E aí [Música] G1 Olá pessoal sejam todos bem-vindos a esse nosso segundo Encontro do curso de retórico a ideia hoje e a gente refletir um pouco acertando os fundamentos que deram origem ao a experiência discursiva tá aí a gente vai perceber que essa experiência de fato ela está circunscrita né Ou pelo menos tem aí como destaque o a experiência simbólica mítica e propriamente o ética do discurso tá o a importância de a gente refletir um pouco sobre o discurso poético é que ele serve como contraponto aquilo que vai ser o discurso da prosa EA retórica
vai desenvolver e que posteriormente né todas as formas de técnica né E de gênero literário vão acabar recorrendo horas posicionando-se talvez aula a médica hora condicionando do seu lado da da próstata Então essa essa oposição entre o discurso poético discurso prosaico ele ele é fundamental para a gente entender que tipo de proposta é se faz quando se faz retórico tá o outro ponto importante de ser destacado é que para que isso fosse possível acontecer né Ou seja que se pudesse refletir acerca desse tipo de discurso chamado poético foi necessário que surgisse a postura do discurso
retórico né ou a postura do discurso prosaico que reflete Ou pelo menos tenta é repensar os elementos que compõem o discurso mítico e correr tá legal é e por fim a gente precisa ter Claro é que experiência originária é essa tá querendo tá chamando aí Dede o ritmo poético simbólico e que de certa maneira se encontra no na base de nerd todas as sociedades humanas conhecidos né é isso bastante significativo né existe uma tentativa de investigação né de explicação acerca de quais são os dados sobre a origem da linguagem né e ao que se percebe
né pelo menos em relação a estudos fundamentais é que a linguagem ela surge enquanto discurso é a partir do discurso do mito né a partir da experiência Mística dessa sociedade tanto é que existe e sociedades que e embora não tenha outras instituições né humanas que nós vamos encontrar por exemplo da Grécia e que herdamos né da cultura ocidental é ainda assim elas possuem sempre uma experiência mítica tá o quê que seria portanto essa experiência dormir o que que é o mito tal mito a princípio é um discurso tá essa essa noção ela é fundamental e
a gente precisa entender que tipo de discurso é esse tá o mito é um tipo de discurso narrativo ou seja ele faz brincar de amento daquilo que ele tinha dito na aula passada né sobre as nossas imagens a nossa de representações mentais mas também sobre as nossas vivências e os símbolos Que Nós criamos para expressar essas vivências tá por tantos o mito ele faz o encadeamento de imagens o encadeamento É sim Gomes a partir de um tipo particular de encadeamento que é o narrativo que legal deve tá distinção é importante porque quando você quando ele
for ver né um discurso retórico um prosaico e não tem o caráter necessariamente quando vai refletir né é o caráter narrativo né mas ele se constrói a partir da articulação não de imagens mas de ideias de conceitos tá então tem uma diferença aí é importante o discurso poético ele tem também como elemento Central já que a referência básica é essa produção de símbolos na essa produção de imagens que dizem respeito às divergências culturais de uma determinada sociedade né Tanto ar que todas as sociedades Têm alguma experiência a câmera porque esse tipo de narrativa é o
discurso mítico ele é a elaboração da experiência de vivência humana em uma determinada cultura O mito é em última análise é a representação que uma sociedade faz acerca do modo como ela entende a sua experiência de vida modo como ela entende o que significa viver né significa existir importante pensar Qual é a sua origem quanto a sociedade Qual é a sua origem quanto cultura tá então o mito enquanto narração ele tenta da da fundamentação a toda essa experiência humana de pertencer a uma determinada Cultura a uma determinada sociedade tá legal por isso é tão importante
o discurso mítico e por isso ele esbarrar né é naquilo que a gente entende o jogo O Discurso religioso porque tanto o mito quanto a religião deve criar o mito é um elemento é pertencente a religião mas a religião possui também outros elementos como os rituais e não são necessariamente discursivos é mais essa proximidade ela é justificada exatamente por causa do elemento Central que é utilizado aí no discurso mítico que é de fato o símbolo tá para vocês entenderem o que que é essa experiência simbólica tá de expressão de uma vivência tá o símbolo é
