Boa noite, pessoal. Hoje a gente veio aqui nessa noite fria, né? Você tá vendo aí uma fumacinha saindo do lado da Débora e daqui também junto com os nossos chazinhos. Conversar um pouquinho sobre a dietologia bucai, né? Eh, para quem não me conhece, eu sou a Larissa, né? Sou praticante, né, da linhagem talista de alquimia interna de quan. Também sou médica, né, da linhagem e também médica pela tradição das agulhas de ouro, né? E a dietaterapia, né, dietologia é um dos pilares, né, da medicina eh chinesa, né, para nossa manutenção da nossa saúde, né, também
pode ser usado no sentido de recuperação de saúde, mas é essencialmente um dos grandes pilares da manutenção da saúde, né, das nossas quebras de hábitos, né, que não são tão interessantes assim pra gente, né? Eh, e eu queria apresentar a Débora também, né, que também faz parte da linhagem, das das duas linhagens e que a gente junta tá eh tentando, né, eh divulgar esse conhecimento, né, eh porque ele é um conhecimento muito fácil, muito simples de fazer e que traz benefícios enormes, né, Débora, conta um pouquinho aí da sua trajetória com aoterapia, como é que
tá sendo esse eh essa esse processo para você, né? Sim. Eh, a dietoterapia é um assunto que sempre foi de grande interesse para mim. Começou com o Aigur Veda, que trabalha com bastante cuidado e com orientações específicas da alimentação para tanto manter a saúde, fazer complemento a tratamentos e entrando em contato com a medicina tauísta e com a medicina chinesa também existe essa atenção. E eu sempre olho para isso com bastante cuidado, os hábitos alimentares, a mudanças dietéticas para otimizar os tratamentos e muitas vezes apenas as mudanças, adequações alimentares já trazem os resultados esperados, sem
a necessidade de fazer outras intervenções com acupuntura ou de ou a parte de fitoterapia, né? Eh, porque a alimentação ela tá todos os dias com a gente, algumas vezes ao dia, né? Café da manhã, almoço, jantar, ela participa de processos sociais também, né? Então, ela tá envolvida com outras questões aonde a gente eh as emoções estão envolvidas, então ela é muito arraigada. a cultura, né, a gente recebe, né, familiar, eh, nossa cultura familiar da região, do nosso país, a alimentação tá presente. Então, fazendo, olhando com isso e tendo consciência de como a gente, como a
gente come, quando a gente come, o que a gente come, não é só a dieta, né, a lista de do que comer, é um é um arcabolso falar de dietoterapia. Então, para mim é um é um universo que eu tenho visto e vejo bons resultados quando aplicado com consciência e educação é um processo de educação também e somos afortunadas em por termos tido e estamos tendo acesso à dietoterapia bucai, alimentologia bucai, né, para além de uma orientação são de cuidado, de desordem de saúde, mas da saúde, né, de manutenção da saúde, eh, o bucai, que
é maravilhoso, que vem da da linhagem Fanchi, que eu e a Larissa estamos empenhadas em compartilhar, em disseminar, em fazer com que todas as pessoas possam colocar em prática, porque só fortalece corpo, fortalece A vida é um fortalecimento da vida, trabalhar e aplicar o Bucai, né, Lari? Muito, muito. Que eu acho interessante, né, que você falou que o Bucai é uma grande ferramenta de autoconhecimento, né, porque ainda que a gente possa ter assim um background parecido, morar perto das mesmas da mesma cidade, né, ou, né, enfim, às vezes um alimento, né, te cai bem. né?
E em outra situação não, né? Eu eu participei disso, né? Eu vi isso acontecer assim, que tinham situações muito específicas que eu tinha alergia de ter determinados alimentos, mas se eu saísse do ambiente aonde eu comia aqueles alimentos, eles já não me faziam mal, né? Então tinha todo um conjunto de sensações, de emoções, né, que quando eu comia, né, um certo alimento, me fazia muito mal. E se eu comesse ele em outro ambiente, simplesmente com outras pessoas, de outra forma, né, aquilo já não me fazia mal. Então, quando a gente fala de dietoterapia, a gente
não tá falando de passar receitinhas certinhas, né? a gente não tá falando de eh podes, não podes, né? Porque no no bcai a gente eh fala, né, que a gente precisa de variedade, né, e enquanto você tiver digerindo bem, né, tudo pode, né, sempre com moderação, que é uma das nossas primeiros princípios, né, comer e beber com moderação, né, desde que isso passa bem pro seu corpo e não tem regra, né? você vê uma coisa que me fazia mal num determinado momento, num determinado lugar. Às vezes uma semana depois, né, não era nem uma questão
de que, nossa, né, você mudou todo o seu estilo de vida para poder comer, essa coisa não. Uma semana depois, em outro lugar, em outro, né, momento, eh, aquilo não me fazia mal, né, porque o contexto daquela daquela alimentação era diferente, né? Então o bucá, eu acho que é também um grande sistema de autoconhecimento, né, paraa gente ter por que que aquilo faz mal nesse contexto, né? Por que que isso aqui em outro contexto faz bem, né? Por que que de repente eu posso, né, eh, comer um bolo de chocolate de manhã, mas se eu
comer esse bolo de chocolate, né, de sobremesa do jantar, puxa, outro dia eu vou estar passando mal, né? Eh, o que o que que acontece, né? Então a gente tem também no Cucai uma grande ferramenta de autoconhecimento. Além de tudo, né, além da dessa manutenção da saúde, a gente vai ter essa essa questão do do autoconhecimento, que eu acho super bacana, assim, que é super legal, né? E a gente tem também pelo cai essa coisa maravilhosa que é a gente se alinhar com o céu e a terra, né? a gente respeitar o nosso corpo, respeitar
as nossas emoções, né? Também respeitando a terra e o céu, né? Então, a gente vai eh comer, né, de acordo com o céu e a terra. Então, a gente vai respeitar o fogo digestivo, né, que ele tá mais ativo enquanto a gente tem o sol. Isso vai mudar, né, em cada região, em cada estação, né? A gente também vai eh aos poucos trazendo paraa nossa pro nosso dia a dia eh os alimentos mais que estão mais próximos da gente, que são cultivados mais próximos da gente, alimentos orgânicos e alimentos da estação, porque a natureza ela
