chega num ponto que que eu eu tenho dito o seguinte, ó, cara. É assim, ó. Quando você pega um ídolo do futebol e ele acha certo frequentar a festa no morro com todo mundo de fuzil, qual o recado que ele passa? Quando a a a gatíssima milionária, artistona da melhor rede de televisão, vem no morro na festa, qual o recado que ela passa? Tudo isso vão dando recados pra sociedade do tipo assim: "Bom, então o que acontece ali no morro não tá tão Errado. É igual o carnaval, cara. Eu adoro samba.
Adoro, adoro, adoro. Eu falei assim, você tem uma experiência de você tá perto de uma escola de samba, de uma tocando, cara, é um bagulho que arrepia, é muito top. Só que é o seguinte, você vai na escola de samba, o presidente é o patrão do tráfico, o dono da ala é o gerente do tráfico, o mestre da da bateria é o supervisor do tráfico, os que estão tocando 1/3 são do tráfico. Aí você olha Desfilando a escola na no coisa, tá? O promotor com a esposa sambando e do lado o traficante com a esposa
sambando. A gente tem que decidir o que a gente quer pra nossa sociedade, cara. Não dá para ser meio correto. Não dá, cara. Não dá para fingir que a gente não tá vendo essas coisas, entendeu? Não dá para uma escola de samba, uma viatura de rota, invadir lá, pegar seis fuzis, o ano que vem ela tá desfilando de novo. É o seguinte, só escola, nós invadimos, O crime tá aí dentro, fechou. Não, não tem mais samba, não tem mais escola, velho. Isso aí é uma escola de samba que é uma festa cultural. Então, que seja
assim, não misture as coisas. E e isso eu tô dando um exemplo do carnaval na escola de samba, mas a gente pode migrar para um monte de coisa, pros baile funk das comunidad, para para um para uma série de coisas, cara, que a sociedade fica namorando com o crime. >> Isso, pô, o tempo todo. >> Isso é horrível, cara. >> O tempo todo. Exatamente. >> Isso é horrível, mano. Isso é horrível. Porque, qual é o recado que eu dou pro meu filho? Se o seu filho curte, vem para dentro da sua casa e coloca lá
uma música que fala assim, ó, eh, de uma de uma série de palavrão, o resumo dela é assim, da hora estuprar mina, andar armado e dar tiro na cara do polícia. Esse é o resumo da música. Você acha bonito isso tocando dentro da sua Casa? Ah, não, isso é uma música só. Qual? A gente namora com o crime. Tem que parar com isso. Tem que parar, porque o resultado dessa dessa condescendência estranha que a sociedade tem chega numa operação dessa. Aí todo mundo fica assim: "Nossa, que absurdo, sem cara de fuzil morreu tanta, olha os
corpos, que triste de ver." Só que você vai na festa no morro. >> Isso. >> [ __ ] hipocrisia, velho. [ __ ] hipocrisia. Tem que parar. É o recado do Tropa lá, né? Eles já falavam isso no Tropa de Elite e é bem a realidade. >> Perfeito, irmão. Eu eu faço reacts aqui, né? Eu abro o vídeo, eu tenho um um programa só do react, né? É as segundas-feiras, cara. Vê aquelas pessoas lamentando aqueles corpos lá, o tiroteio no complexo da Penha. Meu irmão, dois anos antes vocês estavam lá fazendo campanha Política, botando o
boné. O Lula botou o boné CPX. Eh, o MC POS canta música lá que o complexo tá lindo. Aí teve a ministra lá da cultura, a a mulher que na foi na posse da ministra da cultura cantando a música do MC Pose, entendeu? Então é isso, cara. O bale funk acontece ali todo sábado, >> colhe os frutos. >> As pessoas estão transitando nisso, entendeu? Estão glamorizando a favela. A favela não é um lugar maneiro. A favela Quem mora ali tá oprimido pelo tráfico, é sujo, não tem não tem coleta de lixo, você não consegue chegar
com o teu carro, você tem que parar teu carro lá embaixo, >> você tem barricada, você tem uma série de situações e aí você fica vendo essa glamurização de uma coisa que deveriam eh estar na conta do prefeito, [ __ ] porque o prefeito é responsável por aquele ambiente ali. Não pode ter um lugar em 2025 que impida é um lixo, [ __ ] Empira é um lixo. Tá com fogo em lixo porque não tem coleta de lixo. Então a gente tá falando de dignidade da pessoa humana numa operação policial. Que dignidade que essa pessoa
tem que ela passa 36, 65 dias do ano >> com lixo, com rato, com traficante na porta, ele tem que baixar a cabeça. Então assim, cara, aí você manda um policial, um operador de segurança pública, um pai de família, que a polícia tem seus problemas, tem desvio, Mas lá a totalidade é de criminosos, [ __ ] A totalidade é de vagabundo. Você pega uns caras cheirado, [ __ ] drogado e maconhado com fuzil no colo aqui, alucinados diariamente. É isso, cara. Então, eh, seja na favela, cara, seja no samba que tu citou, que eu não
