Você já parou para pensar por que 2026 é o novo 2016? The Markering Club, episódio 2. Oi, meu nome é Luana, eu tenho 23 anos e tem uma marca de roupas há 5 anos que é AS.
Eu já aviso desde já que talvez esse vídeo seja um pouco nichado para pessoas que gostam muito de marketing, comunicação, tendências assim como eu, mas se você gosta disso, acho que você vai gostar de estar aqui hoje comigo. Eu sou graduada em marketing, por isso me considero uma pessoa que entende desse assunto de certa forma. E no The Marketing Club de hoje, a gente vai falar sobre motivos do porque as pessoas estão vendo esse ano como se fosse 10 anos atrás.
Então, 2026 sendo novo 2016. Primeiro motivo, insegurança coletiva. Toda vez que eu vou escolher um filme novo, por exemplo, ah, tô de boa em casa, vou escolher um filme na Netflix ou escolher um filme na Amazon, vou escolher uma nova série para começar, eu passo mais tempo procurando o filme do que assistindo o filme.
E o pior de tudo é que no final eu sempre acabo escolhendo o mesmo filme. E uma vez quando eu estava falando isso com a minha terapeuta, eu pensei, perguntei, né? Mas por que que eu fico sempre escolhendo no final as mesmas coisas?
Eu sou assim com música também, tá? Você vai ver que minha playlist tem as mesmas músicas favoritas de 10 anos atrás. É que de certa forma isso me traz uma segurança de que eu sei como eu vou me sentir vendo aquele filme ou ouvindo aquela música.
E trazendo um pouco pro cenário atual, o que que acontece? A nostalgia acaba crescendo quando o cenário atual é uma coisa que a gente não consegue controlar. Então eu tenho alguns dados para vocês.
De acordo com os dados da economia de criadores, mais de 165 milhões de pessoas começaram a criar conteúdos nas redes sociais desde 2020. E no Brasil, o volume de vídeos publicados no TikTok cresceu em 27% só entre janeiro e maio de 2025, ou seja, só no início do ano passado a gente já tinha uma métrica muito forte e o uso do Hills no Instagram cresceu em 49% entre os anos de 2023 e 2024. Mais de 45% dos usuários brasileiros no TikTok seguem alguma marca ou alguma empresa e um em cada três desses usuários já comprou algo que conheceu na plataforma.
Que isso significa? trazendo todos esses dados para vocês, que a oportunidade de criar e de vender existe, mas tem muita competição, muita oferta e muita atenção. Ou seja, a gente volta pra frase que estamos vivendo um ambiente de certa forma instável para quem precisa criar as estratégias.
E aí isso cria um cenário onde a gente entende que é difícil ganhar atenção, é difícil os consumidores ficarem muito obsecados para querer consumir alguma coisa e as marcas elas precisam conectar emocionalmente, não só aparecer ali e enfim. E aí que entra a nostalgia. As marcas trazendo referências do passado, elas conseguem trazer uma atenção pro consumidor, mesmo o ambiente atual, estando de certa forma barulhento, difícil de competir, difícil de chamar atenção através de alguma novidade.
E aí é por isso que a insegurança ela leva a sensação de medo de errar e que com isso você busca por segurança, igual contei para vocês, você busca uma familiaridade naquilo que você vai consumir. E a nostalgia ela traz todos esses elementos que eu acabei de falar para vocês. E com a nostalgia você gera então confiança pro seu consumidor e consequentemente leva a conversão.
Trouxe alguns exemplos para vocês legais de marcas que vem utilizando isso como estratégia. A Lego lançou um kit inspirado no clássico Game Boy, que eu confesso que eu nem sabia o que era, mas eu perguntei pro meu pai e ele era obsecado por isso, misturando um brinquedo retrô com uma experiência de construção moderna. Então ele conectou duas memórias muito fortes pro consumidor, que é o Lego e o videogame dos anos 90.
O McDonald's lança uma refeição nostálgica inspirada no universo clássico da McDonald's Land dos anos 70, em que tinha uns itens colecionáveis e parecia quando você pedia realmente McDonald's lá antigamente. Segue as imagens aqui para vocês conseguirem visualizar. A Oreo, ela entrou no universo do castelo Ratimbum para fazer uma collab, quem lembra?
