Então, senhor Fabrício Silva Canho, boa tarde, senor Fabrício. Boa tarde, senhor. Tudo bom com o senhor dentro do possível? Sim, senhor. OK, senor Fabrício. Nós vamos realizar então aqui o interrogatório do senhor. Eh, a defesa do senhor já adiantou que o senhor vai fazer o uso do silêncio espacial, vai responder ao juiz, a própria defesa e ao jurado somente? Sim, sim, né? Então vamos realizar aqui o seu interrogatório. Eu vou lhe fazer algumas perguntas, sua defesa e o jurado. Senhor, não tem obrigação de responder nenhuma pergunta. Eu tenho o direito até constitucional de ficar calado
ou de responder o que achar que pode ou deve responder. O exercício desse direito não traz senhor nenhum prejuízo. Mas é sempre bom destacar que o interrogatório momento o senhor tem aqui para falar, para apresentar uma versão ou contestar alguma versão dos autos, mas sempre sem obrigação. Certo? É, tio. Deixa só falar um pouquinho mais próximo do microfone, um pouquinho mais alto, por favor, para ser bem ouvido, principalmente pelos jurados. OK. Sim, senhor. Eu vou pedir então primeiro que o senhor me confirme alguns dados de qualificação. Seu nome completo, por favor. Fabrício Silva Canhedo, estado
civil, Solteiro. Senhor tem filhos? Sim, dois. Quanto? Dois, né? Qual a idade deles? Hoje eles estão um com seis e um com 11. Estão bem de saúde? Sim, senhor. Quem é que tá cuidando deles? Estão com minha mãe. Certo. Eh, qual a data de nascimento do senhor? 25/09/188. Nome do pai e da mãe? Mário Caniro do Filho e Marina Pereira da Silva. Endereço residencial onde o senhor tava morando? No condomínio Manções Entrelagos, na etapa um, conjunto A, casa 17. Me desculpe, me fugiu aqui da da coisa. Eh, qual a data de nascimento do senhor? 25/09/188.
OK. O senhor sabe ler e escrever? Sim, senhor. Qual escolaridade o senhor tem? Tenho ensino médio completo. Em que área? Não entendi. Em que área? Ensino médio completo e ensino médio certo. Foi, eu cursei uma parte da faculdade de contabilidade. OK. Não, continua porque não. Quando meu filho nasceu, eu tive que cuidar dos dos meninos. Ok. O senhor tem alguma profissão? Tava trabalhando em alguma coisa? Eu tinha um lava-jato e vendia picolé e salgado congelado. Certo. Sem contar esse caso que nós tratamos hoje aqui, seu Fabrício, o senhor já foi preso alguma vez? Nunca, senhor.
Respondeu algum outro processo criminal? Não, senhor. As testemunhas desse processo, o senhor conhece? Conheço eu, Gideon, Horácio e o Carloman. Não, as testemunhas, não. Os acusademunha não, né? As pessoas foram ouvidas a delegacia aqui em juízo, na primeira fase e hoje, hoje não, nesse julgamento começamos segunda-feira. Não, senhor. Ok. Mesmo não conhecendo, tem alguma coisa legal em relação a alguma delas? Sabe se elas têm alguma coisa contra o senhor? Inimizade ou coisa assim? Não, senhor. Certo. O senhor teve acesso às provas dos autos? Pode ler documentos, assistir depoimentos, pode poliar o processo? Não. Ok. A
partir de agora eu vou falar com o senhor sobre a denúncia mesmo. Eu reafirmo que o senhor não tem de obrigação de responder, certo? Sim, senhor. Essa acusação que aconteceu aqui de ter cometido junto com outras pessoas vários crimes é verdadeiro? Não, completamente, senhor. Muitas coisas aí eu não fiz, certo? Mas algumas [limpando a garganta] o senhor fez, então. Sim. Aqui o senhor tem uma imputação, uma das imputações é de associação criminosa, né? Sim. O senhor realmente se associou a algumas pessoas para cometer alguns desses crimes? Sim, senhor. Senhor, pode dizer quais pessoas foram essas?
Não, a gente se associou foi eu, Gideon e Horácio, né, para para praticar para eh por roubo, essas coisas, né? Tô falando desses crimes aqui, então, desses crimes roubo de dinheiro, roubo do dinheiro para subtrair o dinheiro do povo, né? E a questão da chácara depois do que aconteceu da testemunha, que nem eu acredito que essa cháara tava envolvida em alguma coisa pra chácara dessas coisas. Então o senhor disse que se associou em algum momento com o Gideon e o Horácio. Horácio. Isso. Para. E os outros dois, o o Carlos Henrique e o menor não
conhecia eles, entendeu? E depois de um tempo que o Gideon e o Horácio precisou De uma pessoa para ajudar eles. Aí eu fui e convidei o Carloman. Então eram seus três primeiro. Isso. Depois algum dos outros dois passou a integrar esse grupo? Dos outros dois? É o o Carlos Henrique e o Carlos Orman. O Carlos Carlos Orman. Carlos Orman. Depois de um tempo, porque o Carlos Henrique eu não tive contato com ele. O Carlos Henrique eu fui conhecer ele depois já no previo. Contato. E aqui também a notícia da participação em algum momento de um
menor chamado Miguel. Sim. Senhor conheceu ele nessa no dia que coisas foram feit no dia que começou no dia que começou o o crime lá. Ele senhor já conhecia ele? Não, senhor. Quem apresentou ele ao senhor? Ele chegou lá em casa lá no dia do ocorrido junto com o Gideon e o Carloman. Ele chegou com o Gideon e o Carloman. Isso. E que que eles falaram? Que ele era menor? Não, não sabia que ele era menor. Sabia não. Que que eles falaram que era esse Miguel para o senhor que Por que que ele tava ali?
Para ajudar para tipo dar uma um suporte aos meninos, né? No que eles ia fazer. Ajudar a fazer o quê? No sequestro do pessoal, né? Tá. Então assim, eu vou eh até em relação ao interrogatório que eu fiz com GDON, eu vou ser mais breve com o senhor, sabe? O senhor Fabrício, decidi ser mais breve. Então o senhor confirma que se associou com essas pessoas para cometer crimes. Foi? E quem foi que teve a ideia dessa associação? Quem propôs quais crimes seriam praticados? Quem foi quais crimes seria praticado? E quem propôs assim, se eu é
quem quem chegou e falou assim, vamos nos juntar para fazer alguma coisa no cto tempo. Eu eu pergunto porque eu acredito ser difícil todos os quatro, cinco ou seis, sei lá, decidirem no mesmo instante. Então alguém deve ter tido a iniciativa de juntar o grupo. Sim. No tempo foi o Gideão que chegou em mim. me propôs foi que tinha uma coisa para fazer que ia dar muito dinheiro, que ele sabia que eu tava precisando de um dinheiro, né, que eu tinha que fazer a cirurgia do meu filho mais novo. Aí ele propôs que ia ter
essa coisa para que ia fazer muito dinheiro, mas não me falou o que que era. Só falou que o o Horácio já tinha topado e não me falou no Ele falou que o Horácio já tinha topado. Já tinha topado. E ele falou isso ao senhor na frente do Horácio. Não, só eu e ele. Só senhor e ele. Só eu e ele. Uhum. Ele disse que mais alguém tinha topado? Não, o senhor disse que ele foi à casa da, né? Foi lá em casa, casa da minha mãe. Foi lá. Aí teve essa conversa ou já estavam
nessa conversa essas outras pessoas? Não, ele chegou lá em casa e a gente conversou no portão lá. Eu entendi, senhor, me desculpe se eu tiver errado. Eu entendi que ele chegou na casa do senhor já com oraço, não, sozinho. Esse é o primeiro momento foi pro sozinho e falou que oácio já tinha topado. Oá tinha concordado, já tinha aceitado já. Certo? E qual foi o primeiro momento que o senhor se reuniu com todos aqueles que decidiram participar disso? Momento que a gente decidiu participar disso foi assim depois de Não, não. Veja só, eu quero saber
qual foi o primeiro momento que o senhor se reuniu com todas as pessoas que resolveram participar. falou que o Gideon chamou o Senhor. Isso. E que ele disse que o Horácio tinha topado. Aceitado. Topado. Então eu pergunto, qual foi o primeiro momento que o senhor Gideon orasse e qualquer outra pessoa se reunir? A primeira reunião do grupo? Sim. A gente não se reuniu assim nesse primeiro momento. Ele só foi conversando com a gente e não falou o que que ia ser. Então cada um fez o que fez, cada um no uma ponta do planeta ou
não se reunir nenhuma vez? Não, não se reunimos para Decidir o que que ia fazer, o que que era ser. Depois de um tempo, quando foi passando o tempo, quando eu pass, comecei a precisar do dinheiro, das necessidade, ele foi me falando o que que era. Em algum momento o senhor se reuniu com outra pessoa que não fosse judeu? Senhor, esteve com algum? Não, não, não me reuni nunca viu, nunca viu oraço em momento nenhum dessa coisa toda? Não, eles andava junto, a gente andava junto, mas não comentava. Se encontrou com alguma das outras pessoas.