quero também deixar de falar isso, realidade de São Paulo, realidade do Rio, a mesma coisa, né? O ministro, ministro da SCF frequentando o camarote. O camarote é do bicheiro, >> né? Aí o jogo já tá numa outra geração do jogo do bicho. Os filhos dos bicheiros, os sobrinhos são donos, são empresários, produtores de evento. Mas se você for puxar, a mesma estrutura do PCC é do bicho, [ __ ] Aí o mesmo bicheiro tem uma decisão que que coloca ele em liberdade em prisão domiciliar lá na Alta Corte. [ __ ] meu irmão. Não, não,
não deixa no mínimo o imaginário popular e pensar, pô, meu irmão, calma Aí. O dono da escola de samba tem um camarote, o ministro da alta corte frequenta o camarote e esse bicheiro tem uma ação lá na corte e esse cara vai pra rua, meu irmão. E aí o errado? Querem botar a a mordaça na na nossa boca? O errado tá gente, [ __ ] Aí eu vou sofrer uma uma investida do sistema, cara. Um negócio é imoral, escancarado, mano. >> É, é isso mesmo. >> Se a gente não tiver aqui falando isso, Se a
população não der um basta nisso, eles estão ganhando até hoje, cara, nessa nessa guerra de botar população contra polícia. Eu vou te contar um negócio que pouca gente sabe para você ter uma ideia de de como as coisas não são impossíveis. Muita gente pode estar pensando na nossa conversa assim, falar assim: "Cara, esses caras falam negócio, mas que na prática não tem como. As comunidades já viraram uma cidades que são impossíveis De de mexer ali. Em São Paulo, quando você desce pro litoral, tem a serra. A serra do mar ali tinha umas comunidades que chamavam
cotas. Nas cotas tinha mais ou menos 140.000 famílias. O governo do estado, há uns 10, 15 anos atrás resolveu parar a invasão, retirar aquelas famílias de lá pelo prejuízo que eles estavam causando a Mata Atlântica. >> Sim, >> questão ambiental. Hoje deve ter umas 20.000 pessoas ali. Tiraram 120.000 E a mata já tá fechando de novo, já tá recuperando tudo. Para cuidar do mato, eles realocaram com com conjuntos habitacionais, tudo 120.000 famílias. Quando quer não resolve. >> Pois é, irmão. >> Para salvar o mato não resolveu. >> A história da cracolândia lá, como é que
Pode anos e anos >> a a a narrativa era para não resolver? É, você vê que é vontade política de manter aquela estrutura completamente nociva e desestruturada, porque dali vem voto, vem voto pra minha ideologia, porque eu vou lá e defendo para ninguém tirar seu barraco. >> É hipocrisia da hipocrisia, cara. É muito [ __ ] >> O domínio do território gera O voto, é o domínio eleitoral também que dali vai vir a estrutura política para manter o domínio do território. >> Então o negócio se retroalimenta. >> Os caras são bom para [ __ ]
de cabeça, né, velho? É, é que nem o assistencialismo, né, cara? Outro dia eu tava vindo um negócio muito simples de você entender. Hoje o que dá mais voto é o bolsa. Se o cara não ficar pobre, ele não vai precisar de bolsa. Então ele não pode Melhorar de vida para ele continuar dependente do bolsa, velho. >> Isso é meu, isso é muito, muito estratégico em termos do mal. Aí quando você vai ver pessoas pessoas razoáveis >> não conseguem conceber que o mesmo sujeito fica 10 anos recebendo um benefício de R$ 300, R$ 400, porque
ele tá em condições de pobreza que se você tirar esses R$ 300, R$ 400, ele não sobrevive. >> É [ __ ] >> Em tese é isso, mas tem essa realidade no Brasil. Aí qualquer pessoa razoável vai pensar assim: "Cara, mas se eu quero cuidar desse cara, esse cara tem que parar de receber esse benefício porque ele progrediu. Eu ajudei ele, >> eu melhorei a vida dele. >> Eu melhorei a vida dele. Agora vai, anda. É o instinto de todo pai e toda mãe, [ __ ] A gente não bota comida na boca dos nossos
filhos. >> Você não falou que teu filho tá fazendo Engenharia. >> É da computação. >> Da computação. Olha que maravilhoso, né? Você alimentou, botou comida. Eu não vejo a hora dele andar sozinho. Não vejo a hora. >> [ __ ] é, é o natural agora. Não, mano, o cara vai receber o benefício do Bolsa Família por 10, 15 anos. E aí as pessoas que são razoáveis vão falar: "Pô, mas isso tá errado aí. Que que o político faz? Ó, se ele entrar, ele vai acabar Com o benefício. Num país onde 60 milhões depende desse benefício,
vai fazer uma pesquisa, o cara tá sempre ganhando [ __ ] na pesquisa". Então é é é doentil, né, cara? É um círculoicioso. >> Aí aí [ __ ] como é que você permite, né, dentro do da estrutura de estado, não de governo, que é um Tribunal de Contas, né, a estrutura no judiciário, como é que você permite isso aqui escancarado e você não faz nada? Porque aí, meu irmão, >> você tem base jurídica nisso, né? >> É, [ __ ] >> É [ __ ] >> Enfim, irmão. >> [ __ ] Globo, foi da