é maravilhosa, né? Eh, ela nos acolhe, ela acolhe todos os seres e ela multiplica todos os seres e ela traz o que é necessário naquele momento, né? Então, não é à toa que dá tangerina no inverno, né? Ou que tá pinhão só no inverno, né? Mariana, que é do Sul, você pode estar morrendo de vontade de comer um pinhão, né? em janeiro, se você não congelou, se você não fez um um queijo, né, de de pinhão, você não vai ter esse gostinho, né, porque não dá pinhão no no verão, porque no verão a gente não
precisa dessa quantidade imensa, né, de energia de de substância tão concentrada, né, em tão pouquinho espaço, né, no verão vai dar o quê? melancia, né? Porque a gente precisa, né, de hidratação e nada melhor para se hidratar do que com um pouquinho de açúcar pra gente ficar bem loucão no verão, né, e sair correndo e gastar a nossa energia que tá lá em alta, né, assim, se você come uma melancia no inverno, né, ainda que dê, né, provavelmente ela não vai ter toda essa energia que uma melancia no verão, né, a fora que assim é
um alimento que é muito mais frio, né, que no inverno pode até te trazer desequilíbrios, né? Então a gente também vai acabar respeitando o que a natureza traz pra gente, né, nesse período, nesse período. Então eu acho muito bonito assim essa coisa da do respeito, né, que a gente começa a ter pelo pela Terra, né, pelo planeta como um todo, pelos ciclos, né, universais, entendendo o nosso corpo, né, como parte disso também, né, porque a gente faz parte também desse grande corpo da terra, né? E você, Débora, como é que estão as suas experiências com
Bucai? Bom, eu tenho colocado os conhecimentos da cozinha bucai agora na minha casa nova e e me vem a palavra adaptação. Quando eu penso na cozinha bukai, vem muito a questão da adaptação. Então, eu tô vivendo eh processos de adaptação, observando isso na alimentação, na cozinha, para poder eh me alimentar de uma maneira equilibrada, básica, ou seja, eh comer quando eu tenho fome, aqueles alimentos que vão me saciar e me nutrir. Porque no dia a dia e na correria, quando tem multitarefas, eh, a gente, vou falar eu, né, assim, eu vou falar a gente, porque
muita gente assim, eh, deixa para resolver de última hora essa questão da alimentação. E aí pode comer qualquer bobagem ou as pessoas que moram na cidade lá no restaurante comer alguma coisa que não sabe se os alimentos foram processados de maneira adequada. Então, eu tenho vivido eh essas adaptações, eu tenho já mantido básico, mas assim, ah, o que que eu vou comer no dia seguinte? Já deixo organizado. O que que eu vou comer no dia seguinte? Ah, eu tenho fome meio-dia, eu já organizo a cozinha para já tá tudo no fogo, tal hora. Então, eu
tô no processo do relógio, do tempo do cozimento, do tempo da preparação, do tempo do demolho. Eu tô curtindo essa história. E o a a o fogão muda. Agora eu tenho um fogão muito bom que ele ele consegue fazer fogo brando. Então, eu consigo deixar o alimento em fogo brando. Eu morava numa casa que o fogo brando queimava a panela, só tinha fogo alto. Eu não conseguia fazer cozimento lento, que em algumas vezes é recomendado pra gente cozinhar bastante em fogo lento para ir tirando, né, eh, toda todo aquele pré, né, aquela pré-digestão, digamos assim,
para ter uma melhor assimilação no nosso organismo. Então, o alimento ficava cozido muito rápido. faz diferença. Eh, isso a gente só aprende na prática. O bucai a gente tem uma série de orientações que são simples, eh, mas a gente só consegue entender a profundidade quando a gente percebe os efeitos no nosso corpo, começando principalmente pela digestão, aquela digestão bem feita que você come, se sente saciado, né? você tem uma uma boa evacuação, a urina também adequada, fala: "Ah, tá funcionando". Não são grandes coisas, são esses ajustes. É você, por isso que eu tô trazendo a
adaptação, porque você faz uma adaptação de modo que você dá pro teu organismo, né? O que o o que ele pede, essa questão das estações do ano, né? Não vou ficar comendo melancia. tem melancia para vender aqui. Tem o ano inteiro melancia. É porque também o clima é seco, bastante seco aqui. Agora começou a esfriar. Eh, então eu faço as escolhas porque tem muita oferta nos mercados. A gente encontra ofertas para além da sazonalidade, né? São, eu, eu fiz um teste, eu comprei maçã faz mais de um mês. A maçã não estraga. É igual, é
igual o hambúrguer do McDonald's. A massa não estraga, tá aqui. Eu vou deixar, vou ver o que que acontece. Então é isso. A gente consegue encontrar hambúrguer do McDonald's fantasiado de maçã. Tô exagerando, mas aí a gente aprende observando, né? A gente observa aí. Eh, ah, vamos comer a abóbora que só tem ali, ó. Vi essa abóbora três semanas no mercado, não vai ter mais. Essa abóbora é bacana de comer. Coisas assim. Eh, falei um tanto de coisa variada aqui. E você, Lara, o que que você tem feito de bom na cozinha? É isso mesmo,
né? Assim, a gente percebe essas coisas, né? Eu tô me dedicando um pouco para as fermentações, né? Que é um do também dos outros princípios do bucai. né, a gente povoar o nosso intestino com as bactérias boas, né, as bactérias que vão ajudar a gente a digerir aquilo que a gente come. Então, a gente tem eh os processos de hidratação, como por exemplo, mas eu tô fazendo bastante as fermentações, né? Então tô testando as fermentações curtas, né, de deixar fermentando só dois, três dias ou ir deixando as coisas fermentar e ver até quando, né, que
aquilo fica bom ou quando que, né, fica melhor assim, ou isso também é muito pessoal, né, porque tem coisas que eu sei que eu poderia fermentar mais tempo, mas que daí eu gosto quando já tá ali, sabe, só três, qu dias, né, acho acho que já fica gostoso, né? Eh, então, tô me dedicando um pouquinho a a esses testes de fermentação, né? Eh, também me dedicando um pouco às conservas eh de mel. Assim, gosto muito de mel, adoro mel. mel diferente assim, mel de tudo quanto tipo de abelha, eu adoro. Então, tô começando a a
