Olá, sejam todos muito bem-vindos ao Caso A Caso. Eu sou Carla Albuquerque, tenho aqui hoje comigo uma mulher que eu sou muito fã dela, uma advogada fera que trabalhou aí em grandes casos. A gente já trouxe aqui para vocês também que é a Dra. Luía Muchon. Seja muito bem-vinda, Dra. Luía. Muito obrigada, Carlinha. Obrigada pelo convite mais uma vez. sempre um prazer estar aqui. Eu adoro dividir esse espaço com mentes brilhantes, gente. Conforme prometido, hoje no caso a caso também nós vamos trazer aí a reviravolta de informações do caso Henri Borel. Bom, a gente já
trouxe uma pitadinha no Além da notícia, doutora. Depois quem estava comigo lá na investigação criminal já assistiu, estava lá comigo Dr. Glauber BZ, o Perito, o Michel Espieiro. A gente começou a explicar todo esse, né, essa essa quantidade de informações novas que estão são novas pro público, mas já estão dentro do processo há muito tempo. E eu, como prometi, vou trazer muitas informações Todas do processo. sempre acompanhada com os advogados, essas pessoas maravilhosas, pra gente poder entender o que tá acontecendo. E para deixar muito claro aqui hoje para vocês, no caso a caso, a pergunta
que não quer calar. Doutora Luía, já teve contato com o material, o processo do caso Henry Borel? Eu não li o processo inteiro de cabo a rabo. Uhum. Então ele é novo para você, correto? Correto. Vou descobrir igual jurados descobrirão na hora do dia. Os olhos, né, completamente eh descontaminados. Ela não faz parte, né, do da equipe de advogados, nem do de assistente de acusação, nem de defesa, nem de absolutamente nada. Ela está aqui sentada aqui comigo hoje como uma especialista paraa gente poder discutir o que está correto, o que não está correto, o que
pode, o que não pode. E antes de mais nada, já vou pedir para você deixar o seu like, já curtir, já compartilhar e, mais importante, trazer as suas dúvidas e as suas perguntas. Doutora, é o seguinte, esse é um é um caso que vai fazer agora 5 anos, 5 anos, né, do falecimento da do menino Henry Borel, que na época tinha 4 anos. Só recapitulando aqui, esse menino, Ele vai passar o final de semana com o pai. O pai vai entregar o filho pra mãe no domingo, por volta ali de umas 7 horas da noite.
E esse menino não quer comer. Ele já, o, o pai já entrega ele vomitando, passando mal. A mãe vai tentar ofertar uma comida, leva ele até ela vai, ele vai com ela até a padaria, ele não quer comer, ela vai dar um banho e coloca ele para dormir durante a noite. Aí as informações da mãe é que ele vai acordar ali duas vezes, ela coloca ele para dormir e na terceira vez ele já tá caído, né? Como se ele tivesse colapsado no chão. Quem está com ela nessa noite é o Jairinho, o padrasto do Henry.
Eles vão pegar o menino, vão até o Barrador, que é o hospital mais próximo. Esse menino vai começar a receber um atendimento médico, né? E é um atendimento longo, eles vão ficar mais de 60 minutos ali em eh com procedimentos nessa criança e vai chegar num determinado momento que eles vão declarar o óbito dessa criança e aí vai ter todo, né, o procedimento de encaminhamento do corpo pro IML, aquela coisa toda. Como é uma criança que chegou em em parada cardiorrespiratória, é uma morte que precisa ser investigada. Aí vamos deixar claro para as pessoas entenderem.
O IML, ah, meus caros, é o local de perícia aonde nós temos médicos, todos ali são médicos e eles são o quê? São os investigadores da morte. Então eles vão explicar, né, como Essa pessoa morreu, né, quais seriam os motivos da morte dessa pessoa, quais são os achados e eles são muito importantes. Dito isso, a gente precisa, eu vou começar, eu quero começar aqui com a Dra. Luía, com, eu vou pedir pro Fefê, quem tá me acompanhando hoje aqui, eu tô com um negócio até sior, né, Fefê? Você tá com microfone aí, Fefê? Ah, Fefê,
porque eu gostar, eu gostaria de ter, de ouvir as interjeições do Fefê, né? Porque eu durante o programa você pega, Fefê, por favor, pega lá, porque eu vou pedir pro Fefê botar o primeiro vídeo, na verdade, o primeiro material que é o material que explica o que aconteceu com o menino. Ele vai colocar aqui na tela pra gente. Olha ali, doutora, ó. Corpo médico do Barrador. Foi intimado prestar declarações em sede policial todo o corpo médico da emergência pediátrica do Hospital Barrador, envolvido no atendimento à vítima Henry Borel Medeiros naquela madrugada de 8 de março
de 2021. Preliminarmente cumpre consignar que as médicas que tiveram este primeiro contato com a criança foram uníssonas. em afirmar que Henry já chegou morto ao Hospital Barrador em parada cardiorrespiratória e apresentando rigidez de mandíbula, Sinal característico de rigidez cadavérica, não apresentando qualquer resposta às diversas manobras de ressuscitação realizadas, ou seja, em nenhum momento foi detectada frequência cardíaca ou respiração. Demais, as médicas observaram e relataram a presença de equimoses pelo corpo de Henry, localizadas em diversas regiões do corpo. Fefê, é o seguinte, olha o que e doutora Luía, ó o que eles estão dizendo aqui, né?