Não, mas para falar do crime não. Mas a gente se encontrou. encontrou para fazer o crime. Então não se encontrou num tempo antes só para como é andando junto esses negócios. Mas vamos estabelecer então assim de a estabeleceram cada um na conversa individual ou coletiva que iriam cometer alguns crimes. Isso cometer crimes sim. A partir desse momento, quando foi a primeira vez que o senhor se reuniu com as pessoas que estavam nesse grupo nós três, né? Não, três, quatro, cinco, quantas pessoas fosse. É porque nó começou nós três aí. no tempo ele perguntou, né, que
ele sabia que eu mexia com com sabia mexer com conta, celular, essas coisas, tinha eh experiência na na área de informática, essas coisas. é para mim cadastrar uns chip, uns negócios e arrumar umas contas pra gente ser utilizado. Aí depois disse que ele foi me falando o que que era e falou que ia saber precisar de mais uma pessoa. Foi aonde ele como peguei e indiquei o Carloman para ele. Certo. O policial T falou em depoimento, já em juízo mesmo, que o senhor teve envolvimento do início ao fim dessa série de crimes. Isso é verdade.
Do início ao fim. assim em parte esse doutor, porque no começo, né, eu falo que não tinha que eu não ia no cativeiro, mas eu fui no cativeiro, né, no dia 27 pro dia 28 de noite deixei o o cien e fui embora. Aí depois disso, no dia, no dia, no outro dia de manhã, no mesmo dia, não lembro, eu só voltei, passei na frente porque o Carlomanho e o Miguel tinha saído de lá, né, deixado as vítimas lá e eu fui atrás deles que ele tinha me ligado falando que tinha alguém querendo invadir lá,
invadi, falei para ele que tava tranquilo, ele podia voltar, mas não cheguei a entrar nesse dia no cativeiro. Aí foi onde eu fui onde é que ele estava, peguei uma mochila com os pertences dele e devolvi pro Miguel na porta do cativeiro. Tá, isso é numa fase mais para frente. Eu primeiro eu tô querendo estabelecer, entender como vocês se juntaram, né? Sim. No processo há uma informação que eh no suposto caderno do GDon haveria anotações com a caligrafia do senhor de números de sequências de números e sequência de números e de possíveis senhas. Senhor tem
conhecimento disso? Sim. Eu que tomei coincidência. É coincidência, é fiquei sabendo disso, mas aquela anotação que tá com minhas letras lá, eu até reconheci como sendo minhas mesmas, minha letra, tudo, só que lá não lembro o que que é. Ali parece, parece uma possível eh o número serial de algum e-mail, de um, quando a gente formata computador, a gente usa o número serial para eh para cadastrar o Windows, essas coisas. Ali parece ser uma sequência daquela, mas em questão com crime não tem nada a ver com aquilo lá. Não lembro o que que é aquilo,
aquela anotação. Certo. Certo. E a última pergunta sobre esse assunto, eh, o senhor pode me dizer ou não que Gideon e Horácio eram os as lideranças para o tudo isso que aconteceu? Sim. Os dois eram os líderes. Era tipo era os cabeças. Eles que comandava tudo, né? Que que acontecer. E o Certo. E o Carloman, que que ele era nesse grupo? Não, o Carloman ele só andava com eles, né? Era tipo uma parte operacional deles lá, né? Ele era, ele era a pessoa que fazia as coisas, que ele recebia as ordens era OK. Em relação
a sequência, Finalmente a morte de Marcos, Renata, Gabriela, Cláudia e Ana Beatriz, qual o envolvimento do senhor nisso? Nenhum, senhor. Não tenho nenhum movimento nas mortes de movimento nenhum. Senhor não forneceu arma para esse cometimento desses crimes? Não, não. A arma não era minha. Eles falam que a arma era minha, mas a arma não era minha. O senhor não já teria admitido alguma coisa assim sobre essas armas? Sim, eu admiti negócio da arma que um tempo antes, uns três ou quatro meses antes do crime, o Gideon tinha me procurado para para saber se eu tinha
alguma arma, alguma coisa para vender para ele. Falei que não tinha, mas conheceria um colega meu que tinha, que poderia vender para ele, porque ele tinha pedido uma arma para ficar na chácara. Uhum. Entendeu? O correu nesse sentido de para ficar na chácara. Mas então eu quero que o senhor me explique, o senhor forneceu arma ou não? Não, eu forneci o contato para ele comprar a arma. Forneceu o contato para quem? pro Gideon. Gideon. Isso aí foi ele de fato, senhor sabe dizer se de fato ele comprou essa arma, adquiriu essa arma? Eu creio que
sim, mas para ficar na chácara. Senhor não viu uma arma? Ele não chegou para a arma que eu consegui foi essa. Senhor não viu nenhuma arma com ele? Não, não. Só no no no no cativeiro, né? No cativeiro tinha um revólver. E de quem é vocês revólver? Esse revólver eu creio que era dele. Não sabia. Creio ou sabe que era? Não, eu creio que era dele. Eu não tenho certeza. Mas quando o senhor viu o revólver, já era depois dessa informação que o senhor tinha prestado sobre quem poderia fornecer uma arma. Depois muito depois. Muito
depois. OK. O senhor de alguma forma, essas pessoas aqui, Marcos, Renata, Gabriela, Claudia, Ana, Beatriz, elas ficaram numa espécie de cativeiro, certo? Sim. O senhor eh de alguma forma preparou esse local lá? Não, o local não. Eu fui pro cativeiro, já tava todo mundo lá já. tava a Renata e a Gabi, né? No dia que eu cheguei, no dia 4 ou dia 5, não me recordo. E depois disso que eles foram lá e sequestraram a a Cláudia e a Ana. E eu fiquei lá fazendo comida para elas, cuidando do local. O senhor foi com Gideon
a casa da Cláudia buscar alguma coisa, uma cama ou coisa assim? Eu fui com Horácio, Horácio no no final lá, no dia que eles terminaram a mudança dela lá, no outro dia que ele já tinha levado o pessoal para terminar de limpar a casa, porque tinha que entregar a casa. Aí eu falei para ele que a que a Cláudia Ana tava dormindo no chão e a gente levou um uma cama box para ela e um sofá. Ela tava dormindo no chão aonde? Lá no cativeir lá na casa, né? Na casa onde eles ficaram lá. A
tava dormindo no chão, no colchão. Colchão no chão. Aí nesse dia que a gente foi lá limpar a casa, entregar a chave para pra dona que da mulher que tinha comprado, eu pedi para ele pra gente levar uma uma cama box para elas. Para onde? Levar para onde? Lá pro cativeiro. Lá para casa onde já tava. Cativeiro. Onde já estavam essas outras pessoas? Sim. Marcos, Renata, Gabriela, já estavam lá. O Marcos já não tava mais lá. O Marcos tava só a Renata e a Gabi, mas ele esteve em algum momento lá, Marcos. No dia que
eu levei o Siena para lá, ele tava lá, deixei eles por que o senhor sabe me dizer por qual motivo ele não estava lá nessa nesse cb? Então depois eu fiquei sabendo que eles tinha matado ele. Quem matou ele, senhor sabe? Não sei quem matou. Eles falam que o Carloman deu um tiro nele, né? Mas eu não sei quem matou ele, não. Senhor sabe que ele foi depois quartejado? Fiquei sabendo depois. Sabe quem fez isso? Não sei. Então, nessa situação de buscar uma cama para Cláudia, o senhor confirma que lá no cativeiro estavam essas outras
pessoas também? Sim, senhor. Quando tu foi lá, viu essas pessoas? Sim, porque eu já tava, eu tava no cativeiro, eu cheguei lá no dia 4, aí tava a Renata e a Gabi, né? Aí depois disso que eles foram sequestraram, eu fiquei com a Renata e a Gabi, eles foram lá e buscaram, buscaram a Cláudia e a Ana. Uhum. Tava às às 4 lá no dia que nós foi dia que eu fui com orato buscar a cama. Certo. Aqui em juiz admitiu, né, anteriormente que ter vigiado essas vítimas, Renata, Gabriela, Claudiana, Beatriz. Sim, isso de fato
aconteceu sim. Durante o dia eu ficava no cativeiro levando, preparando comida para elas e cuidando do da limpeza do local. Elas eram mantidas vendadas mesmo? Sim. Senhor, tinha alguma durante o período que o senhor estava lá vigiando, guardando a elas lá nesse local, o senhor teve alguma interação com elas? Conversava, fazia alguma coisa para elas? Não, não. Eu fazia só a comida. Eu quem conversava com elas mais era o Carlos que conversava com elas. Carloman. Sim. Nesse local em que elas estavam, essas ele também frequentou. Frequentava. A gente passava mais um dia lá passava eu