hora, hein? Obrigado mesmo, viu, cara? >> Cara, deixa eu só cumprir a missão com a com a nossa audiência aí, cara, e respeito a eles, porque mano Walter tem algumas mensagens ali. Certo, mano Valter? Certíssimo, Glauber. Tem aqui o Rodolfo 5656, excelente entrevistado, Forte abraço. O Dan Gomes, ele falou o seguinte: "Sou admirador do coronel Paganoto, um grande profissional honrado, sempre o acompanho nos podcasts." Um outro camarada que teve aqui agradecendo e e mandando super chat também, o som músico. Aí teve um camarada que é lá no Nordeste, sou de Sergipe, irei fazer a prova
no final do mês. explica essa dinâmica de dar oportunidade em outros estados e durante o curso de formação, pode morar no Quartel ou tem que arrumar um porão, uma casa? Como é que é? >> Então, eh, curso de formação, pelo menos em São Paulo, todos é são acartelados, tem estrutura para receber e manter. O problema é depois que forma, né? Depois que forma, a hora que chegar na unidade, aí tem que se virar. Mas durante o curso de informação, todos lá têm capacidade do do da pessoa que tá em formação lá ficar na unidade, >>
certo? O Meer falou o seguinte, ele fala que no na Segunda Guerra Mundial era impositivo, né? era imposto o soldado que usasse capacete. E o questionamento dele é o seguinte: por a polícia, né, não utiliza esse equipamento considerado meio similar a uma guerra, né, em certas operações, principalmente aqui no Rio, né, onde tem fuzil, né, e tá tando nessa temática do Rio, né, eh, armas de guerra, né? Aí ele deixa esse questionamento. Você quer falar? >> Então, é assim, ó. Tropa de gate normalmente usa capacete balístico. Eh, uma incursão dessa que havia havia certeza dos
indivíduos com fuzis, eu não sei dizer para você qual que é o procedimento. Hoje na na visita que eu fiz no BOP, eu vi capacetes balísticos ali, eu observei, tinha, eu não sei se na doutrina deles eles só usam em invasão tática, mas quando tá em mane comunidade não usa, entendeu? Então eu não sei na polícia de São Paulo lá somente invasão tática que usa. Quando tá no patrulhamento dentro de operação assim não usa não. >> A gente, o Global reagiu aqui na quinta-feira, né, alguns vídeos de um camarada que tem um canal no YouTube
chamado Factual e o Choque, né, se eu se eu não estou enganado, o Choque tava utilizando um capacete tático ali. E >> é, então precisa tomar muito cuidado porque são dois capacetes bem diferentes. Tem um capacete que é o para CDC. O capacete para CDC, ele aguenta pedrada, ele tem, ele é, ele é rígido, ele é bom, mas ele não tem proteção balística. >> Então o pessoal do choque que usa controle de distúrbios civis, normalmente usa aquele capacete preto com aquela viseira transparente, sem proteção balística. Ele vai aguentar a pedrada, pancada, ele é muito bom.
Mas o o capacete balístico, como ele é muito caro também, o que que tem? As tropas de Invasão tática. Você não consegue arrumar 2500 capacete balístico aí paraa tropa para fazer uma operação como essa. Você deve ter na unidade lá, sei lá, 50 capacetes balístico. Então, eh, eh, de forma estratégica, talvez você criaria uma célula de avançar na primeira linha com capacete balístico e os que vem atrás sem. Você tem que usar de forma otimizada o o equipamento, né? Perfeito. O esse mesmo camarada, o Meer, ele pergunta o seguinte: "No chamado Muro do BOP, eh,
no chamado muro do BOP na Serra da Misericórdia, porque não utilizaram metralhadoras, né? Aí ele fala até o ponto 50 e em ninhos previamente montados para impedir a passagem dos bandidos. só o exército. E ele questiona que só o exército, né, pode questionar, pode usar esse equipamento. Eh, então assim, o emprego da ponto 50 eu acho que não não é não é viável, né? >> É, o grande problema não é nem a a o Controle das Forças Armadas no uso de um de uma munição tão de potencial como é o Ponto 50. O ponto 50
ela é basicamente para derrubar avião, né? Isso. >> E o o o ponto 50 hoje a criminalidade tem importado isso daí para utilizar contra carro forte eh esse tipo de coisa, acabar com motor de viatura. P O problema do do da unidade operacional policial é que um disparo de ponto 50 vai varar quatro, cinco casas, ela não para. Então, a diferentemente dos Marginais, a tropa de segurança pública tem muita preocupação com as pessoas de bem na comunidade. Se eu para usar um 762, a gente já tem que ter muita cautela. Imagina uma pon, você dá