Para mim já tem aqui uma contradição. Se chegou eh eh cadáver, como é que ele chegou em parada cardiorrespiratória? Porque parada cardiorrespiratória é um, né, um fenômeno biológico diferente de um cadáver que é morte. Você tem que investigar se foi uma parada cardiorrespiratória. Então, já temos aqui um primeiro problema. Eu quero deixar um parênteses aqui muito claro paraas pessoas que tudo que nós vamos apresentar aqui hoje, absolutamente tudo está no processo e como dizem, né, a os juristas, advogados, promotores, juízes, o que não está no processo não está no mundo, não é isso, doutora? É
isso. Então, tudo, absolutamente tudo que vocês vão assistir hoje está no processo. Não saiu da minha cabeça, não saiu de uma fonte oficiosa. Absolutamente. Tudo tá no processo, OK? Esse processo não está em sigilo. Muito bem, doutora. Quando você lê isso aí, a gente tem uma contradição que eu queria que você pudesse falar um pouco, porque se ele tá cadáver, como é que ele chegou em parada cardiorrespiratória? É, são informações completamente contraditórias, né? Você não precisa nem ser médico para conseguir entender algo nesse sentido. Eh, esse é um documento, Carla, que ele me parece que
foi feito pela própria polícia, né? Então ele é um documento interpretativo da polícia sobre os depoimentos prestados e sobre o que foi apresentado a eles com essa intimação do corpo médico. Então é possível que exista ali uma contradição na própria interpretação das informações que foram passadas. Então eu vou lá, te dou um relatório, você faz um, te dou, enfim, as minhas impressões sobre determinada situação, você faz um relatório com base nisso. Mas de fato, uma pessoa que apare que já está morta, que já é um cadáver, ela não chega em parada cardiorrespiratória, né? O que
poderia ter sido atestado ali é é encado, em razão de uma parada cardiorrespiratória que foi reversível, algo nesse sentido. Mas de fato é um documento que apresenta duas informações absolutamente conflitantes. Aí a gente tem uma outra um outro dado que é muito interessante que eu quero que todo mundo preste muita atenção. Olha o que que ele fala, né? Ou seja, em nenhum momento foi detectada frequência cardíaca ou respiração. Ou seja, não temos nem frequência cardíaca, Que é batimento cardíaco e nem respiração, que é, ou seja, que é a saturação, a nossa oxigenação. Muito bem. Dito
isso, é, olha lá, é o que a médica, né, passou para o delegado, correto, doutora? E o delegado tá transcrevendo isso. É, na verdade, nesse caso, não é nenhuma transcrição, né? Eles fazem eh como é que funciona o depoimento na delegacia pro pro público entender de uma forma? A pessoa que tá prestando o depoimento, ela narra ali tudo que ela viu. O delegado reduz a termo o que ele entendeu, né? Depois apresenta pra pessoa confirmar ali, ó, é isso mesmo que você falou, tá certo? e a pessoa assina aquela declaração. E esse documento que nós
estamos analisando agora é um documento interpretativo da polícia. Então o delegado foi, colheu todos os depoimentos, né? Todas as médicas, todo mundo, todo o corpo médico foi lá, prestou depoimento. E aqui não sei se o delegado ou um escrivão de polícia, não vi quem subscreve esse relatório, mas faz um relatório meio que resumindo as impressões que foram eh tomadas, né, alcançadas a partir de todos os depoimentos prestados. Por que que são feitos esses relatórios? até para facilitar a análise do caso por um promotor de justiça, para uma pessoa que precisa de uma análise mais célere
e para você condensar ali opiniões dentro de um inquérito policial. Tá muito bem. Mas agora eu vou puxar um outro documento oficial também que tá no processo. Então está no mundo, né? Então tá no processo, Tá no mundo, que é o vídeo dois, Fefê, que é o prontuário de triagem. Olha lá, o FeFê vai colocar aqui pra gente que é a triagem dele, do menino. E aí, gente, para vocês entenderem, o que tá com preto ali é em respeito à LGPD, que é a Lei Geral de Proteção de Dados. Nós não podemos colocar eh dados,
né, de telefone, placa de carro, identidade, nome de rua, né? Nós aqui trabalhamos da forma corretinha. Vamos lá embaixo, Fefê. Eu vou pedir pro ali, ó, pra gente mostrar. Você tá vendo ali saturação de oxigênio. Essa é a triagem do Henry, mas ele chegou sem respiração. Como é que ele tá fazendo saturação de oxigênio a 76%? Isso, gente, é um documento que o Barrador teve que entregar para a autoridade policial. E porque olha o que o Barrador, um hospital de ponta, de elite, né, nível ouro, disse que havia perdido o prontuário médico, mas encontrou a
triagem. Então essa é é a triagem. Então ele chegou fazendo uma saturação de 76%. É uma saturação preocupante, é uma saturação é baixa, ou seja, mas ela é reversível, entende? Ou seja, a pessoa existia saturação, né? existia saturação, então ele não chegou o cadáver, então tudo tinha que ser feito muito rapidamente para reverter esse quadro. E aí a gente vai ter um segundo, uma segunda triagem minutos depois. E eu vou pedir pro Fefê colocar, olha o que aconteceu com a saturação dele. Foi para 50%. Ou seja, quando chegou neste nível aqui, e eu conversei com
