[música] Como Jesus, vou carregar a minha cruz para poder ressuscitar. Como Jesus, vou [música] carregar [canto] a minha [música][canto] cruz para poder ressuscitar. Como Jesus, [música][canto] vou carregar a minha cruz.
para poder [canto][música] ressuscitar. Querido povo de Deus, aqui neste santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, Jesus das Santas Chagas, todos que acompanham pela TV Evangelizar, Rádio Evangelizar, Aplicativos, YouTube Padre Manzote, nós estamos diante de uma celebração que é uma porta de entrada, a porta de entrada de o início da semana santa deste ano. E este domingo é recheado, repleto como toda a Semana Santa e de modo muito especial no trido opascal de simbolismo, significado, sinais para todos nós.
Hoje é um domingo atípico, porque nós chamamos tanto Domingo de Ramos como domingo da Paixão. Insisto neste tema porque são dois lados de uma mesma moeda ou duas faces de uma mesma realidade. Nós começamos a celebração e o padre começa dizendo, tendo transcorrida a quaresma, 40 dias, cinco domingos, onde os temas foram bastante pertinentes, temas como a necessidade de vencer as tentações, como Jesus no deserto.
tema de nós realmente podermos enxergar como cego de nascença, como ter vida a partir de Lázaro, buscar a água viva que era da samaritana, nos transfigurarmos em Cristo Jesus, não falei em ordem cronológica, mas os cinco pontos citei. Nós somos chamados a nos deparar diretamente com o próprio Cristo. E assim nós fizemos o primeiro evangelho, onde eu e você, quando tomamos esses ramos, que levaremos ramos bentos para casa, colocaremos em nossas casas de preferência, como está aqui com o crucifixo.
Se você tem um crucifixo em casa, coloque ali. Para quê? Para você olhar onde Cristo foi por amor.
Mas uma vez olhando a morte de Cristo, você já deslumbre a ressurreição daqueles que puderem dizer, repitam comigo. Com Cristo quero viver. Com Cristo quero viver.
Com Cristo quero morrer. Com Cristo quero morrer. Para com Cristo ressuscitar.
Para com Cristo ressuscitar. E se oportuno for se quiserem colocar um carvão, nada impede. Cresci vendo minha falecida mãe, que em paz esteja, dona Percília, fazendo isso em brasas e deixando que a fumaça dos ramos exalasse dentro de casa.
Isso queem ensinou foi o antiquíssimo vigário da minha cidade. Costume antigo, mas que muito bem faz, bem melhor do que aqueles incensos de varetinhas que são muito mais esotéricos do que qualquer outra coisa. A fumaça do ramo bento.
Filhos queridos, no primeiro evangelho, todos se sentiram tomados por uma expressão de fé e proclamaram: "Hosana aquele que vem! " um reconhecimento que aquele que vinha num burrico, filho de uma jumenta, não como um imperador, não como um rei orgulhoso, não como um triunfalista, mas aquele homem humilde que vinha num burrico era o Messias. Mas rapidamente, a primeira leitura já nos fala do servo sofredor, um autor desconhecido, mas que mostra em última instância aquele que foi realmente flagelado em três aspectos da vida.
Quando açoite era as costas, a tormenta física, o flagelo físico, quando ele diz que a alma não tinha paz, era inquieta o flagelo espiritual, mas também ele tinha um terceiro flagelo, que era o flagelo psicológico. a grande riqueza, apesar que nós somos chamados a pensar, eu também, padre, passo por flagelos. Eu também passo por açoites, não de reios, não de cordas, mas a minha vida, eu tô vivendo esse açoite físico numa doença, psicológico em problemas que nós enfrentamos, que não compreendemos as nossas frustrações ou que nos causam mal.
E também na espiritual, o final da primeira leitura, que é sempre visto pela igreja como Jesus Cristo, é aquele que, apesar de tudo, foi fiel a Deus. Seguindo, nós temos, olha quantos sinais, eu tô colocando para você, um deles vai entrar no teu coração. O salmo que começa num clamor: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?
E parece, e de fato Jesus o diz na cruz, mas não levar em conta só os primeiros versículos. Arrancam-me a barba. É, não existe sinal de maior humilhação, me açoitam.