um disparo de ponto 50 numa numa comunidade como essa para você atingir um inocente aumenta muito mais ainda o o a possibilidade disso acontecer. É, se a polícia já tem dificuldade de usar, né, o 762, que geral é uma arma antitanque, né, que é para explodir o Tudo que tiver lá, né, >> Glauber, o Ali Fermelo, que é membro do canal há 31 meses, ele mandou uma mensagem aqui elogiando o convidado, convidado excelente no melhor podcast. Comandante, qual foi a operação com maior troca de tiros que você achou que fosse morrer? com maior troca de
tiros. Cara, eu eu na verdade as trocas de tiros que eu tive sempre foram trocas de tiros com com pouca quantidade de marginais. Então, Assim, eh dois caras num carro, rouba residência de quatro, cinco cara, não era, não era essa na igreja com cinco, não eram operações com uma quantidade marginal enorme como foi essa de vocês. Agora, a operação que eu tive mais medo de morrer, a ocorrência que eu tive mais medo de morrer, medo não, né? que eu cheguei muito perto da morte foi quando vieram me assaltar de folga, que eu tava sozinho e
tive que balear os cara. Depois na porta da minha casa, quando Vieram sequestrar a minha vizinha e eu troquei sozinho com dois caras. E depois em serviço de inteligência, >> eh, quando eu fui quando eu fui entrar numa boca de tráfico lá e a nós acabamos entrando errado e eu e nós somos enquadrado pelo bloqueio dos traficantes. Por muita sorte eles não viram o nosso armamento que tava tava dentro da viatura e deixaram a gente passar achando que a gente fosse comprador de droga. Se esses caras Tivessem percebido que a gente era a polícia, eu
tinha ido muito mais cedo pro céu, >> meu irmão. Mas tudo isso vai ficar naquele episódio que você vai vir com calma e nós vamos conseguir contar as ocorrências, né? >> É isso aí. >> Eh, você me desculpa aí que eu fiz uma piada enquanto você falava, né? Porque tu falou: "Porra, eu troquei sozinho, troquei sozinho com dois caras, né?" >> Ah, não é? Então isso aí foi duplo sentido. Eu para você ver, cara, eu já tô aonde ele passou mais perigo foi quando ele trocou sozinho com dois caras, né? [risadas] A ele, né, irmão?
Uma 1:30 da manhã, né? Covardia, né? Tu não pode dar muita confiança para carioca. Você aprendeu isso no exército, né? >> Não dá, não dá para [ __ ] tá muito tempo perto de carioca, irmão. Volta logo pra tua casa. >> É, é isso aí, >> meu irmão. Acabou, mano. Volta. Não, não tem mais super chat aqui. O Meia, ele, ele pergunta o seguinte: "Seria o caso de usar táticas psicológicas comuns em guerras, como um blindado equipado com som, passando pela comunidade avisando aos bandidos armados, né, eh, pedindo, né, para que eles se rendessem ao
invés de confrontar, né, como se E aí, >> ô meu amigo, desculpa aí a risada, mas você tá meio que na linha daquela cabelo Colorido que quer jogar a pedra no cara de fuzil. Ô cara, isso aí é a personificação do Satanás. Não tem carro que vá fazer esses caras entregar fuzil, nada. É só tiro na cara, mano. Não tem, não adianta. É se bó eu tentar aí, [ __ ] ajudar o camarada. Se fosse um estado forte, um estado com lei realmente severas, se fosse um estado com uma população evoluída, que não tivesse eh
eh interesses indiretos com com o crime, se Não namorasse o tempo todo com a criminalidade, como você colocou, né? Talvez, né, um drone, né, naquela ideia lá, Pablo Marçal, né, que o Pablo Marçal falou na campanha que na que no se ele fosse prefeito teria colocar tantos drones que o cara ia passar alertando, ó, você se entrega, senão você vai ser abatido ou vai ser preso. Talvez, cara, numa sociedade funcionasse, né? >> É a ideia do alarme do carro, né? Que Qual era, [ __ ] não sei se o isso funciona ainda, né? Mas no
passado você colocava um alarme, >> mexeu, ele dispara, >> mexeu, dispara. Aí o criminoso ia fugir. >> É, >> [ __ ] mano, o criminoso vai ver o alarme, [ __ ] Vai >> hoje. O que que o criminoso faz? Ele copia o teu, ele fica com chupacara cabra perto, copia o mesmo coisa, você aperta o alarme, ele vai lá, ele ele, Ele desliga. >> Pois é, cara. >> O celular dele copia o, o botão. >> Então, no como no passado, como se as pessoas fossem sentir, o criminoso fosse sentir vergonha. Aí tá todo mundo
vendo que eu sou ladrão. Não, [ __ ] ser ladrão é o máximo no Brasil, [ __ ] >> É capaz da namorada do cara, largar o cara e embora com o ladrão. >> É, irmão. Então, é, essa é a realidade. Fala, mano. Volta. >> A Sheila Cordeiro teve aqui e falou o seguinte: "Boa noite, sou de Presidente Prudente. Dr. Linco é um exemplo a ser seguido, homem de pulso, né? firme contra a luta, eh, na luta contra o crime, que sacrificou tudo por essa luta. Que Deus o proteja, todos que nos protegem. Também teve
