essa aqui é minha filha Alexia que faleceu no dia 20 de janeiro de 2008 brincando na brita meu bebezão arrumada para ir pra escola bom gente no vídeo de hoje eu vim contar uma parte da minha história que foi um tanto desafiadora para mim Talvez um dos momentos mais difíceis que eu já enfrentei na minha vida e que foi a partida da minha primeira filha né que foi a morte da minha filha Alexia meu intuito de Compartilhar esse vídeo com vocês né para quem é mãe e talvez ficarem alerta porque se eu não fosse insistente
talvez minha filha teria falecido em casa então eu vou compartilhar com vocês como que foi né O que que ela teve e o que que o médico falou e todo o processo foi uma morte muito rápida e também compartilhar um pouquinho né para quem Talvez esteja vivendo essa dor como que eu superei né como foram os próximos dias depois de um berço vazio e uma rotina eh sem ela né como foi continuar sem ela né como foi me reconstruir sem ela então vamos lá né quando eu tinha 23 anos eu engravidei da minha primeira filha
e ela nasceu quando eu tinha 24 anos né e e ela se chamava Alexia Alexia nasceu de parto normal e não foi planejada eh e na gravidez inclusive Ela é filha do meu marido atual depois que ela faleceu a gente ficou alguns meses juntos mas aí a gente se separou E aí a gente ficou 14 anos separados E agora tem vai fazer dois anos que a gente se reencontrou e casamos e e ele no caso meu marido atual né que você veem no vídeo aí é o pai da minha primeira filha e quando a gente
soube da gravidez enfim a gente decidiu ficar juntos e nós é assim uma família bem feliz assim a gente faz as refeições juntos contava história ela dmir e até então ela era uma criança bem saudável assim ela não era uma criança que vivia internada que vivia tomando antibiótico a princípio tava tudo bem a gente colocou ela na creche acho que por volta dos 4 5 meses de idade assim eh e a princípio também tava tudo bem E eu frizo isso né porque eu tenho duas outras filhas do casamento Depois dessa separação e as minhas duas
filhas elas No começo ali da creche elas viviam doente viviam internada mesmo internada hospitalizada eh tomando muito remédio muito antibiótico Acho que até ganhar imunidade e a Alexia não Alexia chegava da CR fazia uma festa e levantava os bracinhos né enfim ela era bem festeira e chegou um dia que a professora ligou para ir buscar ela na escola na creche né ela tinha 11 meses a gente já tava planejando o aniversário dela de um ano que ia ser da Turma da Mônica já tínhamos comprado várias coisas enfim pra festinha dela de um ano ela ia
completar um ano em fevereiro né E aí a professora disse que ela tava com um pouquinho de febre que era para ir buscar ela Aí a gente foi buscar ela na terça-feira só que como na quarta-feira ela já tinha consulta de rotina eu deixei para levar ela no médico na quarta-feira na consulta de rotina porque a criança ali até o primeiro ano sempre tem que fazer né as consultas de rotina quando eu cheguei lá no consultório do médico na quarta-feira ele examinou ela tudo ela não tinha coriza realmente ela não tinha sintomas de que ela
tava gripada alguma coisa assim ela não tinha coriza ela não tinha tosse ela não tinha catarro ela estava com febre e ela não tinha diarreia só que o médico examinou ela e falou não mãe é só uma virose né É só uma virose e receitou paracetamol para ela tomar e eu acho que soro se eu não me engano tá se ele que é médico estudou e falou para mim né que sou leiga que a minha filha tá com uma virose Quem Sou Eu para contestar né levei ela para casa dei a medicação paraa febre tudo
isso foi na quarta-feira quando chegou na quinta-feira ela não comia ela tava extremamente amoada assim e na cama assim que a gente já deixava ela mais na cama com a gente do que no berço e e eu me lembro que naquele dia eu saí para ir pra faculdade eu fazia Faculdade de Psicologia e eu me lembro que ela comeu uma colherzinha de sopa e eu tinha ficado muito feliz mas ao mesmo tempo Tava com o coração apertado assim porque né ela tava muito muito muito amadinha assim e a febre não passava quando chegou na sexta-feira
eh no caso dois dias depois da consulta né eu olhei para meu marido na época que hoje é meu marido atual falei assim vamos levar ela na Policlínica Policlínica é esse lugar de atendimento de emergência assim rápido sabe e ele ainda falou para mim mas a gente já levou ela no no médico quarta-feira né E vamos esperar e eu falei não eu quero levar ela no médico Porque eu quero ouvir uma uma opinião diferente porque não é normal acho que mãe sente né quando quando o filho não tá bem assim e ele falou não então
