tela preta rolo de filme antigo com o nome Lígia e três fotos em preto e branco sobre a mesa mãos encaixam um rolo no projetor que gira na parede a projeção é desfocado manchas compõem a foto nítida em preto e branco de Lígia sentada com cotovelo apoiado e um cigarro entre os dedos esboçam discreto sorriso [Música] sobre fundo Claro letras de forma preta psicologia e a luta de pessoas com deficiência [Música] série pioneiros da Psicologia foto de Lígia jovem segura um grande livro de capa preta aberto em frente ao rosto apresenta [Música] foto colorida do
rosto Sorridente de Lygia Assunção Amaral pele clara cabelos grisalhos cacheados e volumosos psicóloga da Universidade Católica de São Paulo a indissociabilidade entre os vários aspectos da vida dela é uma pessoa Olga docente da USP que percebe muito o outro Silvia um cheiro ela foi Renata manifestadoras psicóloga docente da Universidade uma pessoa que tinha profundo conhecimento da área dela ela nos provocava né para uma reflexão né do mundo grossas sobrancelhas escuras olha para nós por cima do ombro direito conversa com uma mulher de traços orientais olha para nós e sorrir joga baralho com duas pessoas a
cena foto em família em preto e branco que ela pegou paralisia infantil né ela teve um pouquinho antes de vir a vacina ela falava isso foi um pouquinho antes de ter a vacina para minha avó foi muito difícil mas minha avó Foi incrível assim com ela o ano em 1942 o mês é Maio o dia 15 [Música] diagnóstico ouvido por meus pais a favor [Música] o que ela me falava das lembranças de Infância dela era muito gesso muito operação de muita dificuldade de minha avó levar ela para vários lugares vários médicos curandeiro tudo que podia
para ver se ela melhorava que minha mãe assim depois dizia que muito do que ela se tornou é pela minha avó ter sido essa pessoa que exigia que ela fizesse tudo que ela pudesse e eu lembro da minha mãe contando assim uma história e ela foi para casa dessa amiguinha e ela tinha que subir fez aquela rampa toda né a ladeira subia ladeira e tal foi lá daqui a pouco toca o telefone era minha avó querendo falar com a minha mãe e minha avó falou assim Lígia desça aqui agora minha mãe desce tudo volta para
casa dela chega lá fala mãe ela falou assim você não dobrou sua camisola direito então assim minha avó não deu moleza porque minha mãe era deficiente físico né minha avó acho que muito rígida nesse sentido mas muito mana com a minha mãe muito tempo em 1942 a 19 infância desafios muitas operações ela teve muita cirurgias não podia brincar na rua correr com os outros tão bem quanto que ela teve esse lado de criança mas também ela teve as limitações na época que ela tava com gesso que teve épocas que ela teve gesso até a cintura
de ficar deitada o tempo todo a minha madrinha que era prima dela e ela sentava do lado dela e Lia coleção inteira do Monteiro Lobato desde pequena ela se intelectualizou muito ela discutia coisas ela conversava vivia na biblioteca da escola quando ela podia ir para escola primeiro de tarefa e profissão bibliotecária razões de ordem econômica e prática impediu-me de seguir qualquer uma das duas carreiras então eleitas Psicologia ou terapia ocupacional depois em 64 meu noivado em 65 casamento os nascimentos das filhas eles se conheceram acho que uma época mais cedo era um adolescentes e minha
mãe achou ele ela falava esse termo ai Achei ele um bolha bobo que não era interessante e depois ele saiu foi fazer faculdade foi morar fora de São Paulo e aí teve que aprender a se virar e quando ele voltou ele já voltou uma pessoa mais interessante a relação deles nesse primeiro momento era uma relação boa de bastante companheirismo de bastante ajuda meu pai gostava de acampar e acho que ele convidou minha mãe minha mãe falou mas não tem como E aí meu pai falou que então me diz o que que você precisa do banheiro
e tal não sei o que só sei que ele entrou no banheiro das meninas lá arranjou tudo para que ela pudesse ir né e acho que foi por esses caminhos que conquistou né vejam então desenrolando o fio da meada da minha história duas partes básicas estruturam essa peça ser tricotada deficiência e vida profissional brigam entre si e completam-se também [Música] 1975 retorna aos estudos Então ela começou a cursar a faculdade nesse meio tempo ela acabou se separando do meu pai ela não tinha terminado o curso ainda então ela terminou o curso já separada e ela
parou um pouco começou a trabalhar muito ela foi dava aula à noite Começou quando ela se formou foi Clínico de dia ela começou a atender o primeiro paciente dentro do quarto dela já fez um né o sofá-cama dela virou o sofá de atendimento dele mas ela tinha medo do futuro né ela não sabia quanto ela ia aguentar Eu lembro que ela falou que ela foi se enchendo de clínica e ela é sempre foi muito acadêmica né ela gostava de ler ela gostava de teoria primeiro contato com Lígia foto de Lígia jovem tem um Largo sorriso
começou eu assistindo uma palestra da Lígia não me lembro agora onde e me encantou né a fala dalija o conteúdo e a forma com que ela colocava as questões feitas à deficiência e tal então meu primeiro texto que eu tive contato da Lívia foi grupo de pesquisa de ciência física e parentalidade Diego e cadeirante material um texto que falava de história que trazia uma perspectiva muito diferente eu conheci a Lígia no laboratório de estudo sobre o preconceito que era um laboratório que Lígia e o professor Leão que o José leu um crochê que aqui do