testar eh fermentações no mel, né, de diferentes formas, né? Eh, tentei fazer hidromel esses dias, Mariana, nossa, ficou meio estranho. Não, não chegou no resultado que eu queria, não ficou alcoólico como eu gostaria que tivesse ficado, né? Mas eu consegui fazer Jum, né? Agora tem o Jun, que é um fermentado que a gente faz com eh chá verde e mel. Então, tipo uma combúia, né, que é mais conhecido, mas com chá verde mel. Eh, o Dium é muito forte porque o mel é um antibiótico, então para um organismo, né, sobreviver no mel, ele precisa ser
bem forte. E agora eu tenho um de um que tá uma delícia assim. E foi muito interessante porque essa conexão, né, que o ambiente a gente tem com as coisas vivas da nossa casa, né? Porque eu deixei o Dium fermentando no consultório, mas eu passei umas duas semanas muito ruim da garganta, né, febre e tal. E quando eu cheguei no consultório, eu tô com duas garrafas de Jum, as duas estavam assim da de cor igual, né? E quando eu cheguei lá, no primeiro dia que eu passei bastante tempo lá, eu vi um dos Junes mudando
de cor, como se ele tivesse esperando eu chegar para começar a fermentar assim, né? Então, achei isso tão tão fofo assim, tão tão vivo, né? Então assim, eh, é, é estranho a gente falar isso, né? Mas a gente tem essa conexão com essas coisas que também tão vivas, né? Tão vivas quanto a gente, assim. Então, eu senti que ele ficou feliz que eu cheguei lá, porque o consultório ficou vazio por duas semanas, né? E quando eh chegou, eu cheguei, chegaram os os pacientes também e começou a ter essa atividade, eu senti que os juns se
despertaram, né? porque eles começaram a fermentar mais, né? Então, achei bem interessante assim essas essas coisas assim que estão acontecendo. Eh, também tô tentando fazer vinagres, né? Tô com os vinagres de maçã, então assim, tô deixando, né, vários meses diferentes, né, ficarem vários tempos diferentes para fazer esses testes, que também o vinagre de maçã é um componente super básico da nossa cozinha, né, a gente usa para quase tudo, né, desde a própria higienização, né, de de de potes, né, como para fazer fazer eh fermentação de pães, né? Então, eu tô tentando fazer meus próprios vinagres
de maçã e eu tô com vinagre de kilim, muito bom também. Tá uma delícia, tá? Tá bem gostoso, né? Eh, Mariana, você tem um pouco de experiência aí na na arte do bucai? Conta um pouquinho pra gente essa experiência. Nossa, eu gostei muito do bucai. Ele ele me trouxe um universo assim incrível. Eh, eu eu você falou do hidromel, né? Eu fiz um também. Ele tá guardadinho ali. Os vinagres também. Nossa, eu aprendi um com um pinhão, uma fermentação do do pinhão também. Deixa ele fermentar cru, depois só bate ele com com água e ele
forma uma massinha, fica uma panquequinha assim que dá de fazer só na frigideira ou dá de fritar também. Nossa, fica uma delícia também. Os ovos também eu tenho feito bastante. Até fiz hoje o ovo com aniz, com canela, um pouquinho de açúcar. Só só não pus o showio que dessa vez eu não tinha e cada vez fica diferente. É, é muito legal isso também, né? É o Goitum também. Nossa, d da dia aí já agregando e eu comecei a plantar mais também com com essa história que daí eu eu coloquei, eu planto, eu uso, eu
transformo. É muito muito interessante. E você ainda que planta, né, deve ver como as coisas se multiplicam, né? Porque a gente faz um leite, aí com o resíduo do leite a gente faz um pão. Aí também com o leite a gente cozinha um outro grão. Aí você vai pegar, né, um vegetal, você também aproveita as folhas, né? Eh, e a gente vê como a terra ela é a maravilhosa, né? Como ela é acolhedora e quanta coisa ela faz que só se explicando e e é e é econômico, né? Como eu comecei a gastar menos no
supermercado, tipo, quase não vou no supermercado porque a gente comprou alguns grãos, daí a partir daquilo lá a gente monta outras coisas e e a comida tem mais sabor e a gente come mais, mas come menos, mas come melhor, né? E fica mais satisfeito, né? fica mais satisfeito com a comida ficar mais densa no sentido de ter mais nutrientes, né? Porque quando, por exemplo, a gente pega uma lentilha e já cozinha no leite de outra coisa, né? A gente acaba comendo bem, super bem, ficando bem nutrido, né? Eh, mas ao mesmo tempo a gente come
no sentido menos, no sentido de que a gente fica satisfeito, né? Mas o a densidade nutricional do que a gente come é muito boa assim, né? Eu acho isso muito bacana também, né? E aqui ainda tem a sorte de ter o fogão a lenha, né? Então essa história do cozimento devagar também. Nossa, o condino no no fogão a lenha fica uma coisa de outro mundo. No fogão à lenha, na panela de ferro, né? É. Fica, fica você, você come aquilo lá e disse: "Nossa, é bom tá vivo, isso aqui é muito bom. Nutre, nutre corpo,
alma, o mundo nutre. É fora que assim, você já vai se nutrindo com o cheiro, né? Com aquele vapor que vai saindo das coisas, né? É. Ai, que delícia! Que delícia! Cecília, você sabe o que é condi? Prua prua de tudo. A única coisa que eu já fiz próximo do que vocês falaram aí é utilizar algumas coisas da estação e foi mais na pandemia, porque eu solicitei um serviço de trazer a comida em casa, né, aquelas caixas, box de alimento e aí é sazonal. Então assim, você não, eu tinha a opção de escolher ou tinha
opção de ver o que tinha, né, dos fornecedores eh naturais, pequenos fornecedores, até para eh fortalecer isso, né? E aí eh eu meio que me obriguei a criar coisas a partir daquela do que a caixa tinha, né? Então, foi o mais próximo que eu cheguei de qualquer coisa, mas e outra assim, comer, tomar com bucha, sim, mas também nunca fiz, sempre pronto. Tô achando interessante, mas sou muito crua nesse assunto ainda. E como que foi para você ou ainda é para você eh fazer uma alimentação de acordo com a sazonalidade? Deu certo? Foi o suficiente?