vamos levar lembro que a gente ainda não tinha carro nada a gente foi de bicicleta eu fui na garupa com ela no colo e quando a gente chegou nesse pronto atendimento né e o médico que tava de plantão era o mesmo médico que tinha atendido ela lá no consultório dois dias antes né E aí eu cheguei né entreguei ela ali expliquei a situação aí ele assim mãe ela tem que ir urgente pro hospital isso na sexta-feira aí eu falei ela tem que ir urgente pro hospital Como assim eu levei ela no teu consultório antes de
ontem e o senhor falou para mim que era só uma virose aí ele assim não você não levou ela no meu consultório eu falei Como assim eu tenho a receita Ass nada ele Ah mas agora não dá tempo da gente falar sobre isso eu vou mandar uma ambulância vir aqui e ela precisa ser internada eu já vou ligar pro hospital para eles já prepararem tudo para receber Ela ali eu nem sabia direito o que pensar eu não sabia o que tava acontecendo eu nunca tinha vivido uma situação daquela na minha vida eh mas pelo pela
forma com que ele reagiu totalmente diferente de dois dias antes era uma coisa aparentemente grave né E aí a gente pegou entrou na ambulância a ambulância veio levamos ela pro hospital lá realmente já tinha uma equipe médica esperando ela ela tinha 11 meses na época eu me lembro dela esticar a mãozinha assim quando ela tava indo na maca ali né E e aí já começaram a procurar aveia e tudo mais e ninguém vinha me falar nada o que tava acontecendo e eu nervosa porque eu não sabia ele só disse ela tem que ir urgente para
hospital mas ele não falou o que era ok OK aí a gente ficou lá na recepção e e passou uma hora e o médico ia e o médico voltava e o médico ia o médico voltava ninguém vinha falar comigo o que tinha acontecido chegou um momento que quando eu vi o médico indo pra sala eu fui ali e invadi a sala do médico e falei moço pelo amor de Deus me explica o que que tá acontecendo com a minha filha porque ninguém me falou nada e eu quero saber eu quero entender eu levei dois dias
ela no médico ele falou que era uma virose agora né eu eu não sei o que que ela tem E aí o médico tava com uma um raio X dela ali alguns exames que já já tinham feito ali né Eu falei assim olha mãe Eh Aléxia tá com uma bactéria no pulmão Ela chegou aqui eh com o pulmão esquerdo todo tomado pela bactéria e ã ela a bactéria pegou a metade do outro pulmão era alguma coisa assim sabe tipo e o que que eu vou te dizer eh amanhã ela pode melhorar ou ela pode piorar
a gente entrou com antibiótico né a gente tá eh fazendo tudo que for né que é possível eh logo você vai poder ficar com ela e tal e E assim a gente não tem como te dizer assim certeza que ela vai melhorar a gente não sabe como que essa bactéria do pulmão vai reagir à medicação a gente precisa aguardar e ver como que ela reage quando ele falou aquilo eh eu não sei mas eu acho que nenhuma mãe espera a morte de um filho né Eu acho que nenhuma mãe assim eh Imagina isso e esse
hospital ele era no fundo de uma igreja assim e eu me lembro que quando eu recebi essa notícia eu falei pro meu marido né eu falei olha eu não vou paraa casa eu vou ficar aqui com a minha filha e então tu vai paraa casa descansa e amanhã você vem e eu vou pra casa descanso e a gente revesa ele assim então tá bom posso ir então sim eu me lembro que antes de eu poder entrar no quarto para ficar com ela assim eu saí na parte de trás do hospital que dava nesse páo da
igreja e eu gritava assim eu chorava chorava chorava chorava chorava aí liguei pra minha avó né para explicar o que tinha acontecido ela assim Calma vai ficar tudo bem Vai ficar tudo bem isso sexta-feira Beleza eh fui autorizada para entrar no quarto com ela fiquei lá no quarto com ela a noite inteira assim peguei ela no colo ela tava com negócio de oxigênio eh no nariz ela não tava na UTI ela tava no quarto eh e dormindo muito ali eu acho que ela também tava sedada né não não chorou não abriu os olhos nada e
quando chegou no sábado de manhã meu marido foi para lá para ficar com ela eles eram muito grudados Eles eram muito apegados assim os dois tinham uma conexão que não dá para explicar e eu fui paraa casa descansar só que eu não conseguia descansar né não conseguia dormir sábado de manhã e tal voltei sábado à tarde eh voltei sábado à tarde não aí no sábado de manhã antes de eu ir a enfermeira entrou no quarto e falou assim mãe vamos dar banho nela eu falei vamos e aí eu fui dar banho na minha filha como
eu sempre dava na minha casa brincando né E aí a enfermeira olhou para mim e falou assim mãe a gente precisa dar um banho muito rápido porque ela não pode ficar muito tempo longe do oxigênio ela não pode ficar muito tempo sem oxigênio e quando a enfermeira falou aquilo eu acho que ali caiu a minha ficha de que era grave o que a minha filha tinha porque ela não tava nem conseguindo respirar sozinha né sem a ajuda ali do oxigênio aí aquilo ali apertou um pouco o meu coração mas tá bom dei um banho rápido