Instituto também coordenava eu fui redescobrir a Lígia quando eu entrei no mestrado de fato quando eu comecei da deficiência eu fui atrás desses livros era referência que eu tinha sobre deficiência e ali eu descobri um mundo novo que eu não tinha visto da primeira vez Aí sim que eu fui entender a História Dela descobrir de fato ela também é uma pessoa com deficiência e ali começou tudo uma história tanta identificação pessoal quanto de identificação profissional os temas que a gente trabalhava na semelhantes uma perspectiva muito peculiar que ela tinha que eu fui descobrindo em mim
que foi me ajudando no meu trabalho e desde então a lixa logo em seguida se tornou minha orientadora doutorado né E aí a gente teve quatro anos de um convívio muito significativo muito intenso tanto na vida pessoal quanto na profissional né E até que tenha morte né Muito repentina da Lígia em 2002 logo Depois de formada Foi contratada em agosto de 1980 como auxiliar de ensino pelo Instituto de psicologia da Universidade de Mogi das Cruzes emoji experimentei o prazer da docência da transmissão de informações do contato com os alunos o passo a seguir foi 1980
em 1982 já sorri contratada pelo osec como professor assistente no curso de psicologia ele já era uma professora única talvez a única com deficiência na USP pelo menos naquele departamento e única pela forma de ser em seus alunos adoravam ela ela era muito querida e a minha mãe sempre teve uma questão muito próxima com os alunos que ela orientava né nas teses de Mestrado doutorado graduação não sei mas esses alunos eles viviam dentro da minha casa foi professora homenageada enfim ela era muito querida pelos alunos de graduação e pelos pós graduados também né que ela
orientou o pessoal tinha um carinho muito especial por ela nesse meio tempo em 1982 grupo de pessoalmente o programa de pós-graduação em psicologia social da PUC São Paulo após o planejamento e desenvolvimento do meu projeto de pesquisa levei o para avaliação da Professora Doutora fúvia Rosemberg com vistas aliança orientada orientadora foi Surpreendida com a proposta lançar-me na aventura de falar sobre mim como defenderia uma dissertação desse tipo estaria defendendo uma dissertação ou minha própria vida então ali já foi pioneira até no mestrado dela né é que deu oportunidade a ela também de fazer uma coisa
inédita né que não tinha que não cabia na academia naquela época e vem essa proposta então da orientadora acho que ela trabalhasse com as próprias memórias acho que é um aspecto muito rico enfim ele já gosta de gostava de escrever tinha essa aptidão então acho que não seria algo difícil ela poder retratar e analisar como material científico foi de fato um desafio e foi muito corajoso né tanto da parte da Fúlvia Rosemberg que orientou quanto da parte da lixa de escrever em primeira pessoa né E se expor ao público mas esse se expor ao público
ele prestou antes esse esforço diante de si mesmo ela era o objeto de estudo dela mesmo precisa muita coragem para isso e é muito importante a gente discutir essa metodologia introspecção sobre a sua própria história e uma análise dela é interessante a gente tem Os relatos dela de como é que foi esse momento havia um momento inicial de hesitação ali de tratar das próprias questões porque do ponto de vista acadêmico é não é um método que é convencional as pessoas não ficam analisando as próprias histórias Por uma questão de viés são uma questão de base
de qualquer pesquisa então ela construiu reconstruiu a própria história trazendo historinhas vividas por ela que que denunciavam aquilo que foi objeto depois do estudo dela por toda a vida por todo tempo que ela viveu que denunciava o preconceito denunciava estigma né a exclusão a não crença nas possibilidades da pessoa com deficiência pela deficiência que não tinha nada a ver com a capacidade intelectual dela se eu fosse colocar em poucas horas a dissertação da Lígia primeiramente eu diria que a relação dela com o próprio corpo Então como ela lidava com os equipamentos da época como é
que era se expor com as botas com as travas as vezes dificultavam fazer com que ela caísse então toda uma relação da Lígia com os equipamentos relacionados a deficiência ela sofreu muito preconceito né eu lembro dela contar que ela tava sentada e aí veio um cara tirar ela para dançar e na hora que ela levanta ele vê que ela manca ele fica meio assim eu não lembro se ele chegou a dançar com ela largou e o segundo aspecto como as relações eram permeadas por conta dessa deficiência e justamente esses equipamentos minha mãe ali percebeu né
também já tinha percebido várias vezes mas que ela é Poxa isso aí mexe é interessante ver por exemplo relacionamentos amorosos que ela vai descrevendo e como ela tinha que lidar com aceitação ou a não aceitação das pessoas com a aparência da bota que ela tinha como ela queria usar um sapato que não cabia naquela bota tão grande não tem uma foto que eu até separei para vocês dela com vestido longo branco no vestido branco bonito acho que por volta de 15 anos e o vestido ia até o chão então não se via a bota dela
acho que são os dois grandes temas né a relação dela com o próprio corpo ou seja com a deficiência e as relações se constriam em volta dessas dificuldades eu acho que esse trabalho ele representa um fruto daquilo que foi o desafio de esforço diante dela mesmo né de se enfrentar de se aceitar ela superou primeiro superou as próprias talvez dificuldades não sei de falar sobre ela mesmo e tornar público né os mazelas que ela passou as dificuldades né Mas também de tornar público uma possibilidade de que essa temática fosse Vista de uma forma mais iluminado
ou seja tá aí isso existe e eu tô aqui para contar aliás constatamos quase todos os envolvidos que um dos aspectos mais significativos do meu trabalho era esse resgate da primeira pessoa essa inovadora forma de levar para academia um momento em que o diferente se apossa do conhecimento e falem seu próprio nome realmente ela conseguiu encontrar não apenas é uma forma de tratar as próprias questões como criar um método algo que tivesse uma um Rigor científico e pudesse ser aceito reconhecido na academia inclusive replicado porque não e que fez com que ela então aceitasse esse
