Boa noite, muito boa noite. Sejam todos muito bem-vindos a essa live especial. Muito bem, desde que eu falei ali superficialmente sobre grupos terapêuticos, na terceira aula da nossa semana da PBE, eu tenho recebido muitas dúvidas, muitos comentários sobre o tema. Eu percebi, inclusive que muitos de vocês estão achando que essa oportunidade é boa demais para ser verdade. Só que é claro, desde que você tenha competência para trabalhar com grupos, grupos são sim uma excelente oportunidade e não é bom demais para ser verdade, né, como algumas pessoas mandaram lá. Só que eu vou te mostrar aqui
hoje nessa live, né, como ah você pode fazer isso da melhor maneira possível. E eu vou te mostrar isso aqui. Por isso eu decidi fazer essa live hoje para vocês, justamente para que vocês entendessem um pouco como é esse processo e como isso pode acontecer, tá? Então, primeira coisa, eu queria esclarecer algo muito importante. Eu já tenho conteúdo sobre grupos terapêuticos nos meus cursos faz anos, OK? Porque eu trouxe esse tema pela primeira vez, então só agora nessa nossa semana da PBE deste ano, eu já trabalhei muito com grupos terapêuticos, já fiz grupos de obesidade,
eh já fiz grupos eh de pacientes para cirurgia bariátrica, ah, já fiz grupo com paciente renal crônico, enfim, eu tenho uma experiência aí bastante razoável com grupos, mas porque só esse ano eu resolvi trazer esse tema para uma semana gratuita. Porque justamente neste ano a gente decidiu trabalhar com grupos terapêuticos na minha clínica, ok? Para quem não sabe, eu tenho uma clínica também onde a gente tem vários psicólogos ali que atendem. o motivo da gente ter começado a trabalhar com grupos esse ano na clínica, porque é algo que acontece muitas vezes com muitos de vocês,
com muitos psicólogos. Muitas pessoas entram em contato, né, para iniciar terapia, mas não conseguem iniciar terapia na clínica por um impedimento financeiro, OK? as pessoas elas elas têm uma dificuldade ali de eh fazer o pagamento e a gente conseguir converter aquele paciente. Então, a gente queria ter uma opção para esse público, uma opção mais barata, mais em conta, enfim. Então, a gente decidiu testar essa opção mais acessível de grupos terapêuticos online na clínica e o resultado tem sido incrível. Então, como essa semana da PBE, ela foi focada também em ajudar vocês a melhorarem os resultados
de vocês na clínica, eu não poderia deixar de falar para vocês também sobre essa grande oportunidade. Então, eu sei que muitos psicólogos têm dificuldade de acreditar que é possível cobrar R$ 200, R$ 300 ou até mais numa sessão individual, né? Eu vejo muitas pessoas falando que, ah, não, não vai ter paciente, não dá. Isso é algo que eu discordo, OK? Eu acho que é perfeitamente possível. Eh, eu cobrava, inclusive, né, valores mais altos do que isso antes mesmo de de ter internet, de ter uma projeção na internet. Existem muitas alunas minhas hoje que cobram também
valores superiores a isso. Mas enfim, a questão é para você que acha difícil cobrar R$ 200, R$ 300 numa sessão, hoje eu vou te trazer uma outra opção para valorizar a sua hora, inclusive cobrando menos, porque existe uma forma de você valorizar a sua hora que não é só com atendimento individual, né? E aí é que entra justamente a terapia em grupo. Eu enviei para vocês um e-mail nessa semana em que eu expliquei que se você cobrar um preço baixíssimo por sessão, né, por cada paciente do seu grupo ali, R$ 50, o que é considerado
hoje dentro da psicoterapia e um valor social, OK? Com cinco pessoas você já consegue ter a sua hora ali na faixa de R$ 200, OK? E isso que eu falei não é o o o máximo potencial de retorno de grupo, OK? Porque você não precisa ter só cinco pacientes no grupo. Eu coloquei ali cinco porque é um número pequeno, né? E R$ 50 é um preço baixíssimo mesmo, que eu só falei para acabar com as desculpas de vocês. Valor é hoje R$ 50 é considerado até um valor social, OK? Então, conseguir um paciente que pague
R$ 200, R$ 300 a sessão, eu entendo que muitos de vocês podem achar difícil, podem achar até que não vão conseguir. Agora, conseguir um paciente que pague R$ 50 a sessão, todo mundo concorda que é bem possível, que não vai ser tão difícil assim. Maravilha. Então, se você focar em uma grande demanda, em uma grande dor, digamos assim, das pessoas, né? Desde que você saiba captar esses pacientes, todo mundo também concorda que é perfeitamente possível você fechar um grupo de cinco, de oito, de 10 pacientes, ok? Aí você vai me dizer: "Ah, mas eu não
sei captar pacientes, então se torne meu aluno para aprender, porque nessas novas turmas da minha formação e da pós-graduação, a gente vai ajudar vocês a captarem os pacientes pros grupos de vocês, ok? Mas depois eu falo sobre isso melhor. Então vamos aos pontos que eu quero abordar aqui nessa live de hoje. São três pontos importantíssimos, tá? Eh, não sei se vão ser só três, não. Acho que eu vou falar mais de três, mas enfim, são pontos importantíssimos que eu preciso falar aqui para vocês. Primeiro ponto, mitos sobre grupos terapêuticos. Depois eu preciso falar sobre a