na minha filha e ela ficou no hospital meu marido veio ficou com ela e eu fui pra casa quando eu voltei pro hospital no sábado à tarde que eu olhei para ela na cama eu falei assim a boca dela tá roxa será que eles não viram isso aí eu chamei a enfermeira eu falei assim moça a boca dela tá roxa é normal ela tá com a boca roxa assim a enfermeira sim é normal e tal mas a gente vai chamar o médico para ver enfim o médico veio olhou examinou isso no sábado à tarde né
aí daqui a pouco o médico veio conversar com a gente e aí ele falou assim Bom ela não piorou e já já vai fazer 24 horas da medicação né porque foi na sexta noite que ela foi internada mas ela também não melhorou mas a gente acha melhor levar ela pra UTI porque lá tem mais equipamentos né lá tem mais recursos caso ela venha piorar ou precisar desses recursos Então a gente vai deixar ela na UTI só que na u vocês não podem dormir lá porque eu tinha dormido à noite no hospital né Tem um horário
para vocês ficarem com ela lá na UTI enfim a gente vai preparar ela colocar ela lá e antes de vocês irem embora a gente vai deixar vocês verem ela e aí vocês vão paraa casa e voltam no domingo de manhã no horário que é para entrar lá eh na UTI que era 10 horas da manhã beleza ficamos esperando na recepção até eles fazerem a transição dela né sair do quarto e levar pra UTI isso demorou muito assim muito muito a hora né não passava enfim aí chegou o momento que ele chamaram a gente para ir
lá ver ela Só que também não podíamos ir juntos tinha que um de de cada vez né um ia lá via ela falava com ela saí e depois o outro botava uma roupa também tinha que colocar uma roupa toda especial para poder entrar aí eh eu fui primeiro Meu marido disse que tava tudo bem se eu fosse primeiro tava muito mal assim coração apertado foi tudo muito de repente na terça-feira ela tava bem sabe e no sábado ela já tava naquela situação ali e aí eu entrei na UTI ela tava só de fraldinha assim com
vários vários eh vários aparelhos né conectados assim tava no oxigênio e tava ali dormindo né com os olhos fechados e ali eu conversei com ela e falei que eu amava muito ela né E que ela era muito importante para mim e que eu ia est ali do lado dela para que ela precisasse que eu ia embora mas que eu ia voltar enfim aí eu dei um beijo nela e saí e aí o meu marido trocou botou a roupa e foi ver ela né e PR ele ela abriu os olhos assim e abriu os olhos e
fechou eles eram realmente muito muito muito muito conectados assim nem dá explicar o que os dois tinham assim né era muito lindo Ok fomos PR casa né dis olha vamos PR casa amanhã vocês voltam para ficar com ela aí a gente foi PR casa tive que tomar uma medicação para dormir assim para conseguir ficar um pouco mais calma e aí a gente acordou no domingo com o telefone tocando do hospital pedindo pra gente ir até lá acho que era umas 6:15 mais ou menos da manhã 6:30 da manhã a gente foi procurar alguém que pudesse
levar a gente de carro porque a gente não tinha carro né só tinha bicicleta domingo o ônibus era ruim enfim aí a gente encontrou alguém para levar a gente no hospital e quando chegou lá no hospital né o médico que recebeu a gente aí ele começou a explicar Olha a Alexia chegou aqui né com o pulmão tomado por uma bactéria ela ficou respirando com né metade do outro pulmão a gente entrou com antibiótico eh só que quando chegou às 3 horas da manhã ela teve uma parada respiratória a gente reanimou ela ela voltou e quando
chegou às 5 horas da manhã ela teve outra parada respiratória e infelizmente ela não resistiu eh quando o médico deu essa notícia pra gente assim na mesma hora eu já meio que me joguei no chão assim me caí de joelho comecei a chorar muito chorar muito chorar muito eu acho que a minha ficha eh já caiu na mesma hora que eu recebi a notícia assim não foi uma coisa que a ficha demorou para cair não assim eu acho que na mesma hora eu eu senti a aquilo que ele tava me falando assim aí falou que
ela tava lá no eu acho que é necrotério que fala não sei que é uma sala Onde fica com pano branco ali o corpo né Eh pra gente lá olhar aí eu fui e eu olhava e eu dizia minha filha não tá mais aqui aí eu olhei assim pro corpo saí aí liguei pra minha avó contando ali o que tinha acontecido por sorte porque a minha avó tinha ido para Rio Grande do Sul mas ela tava nesse período aqui e ela sempre me dizendo calma vai ficar tudo bem Vai ficar tudo bem a gente vai
rezar e vai ficar tudo bem E aí a minha avó falou assim Isso foi no domingo né E aí eu queria enterrar ela na segunda-feira e a minha avó também não queria que eu fosse atrás das coisas de caixão velora essas coisas e minha avó falou assim eh tu precisa descansar deixa que eu vou fazer as coisas né Eh de cemitério eu falei não se tem alguma coisa que eu ainda posso fazer pela minha filha isso isso e eu quero fazer tudo né Eu quero ir ver o negócio do funeral eu quero fazer tudo a