e o Carlos e depois o Gideon e o Orar saia para resolver as coisas e depois voltava aí eu ia embora. Então além do senhor e o Carlo Roman, nesse cativeiro em que as essas mulheres estavam também ia mais quem? O Gideon, Horácio, era eu, Gideon, Horácio e o Carloman. Nós quatro. O Miguel foi alguma vez nesse local? O Miguel foi no dia que eu deixei o Cena lá e tava lá, né? Chegou junto também lá e ficou lá. Em relação aqui também, o senhor em algum momento eh afirmou em juízo, né, que teria dito
a esse alguma dessas pessoas que não dava para manter crianças lá no cativeiro. Isso é verdade? Sim. Senhor confirma? Confirmo. Senhor falou para quem? o Gideão, que ele estava querendo dar continuidade do plano lá e falou que tinha que eh buscar As crianças lá com a mãe delas lá. El falou que as crianças já era grande, entendeu? E tinha que deixar lá para dar continuidade no no crime. Mesmo com as advertência que o senhor fez, ele entendeu que era preciso levar elas para lá? Não, eu falei que não tinha como, que não precisava, não precisava,
não precisava. Mas e ele o que que ele fez? Ele concordou e não levou ou ele falou não tem que levar não, ele concordou e não levou. Não sei para onde que ele levou. Ele só saiu e não voltou com elas, nem buscou elas. Pessoou não chegou a ver as crianças lá com ela desamar? Não, não, não, não. Elas não chegaram pro cativeiro. A Zamar não ficou num cativeiro não? Nenhum momento. Nenhum momento senor. Então não teve acesso nem com ela, nem com com as crianças. Com as crianças? Não. Como é que o senhor soube
da efetiva morte de Renato e Gabriela? Quando o Gideon chegou queimado no cativeiro, depois que ele já tinha arrumado elas para ir embora, falou que elas iam embora, né? Aí saiu, demorou voltar na hora que ele voltou todo queimado. Aí arrumou o quarto para ele no chão lá, ele ficou no chão com ventilador. Aí o Carloman pegou e falou: "O Carloman, hoje", acho que o Carlomão falou para mim que o plano tava dando certo, só que ele tinha matado as mulheres. Aí nessa hora eu fiquei o Carloman disse que tinha matado a falou que o
falou que a Renata e a Gabriela foi. Aí falou que os meninos falou que o Gideon ou Horácio, não lembro quem foi que ele falou que tinha matado elas, entendeu? para dar continuidade no plano. Foi a hora que eu fiquei nervoso com eles, nós discutiu e eu saí. É, eu ia perguntar qual era a reação do senhor ao saber disso. Foi na hora que eu fiquei sabendo da morte delas, a gente discutiu e eu abandonei e falei para eles que eu não queria saber mais de nada, mas não ia entregar eles, não ia caguetar eles,
não ia. Senhor disse a eles que não ia continuar, mas que ia sair, não ia entregar ninguém. Foi. E eles que que eles falaram? Aí o Carlomo ainda falou pro pro Gideon assim: "Ei, coroa, e coroa, o gordão tá querendo sair fora, o gordão quer sair fora." Aí o Gideon pegou, falou: "Não abre o portão e deixa ele ir". Aí peguei e saí. Saí, voltei depois na segunda, porque no domingo eles começou a mandar mensagem para mim perguntando onde é que eu tava, né? Que tava precisando de mim. Quem mandou? Eu não lembro que não
sei quem mandou mensagem para mim nesse dia. Eu lembro que foi de algum telefone de algum deles, mas eu não lembro quem foi que mandou as mensagens nesse dia. Aí eu falei que tava na casa da minha irmã, tava almoçando com meus filhos, não tinha como eu aparecer nem e aí ele falou: "Não, pode vir, tá tranquilo aqui, já terminou, né? Pode vir você e teus filhos". Eu falei: "Não tem condições nenhumas de eu ir com meus filhos. não tem condições. Aí depois mais tarde de novo, já de noite, eles me mandam mensagem de novo.
Não lembro também quem é que foi que mandou mensagem para mim nesse dia. Só recebe mensagem? Não, não sabe não. Eu não recordo, não recordo quem foi que mandou a mensagem. Não é que eu não sei, eu sei que foi um deles que Mas a pessoa que mandou mensagem, professor, era de alguma forma cadastrada como contato no seu celular. Era, era. OK. Aí, mas eu não lembro quem foi, se foi o Carlos Mão, se foi o Horácio ou se foi o Gideão. O Gideão falou que não foi ele. Certo. O senhor eh conduziu de fato
o veículo de Siena do Marcos até da cháara até o cativeiro. Sim. Para quê? O Gideão tinha falado que tinha que tirar o Siena de lá porque ia ter que parecer que a família tinha viajado. Como? Como essa parte aí que o senhor falou da família ter viajado? Como que é isso? Porque já tinha sequestrado o pessoal. Tinha que tirar o carro de lá para parecer que eles tinham viajado nesse período. Para parecer que eles tinham viajado. Ah, entendi. Parecia que a família tinha viajado e tinha que tirar o carro de lá. O Siena. Havia
alguma coisa no nesse carro? Algum dinheiro? Algum pertence do dono? Eu me recordo. Não, não. Eu tanto que eu nem olhei o carro também nem nada, só peguei o carro e deixei lá. Certo? Agora eu vou falar só sobre a morte da Elisamá e das três crianças, né? O Rafael, Rafaela e o Gabriel. O senhor também disse anteriormente que só afirmou ter conhecimento de que os demais autores haviam ido buscar o Thago, a Elisa e as crianças. Em que momento o senhor teve esse conhecimento? Que momento assim ele já tinha sequestrado. É, professor disse isso
anteriormente. Eu tô perguntando que momento o senhor ficou sabendo que eles tinham ido buscar essas pessoas. Eles falou que queria sequestrar, que tinha que sequestrar o Thiago. Quem falou? Foi o Gideon. O Gideon foi o Horácio, eu não me recordo direito, entendeu? Que tinha que eh sequestrar o Thiago porque o Thiago tava suspeitando, né? E tinha que ter mais um tempo para poder vender a chácara. Aí ele foi sequestrou o Thiago e depois com Thiago trouxe as crianças também, né? Senhor sabe como é que primeiro foi sequestrado o Thiago foi? Primeiro foi o Thaago e
foi levado para onde, senhor? Sabe? Lá lá paraa casa lá do Cativeiro. E o senhor tava lá quando ele chegou quando chegaram com ele lá? Ctiveiro? Sim. Quem chegou com ele lá? Quem chegou com ele? Quem chegou com ele? Acho que foi só o Gideon e o Horácio. Não lembro quem. Acho que foi só os dois. O Carlos e o Carlos Henrique? Não, não. Carlos Henrique não chega aí no Cativebeiro, mas nesse dia eu não lembro se o Carlos Loman foi. Ok. E a Elisa e as crianças também foram levado para esse cativeiro? Não, elas
nunca foram levadas para lá. Não, não, não botaram os pés lá nem e essa informação que se que se diz que teriam mandado mensagens a a Elisa como se fosse o Thago mandando mensagem para trair ela. Então foi lá, senor. O que que o senhor sabe sobre isso? Não, então foi lá do cativeiro já o gideon os meninos com o celular dele lá já e atraindo ela pra chácara porque ele falou que ela pediram para ela ir buscar o Ah, atraído pra chácara. Isso aí lá na chácara e sequestraram eles lá. E o senhor tava
com eles nesse momento da mensagem? É da mensagem. Eu tava no cativeiro com eles e depois lá na chácara também não. Quando Elisa chegou com as crianças, eu não saí do cativeiro. Eu fiquei no cativeiro. Aí foi os meninos tudo. Acho que foi o Gideon, o Horácio, o o Carloman. Eu fiquei no cativeiro. Eh, eu vou insistir numa uma situação. O senhor realmente disse que no interrogatório anterior, o senhor disse que teria alertado que não daria para manter as crianças no cativeiro. Uhum. Não dava para levar crianças para lá porque não tinha como deixar quieta
nem nada. Esse alerta que o senhor fez que não era possível manter as crianças lá significava que o senhor sabia que elas iam ser mortas? Não, não tinha no em momento nenhum do do plano todo, não tinha questão de morte nem nada não. Então era só porque não tinha estrutura para as crianças ficaram lá. Eu entendi. Então era esse alerta que o senhor fez era só porque não tinha estrutura para as crianças ficaram lá. É. E a casa ela era pequena, não tinha como também manter crianças também. Senhor não sabia então que elas iam ser