Conseguiu se adaptar? Deu certo. Só que assim, foi bem sair da zona de conforto, né, do básico e até não mantive muito isso. Vou ser bem honesta. Eu, vixe, bem pouco. A gente acaba voltando pro básico, né? Então isso que eu tô buscando assim de diferente, de experiências novas, sabe? Quando vocês falaram aí agora do do ovo com anise e canela, eu falei: "Nossa, que interessante!" No meu, acho que o mais exótico que eu já coloquei foi açafrão com pimenta do reino e nada mais que isso, mas achei interessante. Agora, a germinação também é uma
coisa que eu gosto de fazer, mas assim, nunca soube muito bem o porquê, só que eu achava que era interessante o alimento vivo, né? Mas acho que é uma coisa mais extintiva. Primeiro começou com aquela coisa de tirar eh para ficar mais molinho o grão, né, para também tirar os as coisas que não são boas, né, nutrientes e tal. E aí eh, achei interessante. Uma vez, eu não lembro, acho que foi a lentilha que germinou ou o grão de bico, alguma coisa assim, que até meu marido tinha falado assim: "Nossa, tá podre o negócio, vamos
jogar fora". Eu falei: "Não, agora que tá, tá bom, tá vivo". Aí foi isso, assim, o máximo de tudo, o restante eu sou totalmente crua, tá? E você eh consegue colocar em prática aquilo que a gente tava falando no começo, que é observar o corpo, assim, os momentos de fome, de sede e atender a esses Sim, Sim. Mas também confesso que às vezes adormece e às vezes fica na empolgação. E aí agora eu não quero mais isso de adormecer. que eu quero ficar mais ativa, mais consciente, sabe, da alimentação consciente, corpo consciente, conectar também com
a mente. Tô tô em busca disso. Ah, então de de alguma maneira alguns aspectos que a gente trouxe um pouquinho aqui você já faz, né, de alguma maneira e tá buscando também. Bem sutil. Tá, tá introduzida. E apesar da gente falar assim muitas coisas, né, que a gente faz, tal, eh, eu, a Débora, a gente tem uma vida bem corrida, né? O bucá exige assim um pouquinho de preparo, né? Pquinho de atenção, né? Como você falou, né? Colocar os grãos de molho, né? Pensar, né? O que que eu vou fazer, o que que vai juntar.
Mas muitas dessas coisas também vêm na intuição e no e na disponibilidade, né, do que a gente tem. Então, parece assim que é muita coisa, né, e tal, mas é bem viável da gente colocar em prática, eh, e colocar no nosso dia a dia, por mais que a gente tenha, né, eh, muita, muitas demandas, assim, né? Eu acho que você vai gostar do do das nossas, né, dicas do Pulcai. E chegou agora aqui o monge, monge taíim, né? Eh, o guardião da linhagem de Quan que foi quem passou, né, essa eh esse conhecimento pra gente,
né? E eu queria chamar o monge para para conversar um pouquinho com a gente, né, sobre o que que é o Vcai, da onde ele vem, qual que é. Ó lá, o M tá comendo, viu? Porque é isso aí, vamos nutrir os nossos corpinhos, deixar eles fortinhos e felizes, né, Mon? É, então conta um pouquinho pra gente como é que o que é o Bucai, da onde ele vem, como que você se aproxima, qual é a sua experiência com o Bucai e o papel dele assim, né, dentro da nossa eh linhagem? Eh, nem sempre a
gente tem tempo, né, para para organizar todas as coisas. Então, tava comendo rapidinho aqui. Eh, existem algumas culturas ancestrais de alimentação que ainda são praticados em algumas comunidades, em mosteiros, etc. Bucai é uma delas, né? O Pai, ele vem da de estudos da cultura do povo Fanchi, que existia a tribo, né? Mas também há quem se identifique com o fanchi, né? E tem a gente tem alguns braços, né, das linhagens de Kanan, de Kun Lum e a maioria dessas comunidades praticam pulkai. Então isso para nós é uma forma de culto ancestral. Então a gente comunga
com a vida, comunga com a nossa espiritualidade através da alimentação. Isso vem no culto de uma divindade que a gente chamava de cumetiá, que modernamente é chamado de [Música] saltum. Saltum. e é o o como se fosse o guardião do fogo da casa, né? E tem tem uma festa importante na data do calendário do macaco de de metal, que diz que esse fogo da casa ele sai de dentro da casa, né? E ele vai, ele sobe aos céus e ele vai contar pro imperador de Jade e pros três puros tudo que a gente comeu, né?