eficácia dos grupos terapêuticos na prática clínica, porque muita gente subestima também o poder do grupo, OK? Aí depois eu quero falar das vantagens do grupo, tanto pros psicólogos como também para os pacientes, tá? Um outro ponto que eu preciso trazer aqui nessa nessa live também é como saber se trabalhar com grupo é para você. Você é o tipo de profissional, o tipo de psicólogo que vai conseguir, que vai saber conduzir bem um grupo. Eh, que mais? Como se cria e se conduz um grupo terapêutico? De que forma eu faço? Eu pego pessoas aleatórias e boto
lá numa sala do Zoom? O que que eu faço? OK. e os desafios reais de grupos terapêuticos, tá? Então são temas aí que respondem praticamente todas as dúvidas de vocês que eu recebi lá no Instagram nesses últimos dias. Então é muito importante que você fique aqui comigo e que você eh veja cada um desses tópicos que eu vou abordar, tá bom? Então vamos lá. Primeiro ponto, mitos sobre grupos terapêuticos. O primeiro mito que é muito comum aí quando a gente fala de grupos terapêuticos é grupo é terapia individual, só que mais barata. OK? Esse talvez
seja o mito mais comum e que pode fazer, né, a gente pensar aí que ser mais barato, eh, coloca o grupo numa posição de inferioridade em relação à terapia, tá? Mas o ponto que eu quero trazer aqui não é nem a questão da diferença de preço, OK? H que de fato existe ali uma diferença de preço entre esses dois tipos de tratamento, mas existem dois outros mecanismos que diferenciam essas duas modalidades de tratamento psicoterapêutico e não tornam o grupo uma terapia individual mais barata, tá? O grupo ele tem mecanismos que a terapia individual não tem
e nunca vai ter, como a possibilidade do feedback vindo de pares, de pessoas que participam ali do grupo junto com você. Se você faz terapia individual, você nunca vai ter esse feedback de outras pessoas que não sejam terapeuta, ok? Eh, outra questão ali, outro mecanismo que o grupo traz, que a terapia individual também nunca vai trazer, é a modelagem por observação. É você observar as outras pessoas do grupo ali se comportando e você fazer um processo de modelagem, né? E um outro mecanismo é a universalidade da experiência. Todo mundo ali se sente pertencente e se
identifica com aqueles mesmos problemas. E aí tem mais um detalhe, para algumas demandas, o grupo ele pode ser mais apropriado, inclusive do que a terapia individual, tá? Para te dar um exemplo aqui, o transtorno de ansiedade social é o exemplo mais claro, porque as pessoas que têm ansiedade social, elas têm medo de contato e de avaliação social, né? Então, estar num grupo já é uma exposição. Você já tá trabalhando ali diretamente através do contato, da avaliação social que acontece na interação com o grupo. Então, o o fato do paciente que tem ansiedade social, estar num
grupo já é terapêutico por si só, tá? No grupo também a gente tem a possibilidade de trabalhar uma parte muito importante do tratamento, que é a exposição o tempo todo. O tempo todo que o paciente estiver em tratamento, ele vai estar fazendo exposição, porque ele vai estar numa situação de grupo, ok? Aí tem um segundo mito que é: "Ah, mas o paciente ele não vai se abrir na frente dos outros". Pode até fazer sentido você pensar nisso, tá? Mas o que acontece é justamente o contrário quando o grupo é bem conduzido. Na terapia individual, o
paciente ele é o único que se expõe. No grupo tem sempre alguém que se voluntaria para falar primeiro. Então, ver o outro falar do que dói, do que incomoda, se abrir, não ser julgado pelas outras pessoas que estão ali no grupo, né, por essa fala, isso incentiva outras pessoas a falar e e deixa o o paciente ali mais confortável para se abrir, ok? Nos casos, né, em alguns casos ali de pacientes que realmente não se abrem, isso não é por conta do formato em si, OK? pode ser ali que eh eh processos grupais, né, que
eh eh que que tenham ali, né, que o paciente tem ali algumas questões que talvez precisassem ser manejadas na terapia individual para depois esse paciente participar de um grupo, tá? Eh, mas nesse caso, outros sinais vêm junto, né, com essa dificuldade de se abrir ali no grupo. A pessoa começa a faltar, o nível de participação cai, eh não faz uma autorrevelação relevante, né? Ehã, os outros participantes ficam muito críticos entre si, então você vê ali que tem problemas também muitas vezes, né, naquele próprio grupo ou questões do paciente que precisam ser trabalhadas individualmente, tá? Mito
número três, grupo é o psicólogo dando aula para várias pessoas. Se a sessão inteira do grupo é você falando, você não montou um grupo, você montou um curso para alguns alunos, tá? A psicoeducação existe, ela é parte fundamental do grupo, só que ela é feita com técnicas específicas para grupo para que não fique parecendo aula. Além disso, a psicoeducação, ela ocupa um lugar específico em uma etapa específica do processo de grupo e depois dá lugar a trabalho com crenças, exposição, treino de habilidades, estratégias ali de cada protocolo que você vai trabalhar com aquele grupo, tá?