mortas? Não. Mortas não. Não sabia momento nenhum de morte, de nada. Não tinha no plano nada de morte. Quando era para pegar, vender a chácara e dividir o dinheiro. O senhor disse que só soube das mortes por reportagens. A morte das crianças. Assim, no sábado, já tava em casa já no sábado, meu irmão viu e falou para mim assim que eles me chamam de Bio aqui, Bill, a essas pessoas sumiu aqui no condomínio. Aí que eu vi que era o pessoal do do da família do Thiago. Certo. Mas o senhor sabia que eh que o
grupo havia alguns participantes do grupo haviam buscado Elizamar e as crianças. Eles tinham sim, sabia que eles tinha interesse nisso, fazer isso. Agora o que que eles ia fazer? Eu não sabia. Certo? E o senhor continuou lá no cativeiro vigiando as pessoas que estavam lá mesmo depois do de saber das mortes que aconteceram lá em Cristalina? Não, não. Já tinha saído já na na sexta-feira. Então, quando o senhor soube da morte, Das mortes da da Renata e da Gabi, eu já saí do cativeiro já e não voltei mais. Voltei só na segunda-feira. Só para recordar,
a Renata e a Gabi em algum momento ficaram sob a guarda do senhor na casa. Sim. Quem levou elas para Cristalina? Não sabe. Saiu naquele dia, saiu Gideon, Horácio e o Carlos Man. Saiu os três. Os três. Os três. E as duas? E as duas. Elas foram levadas dentro do carro no porta-mala. Sabe dizer? Ach, elas estavam vivas quando saíram da casa. Elas estava viva quando saíram da casa. E elas foram levadas aonde, senhor? Sabe qual local do carro? Não, não sei não. Mas não foi no porta-mal. Acho que foi dentro do carro mesmo. Dentro
do carro que não botaram ninguém no porta-mal. Eles não mexeram no portal. Eles eles rodaram isso tudo com duas pessoas que não queriam estar ali eh à vista de quem passasse pelo carro. Creio que sim. OK. Senhor negou lá no seu interrogatório que tivesse havido uma determinação para a morte das crianças. Não, determinação para morte das crianças não. Não tô dizendo que o senhor negou que houvesse essa determinação paraa morte das crianças. Não, não, não. Eu não, nem não queria nem que mexesse com criança, nem sequestrasse, nem nada. Foi para isso que não tinha condições
de fazer isso, de nada. E tanto que eles nem tinha me falado de negócio de morte nem nada, não tinha plano no plano não tinha negócio de morte. Quem falou pro senhor que as crianças tinham sido mortas? Meu irmão. Qual o nome do irmão do senhor? Fábio. Ele participou disso aqui? Não, ele não sabia de nada. Algum dos outros participantes, né? São aqui na denúncia. É o senhor e mais quatro, não é isso? Sim. Além do menor Miguel que em algum momento participou dessa coisa toda, algum deles falaram: "Ó, as crianças estão mortas". Não, para
mim não. Senó soube mesmo pelo só pelo Facebook. E como é que o irmão do senhor ficou sabendo? Mexendo nas redes social, viu lá e veio me mostrar que o pessoal tinha sumido lá no condomínio. Mas por que que ele ele sabia que o senhor conhecia as crianças? Tinha tido algum contato com elas? Não, não sabia. Por que que ele foi falar isso com o senor? Não sei. A gente chegou, tava de manhã e só mostrou que viu, ó, o pessoal sumiu aqui no condomínio. Esse pessoal do nada ele chegou assim, ó. Foi de manhã.
Todo o crime que acontece aqui em Planaltina, por exemplo, ele contava pro senhor, falou: "Vi aqui que mataram uma mulher aqui, mataram um homem ali." Não. Por que que ele falou sobre esse crime em particular? Porque acho que foi lá no condomínio que condomínio onde a gente mora, né? A gente morava. É lá no condomínio onde a gente morava, né? Ah, porque as crianças moravam no condomínio que o senhor morava, onde a gente morava, eu e meu irmão, né? Foi porque eu assumiram lá no condomínio. A reportagem estava falando que o pessoal tinha desaparecido no
condomínio entreelos. Ah, certo. O senhor morava lá? É, sim. Quanto tempo? Já tinha lá uns 14 ou 15 anos que a gente morava lá. OK. Vou falar aqui com o senhor agora sobre essa situação de destruição de cadáver, ocultação, corrupção de menor e outras coisas. Aqui assim do que eu recolhi do processo quando tava eh estudando para tirar algumas perguntas pro senhor, eu anotei aqui no dia 16 de janeiro de 2023, o senhor e Horácio foram ao cativeiro retirar roupa das vítimas e outros pertencem e atiaram atiaram fogo nele. Sim. Por que que o senhor
fez isso? Ele pediu pra gente ir lá para limpar o lá a casa, né, falando que era a casa, que ia fazer uma oficina lá, que ia continuar com a oficina. Quem pediu que o senhor fosse lá foi o Horácio. Foi nesse dia foi o Horácio que me mandou mensagem. Senhor, sabia qual era o objetivo de pegar essas coisas, queimar era dissimular, esconder os crimes que já tinham acontecido? Não, ele falou que a gente queria limpar lá, que eles ia fazer a oficina e abrir a oficina lá. OK. Senhor não achou estranho não? Queimar as
roupas. Por que que não falou assim: "Vamos doar as roupas?" Não, não. Sen não achou estranho não? Vamos queimar as roupas. Hum. Não, não achei estranho não. Não. O senhor também guardou o carro de Gideon? Senhor guardei o carro do Gideon? Ou Lava-Jato. Sim. Falou que a pedido de Háço também. Fou, ele falou que o que o Gideão tinha viajado e pediu para guardar o carro dele lá no Lava-Jato. Senhor sabia que esse crime tinha esse carro tinha algum envolvimento tinha sido usado em algum momento para cometimento com algum desses vários crimes aqui? Eu sabia
que eles andavam e ia e vinha nesse carro no tempo todo na Cenique, né? Então o senhor sabia disso. Sabia. Mesmo assim o senhor guardou um carro que tinha de alguma forma ligação com vários crimes? Sim, eu guardei. Mas é que nem ele falou que o Gideão tinha viajado e pediu para guardar o carro. É, tinha pedido, não lava o carro. Não lavei, não fiz nada. Pergunteando, eu tô perguntando mesmo sabendo que esse carro tinha de alguma forma sido usado para cometimento de crime, senor atender o pedido para guardar o carro? Guardaí. Se uma pessoa
chegar lá com uma mala de cocaína e falar: "Guarda aqui para mim". O senhor guarda? Não guardo não. Não. E por que é que o senhor guardou um carro que sabia que era objeto usado em em cometimento de crimes? Não sei, senhor. É. [limpando a garganta] OK. No depoimento anterior, já é diferente do que o senhor disse aqui anteriormente. O senhor afirmou lá que sabia que Miguel era adolescente. Não sabia? Sabia ou não sabia? Não, não sabia. Eu falei que ele não sabia que ele era adolescente não. No interrogatório anterior só disse que sabia. Eu
disse que sabia, mas eu não falei que não sabia não. Não sabia que ele era adolescente. Eu fiquei sabendo depois que ele era menor de idade. Aliás, desculpa, desculpa, senhor tá certo. O senhor disse que não sabia. É que na visão pulei o não, o senhor disse que não sabia isso. Mas o policial T e as demais provas indica que Miguel atuou ativamente no grupo desde a primeira noite. O senhor disse que ele foi chamado pelo Carloman. Carloman desde o início ali. Não, desde o início. Desde o início que eu digo desde a primeira desde
no dia 27 que eu vi ele lá em casa. Primeira reunião das pessoas. Foi no dia 27 que eu tava lá em casa lá com o Horá tinha deixado um sportage lá que ele tava mexendo nela, tava terminando de preparar o motor. Aí chegou o o Gideon, o Carloman e o Miguel. Aí nesse dia que eu vi sabe por que o Miguel tava ali que qual era o propósito dele ter sido levado por essas pessoas ali? Não sabia que ia dar o início naquele dia do do da do sequestro das pessoas, né? Então o senhor
sabia que ele, o Miguel tava lá para dar um suporte para ele, para participar do cometimento desse, Desse sequestro do início. É, OK. Mas o senhor afirma que não sabia que ele era menor. É, não sabia que men. Ele aparentava ser aparenta. Ele parece ser ele é ele é um homem grande. Ele não. Hoje tudo bem. Hoje já tem algum tempo. Naquela época ele aparentava ser maior de idade. Sim, ele aparenta ser maior de idade. Hoje eu não tenho mais contato com ele. Ele aparentava ser maior de idade. O jeito dele, né? Ele é grandão.
