[Música] Olá alunos Hoje a gente vai estudar aí uma segunda parte da filosofia medieval um autor muito importante chamado Tomás de Aquino e o São Tomás de Aquino como a gente costuma chamá-lo ele vai trabalhar justamente os aspectos aristotélicos da filosofia ele vai ser o primeiro a conseguir separar aí a fé da razão tentando dar um sentido para essas duas formas de saber de conhecimento o legal do Tomás de Aquino é que ele vive num contexto extremamente conturbado na Europa um contexto de mudanças porque aquele mundo feudal aquele mundo estagnado que que pelo qual a
Europa passou né sua maior parte aí da Idade Média a gente percebe que tá começando a se desfazer tá começando a se modificar e muito da filosofia do São Tomás vem justamente dessa desse caos do ressurgimento das cidades e do ressurgimento do do Comércio por toda a Europa durante a idade média o comércio não deixou de existir mas não existiam grandes Centros Comerciais por toda a Europa o comércio era concentrado em algumas pequenas regiões e agora a gente tem rotas que vão a fazer uma intersecção aí e justamente nessa nesse lugar onde as rotas elas
se unem a gente vai ter a cidades surgindo como Centros Comerciais importantes e é legal que a gente tem aí já também a Gênese do surgimento da burguesia que mais tarde vai assumir o poder na Europa como a gente vai ver aí nas próximas aulas a filosofia ela tem muito a ver com o momento e o lugar no qual ela se desenvolve e talvez seja por isso que o São Tomás ele tente repensar essa relação entre fé e razão se o Santo Agostinho lá no século V ele no início do cristianismo ele estivesse tentando pensar
criar uma mitologia de tentar colocar ordem também No momento dele mas ele opta muito mais pela fé do que pela razão o São Tomás de Aquino ele traz pra gente aí uma visão aristotélica do que seria justamente aí essa essa essa relação o Aristóteles coloca aquelas quatro causas pro ser e o Tomás de aquina ele vai pensar também em algumas causas na verdade em Provas em cinco vias da existência de Deus ao invés de pensar na causa dos seres ele vai pegar o ser superior que é Deus e vai tentar explicar Aí o que seria
aí provável ã na ideia de Deus O legal é que ele fala o seguinte pra gente a ideia de Deus não é autoevidente a ideia de Deus é uma ideia muito confusa e a gente precisa chegar nessa ideia através da razão porque as revelações divinas elas estão Acima das Revelações materiais mas elas não se negam elas não precisam se negar elas são Opostas mas elas não se ne negam elas não se desfazem elas não precisam estar em conflito ele consegue ajeitar as duas ideias dentro de uma ideia só e isso é genial na ideia do
Tomás de Aquino Vamos explorar Então as cinco provas as cinco vias que ele chama da existência de Deus pra gente tentar ver como essas vias elas se relacionam quase que diretamente com o conhecimento aristotélico a primeira via é o argumento que ele chama argumento do movimento e a gente vê essa ocupação no Aristóteles o tempo todo é por isso que a gente fala o Tomás de Aquino ele fez um aristotelismo cristão ele pegou as ideias do Aristóteles e cristianizou com a problemática de provar que Deus existe e a prova dele é uma prova olhando aqui
o mundo material ele não pede pra gente acreditar que Deus existe ou não ele simplesmente fala olha Deus existe e a prova não está no mundo superior como Agostinho dizia não está no mundo fora da Terra as provas da existência de Deus estão aqui ao nosso redor E O legal é que ele fala do argumento do movimento ah e o argumento da causa eficiente esses dois argumentos aqui são muito baseados no Aristóteles porque ele fala o seguinte sempre existe um ser que move a existência de um outro ser uma coisa Sempre move a outra Mas
se a gente for mapeando isso para trás deve ter existido algum ser que gerou mudança mas ele mesmo não foi mudado não foi movido por ninguém e esse ser pro Tomás de Aquino é Deus então essas duas primeiras provas vão falar justamente disso né dessa relação entre um ser criando movimento no outro ser e Deus como ser que não cria perdão que cria movimento nos outros seres mas que não não foi gerado por nada né que se autog gerou digamos assim outra causa é o argumento cosmológico no argumento cosmológico o Tomás dequin ele questiona como