Quem assistia também? E a Volkswagen celebrou 70 anos com campanhas que mexem muito com a história e com a memória. A Laz, para anunciar os seus drops de moletons, fez um remake do filme De Repente 30 com uma influenciadora super moderna, né, que é muito forte na Jenzy atualmente, que é a Helena Riss.
e ela fez um vídeo fazendo um remake da cena do filme De Repente 30, que é um filme que traz muita nostalgia, tanto pra quem conhece, já consumiu o filme, tanta sensação de curiosidade pra geração mais nova que não sabe sobre o que é esse filme, sobre o que que é essa cena que ela tá recriando. E consequência disso, o nível de engajamento e repercussão desse vídeo e dessa campanha e consequentemente do lançamento desses moletons, foi muito maior, mesmo no momento em que todas as marcas estão lançando coleção de inverno e moleton, onde seria muito difícil conseguir a atenção. E onde a gente volta pro começo desse vídeo, que é num cenário instável, a forma mais segura de conseguir a atenção dos seus consumidores muitas vezes é a nostalgia.
Dois, excesso de estímulo. Hoje a gente vive num estado constante de estímulo. Por exemplo, eu acordo sem brincadeira, eu não me orgulho disso.
E eu pego meu celular e aí eu vejo o TikTok, aí eu vejo a notificação, grupo dos meus amigos vendo o que que eles vão fazer sexta, aí vejo namorado mandando o que que a gente vai fazer hoje à noite e mensagens de trabalho e vou ter uma reunião hoje. Com isso é muito difícil que a gente se aprofunde e realmente preste atenção em alguma coisa. E tudo isso porque eu sentia que meu cérebro não conseguia processar tudo isso que eu tava consumindo, sabe?
eu realmente ficar com a sensação de, caraca, eu acho que eu tô meio burra, eu não tô conseguindo processar tudo isso. E a explicação disso tem um sentido por trás, tá? Quando a gente tem muito estímulo, tudo que é novo começa até a causar um certo cansaço, certo?
Porque você já tá recebendo tanta coisa, mais coisa nova, isso talvez não te estimula de um jeito positivo, isso te cansa de certa forma. E o cérebro não quer mais aprender tudo do zero, ele quer reconhecer alguma coisa que ele já sabe o que que é. E aí, por isso que entra a nostalgia de novo.
E por isso que, de novo, 2026 é o novo 2016. Então, quando você vê alguma coisa que você já reconhece, você lembra, você sabe o que que é, fica muito mais fácil de você, de certa forma querer assimilar isso sem o seu cérebro tá cansado. Até porque no meio do barulho, o conhecido chama mais atenção do que o inovador.
E é por isso que o excesso de estímulo ele leva a um certo cansaço. E esse cansaço faz sua cabeça buscar por familiaridade. E aí que a nostalgia entra entregando tudo isso pro consumidor e dessa forma a gente consegue a atenção do consumidor e consequentemente a conversão.
trouxe alguns exemplos para vocês. O meu preferido é inclusive de uma pessoa que tá aqui no backstage desse vídeo, que é o tanto de remake que a Globo tá fazendo de novelas e seriados antigos, porque é muito mais seguro, pensa no tanto de investimento que eles gastam para fazer uma minisséria, uma novela, eles trazerem um remake de algo que o público já vai ter todo esse sentimento de eu conheço, eu vou relembrar, eu não vou ficar com preguiça de assistir ou consumir algo novo. Inclusive, traz conforto para quem chega em casa e quer descansar.
A pessoa tá assistindo uma reprise de uma novela que ela já sabe de certa forma o que que é. Minha mãe a prova disso tá assistindo Vale Tudo. A New Balance relançou várias silhuetas antigas do 550, 990, 530, que eu particularmente amo.
Com a estética de pai dos anos 90. A Nintendo fez consoles retrô personagens clássicos com pouca mudança na essência da marca, mas que lembra muito como se você tivesse jogando antigamente. E na las a marca mantém os mesmos shapes de calça há mais ou menos 3 anos.
Então, essa calça que eu tô usando aqui, ó, que ela é uma calça reta, com pregas, um pouco mais soltinha, a gente lançou há três anos e até hoje a gente relança todo mês sem mudar absolutamente nada nela, só com novas cores, seja via reposição, seja via novas lavagens. A consequência disso pra L é que as pessoas sentem conforto a pensar nessa calça, igual todo esse raciocínio que eu trouxe pr vocês. Então, até hoje até fiquei chocada com esse número.
A gente já vendeu cerca de 5. 680 calças de pregas da las três. Atalho de storyting.
Quando eu era mais nova, eu queria muito comprar um tamagoshi, né, que eu acho, não sei se quem tá assistindo já teve. Se sim, vocês comentem aqui. E enfim, eu queria muito e eu sentia que se eu comprasse um, minha vida ia mudar, até porque parênteses a minha mãe nunca deixou ter cachorro ou bichinho de estimação.
