Olá na aula anterior nós falamos sobre as expressões da questão social comentamos sobre como os problemas sociais que atualmente vemos enfim né temos observado no nosso dia a dia fazem parte de um conjunto de expressões da questão social ou seja uma consequência de um sistema que nós vivemos e de muitas vezes um sistema que tem acirrado tem aumentado esse distanciamento das desigualdades seja uma desigualdade relacionada a renda e que pode ocasionar pode ocasionar perdão fome desemprego violência entre outras situações que nos deixam né que deixa nossa sociedade numa situação de vulnerabilidade e precarização tanto das
relações sociais quanto as de trabalho hoje Portanto vamos dar andamento na nossa disciplina para trabalhar o aspecto ou melhor os aspectos desafiadores das questões sociais contemporâneas o nome é muito bonito mas a situação talvez nem tanto e a partir disso eu venho a te convidar primeiramente assistir esse vídeo talvez seja um vídeo que você tenha já assistido ou no ensino médio ou talvez até você tenha visto em algumas redes sociais Ou de repente seja a primeira vez que você esteja assistindo o meu convite para esse momento é primeiro que você Assista esse vídeo de uma
maneira pausada de uma maneira consciente caso você não tenha tempo agora fique tranquilo fique tranquila pode assistir no momento mais oportuno mas assista com o coração aberto e principalmente com a sua consciência enquanto cidadão e cidadã ou melhor com a sua consciência também enquanto profissional que pode trazer soluções importantes para essa nossa sociedade contemporânea bom esse vídeo ele chama Ilha das Flores ele é um vídeo que foi lançado a Décadas atrás tá mas que talvez ele retrate uma sociedade bastante atual que traga inclusive uma reflexão em cima disso De que poxa se esse vídeo ele
foi feito há tanto tempo e já né descostinou tantas situações sociais tantas desigualdades sociais e essa é a minha pergunta para você nesse momento por que que ainda essas desigualdades sociais elas permanecem e de que maneira essas desigualdades elas estão sendo reproduzidas ou muitas vezes a gente nem Para para pensar sobre isso e o quanto que a minha profissão a profissão que eu estou me formando pode contribuir para esse alavancamento dessas desigualdades Então eu vou deixar aqui o link para vocês do vídeo peço que assistam com todo esse carinho como a gente tem gravado as
aulas aqui para vocês e que no segundo momento vamos voltar para fazer algumas discussões Ok bom estudo muito bem qual foi sua opinião sobre esse vídeo sobre o que você assistiu E qual é o link que você faz inclusive com a nossa primeira aula que esse vídeo ele tem uma grande relação com o que nós falamos na aula anterior justamente porque porque ele traz muito nessa representação da vida das pessoas e ali no caso tá falando da Ilha das Flores e que muitas vezes a gente imagina que é algum lugar muito distante ou que não
está próximo da minha realidade mas que de repente nesse caminhar aí que nós deixamos como sugestão na aula anterior esse caminhar na sua comunidade ou no ônibus que você esteja frequentando passando Ou de repente no seu vínculo social no seu grupo no seu trabalho enfim muitas vezes essas situações de vulnerabilidade social e de precarização elas podem estar muito mais perto do que você imagina Talvez o nosso olhar não esteja tão focado nisso e é importante principalmente para as novas gerações e digo aqui né por fazer parte desse movimento é de estar nesse movimento de ressignificação
Inclusive das atividades sociais e tecnológicas Justamente eu digo isso porque muitas vezes nós entendemos por determinados grupos que nós frequentamos que a nossa realidade é somente aquela então o vídeo traz justamente isso esse olhar e principalmente olhar Por que que de repente pessoas deixam de ter importância próximo né de animais por exemplo ou o que que faz com que as pessoas sejam menos importantes do que de repente Esses animais ou o que que distingue por exemplo pessoas que estão numa situação de vulnerabilidade de pessoas que estavam ali trabalhando ou numa situação um pouco melhor vamos
assim dizer sem contar também uma reflexão que traz que acredito que você também tenha feito por ser um vídeo de algumas Décadas atrás mas bastante atual volta a falar né não é um vídeo que está fora do nosso contexto Pelo contrário né A reflexão é essa por mais que ele seja mais antigo mas a situação ela ainda permanece mas talvez nesse momento já da sociedade que a gente está um dos pontos que eu acredito que você possa ter visto e refletido é até sobre esse conceito da família tradicional brasileira né também o vídeo faz com