as coisas são as coisas são como elas são Mas elas poderiam ser completamente diferentes As coisas elas têm uma digamos assim uma forma específica um jeito específico o que revela aí que Deus seria essa entidade que tem uma um gosto específico PR as coisas né você pega a ideia de um ser humano como ele é a ideia de uma árvore como ela é do céu como ele é poderiam ser de outro jeito de outras cores de outras formas mas não as coisas são como elas são mas poderiam ser completamente diferentes já que elas não são
completamente diferentes Isso prova que essa inteligência superior ela existe e para ele essa inteligência é Deus o outro argumento é o argumento dos graus existentes esse argumento dos graus existentes mostra uma ideia de comparação a gente precisa sempre ter parâmetros para comparar o que é melhor o que é pior o que é maior o que é menor e talvez Deve existir uma medida que padroniza todas as outras Deve existir algo com o qual todas as coisas podem se comparar pra gente buscar essa comparação esse padrão né estabelecido deve ser essa entidade Suprema que o Tomás
dequino chama de Deus né a medida aí de todas as coisas não está no homem né o homem percebe essa medida mas essa medida deve estar em Deus Deus deve ser o parâmetro perfeito de comparação né o maior de todos o melhor de todos pra gente poder ah perceber que existem graus variados aí pra gente poder comparar mas a comparação máxima é sempre feita em relação a Deus pra gente terminar aqui o argumento teológico né mostra PR a gente aí na quinta via de que todas as coisas têm uma finalidade a mesma finalidade todas as
coisas seguem um curso e esse curso só pode ter sido definido também pelo ser primordial que o Tomás de Aquino fala que é justamente Deus então a gente percebe o seguinte na aula sobre Tomás de Aquino ele usa a razão e usa o mundo material para tentar mostrar pra gente a existência de algo ligado à fé então é uma fé mais raciocinada mas o sentido de que primeiro vem O plano da razão e muita gente pergunta para mim assim ô Gui Mas por que que ele faz isso né Por que que Tomás de Aquino ele
tenta usar a razão para explicar a fé e tenta juntar as duas coisas e sem negá-las porque o Tomás de Aquino ele se preocupava muito em debater com os herges que ele chamava né os que estavam contra a Igreja eh ele falava o seguinte eles usam a razão para desmistificar a fé então eu vou batalhar com eles no mesmo Campo que eles usam que é o campo da razão e ele faz isso de uma forma extremamente genial só que ele não vai ser compreendido na época dele a própria igreja e as Universidades medievais que estão
se desenvolvendo já nessa época não entendem muito essa ideia do Tomás de Aquino só que posteriormente vai ser uma das principais teorias que a igreja vai abarcar aí para poder gerar o seu sentido Então pessoal vamos fazer uma revisão aqui do que a gente acabou de [Música] ver bom pessoal na aula de hoje a gente viu que o contexto no qual tomá ja Aquino escreve é muito diferente do contexto do Agostinho de ipono Santo Agostinho a gente viu que a Europa estava passando por várias transformações com o renascimento comercial e urbano e que isso deve
ter influenciado as ideias desse grande filósofo a gente também viu que ele tentava explicar a partir do das ideias do Aristóteles sobre o mundo material a existência de Deus então essa mistura entre fé e razão o Tomás ja Aquino conseguiu ajeitar essa mistura de uma outra forma falando que as revelações ah divinas elas são importantes elas estão Acima das Revelações materiais mas que elas não necessariamente precisam se negar tomá ja Aquino também tenta provar pra gente de acordo com cinco vias cinco provas da existência de Deus ah baseadas aí na teoria do Aristóteles da causa
eficiente da noção de movimento ele traz pra gente aí cinco argumentos muito legais a gente pensar sobre a ideia de que Deus existe que essa ideia não é uma ideia autoevidente a gente tem que procurar por ela e tem que usar a razão para compreendê-la ainda mais bom por hoje é isso espero que vocês tenham gostado e até a próxima aula