Ele é grande. É alto não aparenta ser menor não. Ia fazer uma pergunta aqui que eu anotei, mas ela diz respeito ao direito que o senhor tem de fazer o silêncio seletivo. Então não vou fazer essa pergunta. Eu tinha anotado aqui, mas agora refletindo, acho que ela não é cabível. Aqui do que eu anotei, do que eu li do processo, né? Eh, eu vi que a defesa do senhor pediu nas alegações finais que fosse reconhecida uma participação de menor importância pelo senhor, mas o senhor forneceu, segundo consta, que está nos autos. O senhor disse que
não, só indicou, mas nos autos que o senhor forneceu a arma, convidou o Caloman, preparou o cativeiro, vigiou as vítimas, Auxiliou nas comunicações e participou da destruição das evidências. Aí eu pergunto, professor, em que eh medida o senhor entende que isso é uma participação de menor importância? Eu porque eu não eu não fui contratado para fazer nada praticamente, era só para Mas acabou fazendo um monte de coisa porque no dia que o o Miguel fugiu, eles insistiram comigo, né, falando que não ia me dar o dinheiro, que nada para mim cuidar pelo menos das mulheres
no cativeiro, entendeu? E a questão da arma, eu não forneci arma pro crime. O Gideão tinha me pedido uma arma para ficar na chácara e eu não, eu só passei o contato da pessoa para negociar a arma deles lá. Para que que ele queria um ar, senor? Sabe dizer para ficar na chácara, para pra segurança da chácara lá que ele tinha que ele queria. Mas essa arma não era para usar na nesses não. Isso foi muito antes de crime para vigiar. foi antes de começar de começar esse plano, me ter me convidado pro crime para
falar que ia ter uma coisa que eh que ia dar muito dinheiro. Foi bem antes disso. Certo. Mas aí eu eu refaço a pergunta. O senhor acha que a participação do senhor nisso tudo foi menor ou o senhor participou de forma efetiva dos crimes? Não, dos crimes eu não participei de forma efetiva assim, de tudo, não. Participei só dessa parte de ter cuidado do cativeiro, fazendo a comida para as mulher, pra Renata, para Gabi, para Cláudio e pra Ana. E assim, os telefone que ele que eu cadastrei, os tipos que eu cadastrei para ele também
não foi usado nenhum. Ele não usou no crime, certo? Senor, em nenhum momento achou que tantas pessoas sendo guardadas em cativeiro ali, né? mantidas contra a própria vontade. Era difícil para aquele grupo simplesmente soltar essas pessoas. Sen não pensou nenhum momento assim, pô, talvez eles nós não possamos soltar essas pessoas, vamos ter que fazer alguma coisa contra elas. Não pensou em momento nenhum isso não. Não pensei em momento nenhum. Porque ele era o tempo todo falando que ia soltar elas, que era só os papel da venda da chácara, da da transferência e ia soltar elas.
fizesse isso se fosse a delegacia, nós falav, ó, fui obrigado a assinar um documento transferindo a chácara. Eu não sei o que que eles ia fazer porque o elas falou pro Carloman que não queria saber de nada, que ia assinar os papel, que ia embora. Ela falou para ele, falou, ela tinha falado pro Carloman que ia assinar os papel. Medo, será? Senhor sabe dizer se era por medo? Não sei quanto tempo ela tava mantida lá até o momento que ela disse que assinava qualquer coisa que se quisesse. Eu não me recordo assim, não sei quanto
tempo um dia, dois, uma semana, um mês, não mês, acho que foi umas uma semana. Uma semana, acho que foi uma semana ali mais ou menos. Aí algum momento ela falou: "Eu assino qualquer coisa que você quiser". Não, não falava. Falou que eles ia fazer uns documentos, né, da transferência da chácara e para elas assinar. Ela pegou e falou que assinava. Ela tava tranquila que ela sabia que elas iam embora. Eles estava o tempo todo falando que elas ia embora, que tava tudo certo delas ir embora. Ela só assinar o papel, vender a cha embora.
Só para eu entender, então vou pedir que o senhor me nomine. Quantas pessoas tiveram sob a guarda do senhor efetiva lá no cativeiro? Foi no começo tava a Renata e a Gabi, aí depois foi a Cláudia e a Ana e no final o Thago. Thaago. E o Marcos? Não, Marcos não. Marcos não chegou a ver não. Marcos eu já cheguei no cativeiro. Quando eu comecei a cuidar da das mulheres, já não tava mais lá. Tava não. Mas tu sabe o que que tinha acontecido com ele? Se ele em algum momento esteve naquele cativeiro? Não, eu
sei que ele tava no cativeiro porque quando a gente levou o Siena, ele foi junto no na Senique, né? Chegou, deixei o Siena lá e chegou com o pessoal. Quando o senhor chegou para aquela atividade que o senhor ia fazer ali, né, de cuidar do cativeiro, o senhor teve informação que o Marcos teve guardado ali, vamos dizer assim. Foi. E o senhor sabe o que que foi feito dele? Então, depois que eu fiquei sabendo, depois de tudo eu fiquei sabendo. Senhorou, o que que tinha sido feito? Ah, eu não lembro quem me contou isso. Quem
contou foi algum dos quatro acusados ou também foi o irmão do senhor? Não, não foi meu irmão, não. Foi algum dos quatro acusados. Eu não lembro quem foi, mas ele disse, ele essa pessoa que disse ao senhor, que o senhor não lembra quem é, eh, ele disse o que que tinha sido feito do Marcos. Falou que ele tinha morrido do tiro. Com um tiro na cabeça, foi? Com o revólver que o senhor forneceu pro Não, não forneci o revólver. A informação. Informação. O senhor não disse que deu uma informação de quem poderia fornecer um revólver
pro Gideon? Foi uma arma pro Gideon guardar na chácara. Não sei se foi a mesma arma que ele usou no no Não sei se foi a mesma arma que ele foi usado no crime. Mesma arma. Ok. E por último, a última pergunta que eu faço pro senhor, senhor, talvez a última mesmo, não vou garantir não. Eh, vou garantir não. Eh, senhor afirmou que a motivação do senhor era dinheiro. Sim. Que tava precisando de um dinheiro sen não tinha nada contra nenhuma dessas 10 pessoas foram mortas. Não tinha nada contra elas, não tinha nada nem conhecia
Assim. Conhecia o Thiago e o Marcos só de vista lá da cidade mesmo, lá do Itapuan, porque teve um tempo que eu precisei de uma lanterna do Honda Civic e eu fui, me indiquei, o, não sei se lembra, se foi o TDON, foi o Horá que indicou, falou que ele tinha essa lanterna com carro de uma colega minha, mas não tem nada contra eles, não tinha nada contra ninguém da família. A Renata, que nem os o delegado falou ontem, a Renata, eu vi ela assim no dias, porque teve uma vez que o o Horácio, o
Gideon tava lá em casa, aí eu tava tinha ido com o Gideon em algum lugar, não tinha saído lá de casa, aí ele, a Renata foi mandou uma mensagem para ela. Aí eu tava com ele no momento que que ele foi buscar ela na escola. Aí ele me deixou em casa e desceu com ela para chácara. Foi só dessa vez que eu vi a Renata. Então era patrimonial o pensamento do senhor em relação a essa situação toda? Era dinheiro. Era só o dinheiro. Mas por que que o senhor permaneceu vigiando lá o cativeiro mesmo depois
de saber pelo menos Marcos, Renato e Gabriela já haviam sido mortos? Eu não fiquei no cativeiro depois que eu fiquei sabendo que ela tinha sido morta. Quando eu fiquei sabendo que a Renata e a Gabriela foi morta, foi que eu discuti com eles e saí do cativeiro. Desvirti sobre o senhor discutiu com quem? com o Gideon e o e o Carlos Mão, o Horácio. Discuti com eles, falei que o plano não era esse. Eles falaram o quê? O senhor discutiu que que o senhor disse a eles? Eu falei que o plano não era esse, que
eu não queria saber mais e fui embora. Aí até o Carloman, Eles falaram o quê, professor? Aí o Carloman falou pro pro Gideão: "Aí corou, o gordão quer ir embora. Gordão quer ir embora". Aí eu falei: "Não, não vou entregar a vocês, não quero saber de nada, eu só desisto e tô indo embora". Desisti do plano nesse nesse momento que eu descobri que certo que ele falou que o Gideão chegou queimado, né? Aí tinha matado as mulheres. Eu não vou propor o senhor aqui um dilema do prisioneiro, não vou propor nada ao senhor, mas o