uma outra pessoa que mandou um super chat aqui, não vou saber muito bem aqui, mas foi um camarada que tá fora do Brasil e ele falou o seguinte: "Legalize a cannabis e Acabe com o tráfego, como nos Estados Unidos, eu vou na loja e compro o meu produto de cannabis". Aí ele cita aqui olhos, tinturas, flores. Aí eh, Rael, eu não sei o nome disso aqui. E pago impostos. >> E R A N. Eu não sei se é alguma coisa ou se foi o corretor que foi errado. >> Ah, entendi, pô. Entendi, entendi. >> E
aí ele fala o seguinte: "Eh, nos Estados Unidos, onde moro, eu vou diversas lojas legalizadas, pago 30% de Impostos na compra, legalize e acabe com o tráfego." Já subi morro no Rio, Santo Cristo, há 35 anos atrás. >> Resumindo, é um maconheiro velho de 35 anos, né? 35 anos de maconheiro que ele tem. Ele tem 35 anos de maconha. Tem quantos anos de polícia? >> Macão. É o que eu tenho de polícia. Ele fumou, ele fumou uma floresta de maconha. Pois é, irmão. Resumindo, ele ia no Santo Cristo, ele ia aqui no Rio, né, no
centro, na região do centro aqui Da cidade, >> comprar baseado dele. Isso realmente, né? O cara, o cara, [ __ ] pensa assim: "Cara, eu sou maconheiro, você maconheiro, sempre serei maconheiro, [ __ ] para ele é muito melhor do que ele subir na favela e lidar com criminoso, ele comprar na na farmácia, nas nas lojas aí, né? Isso. >> O problema é que a maconha derreteu o cérebro dele e ele não faz outros pensamentos que é assim, ó. Por exemplo, Se você autorizar vender a maconha, não vai incidir imposto. >> Vai. Ele falou 30%.
>> Maha vai ficar mais cara. >> Ele falou 30% no caso, né? >> A maconha vai ficar mais cara, certo? >> Uhum. >> Você acha que a boca não vai vender mais barato? >> Vai. Não, num país fraco igual o nosso. É porque assim as pessoas cara e quer outra coisa pior que ninguém fala sobre Maconha é assim ó. Existe existe um negócio que é é ó por você faz tal coisa errada. Por que você quer proibir a outra que é errada? Sabe aquele pensamento assim, ó? Já faz essa merda, então deixa fazer outra merda
também. É. É. Quando você fala de trânsito, >> morrem 40.000 pessoas no trânsito todo ano. Beleza? O nosso, como que é o trânsito nos Estados Unidos? Se você passar de 103 milhas por hora, você vai Pra corte, você sai preso. Se você for pego dirigindo no nos Estados Unidos, embriagado, você vai tomar uma cadeia que você vai perder até o rumo. A lei é séria. >> É, >> lá nos Estados Unidos tem um negócio chamado drogômetro. No Brasil nós não temos drogômetro. Então quer dizer, já tem o pessoal bebendo, fumando, cheirando, dirigindo. Só bebida liberada,
entre aspas. Eu vou potencializar ainda mais um monte de maconheiro dirigindo no trânsito. Eu vou não vou nem pra parte criminal. A parte criminal não vou discutir porque nós já falamos muito sobre o crime aqui hoje, mas na parte de trânsito, cara, eu vou liberar maconha à vontade aí pro pessoal sair pegando esses carros e dirigindo, mano, com essa lei de trânsito tão branda que tem aqui no nosso país. E não tem nenhum equipamento Para eu fiscalizar se o cara tá louco de maconha dirigindo. Ah, não, não dá, velho. Chega, já tem bebida liberada para
[ __ ] o trânsito, não vou liberar mais coisa, então eu sou contra. Não, pois é, irmão, concordo contigo. E assim, eh, vai ter nos Estados Unidos tem também o tráfico e aqui no Brasil um país fraco, de leis fraca, com nível de desenvolvimento humano fraco, o cara vai vai produzir outro tipo de coisa. A Legalização da maconha vai permitir que a camada mais privilegiada pague mais caro e não se sinta tão culpado, né? Se é que ele se sentem culpado, né? >> Mas assim, vai movimentar tudo isso, pô. Vai movimentar e o cara >>
Mas não vai não vai acabar com o tráfego. >> Se o cara tiver, sei lá, um baseado, eu não sei o exatamente quanto seria, né? Mas o cara vai comprar por 30, ele vai Na boca vai ser 10. É, não vai resolver, >> boa parte vai comprar por 10. E é isso, né? >> A dinâmica não é essa. >> E eu até acho, cara, que se o cara quer ser maconheiro, o problema é dele, né? Se não tivesse todas essas questões. Então, vamos pensar no mundo imaginário, que é o mundo do álcool, né? O que
mais a gente pode perceber. O álcool causa absurdos, tem problemas absurdos. Então, todo Mundo sabe o mal que o álcool faz é uma droga, é legalizado. Bebe álcool quem quer, quem não quer não bebe. Até entendo o argumento do cara maconheiro que ele tem o mesmo direito, né? Eh, mas se for para usar a maconha e pegar a maconha usando o argumento do álcool, minha proposta é melhor, irmão. Proíbe os dois. proibí dois e acabou. [ __ ] o estado vai bancar, o estado não banca nem a droga, não vai bancar guerra Ao álcool, né?