isso ele é a elaboração de uma imagem né de uma representação de de uma experiência de vida por isso ele não é simplesmente uma ideia né ele não ele não quer articular simplesmente uma opinião mas ele está articulando não apenas uma opinião não apenas uma ideia mas também todo como junto de si há muitos e de História envolvida nessa na Peneira então quando eu trago uma representação simbólica cerca de aula eu trago toda a experiência humana envolvida naquele fenômeno tá envolvida naquela circunstância por isso que é tão significativa a a experiência mítica para a sociedade
porque é o que dá a possibilidade que elas se entendam enquanto a humanidade a legal os gregos vão refletir sobre essa experiência com aquilo que eles chamam de poesia né Então veja não está em jogo aí nessa ser a mente aquilo que nós entendemos como poesia hoje mas exatamente essa experiência primordial né que nós estamos tentando fazer referência aqui e que de em Itu a possibilidade de você descrever o de expressar e representar de simbolizar essa experiência de pertencimento ao mar sociedade é uma cultura a uma civilização a tomar muito mais abrangente do que a
noção que nós temos hoje de poesia tá então nós vamos conservar essa noção tá para fazermos referência a essa a esse tipo de discurso Mas você já estão percebendo que quando eu falar discurso Qual é eu estou me referindo a essa grama na rede acepções que giram em torno desse discurso que utiliza do símbolo para a sua expressividade então quando eu falar de poesias só falando de mim eu estou falando de discurso religioso eu estou falando de experiência é vivencial do Sagrado tá então tô englobando todas e todos esses aspectos originais que compõem a experiência
pra e nem a experiência primordial das sociedades humanas e aí vocês percebem que o símbolo que é utilizado nesse tipo de linguagem ele é profundamente figurado ou metafórico né Vocês veem que a linguagem poética né a linguagem mítica ela é muitas vezes ela é muitas vezes lida com um sentido adverso daquele que nós conhecemos as palavras do seu cotidiano exatamente o copo que ela está elaborando uma determinada experiência que por vezes ela não é capavel pela linguagem né e a linguagem para dar conta dessa experiência ela precisa fazer uma uma espécie de deslocamento de sentir
mas veja que interessante é que exatamente por meio desse deslocamento de sentido de determinados termos é que a poesia né ou o disco e enquanto experiência humana e ativa ela nos lança no centro da sua experiência que é a experiência do significado em outras palavras o discurso poético é o discurso que lida com Ou pelo menos que traz à tona né de uma maneira é rolar impotente a experiência do significado e o que que significa o significado o que que quer dizer essa experiência do significado os gregos tiveram aí duas figuras que são fundamentais tanto
para a história da filosofia mas também para história da retórica e do pensamento humano de um modo geral é que foram as figuras do Heráclito e do parmênio São dois sábios gregos que realizaram uma reflexão importante cima cerca E ai que a gente viu na encontro passado que é a descrição que o grego fazia isso que nós chamamos de discurso tá então a reflexão que eles produziram acerca do logos nos coloca no centro dessa explicação acerca do significado é o que que o Heráclito vai dizer por exemplo né o horário que tu é ele ficou
conhecido como sendo o primeiro Pensador da história do acidente que ensinou né a doutrina de que todas as coisas aí mesmo aquelas é que não parece né está se transformando todas delas estão em Perpétua mudança O que significa dizer que nada no mundo é estar Nada no mundo está imóvel Nada no mundo está em repouso o mundo e é bem recheado pelo movimento e vai dizer eu era rápido movimento é em última em última análise a experiência de significado de nós temos por meio do discurso o logo no momento em que se pronuncia ele reflete
o movimento das coisas ele reflete as alterações ele reflete as mudanças para vocês terem uma uma noção né eu vou trazer aqui para vocês uma a frase não é um dos fragmentos que se conservaram do Heráclito tá é deixa eu ver aqui se eu consigo E aí E aí se não vejam aqui essa frase essa é um Esse é um dos fragmentos né que se conservaram do horário em que ele diz assim caminhando não encontrarás os limites da Alma mesmo se percorreres todas as estradas Pois é muito profundo Logos que ela possui veja que é
o Heráclito Aqui tá um em certa medida utilizando-se daquilo que a gente chama de um discurso prosaico né porque porque ele não seria narrativo no entanto esse discurso do elástico Então já profundamente poético porque porque ele está tentando trazer para nós O que significa experiência de ser é uma personalidade né de ser alguém que possui a alma não é isso que os gregos chamavam de aula aquilo que hoje nós chamamos de p a cidade de consciência de vida interior tá em última análise o que eu era aquilo que tá querendo expressar o que significa essa