vários médicos, posso explicar isso para vocês, não há mais o que fazer, porque o cérebro não recebe mais a oxigenação necessária e você começa a ter muitos problemas, muitas sequelas. Mas de novo, quando a gente olha 76,50, ele não é cadáver, porque eu quero que alguém me explique como é que cadáver faz oxigenação. Eu vou pedir a impressão da doutora Muchon em relação a isso. Sim, não faz cadáver, não faz cadáver, é cadáver, não respira, né? Cadáver, ainda mais com a a apresentação de rigidez eh mandibular, igual foi descrito, né? A gente não tá falando
aqui só de uma morte cerebral, por exemplo. Eles descrevem um corpo que não respirava, um corpo que não apresentava nenhum sinal vital, né, que chegou rígido, duro, né? Então assim, são se os médicos efetivamente declararam algo no sentido do que tá no relatório que tá ali, não é condizente com o próprio documento oficial do hospital que comporta a triagem. Você tem já duas informações que não batem. chegou morto ou não chegou morto, teve um atendimento, tinha o que ser feito ou não tinha o que ser feito, que é uma informação assim extremamente importante quando a
gente tá investigando a morte de uma criança. E aí tem um outro achado que eu vou pedir agora pro Fefê colocar também. Fefê já está com o microfone ali. Ainda não. Ô Fefê, não vai rolar que é um raio X que é feito no menino, no barrador. Para vocês entenderem, olha lá, eles vão fazer, ó. Tá vendo isso aqui? Esse aqui, aqui embaixo tão os dados do Henry, tá? A gente cortou de propósito, mas isso está no processo também. Tá vendo, doutora, que ele tá ligado em eletrodos? Ó, tem vários eletrodos e quem é médico
vai bater o olho e vai entender essa esse raio X. Mas o que que esse raio X tem de importante? Ele tem um pneumotórax bilateral. O que que é isso? Ele tem perfuração nos dois pulmões. Os pulmões do Henry estão colapsando, estão em colapso. A questão é como que ele fez esse pneumotórax bilateral. Aí são as mais variadas possibilidades. Pode ter sido pela intubação, porque os médicos tentaram entubar, pode ter sido de, enfim, eh, uma queda de algo muito alto, mas aí não seria uma queda de algo baixo, né? Teria que ser de algo, por
exemplo, sei lá, tentei, é subir uma parede e cair, bati com o pulmão, né? assim, então você colapsa o teu pulmão. Existem várias possibilidades, mas isso aqui teria que ser investigado. Mas isso aqui é muito importante porque ele já estava com pneumotórax aqui, ó, antes de chegar no IML. E o mais interessante que tem esses eletrodos. Esses eletrodos, eles estão ligados, doutora, a um equipamento que está fazendo o quê? A monitoração. Uhum. a monitoração que vai dizer se ele tá com batimento cardíaco ou não, qual é a frequência cardíaca. E esses equipamentos, eu fui procurar
também, eh, eles guardam essas informações, né, dentro do do corpo do aparelho de chips, que podem ser transmitidas inclusive pra central, né, para, por exemplo, então você tá ali recebendo isso, tá transmitindo para uma central para ficar verificando o que que tá acontecendo com aquele determinado paciente. Muito bem, doutora. você como advogada, o que que quando você vê, né, tudo isso, o que que você gostaria, né, de ter as informações, não é isso? Obviamente, de todos os registros, ainda mais considerando um caso suspeito que foi inclusive encaminhado para o IML, né? né? Então, se a
gente levar em consideração a informação oficial do hospital, de que ele chegou lá com uma saturação baixa, passando mal, né, com sinais de lesões pelo corpo, com pneumatóx, que é uma coisa esquisita, né, que você não encontra toda hora numa criança, que levou a decisão de não atestar a morte ali por e simplesmente, mas sim de encaminhar ao IML, você tem que tomar todas as precauções para resguardar todas as provas e todas as informações referentes ao atendimento desse paciente. Então, se a máquina produz esse tipo de registro, né, o o o Cenário ideal seria que
esse registro tivesse sido preservado, né, junto com o laudo de exame, que tem que ficar no prontuário médico do hospital e se eventualmente for necessário fornecido posteriormente. Concordo 100%. Então assim, vamos ver se a gente tá aqui com na mesma construção de pensamento. O que que seria o o sonho, o desejo que tudo que encostou nesse menino fosse levado para uma perícia? Sim, porque se ele chegou com eh oxigenação de 76%, eh a equipe médica fez intubação, punção, tirou, fez raio X, fez um monte de coisa nesse menino, muita coisa aconteceu ali. Então, até para
as pessoas entenderem, o o meu raciocínio é o seguinte: "Bom, se eu fiz uma intubação, eu coloquei uma cânula, né, a gente tem, né, duas eh entradas aqui, uma que vai pro estômago, outra que vai pro pulmão." E aí eu fui perguntar também para médicos o que que poderia acontecer. Uma das eles me explicaram que é muito difícil entubar criança, tá? Então pode ter uma intubação errada. Será que a cânula foi pro estômago? Mas seria fácil da gente saber isso. Se entubou pulmão ou se entubou estômago. Era só levar todo esse equipamento, eles vão periciar.