avó minha avó respeitou minha avó sempre respeitou muito assim as minhas escolhas minhas decisões né ela sempre tentou respeitar o máximo possível ela assim então tá ela assim eu queria só te pedir uma coisa ao invés de enterrar ela na segunda vamos enterrar ela hoje final do dia porque como ela tinha falecido cedo né de manhã cedo era uma possibilidade enterrar ela 5 horas da tarde do domingo Porque como tu vai ficar nesse estado que tu tá três dias sem dormir passar a noite inteira eh no velório eu sei que tu não vai querer ir
para casa e aí tu vai passar Domingo todo em claro para enterrar ela na segunda-feira eu acho que é muito cansativo né a gente já sabe né que ela partiu que ela não tá mais aqui eh então vamos enterrar ela às cinco que daí tu descansa aí eu decidi ouvir a minha avó e e decidimos fazer o enterro dela mesmo no domingo né Aí a gente foi numa funerária que tivesse uma capela para velar ela porque né verá em casa não fazia sentido a gente achou uma capela no mesmo bairro que a gente morava e
meu marido ficou um pouco revoltado assim porque a gente não tinha noção do quanto é caro tudo isso né caixão velório todas essas coisas então mas enfim a gente foi juntos fazer toda essa parte assim eu não lembro muito bem o horário que o corpo dela chegou lá na nessa Capela assim eu me lembro de ficar com um banquinho do lado do caixão assim e eu chorava muito e eu conversava muito com ela e eu fiquei ali tempo inteiro e a gente separou uma roupa para eles colocarem nela e tudo mais e eu lembro que
tinha muita gente muita gente assim acho que domingo também e era um dia que as pessoas podiam e a gente teve sempre teve muitos amigos assim Então tinha mas era muita gente mas eu não consigo lembrar das pessoas lá eu lembro que tava as pessoas da minha família minha tia minha mãe minha avó eh as pessoas que andavam com a gente assim só que eu tava muito nem sei dizer direito para vocês eu lembro que eu tava de chinelo sabe eu eu não tava com vaidade nenhuma assim só marrei o cabelo de qualquer jeito botei
um chinelo assim e fui eu me lembro que a minha tia Ivete Inclusive essa minha tia falei U esse ano ela me deu um flores né porque eu nem pensei nisso em comprar flores nada assim na hora do enterro ela me deu Essas flores e falou assim ó joga para ela e aí eu me lembro de jogar Essas flores e falar né que eu ia amar ela para sempre que ela era uma parte da minha vida que sempre existi eh tanto que depois eu fiz uma tatuagem para ela aqui escrito amor eterno e botei uma
estrelinha e que e eu ia continuar ali amando ela e sendo a mãe dela para sempre e para mim eu achava que a parte mais difícil tinha sido o enterro o velório né Eu achava que a parte dolorosa Do Luto era aquele momento ali né de partida ali e aí eu fui para casa depois do velório e quando eu cheguei em casa eu comecei a ficar planejando formas de lá no cemitério e ali eu já vi que eu comecei a surtar né buscar ela isso não saía da minha cabeça se nãoa preciso trazer minha filha
de volta que eu acho que é A negação da morte eu acho que é a dificuldade de aceitar essa partida Então vira e mexe eu ficava pensando nisso eu me lembro de tomar um calmante para dormir nessa época a gente estava construindo atrás da casa da minha sogra e a gente estava morando na casa dela na parte da frente assim eh ela pediu férias para cuidar de mim porque eu fiquei muito debilitada ali depois eu me lembro que eu ia no cemitério sentava no túmulo ficava conversando com ela levava flores levava pirulito foi um processo
bem desafiador assim e eu diria que esse pós morte é muito é infinitamente pior do que talvez a notícia o velório e o enterro porque o vazio que uma criança deixa na vida de uma mãe é muito grande assim só quem é mãe para entender o quanto a nossa cabeça tá sempre pensando nos nossos filhos né Então alexxia tinha 11 meses ela morreu eh ela morreu em Dezembro né Eu falei que foi em janeiro ela morreu em janeiro e ela fazia aniversário em fevereiro ela morreu no dia 20 de janeiro de 2008 e chegar em
casa e acordar no dia seguinte e aquele berço vazio e as roupinhas dela e não tem mais aquela rotina o sorriso né a bobiça festinha de manhã quando acorda ou quando chega da creche é um vazio absurdo assim é como se faltasse um pedaço muito grande da tua vida assim sabe porque quem é mãe sabe a gente acorda e a gente nem dorme né A gente dorme já esperando Qual é a hora que o filho vai resmungar pra gente D mamadeira pra gente pegar no colo e quando tá na creche a gente se programa toda
PR receber o filho tudo que a gente faz é pensando nos fos né como a vida do fos enfim e era muito absurdo esse vazio assim essa falta esse que ficou na nossa vida e na nossa rotina assim por muito tempo eu pensei em processar um médico que tinha dito que era uma virose e tal e eu ficava a gente fica no começo né na fase da negação a gente fica buscando uma justificativa para aquela partida né para que a gente não quer aceitar que foi assim e aí eu me lembro que a minha avó