Então eu tinha esse certo sentimento. Eu já tava preparada para ter que explicar para ela: "Mãe, eu quero um tamagotech como que é? " E quando eu falei para ela que queria um, ia explicar para ela o que que era, eu não precisei.
Ela mesma explicou para mim o que que era. Eu acho que isso resume muito bem o que seria um atalho de storytelling, que é quando uma empresa, por mostrar algo que já existe, você não precisa explicar do zero que aquilo é, você só precisa relembrar que aquilo existe. E a explicação é que quando você cria uma história do zero hoje no mundo de marketing, nas campanhas, isso custa muito caro, tá?
de certa forma, tempo, atenção e esforço também do consumidor que vai entender aquela nova história. Então, quando uma marca ela relança algo que já existiu, ela não precisa convencer ninguém, ela só precisa reativar isso na mente da pessoa. O público já conhece, já viveu e já tem opinião formada, tipo, minha mãe, ela deixou comprar o tamagoschi.
A nostalgia funciona de certa forma como um atalho narrativo. E isso tudo por a memória pria, ela leva ao reconhecimento imediato que leva a emoção, a confiança e a conversão. Alguns exemplos para vocês.
A Leves 501, que é aquela calça perfeita, ela nunca tem que explicar modelagem pro público, porque o público já sabe o jeito que veste, o jeito que fica. E quem tem uma sempre quer convencer uma pessoa a também ter uma. Consequentemente, quem tem uma compra de todas as cores e assim vai.
A Disney vive lançando live action em vez de lançar filmes novos e animações novas, porque é muito mais fácil e barato também você reativar pro seu público essas animações que já fazem tanto sucesso e que tem tanta conexão emocional com tantas pessoas do que criar um personagem novo. E é por isso que a gente viu live action de Ariel, live action do Street. Eu inclusive assisti todos, tá?
Realmente é só eles colocarem lá. Vai ter live action? Eu já sei como vai ser a história, eu sei como funciona, mas eu quero assistir no cinema mesmo assim.
Quando a gente lançou o cheirinho las há um tempo atrás, que foi com uma colabas, logo nos primeiros anos, a gente explicou tudo pro consumidor como que seria. É o cheirinho que vem na caixa, que tem essência assim, que é floral ou desse casado, que serve para usar dessa forma, que vem tantos mls que você vai sentir dessa forma. Passaram-se anos, o cheirinho saiu do site.
Quando a gente relançou ele na popup da marca, a gente não falou nada. Era só uma foto dele no site avisando que ele estaria disponível na popup, não teve explicação, então não tem todo aquele processo de você trazer esse storytelling pro seu público. Como consequência disso, normalmente quando tem um produto novo numa loja, principalmente um ponto físico, a vendedora tem que explicar isso, né?
Então, olha, esse cheirinho assim, ele é floral, adocicado, ele é dessa forma. Todas as clientes que entravam na marca, elas até poupavam a vendedora no sentido de não, não, não precisa falar, só deixa eu sentir mesmo como que é. Sentia, comprava e levava na hora.
A gente teve uma conversão muito alta do cheirinho da lá. Quatro. Geração adulta com poder de compra.
Recentemente eu fui chamada para ir numa balada na minha cidade, Mogi das Cruzes, São Paulo. E aí eu olhei e pensei: "Nossa, quem que vai? " Porque era flashback, era música antiga, era num lugar que geralmente não é tão cheio e era uma pessoa construindo aquela festa privada assim.
Então assim, ela tinha que lucrar com aquela festa. E eu pensava, será que alguém vai? E assim, o público maior que ia consumir aquelas músicas flashbacks era um pessoal mais velho e consequentemente o pessoal que tem total decisão de compra.
são meus pais, pais de outras pessoas, pais de conhecidos, que eles podem simplesmente decidir comprar ou não o ingresso daquela balada e que acho que era mais ou menos uns R$ 60 e que pra gente que é jovem, às vezes não faz sentido pagar esse valor para entrar num lugar que você ainda vai pagar o cons. Enfim, ninguém questionou o valor e lotou, lotou muito, foi, ficou muito cheio. Eu saí de lá pensando quanto é interessante e inteligente você conversar com quem tem o poder de compra no final das contas.
Quem viveu a nostalgia hoje é o adulto e é o adulto que pode pagar por isso. Então essa geração já trabalha, paga boleto, decide a compra, escolhe a marca que eles vão consumir. Então a nostalgia ela até deixou de ser algo só legal, como um poder de consumo para esse público.
