Você acredita que os Estados Unidos podem invadir o Brasil, seja por causa da Amazônia, das terras raras, das eleições, né? Durante muitos anos a gente nunca imaginou que isso seria possível, mas nesses últimos meses muita gente tem considerado essa probabilidade, né? E alguns políticos até têm pedido isso, mas se isso acontecer, será que as nossas forças armadas têm soldados e equipamentos suficientes para enfrentar o poderio militar dos Estados Unidos?
É isso que nós vamos discutir nesse vídeo. Bom, de um lado, na verdade, em cima tá os Estados Unidos com cerca de 9. 8 milhões de km qu e embaixo o Brasil com 8 milhões e de km qu.
Ou seja, estamos falando de dois países continentais, de dois territórios enormes, com milhares de quilômetros de fronteiras e um litoral gigantesco e áreas que precisam ser monitoradas o tempo todo. E é justamente por isso que comparar os equipamentos militares desses dois países revelam histórias bem interessantes. E alguns desses equipamentos que a gente vai ver no vídeo ficaram famosos no mundo inteiro.
Então vamos lá conhecer todas essas histórias. Hoje nós vamos comparar aviões, navios, submarinos, tanques de guerra, radares e tecnologia militar usada pelos Estados Unidos e pelo Brasil. E a gente vai ver que algumas diferenças são enormes e outras comparações são bem mais equilibradas do que muita gente podia imaginar.
Mas antes de falar desses equipamentos impressionantes, eu tenho duas perguntas que vão te ajudar a entender tudo. Quanto custa manter uma força militar desse tamanho e quanto cada país gasta com equipamento pessoal da ativa e militares aposentados? Porque quando a gente olha para esses números, a gente começa a entender o caminho que nos trouxe até os dias de hoje.
Como você imagina, manter forças armadas modernas é extremamente caro. E não estamos falando apenas de comprar aviões ou navios. Também tem o custo de treinamento, manutenção, salários, aposentadorias, hospitais, bases militares, combustível e toda uma infraestrutura gigantesca funcionando todos os dias.
Começando pelos Estados Unidos, o orçamento direto do Departamento de Defesa, o famoso Pentágono, gira em torno de 890 bilhões de dólares. Você ouviu bem? bilhões de dólares.
E esse é só o valor gasto diretamente cooperações militares, manutenção de equipamento, pesquisa tecnológica e compra de novos sistemas militares. E existe ainda os gastos ligados ao pessoal militar que não aparece no orçamento do Pentágono. São o Fundo de Aposentadoria dos Militares, o Sistema de Saúde e até o Ministério de Assuntos de Veteranos.
Juntos eles adicionam 220 bilhões aos gastos militares, fazendo o orçamento militar dos Estados Unidos passar de 1. 1 trilhão de dólares por ano. E esse valor gigantesco é dividido da seguinte forma: cerca de 31% vai para operações e manutenção das forças, cerca de 18% para compra de equipamentos militares, 16% para pesquisa e desenvolvimento tecnológico e 14% para pagamento de militares da ativa e reservistas.
E o restante, 21%, vai para aposentadoria, saúde de militar e benefícios para veterans. Agora vamos analisar o orçamento do Brasil, né, que é muito menor em termos absolutos. Hoje ele gira em torno de 27 bilhões de dólares por ano, né, do Ministério da Defesa.
E diferente do modelo americano, no Brasil a maior parte dos gastos com militares aparece mesmo dentro do orçamento do Ministério da Defesa. E a distribuição desses recursos também é muito diferente. Quer ver?
35% do orçamento vai para militares da ativa e cerca de 52% para aposentadorias e pensões de militares. E aí sobra só 10% para operações e manutenção e aproximadamente 3 4% para aquisição de equipamentos e pesquisa tecnológica. Ou seja, uma fatia muito maior do orçamento brasileiro tá relacionado a despesas com pessoal da ativa, aposentados e pensionistas de militares.