vida interior tá portanto esse discurso de Heráclito pode ser dito extremamente poético porque porque ele está utilizando-se de imagem para nos permitir vivenciar essa experiência de sermos uma alma ele diz Caminhando não encontrarás os limites da Alma né Mesmo que a gente percorram toda a estrada Pois é muito profundo Logos que ela possui tá ou seja alma ela tem uma profundidade enorme que nem mesmo que a gente está minipress corra toda estrada todas as estradas né no plural aí a gente não conseguiria alcançar essa profundidade e sabem isso essa experiência que o erótico Tu tá
querendo trazer acerca do que significa ser uma a vida interior né ter uma vida interior é nos revela A partir dessa imagem que ele cria né como sendo uma um trajeto sem fim né uma caminhada Sem Fim Ah e mesmo que a gente consiga né se aprofundar ao máximo mergulhar mais fundo possível para poder encontrar até onde vai o limite da aula a gente não conseguir ele pode dizer aí e no fundo a experiência que o horário tá querendo trazer para gente é a experiência do da Alma como o ilimitado né Ela é ilimitada ela
não consegue ter a gente não consegue ter os limites dela mas a gente não consegue alcançar os limites mas olha que interessante ele também diz que a gente não consegue os limites da alma por não consegue o final porque o logos da alma é muito profundo e é interessante que o Logos Aparecida na verdade aí a gente poderia dizer coisa é muito profundo a razão que ela possui né ou então o discurso que ela possui o pensamento que ela possui mas em última análise o que o horário que tá querendo trazer é que logo sair
significa exatamente a possibilidade de nós darmos dos limites as coisas né Então veja a característica que o logo stents é de limitar determinadas coisas que são ilimitadas quando a gente fala por exemplo alma e a gente utilizar essa palavra alma para se referir a uma vida interior a gente está tentando de limitar essa experiência interior sendo que ela é ilimitado e para o Heráclito isso é o fundamento da linguagem a linguagem de um modo geral ela sempre faz esse e esse exercício ela sempre está envolvida neste exercício de tentar te imitar aquilo que é e
limitar a porque o que a realidade está sempre se transformando e a linguagem ela é linda né então ela vai ter um tanto dar conta de algo que não tem limite né que não tem um eliminar a possibilidade de a gente conseguir alcançar a sua finalidade última é essa experiência que o horário tô tentando descrever para gente em termos simbólicos é portanto utilizando-se de um discurso poético é extremamente se representativo do que significa de fato a experiência da poesia a poesia é essa possibilidade de por meio da utilização de determinadas palavras de determinados termos em
um sentido ele extrapola o sentido natural né cotidiano a utilização dessas palavras portanto no sentido figurado e botar fora ela faz com que a gente consiga aí ou pelo menos tente né experimentar isso que tá sendo é trazido pelo discurso poético experimentar de que forma e cumprimentar enquanto significado e em última análise dessa frase de Heráclito nos mostra o significado de que não só a vida interior ela é muito profunda e ilimitada em última análise mas também em que se a gente vou volta o logo os para dentro de nós mesmos e quantos vida interior
a gente não alcançaria a gente não daria conta de delimitar O que é de fato essa vida interior tá legal isso que a gente tá chamando aqui de significado portanto é o e a experiência é do discurso poético tá tentando representar para a gente no momento em que ela se escreve narra alguma coisa tá esse significado é uma vivência é uma experiência legal é um outro detalhe interessante que aí vai ser colocado pelo Carmen é que esse significado não tem a ver com aquilo que nós entendemos como verdade é importante o significado é uma referência
que está fora do discurso final Pelo menos tem tenderia a estar fora do discurso porque vem quando eu fiz um discurso poético para representar uma experiência essa experiência ela está tanto no emissor quanto no quanto ela vai ser sentida pelo receptor né E nesse momento a gente percebe como é que o discurso poético ele ele nos centraliza numa dinâmica discursiva que é a dinâmica de intercomunicação entre emissor e receptor no caso do discurso poético o Ponto Central sendo o significado ele nos remete a experiência que vai ser vivenciada foi no venciada pelo receptor e vai