Então, a proposta da terapia cognitivo comportamental em grupo é combinar as técnicas da TCC com os processos interpessoais grupais que estão acontecendo ali com aquelas pessoas. E se você tira esse processo interpessoal, o que você tá fazendo ali é uma palestra, tá? Mito número quatro. Para formar um grupo basta juntar os pacientes e começar. Não, esse mito é um uma das coisas que mais pode prejudicar o seu trabalho com grupos, né? Eh, quando você acredita que é só juntar um monte de gente interessada, aleatória e começar o grupo, tá? O problema é o seguinte: a
composição de um grupo, ela não deve depender apenas do interesse e da disponibilidade de horário das pessoas. A composição de um grupo é uma decisão técnica. Então, depois de muitos anos aí, né, de pesquisa em terapia cognitivo comportamental em grupo, a literatura da TCC em grupo vai na mesma direção, que é grupos homogêneos, estruturados e com tempo limitado. Esses são os que funcionam melhor. E antes de qualquer pessoa entrar, a gente vai precisar fazer o quê? entrevista de triagem, critério de inclusão e critério de exclusão. Se você coloca uma pessoa errada, né, uma pessoa que
não deveria estar ali naquele grupo, eh dentro de um grupo, ela prejudica o grupo e prejudica os outros participantes daquele grupo. Então, por isso a gente tem que ter cuidado, tá? Mito número cinco. O bom do grupo é que não tem limite de participante. Quanto mais gente, melhor, mais eu ganho, né? Não, mais para frente eu vou falar sobre o fato do grupo permitir que o psicólogo ganhe mais por hora, mas não é infinito. OK? O grupo tem um limite de participante, sim. Não é quanto mais melhor. Eu posso colocar 50 pessoas, 100 pessoas, 200
pessoas. Não, não posso, tá? A gente na literatura, a gente trabalha com números bem definidos ali para formar grupos, grupos terapêuticos estruturados. Normalmente tem ali entre 10, 12, 15 participantes no máximo. A duração é de aproximadamente 12 sessões, dependendo do tema que você vai abordar ali no grupo. Então, sim, existe um teto para você ter um grupo terapêutico e esse teto tem uma razão clínica. Acima de 15 pessoas, exemplo, 12 pessoas, você perde a capacidade de acompanhar as interações, de dar espaço para as pessoas falarem, de manejar o silêncio de cada um, né? A fala
excessiva do outro. Então você vai ter talvez sempre dois ou três falando, monopolizando o grupo e os outros 20, 30, 40 que você botou erroneamente no grupo vão ficar lá calados, né? apenas ouvintes e isso não é grupo terapêutico, tá? Então aqui eu trouxe os principais mitos. Agora eu quero falar sobre a eficácia dos grupos terapêuticos na prática clínica, tá? E aí para isso, eu quero trazer dados porque como vocês sabem, né, eu trabalho com prática baseada em evidências, então para grupos isso também se enquadra, né? A gente precisa ter dados para saber se é
bom, se não é pra gente poder aplicar. Então, afinal de contas, qual é a real eficácia dos grupos terapêuticos na prática clínica? OK? Não é uma invenção da minha cabeça. Grupos terapêuticos não é uma coisa nova, tá? A pesquisa de TCC em grupo também não é algo novo, tá? Então, a pesquisa de TCC para grupo data ali dos anos de 1970. Os primeiros resultados já mostravam efeitos superiores a de outras modalidades de intervenção, com exceção em alguns casos da [roncando] TCC individual, tá? E ainda na segunda metade, né, dos anos 60 70 ali, apareceram evidências
consistentes de redução de sintomatologia em pacientes com depressão e resultados superiores aos de outras abordagens terapêuticas. Então, já naquele momento, a pesquisa apontava o que a gente sabe até hoje, estrutura, tempo limitado, homogeneidade diagnóstica ou se não for diagnóstica, do mesmo problema ali que vai ser abordado naquele grupo, trazem melhores perspectivas de resultado. Aí entra a segunda questão, né, que é o que abriu espaço pro grupo dentro dos serviços de saúde, dentro dos serviços públicos, né, dentro de eh empresas privadas. Esses serviços, eles passaram a escolher a modalidade de tratamento de grupo, visando eficiência, eficácia
e efetividade. E o grupo entra aí porque ele reduz o custo de tratamento. É uma terapia breve, com um ou dois terapeutas cuidando de 12 pessoas ao mesmo tempo. Então, para cuidar dessas 12 pessoas individualmente, ao mesmo tempo, simultaneamente, eu precisaria de 12 psicólogos. Nesse caso, eu consigo resolver com dois. Então, repara o que que isso significa para você. O grupo não entrou nos serviços de saúde porque eles são bonzinhos, né? Porque é solidário. Entrou porque entrega resultado com custo menor. E esse é um argumento econômico, tá? E ele funciona tanto paraa secretaria de saúde
da sua cidade quanto pro seu consultório. E a lista de demandas, né, com eficácia demonstrada para grupos é grande. Eu vou passar aqui rapidamente por algumas delas, só para você ter ideia, ok? Quais são os tratamentos que a gente tem eficácia para tratar em grupo? [roncando] Toque, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada, ansiedade social, transtornos alimentares com exceção de anorexia, que é contraindicado, OK? Mas bulimia, compulsão alimentar, OK? [roncando] Transtorno do estresse pós-traumático, ansiedade em crianças, TDAH em adultos, transtorno de humor em idosos, depressão, perfeccionismo, insônia, ansiedade de doença, transtorno de pânico, emagrecimento, que
não é transtorno, mas enfim, é uma grande demanda na clínica, dentre outros. Então eu trouxe alguns exemplos aqui, teria mais para trazer, mas esses são exemplos de excelente eficácia de grupos, tá? E eu trouxe essa lista por um motivo. Olha quantas demandas dessas que eu falei aqui você já atende hoje, uma por uma na modalidade individual e tem protocolo de grupo com evidência publicada esperando por você. Só na disciplina de grupos da nossa pós, a gente tem aula específica de TCC em grupo para TDH, esquizofrenia, que eu nem falei aí nessa lista, mas cabe também.