se a gente tá comendo direitinho, se a gente tá comendo muita besteira, né? Se a gente tá cuidando também dos nossos resíduos, se a gente tá conseguindo ir no banheiro direitinho, então ele vai contar tudo. E daí nessa festa na China eles costumam passar mel na boca do eles compram, né, uma imagem assim e passam mel na boca dele para para adoçar o que ele vai falar, né? para ele não ser tão tão cruel assim, principalmente se você comeu muita besteira, né? Se você não se cuidou. Eh, basicamente o cultivo ancestral das comunidades humanas, ele
girava em torno da alimentação, da nutrição. Então, a gente vem de uma natureza que tava ligado a coletores, né? Então, eram caçadores, coletores de raízes, né, de ervas. fruta é uma coisa muito moderna agora, né, eh, dentro da do consumo da humanidade, mas grãos, raízes, ervas, né, eh fazem parte da da dessa nossa natureza ancestral desde quando os seres começaram a se comer, né? E o bucai ele tenta preservar essas características de união com a natureza, entender que a gente é natureza, a gente eh precisa tá comungando com seres do ambiente em que a gente
vive. Por isso que a gente tem tanto, agora tá meio que na moda os probióticos, né? Mas a gente tem tanto culto de probiótico, a gente indica para se fazer conserva, para se fazer fermentações, né? queijos, eh, uma infinidade de outras coisas para você também poder absorver os microrganismos que tem no seu ambiente, na sua casa, para que eles eh venham como um processo de aliados dentro do seu corpo e não como um processo de seres que vão te atacar ou te ter como inimigo. Então, a gente tem o bucai também como uma forma de
pacificar. A gente fala os espíritos da casa, mas a gente tá falando dos microrganismos numa época que não sabia muito bem o que era isso, né? E dessa forma a gente também vai colonizando a nossa residência, né? Os fanchi faziam essa colonização em todo o processo, como eles eram povo nômade, né? todo o processo que eles iam, eles colonizavam essa região. Quando a gente sabe sobre fermentado, você sabe que se você chegar num lugar novo e você fizer umas fermentações lá, você vai se acostumar mais rápido com os microrganismos que tem dentro daquele ambiente. Então
é mais fácil a gente evitar alergias, né, a gente conseguir relaxar mais o nosso corpo, tem todo um processo de de adaptação, né? E assim como a natureza é diversa, a gente também diz que a nossa alimentação precisa ser diversa, né? Tem algumas coisas que a gente não pode fazer hoje, como por exemplo, defecar e urinar na natureza, né? entregar o nosso suor pra natureza, nossas lágrimas, nosso sangue, entregar o nosso corpo quando a gente morre, né? E isso muitas vezes faz a gente esquecer que a natureza entra e sai da gente, né? E a
gente alimenta a natureza e a natureza nos alimenta. Essa coisa da gente eh fazer cocô num numa louça com água cristalina, né? Muitas vezes faz com que a gente tenha uma certa dificuldade nesse nesse sentimento de entender que a natureza entra no nosso corpo e sai dele também, né? e que a gente também alimenta, a gente também nutre, a gente também entrega, né, substâncias pra terra. Isso faz muita falta. Tem comunidades que as pessoas ainda podem fazer xixi nas hortas, né, compostar as feeses e usar também como adubo para que a terra coma aquilo, a
gente come de volta. E a terra é maravilhosa. Ela multiplica, ela come e ela, nossa, de uma de uma, de um de uma semente, né, de uma fruta, por exemplo, nascem mais 1000, né? E isso é a natureza da terra. Ela é vasta, ela é próspera, né? E ela é coisa mais maravilhosa, coisa mais linda, né? o que a gente quiser, como a gente quiser. Quando a gente cultiva com amor, com afeto, com as condições adequadas, né, frutifica. E o puca é trazer isso pro seu corpo, lembrar que você também é vasto, que você também
é diverso, que você é natureza, que a natureza passa pela gente, né, nesse circuito que vai nutrindo e também se nutre da gente. Então, essas formas ancestrais de armazenar alimento quando não se tinha geladeira, né, eh, são as fermentações, né, as geleias, os queijos e também essa coisa de de você poder, hoje em dia está muito perdido, mas você poder comer o que é da terra, o que é da estação, o que é da época, usar as ervas da época, as ervas do lugar onde você tá. né? Se você tem uma ancestralidade próxima assim, muito
distante, às vezes você vai precisar comer algumas coisas que seus ancestrais comiam, né? Aí dentro do bucai a gente tem as as os alinhamentos, né? Então tem um alinhamento de calendário e um dos alinhamentos do calendário é você comer as coisas da estação, né? Mas tudo isso tá muito enlouquecido, então isso não é mais sagrado hoje em dia, né? Ainda tem uns doido, tipo a gente que tá tentando preservar esse conhecimento, mas isso não é mais popular, não é mais o que tá consagrado na mão das pessoas, né? O capitalismo, ele tem as suas vantagens,
mas ele também devora tudo, né? Dissolve tudo que é sagrado. E pode ser bom, porque a Terra também precisa se renovar, né? Para mim é mais ou menos isso. Então, a gente cultuar os nossos ancestrais, cultuar a terra, cultuar a vida através da alimentação, sabendo que a gente matou para comer, né, e que tem que ter respeito, se possível usar todas as partes do que a gente matou, né? O maior respeito possível. Quando eu falo respeito, não é lá você fala: "Desculpa, planta, me perdoa, porque eu vou te matar". né? Nenhum sei que vai ser
sacrificado que é esse tipo de coisa. Fala: "Ah, te considero tanto, agora vou arrancar suas folhas". Não, isso não é legal, né? Então assim, tô com fome, preciso matar, preciso arrancar, preciso ir no mercado, sei lá. É o mínimo é ter respeito, né? Respeito cerimonial por aquilo, né? É um sacrifício entender que toda alimentação é um sacrifício, porque a vida se alimenta da vida e a gente é em essência predador, a gente não é bonzinho, não é legal, mas a gente pode pacificar isso, né? Já que eu preciso, foi rezado, né? Eu preciso eh de