Enquanto o estado Luiz gasta 35% com esse item, o Brasil gasta 87%. E claro, isso não acontece só no Brasil. Vários países enfrentam esse mesmo desafio, manter forças armadas profissionais, ao mesmo tempo que tentam investir em modernização e tecnologia.
Mas o que verdadeiramente explica a grande diferença de equipamentos é a escala do orçamento americano, que é realmente extraordinário. E você quer ver um exemplo? Ó, enquanto os Estados Unidos operam mais de 13.
000 aeronaves militares, o Brasil possui cerca de 700. E agora que a gente entendeu o tamanho da máquina militar de cada país, vamos começar a olhar mais de perto os equipamentos que mais chamam a nossa atenção, os aviões, os as aeronaves. E existe uma razão para isso.
Além do glamor natural da aviação, em muitos conflitos modernos, quem domina o céu ganha uma enorme vantagem. E a aviação militar, ela permite observar o campo de batalha, transportar tropas rapidamente e atacar alvos a grande distância. Você tem visto isso acontecer nos dias de hoje.
E algumas dessas aeronaves ficaram tão famosas que acabaram virando parte da nossa cultura popular. Como eu te falei no início, um dos exemplos mais conhecidos vem lá da guerra do Vietnã. Se você assistiu a filmes como Apocalipse Now ou Platon, provavelmente você viu aquela formação de helicópteros voando sobre a selva, né, com aquele som ou ou aquele helicóptero é o U1H, né?
ou então Hay, eh, que tinha na base era de Santos quando eu servi na Força Aérea lá em 1985. E na época a gente chamava ele carinhosamente de agazão. Esse foi um dos helicópteros mais importantes da história militar.
Mais de 16. 000 unidades foram produzidas e milhares delas foram usadas no Vietnã. O agazão, ele podia transportar cerca de 12 soldados, além da tripulação e armamentos laterais.
Mas o mais revolucionário foi o papel que ele desempenhou. Antes da guerra do Vietnã, as tropas se deslocavam principalmente por terra. E com a Gazão surgiu o conceito de guerra aeromóvel de soldados sendo levados diretamente pro fronte de batalha por helicópteros.
A guerra do Vietnã começou em 1955 e o Agazão foi criado em 1956 pela Bell Helicopters. Isso mudou completamente a forma como as operações militares eram conduzidas em terrenos difíceis como selvas e montanhas. E o som característico das hélices do H1H acabou se tornando um símbolo daquela guerra.
E quando a gente fala de velocidade e combate aéreo, os protagonistas são os caças militares. E um dos mais famosos da história ficou conhecido também graças ao cinema, no filme Top Gun, lançado em 1986, onde os pilotos da Marinha Americana voam lendário F14 Tomcat. E esse avião era impressionante pra época.
Ele foi criado em 1970. Ele podia atingir velocidades superiores a MAC 2. 3, ou seja, mais de 2400 km/h.
E uma das características mais curiosas desse avião eram asas em geometria variável, ou seja, em velocidade baixa, as asas ficavam mais abertas para dar mais estabilidade, mas quando o avião acelerava elas se fechavam para reduzir o arrasto e aumentar a velocidade. Como você viu lá no filme do Tom Cruiser, o F14 ele era operado por dois tripulantes, um piloto e um oficial responsável pelo radar e pelos sistemas de combate, pelas armas. Durante décadas, ele foi um dos principais defensores dos grupos de porta-aviões americanos.
E como a tecnologia evoluiu rápido, o F14 foi aposentado em 2006, dando lugar ao F18 Super Hornet, que é o principal caça hoje da Marinha dos Estados Unidos, que também aparece no filme do Topigan Maverick de 2022. Esse é um avião caça multifunção. Ele pode realizar combates aéreos, ataques contra alvos em terra ou no mar e operar a partir do convés dos porta-aviões.
Ele atinge velocidades aproximadas de MAC 1. 6 e pode transportar uma grande variedade de armamentos. Já o Brasil pôs-se uma força aérea bem menor, mas com alguns projetos bem interessantes também.