desafio né mesmo que é tocar sem questões muito íntimas mas como ela mesma diz né vale a pena esse sacrifício da exposição em prol de um bem maior em prol de que outras pessoas pudessem primeiramente né se tem que ficar com a história um ponto de vista pessoal e segundo que os pesquisadores tivessem um material que fosse rico do ponto de experiência humana única do que a deficiência significa para as pessoas e logo antes da Lígia morrer Ela falou para mim que a obra dela que ela mais queria ver publicada era o resgatando passado deficientes
como figura e vida como fundo que é um mestrado né é o que ela mais queria deixar como legado para ela isso ela falou já depois da livre docência depois do doutorado era o que ela queria de fato tinha um carinho muito grande por aqueles escritos né E ela não pode ter isso em vida né essa obra foi publicada só depois que ele já morreu foi em 2002 em 1988 publiquei o livreto do Olimpo ao mundo dos mortais essa publicação acabou por revelar-se fonte quase infinita de contatos e solicitações de palestras e outros escritos né
uma publicação da Lígia que traz a figura mitológica do curso né ela a partir daí desta publicação ali já foi chamada para muitas palestras muitos eventos a riqueza da Lígia me parece em trazer essas figuras mitológicas né juntar a arte a expressão né de uma época imagina né é um quase um bordado que ali já fazia com esses elementos né e as relações que se apresentam na sociedade ainda hoje né dos preconceitos do estilo Então eu acho que isso traz para quem leu para quem ouviu ali já falar sobre isso uma possibilidade de abertura né
de pensar mesmo né o quanto da história ainda está presente então Acho que por isso que fez tanta teve tanta repercussão teve tanto comentário na academia sobre esse trabalho da Lígia fotos em preto e branco da USP em 1990 assumo a coordenação do curso a pessoa deficiente o profissional de psicologia em 1991 nasce o lide referência para a promoção de debates eventos encontros de pesquisadores em 92 na universidade Mackenzie ingresso como professor na pós-graduação em distúrbios do desenvolvimento a Lígia antes de ser psicóloga ela foi bibliotecária então ela tinha profundo conhecimento de organização e análise
de livros e aí ela fez um trabalho maravilhoso com livros infantis que tratavam da questão da deficiência nas suas várias modalidades inclusive destacando que muitos casos tinha a questão bem visível do preconceito nessas obras as representações do corpo desviante na literatura infanto-juvenil a partir de 47 obras infantis e as deficiências presentes nelas foi o foco escolhido como o universo de investigação em meu doutorado espelho convexo o corpo desviante no Imaginário coletivo pela voz da literatura infanto-juvenil Então essa tese que foi defendida em 1992 ela Analisa né obras da literatura infanto-juvenil cujo os protagonistas né tinha
um corpo desviante Então ela traz um doutorado dela através da literatura infanto-juvenil os livros que ela elegeu enfim para analisar toda a questão referida mesmo aos preconceitos estigmas estereótipos ligados as histórias relacionadas ao diferente elas são sempre presentes na obra da Lígia ela vai analisando mitologia essas Histórias Fantásticas mas quando ela traz para os contos infantis e principalmente contra os brasileiros acho que ela tem um pioneirismo de contextualizar a nossa realidade a forma como a nossa sociedade brasileira lida com a deficiência que ainda que ela guarde semelhanças com outras culturas ela tem particularidades neste trabalho
coexistiam as elefantes de cores inusitadas uma joaninha sem bolinhas a borboleta podia voar um grilo Perneta aqui eu acho que é um bom Exemplo né de como ela lida com a essas histórias e ela classifica essas histórias como histórias que reforçam preconceitos estereótipos histórias que denunciam né o preconceito e histórias que são livres de preconceito gosto muito do desenho porque ela coloca do Curupira do saci pererê são pessoas como uma deficiência física que não são pessoas normais são Monstros são seres fantásticos e é muito rico Como ela mesma é anuncia para os leitores Diga a
preocupação dela não vai ser com as pessoas individualmente e as pessoas com deficiência mas sim as pessoas que estão a volta e que compactuam com o processo de estigma e de preconceito e que fazem com que a deficiência se torne esse problema então que a gente anuncia como tal antes de chegar a parte empírica do estudo fiz um caminho teórico que contemplou historicamente as Visões de corpo transitou pela problemática da diferença da deficiência mapeou conceitos como atitude preconceito estereótipo estigma no universo da significações percorreu a questão das anomalias e do grotesco então cada uma dessas
histórias nessas desses livros né que chegam as crianças né então ela vai analisando Como nessa narrativa ela reproduz estereótipos preconceitos ou denunciam também né e a gente assimila sem crítica A gente assimila sem tomar consciência daquele preconceito que estamos reproduzindo a preocupação dela é como essas crianças vão formando em relação aspectos da personalidade o processo de identificação E quanto a deficiência vai sendo moldada por um viés negativo acho que é muito claro como ela vai colocando Porque mesmo que você veja histórias em que ela deficiência ela é colocada de uma forma Auto tecida ainda assim