A célula do estômago é diferente da célula do pulmão. Uhum. Então, mas isso não existe, gente, tá? Isso aqui é um vestígio que a gente não recupera mais, porque o delegado do caso não sentiu essa vontade. Ele achou que isso não era importante e eu vejo isso como um grande erro. Queria a sua opinião, Dra. Muchon. É, infelizmente a gente tem uma polícia despreparada tecnicamente para fazer esse tipo de investigação. Então, o que acaba acontecendo muitas e muitas vezes é o trabalho de perícia fica com o atestado do IML, né? ou então com a perícia
que chega lá na hora do crime e depois já liberam o corpo, já liberam material, já liberam tudo e isso acaba virando um material que não se resgata, que você não consegue voltar atrás. Então, óbvio, num primeiro momento o delegado não estava no hospital para pedir isso, mas entendo que teve uma falha técnica tanto do delegado de não pleitear uma perícia complementar com base nas informações, né, que vieram posteriormente à morte, né, e posteriormente eventual perícia do IML atestando a causa morte e buscando material junto ao hospital, né, quanto uma omissão do hospital diante de
um caso suspeito que foi encaminhado ao IML. justamente por conta disso, de não ter sido feita a preservação de todo o material relativo ao caso, porque é dever também de se consignar no prontuário do paciente tudo que aconteceu, de guardar documentos, né, e de ter tudo documentado para que se justamente for necessário se levantar Esse tipo de informação para poder reconstituir ali eventual prática criminosa que tem acontecido. Então, teve uma omissão na investigação que, infelizmente as investigações no Brasil são feitas muitas vezes de uma forma padrão. Então, vai pro IML, vai voltar ao laudo e
nunca se pede mais nada. O delegado não observa, ah, esse laudo foi suficiente ou não foi. Muitas vezes só vão pedir uma complementação de eventual perícia quando o Ministério Público vai analisar anos depois, meses depois e já não é mais possível muitas vezes se fazer isso. Muito bem. Agora, a pergunta que não quer calar para a Dra. Muchon. Olha lá, todo mundo aqui na Vamos aprender aqui. Código de processo penal. Menino, chegou ao cadáver, correto? Alguém pode mexer num cadáver? Não, porque senão comete qual crime? Develipendio de cadáver. Você não pode. Ô doutora, que maravilha.