outro ser para me alimentar, vou fazer isso com o meu coração inteiro, né? E para nós é basicamente, acho que é isso. Monge, pode falar um pouquinho sobre o Jum pra gente? Tô comendo ainda. Eh, o DM é o probiótico mais raro do mundo. Ele é como um combú mel e chá verde. O Dum Ancestral, ele era feito com o mela, daquelas abelhas alucinógenas, né? Hoje em dia a gente tem usado o mel do lugar de onde a gente vive, que inclusive é uma das regras do Pcai, é você se aliar ao que tem próximo
de você, né? Eh, e para nós ele é uma fonte de vida, de energia, porque ele é um probiótico que come antibiótico, né? Então, assim, é fantástico. O tun ele ajuda eh quem tem dores crônicas, ele é muito bom pros praticantes de artes de tic, artes energéticas, né? E nossa, é fantástico, assim, ele ajuda a regular tudo. Dentro das pesquisas, ele não é o probiótico mais completo que existe. O probiótico mais completo que existe é o de leite, o kefir de leite, né? Mas o tune ele o tun ele tem uma coisa energética. Quando ele
tá pronto, ele é elétrico e ele ajuda a disparar sinapses do corpo todo, sente formigando tudo, né? Aa mais se você faz cultivo energético. Então para nós é fenomenal, fenomenal. Fora que ele ajuda a colonizar o ambiente da casa, então ele ajuda a gente a criar defesas dentro desses microrganismos. É interessante que a gente tenha uma diversidade de probióticos, não tem um só, né? né? Porque nosso corpo precisa, como a natureza é vasta, o nosso corpo também precisa de uma vastidade. No mosteira do meu mestre, a gente cultiva mais de 20 cepas de probióticos. Então,
a gente tinha bastante coisa em casa atualmente. Eu tenho aqui um, eu tenho, eu tenho também a minha fazendinha de Tá dando para ver? Sim, dá para ver a sua fazendinha tímida, né? que ela tá toda escondidinha aí nos panos. Ah, tun é esse aqui, ó. Deixa eu ver. deixa isso aqui grande. Dá para ver. É esse que tá nessa coisa, nessa suqueira, né? É esse aqui que tá do lado da da suqueira. Isso. A suqueira também é de Só não vai dar para passar o gosto. E Monge, conta pra gente um pouquinho alguns casos,
né, que você deve ter atendido assim de recuperação de saúde através do da dieta bucária. Olha, se o corpo ele tá fraco em microrganismos, em diversidades de microrganismos que absorvem os nutrientes dos alimentos que a gente come, que não é a gente que come, né? A gente só mastiga e o nosso estômago, o ácido, quebra, mas quem come mesmo são os microrganismos do nosso intestino. Os ancestrais, os fantistas sabiam disso há muito tempo, que agora a medicina tá começando a descobrir, infelizmente voltado só para probióticos industriais, porque atualmente a ciência tá nessa vibe, né? Então
você tem várias cepas maravilhosas em casas de microorganismos que podem ajudar você a digerir aqueles alimentos. Se a gente não tem esses microorganismos dentro do nosso corpo, a gente não consegue absorver os nutrientes. Então você pode tomar a vitamina que for, pode tomar o mineral que for, pode comer, você não consegue absorver. E essa hipersanitarização dos alimentos atual, ela tá causando muito problema com relação a isso. As pessoas estão muito fracos, o sistema imune tá muito fraco. O sistema imune também tem a ver com esses microrganismos. A gente tá falando de comer, mas os microorganismos
eles também estão na pele, eles estão no ar, eles estão na água, né? A gente é uma colônia de microorganismos condensada, né? Então, nossa, não conheço um, eu atendi muitos pacientes assim que a gente, inclusive no mosteiro do mestre, várias pessoas se internavam para fazer tratamento, né? A gente tem um bucai bem restrito para pessoas que estão em situações debilitadas, né? que a gente fermenta os aliment os alimentos quase todos, a gente fermenta as medicações e tudo mais assim para ajudar o corpo a ter como absorver essas coisas, né? Mas a gente atirou muita gente
da cova, assim, fia de regra, as doenças elas são indigestão e elas não são ruins, tá? Elas, na verdade, servem para ajudar a gente a expulsar alguma coisa que a gente não tá conseguindo digerir. Mas dentro do conhecimento fanchi, né, todas as doenças, inclusive câncer, inclusive eh disfunções do corpo estão ligadas a uma dificuldade de digerir alguma coisa, né? Daí o corpo adoece tentando de alguma forma espelir ou mostrar que tem alguma coisa engastalhada ali que precisa ser trabalhada. Não dá para resolver tudo pela alimentação, mas a alimentação ajuda em qualquer tratamento que a gente
for fazer, porque o seu corpo não tem nutrição, ele não consegue sustentar a saúde e não existe nutrição sem que a gente tenha uma boa microbiota. Isso não tem como acontecer. Então, que que a gente fala? Se hidrate. Se possível siga o sol, se possível tome sol, né? Se possível eh evite comer depois do pôr do sol, que é o que eu tô fazendo agora. Mas é hoje, esporadicamente, né? Inclusive, eu tava com refluxo, eh, eu tive problemas de saúde muito sérios, eu quase morri na COVID e agora eu tô usando uma uma prótese respiratória,
né, e ela tende a causar refluxo e eu consegui tirar as medicações com bucai seguindo o ciclo do sol e da lua. Então, eu parei de comer depois do pôr de sol e reverteu o meu refluxo, né? Porque o médico falou, vai ter que tomar remédio antiástro pro resto da vida e que a gente sabe que dá um monte de problema. E eu tenho 30 e poucos anos, né? Falei, quando eu tiver 50, 60, eu vou est tomando o quê, né? Se agora eu já tô declarando que meu meu estômago faliu, né? Sabendo que tem
recursos, falei: "Não, eu vou deixar para tomar realmente quando não tiver uma outra possibilidade, vamos tentar outras coisas, né?" E aí resolveu, foi lindo. Foi nossa santo, por cai conhecimento ancestral maravilhoso, né? Conseguir regular esse negócio. E acho que é isso. Eh, eu acho lindo. É um conhecimento que eu eu trago na minha vida. Todos os dias eu uso bucai, todos os dias eu trago fermentados, todos os dias eu tento usar os resíduos das coisas que eu produzo, enriquecer a minha alimentação, né? E também cuidar de quem eu posso com essas esses alimentos, né? Então,