Transtorno bipolar, depressão, fobia específica, ansiedade social, pânico e ágorofobia, transtorno de ansiedade generalizada, toque, transtornos alimentares, obesidade e emagrecimento, além de intervenção, transdiagnóstica e de intervenção com crianças e adolescentes. Tudo isso na minha pós-graduação, OK? Na disciplina de grupos. Então são muitas possibilidades. No meu curso de formação, inclusive a gente também tem conteúdo sobre grupos, tá? Um conteúdo aí que, claro, não tão grande quanto da Pós, mas que já vai ajudar muito a criar os seus primeiros grupos, OK? Mas voltando, cada uma dessas demandas é um protocolo diferente, com estrutura própria, número de sessões próprio,
eh critérios de composição próprios. Só que existe um jeito frio de ler tudo isso, né, que eu acabei de falar. E, eficiência, redução de custo, protocolo, número de sessões. Agora eu quero te falar o que que muda pro paciente que decide participar de um de um grupo terapêutico, né, que não é essa forma fria de falar [suspirando] o que que muda na vida do seu paciente, tá? Então, [roncando] vantagens do grupo para pacientes. E eu fiz questão de trazer esse ponto aqui, porque não é apenas o psicólogo que ganha, né, com o trabalho através dos
grupos, os pacientes também ganham. E a primeira vantagem que costuma vir a mente, né, tem a ver, claro, com a questão financeira, já que cada sessão pro paciente também custa menos, né, do que se ele tivesse fazendo um atendimento individual. Isso, óbvio, abre portas, né? Abre portas inclusive pro paciente ele começar o tratamento em grupo com você e depois ele melhora a condição financeira dele. Ele pode seguir para aprofundar outras questões ali no individual, tá? Ele gostou muito de você, ele segue com você. eh, aumenta o acesso ao processo terapêutico, porque muitas pessoas não poderiam
fazer terapia, mas elas conseguem fazer eh porque é mais barata em grupo. A gente sabe, né, que terapia é caro, infelizmente não é acessível a todas as pessoas que precisam no SUS não dá conta de toda a demanda, enfim. Então, com o grupo, você amplia esse acesso sem baixar o seu padrão técnico, sem baixar a qualidade do que você entrega, porque isso inclusive obviamente é infração ética, né? Você não pode entregar um serviço pior porque o paciente tá te pagando menos, tá? Então, no grupo você obviamente vai manter o seu padrão técnico alto, a qualidade
da sua entrega, mas você também vai ganhar mais, tá? Então isso é uma baita vantagem pro paciente, mas não é a única. dentro de um grupo terapêutico, além dessa questão financeira, o paciente ele descobre que ele não está sozinho naquele problema dele. Então, muitas vezes o paciente ele passa uma vida carregando ali um problema, achando que é um defeito dele, achando que é uma questão de caráter. E quando ele entra na sala e ele escuta outra pessoa descrever exatamente o mesmo padrão, isso é uma validação, né? É uma validação que não vem de mim, que
sou psicóloga e não tenho aquele problema. É uma validação que vem de outra pessoa que sofre exatamente com que ele sofre. E isso tem um peso muito grande pro paciente, né? É o que a gente chama de universalidade, perceber que eu tenho uma dificuldade e que eu não estou sozinha nessa dificuldade. Além disso, em um grupo, o paciente ele tem a oportunidade de aprender por modelagem. Ele vê o outro tentando, errando, ajustando, conseguindo. Ele vai vendo aquilo ali e ele muitas vezes não precisa ser o primeiro a arriscar. Ele já viu que o outro foi
pel aquele caminho, deu errado, então ele já vai tentar outro caminho. Bandura, ele descreveu isso muito bem, né? Quando ele disse que a gente aprende observando alguém parecido conosco, executar uma tarefa que parecia difícil com a consequência visível. Então, no grupo, isso acontece quando um membro conta como ele eh eh pediu ali alguma coisa ou como ele ensaiou uma conversa difícil. Eh, as outras pessoas observam o tom, observam a a linguagem corporal, a repercussão dessa ação, vê o que deu certo, vê o que deu errado e já vai fazer na hora que for pra prática
de outra forma, porque já aprendeu, né, com a experiência do coleguinha. No grupo também, o paciente ele vivencia exposições naturais, aquela exposição que a gente tem que super planejar na terapia individual, pensar, ver como é que vai ser, ver se vai dar certo ali no grupo, naturalmente o paciente já tá exposto, né? Então, o grupo oferece essas exposições que que muitas vezes a gente tem grande dificuldade de reproduzir no individual, falar em público, discordar de alguém, eh pedir desculpas, tolerar um silêncio, receber um feedback direto. Então, isso tudo aí acontece o tempo todo no grupo.
No grupo também a descoberta guiada, ela fica mais rica. Na terapia individual, a gente age, né, eu e o paciente ali só, e a gente vai ali na descoberta guiada com ele. No grupo isso continua acontecendo, só que com várias pessoas buscando visões alternativas ao mesmo tempo para aquele problema. Então, são mais caminhos possíveis, né? O paciente ele ele colabora não só com a própria terapia dele, mas ele ajuda os outros colegas do grupo também em cada terapia que tá acontecendo ali. E a gente sabe, né, que muitas vezes quando a gente ensina a gente
aprende duas vezes. Então, quando você tá ali no grupo e você ajuda um colega do grupo, você não só ajudou ele, você se ajudou também, às vezes até mais. Além de tudo isso, o trabalho no grupo ele aumenta muito a esperança, né? Como o Aron Beck falava, e é instilar a esperança. Então assim, você vê um colega progredindo, né? Você vê que ele já tá mais na frente um pouco, que ele já conseguiu coisas que você ainda quer alcançar. Isso alimenta a sua expectativa de melhora, porque você viu, né, que aquele colega ali do lado
do grupo reduziu, por exemplo, os rituais obsessivos, né? Então aquilo vira um modelo de esperança para mim que ainda estou um pouco mais atrás, tá? O grupo também ele facilita a transmissão de informação, o altruísmo, ele permite o desenvolvimento de habilidades sociais, né, importantíssimas, como assertividade, por exemplo. E tem mais uma coisa que eu acho que também o grupo é sensacional, é que o grupo permite que a gente o aquilo que a gente chama, né, de recapitulação corretiva, né, do grupo familiar primário. O que que seria isso? a gente tem padrões de família que se
repetem, né? E muitas vezes esses padrões das nossas famílias que se repetem, eles acontecem ali no grupo também, só que nesse caso eles podem ser reparados. Então, quem sempre se sentiu desvalorizado em casa pode de repente viver, né, uma experiência ali diferente de escuta, de reconhecimento, né, de dizer: "Olha, no início aqui no grupo eu me senti desvalorizado, mas aí eu expus isso e todo mundo me acolheu, todo mundo me escutou". todo mundo me reconheceu. Então isso soa como uma correção emocional pro paciente, né? Daquela coisa de essa história não vai sempre se repetir. Não
