Olá, moçada! Bom dia, tudo bem? Espero que todo mundo esteja em paz, com saúde, tocando a vida da melhor maneira possível.
Hoje é 17 de janeiro e, com mais uma reflexão estoica, eu queria lembrar uma coisa programática importante aqui: os autores dividem essas meditações históricas em três partes. Estão lembrados disso, lá no primeiro ou no segundo encontro nosso, aqueles preparatórios? Eu comentei isso.
Então, ó: janeiro, fevereiro, março e abril, nós estamos na disciplina da percepção, ou seja, do modo como estoicamente nós devemos perceber o mundo, do modo como devemos lidar com aquilo que chega até nós, com a realidade, com o que eles vão chamar de a matéria-prima da mente, a matéria-prima do pensamento. Depois, nós vamos para a disciplina da ação. Aí é a parte dois, a disciplina da ação, com os meses de maio, junho, julho e agosto.
Quer dizer, não só nós refletimos sobre como as coisas nos chegam, mas agora nós vamos para o modo como vamos agir. E aí, a terceira parte, a terceira e última parte, nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro, é a disciplina da vontade. É o modo, então, como vamos guiar esse modo de ser, como vamos turbinar, para usar um termo bem moderno, esse modo histórico de ser.
Então, agora nós estamos nessa parte um, na disciplina histórica da percepção, né? Ainda dentro de janeiro, com o elemento clareza, ter clareza com relação aos propósitos, modo de conduzir a vida, modo de lidar com as coisas. Beleza, não se esqueçam de curtir o vídeo, comentar o vídeo, como fala isso?
Compartilhar o vídeo, tudo aquilo que faz com que o vídeo chegue, as meditações, as reflexões cheguem a mais e mais pessoas. Por gentileza, moçada, reinicie o trabalho real. Reinicie o trabalho real com uma reflexão de Epicteto: sou teu professor e estás aprendendo em minha escola.
Meu objetivo é levar-te à perfeição: livre de comportamento compulsivo, livre de trava, sem pudor, sem pudor, aqui, no sentido não de despudorado vulgar, mas sem as travas falsas dos sentimentos, das emoções, da irracionalidade; livre, fluorescente, feliz, olhando para Deus nas coisas grandes e pequenas. Lembrando que Deus, aqui, é a providência, a realidade como se dá nas coisas grandes e pequenas, levando em consideração as coisas como elas são. Teu objetivo é aprender e praticar diligentemente tudo isso; esse é o nosso escopo, esse é o nosso objetivo.
Essa é a razão de ser da nossa existência: nos melhorarmos, aprendermos, termos clareza em relação àquilo que é o melhor para nós. Por que, então, não concluis o trabalho se tens o objetivo correto? E eu tenho tanto o objetivo quanto a preparação correta.
Porque, às vezes, você tem um extraordinário objetivo de vida. Ó, o joinha concordando comigo! Você tem um extraordinário objetivo de vida, mas não tem a preparação correta.
Então, Epicteto está dizendo: cara, confia no que eu estou te dizendo, eu tenho a preparação. Quero que você se torne um sujeito preparado para enfrentar esse objetivo. Confia nessas meditações!
O que está faltando? O trabalho é inteiramente exequível, o trabalho é inteiramente realizável. E a única coisa, e a única coisa em nosso poder é que nós temos todas as vacinas, nós temos todos os remédios dentro de nós.
Tudo está dentro de nós, no modo como nós percebemos o mundo e no modo como nós nos dispomos a agir diante das coisas do mundo. Deixa o passado para trás; o passado não pode te modular. Devemos apenas começar.
Acredita em mim e verás. E aí, o comentário dos autores, que é um comentário legal. Você se lembra, na escola, no início da sua vida, de ter medo de tentar alguma coisa porque temia fracassar?
A maioria dos adolescentes prefere ficar à toa a se empenhar em algo. Os esforços indolentes, sem convicção, permitem uma desculpa pronta: "Não tem importância, eu não estava nem tentando mesmo", "Ah, para mim nem era assim tão importante". À medida que ficamos mais velhos, o fracasso não é mais tão desprovido de consequências.
A vida vai ficando mais séria, né? Os efeitos, nossas escolas, vão repercutindo mais fortemente em nós do que lá em um adolescente responsável e racional qualquer. O fracasso não é mais tão desprovido de consequências.
O que está em jogo não é uma nota arbitrária na prova: "Ah, não, não tirei o nove que eu queria, mas eu tirei um; tanto faz, tá bom! " Ou ganhar um troféu num esporte na quadra: "Ah, entre classe, e ficou em último. Ah, legal, a gente se divertiu".
É a vida! Não é isso. O que implica é a qualidade da sua vida, a sua capacidade de lidar com o mundo à sua volta, um mundo bem complexo, bem difícil de lidar, um mundo que frequentemente nos impulsiona para a loucura, para o delírio, para a irracionalidade, para exacerbar as emoções, para exacerbar os sentimentos.
Não deixe que tudo isso te intimide. Quer dizer, toma a peito, toma a sério a tarefa de ser melhor. Você tem os.
. . isso aqui é muito bonitinho: você tem os melhores professores do mundo, os filósofos mais sábios que já existiram.
Nós aqui, isso a gente tem que reconhecer, somos muito privilegiados porque estamos frequentando a filosofia de alguns dos maiores pensadores que já existiram. O que significa dizer que estamos em contato com o que há de mais alto, produzido pelo intelecto humano. Nós temos essa miríade de filósofos extraordinários nos ensinando; a nós cabe aprender, extrair o melhor desses conhecimentos e levar esses conhecimentos à vida.
Eu insisto nesse ponto do estoicismo: reflexão sem ação no mundo da ética é coisa perdida. Se só a reflexão valesse a pena, eu ministraria esse curso todo dentro. .
. Do nosso, da nossa câmara dos deputados, e todo mundo seria ético, moral, virtuoso. E não é; se não está disposto a levar para a ação, não resolve nada.
E não só você é capaz, como o professor está pedindo algo muito simples: apenas comece o trabalho, comece aos poucos, na medida das suas possibilidades. Vá fazendo pequenas modificações hoje mesmo. No café da manhã, algum pensamento nada estoico assaltou a minha cabeça: um receio, um receio de uma coisa futura.
E, no momento em que me assalta, eu controlo, eu retraio. Por que eu tenho esse receio? Eu não domino isso, está fora da minha alçada.
É um medo idiota, é um receio idiota. Eu afasto isso do meu horizonte e volto a ser senhor de mim. Remédios e vacinas estão aí; dentro, boa aplicação para vocês.
Um ótimo dia!