as meninas têm bastante conhecimento, elas estudam a sério isso, elas também trazem pra vida delas, né? Porque cai é meio que um estilo de vida. Quando a gente começa a aprender isso, né, às vezes é meio estranho que a gente hoje em dia não é acostumado com coisas meio podres, né? E a ideia de pensar que isso pode ser saudável com as pessoas falando: "Ai, você deixou eh o macarrão 2 horas fora da geladeira, então agora ele ele pode estar com microorganismo assassino que vai te matar, né? Aí vem alguém e fala: "Não, v, vamos
fermentar as coisas, né? Vamos deixar as coisas. Então, é totalmente ante contra a cultura, né? Totalmente contra a cultura, mas é o que a gente tem para entregar. Eh, eu ensino o que eu pratico, o que eu vivo e puai é uma das bases da minha vida assim. Aí eu acredito que da das meninas também. Como é para vocês esse processo? para mim, eh, é uma constante, né, entre idas e vindas, eh, conforme eu me movo, assim, porque eu tô em mudanças de casas, então o bucai ele é um ass ele ele ele ele ocupa
é o espaço de um de uma casa. É, então ele tá presente. Eu, como eu fiquei inconstante, mudando de casa até, né? Eh, eu percebi que o Bucai ele traz essa conexão com com a Terra mesmo, porque eu fiquei me imaginando eh 100% nômade, sabe? Eh, o bucai é possível assim, é, mas é uma, você tem que dar um grau de adaptação a a por onde você passa muito grande. E quando eu cheguei, né, ah, vou morar nesse espaço, é, a primeira coisa que eu faço é fazer 21 desses, né, porque dessa ideia de trazer
os microrganismos para colonizar a casa. também para ver. Eu ganhei feijão preto, então usei o feijão preto para fazer um tomar o ritm de feijão preto. Eh, e agora eu tô feliz porque eu tô num lugar que tem cozinha bonitinha e espaço para fazer os fermentados e as hidratações e janela. Eu vejo que o bucai é é mais do que a cozinha, né? Eh, então assim, é olhar o sol pela manhã. Ah, tá entrando sol na minha casa, que gostoso. Ah, eu vou vou me alimentar. Que gostoso. Então, é uma é uma sensação de nutrição
muito grande e de relação com os outros seres. Eh, apesar dessa, né, um apesar, mas e também, né, essa essa essa questão que Mon trouxe essa esse ponto, né, de que nós somos predadores, mas é tão bonita essa relação de predador. Acho tão bonito, né? Eu vou pegar a maçã, como eu tava falando, né? Vou fazer um chá, vou colocar a folha no chá e ela vai ferver. Eh, eu acho gostoso, eu acho colorido, é é saboroso, então é é prazeroso e e ele multiplica, né? A gente tá aqui conversando a respeito e compartilhando esses
conhecimentos. É uma, o bcai ele, ele tá, ele tá, né? Eh, que nem a gente tava falando com a Cecília, né? A Cecília trouxe algumas coisas que ela pratica, né? A gente olhando do ponto de vista do bai, eh, olha, né? Isso, isso é bukai, eh, é muito antigo, então tá na gente. Então, eu sou muito grata por poder aprender ainda mais e tá nesse movimento, né, de fazer de fazer esse processo com a Lari que voltou. Ei, Lari, fala um pouquinho. Voltei. Eu confesso que eu comecei com muito preconceito com as coisas podres. Não
foram as primeiras coisas que eu fiz, né? Eu comecei fazendo os leites vegetais e reaproveitando os resíduos assim. E era isso que eu fazia no começo. E só de fazer esse pouco, né? você já sente a nutrição, já sente a diferença. Eu fui me animando a fazer, né, outras coisas assim, né? A gente tava conversando aqui sobre as nossas experiências, né, os nossos experimentos, né, e como o Monte disse, né, eh, a gente ensina o que a gente eh o que a gente pratica, né? Hoje, hoje eu pratico bem mais, mas eu realmente comecei com
essa visão, né, de nossa, coisa estranha começar a comer essas coisas meio podres, né? Eh, mas aos poucos eu fui fazendo, né? Fazendo conservas, aí comecei a fazer oum, comecei pelos mais tranquilos, né? Depois fui pros pros mais pesados, pras drogas mais pesadas, né? Mas eh a diferença que isso faz, né, na nossa saúde, na no nosso dia a dia, é assim imensa. Assim, eu passei uma semana aqui que assim minha geladeira quebrou, né? E na correria assim para não fazer comida e ficar sobrando e ficar sem poder armazenar o que o que sobrou, eu
não cozinhei, né? E resolvi pegar umas marmitas ah, né, saudáveis por aí. três dias dessas marmitas assim, sem eu saber, né, como é que foram feitas esses essa essa comida, sem saber se demolhou, né, assim, três dias essa comida, meu estômago tava em pandarecos e com ele foi, né, minha minha minha paz, minha paz e a minha saúde mental junto, né? Aí eu voltei, né, a cozinhar pouquinho tal para para para repor, né, até que a minha geladeira chegou e eu pude voltar ao meu ao meu dia a dia, assim. Então, eh, enfim, né, um
pouquinho isso aí. Eh, e né, a gente também fez essa live hoje, né, para espalhar um pouquinho, né, desses desses princípios do BCAI, falar um pouquinho sobre o que é o Bucai e também para avisar que a gente tá com um projeto de fazer aulas eh práticas, né, oficinas, né, de bucai. A gente tá seguindo as estações, né? A gente já fez uma oficina no outono que foi muito bacana, né? A gente fez conserva, a gente fez pão, né? A gente fez leite, a gente fez todo o processo, né, do bucai com os alimentos do
outono e a gente vai ter uma edição especial pro inverno agora, né? Então, dia 12 de julho, a gente vai fazer essa oficina de inverno, é onde a gente vai passar, né, esses princípios e a gente vai pôr a mão na massa, a gente vai fazer as coisas, né, eh, juntos. Então, para quem não tem experiência ou quem tem pouca experiência ou quem quer ter mais experiência, né, conhecer algumas coisas diferentes, a gente tem a tá com esse projeto de fazer essas oficinas, né, para difundir, né, e para que as pessoas tenham a experiência, né,