é porque minha mãe foi invalidante comigo que em todos os ambientes que eu chegar as pessoas necessariamente vão me invalidar, ok? Então, eu quero que vocês me digam aqui no chat, eu tô com o chat aberto aqui, eu quero que vocês me digam muito sinceramente, vocês tinham ciência de todos esses benefícios da terapia em grupo? Vocês sabiam de tudo isso? Me contem aqui no chat se vocês já sabiam, se vocês tinham ciência de todos esses benefícios aí do grupo terapêutico. Eu quero escutar de vocês. Cadê? Não, né? Então, as pessoas estão falando aqui no chat
que não. A Zuleica falou que sim. Não, nunca me contaram na faculdade. Eu não sabia não, não, não, não sabia não, não, não. Então assim, a maioria aí tem uma pessoa aqui, inclusive dizendo que já trabalha com grupos, mas que sempre tem coisa para aprender, não fazia ideia, né? Então, que bom, né? Eu tinha certeza, né, que a maioria de vocês não fazia ideia de todos esses benefícios do grupo. E essa é uma oportunidade que a maioria dos psicólogos ignora, tá? A maioria dos psicólogos não estuda sobre grupo, a maioria dos psicólogos não faz grupo
terapêutico, mas eu que sou uma mãe, decidi abrir os olhos de vocês neste ano para isso, tá? Eh, agora, quais que são as vantagens do grupo para nós, para os psicólogos, tá? Você enquanto psicólogo que quer aproveitar essa oportunidade de trabalhar com grupos, ah, o que que tem de vantagens para você? Primeira coisa, eu vou falar aqui sobre dinheiro, OK? sem rodeio, porque a gente foi ensinado que é vergonhoso falar sobre isso e isso já custou a carreira de muita gente. Eh, infelizmente já teve muitos profissionais que desistiram da psicologia porque não conseguiam se sustentar,
tá? Então, lá no começo, eu te disse que o ganho do grupo não vem só da quantidade de pessoas e é verdade, tem outros aspectos que precisam ser levados em consideração. Então, para isso, eu vou pedir para você me acompanhar enquanto eu estiver levantando alguns desses pontos que tem a ver com as vantagens de trabalhar em grupo, tá? Primeiro, o valor da sua hora muda de patamar. Então, hoje você troca uma hora do seu dia por um atendimento com um paciente. Num grupo você troca uma hora do seu dia por 6, 8, 10, 12 atendimentos
simultâneos. OK? Então, o exemplo absurdo que eu dei aqui no início da live, se você começar com um grupo de cinco pacientes cobrando R$ 50 por sessão, você vai conseguir valorizar a sua hora em mais de R$ 200, o que é um valor muito acima do que muitos psicólogos conseguem cobrar hoje num atendimento individual. E olha o que que mais que muda. O paciente ele tá pagando menos do que também ele pagaria numa sessão individual e você tá recebendo mais pela sua hora. Ou seja, os dois ganham, né? E isso não acontece com frequência em
todo modelo de negócio. Muitas vezes tem modelos de negócio que é melhor para um lado, não tão bom pro outro. Nesse caso aqui é bom para todo mundo, tá? Segundo motivo, segundo ponto, a sua receita ela fica previsível e essa é a parte que ninguém te fala e que mais muda a sua vida. O consultório individual, ele tem uma receita instável por natureza. paciente cancela, paciente viagem, eh viaja, paciente sai de férias, paciente atrasa o pagamento, né? Um grupo terapêutico, ele é fechado, ele tem um número definido de sessões, ele tem data para acabar. Então
você sabe quantas pessoas entraram, quantos encontros vão acontecer e quanto você vai receber por aquele grupo desde o primeiro dia. E tem um detalhe operacional que resolve, né, uma parte ali do problema de inadimplência. Dá para você cobrar o valor total do grupo antes do grupo começar, ok? Pagamento antecipado. Aliás, esse é o recomendado, OK? Então, o ideal é que o paciente pague por todas as sessões antecipadamente ou que pague pelo menos 50%, tá? E como é um valor mais barato, as pessoas acabam aceitando. Então o paciente ele entra assumindo o compromisso financeiro com o
processo inteiro. Isso favorece o comprometimento dele, mas favorece também o a sua previsibilidade ali, OK? Porque se você já pagou as 12 sessões, você não vai ficar faltando, tá? E aí talvez você esteja pensando: "Ah, mas ninguém vai pagar tudo de uma vez?" Vai sim, né? Afinal, a ideia é que o seu paciente ele também possa parcelar em 12 vezes, tá? Então você não deve ali, né, ter como única opção o pagamento à vista, tem que pagar tudo de uma vez, não. Ele pode parcelar no cartão e aí você recebe aquele valor e se ele
não pagar, ele não tá pagando pro cartão de crédito. OK? Terceiro, você vira um profissional com um diferencial. Então, conduzir um paciente é uma competência. Conduzir aquela pessoa dentro de um grupo é outra competência. Então, trabalhando com grupos, você vai desenvolver habilidades como leitura de processo interpessoal, manejo de tempo, condução de fala, tolerância a desconforto, a habilidade de interromper sem ser grosseiro, porque você não pode deixar uma pessoa monopolizar o grupo ali 100% do tempo e isso volta pro seu atendimento individual, porque psicólogo que aprendeu a manejar processo grupal enxerga coisas na sessão. individual que
antes passavam batido. Então, as vantagens de se trabalhar com grupo envolvem mais valor por hora trabalhada, receita previsível e um repertório clínico que a maior parte dos seus colegas não tem. E é bem provável [limpando a garganta] que você esteja aqui ouvindo tudo isso, né? E você fazendo conta na cabeça, mais valor por hora, receita previsível, diferencial na carreira, tá tudo certo. Mas calma que eu ainda vou falar de outro ponto extremamente importante para você começar a trabalhar com grupos. Fernanda, como que eu vou saber se trabalhar com grupos é para mim? Tá? Eu não
vou dizer que grupo é para todo mundo, OK? Porque nada é para todo mundo. No final das contas tem características que jogam a seu favor e tem outras características que jogam contra. E não significa dizer que você não possa fazer, significa dizer que talvez você tenha mais dificuldade para fazer. OK? Eu vou começar falando aqui de aspectos favoráveis ao trabalho com grupos. Aceitar não ter controle de tudo que acontece na sessão. Você não vai ter, são 12 pessoas ali, algo fugir do controle, ok? suportar silêncio e conseguir conduzir as falas, tolerar uma situação desconfortável que
às vezes acontece no grupo sem ficar defensivo nem reativo. OK? Outro ponto muito importante, paciência, acolhimento, gostar de observar padrão de interação entre as pessoas, perceber detalhes, trabalhar de forma colaborativa, ter uma capacidade de se comunicar de forma simples e clara, ser flexível para mudar o seu plano ali conforme a a o processo do grupo. conseguir interromper alguém sem ser grosseiro para dar espaço para outras pessoas falarem, o que é mais difícil do que parece. E claro que se você é uma pessoa mais extrovertida, você vai ter mais facilidade nesse processo de condução de grupo.