conversou comigo e ela assim por favor não entra com processo Porque processo demorado enquanto esse processo não sair tu não vai conseguir ir ir pra frente né Tu não vai conseguir virar essa página tu não vai conseguir seguir em frente tu não vai conseguir melhorar Então tenta eh aceitar que foi isso enfim e aí eu decidi ouvir a minha avó mas foram dias muito difíceis assim Tinha dia que eu dizia não eu vou seguir em frente eu vou conseguir vai dar certo eu vou superar aí eu tentava sair e aí quando eu voltava parecia que
faltava um sentido assim e aí eu me lembro que e eu sempre fui essa pessoa muito sorridente essa pessoa muito alegre as pessoas me viam como alguém muito forte também com uma capacidade de se regenerar muito grande né eu era vista desse lugar e aí eu me lembro que eu tentava ser essa pessoa mesmo no momento de tanta dor assim tentei seguir a obra lá e pintar e tal minha avó perguntou que se ela conseguisse um psicólogo pelo SUS pelo Caps né se eu iria Eu falei que sim porque para mim tanto fazia né E
aí nessa época eu fazia unha e eu me lembro que eu disse não eu vou continuar eu vou eu vou conseguir aí eu fui peguei o ônibus para atender uma cliente em Balneário que é onde eu moro hoje quando eu voltei eu voltei literalmente surtada assim eu me lembro de ter descido ali que é na geral que é uma a Stefano nome da rua eu parei no começo da rua do Praiana e fui andando essa avenida da Stefano andando a pé assim e ali eu comecei a dar dinheiro na rua eu me lembro que eu
peguei eh um casaco que eu tinha carregado porque eu ia vir final do dia fiz uma trouxinha botei na calçada assim na frente de uma papelaria e fiquei deitada ali no chão naquela calçada e comecei a planejar ir embora daquela cidade e não falar para ninguém assim eu não queria ser forte eu não queria eu não queria eu não queria nada na verdade né E aí na minha cabeça eu tinha esse plano que no dia seguinte eu ia para uma outra cidade na rodoviária para outra cidade eu dormi naquela calçada e eu ia recomeçar a
minha vida como uma andarilha assim tipo ia andar na rua ia pedir comida na rua ia viver assim era era o meu plano eu não queria ninguém né E aí eh um amigo nosso passou e me viu deitada ali na calçada e ele assim meu Deus tá todo mundo te procurando pelo amor de Deus e aí ele contou Claro pro meu marido pedi para ele não falar para ningém ninguém mas ele contou daqui a pouco Apareceu meu marido Apareceu minha avó e E aí eu fui paraa casa e aí me deram calmante aí eu vi
a minha filha eu engatinhava atrás dela eh eu surtava eu tinha vontade de sumir foram um Dias muito difíceis assim muito e aí eu me lembro que a minha avó e a minha sogra me levaram nesse cás me lembro que minha sogra estava de um lado minha avó do outro assim e a minha avó disse assim não queres botar outra C estava com uma calça toda rasgada com um chinelo todo sujo de tinta porque eu ficava pintando lá na casa que que a gente tava em obra Eu sempre gostei muito de decoração de fazer inventar
coisa na parede e tal então tava toda suja assim e eu falei não não quero porque não nada tinha sentido para mim assim nada nada roupa não tinha assim aí eu fui pra psicóloga eh fazer terapia individual eles pediram que eu ficar em observação de primeiro momento eles cogitaram me internar Por conta desses surtos que eu eu tinha mas aí a psicóloga quis me conhecer um pouco mais ela começou a fazer várias perguntas perguntou da minha mãe perguntou do meu pai eh das coisas que eu fazia né E da faculdade e aí no final da
nossa conversa depois de um tempo fazendo terapia ela me contou ela assim quando tu chegou eu pensei assim como que eu vou conseguir ajudar ela porque ela não tem base né Ela é geralmente nesses momentos de muita dor se apega ali naquela família ali né Eh e não tinha essa mãe presente eh não tinha esse pai que até então era um presidiário que vivia mais preso do que solto Mas ela disse eu vim em ti uma apesar de tudo tu tinha todos os motivos para dizer ah então eu vou c da PR virada né porque
minha mãe não sei o quê meu pai nem aí e tal mas tu foi fazer faculdade com 18 anos tu foi morar sozinha então eu vi que tu tinha uma força dentro de ti e eu tentei usar isso então a psicóloga na época assim ela desconsiderou a ideia da internação ela eu tava dormindo só à base de remédio ali a gente já tirou a medicação para dormir ã depois eles viram que só a terapia individual não ia ser o suficiente então comecei a fazer terapia em grupo com outras mães que também estavam vivendo aquele luto