Gonzí porque ele também disse que eh diz até que era vítima, eh mas que não conseguiu fugir em nenhum momento. Embora pelos relatos dele tenha aparecido algumas janelas que onde ele podia ter fugido, mas ele disse que não fugiu por medo. Eh, com medo de ser morto por esses outros rapazes integrantes dessa coisa toda. Senhor não tinha medo de dizendo a eles que ir embora, que não queria, não se meteu para acontecer tudo isso deles matarem o senhor lá? Não, não. Eu fiquei com medo também deci acontecer. saí do cativeiro. Tanto que quando eles comendaram
mandar mensagem para mim no domingo, né, eu relatei que tava na casa da minha irmã almoçando, que não tinha como. Mensagem deles no domingo, eles me procurando, querendo saber onde é que eu tava, o que que eu tava a fazer, que eles estava precisando de mim. Isso já não sei o que que era. Eles estava me mandou mensagem no domingo. Aí eu falei que não que não tinha como eu ir porque eu tava com meus filhos almoçando na Casa da minha irmã. Ainda falou bem assim para mim, a pessoa que mandou uma mensagem, eu não
lembro quem foi que mandou uma mensagem para mim pedindo para mim ir pro cativeiro, mandou, falou: "Não, vem aqui na casa que já terminou a gente". Isso era domingo. No domingo. E o senhor se encontrou com eles novamente em algum momento? Não, só na segunda-feira. Depois que eu já tinha deixado meus filhos com minha mãe. Senor se encontrou com eles para quê? Senhor, na segunda-feira que o senhor disse que se encontrou com eles depois de ter recebido a mensagem no domingo, é depois do senhor ter dito a eles que não queria mais, não queria mais
saber isso, saber dessas coisas. Acho que isso dessa negócio da discussão, acho que foi na sexta ou foi na quinta, eu não lembro direito qual foi o dia. Aí eu peguei, falei que não queria mais saber. Aí na no domingo eles começou a me mandar mensagem pedindo para mim ir lá que tinha terminado, tava precisando de mim, entendeu? Aí eu falei que não tinha como eu ir, que eu não ia porque eu tava com meus filhos. almoçando na casa da minha irmã, mas foi na segunda. Aí eu fui na segunda porque aí eu no domingo
saiu de lá com medo deles fazer alguma coisa. Aí eles pediram para mim ir no domingo com meus filhos queou. Falei: "Não dava para mim ir, eu tava com meus meninos." [roncando] Aí na segunda-feira o Horácio mandou mensagem pra gente pegar o carro do do Gideon e levar pra oficina. Aí Quando eu vi que já tava só já fiquei mais tranquilo que eu e o Horácio. Mas senhor saiu dali? Eu queria entender, saí com medo de a mente do senhor nesses momento aí, segunda-feira, no domingo, o senhor saiu de lá com medo deles até matarem
o senhor matar e e aí o senhor volta de espontânea vontade lá. Aí no domingo eles pedem para mim ir, que podia ir, tava tranquilo e podia levar meus filhos. Falei que não tinha como. Aí no na segunda-feira, no domingo ainda mais tarde começou a insistir ainda numa mensagem que o carro tinha quebrado para mim ajudar eles. Eu não fui também. Aí continuou insistindo. Aí no na segunda-feira eu acabei cedendo o pedido deles, só que aí eu fui só no parar numa parque para pegar o carro para levar para oficina. Depois e se eles e
se eles o propósito dele fosse encontrar o senhor e matar aíes ia matar porque já tava não era não é no dia senor o senhor entende a a minha estranhez aí entend sai de lá com medo de ser morto e volta a se encontrar com essa mas aí na segunda-feira que nem falou que o Gideon já tinha viajado, entendeu? Tava só o Horácio. Aí eu ainda passei na frente da da frente. Tá ok. Aí no dia, na segunda-feira ainda, ainda eu passo ainda meio que olhando assim distante. Aí eu vejo o carro do Gideon parado.
Aí eu pegue bispo o Horáico, eu tinha chegado, mas eu tinha ficado mais em cima. Quando ele saiu sozinho que eu encostei, ele tava sozinho lá no Paraná Park, Tá? Então o senhor disse que era patrimonial a sua participação, pensamento em participar. Sim. Que eu tinha o plano de fazer a cirurgia do Porque quando você viu pessoas sendo trazidas ali, sequestradas, forçadas a ficar ali, o senhor não, ó, não quero isso não. Por que que o senhor não saiu dali? Eu saí, eu saí. Então, o senhor não disse que guardou essas pessoas durante algum tempo?
Tô perguntando se quando a primeira pessoa chegou lá, qual foi a primeira pessoa que chegou lá e o senhor cuidou dela no cative? Quando eu cheguei no cative já tava só a Renata e a Gabi. E depois chegou mais alguém? A Cláudia e a Ana. Quando você viu duas pessoas, ó, vou participar disso aqui para ganhar dinheiro. Não, isso aí a gente já sabia que ia ter o negócio do dinheiro. Só vou fazer um pensamento aqui. O senhor disse que tô pensando como se fosse o senhor. Eu vou participar disso para ganhar dinheiro. Sim. Vou
lá no local e vejo duas pessoas sequestradas. Hum. Por que que o senhor não voltou? E então isso aí só não queria sequestrar ninguém, só queria ganhar dinheiro, né? Era só queria ganhar dinheiro, senor viu que o negócio era um pouco mais grave do que só tomar um dinheiro de alguém, não voltou e foi embora. Então acho que foi porque também que eu cheguei lá e tipo meio que fui obrigado a ficar porque eles falou que só tinha, ela só ia assinar os papel da transferência. Aí acabou que porque eu já tinha chegado lá e
eles insistiram de eu ficar, entendeu? Mas o meu negócio mesmo só foi por causa do dinheiro. Senhor tem dois filhos, né? Tenho dois filhos pequenos. Qual o sentimento que senhor teve quando soube que três crianças foram mortos brutalmente? Eu só pensava nos meus filhos, entendeu? Até hoje eu só penso muito neles porque foi uma barbaridade que aconteceu com essas crianças. Foi terrível. Meus filhos é tudo para mim na minha vida, entendeu? Meus filhos. Aí isso destruiu, destruiu, me destruiu, me destruiu. Tem para participar dessa loucura. Ao saber que três crianças foram mortas, então, senhor não
pensou assim: "Vou vou me entregar entregar quem fez isso?" Mas eu me entreguei depois do que eu vi eles indo para eles. Eu me entreguei na na terça-feira de tarde eu me entreguei. Mas senhor se entregou de forma voluntária ou depois de saber que alguém tinha sido localizado? Depois que eles já tinha eles tinha sido presos. Aí eu vi que eu digo assim, eu pergunto é preven antes de qualquer, né? O senhor tomou conhecimento, a polícia só soube depois, Né? O senhor também disse aqui que soube da morte depois da morte, né? O senhor disse
que não tava lá com quando elas foram mortas. Mas eu pergunto assim, no exato momento que o senhor soube que as crianças haviam sido mortas, que o senhor disse depois para alguém lá, não quero continuar isso, vou embora. O senhor não pensou assim, vou à delegacia e vou entregar todo mundo? Pensei nisso. Não pensei nisso, doutor. Não pensei. Como é que o senhor dorme hoje sabendo que de 10 pessoas, três crianças foram mortas que não sabiam de nada, não sabiam de dinheiro, não sabiam quem gostava, quem não gostava do pai e da mãe. Como é
que o senhor dorme hoje, seu Fabrício? Ah, meu Letícia, eu deito e durmo, mas eu não consigo nem pensar nessas coisas. Não, não tem. Eu me arrependo assim de ter participado disso, de ter conhecido essas pessoas. Me arrependo de ter isso que eu sei que eu tenho dois filhos. Me arrependo. OK. Eu vou fazer uma última pergunta agora. Última pergunta mesmo. Eu peço até perdão pra família, por tudo isso, dependendo do que eu falar, não vai mudar resultado de nada, entendeu? Certo. Eu acredito que o senhor tem esse sentimento. A última pergunta. Então, no grupo
que participou de todos esses crimes aqui, o senhor pode me dizer o nome de cada um? De de tudo do do dos cinco outras pessoas que o senhor entende que participaram desses crimes todos aqui, seja de um só, de dois ou de todos, quais as pessoas eram do Pera aí, eu tava falando que aí de senhor me dizer o nome de cada um. É, foi eu, Gideon, Horácio, Carloman, Cacau e o Miguel, né? Nós é o Carlos Henrique. É o Carlos Henrique. Quem era o chefe de tudo isso aí? Se o Gideon. Gideon. Com certeza.