é um aspecto negativo pois como vinha falando mostra um lugar de peso um lugar de destaque um lugar que não necessariamente seria necessário ou que não necessariamente aquilo que diz da própria pessoa foi muito interessante porque eu participei cada tese dela então clica com profundidade e pude avaliar a qualidade do trabalho quando ela pegava cada um dos livros e via como é que era a questão do Herói qual era a ação dele como ele suportava diante da sociedade quando ela desvela a forma como essas historinhas infantis que a gente cresce ouvindo as próprias pessoas com
deficiência vão se identificando a esses lugares muitas vezes que é o que ela coloca fazendo com que é não só tenhamos reações por parte da cultura por parte da comunidade como na própria pessoa da forma como ela se imagina Às vezes nesse sentido como alguém diferente como alguém monstruoso ou como alguém heróico mas nunca como alguém comum isso sempre tem um caráter de peso e ela vai explorando isso na testa dela então isso é muito precioso para trabalhar com as crianças e com os adultos em relação à questão da exclusão a questão do preconceito em
relação a pessoa com deficiência quando a gente analisa o filme ou uma propaganda ou um desenho né muitas vezes a gente percebe né que ainda a representação né de uma pessoa com deficiência ainda é representada olha como ele superou né Ele é deficiente mas ele superou né ou ele é reproduzido como a vítima né olha o Coitadinho ou como o vilão né é o trabalho da Lígia nesse sentido é muito importante porque ao analisar ela é evidencia ela nos ajuda a enxergar é esse preconceito e a partir do momento que a gente toma essa consciência
a gente vai estar mais preparado para perceber esse preconceito presente no nosso dia a dia em 1994 fui convidada a escrever um livro sobre aspectos sociais das eficiências a publicação do livro Conhecendo a deficiência em companhia de Hércules ocorreu em 1995 na companhia de Hércules né Eu acho que foi um livro aqui passou por várias edições né agora parece que tá sendo editado e tal ali já sempre buscou refletir nos seus trabalhos unir arte e teoria essa relação que ela faz com os 12 trabalhos de Hércules e cada capítulo reverido a um personagem né que
é típico vamos dizer assim além de uma leitura muito gostosa prazerosa e muito poética muitas muitos momentos é tão forte e ela busca então um caminho em que ela articula muito bem essa linguagem do mito com uma explanação uma discussão de um caráter mais psicológico e relacionado às questões que envolvem a deficiência não é à toa que é uma das principais referências que a gente tem hoje então um texto de 95 e que até hoje nos organiza fundamenta nossas pesquisas em cada parte do mito ele faz uma discussão específica todas elas muito significativas para se
discutir a deficiência trazendo temas é importante como as relações familiares as relações das deficiência mecanismos de defesa definições de conceito de um trabalho para definir o que é a deficiência O que é incapacidade O que é desvantagem aspectos legais então um livro simplesmente completo e que reúne ainda que a gente tenha aspectos que agora vão ficando é um pouco obsoleto por exemplo em relação a leg então todo o resto pode ser muito bem aproveitado hoje e assim eu era Linha do Tempo ilustração Frida Kahlo 1998 livre docência Anita Malfatti nós dizemos que ali já ela
vai recuperando essa perspectiva narrativa voltando essa ideia de revisitar histórias de pessoas com deficiência relacionadas a deficiência ela formou uma cria de me parece ela Lígia a pessoa com deficiência e profissional e pesquisadora dessa área e uma duas artistas referências né as duas com níveis de gravidade diferente na sua condição de deficiência sendo que Anitta Malfatti tinha uma deficiência na mão que ela ocultava ela usava um lenço né e muitas pessoas nunca souberam dessa deficiência de Anita Malfatti e Frida Kahlo que expunha sua deficiência nos seus quadros expõe a sua dor com todas as cores
com todos os detalhes ali já não era nenhuma nem outra ela era ela com a deficiência dela é óbvio que deve ter tido sentimentos ali uma uma vida subjetiva de muita dor em muitos momentos né Eu acho que ela foi uma mediadora né entre os conflitos de uma e os conflitos da outra no sentido de entender esses movimentos tão dispares de uma e outra a Lígia cria e um outro artifício muito muito diferente para uma tese de livre docência porque ela faz uma cena de teatro em que as personagens Lígia Frida e Anitta se encontram
né E como esses personagens se aproximam e dialogam né em relação a sua condição de deficiência o seu a sua existência né o sentidos atribu da vida Eu imagino que ela também nessa identificação também possa falar da história dela enquanto ela fala da história dessas artistas e construindo isso de uma forma muito artística do jeito que ela gostava mostrar como justamente o Diferente ao invés de um monstro ele pode ser algo artístico e só visto como algo diferente um ponto de vista de uma pessoa que tem uma vivência particular no caso de uma deficiência que
tanto a resposta de Frida quanto a resposta de Anitta são respostas possíveis são boas Respostas como é que cada uma das pessoas que vivem essa condição podem viver nesse mundo adverso para essa condição ou se escondendo ou se expondo para que o outro não a exponha e ao final Eu penso que para Lígia o que fica mais importante nesse processo do esforço ou resguardar-se é o esforço de anti si mesmo no ano 2000 de graduação projetos chamado projeto de política pública da USP referida a deficiência que viria se tornar depois um programa legado e inspiração