que a gente possa parar para pensar isso que talvez hoje né na nossa situação alguns outros arranjos familiares eles sejam jamais talvez mais comuns e muito necessário inclusive e não só porque a sociedade vem mudando ou as pautas ou as discussões sejam mais contemporâneas mas principalmente porque porque talvez por toda essa situação da questão social algumas famílias sejam chefiadas por mulheres ou pessoas tenham sido abandonadas crianças não tenham sido reconhecidas pelos seus genitores Enfim então a nossa pauta social vamos se dizer assim aqui na nossa aula lá tem uma Total relação com a tecnologia porque
a tecnologia ela pode é por várias frentes por várias maneiras e estaremos discutindo isso aqui trazer um maior acesso às políticas públicas as políticas sociais e inclusive é trazer esse acesso social que de repente Em alguns momentos as pessoas em situação de vulnerabilidade elas não estejam sendo contempladas tá E por que que eu digo isso porque isso também é um objeto de estudo e um objeto de trabalho da tecnologia se a gente for olhar aqui no nosso slide e refletir e pensar o quanto que a tecnologia pode contribuir ou acirrar essa desigualdade mais uma vez
falando nós conseguimos observar aqui que as 10% né os 10% mais ricos do Brasil do nosso país é e é uma situação bastante atual é uma pesquisa bastante recente que fala então que os 10% mais ricos do nosso país eles ganham quase 59 quase 60% é da renda toda do nosso país então na mão de 10% das pessoas está quase 60% da dos recursos ou melhor da grana que tá é que perpassa o nosso país é e inclusive do patrimônio privado do nosso país esses 10% é está né possui 80% desse patrimônio então 10% da
nossa população tem 80% do nosso patrimônio tá e tem 60% da renda do nosso país Então olha só essa desigualdade talvez esses 10% né das pessoas mais ricas e aqui que bom que as pessoas têm essa oportunidade de ter um grande acesso é a recursos financeiros e esses 50% mais pobres Ou seja que estão nessa situação de vulnerabilidade eles ganham 29 vezes menos que esses 10% mais ricos e olha só não é muito difícil de a gente ver algumas reportagens alguns cenários inclusive ou lá naquele trajeto da sua casa para o trabalho para escola enfim
vermos situações como essa de pessoas buscando comida nas lixeiras ou em espaços públicos entre outras questões que falam sobre que mostram para nós as situações de desigualdade no nosso país bom olhando então para essa figura também quando a gente fala de anos entre 2021 e 2022 que também passávamos por uma situação de pandemia nosso país bateu o recorde de pessoas passando fome são 33 milhões de pessoas que em 2021 e 2022 passavam fome no nosso país e quando a gente pensa então né nessa situação que a gente tem os 10% das pessoas mais ricas do
nosso país depende quase que 60% da renda também do nosso país fica uma situação bastante desafiadora de pensarmos o como trazer a redução dessas desigualdades tá por isso inclusive que discutimos o quanto que as políticas públicas políticas sociais programas sociais são necessários e importantes para que a gente consiga diminuir essa desigualdade E aí uma das situações que podemos a partir também é o quanto que toda a sociedade ganha com a redução dessas desigualdades caso as pessoas tenham mas acesso à saúde a educação a trabalho a renda o quanto que a sociedade como um todo ganha
o quanto que a sociedade tem do mais saúde ela pode ser mais produtiva ela pode acessar mais recursos Enfim então nós não estamos falando aqui de sistemas econômicos nós estamos falando aqui de garantir direitos mínimos que estão previstos na nossa Constituição Federal que estão previstos em diversos instrumentos internacionais quando a gente fala por exemplo dos objetivos do desenvolvimento sustentável que a gente também vai estudar aqui na nossa disciplina é nós estamos falando dessa é Equidade ou também podemos falar dessa igualdade que todo quando tenha o mínimo para sobreviver tendo em vista que olhar que 33
milhões de pessoas no nosso país sendo que o nosso país que possui cerca de 215 milhões de pessoas ativas na sociedade parte delas ou melhor 33 milhões dessas pessoas tem estado em situação de extrema pobreza de extrema fome e de extrema precariedade Então como a gente pode pensar numa sociedade que seja altamente tecnológica que seja altamente produtiva sendo que 33 milhões de pessoas não tem o que comer né na sua mesa aliás Talvez não tenha nem mesa né então a reflexão ela parte sobre isso e aqui nós estamos falando também de algumas taxas de preocupação