porque o bucai é isso, é tem os princípios, mas ele é a nossa experiência também com a alimentação, com a vida. E a gente tem um grupo, né, da da junto com as pessoas que participam, que colocam isso em prática, pra gente compartilhar as experiências, tirar as dúvidas, eh compartilhar, porque como a Larissa trouxe, começar a colocar em prática eh o ritu, por exemplo, eh pode ser desagradável, às vezes pode da pode estar no processo de purificação do ambiente. Então essa do vou beber ou não esse negócio que ficou azul, né? Tem o grupo para
te para tirar dúvidas para fazer para não se aventurar demais, né? Enquanto o negócio não tá bombado, interno, né? Cheio de bichos ali que vão te deixar com sistema imune bem forte. Eh, tô assim colocando com exagero, né? Mas é esse cuidado também, ter esse cuidado no processo para fazer as coisas bonitinhas, gostosas e preservar também esse conhecimento junto com a criatividade de cada um, né, o ambiente de cada um, é, trazendo, né, os olhares. A gente tem aqui, né, pessoas de diferentes regiões do Brasil, então a gente enriquece o bucai em grupo. É, tem
toda essa coisa mágica, né, da alimentação e de como a gente se relaciona com a vida através de como a gente cuida da nossa nutrição, né, de prestar atenção quando a gente tá comendo, nos sabores, nos estímulos do corpo, em preparar o alimento de tal forma ou mastigar o alimento de tal forma que a gente ajude a nossa digestão ao invés de destruí-la, né, e não ser domado. pelos eh sabores, mas se incomungar com eles, né? Eh, essas coisas industrializadas muito muito refinadas, né? Muito processadas, geralmente a gente não consegue sentir o sabor, né? E
daí a gente precisa de quantidades muito grandes e aquilo causa uma ansiedade. Você tem, né? Ninguém come 1 kg de abobrinha, mas tranquilamente a gente come 1 kg de sorvete, né? Os nossos antepassados levaram muito tempo para conseguir digerir os alimentos que a gente come hoje em dia com uma certa facilidade, né? E nem sempre a gente consegue essa facilidade com todos os alimentos. Tem alimentos que são mais difíceis mesmo, né? Então tem toda uma herança ancestral na digestão, na nutrição, na culinária, né? E às vezes é meio complicado pra gente que é brasileiro abraçar
costumes de um povo que que é um que são diferentes dos que a gente cresceu acostumado, né? Mas é como a Rotiam falou, né? A a Lari falou quando você se acostuma a bucar e é ter esse esse afeto, esse cuidado pela alimentação e a gente tira, o corpo entra em parafuso. Aí você fala: "Nossa, parece que eu não tô conseguindo absorver esses alimentos", né? E daí a gente vai ver como tá a alimentação da maioria das pessoas e elas não estão conseguindo se nutrir do que elas estão comendo, né? Muita gente não sabe nem
o que é que tá comendo, né? Assim, não sabe da onde veio, não sabe como é que foi feito, né? Come o pozinho do não sei o quê, adiciona o pauzinho de não sei o que lá, né? Então a gente vê muito isso. E aí como é que a gente vai tá nutrido, né? Se a gente não sabe que come, né? Nem nem consegue observar os efeitos do que a gente tá comendo no corpo, né? É bem bem complicado essa esse processo, né? Moderno assim, né? Industrializado, né? Da da da alimentação, assim. E se a
gente se desrespeita na nossa nutrição, na nossa alimentação, né, nesse cuidado mínimo ao corpo, a gente vai se respeitar no quê, né? Se a gente se atropela para comer, que seria o que uma das coisas, né? Porque a gente não se nutre só de alimento, a gente se nutre de afeto, a gente se nutre de exercícios, né? a gente se nutre de sonhos, de atividades, mas o alimento ele ele é importante dentro desse processo, né? Os nossos ancestrais, eh, é o que que mais nos conecta a à terra, é onde a gente come partes vivas
dela, né? Então a gente sempre traz essa atenção a à alimentação, né, de ter afeto pelo que se come e ter vida. Agora, a alimentação bucai tradicional é pura, a gente faz uns retiros às vezes, né? Ela ela chega a ser insuportável para as pessoas depois de uns dias, né? Porque a gente não tá acostumado com tanto nutriente, não tá acostumado com tanta tanto alimento. Então a gente fica assim: "Nossa, eu preciso comer umas coisas com menos vitalidade, porque eu não sei o que fazer com isso tudo, né?" Então, a gente também propõe um diálogo.
Você não precisa viver de fermentados e e raízes, né? É, eh, mas é interessante que você possa dar pro seu corpo alimento vivo, né? Também é isso aí, mano. Um pouco de droga, um pouco de salada e dá-lhe a tu corpo alegria Macarena, que é disso que é feita a vida. Eu queria agradecer muito a todos vocês que tiveram aqui hoje, a todas essas experiências que a gente trocou, a todas essas ideias que a gente trocou. Eh, a gente sempre aprende muito, né, com essas trocas, com essas palestras. Agradecer especialmente ao monge que topou vir
aqui depois de dar aula, sem ter jotado ainda, conversar com a gente sobre oai, né? E a Débora também que tá, né, acompanhando, tá sendo super parceira nessa divulgação, né, da da cozinha Bucai, né, e espero ver vocês aí em mais dos nossos das nossas lives, das nossas atividades, né, pra gente conseguir trocando mais experiências. Quero agradecer também a presença de todo mundo, a oportunidade de poder trocar um pouquinho e apresentar, né, incentivar esse olhar pro bucai. agradecer um monte também pelo pelos conhecimentos e é sempre bom ouvir, é sempre bom ouvir essas palavras, sempre
dá um um, como é que eu falar? Uma como se fosse um salzinho assim, sabe, nas histórias. Eh, agradecer a Lari também pela parceria na nossa na nossa jornada aí com Bucai e estamos aí para poder compartilhar e novamente desejo boa noite a vocês. Prazer imenso estar com vocês. Parabéns pelo projeto, né? vai beneficiar tantas pessoas que possa florescer, né, cada vez mais, assim, aonde seja necessário. Muito obrigada, então, gente, e até a próxima. Ciao.