Durante décadas, a espinha dorsal da defesa aérea brasileira foi o F5 Tiger, um caça leve desenvolvido nos Estados Unidos na década de 60. O Brasil modernizou esses aviões num programa chamado F5M, que adicionou novos radares, sistemas de navegação e a capacidade de usar armamentos modernos. E você sabe que recentemente o Brasil assinou um programa de compra dos CAAS Gripping, desenvolvido por uma empresa sueca que é a SA.
No Brasil, esse avião ganhou o nome de F39 Grippen. O que é interessante é que esse projeto vai além da simples compra dos aviões. Ele inclui a transferência de tecnologia, participação de engenheiros brasileiros no desenvolvimento da aeronave e a produção parcial no Brasil.
Sem dúvida, os caças são as estrelas da aviação militar, mas existem outras aeronaves que desempenham papel essencial na aviação militar. Um exemplo claro são os aviões de alerta aéreo antecipado, que resumidamente são radares voadores. Os Estados Unidos utilizam o E3 Centry, equipado com um enorme radar circular montado sobre a fuzelagem.
Esse radar consegue detectar aviões a centenas de quilômetros de distância e com isso ele coordena operações aéreas de ataque de defesa. Já o Brasil opera um sistema parecido chamado E99, desenvolvido a partir de aeronaves da Embraer, que faz então parte desse sistema de controle do espaço aéreo brasileiro. Outro destaque da indústria brasileira é o KC 390 Millenium, um avião militar de transporte desenvolvido pela Embraer.
Ele é capaz de transportar cerca de 26 toneladas, voar numa velocidade aproximada de 870 km/h e também realizar reabastecimento em voo. Já os Estados Unidos tem o maior avião militar do mundo, o C5M Super Galaxy. Esse bichão tem um comprimento de 75 m, envergadura de 68 m e pode transportar 127 tonelas a uma velocidade de 920 km/h.
Você reparou? São cinco vezes a capacidade de carga do KC 390. Outro que a gente vê em muitos filmes são os C130 Hércules, que é muito usado para transporte de tropas, porque ele pode operar em pista improvisada e levar cerca de 90 soldados.
Esse avião foi projetado em 1956 e continua em produção até hoje. A Força Aérea Brasileira chegou a ter 14 Hércules em operação antes de substituí-los pelos KC 390. Mas mesmo com toda essa tecnologia no ar, existe um ambiente que historicamente define o poder real das grandes potências, são os oceanos.
E quando entramos nesse domínio, encontramos alguns dos equipamentos militares mais impressionantes já construídos pela engenharia humana, os porta-aviões e os submarinos. Os porta-aviões são praticamente bases aéreas flutuantes. Os Estados Unidos operam hoje 11 porta-aviões nucleares.
Esses são alguns dos maiores navios militares já construídos. E um exemplo é o classe Gerald Ford. Esses gigantes tm mais de 330 m de comprimento, deslocam cerca de 100.
000 1000 toneladas de água e podem operar mais de 70 aeronaves entre caças, helicópteros e aviões de alerta aéreo. Para manter um navio desse funcionando, trabalham a bordo 5. 000 pessoas.
Para efeito de comparação, a maior base aérea do Brasil é o primeiro grupo de defesa aérea em Anápolis, Goiás. Essa base tem 25 aeronaves e 1600 militares. Então, um único porta-avião da classe Gerald Ford equivale a três bases aéreas de Anápolis andando pelo mar.
Mas o Brasil também teve uma história curiosa com esse tipo de navio. Durante décadas, o Brasil foi um dos poucos países fora das grandes potências ao operar dois porta-aviões. O primeiro foi o Minas Gerais.
Foi incorporado à marinha brasileira em 1960. Originalmente ele pertencia à Marinha Britânica durante a Segunda Guerra Mundial e tinha o nome HMS Vengeance. E aí duas curiosidades aqui.
Sabe o que significa HMS? His Majestes ship ou navio da sua majestade. E esse é o prefixo de todos os navios da Marinha Britânica.
E o Brasil pagou apenas 9 milhões de dólares pelo seu primeiro porta-aviões. O mesmo valor que custa um Azimul 78 Fly, que é o o IAT do Neymar. Como pode isso, né?
