Fala meu povo. Fazer hoje, a partir de hoje aqui uma série de vídeos, fazer uma playlistzinha, uns quatro ou cinco vídeos mostrando o que que a gente precisa para poder aprender e estudar uma harmonia. Quero começar com coisas simples.
Não sei se dá para ouvir o que o o rapaz ali fora tá batendo, fazendo, tá tendo uma construção aqui, vizinha aqui em casa. Espero que não esteja atrapalhando. Mas olha, a base de tudo pra gente poder começar a estudar harmonia é o campo harmônico maior.
Como é o que eu encontro um campo harmônico maior? O que é um campo harmônico maior? Para que é que ele vai me servir.
Então a gente vai começar com isso, tá? O campo harmônico maior, quando se diz assim: "Quero encontrar o campo harmônico de uma tonalidade", que é isso? quer dizer que eu vou encontrar uma sequência de acordes.
Então, uma sequência de acordes é o meu campo harmônico. Vai ser uma sequência de acordes que se repete em qualquer tonalidade. E essa sequência de acordes eu vou encontrar baseado num escala, tá certo?
Como a gente vai começar com o campo harmônico maior, eu vou pegar uma escala maior. O que é uma escala? Sequência de notas.
Então vou pegar ali uma sequência de notas que vai me gerar uma escala que vai me gerar uma sequência de acordes e isso daí vai ser meu campo harmônico, tá certo? Então pegando aqui, ó, escala de dó maior, que é que eu vou fazer? A partir dessa escala maior, eu vou sobrepor terças.
É basicamente, eu peguei o dó, eu pulo uma nota, que é o ré, e pegar outra, ó. Isso aqui é 1 terça, certo? E vou seguir a escala, ó.
[Música] Tá certo? Isso aqui é uma sobreposição de terça. [Música] Agora eu vou sobreporça, ó.
Toquei o dó, o mi. Aí faço a mesma coisa. Vou pular o fa e tocar o sol, ó.
Tá vendo, ó? E vou seguir a escala. Ó, [Música] com isso aqui eu acabei de encontrar o meu campo harmônico.
Encontrei aqui sete acordes, ó. Doló maior, ré menor, mi menor, fa maior, sol, lá menor, o si meio diminuto e o dó. Quem vai me dizer se meu acorde é maior ou menor é a terça, tá certo?
Então aqui eu tenho dó e mi. Meu mi é a minha terça do dó. Se o meu mi é a minha terça maior, quer dizer que meu dó vai ser menor.
Se o meu mi tivesse, se o meu dó maior tivesse a terça menor, aí ele seria um dó menor. Como é que eu sei se a terça é maior ou menor? Eu faço a distância dela.
A distância de dois tons quer dizer que a terça é maior e a distância de 1 tom e meio quer dizer que a terça é menor. Do dó pro ré tem um tom. Do ré pro mi mais um tom.
Faz dois tons. Então terça maior. Do dó pro ré eu tenho um tom.
Do ré pro mi bem molio tom. Faz 1,5. terça menor.
Então eu vou fazer isso em cada acorde desse para poder saber se o acorde é maior ou menor. Aí quando eu faço do dó pro mi, dois tons, terça maior. Do réá, eu tenho, ó, um tom e meio.
Então terça menor, ré menor, certo? do mi, ó. Do mi pro fa, meio.
Do fa pro sol 1, e me tom e meio. Mi menor. O fa, ó, fa pro sol, um do sol pro lá mais um, faz dois, dois tons.
Terça maior. E faço isso com todos eles. Sol maior, lá menor.
O si ele é menor, mas ele também tem a quinta diminuta, tá? Não vou entrar nesse detalhe, mas o si ele ele é caracterizado por ter a terça menor e o quinto grau diminuído. Ele vai ser o acorde da classe dos diminutos, no caso ele vai ser um meio diminuto.
E isso quem vai me dizer é a sétima, tá? Também não quero entrar em detalhes aqui, mas ó, de forma bem resumida, como é que eu encontro um campo harmônico maior? Eu faço a escala do tom que eu quero, no caso aqui, dó, sobrepõe uma terça, ó.
Sobreponho mais uma terça, ó. E encontrei assim os meus sete acordes de uma tonalidade. Vou fazer isso, por exemplo, noutra tonalidade.
Quero achar o campo harmônico de sol. Que que eu vou fazer? Escala de sol maior.
Sobrepõe uma terça, ó. Só sobreporça e sair seguindo a escala, ó. Sobreponho mais uma terça, ó.
Encontrei meus sete acordes. Só maior, la menor, si menor, dó, ré, mi menor, fa sustenio diminuto e sol. qualquer tonalidade vai ser o processo, vai ser sempre o mesmo.