Então >> é mais ou menos por aí. Vamos lá. >> O Embaena falou o seguinte: "Gláuber, que podcast sensacional, parabéns. O coronel Paganoto é instrutor PQD formado na PM de Roraima. Coronel, conta a sua passagem por aquele estado. Um grande abraço. >> Na próxima eu conto, viu? Baena. O Baiana mora em Massachusetts, tá sempre acompanhando a gente. É outro estrangeiro aí. um brasileiro lá nos Estados Unidos, mas um parceiro que tá sempre nossos podcast. Teve um camarada, o Meer, que mandou diversos super chats anteriormente. Ele falou: "O comercial do estado do no intervalo do Jornal
Nacional hoje custou mais que a operação nela falado em pleno emprego, mas são 90 milhões recebendo benefício e quando o enganar, o dissimular são modelos e mandam e mandam. Não tem ponto 50 que dê jeito, né? Não tem armamento que dê jeito nessa Propaganda aí. >> Tava falando da cultura do assistencialismo. >> Repita, repita, mano Walter. Repita, mano Walter. Ele falou o seguinte, que o comercial do estado no intervalo do Jornal Nacional de hoje custou mais que a operação. Nela falado em pleno em pleno emprego que são mais de 90 milhões de pessoas recebendo benefício.
Quando o aí ele mandou o finalizando, né? Quando o enganar dissimular são modelos não Mandam eh e e mandam não tem ponto 50 que dê jeito, né? No caso, a propaganda, né? >> Propaganda de qual? O governo federal. >> Isso. Do governo federal. Acredito que seja isso, né? que custa mais caro, né, por conta dessa questão do assistencialismo. >> Isso. E outra coisa >> é o sistema. >> Se, cara, eu tenho um podcast aqui, ó. O meu patrocinador é Estratégia Concurso. Eu tenho uma relação assim, eh, estratégia concurso faz parte da minha história, porque eu
estudei que ser com material estratégia em 2013, cara. Eu imaginava que eu ia ter podcast, >> eu imaginava que eu fosse estar aqui hoje contigo. Não, pô. Então, estratégia realmente faz parte da minha vida. Mas vamos supor que não. Estratégia me paga. Cara, [ __ ] eu preciso da grana do Estratégia, é meu patrocinador. Sem o patrocínio do Estratégia, a minha Operação fica inviabilizada. Cara, eu tenho condições de falar mal da estratégia? Não. É a mesma coisa a Rede Globo, é a mesma coisa a CNN. Tem condições de falar mal do governo federal? Quando o
governo federal joga tanto dinheiro assim >> de patrocínio, vai falar mal, mas vai ser daquele jeito. Olha só, irmão. Vou bater, mas, [ __ ] né? de >> não vou bater. >> É parceiro, >> não vou bater, irmão. >> Tipo assim, [ __ ] aí não escolacha não, na moral, entendeu? faz uma crítica ali, mas tipo assim, cara, não tem como. Então assim, cara, enquanto o governo federal jogar milhões e milhões, bilhões, artista, rei, lei ruanê, cara, esse modelo do assistencialismo com a propaganda na televisão e lei Ranê, irmão, é infalível, [ __ ] São
quatro governos do Lula. Quatro não, são cinco eleições, três do Lula, duas da Dilma. São cinco eleições que eles ganharam. >> Se não fosse só de se no nosso país não tivesse essa restrição de só duas vezes, esses caras iam se perpetuar no poder. >> Não, seria o Putin, [ __ ] Hoje ele entrou em 2022, ele entrou em 2002, estaria até hoje. >> Só ia sair quando morresse, porque ele compra o sistema inteiro, né, cara? É muito dinheiro. >> É, cara. Então, e aí, mano? Volta, >> Glauber. O nameame, agradecer o Noame Google, ele
pede para encerrar com a música do Tropa de Elite. Infelizmente, irmão, não dá porque >> dá sim. Quem falou que não dá? Quem falou que não dá? Tu não viu o filme não? Mano Walter canta, mano Walter para ele. A música [risadas] vai mano Walter canta. [ __ ] esqueci a letra, irmão. Duro de ro, mano. >> [ __ ] não sabe, mano. Val, então tu, o senhor, o senhor, o senhor 06 tem uma, tem uma missão hoje. Quando o senhor chegar em casa, o senhor vai assistir Tropa de Elite. >> Que que você vai
fazer quando você chegar em casa, mano? Val, >> vou dar uma estudada lá no Tropa de Elite da Música também. Muito importante, né? >> Você vai assistir o Tropa de Elite. Beleza. >> Beleza. Tô tranquilo. >> E nunca esqueça. Então, cante, mano. Volta. >> É. [risadas] [ __ ] volta, tu nunca me decepcionou, irmão. Vai ser hoje aqui. Vai me desmoralizar na frente do paulista aqui do [ __ ] mano. Qual foi? >> Mongoloide. [ __ ] >> [ __ ] você é mongoloide, mano. >> Como é que fala? É, >> é pra caramba, meu.