também de um filho né até para você não se sentir tão Como Se a vida fosse injusta aquilo só acontece com você infelizmente eh outras pessoas passam por isso também então estar ali naquele grupo ouvir outras mães que entendiam o que eu estava sentindo né porque é muito difícil a gente entender o que o outro sente quando a gente não passa pelo pelo mesmo caminho ali né E aí e eu fui fazendo terapia e individual fui fazendo em terapia em grupo fui tendo esse acompanhamento cada vez mais os surtos iam diminuindo Mas eu ainda tinha
um vazio muito grande assim tipo o que que eu faço agora sem minha filha como como que eu vivo por que que eu trabalho para que que eu trabalho não tinha significado sabe a minha sogra foi muito importante para mim assim ela tava ali todos os dias todos os dias e ela comprou Sustagem porque eu não comia Sabe às vezes banho me ajudava enfim um processo olhava as fotos depois teve a a parte de tirar as roupinhas dela de doar as roupinhas dela de doar aquilo que a gente tinha comprado pra festinha dela de aniversário
foi um processo lento assim de muitos altos e baixos horas eu tava muito bem aí eu me sentia culpada por est bem por est melhorando aí horas eu tava muito mal que eu não queria mais viver e não queria mais fazer nada então era um misto assim aí eu me lembro que um primo nosso o Cid me convidou para passar uns dias no apartamento dele em Curitiba né no Paraná eu sou de Santa Catarina e eu me lembro que eu voltei a fumar nessa época e aí eu fui fiquei na casa dele enfim e aí
não saía da minha cabeça os últimos dias de vida dela né não saía da minha cabeça os dias dela na u ti no hospital no oxigênio sabe o banho correndo aquela aquela aqueles dias assim ficavam muito na minha cabeça e aí ele falou assim por que que ao invés de tu pensar nesses dias nos últimos dias dela por que que tu não muda o foco para todo esse ano que vocês passaram juntas né Por tudo que vocês viveram juntas ela correndo no andador pulando brincando eh no que ela trouxe para ti foca na vida dela
né e não na morte e aquilo ali para mim foi muito importante né porque ali eu comecei a colocar na minha cabeça o tempo que nós passamos juntas né e a pessoa que eu me tornei depois que ela nasceu assim porque eu não queria ser mãe Eu não aceitei a gestação no começo não queria não tinha planos de ter filhos né Eu queria morar sozinha como eu já morava eu queria sabe a liberdade assim e eu nem imaginei que eu era capaz de parir um filho de parto normal meu Deus que 12 horas em trabalho
de parto então a Alexia me transformou num nível assim ela me trouxe uma outra consciência de maternidade de vida de tudo e eu comecei a focar mais nisso né e eu acho que o segundo ponto muito importante no meu processo de recuperação foi aceitar que a minha filha não ia voltar porque eu acho que por por bom tempo eu ficava imaginando como seria a vida com ela mas de que quea adiantar imaginar a vida de como seria porque não tinha mais como ser entende então era uma loucura eu passar os dias imaginando nossa se al
que se tivesse aqui agora nossa porque né Ai se eu tivesse uma filha mas eu não tinha mais e a minha filha não ia voltar então eu tive que aprender a viver sem ela né criar uma nova rotina aonde Alexia não estava mais nessa rotina Eu precisava entender Quem era Daniela sem Alexia eh em vida né precisei entender eh quem era a que que era essa família agora sem né esse filho sem essa criança por que que eu trabalhava agora por que eu fazia as coisas porque geralmente quando a gente é mãe a gente faz
muitas coisas por conta dos filhos né Eu trabalho muito para que minhas filhas tenham uma vida muito melhor do que eu tive E aí eu precisei ressignificar né significar a minha nova vida e até para isso foi um processo né porque a gente aprende que uma mãe não existe sem um filho que uma mãe não pode viver sem um filho essa coisa de Romantizar a mãe que a gente já teve um vídeo aqui no canal então quando eu me via melhorando quando eu me via sorrindo a minha cabeça já vinha Nossa mas tu acabou de
perder um filho tu não pode mais sorrir Nossa mas tu acabou de perder um filho como que agora tu tá saindo de novo como que tu tá se divertindo que mãe desnaturada que tu é se a tua filha morreu então era um conflito interno muito grande assim até eu me permitir ser feliz apesar da Aléxia né então como mãe e como uma filha que também me amava e eu sinto que ela me amou muito todo desejo de alguém que ama um filho e de todo filho que ama uma mãe é desejar que seja feliz ninguém
quer que alguém fique triste por conta da gente a vida inteira né imagina eh você Eu não desejo que ninguém precise de mim para ser feliz eu quero que as pessoas aprendam a ser feliz sozinha apesar de hoje não ter e ter escolhido não ter contato com a minha mãe né eu eu não quero que a minha mãe seja diferente eu não quero que a minha mãe mude alguma coisa eu só quero que a minha mãe fique bem eu quero que ela seja feliz eu desejo que ela seja feliz né e eu e eu entendi