Oraço. Oraço também acho que era um suportado dele também, alguma coisa assim. Mas eles estavam sempre os dois juntos, essas coisas não tem. Ok. Eu não tenho mais perguntas, senor. Não, senor Fabrício. O senhor quer acrescentar mais alguma coisa? Doutor, só quero acrescentar que dessa coisa mesmo que eu peço perdão pra família de tudo que aconteceu ter causado essa esse prejuízo, né? O depoimento do seu Emanuel me comoveu muito, me deixou muito abalado também. Depoimento do seu Emanuel da Núbia, eu peço perdão paraa Núbia, seu Emanuel, viu? OK. Sei que é difícil, sabe, professor? Eu
sei que é difícil mesmo. Mesmo assim vou falar professor mesmo para mim que tô acostumado a isso aqui todo dia é difícil. A defesa tem perguntas, Dr. Adrian? Só um minutinho, por favor. Eu quero pedir perdão para minha mãe também. Você pode ter um intervalo de 5 minutinhos. Eu vou fazer pouquíssimas perguntas. Como, doutor, um intervalo de 5 minutos. minutos interval. Então, então vamos retomar o interrogatório do seu Fabrício. Eu passo a palavra então ao seu advogado. Obrigado, excelência. Boa noite, Fabrício. Boa noite, Fabrício. O primeiro sequestro se deu no dia 27 de dezembro de
2022. Você tava onde? Nesse dia tava em casa. Em casa. Tava com mais alguém? Tava com minha mãe, meus filhos, né? Mas antes de de no dia na na parte do dia tava o Gideon, o Horácio, o Miguel, os meninos tava lá em casa, mas depois eles foram embora e depois eles voltam para me buscar. Entendi. Já tava em casa. E nesse dia o Gideon, ele havia comentado que o plano do sequester era início. Sim, esse é início naquele dia. Tá. Então você sabia que seria esse dia? Sim. Tá. Eh, quem foi que te ligou
para ir até a chácara? Mandou mensagem foi o Gideon. O Gideon. E ele falava o quê? Só que chamando pra gente que tinha que tinha dado início, alguma coisa assim, não lembro direito, doutor. Não lembro se que ele me chamou que depois não chegou lá em casa, me buscou e falou que tinha que levar o carro, tinha que tirar o carro de lá. O Siena, eu não lembro direito que ele falou na mensagem. Eu lembro, não lembro, doutor. Tá, mas nessas mensagens ele chegou a falar para você que o Marcos teria sido alvejado. Não, não
falou nada não. Você tomou conhecimento de que ele tinha sido alvejado lá na chácara quando chegou? Foi. Foi. Entendi. Eh, Fabrício, você relatou uma arma de fogo que teria repassado ao Gideon. Certo. Você consegue precisar mais ou menos quanto tempo antes você teria negociado essa arma antes de ter dado início ao plano de sequestro? uns três para quatro meses antes, doutor. Tem foi bastante tempo. Não tinha. Entendi. Mas foi bastante tempo, Tá? E só para que esclareça para os jurados, nesse período já tinha esse plano de sequestrar a mar? Não tinha plano nenhum ainda. Não,
não tinha plano de nada não. Ele tinha pedido a mar para ficar na chácara, para ficar na segurança da chácara. Entendi. Você chegou a passar alguma arma de fogo pro Carloman? Momento nenhum. Nunca [roncando] nenhum, né? Passei arma nenhuma pro Carloman. Tá. Eh, quando que você leva o veículo Siena até o cativeiro? É no mesmo dia do sequestro do mar. Foi. Aí sequestraram o pessoal e desceram lá, me buscaram. Foi no mesmo dia, eu fui, levei o cieno pro cativeiro e fui embora. Entendi. Quanto tempo você ficou no cativeiro até você ir embora? Acho que
não foi nem umas meia hora, foi pouquinho tempo. Só foi por tempo de guardar o carro e sair. Foi pouco tempo. Entendi. Nesse período o Marcos foi esquartejado. Vocês sabe dizer? Não, não, não, não, não, não, não foi. Você chegou a ver ele sendo esquartejado? Não, tá repreendido não. Você tava no local? Não, não tava. Tá. Qual era o período que você ficava no catbeiro? Qual era a sua rotina? Era de manhã, à noite? Era de manhã. Era durante o dia, né? durante como é que funcionava? De manhã cedo, umas 8 para 9 horas, eu
ia para lá, né? Já chegava, preparava o café das mulheres, né? Da da da da Cláudia, da Ana, da Renata, né? Da Gabi, Preparava o café dela, dava o café, depois eu preparar o almoço, limpava ali. Aí de tardezinha eu ia embora. Antes delas jantar, alguma coisa assim, preparava do jeito que elas queriam, do jeito que elas gostavam de comer e saía e embora depois. Entendi. Você já chegou a dormir algum dia ali no cativeiro? dormiu uma noite lá só. Você se recorda qual teria sido esse dia? Alguma coisa que te traz a lembrança de
que você teria dormido? Foi um dia que eles chegaram muito tarde, que o Gideão e o orá chegou muito tarde lá e eu acabei ficando lá porque ele não ia, eu ia já ir embora e já ia voltar. Eu peguei e fiquei lá. Mas o da data certinho eu não lembro, não lembro que dia foi. Entendi. Eh, quanto a morte de Lisamar e das crianças, eh, se teria de alguma forma, né, se diz que na verdade não teria aceitado que elas fossem para lá, certo? Nada, nada. Mas você ordenou a morte da Elisa ou das
crianças? Reprei em nome de Jesus. Nada, nada, nada, nada contra aquelas pessoas. Nada. Eu tenho dois filhos, doutor. Entendi. Dois filhos. Quem foi que levou, quem foi que buscou Elis Maia as crianças? Ah, não lembro quem foi, mas foi eles tudo. Eu fiquei sozinho no cativeiro. Você ficou sozinho? Fiquei, fiquei sozinho no cativeiro. Entendi. E só para que deixe claro paraosurados, alguma das pessoas, acusados que foram até Elisam e as crianças falaram o que fariam com elas? Você tinha conhecimento o que seria feito com as crianças? Nada, nada, nada. Tá. Em relação às mortes de
Renata e Gabriela, você tava onde? Tava no cativeiro. Aconteceram lá na casa. Lá no cativeiro. Tava no cativeiro? Tava. Entendi. Antes delas saírem no veículo Siena, eh, chegou alguma informação para você de que elas seriam soltas? Sim. Era o tempo todo eles falava que elas iam ser soltas. E era para ser solto, que tinha que acabar, elas ia soltar as vítimas, ia soltar o pessoal, não era para ter. Como é que foi isso? Quem foi que te falou? Em que circunstâncias? É, era sempre quando perguntava alguma coisa se tá terminado, que eu queria acabasse logo
aquilo lá e aí só falava: "Não, tem calma que tá acabando, que vai acabar e tal". E era isso. Queria que terminasse logo aquilo lá, acabasse logo aquilo lá. Entendi. Eh, no plano, qual era o plano inicial desse, desse sequestro? Era só motivo financeiro plano também matar alguém? É que nem eu falei pro Meeretista, que nem eu não acredito mais nesse plano deles. Não acredito mais nesse plano de tomada de chácara, de nada disso. Não acredito mais nisso, que seja só isso. Não tem condições de ser uma coisa dessa. Entendi. Aí era para ser só
isso, né? Só isso o quê? O a o financeiro, né? A questão do dinheiro era para ter sido só isso. Você quis eh, ou anuiu alguma morte das vítimas? Não, nada. Nunca nunca nunca fiz morar ninguém na minha vida. Entendi. Eh, você tinha algum poder de decisão dentro dessa associação criminosa? Qual era a sua função? Minha função era no começo, era só fazer o o cadastrar o chip e só, né? Aí vocês precisassem de comprar alguma coisa, Comida, esses negócios só. Então você só recebia ordens? Só só ordem. Tem tem mandava em nada. Nada, né?