Mas apesar de tudo que foi descrito na primeira leitura e no salmo, a última linha é o que vale deste salmo que Jesus gritou na cruz quando ele diz: "Mesmo assim eu permaneço firme e exaltarei ao meu Deus em meio à assembleia dos fiéis". É isso que Deus espera de nós. Você está passando por um flagelo, você está passando por uma dor firme no Senhor, porque você proclamará a vitória.
Assim vem a segunda leitura de São de São Paulo, a comunidade de Filipos, que era uma comunidade feita praticamente de ex soldados romanos e de alto al auto patamar, que Filipos vai dizer assim, e Paulo vai dizer à comunidade de Filipos, sigam o exemplo de Jesus aqui. que quer dizer aquele que sendo Deus abriu mão de tudo para servir ao Senhor. É outra mensagem.
Começar a semana santa é também dizer: "Eu servirei ao Senhor. Eu serei obediente. Não obstante os meus problemas, não obstante as minhas dificuldades, eu serei fiel até o fim, tal qual Jesus o foi.
" E aí entramos no domingo da paixão. É o único domingo que se proclama numa missa, o relato da paixão de Jesus. E hoje, de modo particular de Mateus, que escreve para os hebreus, que escreve para os judeus e algumas particularidades muito grandes.
Lucas, Marcos também escreve algumas coisas, mas alguns detalhes Mateus coloca exclusivamente o sonho da mulher de Pilatos. Por que coloca? Porque Mateus quer dizer, quem matou Jesus não foram os romanos.
Quem matou Jesus foi o povo escolhido por Deus, que tendo desobedecido a Deus, não viro o verbo encarnado. O mesmo se dá quando Mateus é o único a dizer que Pilatos lava as mãos e diz: "Eu não quero ter o sangue deste homem inocente. A boca de Pilatos tem a inocência de Jesus e o povo escolhido diz que o sangue dele recaia sobre nós.
Querido povo de Deus, somos nós. Não pensemos de forma ruim sobre os judeus. Será que não somos nós hoje batizados católico, apostólicos, romanos, que fazemos o mesmo?
que mesmo sabendo que Cristo é o Senhor, o proclamamos e pedimos a sua morte. A sua morte como padre, sim, ele não vai morrer de novo, mas a morte de suas razões, de seus projetos, do motivo de sua vida. Quando nós não nos comprometemos com a justiça, não nos comprometemos com a verdade, não nos comprometemos com a igreja, não nos comprometemos com o bem do outro, não nos comprometemos em promover e buscar a santidade.
Não é uma forma de dizer que o sangue dele recaia sobre nós. Mateus também tem outras particularidades e pregarei sobre isso na missa das 18 horas do domingo. Mas uma que eu não posso deixar porque é o tempo é muito limitado desta missa, é que Mateus é o único que os outros contam que Pedro puxou a espada e cortou a orelha, mas é o único que diz, Mateus, que o meu reino não é feito pela violência.
Talvez este evangelho deve coar mais e mais hoje no mundo em guerra, em bombas explodindos, em guerras infindáveis, mas não é só lá, em guerras veladas dentro de cada um de nós. Porque quem provoca a guerra e a violência é um coração não pacificado. as guerras dentro da família, as discórdias.
Não é exatamente o que devemos aprender de Jesus. O meu reino é feito pelos misericordiosos, pelos pacíficos, pelos que buscam a paz. E finalizo dizendo, o domingo de ramos e domingo da paixão coloca diante de nós uma grande vitrine, me perdoe esse termo, um grande palco, se for para ajudar melhor, onde nós escolheremos onde nós nos colocamos na paixão do Senhor.
é entrar na paixão do Cristo, tendo claro o que vamos viver na Semana Santa, o que vamos viver e não escutar, porque cada vez que celebramos, nós vivemos. Viverei essa paixão como quem? Caifás, Pilatos, lavando as mãos.
Viverei como Simão Cirineu, que ajuda Jesus e o próximo ao carregar a cruz. Quem sou eu na paixão de hoje de nosso Senhor. Amém.