Se eu quisesse fazer em mi maior, por exemplo, escala maior, vou sobreporça, vou sobrepor mais uma terça. [Aplausos] Encontrei meus sete acordes. maior, fa sustenido menor, sol sustenido menor, lá maior, si maior, dó sustenido menor, réustenido, meio diminuto, tá?
Então, encontrar o campo harmônico de uma tonalidade é isso, é somente isso, é saber encontrar esses sete acordes. Agora, tem uma coisa que é interessante. Esses sete acordes, essa sequência de sete acordes, elas são a mesma em qualquer tonalidade.
E os padrões, eles vão começar, a gente vai começar a identificar esses padrões. Por exemplo, eu encontro sete acordes. Eu chamo esses acordes por graus.
Por exemplo, o acorde, se eu pegar em dó maior, vou botar para dó maior. Dó maior, ré menor, mi menor, fa, sol, lá menor, si, meio de meio diminuto e dó. O meu dó, meu primeiro grau, o ré é o segundo grau, o mi terceiro grau e assim por diante, tá certo?
Então eu vou entender a harmonia aqui com base nos graus. Primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo. Se a gente for observar primeiro, o quarto e o quinto graus, eles serão sempre acordes maiores, primeiro, quarto e o quinto, que são os três acordes principais da minha de uma de uma tonalidade, tá certo?
Então, por exemplo, em dó maior, quando eu fiz a sequência, deu dó maior, fa maior e sol maior. São os três acordes maiores da tonalidade. Se eu pegar em sol maior, 1, 4 e 5, sol, dó e ré, certo?
Então, sol, dó e ré vão ser os três acordes maiores da tonalidade. 1, 4 e 5. Se eu pegar em ré maior, por exemplo, 1 4 e 5 é quem?
Ré, sol e lá. Sempre vai ser assim. Não sei se dá para ver aqui nos baixos da sanfona, mas se eu tô aqui, por exemplo, em dó maior, o meu quarto grau tá abaixo dele, ó.
Certo? Dó maior, quarto grau tá abaixo dele. Quinto grau tá acima dele.
Então o quarto e o quinto grau vão ser os acordes maiores de uma tonalidade, tá? Isso é apenas um atalho pra gente poder encontrar esses acordes, mas é importante entender que são três acordes maiores que eu tenho dentro do campo harmônico. E esses três acordes, eles são os principais acordes da tonalidade, são os mais importantes.
E a gente vai ver isso em uma outra aula, tá? A gente tem também três acordes menores, é o segundo, terceiro e o sexto. Então são três acordes maiores, três acordes menores.
Aqui no campo harmônico de dó maior, o meu segundo grau, ó, ré menor, meu terceiro grau, mi menor e o sexto grau, lá menor. Então, o segundo, o terceiro e o sexto grau são acordes menores. Isso também vai se repetir em qualquer tonalidade.
Por exemplo, em sol maior. Segundo grau, lá menor. Terceiro, si menor.
Sexto grau, mi menor. Tá certo? Então o segundo, o terceiro e o sexto são acordes menores.
E o sétimo grau, ele sempre vai ser um acorde meio diminuto. Se eu tô em dó, posso pensar que o dó também é minha oitava. Se eu voltar um tom, eu tô na sétima.
Se meio diminuto, meu sétimo grau é meio diminuto. Se eu tô em sol, eu penso que o sol é minha oitava. Se eu voltar, voltei para o sétimo.
Então o sol, o f sustenido seria meio diminuto, tá? Então isso é uma coisa que você precisa exercitar bastante, fazer o campo harmônico em em várias tonalidades para você eh ir se adaptando a esses padrões. Depois que eu já sei encontrar meus sete, meu campo harmônico, sete acordes, sei diferenciar quem é acorde maior, quem é acorde menor.
Já entendo que eu tenho três acordes maiores, três menores e 1 meio diminuto. Aprendo que 1, 4 e 5 são meus acordes principais. Então eu vou começar a fazer uma coisa chamada ciclo das quartas.
E com isso eu vou começar a trabalhar com progressões harmônicas. Então o que é o ciclo das quartas? É eu pegar esses sete acordes e ao invés de tocar nessa ordem, 1 2 3 4 5 6 7, eu vou tocar eles agora em intervalos de quarta.
Quer dizer que eu vou fazer assim, ó. Peguei o doc, que é o primeiro grau, quero tocar o quarto grau. Quando eu quero achar o quarto grau, eh, eu vou fazer assim, do dó, eu conto o meu dó, eu incluo ele para contar o quarto grau, porque o quatro diz respeito à quantidade de notas envolvidas, certo?