Se você é extremamente tímido, talvez você vai precisar de um pouco de tempo ali para se dessensibilizar, né, no processo de condução de grupos para isso também melhorar. Agora, as características que jogam contra você, né? E aí você vai perceber que não são exclusivas do trabalho em grupo, são questões que talvez precisem ser resolvidas até para quem quer focar no atendimento individual, né? Porque elas impactam ali em qualquer processo terapêutico. São características de inflexibilidade, intolerância, dificuldade de ser assertivo, falta de manejo de tempo. Isso é mais comum do que vocês pensam. Eu recebo muita pergunta
na caixinha. muito direct, né, de pessoas falando, eu não consigo finalizar a sessão em uma hora. A minha sessão passa, vai para 1 hora 1 hora 40, né? Então é uma pessoa que tem uma dificuldade no manejo de tempo, desorganização, isso é bem complicado, estar focado só no ganho financeiro. Então são questões aí que talvez você precise resolver não só pra questão grupal, mas também pra questão grupal. OK? Agora, preste atenção numa coisa aqui, porque eu acabei de listar características desfavoráveis e eu não quero que ninguém saia daqui dessa aula achando que grupo não é
para mim, não serve, ok? Cinco dessas características que eu citei são competências. Por quê? Porque flexibilidade é treinável, assertividade também se treina, controle de tempo se treina, organização também treina, tolerância ao desconforto também treina, né? E e sabe o melhor disso tudo, né? Que que você treina isso nos seus pacientes toda semana, então você pode treinar isso em você também, tá? O terapeuta de grupo bem formado, ele facilita a participação ativa, ele sustenta a abertura, as diferenças, ele usa o diálogo socrático de forma colaborativa, ele fala nós para universalizar os temas, ele usa a técnica,
a a favor ali do grupo terapêutico. Ele tem habilidade didática para falar em público, aquilo que eu falei, né, de talvez ser mais extrovertido, se não for, vai precisar treinar isso. Se comunica de forma simples, clara, consegue conduzir o processo dentro do tempo, é cordial, é empático, mas ao mesmo tempo é diretivo, né? Sabe fazer com que a pessoa se ajuste ali às regras do grupo, é sensível pro estágio do desenvolvimento que aquele grupo está. OK? Então, eh, toda essa lista que eu citei aqui, né, muitas dessas habilidades vocês conseguem adquirir, vocês conseguem aperfeiçoar com
formação, OK? Então a gente pra gente fazer tudo isso, né, pra gente facilitar a participação, sustentar a abertura, conduzir dentro do tempo, [roncando] eh ser sensível ao estágio do grupo, tudo isso pressupõe que existe alguma coisa estruturada sendo conduzida. E é aqui que muita gente trava, porque olha pro grupo e não faz ideia de onde começar, ok? Então eu vou te mostrar aqui rapidamente um caminho para você começar. Como é que se cria e se conduz um grupo? Então acho que essa é a parte que todo mundo quer saber, né? Já entendi as vantagens, já
entendi o que eu preciso desenvolver, mas agora como eu faço? Como é que eu monto um grupo? Então, antes de tudo, existe o que a gente chama de pré-grupo, onde a gente vai definir público alvo, demanda, gravidade, objetivo, etc. Aí depois vem o formato, vai ser grupo de apoio, grupo de psicoeducação, grupo de treinamento, eh, de orientação ou grupo terapêutico. O grupo terapêutico é o mais estruturado, né, voltado ali para uma demanda específica, usa técnicas específicas da TCC, com quantos pacientes? Já te adianto, né, que eh eh existe ali o número de participantes ideal para
cada grupo. Então, paraa obesidade tem uma quantidade, mas é tudo nessa faixa aí, 10, 12, 15, OK? Nas minhas aulas da pós-graduação sobre esse tema, tem a definição de acordo com cada protocolo ali de grupo que é ensinado, OK? Então, de novo, não é quanto mais gente, melhor, tá? Aí você define a estrutura, qual protocolo você vai aplicar, aberto, fechado, homogêneo, heterogêneo, quantos encontros, a duração de cada encontro. Aí tem que definir política de atraso e falta, procedimentos, quais dificuldades que você já antecipa ali que podem acontecer naquele grupo. Depois vem recrutamento, precisa ser assertivo,
né? A gente vai ensinar ali os alunos dos meus cursos, né, de formação e de pós-graduação, também essa habilidade para você conseguir fazer isso. Depois do recrutamento, você vai precisar selecionar, então você precisa fazer entrevista de triagem para verificar os perfis dos pacientes que podem se beneficiar mais desse grupo que você tá montando ali. E aí a gente vai investigar diagnóstico, né, porque o ideal é que as pessoas ali tenham todas o mesmo problema. gravidade dos sintomas, comorbidade, tratamentos anteriores, eh competências sociais que esse paciente tem, características sociodemográficas, motivação com a TCC, motivação com o