ser vivenciada pelo melhor Foi iniciada pelo emissor e vai ser vivenciada pelo receptor recebe isso em aí uma link e é importante da na experiência discursiva entre aquele que fala e aquele que o né entre o emissor eo receptor entre o orador e ao dinheiro e é isso já está sendo colocado desde logo pelo discurso poético é fazer uma referência a essas duas figuras como centrais na dinâmica do discurso mas mais do que isso quando ela fala em relação ao significado o significado de um discurso Ele trai para nós a E aí quando eu digo
né que o Ponto Central do discurso poético é o seu significado ele traz para nós a experiência daquilo que nós tomamos como sendo a verdade né E aí veja a discussão grande e se estabelece entre Heráclito e Parmênides e posteriormente entre a sofistas e filósofos é que a linguagem ela é capaz de dizer a verdade mas precisamos entender um já que estais é né quem é que tem essa verdade onde ela está expresso tá a se a colocação dada pelo discurso poético é a do significado enquanto a sua essência de fato a densidade do discurso
está nesse significado aquilo que ele expressa pelo que ele representa aquele aquela experiência que ele simboliza É de fato a verdade do discurso o um ponto é importante na sequência é que se a gente pensa que o discurso poético tem a sua centralidade sua importância foi Essência por assim dizer né É nesse significado que é produzido pelo discurso a figura do dia essa figura né e faz a vinculação entre o e o receptor que faz o processo de comunicação ser uma vivência de uma experiência ela nos joga né para o âmbito daquilo que a gente
pode dizer como sendo âmbito da autoria que legal isso É bem interessante quando a gente pensa em termos de discurso poético porque o discurso poético enquanto experiência simbólica ele geralmente se refere a uma coisa que é transcendente ao discurso tão Veja isso É de fato um paradoxo e ao paradoxo que está no Ponto Central do discurso né poeta n é a expressão de um significado e esse significado é sempre alguma coisa que está para além de né está transcendendo a experiência da própria comunicação é em primeiro em primeira e ele transcende a experiência do discurso
propriamente dito por que equivale a a a experiência vivenciada pelo emissor e que vai ser vivenciada pelo receptor mas mais do que isso é essa experiência traz uma referência a uma outra dimensão é para além da própria dimensão da comunicação tá E aí é por isso que esse tipo de discurso é utilizado no ambiente religioso porque essa outra dimensão para além do processo de comunicação lembra-la que tinha falado do elemento da da ação intencional como fundamento da experiência discursiva de comunicação na em outras palavras sempre que a gente discursa a gente tem como referência uma
certa intencionalidade qual era a intencionalidade do emissor ao criar um discurso simbólico é a de Reproduzir uma experiência na que ele vivenciou e ele quer que o o receptor bem sim mas ao mesmo a representar em sua experiência enquanto uma experiência do transcendente enquanto mais experiência que transcende inclusive o fenômeno da comunicação por isso que o discurso poético muitas vezes né porque isso que está para além do âmbito da comunicação importante do âmbito da nossa humanidade é exatamente aquilo que está no âmbito do supra-sensível Pedro de vir tá legal é isso é faz com que
o discurso enquanto antes que os pais na gente tá falando sempre dos parentes enquanto dinâmica de comunicação ele faça a referência da autoria para esse âmbito do divino né E aí veja por isso que vocês vêm muitos dos discursos míticos e idosos como dizendo sempre respeito a uma mensagem de vindo né a figura do emissor aquele que passou pela experiência Ah tá transmitindo essa experiência não porque ele ele é o autor da experiência percebe isso ele é de transmitir ele simboliza a sua experiência no máximo que ele pode ele só é autor das palavras que
ele tá usando mas veja a experiência em se transcende e inclusive ele próprio e essa transcendência é que faz com que de fato a gente entendam discurso do os bicos Os Religiosos e o discurso poético e última análise e aí os gregos faziam é sempre essa referência né como sendo de uma autoria de milho tá então ela a uma turnê que está fora do amistoso e é nessa autoria na tia que está no transcendente que está no Divino é que da autoridade do discurso a autoria vende autoridade né o autoritas é é um termo latim