foto de Lígia ela sorri para nós cabelos soltos volumosos usa vestido Claro estampado existe um movimento de trazer para as pessoas para essa nova geração aquilo que a lei Já escreveu nós sabemos que existe agora é de duração Dona companhia de Hércules só o fato dele ser relançado e ter sido disponibilizado agora vai fazer com que as pessoas possam conhecer muito mais porque a existência desse documentário as pesquisas que eu tenho feito e os colegas também fazem com que a lista seja hoje muito mais presente e muito mais próximo daquilo que a gente gostaria que
ela fosse e é muito bom a gente poder trazer essas memórias dela trazer esse trabalho essa contribuição que ela tem todo mundo ganha com isso o sonho da minha mãe era ser avó também então ela conviveu muito com os netos pequenos né de novembro de 97 Lígia cuida de um bebê teve alguém é quando minha mãe faleceu que chegou para mim e falou assim e o sonho da sua mãe era ver os netos crescerem não se realizou é Lígia brinca com crianças Então para mim ela continua muito presente muito atual né e eu considero importantíssimo
20 anos depois né do falecimento dela eu acho que é só homenagem né julho de 2001 Talvez para aqueles que não conhecem conhecerem né depois para aqueles que conheceram mas talvez tenham se distanciado lembrar né do legado da Lígia e para nós né que continuamos trabalhando né Isso é muito emocionante foto em preto e branco rosto de Lígia sorriso largo abaixo a data 1941 a 2002 ela escurece sobre fundo branco logo marca Conselho Regional de Psicologia de São Paulo essa produção específica Aparecida Antunes de crp tem eu eu considero que tem um papel fundamental como
eu digo não só pelo registro mas sobretudo para formação das novas psicólogas Quando esquecemos as personagens que construíram a psicologia a psicologia no Brasil a psicologia em São Paulo nós incorremos no risco de cometer erros que já foram objeto de luta lá atrás e que acabam se perdendo se a memória se perde né então quando nós falamos da Lígia Assunção Amaral é muito interessante Porque na minha memória tem tudo misturado só que não é propriamente uma mistura é a totalidade a Lígia foi a primeira pessoa que nós identificamos naquele início da discussão sobre a possibilidade
de ter uma educação inclusiva então algumas pessoas do campo da educação já estavam pensando e e desenvolvendo ideias a respeito disso mas na psicologia a Lígia foi a nossa grande Pioneira letras pretas sobre fundo branco um debate que nos chama todo instante o debate sobre as pessoas com deficiência é um ato fundamental porque o debate faz com que permaneçam vivas as questões que estão colocadas como tarefas históricas para a sociedade em geral e para psicologia especial esse debate em torno de nascimento psicóloga e psicopedagoga porque são pessoas que na maioria das vezes estão silenciadas E
essas pessoas precisam ser ouvidas Catarina Cardoso adaptações para nós às vezes né e não só em questão de adaptações físicas né existem vários tipos de adaptações a gente Maria com deficiência porque esse ainda é um grupo menorizado marginalizado silenciado institucionalizado medicado e com isso a gente precisa trazer a cena essa discussão para que a gente possa ter condição de juntas juntos produzir uma realidade social em que as pessoas não se sintam oprimidas não se sintam estimativa estigmatizadas não se sintam a parte de todo um processo que que é de direito dessas pessoas né então ele
é uma forma de querer as pessoas na sociedade uma forma de fazermos juro a questão da Equidade acreditando a igualdade e trazer formas de evolução para nossa sociedade como um todo sem um direito a menos enquanto houver uma única pessoa sofrendo no mundo não se pode descansar e enquanto uma pessoa com deficiência uma pessoa que por uma diferença não tiver acesso a todos os bens acumulados e desenvolvidos pela humanidade nós teremos que continuar lutando e manter vivo debate é uma das condições fundamentais letras pretas sobre fundo branco capacitismo e anti capacitismo em pauta em poucas
palavras o capacitismo é você subjugar uma pessoa com deficiência pela deficiência dela não enxergando que ela é antes de tudo uma pessoa então acho curioso né Que o preconceito em relação as pessoas com deficiência que a gente chama de capacitismo ele ele foi nomeado muito pouco tempo né até pouquíssimo tempo atrás a gente só dizia preconceito né diferente do machismo do racismo que a gente já nomeia bastante tempo né homofobia o capacitismo É no início desse século que a gente foi aprender a dar nome e eu acho que isso diz muito da nossa dificuldade de
enfrentar esse preconceito que é algo que estrutura nossa sociedade porque aquilo que a gente não nomeia a gente também não é mais difícil de combater né então para a gente falar de capacitismo que nos forja que nos traz uma falsa noção de uma corpo normatividade de Corpos que são hegemonicamente considerados capazes ou menos capazes Talita paz psicóloga pessoa com deficiência Então esse preconceito de que deficiente não pode fazer muitas coisas e quando faz aí ele é super super pessoas super deficientes nossa tem faculdade Nossa não eu acho que a sociedade tinha que olhar como normal
quando a gente aborda marcas da opressão social a gente está relacionando diretamente as barreiras sociais ou seja as barreiras que tem em todo o ambiente que tem historicamente nos ambientes onde a gente circula para todo lugar estudante de barreira principalmente estruturais arquitetônicas tecnológicas as pessoas colocam postes no meio da calçada latas de lixo pessoas o tempo todo mexendo no celular sem prestar atenção perdi a conta de quantas vezes a Bengala já vou da minha mão porque alguém tropeçou chutou ela acho que a principal maneira que diz sobre o capacitismo que é uma marca que oprime