Claro, todos sabiam que esse navio tava obsoleto e depois de comprado pelo Brasil, o Minas Gerais passou por modernizações e operou ainda por 40 anos. Ele pesava cerca de 20. 000 1 toneladas e ele serviu principalmente como uma plataforma de treinamento para operações de aeronaves embarcadas do Brasil.
E no final dos anos 90, o Brasil decidiu dar um passo ainda mais ambicioso. Em 2000, a Marinha brasileira adquiriu da França por 12 milhões de dólares, um porta-aviões maior e mais moderno, o porta-aviões São Paulo. Com cerca de 32.
000 toneladas, ele se tornou o maior navio de guerra já operado pelo Brasil. Mas manter um porta-aviões é extremamente caro. E esses navios eles ficaram completamente obsoletos com o aparecimento dos porta-aviões nucleares.
Para você ter uma ideia, o São Paulo consumia 30 toneladas hh de óleo naval e tinha uma autonomia máxima de apenas 7. 000 milhas náuticas, que dá aí aproximadamente 13. 000 km.
Enquanto um Gerald Ford pode navegar por cerca de 25 anos sem reabastecer o reator nuclear. E com o passar dos anos, o São Paulo também começou a enfrentar problemas técnicos, alto custo de manutenção, até que em 2017 ele acabou sendo desativado. O Brasil chegou a vender o porta-aviões por uma empresa de sucata na Turquia, mas o avião foi devolvido por conter muitos componentes tóxicos, como amianto e metais pesados.
E aí, depois de anos de debate sobre o que fazer com o navio, a decisão final foi tomada em 2023. O porta-aviões em São Paulo foi afundado de forma controlada no Oceano Atlântico, encerrando a era dos porta-aviões da Marinha brasileira. E se os porta-aviões eles são os navios mais visíveis, mais impressionantes da Marinha, também existe um outro tipo de embarcação que muitos especialistas consideram ainda mais estratégicas, os submarinos.
Os Estados Unidos possuem uma das maiores frotas de submarino do mundo com cerca de 70 unidades, muitas delas movidas por propulsão nuclear. Submarinos nucleares t uma vantagem enorme. Eles podem permanecer submersos por meses.
Eles podem percorrer distâncias gigantescas e operar praticamente em qualquer oceano. E por isso o Brasil também vem investindo fortemente nessa área. O país criou o programa chamado PRUB, uma parceria entre Brasil e França para desenvolver uma nova geração de submarinos.
Desse programa nasceram os submarinhos da classe Riachuelo, baseado no modelo francês Scorpeno. Essas embarcações têm cerca de 71 m de comprimento, deslocam aproximadamente 2. 000 toneladas e foram projetados para operar com grande descrição no ambiente marítimo.
A principal missão desse submarino é a chamada negação do mar, ou seja, tornar extremamente difícil para qualquer força hostil operar em determinadas áreas do oceano. Esse projeto vem sendo desenvolvido há décadas, mas construir um submarino nuclear é um desafio enorme. Envolve tecnologia extremamente complexa, altos custos e anos de desenvolvimento.
Por isso, o Brasil ainda não colocou esse submarino em operação e mesmo assim ele é considerado um dos projetos estratégicos mais importantes da defesa brasileira. Mas existe um ponto que que continua verdadeiro em praticamente todos os conflitos da história. Território só é realmente controlado quando tropas conseguem ocupá-lo.
E aí que entram os veículos blindados e os tanques de guerra. E é por isso que as forças terrestres continuam sendo fundamentais em qualquer estratégia militar. Entre os equipamentos mais conhecidos desse ambiente estão os tanques de batalha, também chamados de tanques de guerra.
Nos Estados Unidos, o principal tanque em operação é o M1A2 Abrams. Esse veículo é um verdadeiro gigante de aço. Ele pesa cerca de 62 toneladas, possui um canhão de 120 mm e uma blindagem extremamente resistente.