que deriva exatamente do píer a autoria do discurso né E aí fazendo referência aquilo que a gente tinha falado da condição de poder e o discurso tem de exercer sobre nós né a gente quando realizar capacidade discursiva realiza a capacidade de poder e falarem poderia falar de autoridade né quem fala tem autoridade mas o emissor at né o poeta-rapsodo O aedo que são as figuras centrais da experiência poética dos gregos eles sempre faziam referência a essa autoridade que vinha de Fora que tenha do transcendente não era um ele que falavam mas sim os deuses né
o a experiência Divina ela é uma experiência por si só de carrega essa autoridade e portanto vejo aquilo que o pagamento de dizia como sendo a experiência de verdade o discurso está depositada por tanto no significado de transcendente que essa experiência diz possível estar simbolizando e é por isso que tanto Heráclito quanto para menos utilizavam-se do discurso poético para apresentar a sua o seu pensamento para apresentar a sua reflexão a forma como eles elaboraram o mesmo e significativo para que a gente Perceba como é qual é o poder do discurso poético te a representar e
simbolizar essa experiência do transcendente enquanto território não apenas do discurso mas também daquilo que nós entendemos como a autoridade do significado e autoridade é o fundamento da verdade de um discurso me indicou suporte a verdade do discurso poético portanto não está naquilo que está literalmente dizendo vejam que a gente tem essa dificuldade né a mais literalmente a alma é tão assim prof bom ter alguém calma não tem limite será que é isso que o oráculo está realmente de dentro ele não sabe sendo literalmente que a gente vai caminhar até o os momentos finais Isso é
uma linguagem figurada mas essa linguagem figurada nos simboliza E é isso que ele está simbolizando aqui a sua verbal recebe é autoridade dessa experiência que é transcendente ao mesmo tempo que é imanente é que ela nos mostra em que medida o disco summit o pode ser verdadeiro ele é verdadeiro não porque ele diz algo literalmente como é mas ele esperiência algo tal como a a o significado de se algo pode ser vivenciado tanto pelo emissor quanto pelo receptor tá legal é o último ponto é perceber em que medida o a experiência poética dos gregos ela
e nos descrevem né além dos elementos do emissor o setor uma dinâmica de comunicação e e enigmática é imprimir a medida e portanto que gera uma dificuldade de interpretação em última análise quando a gente pensa em discurso figurado e vejo por exemplo com essa frase do horário que a gente deu é o quanto é difícil a gente tentar entender necessariamente aquilo que ele está querendo dizer porque quando a gente utiliza a linguagem dos símbolos a linguagem figurada a gente precisa realizar um exercício de interpretação não a gente precisa realizar um exercício de desvendar o que
está sendo dito né o enigma portanto os gregos sempre tinham Ao lado né A dos templos religiosos em que você tinha a pitonisa uma sacerdotisa um sacerdote que trazia a mensagem dos Deuses você tinha sempre a figura do profeta 10 né pro cartaz é aquele que azia interpretação da mensagem a mensagem é de climática dos Deuses porque o que era necessário que você interpretar se aquela linguagem figurada aquela experiência transcendente né o significado daquela mensagem só vai ser verdade né se ele for de fato interpretado a medida e é é que a gente entende essa
relação entre o emissor eo receptor é aquele que tá falando aquele tá ou ruim tá melhor essa dinâmica ela ela vai ser muito interessante de ser percebido por exemplo no Teatro Abril teatro grego ele tem uma uma dinâmica que a gente o grego chamaria né de uma dinâmica agonístico tá E que nós chamarismo de chamaríamos de uma dinâmica de idade a dinâmica de confrontá-la o teatro grego deixou colocar aqui uma imagem para vocês o Tiago entrega é uma imaginam Mika né inclusive e estrutural tá essa é a imagem de um dos teatros é ainda conservados
né construídos no século 4 antes de Cristo e aí vocês perceberam como que ele é qual como que era a dinâmica né é de atualização das peças está aqui ficavam os espectadores tá distribuídos nas arquibancadas e vejam que ela afirma que elas vão subindo né porque porque a peça se realizava tanto aqui no espaço comum é do centro mas também aqui nos no palco tá aquela parte que os atores vão é desenvolver a peça e existe uma dinâmica interessante que se realiza entre as personagens aqui no palco e o couro que fica nessa parte central