>> Pra caramba, meu. É, [ __ ] tu vai me Desmoralizar aqui no com paulista, mano. >> É, mas é R, irmão. Mas é, eu não sei, mano. Tô tô sem entonação, tô sem talento hoje. >> Eu, eu, eu vou cantar só primeira parte. Tropa de elite. >> É isso aí. Goo duro de ruê pega um pega geral também vai pegar você. >> Ah, ele sabe, né? Tava pagando mistério. Tava se fazendo de difícil, né? Tá vendo aí, irmão? É isso. Terminamos, [ __ ] Para todas as todos os problemas Aqui, nós temos uma solução
que é mano Walter, parceiro. >> É isso aí. >> Vai, mano. Volta. >> Mas três super chats que tá aqui foi o Doco. Ele falou o seguinte: "Fui policial civil em São Paulo e ele fala que a falta de integração existe nas duas vias. Cansei de ver PM omitindo informações que eram eram eram relevantes, né, paraa investigação, enquanto a Polícia Civil também não Repassava informações que eram relevantes para a rotina da PM. O garoto falou bem sobre isso, né? É, tem, mas eu não falei que era só de um lado, não. As duas eh falta
do do de todo mundo, tem erro de todas as partes aí, meu. >> E o André Batista, ele elogia, né? sempre convidados, bons convidados, um abraço, boa noite. E o Gabriel Nascimento falou o seguinte, eh, para fechar, Glauber, mora no subúrbio e o Bolsa Família de R$ 400 não muda a vida De ninguém. Essa política só existe para fingirem que estão ajudando os pobres, né? Então, >> cara, muda sim, irmão. Eu acho que na tua realidade não muda, mas para muita gente muda, mano. R 400 tem Brasília. R$ 400 é dinheiro, irmão. Não é pra
gente, né? Mesmo para quem anda subúrbio. Mas, irmão, o cara sem tá nada muda, [ __ ] E se não muda agrega. E se agrega, o cara tem amor, [ __ ] O cara acha que aquele dinheiro ali quem dá é o é o presidente, [ __ ] Ele não sou eu e você não pagando imposto, [ __ ] né? No nessa máquina ele acha que [ __ ] que é o Lula que deu, pô. Então eu acho que agrega sim, cara. Se não agregasse, então qual o motivo, cara, do Lula, [ __ ] ganhar
eleição, tirando todas as questões que a gente possa falar de urna. Mas qual é o motivo, cara? Pelo amor de Deus, pô. Funciona. Fechou, mano. Volta. >> Fechamos sim. Vou pedir pra rapaziada que tá aqui com a gente. Ainda tem >> 5000 pessoas. Po, não vai bater 7000 like. [ __ ] que desmoralização é essa aí? Cadê quem quem é o cara do 7000 like? O cara do 7.000 like vai ter vai receber um áudio do mano Valto cantando tropa de elite, osso duro de erro. E no final ele vai falar assim, ó, pega um
pega geral e também vai pegar você. Mano Walter, como é que a a >> a mulher gato faz? >> [ __ ] não sei não, mano. Ela deve fazer miau, né? [risadas] >> Tá vendo aí? Manda F das coisas. Se faz de difícil. >> Depende da mulher gata, porque tem uma mulher gata que deve falar um miau mais grosso. Não >> é? Você lembrou logo dela, né? Eu tava falando da do filme, mano. Fala sacanagem. Tava falando dessa mesmo, que eu sei que você conhece. Essa aí é miau. Miau >> miau. [ __ ] quem
gostava era o TH da Maré, né? É mulher do TH da maré. Já viu essa? Mulher gato. Tá lá na tua área. Tá lá em São Paulo, cara. São Paulo. >> Tá, tá. Andando ali nas ruas ali, fica nos pontos ali por ali. Ali >> deixa ela. >> É, cuidado, hein? >> Passou na reportagem aí que ela tava lá e roubando os outros ainda. >> Vai virar bolsa. >> Bom, meu irmão, obrigado. Vamos nessa, mano. Volta lá. >> Deixa eu te dar aqui, cara, o presente do Estratégia Concurso. Você vai levar esse podcast, né? E
o Estratégia com você. Beleza. Vai ter uma garrafinha, uma caneca dessa aí. Obrigado, pessoal do Estratégia aí. Vou levar com carinho. Show de bola. >> Muito bom. Posso agradecer, >> por favor, irmão? >> Eh, é o seguinte, eu não sei se eu posso fazer isso. Eu fechei uma, eu fechei uma Parceria aí, cara. Tem um amigo, eu eu fui rodoviário 12 anos, né? >> Sim. >> E eu conheci um cara, cara, que ele tá fazendo cursos na internet já há muitos anos para motorista caminhoneiro. É o curso MOP para quem faz o transporte de produtos
perigosos, o curso que habilita para quem dirige ônibus, transporte interestadual. são vários cursos, a escola dele é online. E ele me ele conseguiu, falou para mim, ó, nós Estamos tipo Black Friday, se o pessoal entrar e colocar a sua a o seu código promocional, eu vou vou dar 10%. Então, o a empresa chama Estrada Fácil, é pro Brasil inteiro. O cara entra lá Estrada Fácil, tem os cursos que são cursos homologados pelo Senatran e pelos Detrans. O cara faz a inscrição é PA01. PA10. Olha, eu sou eu sou ruim de de propaganda, né, mano? É,