Então, o quarto grau de dó, dó, ré, mi, fa, tá certo? O quarto grau de dó é fa. Quem é o quarto grau de fá dentro do campo harmônico de dó?
Aí eu vou pegar a partir do fa, sol, la, si. Si meio diminuto é meu sétimo grau. E quem é meu quarto grau de si?
Aí eu vou fazer a partir de si, ó. Si dó, ré, mi. É meu mi.
E assim por diante. Mi, fa, sol, la, la, si, dó, ré, ré, mi, fa, sol, sol, lá, si, dó. Tá certo?
Então eu tenho com isso o meu campo harmônico distribuído no ciclo das quartas. Eu escrevi aqui pra gente, ui, eu escrevi aqui pra gente eh visualizar. Deixa eu vir para cá, ó.
Tem o dó no primeiro grau, quarto grau, quarto grau de dó. Dó ré, fa é o próprio o próprio quarto grau. Quarto grau de fa.
Só que aí importante para mim, pra gente, é pensar aqui, ó, que são esses numerais romanos vermelhos. É o que a gente chama de cifra analítica, tá certo? Do mesmo jeito que a gente viu, dó, ré, mi, fa, sol, la, si, é 1 2 3 4 5 6 7.
na verdade seria primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo. Isso, isso representa a cifra analítica. E quando eu venho aqui para o ciclo das quartas, eu tenho essa cifra também escrita em intervalos de quarta.
Então, eu tenho o primeiro grau, depois eu tenho quarto, depois o sétimo, terceiro, sexto, segundo, quinto, primeiro, tá? Tô falando aqui para vocês bem rápido, de forma resumida. pra gente tentar fazer um um um passadão, sabe?
Para pra gente poder ver pelo menos os principais elementos aqui, tá? Por isso que eu tô correndo assim. Mas aí, ó, eu vou tocar agora o campo harmônico de dó.
Ao invés de tocar dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó, eu vou tocar agora no ciclo das quartas, ó. Dó, fa, si, mi, la, ré, sol, dó. Agora falando os números.
1 4 7 3 6 2 5 um. Tá? Isso já tem cara de música, certo?
Se eu tocasse aqui em ritmo de shot, por exemplo. 6 2 5 um. Tá certo, rapaz.
A cachorra da vizinha ali tá latindo que só espero não esteja atrapalhando aí. Mas ó, isso daí é o que eu preciso saber. campo harmônico maior, 7º e fazer esse campo harmônico no ciclo das quartas.
Por quê? Porque a gente vai começar a ver que existem progressões que são baseadas exatamente em cima desse ciclo da quarta, tá certo? Por exemplo, se eu for para o final da progressão de trás para frente, eu tenho aqui, ó, C.
Ó, vamos focar aqui só nisso aqui, ó. 5 1 em dó maior é sol e dó, certo? E aí eu tenho muitas músicas que a progressão é cinco e um, né?
Lá no meu pé de serra, deixei ficar meu coração. Rcho do navio. Corre pro paju.
O rio Pageu vai despejar no São Francisco. Ó, cinco e um. Meu amor, não vá se embora.
Tá? Você vai começar a prestar atenção e a observar que 5 e 1 é uma sequência que é o final do meu ciclo das quartas e vai começar a identificar isso nas músicas, certo? Então, quando eu tenho isso claramente, a música começa a ficar fácil, porque aí eu começo a ver, ah, essa música é 5 e1, beleza?
Que é que isso me importa? Importa que se, por exemplo, eu quisesse tocar essas mesmas músicas noutra tonalidade, aqui a gente tocou em dó, mas se eu quisesse tocar essa música em ré, por exemplo, eu teria que saber o meu ciclo das quartas, por exemplo, na tonalidade de ré. E o ciclo das quartas na tonalidade de ré, quando eu vou para cinco e um, o meu quinto grau de réu primeiro é o ré.
Então, essas mesmas músicas que eu toquei vão continuar sendo cinco e um. Meu amor, não vá se embora. Fique mais um bocadinho.
For nego chora. E acho do navio. Corre para pô.
C e um. Ah, se fosse em Fá Maior. C e um dentro de Fá Maior, né?
E acho do navio. Corre pro Pu. Meu amor, não vá se embora.
Fique mais um bocadinho. Ah, se fosse cibemol, cibemol cinco e um de cibol. Não passa embora.
Fique mais um bocadinho e racha do nav pageu. Pageu vai despejar no São Francisco. É cinco e um em qualquer tonalidade, certo?