tá o couro é uma espécie de representação a audiência uma representação da sociedade grega em última análise o couro Pode ser entendido como uma espécie de repositório mítico da sociedade né já que a gente falou do mesmo Enquanto experiência social e o personagem do Herói né que vai ser realizado aqui no palco vai realizar suas ações aqui no pau ela entra Sempre encontro com aquilo que o couro tá é cortar trazendo enquanto preceitos Morais enquanto avaliação ética daquilo que o herói está fazendo e É nesse confronto entre a personagem e o cor é que a
gente vai entender uma dinâmica própria daquilo que vai ser realizado na democracia que vai suscitar a necessidade de retórica e é a a necessidade de o orador se fazer compreensível se fazer compreendido no âmbito da poética a gente tá no âmbito a segurar então vejam que quando o teatro reproduz essa esse algum né entre essas duas figuras entre o espaço do palco e o espaço da arena eles estão tentando Reproduzir uma espécie de dificuldade né de interpretação que existe entre duas experiências místicas Diferentes né a experiência do poeta e a experiência a diferença do da
personagem da do Herói e a experiência do couro enquanto coletividade né Aí você tem um embate do indivíduo e da coletividade ferro embate entre o individual eo social não é porque porque a experiência do que transcende a vivência coletiva e cultural mítica de uma determinada pessoa pode ser diferente daquela experiência que a coletividade tem essa noção de embate portanto de combate ela nos remete a uma dificuldade de situarmos a experiência do emissora em relação a experiência do receptor né filme o Nec É exatamente esse processo de ligação entre o receptor eo emissor né ele se
realiza a partir de uma dificuldade de comunicação no discurso retórico essa dificuldade vai precisar ser eliminada né E ela eliminada exatamente por meio do uso do discurso prosaico para ligar ou Sérgio discurso prosaico vai tentar ser o mais límpido mais objetivo possível para que ele possa alcançar ouvir para que essa dificuldade de interpretação não exista a princípio tá legal porque porque ele quer obter uma outra intenção ele não quer que você não compreenda o que tenha dificuldade de interpretar ele quer que você o interpreta compreendendo imediatamente aquilo que está dizendo faça exatamente aquilo que ele
está dizer ah então tem uma outra dinâmica que a gente vai compreender melhor a próxima alma mas essa estrutura do discurso poético né Desse embate desse combate dessa dessa oposição entre a personagem individual e ouro da cultura na sociedade já nos mostra uma um detalhe interessante acerca do discurso poético como os como sendo um discurso que precisa ser interpretar né Precisa de interpretação portanto não vai ser um discurso capaz de retórica né porque o porquê um discurso capaz de Vitória que ele precisa ser objetivo nessa comunicação o discurso poético é aquele que puxa a experiência
de reflexão para ele mesmo né porque porque no momento que você tenha dificuldade de entender que tá sendo dia você vai se debruçar sobre o discurso né por isso hoje nós entendemos a poesia como uma atividade é da por ela mesmo né E por quê Porque você precisa pouco fazer a referência ao ponha né O que você precisa é elaborar e pensar sobre o discurso enquanto linguagem porque o que o significado daquela daquela linguagem está nele né é aquilo que o Aristóteles chamava de enredo net mito que a parte mais importante do discurso poético É
exatamente esse significado que é simbolizado pelo próprio discurso então a experiência poética ela nos induz a que a gente se prenda ao próprio discurso enquanto coisa enquanto fenômeno né enquanto o acontecimento por ele me ôca da discurso retórico vai ser diferente porque ele objetiva um outro é fenômeno tá ele é objetiva que o ouvinte Tome uma ação baseado no discurso portanto discurso ele não pode prender a atenção necessariamente do ouvir ele tem que soltar a atenção do e para as coisas em relação às quais eles falam tá legal então essa dinâmica de oposição era a
ideia dessa aula foi exatamente fazer essa dinâmica de oposição em o discurso poético EA possibilidade de discurso prosaico que vai ser trabalhado pela retórica mas que já traz para nós elementos importantes que é que são um elemento da do significado alimento da autoridade da autoria do discurso e a a o fenômeno da comunicação como dependendo dessas duas personagens principais do fenômeno da comunicação que são o emissor eo receptor e como é que elas estão vinculados no caso do discurso poético a gente vai ver depois como marcar esse veículo no caso do discurso retorne tá legal
qualquer dúvida que vocês têm eles podem entrar em contato com a gente e pode voltar também ao vídeo para rever algum ponto que não ficou claro para você está legal então é isso gente até a próxima é um abraço