que que inferioriza é a barreira atitudinal então a forma que você aborda a pessoa com deficiência a forma que você se refere a nomenclatura todo tudo isso vai trazer essa essa barreira atitudinal quer dizer a gente entendeu isso nomeou é capacitismo que chama e aí a gente pode com isso identificar como isso estrutura nossa sociedade as nossas relações os espaços os lugares as tecnologias e a partir disso estabelecer mecanismos formas de enfrentamento a gente pensar na forma como a gente a sociedade tem se comportado tem agido frente a diferença e pensando na pessoa com deficiência
essa atitude ela tem sido historicamente Cruel já perdi a conta de quantas bengalas também foram amassadas dentro dos transportes públicos Porque as pessoas não respeitam nada isso vale também para o sites acessibilidade do sites hoje em dia não existe o capacitismo ainda é muito forte né atualmente mesmo com todas as redes sociais a gente vê pessoas com deficiência né que são influências mesmo assim ainda recebem perguntas do tipo como você faz para fazer tal coisa Ah mas você consegue fazer tal coisa como se fosse duvidosa a capacidade da pessoa com deficiência né o capacitismo em
geral é um problema que é construído estruturado por pessoas que não tem deficiência né então é por isso que essa pauta precisa ser assumida pela sociedade como um todo as pessoas que não têm deficiência precisam se envolver nisso precisam entender a sua responsabilidade nesse precisam saber que elas estão contribuindo para a perpetuação dessa situação de exclusão ou de opressão E assumir responsabilidade por isso Marcos legais alguns dos principais destaques e conquistas Linha do Tempo ilustração trouxe importante as conquistas destacando-se os artigos 23 e o 24 que define que compete a união aos Estados e aos
Distrito Federal a proteção e Integração Social das pessoas com deficiência a lei 8.213 de 1991 trouxe avanços em seu artigo 93 ao definir cotas para pessoas com deficiências nas empresas a lei de diretrizes e bases da educação de 1996 promoveu uma mudança fundamental ao definir que o estado deve garantir aos estudantes com deficiências e atípicos atendimento educacional especializado gratuito e preferencialmente na rede regular e no ano 2000 começam os debates em torno do estatuto da pessoa com deficiência promulgada em 2015 a lei brasileira da inclusão ou Estatuto da pessoa com deficiência consolida-se como uma grande
conquista letras pretas sobre fundo branco por uma sociedade inclusiva [Música] para efetivamente a gente construiu uma sociedade Inclusive a gente tem que pensar muito bem Como que vai ser feita essa inclusão né Não adianta eu colocar uma pessoa com deficiência e falar Pronto temos uma pessoa com deficiência aqui mas como que ela vai estar ela vai estar participando ela vai estar conseguindo expor as ideias dela né como será essa participação inclusão é você chamar alguém para uma festa e nessa festa incluir seria você chamar essa pessoa para dançar e eu não vejo muito disso acontecendo
as pessoas estão mais falando do que fazendo alguma coisa realmente para a gente construir uma sociedade inclusiva a gente precisa aprimorar o conceito de Justiça A gente precisa parar de fazer produzir desigualdades a partir das Diferenças né a gente precisa aprender a conviver em alteridade reconhecendo a diferença como aquilo que nos faz o únicos e como uma riqueza como um valor como algo que precisa ser valorizado eu vejo muita gente dizendo que tem inclusão em todos os lugares que estão se tornando pessoas mais inclusivas incluindo a deficientes lgbts mulheres pessoas negras e tudo mais só
que eu não vejo isso como verdade quando a gente fala da Periferia a gente está falando de vários espaços que são legados né então a periferia ela é colocada ali naquele canto esse canto é seu e você fica aqui e não sai daqui o quanto é difícil para pessoa com deficiência que está dentro da periferia acessar a saúde né quantas pessoas com deficiência dentro da periferia Você conhece que fazem terapia por exemplo são pouquíssimas né ou seja porque elas não querem por falta de conhecimento Apenas não por falta de acesso psicólogo do professor inclusive não
pode se fechar só para quem está envolvido com atendimento ou envolvido com o estudo com a pesquisa tentar todo mundo tá envolvido nisso a gente precisa escutar a pessoa com deficiência né escutar o que ela tem a dizer fazer essa sensibilização como profissionais como população e isso ainda tá muito distante é uma luta de todos assim como a luta contra homofobia contra outros estigmas estereótipos a luta pela inclusão da pessoa com deficiência é uma luta de todo mundo letras pretas sobre fundo branco e a formação em psicologia [Música] é de suma importância que dentro de
um curso de psicologia a gente fale abertamente com muita ênfase sobre deficiências né porque a gente está falando de um grupo que é menorizado e que é gigante e que não tem acesso né E que a gente desconhece então a gente precisa falar sobre isso a gente precisa instruir as pessoas sobre isso durante a graduação em psicologia eu percebi que a deficiência não era um tema falado explorado ricamente a gente teve dois momentos durante a graduação inteira em que falamos sobre deficiência Até agora foram pouquíssimas oportunidades que a gente teve de falar sobre as deficiências
e de forma muito breve quando eu comecei na faculdade eu tinha avisado até com mais ou menos dois meses de antecedência que eu era um deficiente visual que Eu precisaria de uma ledora e outros recursos a mais só que quando eu cheguei nenhum Professor nem sabia que eles teriam aluno deficiente visual a minha questão Foi bastante complicada quanto a locomoção né mas eu percebo que assim vem mudando mas eu não peguei a formação em psicologia do psicólogo tem sido carente no meu ponto de vista da gente enfrentar mesmo a necessidade que temos hoje de responder