que a minha filha também ia querer que eu ficasse bem não é um desejo de alguém que a gente ama ver alguém largado no sofá chorando sem comer sem tomar banho eh a minha filha não ia desejar isso para mim assim como eu jamais ia desejar que a minhas filhas parassem de viver com a minha partida né eu ia desejar que as minhas filhas se recuperassem e elas relembrem de tudo que a gente viveu junto de todas as coisas que a gente fez de todos os jogos brincadeiras banho de piscina Praia passeio Eu queria que
a mehas filhas se lembrassem do que a gente fez de tudo que eu ensinei para elas mas jamais eu ia desejar com a minha partida que elas ficassem numa cama chorando eh sem comer e sem tomar banho porque eu não estou mais aqui né Então nesse processo eu fui liberando essa culpa por ser feliz eh a a culpa né de de ter um filho que partiu e é como se a gente tivesse que viver chorando o resto da vida e e Fui me apegando muito a Deus eu me lembro que muitas pessoas perguntavam né O
que que você pensa de de Deus agora porque eu tinha um blog que eu falava muito de Deus eh e Deus sabe de todas as coisas né Eh ele sempre sabe o que é melhor pra gente e se foi do jeito que tinha que ser eh eu aceito sabe e uma das coisas também que eu sinto que me ajudaram a lidar com esse momento foi que na mesma época uma criança tinha morrido engasgada com uma salsicha e uma outra criança no Rio de Janeiro morreu Dormindo com uma bala perdida enquanto ela dormia entrou uma bala
perdida na janela e essa criança morreu quando eu olhei para esses dois casos eu disse Bom eu acho que quando é a hora a gente pode tentar encontrar uma justificativa a gente po todo mundo tem um tempo de partida né todo mundo tem uma data de início e de fim e quando é a hora da morte eu acho que a gente pode est dormindo como essa criança ou a gente pode estar só se alimentando como a outra que morreu engasgada e não dá pra contestar e nem questionar então eu aceitei que Alexia ela viveu o
tempo que ela precisava o tempo que era predestinado para ela aqui ela precisava vi nesse período me trazer essa experiência de de me tornar mãe me lembro que eu tomava comprimido anticoncepcional por isso foi um muito grande a gravidez dela para mim assim porque realmente né Eu não tava nos meus planos e e ela veio para me mostrar a minha força também e enfim ela trouxe uma sensação de família que eu não tinha experimentado ainda na minha vida né eu quando eu meu marido que eu tô agora lá atrás a gente vivia uma família a
gente tinha essa sensação de família nós três assim e era muito gostoso sentir família nós e ela me mostrou que é possível assim e na terapia eu descobri também que muito da minha dor do luto e no processo de recuperação eh foi porque eu botei muita expectativa na vida da minha filha né quando a minha filha nasceu claro que isso inconscientemente eu comecei a pensar agora eu tenho alguém na minha vida que nunca vai me abandonar porque eu tinha essa sensação de abandono com a minha mãe eu tinha essa sensação de abandono com o meu
pai e a sensação que eu tinha que as pessoas entravam na minha vida e saíam entravam na vida e ia embora e quando ELX nasceu porque a gente não espera que um filho parta antes da mãe né eu pensei Nossa agora eu tenho alguém na minha vida que vai ficar comigo para sempre e ela vai ficar comigo para sempre né no meu coração e não tem como apagar o que a gente viveu e mas foi um processo muito grande de cura de muita coisa porque como eu fui obrigada a ir pra terapia a gente acabou
olhando para várias coisas não só o luto Mas também essa questão de mãe de pai e várias outras coisas assim então foi assim que aconteceu foi assim que eu fui me recuperando aos poucos com muito altos e baixos com muita culpa por voltar a sorrir ressignificando né quem era Daniela com uma filha que não estava mais ali por que que eu iria viver por que eu iria trabalhar e eu acabei me tornando esse centro da minha vida né hoje eu entendo que estar bem não é um ato de egoísmo é um ato de amor ao
próximo quando a gente cuida da gente a gente tá bem pros outros que estão à nossa volta então quando eu tô bem eu sou uma pessoa melhor para minhas filhas se eu sou uma pessoa doente eu sou motivo de preocupação para elas né se eu sou uma pessoa que tô triste eu sou motivo de preocupação para minhas filhas então eu busco est bem assim procuro cuidar de mim porque eu entendo que quando eu cuido de mim eu também tô cuidando daqueles que estão à minha volta né Eh como eu disse isso aconteceu em 2008 dia
20 de janeiro de 2008 Então já fazem a aí e mais de 10 anos mais de uma década que isso aconteceu e Mas isso também é parte da minha história isso também e contribuiu para que eu me tornasse essa pessoa que eu sou hoje então como esse canal ele leva meu nome né eu quis deixar registrado essa pequena parte da minha vida entre tantas coisas que já foram vividas por aqui e também com esse relato né e inspirar outras Mães a voltar a viver apesar da partida dos seus filhos porque eu tenho certeza que muitas