ou seja falta de trabalho falta de oportunidade profissional que sabemos que a pandemia ela trouxe também né uma situação bastante acirrada com bastante dificuldade tivemos bastante desafios mas o quanto que dessas situações a tecnologia também contribuiu muito para trabalhos online entre outras questões mas também o quanto que as políticas públicas de repente podem ou determinam o que a sociedade também tem desenvolvido Então faço aqui um parênteses do quanto que a tecnologia nesse momento né Não só da pandemia mas aqui fazendo um recorte também para o momento da pandemia o quanto que a tecnologia pode trabalhar
essa questão dos trabalho terremotos pode contribuir nisso e pode também contribuir positivamente com a sociedade tá E aqui os nossos índices de desocupação ajudam a gente a entender o quanto que também uma parte da população hoje a gente fala em torno de 8,4 8,6% da nossa população que está numa situação de desocupação porém esses números Eles já foram inclusive maiores também numa situação de pandemia e inclusive antes também da pandemia nós tínhamos já um aumento dessa taxa de desocupação E aí é uma outra reflexão que nós trazemos essa aula é muito de reflexão então é
importante que a gente faça isso mesmo Por isso que eu peço toda essa atenção e esse carinho de você para com a nossa atividade porque porque uma profissional ou um profissional da tecnologia da informação para além né dessa competência técnica que nós falamos também precisa ter essa competência criativa afinal de contas é hoje a parcela uma boa parcela empregada da população diferente desse número aqui está também nessa área Então como que nós fazemos para outros profissionais outras pessoas também saiam dessa situação do desemprego E sem contar que também tem hoje um movimento que nós discutimos
quer sobre essa precarização do trabalho ou mesmo uma romantização existente sobre essa informalidade do trabalho talvez você já tenha visto ou até falado eu também já falei mas hoje acho que é importante a gente parar para pensar um pouquinho nessa frase mais do empre algumas pessoas empreendem porque elas querem elas fizeram um planejamento Para isso elas têm todo uma competência todo um arcabouço teórico e financeiro inclusive para isso e outras pessoas elas são vistas elas são obrigadas a empreender no sentido de se ser a única forma de um vínculo de trabalho ou de uma renda
inclusive para elas poderem manter o mínimo da sua subsistência então é importante que a gente também pense que esse movimento é E sou super a favor Tá do empreendedorismo de que a gente tenha as nossas atividades que a gente possa ter a nossa empresa Principalmente quando a gente fala de tecnologia porém é importante a gente também não Romantizar ou não entender é que movimentos de por exemplo pessoas que estão em situações precárias de trabalho ou pessoas que não tem mais o seu trabalho é como aqui né é garantindo os seus direitos as suas atividades e
tudo mais então é importante a gente lembrar que algumas pessoas elas estão em situação precária e elas escolhem De repente é trabalhar de uma maneira informal ou de uma maneira que tem um autor que fala sobre isso né que é emprecareado que é o empresário né quem é empresário empresária mas numa situação precária então aqui o que que é importante a gente parar para pensar que esse movimento que nós vivemos talvez faça com que as pessoas percam muitos direitos e como que a gente é se posiciona a frente a isso se eu enquanto profissional olhar
para essa situação como uma situação que é normal que é cotidiana ver pessoas passando fome ou dar prioridade né como lá o nosso vídeo do Ilha das Flores que talvez dê prioridade para quem tem mais dinheiro ou defendendo só quem tem mais dinheiro e se conformando com que aquelas pessoas passem fome passam dificuldade e tudo mais então para que lado eu estou olhando tá E aqui em momento algum A ideia é julgar as pessoas ou Julgar um posicionamento mas é a gente refletir o quanto que a gente enquanto profissional pode estar contribuindo para melhorar a
vida das pessoas ou não tudo bem bom dando continuidade a essa questão mesmo que nós falamos sobre a precarização sobre falta de acesso sobre perder direito sobre precarização do nosso trabalho e da nossa vida aqui a gente já começa a olhar um pouco mais sobre esses sobre alguns grupos menorizados vamos entender que grupos minorizados não são grupos minoritários embora sejam estejamos falando de situações muito parecidas porque quando eu falo em grupo minoritário e talvez assim o senso comum já tenha colocado como algo pejorativo mas aqui precisamos também avançar um pouco entendermos que somos profissionais que