Tá. E em relação às mortes de Thago, Cláudia e Ana Beatriz, você ainda tava no cativeiro quando elas foram? Não, não, não. Já tinha desistido do plano, já tinha discutido com eles, já tinha ido embora já e não tinha mais nada. Tava em casa já na minha casa, casa da minha mãe, né? Entendi. Então você foi embora após a morte de Renata e Gabriela, certo? Sim, sim, sim. E antes de Thago, Cláudio e Ana Beatriz serem mortas. Cl. Sim. Tá. Então você não presenciou não. Morte de ninguém presenciei não. Nada, nada, nada. Nem destruição de
cadáver, nada, nada, né? Tá. Você você chegou a receber algum valor por esse plano? No começo, nos dias que começou, o Gideon me deu Gideon foi o Horácio, um dos dois me deu R$ 2.000. Aí eu gastei no cativeiro mesmo, comprando comida para as mulher lá, comprando as coisas de lá mesmo. Entendi. Esses R$ 2.000, tá? E quando, voltando um pouquinho lá na chácara, quando você chegou lá, foi encontrado algum valor na chácara, em dinheiro? Doutor, na hora que eu cheguei lá, eles passa com um bolo de dinheiro na mão, não lembro quem tava com
esse dinheiro na mão, entra pro carro e a gente sai com os carros. Eu saio com no Siena e eu dinheiro sai com algum deles lá no no outro carro. Não lembro que carro era que saíram com esse dinheiro e nem quem foi que tava com esse dinheiro na mão. Entendi. E o que foi feito desse dinheiro? Ah, não sei. Acho que eles dividiram, me deram 2.000, né, para negociado cativeiro. O restante eles devem ter, sei lá, distribuído entre eles lá. Eu peguei 2000 que o Gideon me passou. O Gideon foi o Horá, se eu
não me engano, né, no começo. Tá. Então, esses 2000 foi referente a esse valor que foi encontrado na chácara, é isso? Deve ter sido. Não sei não. Não só precisar. Não sei. Não sei se foi desse dinheiro que eles tirou esses 2000 para dar. Não sei de onde é que veio esse dinheiro. Não tá. Eh, você me relatou que quando ficou sabendo da morte de Renata e Gabriela, você teria abandonado o cativeiro. Você fez isso foi por medo ou foi porque eh houve a morte delas? Acho que houve a morte, né? saiu fora todinho do
contexto do que a gente que tinha falado do que ia ser, né? Ixe, que medo também. Sei lá o que que foi. Saí, não queria não. Fugiu do contexto do que a gente tinha que a tinha me falado do que ia fazer, né? Ah, entendi. Não tinha não era para ter morte nada. Tá. Quanto ao cativeiro, você chegou a participar de alguma negociação de aluguel? Não, nada, nada, nada, nada. Não tá não. E foi dito para você de que aquele lugar lá seria de fato um cativeiro ou seria alguma outra coisa lá? Seria uma oficina.
Quem foi que falou isso para você, doutor? Não me lembro se foi o Horácio ou foi o Gideon, mas acho que foi um dos dois. um dos dois, como tu falou isso? Entendi. Eh, deixa eu ver mais tá, Fabrice, eu tô satisfeito. Se você tiver mais alguma coisa a falar em sua defesa, você pode ficar à vontade, tá? A defesa termina, mas se você quiser, pode ficar à vontade de falar. Meretíssimo. Eh, em questão você perguntou se eu tava dormindo bem esses negócios, eu tô tomando remédio controlado para dormir, não durmo direito, porque assim, eu
penso muito, reflito muito sobre isso, sobre tudo que aconteceu. Eu tenho dois filhos, não consigo me imaginar sem eles. Deus pequenos. Entendeu? Eu me arrependo de tudo isso, de ter conhecido essas pessoas, de ter aceitado por causa de questão de dinheiro, né? Peço perdão para Deus. Espero que Deus me perdoe [roncando] com a família. E é isso. Peço perdão paraos meus filhos também que estão crescendo agora sem pai. Minha mãe cuidando deles. Espero que ela cuide deles direitinho. [suspirando] Tô Ele vai responder os jurados. Não, pode encerrar. Ah, não. Jurados, o Jorados pode. Com relação
às defesas nenhuma. Mais Jorados, sim. Não entendi. Tô falando em relação às outras defesas, Não, mas com relação aos joratados vai responder. OK. Podemos seguir, senor Fabrício. São poucas perguntas aqui ainda dos jurados. Então, a primeira pergunta, aonde o senhor estava no momento do esquartejamento do Marcos? Tava em casa na minha, na casa da minha mãe. Casa da mãe do senhor? Sim. No momento em que Miguel fugiu, o senhor estava presente? Não. Sobre o tiro que Marcos levou. Quem te contou e o que falaram? Quem me contou? Acho que foi o Gideon que me falou,
mas o que que falaram? Só falou que tinha reagido e disparou a arma. Só agora quem me contou a foi o Gideon mesmo. Após ser convidado pro Gideon para participar do crime, dos crimes e perceber toda a cena, por que continuou na cena do crime? Como assim? depois das mortes. Então não continuei. Eu saí do cativeiro, fui embora, voltei no na segunda-feira com eles insistindo que queria que ajudasse alguma coisa, esses negócios, né? Eu saí quando na morte da Renata e da Gabi, eu saí, desisti de tudo. Certo. Aí o Jurado continua perguntando aqui: "E
por que pensou em chamar Carloma? Por quê? Porque ia precisar de mais gente. Senhor já sabia de outros crimes onde ele tinha participado? Não sabia que ele tinha sido preso. Mas o por que quem tinha sido preso? O Gideon ele, o Horácio, o Horácio me fala que ele era primário, mas os meninos falou que já tinha outra passagem aqui, alguma coisa. Não sei qual foi o outros crimes que ele tinha cometido eles não. Naquela situação toda ali, principalmente nessa parte cativeiro, né, seu Fabrício, Gideon e Orá, em algum momento fingiram que eram vítimas do sequestro?
No cativeiro. Não, não, eu saiba não. Quem levou o Thiago ao cativeiro? Quem levou o Thiago? Acho que quem levou o Thiago acho que foi o os três, né? O Gideon, o Horácio e o Carlos chegou com ele lá. Carlos Henrique teria ido à chára nesse dia em que foi levado pro cativeiro? Então, na chácara eu creio que ele foi. Agora no cativeiro ele não apareceu não. Na chácara eu não tenho certeza que eu não conhecia o Carlos Henrique, não sabia nem qual foi a participação dele. Eu sei que no cativeiro ele não apareceu. Não
apareceu com Henrique. Carlos Henrique. Carlos Henrique. Eu fui conhecer ele e a gente já tava preso na DPE. Senhor chegou a ver lá no cativeiro o o Thaago? Sim. Ele lá no que o senhor viu lá no ele era um uma pessoa que tava com restão da liberdade ali ou ele era um participante fingindo que era? Não era participante não. Ea foi como tava com vítima mesmo. Então ele não, ele não tava ali sequestrando as outras pessoas que era não tava não. Alguma pergunta mais, Jurados? Encerrado então o interrogatório.