O Abras utiliza um motor de 100 cavalos de potência, capaz de empurrar esse veículo pesado a velocidades próximas de 70 km/h. Vamos comparar. Uma carreta de transporte rodoviário carregada pesa cerca de 32 toneladas, metade de um tanque Abrams.
E o motor dessa carreta tem cerca de 400 cavalos, que é 1/4 do motor do Abrams. Por isso, ele ganhou fama internacional durante a Guerra do Golfo em 1991, quando demonstrou uma grande superioridade tecnológica em combate contra tanques mais antigos. Hoje o exército dos Estados Unidos opera aproximadamente 2.
500 tanques abrs. O Brasil uma frota menor, mas ainda importante dentro do contexto regional. O principal tanque brasileiro é o Leopard, de origem alemã.
O Brasil comprou esses tanques da Alemanha a partir dos anos 2000 para substituir tanques mais antigos. O Leopard pesa cerca de 42 toneladas e possui um canhão de 105 mm. E ao todo, o exército brasileiro tem cerca de 400 unidades distribuídas em brigadas de cavalaria blindada.
Mas a história dos veículos militares brasileiros tem um capítulo bastante interessante. Durante as décadas de 1970, 1980, o Brasil possuía uma indústria militar extremamente ativa. Uma empresa chamada Engesza, Engenheiros Especializados SA, tornou-se uma das maiores fabricantes de veículos blindados do mundo.
Seus veículos foram exportados para diversos países e utilizados em diferentes regiões do planeta. Dois modelos ficaram especialmente famosos. O primeiro foi o Cascavel.
Esse veículo era um blindado de reconhecimento equipado com um canhão de 90 mm. Ele foi projetado para patrulhar grandes áreas com alta mobilidade, algo especialmente útil em países com territórios extensos. E o segundo modelo foi o Urutu.
Esse era um transporte blindado de tropas, capaz de levar até 10 soldados com segurança pelos terrenos mais difíceis. O Cascavel e Urutu tiveram um enorme sucesso no mercado internacional. Eles foram exportados para mais de 20 países, incluindo nações da América Latina, do Oriente Médio e da África.
E durante alguns anos, o Brasil chegou a ser um dos maiores exportadores de veículos blindados do mundo. Mas a indústria de defesa também tem as suas crises, né? E no início da década de 90, uma mudança no cenário internacional, dificuldades financeiras acabaram levando a engesa à falência.
Se você é gipeiro no Brasil, gosta de de off road e tem mais ou menos a minha idade, você já teve ou pensou em ter um Gipengesa que era vendido, era um veículo 4x4, né, muito resistente, que foi vendido no Brasil, fez muito sucesso nesse mundo do off road. Mas nos últimos anos surgiu um novo campo de batalha, muito menos perceptível, mas cada vez mais importante. Um campo que envolve satélites, informação e tecnologia estratégica.
E talvez o exemplo mais conhecido desse novo poder militar seja hoje as armas nucleares. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, essas armas passaram a desempenhar um papel central da estratégia militar das grandes potências. Hoje, os Estados Unidos possuem cerca de 5.
000 ogivas nucleares. Nem todas estão prontas para uso imediato, mas elas fazem parte de um sistema conhecido como tríade nuclear. A ideia dessa estratégia é garantir que o país tenha três formas diferentes de responder a um ataque nuclear.
A primeira são os mísseis balísticos intercontinentais instalados em sinos subterrâneos. Esses mísseis podem percorrer mais de 10. 000 km e atingir alvos em questão de minutos.
A segunda parte da tríade são os submarinos nucleares armados com mísseis balísticos que patrulham os oceanos de uma forma bem discreta. E a terceira parte são os bombardeiros estratégicos, como o B52 ou o B2, são capazes de transportar armas nucleares e voar longas distâncias. Esse sistema foi desenvolvido durante a Guerra Fria, quando os Estados Unidos e União Soviética buscavam garantir que qualquer ataque nuclear seria rapidamente respondido.