a sociedade responder às necessidades das pessoas com deficiência não temos na formação Um Desafio grande é a falta dessa temática do lidar com a pessoa com deficiência tanto do ponto de vista terapêutico das particularidades das demandas específicas até em relação a mobilização psíquica do terapeuta frente às questões da deficiência também então esse preparo do ponto de vista tanto acadêmico quanto técnico é importante e a gente percebe uma falta desse preparo os professores Parece que ainda não tem conhecimento sempre que eu chego numa sala ou vou ter aula com professor novo ele desconhece ele não sabe
que tá tendo um deficiente visual na sala dele e muitas vezes eles não sabem como lidar então acaba sendo um aprendizado e um ensinamento novo em todos os semestres para os professores eu sou formado já há 10 anos eu não tive educação inclusive na minha grade curricular não tive nenhum contato a não ser em psicologia e desenvolvimento ponto nós não temos disciplinas específicas que falem da educação inclusiva um tema tão caro a nossa sociedade então que precisa ainda de tantos avanços não temos por exemplo a disciplina da libras como obrigatória ela ela feita EAD ela
é feita como uma optativa para o profissional de Psicologia mas na política pública a gente vai estar né nos nossos serviços públicos junto com essa população o que dá impressão é que os psicólogos que serão formados não são capazes de atender pessoas com deficiência né atualmente Eu sinto que isso diminuiu um pouco porque eu tô trabalhando agora dentro da Universidade também eu consigo ter um contato maior com as pessoas que estão lá dentro a impressão eu tenho é que agora eles estão começando a humanizar esses futuros profissionais e eu acredito que isso deveria mudar acredito
que a gente deveria falar sobre deficiência deveria falar sobre cabacismo porque a gente não fala sobre capacismo e nenhum momento é o que bom se a gente tiver na formação maior qualificação deste profissional para que ele já saia com a condição de receber Qualquer público né ou de estar frente a qualquer usuário do seu serviço letras pretas sobre fundo branco práticas profissionais e atuação junto as pessoas com deficiência eu eu acho interessante né quando a gente entra em questão de atendimento né uma profissional com deficiência atendendo outras pessoas diretamente a criança e um adolescente Normalmente
eles nem levantam essa questão eu acho isso muito bom porque ali não é para ficar em mim né Aí eu tô com foco nele e ele dá uma boa resposta quando ele mesmo né não se importa e tá tudo bem quando a gente pensa na atuação profissional dos psicólogos alguns pontos são muito importantes para a gente pensar e tratar uma pessoa com deficiência é a empatia é o respeito e eu acolhimento entender que cada um vai ser um então não tem como a gente generalizar esse trato e essa lida porque cada um é singular dentro
da sua história de vida dentro da sua autobiografia dentro dos seus recursos internos de enfrentamento de traços de personalidade e os recursos externos também dos contextos de vida uma vez que a gente entenda que não existe um inconsciente deficiente não existe um psiquismo deficiente Qual a preocupação que a gente deveria ter de fato é como que a gente vai lidar com as especificidades da deficiência na clínica a pessoa com deficiência ela é perita na realidade dela logo ela escolhe o tipo de acessibilidade que ele Convém se você não sabe pergunte não vai assumindo que você
já sabe de tudo que você conhece uma pessoa com deficiência que você sabe o que ela vai te dizer o que ela vai trazer para você você não sabe a gente nunca sabe estar com a pessoa com deficiência reconhecer as suas necessidades é escutar ela é reconhecer também as nossas incapacidades Nós não sabemos tudo nem como psicólogo nem como pessoa a gente precisa de conhecimento essa preocupação vai ser Então quais as especificidades da deficiência quais são por exemplo a dificuldades motoras que podem se fazer presente na hora da Clínica uma dificuldade de fala uma dificuldade
de movimentação muitas vezes as pessoas querem ajudar de uma forma invasiva E isso também retrata um preconceito né uma pré-concepção de como Aquela pessoa pode conseguir ou não fazer determinadas coisas e já quer ajudar de uma forma que Acaba atrapalhando não cabe a profissional Quando você vai entender você ter sempre a questão da deficiência como você perito nela de forma que você não possibilita que a pessoa escolha pergunte como a pessoa quer nem que seja como a pessoa quer ser chamada com a pessoa quer ser tratada se a pessoa precisa da sua ajuda ou não
porque você vai assumir que porque ela é uma pessoa com deficiência ela vai querer a sua ajuda e às vezes você está errado são questões que nos importam e com essas que a gente vai se preocupar muito mais disso do que pensar que tipo de atendimento é para uma pessoa com deficiência porque no fim ela é uma pessoa que está vivendo as necessidades dela que nós devemos trazer tanto para o sete em Clínico quanto para as experiências de vida dela que ela vai dar sentido então a gente precisa que todas as necessidades e os temas
ligadas à pessoa com deficiência esteja na sua formação também Caso não esteja também a gente não é motivo para a gente não atuar porque a gente precisa ir em busca Então são diferentes as formações possíveis para que a gente se qualifique para nesse momento de estar com outro de ouvi-lo de reconhecer suas necessidades a gente também lance mão de conhecimentos qualificados da Psicologia que já tem sido construído aí ao longo desses anos todos letras pretas sobre fundo branco um debate sobre educação inclusiva hoje eu tô com jovens entre 15 e 17 anos pessoas com deficiência