formato do grupo, né, que são ali motivações distintas. Depois dessa seleção, você avalia, tá? E para isso você pode usar testes, escalas, inventários, entrevista, né, conforme a demanda do grupo. Isso serve para caracterizar o paciente nas variáveis de interesse, para medir o progresso, inclusive também, né? Porque o paciente que tá num grupo, ele tem que ele tem que progredir, OK? E você também vai mensurar o resultado ali, né, dos participantes daquele grupo depois. E essa mensuração, ela pode incluir uma reavaliação no meio do processo do grupo, no final do processo do grupo, seis meses depois
que o grupo terminou e por aí vai. E aí sim, depois disso tudo, depois de todas essas etapas, é que começa o grupo com estágios iniciais, etapa de transição, etapa de trabalho, etapa de encerramento. Cada uma dessas etapas dentro do grupo tem objetivos, desafios, manejos específicos, tá? Eu vou explicar resumidamente essas etapas para vocês, mas obviamente para trabalhar com grupo você precisa se aprofundar em todas elas, que é o que eu ensino nos meus cursos, ok? Então, no início do grupo ali, né, nos estágios iniciais, ninguém se conhece, tá todo mundo naquela sensação assim, né,
se sentindo estranho, todo mundo tá se adaptando. É nesse momento que a gente forma ali aquela liga no grupo, que a gente traz aspectos de contrato, que a gente alinha expectativa, que a gente estabelece combinados de forma colaborativa. E nesse momento inicial também a gente introduz a psicoeducação e os participantes do grupo eles começam a desenvolver as competências necessárias para lidar com a etapa de trabalho. Aí depois a gente vai pra etapa de transição, que é a etapa que mais pega o o terapeuta ali despreparado, que é quando a idealização cai e a realidade do
trabalho aparece. Então aqui podem surgir resistências no grupo. Os sintomas podem piorar em algumas pessoas antes de melhorar. Eh, quem não sabe que essa etapa existe, interpreta isso, inclusive, ai meu grupo não tá, tá dando certo, tá fracassando, eu vou desmontar o grupo. Bem na hora, né, que você deveria passar por essa etapa para começar a trabalhar de fato e as coisas melhorarem. Então, depois a gente vai pra etapa de trabalho, que é o momento de se aprofundar. Então, o grupo já tá formado, já tá coeso, já tá psicoeducado, competências iniciais instaladas. Aí é onde
entra o trabalho com crenças, pressupostos, exposição, treino de habilidades, né? E aí existe uma relação direta aqui que vale ouro. Quanto mais autonomia os membros dos grupos do grupo desenvolvem ali nas etapas iniciais, mais produtiva vai ser a etapa de trabalho, porque eles vão conseguir, né, seguir nessa etapa de trabalho aí com muito mais fluidez. E por fim, a gente tem um encerramento que vai consolidar os resultados, fazer prevenção de recaída, vai revisitar todo o processo, identificar os ganhos, avaliar o que funcionou, coletar feedback dos membros, tá? E tem mais uma coisa, você pode contar
com um coterapeuta no grupo junto com você e com um observador, ok? para TCC em grupos, a presença de pelo menos um coterapeuta aparece ali como um fator terapêutico importante, né? Porque ele observa interações, fatores que passam despercebidos para quem tá conduzindo. Às vezes tem uma pessoa que tá mais no canto, né? E aí o coterapeuta observa, sinaliza para você no final da sessão de grupo para na próxima vez você tá mais atento, né? Enfim, então o coterapeuta pode te ajudar muito. Isso aqui que eu mostrei é como o grupo funciona em termos gerais, tá?
E é o grupo do jeito que ele aparece na teoria. Você planeja, seleciona, avalia, conduz pelas etapas e encerra. Mas nem sempre as coisas são assim redondinhas, dão 100% certo, né? A literatura, ela descreve o grupo funcionando, mas ninguém descreve o grupo dando errado. E a gente vai encontrar muitos desafios pelo caminho. Não é fácil conduzir grupo, tem muita treta, tem muita confusão. Um dia eu vou fazer uma live só para contar as tretas que eu tive fazendo grupo terapêutico. Aí vai foram inúmeras tretas comigo, tretas entre os participantes de grupo, treta com coterapeuta que
tava do meu lado. Nossa, é é uma lista infinita de tretas, de problemas que dá no grupo, porque claro, quando você junta duas, três, qu cco pessoas, por um tempo dá problema, né? Enfim, agora eu vou falar sobre os desafios do trabalho em grupo. Mas antes eu queria reforçar uma coisa importante. Esta é sim uma oportunidade de você ganhar mais, de você valorizar o seu trabalho, mas apenas pro psicólogo que é preparado. Se você não tá pronto para essa oportunidade, não faça, mas eu posso te ajudar a ficar pronto para isso, tá? Nos meus dois
cursos de formação e de pós-graduação, eu vou te ensinar a trabalhar com grupos terapêuticos. Mas não só isso, nos meus dois cursos, eu vou te ensinar a captar os pacientes para formar os seus grupos. De verdade, né, gente? Assim, é uma mãe que faz isso por você. Ninguém mais faria, ok? E eu falei na aula três da semana gratuita e eu quero reforçar aqui. Se você fechar um grupo terapêutico de emagrecimento com 15 semanas de duração para três pessoas cobrando um preço baixíssimo de R$ 50 por participante, você já paga o seu curso de formação.