PA10 vai dar 10% de desconto nesses cursos e acaba Ajudando a gente também. Então, estradafácil.com.br e PA01 é o código promocional aí para conseguir o desconto para qualquer curso lá. >> P10 PA10 >> é PA 10, né? PA10. >> Pode >> falou zero. >> É que eu falei militarmente, né? PA PA 1 Z0 é PA10. É, é. Aí, é que tu de uma hora tu falou 01 aí que que vai Acontecer? O cara em vez de ganhar 10%, vai ganhar só 1%, pô. >> Aí tu merece que você não entendeu. E >> assim, tem que
ser, tem que ser facilita a vida do brasileiro aí, irmão. >> P10, >> PA10, [ __ ] >> É isso mesmo. P10 no Estrada Fácil. E eu preciso agradecer a galera da Montana lá em São Paulo que ajuda fazendo os cortes da quando a gente vai nos podcast. E o pessoal da PM, da Polícia Civil, tem o Eu tenho um policial civil que tá comigo, irmão, 30 e poucos anos de policial civil, o GANEV, ele dá instrução de é a maior autoridade em São Paulo de identificação veicular e ele tem um curso lá em São
Paulo pras guardas civis, pras polícias militares, é o é o Instituto do Ganeve lá, quem dá uma força para esse policial civil que ele manja muito. E esse curso certifica para você ser inclusive perito judicial de identificação veicular. Ele me contou Um negócio, cara, que acho que pouca gente sabe, só para encerrar. Existe uma máquina e não sei por estados e não compram, que qualquer componente eletrônico de um veículo, se você plugar lá, ele te dá origem do veículo na fábrica. Então, se você for fiscalizar uma loja, uma loja de desmanche e pegar qualquer equipamento
eletrônico lá e plugou ali, vai dar se o carro é proveniente de furto ou roubo. Os caras não compram essas máquinas porque não Querem resolver o problema. Ou seja, ele conhece muito, o instituto dele é top e tá me ajudando demais o GAN. Um abraço todo mundo, contem comigo. E de de novo, obrigado pela oportunidade, cara. Vocês são muito fodos. Ó a quantidade de gente acompanhando. Não é brincadeira não. Você da manhã, eu agradeço, irmão. Foi muito bom, cara. Enriqueceu, enriqueceu demais o nosso canal. Ah, >> e me segue lá no coronel Paganoto com dois
ts, hein. Eu preciso ter mais Seguidor aí, que eu tô muito devagar nos seguidores. >> Como é que tá aqui, ó? Coronel Paganoto. >> Coronel Paganoto com 2 >> Mano, como é que Globo fala paga? >> [ __ ] tu não fala errado. Paga noto. >> Não fala, né? É. É como eu falo se tivesse R, né? É, >> se fosse eh pagaoto, né? É porque eles falam que eu falo eh [risadas] entendeu? >> Car, esse negócio de fanha aí o teu não é tão forte assim, não. É [ __ ] mano. É porque que
acontece, irmão, eu sou bonito, sou gente boa, tem que achar um defeito, né, cara? Não é não >> acharam defeito. >> Carioca é carioca sendo carioca, né, irmão? >> Pessoal embaçado mesmo. >> É isso aí, meu irmão. Obrigadão, cara. Tamamos junto. Eu vou voltar, hein, mano. >> Eu tô te esperando já, cara. Pode voltar Mês que vem já, cara. Eh, enriqueceu demais nosso nosso podcast aí, nosso conteúdo. Eu fico muito feliz com a tua presença. Você que tá em casa aí, cara, obrigado pela tua moral. Eh, aqui, ó, batemos 7.000, 7.000 like, cara, o carinho
com o nosso convidado, o carinho com o canal. É muito bom, cara, dividir esse momento aí com vocês. Eh, fizemos companhia aí na tua casa até 1:40 da manhã, né, cara? Se você chegou no no meio ou no final, volte, assista tudo. Eh, se você tiver trabalhando, se você tiver sem sono, alguma coisa do tipo, continue o nosso papo aí. E eu te espero amanhã. Amanhã quarta, né, mano? Valter, >> amanhã quarta. >> Amanhã 16 horas começa o Fala Glob News e vamos até 8 da noite, tá bom? Então, toda a equipe do F Glob
News, Sargento Batata, Carcará, o o Júlio Roque, Coptúrio, Vilas Boas, então Miqueias, todo esse time aí de peso aqui no Fala Globe News. Amanhã de 16 às 20 horas e Eu fala Glob volto. Tô tentando fechar a agenda eh de podcast, tá bom? para gravar de tarde com o comandante do BOPE do Rio e de noite a gente volta também com o podcast, beleza? Então você vai me ver quinta-feira, não chore, tá bom? Mas amanhã tem Fala Global News, tudo sobre operação Rio de Janeiro, geopolítica. É isso, vamos nessa. Eu sou o Fala Glau, você
tá no Fala Glá Podcast. Estamos junto. E fala Glári. [música]