Então, se chegou cadáver no hospital, o que que o hospital tem que fazer? Opa, ninguém mexe. Cadáver vai encaminhar para o para uma perícia do Instituto Médico Legal. E até nesse primeiro momento, se ele chegou a cadáver, a minha, essa é uma dúvida que eu vou fazer para você, Dra. Muchon o hospital não teria que chamar imediatamente a polícia? Tem um cadáver aqui. É, prende os dois. Prisão é flagrante. Vamos lá. Não necessariamente teria que chamar a polícia porque você não sabe o que aconteceu, mas minimamente se investigar A causa daquilo. Então, opa, chegou uma
criança morta pelos pais, né? Então, você morta pelos pais, não, através dos pais, né? Enfim, os adultos responsáveis chegaram ali no hospital com aquela criança, né? Então, pô, chegou morta, você vai achar suspeito. Você acionou o IML, encaminhou pro IML, pro IML, fazer toda a perícia, documentar tudo necessário, descobrir a causa mortes. Mas se é suspeito, existe um dever sim de reportar, igual casos em que o hospital tem o dever, por exemplo, de reportar um aborto quando ele a suspeita de um crime, né? Então, eh, este dever de conduta Uhum. de de conduta hospitalar, de
conduta médica, ele existe, né? Porque você tem o dever de noticiar, de informar. Então assim, óbvio, num primeiro momento a situação podia não parecer tão suspeita, chegaram contando sobre um acidente, mas tomaram providências, né? Então, no mínimo reportar, abrir um boletim de ocorrência, tá? É. E por que que eu fiz essa pergunta pra doutora? Porque se ele chegou cadáver, eu não posso fazer intubação, fazer punção, fazer um monte de coisa, porque eu estaria cometendo o crime de vilipendio de cadáver. É só avisar, Dra. Luía, é no outro lado aqui. É isso aqui. Porque eu não
posso tocar nesse corpo. Esse corpo ele precisa ser examinado por um médico, né, legista, por pelo famoso investigador da morte. Então, o que que o até já ajudar a doutora, quando a gente for puxar o áudio, aí a senhora coloca, né? Porque a gente vai ter áudio para ela escutar também, senão só a plateia escuta, só a audiência escuta, ela não escuta. E tem mais, Carlinha, né? O corpo a partir do momento que você teve uma morte, ele é objeto de investigação. Então você não pode mexer naquilo. É igual quando você chega na cena do
crime e você vai mudar um móvel de lugar, você não pode, né? O corpo chegou daquela forma. Opa. Não mexo nesse corpo. Você não mexe. Tem que fazer a perícia para se atestar. Se você manipular aquele corpo, isso aquilo lá é é justamente a materialidade de determinado crime. Se é suspeito, você não e não tem mais nada a se fazer. Você preserva aquilo daquela forma que ele está justamente para viabilizar uma investigação. Tá vendo, gente? Aqui todo mundo vai sair exper em investigação. Eu garanto para vocês, ninguém mais vai ser enganado de forma alguma. Muito
bem. Mas então o que que acontece com a Carla, com essa pessoa aqui? Quando eu recebi todas essas informações, tô lá sentada nesse processo porque eu tenho hiperfoco, viu, Dra. Muchon eu não paro. E aí eu falei: "Bom, mas ele para mim, eu, Carla, meu convencimento Carla, esse menino chegou vivo porque tem um documento do Barrador que atesta isso. É, é. Então, se ele chegou vivo, se for para pensar em confiabilidade entre o relatório feito com as impressões do Investigador de polícia ou do delegado através dos depoimentos e do documento oficial que atesta saturações, né,
o raio X mostrando que ele tava sendo monitorado, eu prefiro confiar na informação oficial eh documentada do hospital do que numa interpretação sobre depoimentos prestados. Isso. E aí o que que acontece? Eu fui entender o que que tem que ser feito, né? Porque de novo, eu, gente, eu sei, mas fui lá procurar de novo. Então, dentro de uma investigação para entender, uma investigação policial. Bom, se ele chegou vivo e aí alguma coisa aconteceu no hospital que levou esse menino ao óbito, porque para mim ele morre ali, né? ele termina, ele vai farindar a vidinha dele
no hospital, que aí é uma outra questão que a gente depois pode vir a discutir, mas ele chegou vivo. Então, na minha cabeça é o seguinte, bom, o que que aconteceu com esta criança para ela precisar desse atendimento médico de emergência? E aí, o que que toda a literatura, a gente diz pra gente de criminologia brasileira, americana, europeia, enfim, que você tem que voltar 72 horas da vida daquela pessoa, seja uma criança, um adulto, um idoso, uma mulher, um homem, se volta 72 horas. Quando a gente volta 72 horas, a gente vai encontrar parte da