E isso tudo porque a história vivida, ela leva um significado que leva a um desejo, a decisão que tá muito imediata para esse público e consequentemente a compra. Alguns exemplos legais, a Polaroid, que é uma marca que eu amo, né, de câmeras, enfim, que todo mundo já deve conhecer, fez uma campanha chamada For the Analog Generation, que são as pessoas que estão na geração que viveram de fato a câmera analógica. Não, só a gente da J acha descolado, a gente já tem uma câmera analógica posicionando a marca como cultural tanto pro público dos anos 80 e 90 pela nostalgia causada nessa campanha, quanto com os mais jovens pela estética, do tipo isso é tão legal que eu nem vivi isso, isso é muito descolado.
E a LASA, apesar de ser uma marca muito focada na geração Z, a gente tem um mix de influencers. E nesse mapeamento a gente sempre coloca em fluas idades possíveis, incluindo as idades que mais conectam com o público adulto e que a gente sabe que vai influenciar o público adulto, mesmo que seja o público que não vai comentar diretamente no nosso post ou engajar ou viralizar todos os meus TikToks, mas é o público que ele pode num estalo de dedos decidir se ele vai comprar essa calça ou não. Como consequência disso, a gente fez uma caixa de aniversário da L uma vez de Siding do Birthday L, que é quando a gente envia um paress kit grande, só entre parênteses quando as marcas mandam produtos, né, para influenciadoras com a esperança que elas postem, divulguem.
E a gente mandou um ano e um dos itens mais chamativos desse press kit, além das roupas, era uma polaroide. E foi muito legal porque a gente teve a êxtase assim de quem tava recebendo e tinha essa certa nostalgia com câmeras analógicas que eram nossas influs um pouco mais velhas. E a gente também tinha o sentimento de meu Deus, é muito cool ter uma câmera que imprime a foto na hora que eram nossas influs mais adolescentes.
E aí como consequência disso e por a gente ter esse mix todo das influs, quando a gente lançou o tricô que estava junto com a caixa dessa câmera, eles esgotaram em uma hora. Eu lembro até hoje era um tricô rosa pink e um tricô cinza. Era um cardiganzinho assim.
Cinco. Nostalgia vivida versus nostalgia aspiracional. Esses dias eu tava ouvindo muito no meu carro as músicas que eu venho consumindo no TikTok e para mim que fazem super sentido.
Então assim, eu tava ouvindo, sei lá, uma música que eu vi um edit no TikTok falando sobre filme de terror e aí eu coloquei essa música no carro porque eu achei descolado. Não faço ideia quem a cantora, quando que ela lançou essa música, se essa música já esteve em alta em algum momento. E quando eu coloquei, meu pai falou assim: "Meu Deus, por que que você tá ouvindo essa música tão velha?
Que legal, essa cantora tal". e começou a me explicar e falar isso e falar aquilo. Eu fiquei pensando, nossa, que interessante, estamos ali com o mesmo gosto.
Isso por os millennials eles viveram às vezes muito dessas coisas que a gente tá consumindo hoje e eles sentem falta. A gente que é a J, a gente não viveu, mas a gente idealiza quando a gente começa a consumir aquilo. Então, caraca, que legal essa música vintage acho que isso era num momento tal.
E a idealização, ela também gera desejo. Assim como acabei de contar para vocês sobre o público mais adulto, a gente que não viveu, mas acaba vivendo coisas nostálgicas, a gente também sente desejo da mesma forma. Para quem não viveu, o passado vira algo cool, curado e central.
Uma make assim, legal. As pessoas já gostaram, já aprovaram, vão testar sem medo e que descolado. Que é isso?
Isso tudo porque o que é desconhecido, ele gera uma certa idealização. E quando você tem a confirmação, no caso das pessoas que já viveram aquilo, você tem uma confiança sem receio e uma conversão totalmente orgânica. Alguns exemplos para vocês, um case muito legal que até minha irmã mais nova inclusive ama é Stranger Things, que eu sempre fico pensando.
A gente tava até conversando esses dias na minha família, meu primo que é médico, nem é da área de marketing, ele falou: "Faz tempo que eu não vejo uma série ativar em tantos lugares ao mesmo tempo e é McDonald's e é no biscoito e é isso e é aquilo, e fazer tanto sucesso quanto Stranger Things. " E aí no que eu fiquei pensando, verdade, que que será que fez isso acontecer? E Stander Things, ele é uma série que ele vive a nostalgia e apesar de aparecer muitos elementos cenográficos ali presentes nas séries que as adolescentes que consomem muito a série não viveram aquilo, eles idealizam aquilo como algo muito cool e muito diferente do que eles vivem hoje em dia.