mães eh vivem um conflito de culpa quando começam a voltar a sorrir como começam voltar a viver parece que são desnaturadas Ou ou tudo mais então é um processo mas eu desejo aí para quem passa por isso uma boa recuperação e eu desejo também que vocês respeitem o instinto de vocês com relação aos filhos doentes eu sei que a gente não é médica né mas quando eu pensei em levar a minha filha no médico na sexta-feira foi a melhor coisa que eu fiz porque se com o antibiótico a bactéria evoluiu tanto e ela faleceu de
sexta ela já faleceu no domingo se eu tivesse ficado em casa com ela na sexta-feira e não tivesse levado ela no no médico eh sem antibiótico tomando paracetamol Muito provavelmente que no sábado talvez já a minha filha tivesse morrido em casa e aí pensa em lidar com essa memória dentro de uma casa seria infinitamente pior Então por mais que parecia loucura de novo V levar mas de novo no hospital já foi quarta eu senti que eu precisava levar ela né então às vezes a gente precisa ouvir mais aqui do que lá fora né é muito
louco isso mas é isso então é quando eu engravidei de novo eu me lembro que na época várias pessoas falavam ai porque vocês não tem outro filho porque vocês não tem outro filho como que eu ia ter outro filho gente eu não conseguia nem cuidar de mim eu não conseguia comer eu não sabia nem sabe como que eu ia botar um filho no mundo para e não substitui nenhum filho substitui outro né os filhos são insubstituíveis a Alexia é Alexia a caroly é a caroly a Sofia a Sofi Então eu só engravidei Acho que depois
de uns 5 anos que isso aconteceu em outro outra história em outro relacionamento eh e aí eu percebi que eu tava curada quando a a Sofie nasceu a Sofi teve um ataque cardíaco dentro da barriga e teve que ficar na UTI por S dias e eu percebi o quanto tava tranquila o quanto eu estava calma com a Sofie na UTI eu ia todos os dias dava peito para ela né mamar para ela se recuperar mais rápido e as duas quando eram crianças elas já ficaram internadas quando não era era outra e ali eu percebi que
eu tava bem que eu conseguia lidar com aquela Nova História Sem achar que cada vez que elas ficassem doente ou cada vez que elas tivessem que ir para hospital eu ia viver a mesma coisa que eu vivi com a alexxia então quando as minhas filhas nasceram eu percebi eh que eu já tinha Sabe que eu já não não me identificava eh com aquilo que tinha me acontecido Então é isso né o o objetivo também desse vídeo é compartilhar que é Possível sim a gente se recuperar de um luto que é Possível sim a gente continuar
e que existe uma força dentro da gente maior do que a gente mesmo né mas eu também acredito que não é da noite pro dia eu não sou a favor de ficar colocando tristeza embaixo do tapete né Eu me lembro que tinha passado um ano acho que dia das mães Eu tava super mal uma pessoa falou assim ai Será que já não deu de chorar e aí eu disse se quem vai decidir o tempo que eu vou chorar sou eu eu vou chorar o tempo que for preciso eu vou viver esse luto o tempo que
eu achar porque quem tá de fora é muito fácil né mas quem tá ali sabe o que é então se tem uma coisa que eu fiz com a morte da minha filha foi viver o luto sabe e por mais que eu tentava ser forte às vezes quando eu caía eu caía e eu chorava e eu surtava e eu gritava e eu chorei muito Nossa eu chorei muito eu chorei muito chorei muito e com o tempo eu fui perdendo a necessidade de ir no cemitério parei de levar perolito parei de levar flor entendi já que a
minha filha não estava mais lá e já tem muitos anos que eu não vou no cemitério e é muito bom poder falar isso sem medo do julgamento das pessoas Ai que mãe desnaturada você não vai no cemitério levar flor pra sua filha né Não não vou mais né e eu acho que hoje não preciso mais fazer isso né Eh eu me sinto em paz com o que eu sinto por ela e seja lá onde ela estiver ela sabe e outra coisa que eu não sofro é de culpa porque eu sei que os 11 meses que
a Alexia viveu eu fui a melhor mãe que eu podia ser para ela eu estava com ela todos os dias eh eu dediquei toda a minha vida para ela né para vê-la sorrir para alimentar nutrir né então eu não carrego comigo nenhuma culpa a porque eu podia ter feito isso enquanto ela tava viva podia ter feito aquilo não eu tenho o meu coração muito em paz assim de que eu fui a mãe que eu podia ser e eu acredito que a mãe que ela precisava também bom gente é isso tá essa foi a história com
a minha primeira filha e se vocês conhecem alguém que precisa dessa mensagem compartilha esse vídeo com essas pessoas se inscreve por aqui e a gente se vê então nos próximos vídeos