da vida do menino com o pai e parte da vida do menino com a mãe. Com a mãe, correto? Então ele passou parte com o pai e parte com a mãe e comecei a me debruçar nos documentos de novo desse Processo para entender o que que tava acontecendo. E uma das coisas que me chama muita atenção nesse processo é a quantidade de laudos de necropsia. Nós temos seis. Seis. E um diz uma coisa, o outro diz outra. E aí é uma confusão de laudo que uma hora é isso, uma outra hora é outra coisa. Eu
fui, eu fiquei, mas gente, o que que tá acontecendo aqui? Sociais, cara, da per da polícia civil, do Eu vou pedir para mostrar aqui pra doutora o material que são os laudos. Eu vou pegar aqui o número certinho para passar pro Fefê. O Fefê tá com microfone agora, né? que é o vídeo cinco, tem o cinco e na sequência a gente vai mostrar os seis, né? Vamos lá. Não, primeiro é o cinco. Vamos mostrar o cinco. Olha só, esse é o quarto laudo necroscópico. Tá vendo? No mesmo dia já tinha tido o primeiro, o segundo
e o terceiro. Esse aí já é o quarto. Às 9:29, tá vendo? Foi feito. E depois o quinto que vai acontecer às 16:11. E olha que interessante, no quarto laudo está escrito existência de infiltrado inflamatório ao redor, ou seja, que tem vida. Depois, no quinto, apergaminhado, ausência de infiltrado sanguíneo, ou seja, morte. Então, assim, veja que os laudos não se conversam. Isso, gente, está no processo. São laudos do IML, olha, tá vendo? Uhum. Ó lá, quem tá requisitando é a delegacia de polícia. A 16ª lá no a mesma requisição, né? Você não tem uma divergência
de requisição. Isso. Vocês prestem atenção porque agora vai vir aí um uma uma informação importante que eu vou precisar que a doutora coloque o fonezinho. Fefê, coloca o seu fone também, Fefê, para escutar que o Fefê amanhã vai estar com tudo isso de novo, gente. Uhum. Aí nós vamos pra audiência de instrução. Eu vou pedir pra doutora explicar para vocês o que que é uma audiência de instrução, que é o a fase do 4 2 1. Vamos lá, doutor. Audiência de instrução. Vamos lá, pessoal. Eh, o procedimento do júri, ele tem algumas fases, né? Então,
você tem uma investigação pela polícia num primeiro momento. A partir do momento que você entende que teve um crime e que ficou comprovado quem são os autores desse crime, o Ministério Público oferece uma denúncia. E no procedimento do júri, a gente tem a fase de formação de culpa, né, onde todas as provas que foram confirmadas, eh, produzidas na fase administrativa e que embasaram a denúncia, elas precisam ser comprovadas judicialmente, né, perante um juiz com a possibilidade de contraditório, que nada mais é você dar oportunidade de defesa, Né, eh, para aquele que tá sendo acusado e
também da acusação, conhecer eventuais provas e alegações da defesa, né, antes de se chegar a uma conclusão sobre aconteceu ou não aconteceu essa hipótese levantada na denúncia é confirmada judicialmente pelas provas produzidas em juízo mediante o contraditório? Se entenderem que sim, foi confirmado, né, na audiência, enfim, você tem várias audiências que são colhidos os depoimentos das testemunhas, são juntados documentos, apresentadas outras provas, o juiz ele pode pronunciar o réu, que é o que leva o réu ao julgamento perante o Tribunal do Júri, que é o que vai acontecer agora esse mês. Aí eu vou perguntar
aqui pra doutora as pessoas ali nessa audiência que é elas, isso acontece com eh com a juíza dentro ali do tribunal, elas podem mentir? Não, um perito do IML, ele tem fé pública, correto, doutor? Correto. Ele pode mentir? Não, ninguém pode mentir. Muito bem. Então, a gente viu esses dois laudos, né, do mesmo dia contraditórios. Vou pedir pro Fefê colocar agora o vídeo seis. Escreve que não há mesma coisa infiltração hemorrágica. Mesma coisa. O senhor também nesse quesito se retratou no mesmo dia. No mesmo dia. Essas 10 horas, entre as 9 horas da manhã e
às 16, aquele dia 20, o senhor teve contato com algum investigador, algum delegado para ver essa contratação? Invidor, investigador não, eu tive contato com outros peritos. Quais peritos? Peritos registros do ML. O senhor pode nominá-los? Dra. Gabriela Graça, eh, se eu não me engano, Dra. Gabriela Graça com certeza me ajudou. um caso mais complexo, eu pedi ajuda para debater as lesões e poder afirmar de melhor de melhor com mais com mais segurança, né, pelasões. E essa conversa teria corrido no necrotério no mesmo dia 20. No dia 20. Dia 20. E por isso que o senhor
se retratou na parte da tarde. Sim. Muito bem. Olha só o que o perito está dizendo. É o perito que vai assinar os laudos. desses laudos ali. Prestem bem atenção, gente. Isso é na audiência de instrução, ali na frente da juíza, um perito da polícia técnico-científica do IML do Rio de Janeiro. Ele não pode mentir. Mesmo que ele não fosse, né, um perito oficial ali do juiz, né, da polícia, ele também não pode mentir. Ninguém que sentou ali naquela cadeirinha ali pode mentir. Tem que todo mundo falar a verdade. Lembra que tem dois aqui, né?