somos pessoas que se relacionam com diversas outras pessoas e diversos outros públicos E aí quando nós falamos grupos em grupos minoritários melhor dizendo nós estamos falando de grupos que socialmente são excluídos são menores estão em situação de vulnerabilidade mas não falamos de grupos que em números são menores e isso ao longo da nossas aulas também vamos entender e vamos aprofundar então por isso que essa aula Ela é importante que você estude Pare para pensar pare para refletir você venha busque dados busque informações inclusive de fontes oficiais de fontes confiáveis tá porque porque é esse senso
comum é que é o contrário talvez da nossa ciência talvez das nossas pesquisas e tudo mais pode muitas vezes nos confundir e fazer com que Nossa atuação ela seja um pouco mais vamos se dizer assim mais simplista e dessa maneira a gente contribua menos inclusive com a sociedade e se a gente está falando de sociedade nós estamos falando do nosso entorno também tá então quando eu digo grupos minorizados tá tem a ver com grupos que são maiores em números mas talvez grupos menores em poder social em participação em olhar né E principalmente são grupos que
estão em situação de vulnerabilidade quando nós falamos disso muitas vezes é bom a gente pensar em números então dessas 215 milhões de pessoas do nosso país cerca de 52% São mulheres né e praticamente esse número em torno de 51 a 52% são de pessoas negras né Então olha só só falando sobre essas duas situações a gente já tá dizendo que não são grupos menores em números mas talvez grupos que foram menorizados ao longo da nossa história ao longo da nossa sociedade e por que que é importante você nesse momento pensar porque talvez você faça parte
desse grupo menorizado ou não né E aí tem uma história que eu gosto de contar que é de um aluno de graduação da área da tecnologia que ao discutirmos e isso em sala de aula e ele não faz né não fazia na naquele momento parte de um grupo menorizado Ele trouxe uma reflexão bastante importante que eu gosto de trazer nas aulas que ele me disse que ele não fazendo parte de um grupo né de uma parte da população menorizada ele se sentia ainda mais responsável por garantir e por trazer essa Equidade e é justamente essa
ideia da gente não olhar as situações de vulnerabilidade ou pessoas que estão em grupos minorizados numa Perspectiva da do preconceito da exclusão mas principalmente numa Perspectiva da inclusão e aqui olha só por esses números nós entendemos o quanto que algumas situações alguma alguns grupos minorizados participam menos da sociedade e inclusive ganham menos por conta disso né então desde quando a gente olha por exemplo uma taxa de analfabetismo a população parda e preta tem maior índice de analfabetismo quando a gente olha para crianças que estão né em situação de trabalho infantil A Olha também que crianças
pretas e pardas também tem um número maior quando nós olhamos por exemplo o rendimento médio de trabalhos né a gente olha que o rendimento médio de uma pessoa branca ele é maior do que uma pessoa parda ou negra assim como a gente olha a taxa de desocupação desocupação é trabalho formal Vamos pensar assim então o quanto que a população negra também participa de um trabalho informal de um trabalho precarizado maior é isso é importante que a gente comece a refletir o porquê também a nossa sociedade Traz esse traço é que está muito ligado a segregação
étnica ou racial Como podemos de alguma forma definir e a partir disso também olhamos aqui a condição de extrema pobreza de pessoas né que cerca de 40% de pessoas que estão em situação de pobreza são mulheres e negras Então esse recorte que eu trago aqui do IBGE é para gente poder olhar um pouquinho essa questão dos grupos minorizados e aqui é uma parte só da nossa aula e já vamos dar andamento para finalização dessa aula mas dizendo o quanto que um processo social e histórico desde que a gente pensa sobre a questão da escravatura de
pessoas negras que foram escravizadas né o quanto que essa situação até hoje culturalmente pode refletir na nossa sociedade a professora mas eu tenho uma liderança Negra ou uma Líder mulher Então vamos avançar isso nas nossas discussões dessa aula tá porém é importante a gente lembrar que a minha situação particular ela não tá representando uma situação coletiva e aqui na nossa aula Vamos trabalhar um coletivo para que a gente possa trazer respostas para esse coletivo também e para finalizar hoje eu quero deixar uma frase do professor Boaventura de Souza Santos que ele diz é o seguinte
lutar pela igualdade sempre que as diferenças É nos discriminem e lutar pela diferença sempre quer a igualdade nos descaracteriza só a partir dessa reflexão talvez a gente já tem aí uma boa parte para conduzir os nossos estudos então eu desejo Bons estudos e até a próxima aula