a partir de 16 anos a gente trabalha a inclusão desse jovem no mundo do Trabalho através de informações na área de tecnologia e administração e dentro dessas formações a gente tem informações comportamentais também e sempre com o olhar de dentro dessa sala de aula Quais são as pessoas que têm mais dificuldade de que forma a gente consegue auxiliá-los porque se a gente auxilia essas essas pessoas todas as outras pessoas são auxiliadas também uma educação inclusiva ela seria uma educação que ela não quer colocar todo mundo num pé de igualdade mas sim de Equidade então eu
dou acesso para todos eu garanto o acesso de todos mas na sala de aula eu consigo lidar com as individualidades eu sou a favor de uma escola no caso tenham contato com o máximo de diversidade que a gente puder porque nos passa a interação social nos passa a visão da sociedade [Música] e quem pertence a sociedade quem são essas pessoas que estão na sociedade quanto mais pessoas você convive mais se desenvolve nesse sentido social não temos mais dúvidas de que quando uma criança um adolescente ele participa da escola né uma criança com alguma deficiência ela
participa da escola ela tem um ganho significativo mas eu acho que a gente precisa insistir que esse ganho não é somente para essa criança mas eu ganho para todos todas as crianças né se beneficiam da presença Desse colega nós professores nos beneficiamos Porque Nós aprendemos também como ensinar melhor não só para aquela criança mas para todas as crianças então de maneira geral nós tornamos um ambiente mais inclusive para todo mundo a gente evitar esse tipo de história que a gente ouve tanto de que as crianças estão sendo alfabetizadas elas estão fazendo a lição dela e
a criança típica seja a criança com síndrome de down a criança autista ou a criança com outro tipo de deficiência tá lá dentro da sala com uma folha em branco ou com a massinha dela nós precisamos tomar o cuidado por aqui essa criança não permaneça marginalizada no interior da escola né então acho que esse debate ele é um debate atual e é um debate permanente ainda nós não alcançamos a inclusão plena né na sala de aula na escola na sociedade então a educação inclusive Ela depende de vários vários níveis desde o estado enquanto isso são
né um nível acima da instituição social até chegar lá na ponta professora que tá lá seja efetivada contratada concursada que se engaje para isso essa reflexão essa discussão né sobre quais Barreiras ainda permanecem quais Barreiras ainda existem Barreiras que são pedagógicas Barreiras que são atitudinais Barreiras que são físicas né arquitetônicas meu filho quando ele estava na pré-escola para escola não tem como objetivo a alfabetização da criança mas já começa a reconhecer nome número letra e tudo mais e dado momento a professora passou ensiná-los a reproduzir o próprio nome e meu filho como o autista ele
não tem o movimento de pinça a professora tinha percebido isso então ela deu a folha para cada um com as letrinhas né ela percebeu que ele não tinha um movimento de pinça o que que ela fez ela já tinha percebido algo antes que ele tem mais disposição mais desenvolvimento com a massa de modelar Então ela pegou a mesma folha só que em vez de entregar um lápis ela entregou uma massa de modelar e ele fez o nome dele então ok É uma questão atitude não da professora mas esse exemplo não pode ficar isolado esse exemplo
ele tem que ser compartilhado nesses 21 anos já de uma legislação que temos sobre inclusão nas escolas eu vejo que aparece muito uma nomenclatura de aluno de inclusão aluno de inclusão já é um jeito de denominar esse aluno que é contrário o processo Inclusive a escola inclusive a educação inclusive é essa é o sistema se adaptando as necessidades da pessoa com deficiência e não o contrário Então a gente não pode individualizar um problema que é social hoje acredito que tão ocorrendo mudar mas ainda é necessário visualizar e refletir os critérios tradicionais enfim não sabe irregular
e vai na acadêmico também letras fundo branco nada sobre nós sem nós [Música] nada sobre Nossa em nós é um Manifesto contra tutela das pessoas com deficiência que tem a ver com essa ideia de que são incapazes então precisam que alguém decida por elas faça por elas né eu gosto muito dessa frase eu gosto muito dessa frase porque ela traz uma síntese muito grande porque a gente precisa é muito importante que a gente participe das decisões que vão nos afetar porque muitas vezes as pessoas ditas normais elas acham que elas sabem o que será melhor
para nós né acontece que elas não sabem a pessoa com deficiência física como a gente se sente nesses espaços e o que teria para melhorar num contatos deficientes num contato tão outras pessoas que direcionam projetos ou acessibilidades para eles eles se perde no meio do caminho e eles fazem o que eles acham certo e não o que a pessoa que passa por tal necessidade ou que precisa de tal inclusão merece a gente precisa ouvir né não só para melhorar ambiente mas para melhorar um trato direto porque é uma pessoa como outra qualquer sobre nós dizemos
nós fazemos nós ainda que a gente precisa de apoio né apoio não é tutela eu posso tomar uma decisão com apoio de alguém assistida por alguém mas a decisão é tomada por mim né então eu entendo nada sobre Nossa em nós como esse grito de emancipação das pessoas com deficiência [Música] comissão história e memória do crp São Paulo hoje eu acordei inspirado munido de inteligência Nada Pode Me Parar sou minha própria deficiência sem decência ou aparência sem crença sem conteúdo ler livros espelho tenta dominar o mundo faço comparações comparam minhas ações interpreta emoções e Cervo
grandes dosagens de União ou distração animal