os dois laudos que estão ali divergentes. Ó, o que que ele vai falar, que ele conversou com outros peritos e ele conversou com uma perita que é a Gabriela, que é a perita chefe do IML. E guardem essa informação porque ela é muito, muito, muito importante. Muito bem. Quando a gente recebe tudo isso, Dra. Luía, eu preciso contar uma parte aqui minha. Eu falei, gente, tem alguma coisa que não não não fecha nessa história. É muito laudo divergente. O menino que chega é com oxigenação, mas o outro diz que é cadáver. E aí a polícia
ela vai durante toda a investigação, ela vai cumprir várias etapas e uma das etapas é o cumprimento, né, além de colher os depoimentos, né, de investigados, testemunhas, enfim, ela também vai solicitar mandados de busca e apreensão. Correto, doutora? Correto. Quem libera isso é o juiz. Ele, ó, tá liberado, pode cumprir o seu mandado de busca e apreensão e isso é feito. Então, eles vão recolher celulares, vão recolher computadores. E o que que acontece? Isso é levado para a polícia técnico-científica fazer A extração. Essa extração é feita por um software israelense chamado Celebrite. O que que
esse software faz, gente? Ele extrai tudo. Exatamente. Ele é um espelho do seu equipamento, seja ele um telefone, um tablet, um computador. Ele vai espelhar. E o que que ele faz? Esse, eu vou pedir para aí a doutora explicar para vocês. Esse conteúdo, né? O conteúdo original, ele vai ficar custodiado. Ninguém pode mexer naquilo. E vai uma cópia para o delegado, não é isso? Vai uma cópia para o Ministério Público, vai uma cópia para os advogados de acusação, de defesa. É isso, doutora. Esse, vamos lá. Tudo que é coletado tem que ser preservado. Então, foi
apreendido o seu computador, é feito um espelhamento, isso é preservado e é feita uma perícia nesse material para buscar o que é relevante para o processo, né? Mas o material inicial ele tem que ser preservado, né, em em HDs ou qual seja o dispositivo que foi feito de forma lacrada e atestada para se garantir que nada foi deletado dali. Então, se aquela perícia fez um uma análise sobre o material, mas a defesa quer analisar de novo e falar: "Opa, pode ser que no computador dela tenha outras provas que não aquelas que foram consignadas pela polícia,
né, pela perícia oficial, eu vou poder ter acesso a esse HD e fazer a minha perícia particular e poder confrontar uma coisa com a outra." Então, tem que ter a preservação integral e lacrada mesmo desse conteúdo espelhado dos dispositivos eletrônicos que foram aprendidos para justamente viabilizar o contraditório, para viabilizar uma análise, né, que você não pode perder nada. A mesma coisa a partir do momento que você teve ali o crime, você tem que fazer a perícia para você não perder nada. Você tem que preservar a cena do crime, você tem que preservar os dispositivos apreendidos,
porque tudo que você vai deletando, que você vai mexendo e manipulando, isso te torna cada vez mais distante de chegar a uma conclusão sobre o que acabou acontecendo. Mas e então olha o que a doutora explicou. Então a polícia técnico-científica, ela fez a extração e tudo aquilo ficou preservado. Aí vai uma cópia para o presidente do inquérito, que é quem? O senhor delegado de polícia. O que que ele tem que fazer com isso? Ele tem que olhar o conteúdo para entender o mérito, o que que é importante dentro deste telefone ou do pode ser o
celular ou pode ser um tablet, o que quer que seja para a investigação, correto? Normalmente é feita uma perícia, né, pela polícia científica, utilizando softwares também com palavraschaves para você fazer uma busca. E a partir dessa busca, tanto de imagens quanto de palavraschaves, são levantadas as informações que são consideradas úteis para aquele processo. Porque se eu pegar seu telefone hoje, vai ter um monte de mensagem que não diz respeito ao caso Henri, por exemplo, né? Vai ter um monte De coisa que não influenciaria pra gente nessa nesse programa. Na perícia é a mesma coisa. Então
você tem que separar o que que influencia. Então, a conversa de trabalho da pessoa que teve, que era dona do celular não interessa, mas a conversa da mãe com o pai interessa. Então você separa, né? E o delegado ele tem que encaminhar os parâmetros dessa pesquisa. Então cumpre a autoridade policial indicar pra polícia científica o que que é importante naquela investigação. Então ele vai falar: "Eu quero que seja analisad conversas da mãe e do pai. Eu quero que seja analisada as eventuais imagens da criança. Eu quero que seja visto ali o GPS para saber em
que lugares que cada um foi, né? Então, é é a orientação é dada a partir do delegado que encaminha pra polícia científica para que isso daí seja feito, é uma análise do material que consta naquele dispositivo eletrônico. Olha o que a doutora explicou aqui. Ou seja, você tem que fazer uma análise, você tem que só que quando a gente pensa num conteúdo de um telefone, gente, não é que vão chegar assim 1000 arquivos, vão chegar centenas de milhares de arquivos. É praticamente eh, você até fazer uma análogia aqui pro Fefê. Tá vendo essa sala aqui,
Fefê? Você multiplica ela por 10, enche de folha de papel e você tem que achar uma folha, que é aquela que é do teu interesse. Então, você tem que se debruçar. Isso demanda tempo, isso não é uma coisa rápida, mas de nada adianta eu ter essa extração se eu não vou usar o que tem lá dentro. E novamente, o delegado tem acesso a essas informações, o Ministério Público tem acesso a essas informações e os advogados têm acesso a essas informações. Todo mundo tem acesso às informações que foram coletadas e que hoje fazem parte do quê,
doutora? Do processo. Exatamente. Lá no processo. Dito isso, gente, isso é muito importante para que vocês entendam aonde a gente vai chegar. Eu pedi, né, porque eu tô nessa, nessa na nessa minha é loucura, praticamente isso virou uma loucura na minha cabeça que eu quero entender o que que aconteceu nessa história toda, nessas últimas 72 horas, pra gente poder entender porque é que esse menino foi parar, né, no Barrador com pneumotóxilateral, enfim, eh, com essa quantidade de laudos de necropsia, enfim, essa loucura toda. Muito bem. Eu pedi acesso às informações que foram retiradas. Então, sentados.