Em qualquer tonalidade, essas músicas serão tocadas com essas mesmas progressões, cinco e um. Quando eu começo a prestar atenção nisso, ao invés de prestar atenção nisso, eu me desprendo da tonalidade. E aí eu vou começando a ver que, por exemplo, o final aqui da progressão é do ciclo das quartas é 2 5 1.
Famosão 2 5 1. Dó maior, ré menor, sol dó. Então, qualquer moça que tenha 2 5 1, eu vou saber tocar ela em qualquer tom, se eu tenho esse conhecimento, né?
Se for em sol, por exemplo, lá menor, ré, dó. Vou voltar mais um, pegar o sexto grau aqui, ó. 6 2 5 1.
Em dó maior é lá menor, ré menor, sol, dó, ó. [Música] familiar, né? [Música] A progressão que Gonzaga usava enquanto ele tava conversando, ficava muito nessa progressão.
1 6 2 5 1. Tô fazendo em dó maior, mas se eu quisesse fazer em sol maior, a mesma coisa. 1 6 2 5 1 [Aplausos] [Música] Se fosse em rebemol.
Eita rebemol. 1 6 2 5 1. Mesma coisa.
Em qualquer tonalidade, a progressão vai ser a mesma. O que é que dificulta entre aspas? Assim, o que é o X da questão?
É eu saber, por exemplo, em rebemol, quem é o 1, o se, o 2 e o 5. Para isso, eu preciso fazer esse estudo da tonalidade aqui, ó. Isso aqui é o estudo da tonalidade.
Encontrar o campo harmônico, encontrar os sete acordes, fazer o ciclo das quartas. Eu preciso estudar isso em todas as tonalidades. Então, se eu faço esse estudo na tonalidade de rebemol, eu vou saber quem é.
1 2 3 4 5 6 7. Quando na música aparecer é 51, eu já tenho esse estudo prévio. Então já sei dentro da tonalidade quem é o cinco, que é o labemol, e quem é o um, que é o rebemol.
E se for 1, 6 2 5 1. Bom, um é rebemol, o seis si bemol menor, o dois mi bemol menor, o 5 lá bemol 7. Peguei uma tonalidade aqui que tem só tem bem mol, né, para poder exemplificar.
Mas a se eu tenho o estudo da tonalidade, fica fácil para mim. Vamos fazer bem rapidinho pra gente encerrar. Rebemol.
Escala de rebemol maior. Fiz a escala. Vamos encontrar o campo harmônico do rebemol.
Faço a escala. Sobreponho terças, ó. Sobrepõho mais uma terça.
[Aplausos] Encontrei meus sete acordes, ó. Ré bemol maior, mi bemol menor, fa menor, sol bemol, la bemol, si bemol menor e o dó meio diminuto. Três acordes maiores, três menores.
Quem são os três maiores? 1, 4 e 5. Ó, re bemol, sol bemol, la bemol.
Os três menores, 2, 3 e 6, ó. Mi bemol menor, fa menor, si bemol menor. E meu sétimo grau, ó, dó meio diminuto.
Aí vou e faço o ciclo das quartas. 1 4 7 3 6 2 5 1. Matei a charada, tá certo?
Então, encontrar o campo harmônico de uma tonalidade é fazer isso. E fazendo isso, você tá tendo o seu alice da harmonia. Isso aqui é o básico, mas é o chão.
Todo mundo precisa saber disso para poder de fato entender a harmonia. E a gente ao longo desse nesse minicurso, eu vou chamar assim, a gente vai estudando alguns elementos que vem pela frente. Todos esses elementos vão estar com base no campo harmônico.
Aqui, como eu falei, tô falando bem rápido para vocês, pra gente conseguir eh falar falar mais, trazer mais assuntos, né? um panorama geral, digamos assim, sobre campo harmônico. Mas se você quiser aprender isso no passo a passo, indo com calma, falando, explicando o que é intervalo, montando cada corde, fazendo em várias tonalidades, mostrando aqui na lousa os campos harmônicos, encontrando mais devagarinho.
Se você acha que isso, essa metodologia, ela funciona para você, eu tô com um curso chamado Forró em Harmonia, tá certo? onde lá a gente vai tá vendo todos os elementos necessários para eu poder entender a harmonia. E aí o diferencial é que todos os exemplos que eu uso no curso é é forró.
Nós só vamos usar o forró como exemplo, tá certo? É Luiz Gonzaga, é Dominguinhos, é mestrinha por aí. E lá a gente vai ver de como entender uma harmonia até chegar a sofisticar os acordes, até reharmonizar, tá certo?
E aí o link eu vou deixar aqui na descrição para quem tiver interesse. E se você gostou aqui do da aula, você compartilhe com quem você acha que vai se interessar também. Deixe seu comentário, deixe seu feedback, deixe sugestões, tá certo?
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