Isso causa esse desejo e essa aproximação da mesma forma. E aí tem o nosso case da LS, que eu acho que explica muito bem como que a nostalgia vivida versus a nostalgia aspiracional funciona na prática. Quando a gente foi lançar moletons, nossos primeiros moletons, a gente enviou 500 cartas para 500 clientes nossas explicando como que seria a coleção, como que seriam as peças, como que seriam as cores.
E aí para mim isso era algo muito revolucionário, muito. Por exemplo, que marca de e-commerce manda carta pra cliente, na casa da cliente ela abre e a marca tá se conectando com ela diretamente de forma offline. Pra minha mãe, ao mesmo tempo, era algo muito reconhecível.
Ela falou assim: "Nossa, fazer um tanto isso antigamente chamava até de mala direta e era uma estratégia cara. Antigamente era algo que era em alta assim pr as marcas fazerem. Então a gente juntou uma coisa que foi vivida ali pela minha mãe e algo que era totalmente novo pra minha geração, que era quem estava recebendo as cartas de fato.
Consequência a gente foi até quase cancelada porque os moletons acabaram em menos de uma hora no site. Eu lembro disso até hoje, assim. E por último e até talvez um pouco polêmico, seis, orçamentos de estrelas do passado.
Existem muitas it girls que logo que eu comecei a las que elas estavam no auge, eu pensava: "Poxa, tomara que um dia a gente possa contratar essas influencers". Era bem no momento que as influs que ditavam o Instagram hoje em dia não são talvez as mesmas mais reconhecidas no TikTok, sabe? O tempo passa, as Its mudam e com isso as que eram as top maiores assim daquele momento, elas ficam com orçamento mais acessível.
Isso é uma coisa que me deixou bem pensativa e que talvez é algo que influencie muito as marcas estarem usando também a nostalgia e essa narrativa de 2026 ao novo 2016 como estratégia. Existe uma estratégia que muita marca usa e quase ninguém fala que é contratar ícones do passado custa menos e conecta muito. Isso tudo por gatilho nostálgico gera identificação geracional que causa afeto transferido, gera uma lealdade orgânica.
Alguns exemplos. Uma das parcerias mais conhecidas de branding que rolou assim há um tempo atrás de celebridade foi a Britney com a Pepsi. Lá nos anos de 2000, eu nem tava nascida ainda.
E a Pepsi pagou na época algo em torno de 16 milhões de dólares por aquele contrato de publicidade global, o que era uma fortuna absoluta para um para uma junção assim de marcas naquele momento. Agora vamos pra realidade de hoje. Apesar de eu amar ainda a Britney e acho ela super icônica, talvez se a Pepsi ou outra marca fosse tentar cotar ela para fazer essa mesma junção por ela não estar mais no auge cultural como naquele momento, eu acho que o orçamento dela não chegaria talvez nem à metade do que foi pago na época.
Mas sabemos que por conta de tudo isso que a gente conversou nesse vídeo, se alguma marca decidisse se juntar com ela, o impacto, o buz, a visibilidade seriam enormes do mesmo jeito, principalmente por esse sentimento nostálgico. Isso vale não só para pessoas, mas para estratégias também. Na las a gente faz coisas que se fossem executadas no auge, elas seriam caríssimas e hoje elas não têm mais o mesmo orçamento, mas fazem muito sentido.
Então, voltando pro último exemplo que eu contei pra vocês da carta, se a gente fosse executar esse exemplo de mala direta, que é mandar uma carta pro consumidor nos anos em que isso era o auge, como tinha muitas marcas fazendo, a gente pagaria um orçamento muito caro para fazer isso, seja de arte, de impressão, de envio de carta, do envio dos envelopes em si, de conseguir todas esses dados dos clientes. Hoje em dia, que é uma estratégia que poucas marcas estão usando, a gente teve um custo muito menor do que se a gente fizesse outras campanhas publicitárias e a gente virou um case nesse sentido dos moletons. Antes de finalizar, queria lembrar que esse programa The Markering Club ele é patrocinado pela marca Last Cloting e vocês têm sempre cupom lá que é The Last Club.
Apliquem lá e peguem esse look aqui que eu tô usando, inclusive. Bom, esses foram alguns dos motivos do porque a gente realmente tem visto tantas marcas, produtos e criadores de conteúdo falarem que 2026 é o novo 2016, porque, óbvio, sempre tem um pouco de tendência cultural, mas também sempre tem um pouco de motivos por trás de porque que o mercado também está a favor disso acontecer. E me conta aqui se você teve alguma experiência recentemente com a nostalgia, qual foi o seu motivo favorito do que a gente apresentou hoje e qual você quer que seja os assuntos dos próximos vídeos.
Espero que com o vídeo de hoje eu tenha aumentado seu repertório, até porque repertório nunca é demais. E até o próximo episódio.