Adicionalmente, se você fechar um grupo de emagrecimento de 15 semanas de duração para sete pacientes cobrando esse mesmo preço baixíssimo de R$ 50, você já paga o seu curso de pós-graduação. É inacreditável, né? Então, um grupo, meus amores, um grupo, um único grupo para pagar o curso inteiro. Fora que grupos de emagrecimento podem ter mais do que 10 pessoas, tá? 12 pessoas são grupos maiores, OK? E obviamente também eu recomendo inclusive que você cobre mais do que 50 a sessão, mas eu dei esse exemplo absurdo para acabar com as desculpas de vocês, tá? Enfim, é
realmente uma oportunidade incrível para você conseguir fazer os meus cursos e mudar os seus resultados na clínica de uma vez por todas. Então eu realmente gostaria de reforçar que vocês ainda podem se inscrever nessas turmas que são as únicas turmas do ano dos meus cursos de formação e pós-graduação, ok? E mãe que sou também tenho duas notícias importantes para vocês nessa live. A gente decidiu liberar uma condição facilitada de pagamento inédita paraa minha pós. E que condição facilitada é essa? A gente baixou o preço da parcela nos primeiros meses do curso, mas não só isso,
com a possibilidade de pagamento estendido. E qual que é o benefício disso? você vai ter tempo para se qualificar com o curso e melhorar os seus resultados na clínica, o que vai te permitir pagar com mais tranquilidade. Então, se você tem, preste atenção, que agora é para cair da cadeira do sofá, da cama, onde você tá sentado, deitado. Se você tem R$ 150 para investir nos primeiros meses da minha pós-graduação, chame a minha equipe no WhatsApp e peça mais informações sobre essa condição de pagamento facilitada, OK? Nós já vamos liberar para vocês aqui o link
do WhatsApp da minha equipe aqui no chat para vocês chamarem, tá bom? E a gente vai adicionar aqui também na descrição dessa live. Então já podem ir clicando aí assim que liberar chamando. E digo mais, se você fizer a sua inscrição hoje até o final da noite, você vai ganhar um presente. Qual presente, Fernanda? Não sei, não sei. Entra em contato com a minha equipe no WhatsApp que eles também vão te falar, ok? E se você é o público alvo da minha formação, ou seja, se você é estudante de psicologia, eh, eu tenho também uma
ótima notícia para você. Isso, né? Porque a gente também liberou uma nova forma de pagamento para vocês hoje, tá? Então também é só entrar em contato com a minha equipe aqui no link do WhatsApp que o pessoal vai liberar aqui no chat, tá? Ou seja, meus amores, tudo isso eu não tô entregando nem os os meus 50% aqui, né? Eu tô entregando muito mais do que 50% para vocês. Eu tô quase fazendo a parte de vocês, tá? Aí vai sobrar ali para você fazer 30% que é centar para estudar. OK? Mas para fechar aqui o
conteúdo da nossa live, vamos para os desafios da prática com grupos terapêuticos. Muito bem. O primeiro desafio pode ser não conseguir completar o grupo. Você anuncia, você planeja um grupo para oito pessoas, para 10 pessoas, aparecem dois interessados. Então esse pode ser um primeiro obstáculo, na verdade um grande obstáculo, né? Porque você nem sai do lugar. E se você for meu aluno nessas novas turmas, você não vai passar por essa dificuldade, porque quem for meu aluno, a gente vai ajudar você a resolver esse problema, tá bom? Outro desafio pode ter a ver, né, com a
desistência de participantes. Uma pessoa sai na quarta sessão e aí três encontros depois mandam uma mensagem para você e diz: "Olha, me arrependi, quero voltar." Você aceita? Qual o impacto que isso tem em quem ficou? Você falou lá no início do grupo, né, nas regras do contrato que não podia, que tipo, se a pessoa começar no grupo, ela pode faltar X vezes, mas ela não pode sair, depois voltar. Então assim, o combinado não sai caro, né? Já dizia minha avó, tem problemas que podem ser evitados com bom contrato e com combinados claros, OK? Outro desafio
tem a ver com o estilo dos pacientes. Um que quer falar a sessão inteira e o outro que não fala nada. Um paciente que monopoliza metade da sessão e o outro que passa três encontros sem querer abrir a boca. Os dois são um problema. Os dois precisam de um manejo muito acertado por parte de quem está conduzindo o grupo. E aí a gente tem outros problemas que aí entram as tretas que eu falei, né? Conflito entre os membros. duas pessoas que uma fala uma coisa, a outra levanta a mão e fala: "Eu discordo isso aí
que você tá falando é uma bobagem". E aí pronto. E aí começa a confusão. E aí todo mundo olha para você terapeuta esperando ver o que que você vai fazer diante daquela situação, ok? Tem que saber manejar isso aí também. Outro ponto, sigilo, né? A gente trabalha com sigilo na psicologia. O seu sigilo você garante, você não vai sair por aí espalhando. Menina, sabe o que que meu paciente me disse? Deixa eu te contar. Óbvio que não. Mas como que você vai garantir o sigilo dos outros participantes? Esse é um desafio também. Eh, tempo, OK?
Ah, você tinha ali um planejamento e o seu planejamento não deu no tempo que você, né, passou do tempo ali. Então, você planejou para fazer uma coisa, passou, já acabou o horário do grupo e aí você faz o quê? você corta, você continua ali, passa do tempo, é um ponto. Outra questão, o paciente que se desregula na sessão de grupo na frente dos demais. Isso também é um problema e é um problema que precisa ser manejado. E mais um problema aí, né? um um último desafio aqui que eu trouxe, que pouco se fala, mas que
é muito complicado e que precisa ser manejado, que é a ansiedade do terapeuta. Estar diante de um grupo de pessoas ao mesmo tempo, sem controle total do que vai acontecer. Um fala, o outro levanta a mão e discorda do outro. E aí, o que que vai dar disso, né? Isso mexe com a gente. É óbvio que mexe. Então a gente precisa se preparar adequadamente para saber o que fazer e trazer segurança e ficar tranquilo diante de um grupo, tá? Então eu trouxe aqui algumas dificuldades práticas para vocês terem uma noção. Lembrando que quanto mais competente
você for, melhor você vai conseguir lidar com esses desafios, tá? Por isso que a chave aqui para trabalhar com grupos é o quê? É se capacitar, né? Então, a grande oportunidade está aí. A pergunta que eu te faço é: você está preparado para lidar com essa oportunidade? Se não, garanta a sua vaga nas novas turmas do meu curso de formação e pós-graduação que eu vou te ajudar, tá bom? Cham minha equipe agora no WhatsApp ainda hoje para ganhar o bônus. o link do WhatsApp no chat e na descrição deste vídeo para vocês chamarem minha equipe
e para vocês fazerem parte do curso de formação ou de pós-graduação, tá bom? Eu estou esperando vocês porque eu sei que vocês não vão perder essa oportunidade de trabalhar com grupos, que é uma oportunidade aí que vai ajudar muito vocês na prática clínica, tá bom? Um beijo para vocês. Boa noite.