E esse conceito ficou conhecido como dissuasão nuclear, ou seja, quanto mais arma nuclear eu tenho, menos o inimigo pensa em me atacar. Já o Brasil seguiu um caminho muito diferente. O Brasil não possui armas nucleares.
Isso não significa que falta capacidade tecnológica no Brasil. O país domina diversas etapas importantes da tecnologia nuclear, incluindo o enriquecimento de urânio e o desenvolvimento de reatores nucleares. Mas a Constituição brasileira estabelece que a energia nuclear deve ser utilizada apenas para fins pacíficos.
E além disso, o Brasil participa de acordos internacionais que proíbem a presença de armas nucleares na América Latina. O Brasil também tá investindo em satélites militares que permitem monitorar movimentações em diferentes regiões do planeta, manter comunicações seguras, mas principalmente ter o teu o sistema próprio de navegação GPS. Os Estados Unidos já operam dezenas de satélites militares dedicados, formando uma rede que conecta tropas, aviões, navios em praticamente todo o lugar do mundo.
Outro campo que ganhou enorme importância nas últimas décadas é o cyberespaço. Ataques digitais, eles podem atingir redes de comunicações, infraestrutura crítica e sistemas militares conectados. Parece que foi isso que aconteceu nesse recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela.
E por isso os Estados Unidos criaram uma estrutura específica chamada US Cyber Command, responsável por proteger redes militares e conduzir operações de ambiente digital. Tudo isso mostra que o poder militar moderno não depende apenas de quantidade de equipamentos, ele também depende cada vez mais de capacidade de informação, integração tecnológica e planejamento estratégico. Bom, e quando a gente considera todos esses elementos que a gente viu até agora, orçamento, tropa, aviões, navios, blindados, tecnologia, então fica mais fácil entender, né, o papel e que cada país tem nesse cenário.
Então, comparar forças armadas não é apenas comparar equipamento. Na verdade, a gente tem que comparar estratégias nacionais de defesa. Os Estados Unidos envolveram ao longo do último século uma estrutura militar voltada paraa projeção global da força.
Isso explica porque o país mantém 11 porta-aviões nucleares, grande frota de aeronaves militares submarinos capazes de operar em qualquer oceano e uma rede de satélites que conecta tropas espalhadas pelo mundo todo. E já o Brasil organizou suas forças armadas com outra prioridade. O Brasil precisa proteger o seu território.
No final das contas, essa comparação mostra algo bem interessante. Dois países com dimensões continentais tem modelos de defesa completamente diferentes, moldados por sua história, sua geografia, seus objetivos e os seus recursos. E eu deixei uma curiosidade interessante aqui pro final.
Quando a gente compara o Brasil com os Estados Unidos, parece que são os pequenos, mas quando olhamos pros nossos vizinhos, a perspectiva muda bastante. O Brasil tem uma tem forças armadas cerca de 10 vezes maiores do que a do Paraguai e mais ou menos três vezes maior do que a da Argentina. Como a gente viu, os equipamentos militares modernos são cada vez mais caros e complexos.
Um único caça hoje pode custar 100 bilhões de dólares. Um submarino nuclear pode levar décadas para ser desenvolvido. E um portaavião hoje, né, Gerald Ford custa 13 bilhões de dólares.
Por isso, cada país precisa fazer escolhas estratégicas, saber onde investir e quais capacidades priorizar. Aí eu queria saber a sua opinião. Qual desses equipamentos militares você acha mais impressionante?
os porta-aviões gigantes dos Estados Unidos, os submarinos nucleares ou os mísseis balísticos. Se você fosse o ministro da defesa do Brasil, onde você investiria mais? Conta aqui nos comentários.
E se você gosta dessas comparações que eu faço entre Brasil e Estados Unidos, então já se inscreve no meu canal e não esquece, dá uma olhadinha também aqui no card e no Qcode que eu vou deixar para você outros vídeos parecidos. E se você gostou desse vídeo, ficou um pouco longo porque o assunto é extenso, já deixa o seu like aqui e deixa também sua sugestão que outro vídeo eu podia gravar que seja do teu interesse, tá? Tchau, até o próximo vídeo.