Vamos todo mundo sentar para prestar atenção agora, porque agora é a melhor parte. Eu vou pedir aqui para o fefê, deixa eu já pegar aqui o número correto. Pera aí. Fefê. Fefê. A gente vai ter aqui, é o seguinte, é o vídeo oito, fefê. Escutem esse áudio, gente. Fala, irmão. Vou te passar o telefone aqui de uma colega minha que ela é perita de lá do IML, inclusive e ela tá acostumada a fazer esses laudos aí, é, judiciais, entendeu? Gente boa demais, pessoa da melhor qualidade. Vou te passar aqui o contato dela. Bom, isso aí
é o áudio de um policial pro pai do Henry Borel, do Leniel, dizendo que vai passar o contato de uma pessoa da polícia também que está acostumado a fazer esses áudios. Olha só, isso tudo está no celebrite, na extração e dentro do processo, tá lá dentro. Muito bem. Aí eu vou pedir aqui para o o Fefê. Tem aqui o outro. Pera aí. Ã, vamos lá. Aqui, ó. Vamos lá. Pera aí. A gente tem primeiro, eu quero vídeo nove, Fefê, que é pra gente explicar para vocês. Ó, isso aqui é uma extração de celebrite, ó. Tá
vendo aqui, ó? Isso aqui é um áudio. O que a gente vai escutar, gente, é esse áudio aqui que foi extraído do telefone. Esse áudio foi enviado, né, do Leonardo, que era na época o advogado do Leniel para o Leniel. E agora a gente vai escutar o que tem dentro desse áudio, que está dentro do processo, que foi uma extração do Celebrite. Vamos escutar o que que ele fala aqui, ó. Vamos lá. Pera aí. Áudio é o vídeo 10. Pronto, Fefê. Só para te informar, tá? Eh, amanhã marquei com o pessoal 9:30 no meu escritório
pra gente fazer a missão da força tarefa de amanhã que a gente vai ficar o dia inteiro agarrado nisso, tá? Outra coisa, já fechei com a Gabriela, a perita, muito boa, tá? Tecnicamente muito boa, professora da Erge, chefe do ML, muito boa mesmo, tá? tá disponível, tá totalmente para ajudar a gente. Já está, já dei as orientações e já está escrevendo, tá? Mulher tá tá debruçada. Essa galera é cientista, é meio maluca. Essa escreve de madrugada, é meio que nem eu, assim, fica também sou meio maluco, fico 24 horas vidrado no negócio, entendeu? Enfim. Eh,
vamos lá. O rapaz do perito que você indicou que eu esqueci o nome dele também entre em contato com ele. Tem dois peritos, um é de local do crime, outro legista, muito gente boa também. Vai marcar reunião com a gente no escritório. Vou dar as orientações para ele para ele começar também. Muito bom. É da polícia também, entendeu? Muito bom. Tá, então tô andando nessa direção aí. Assim que eles me der laud, eu vou fazer uma petição bonita e se eles já tiverem preso, eu vou só informar. eh, no inquérito policial. Se não tiverem preso,
eu vou informar, vou informar as minhas coisas que eu já juntei e vou sustentar paraa prisão, tá? OK, gente, essa foi a primeira vez que a Dra. Muchon teve contato com esse áudio. Vocês precisavam ver a cara dela. Doutora, eu não vou falar nada. Eu vou deixar você falar porque é um áudio só para as pessoas entenderem deles dizendo que vão se encontrar com os peritos do IML, com a perita chefe no escritório para dar as orientações do que tem que ser feito. Jesus é assim, né, gente? Eh, eu não sei qual é a religião
de cada um de vocês, mas é pra gente se benzer, né, doutora, por favor. Então, causa até estranheza assim. você escutar o advogado do pai, né, que não é em tese investigado nessa história, falando sobre encontrar com peritos para conclusão de laudos. Parece uma terja de conspiração para você fazer algum tipo de incriminação nesse caso, né? e com a participação do advogado, o que também é muito, muito, muito, muito esquisito, porque o advogado não tem que se colocar nessa situação, não tem que se envolver nesse tipo de situação, né? Já é estranho você ter vários
laudos num processo, porque normalmente você faz um laudo, você pode pedir um laudo complementar se ficar algum ponto de dúvida. Agora, cinco laudos de seis de uma mesma requisição feitos de forma Sequencial, né, com o advogado do pai da criança falando que conhece a perita, que é justamente a perita com quem a pessoa na audiência conversou. É muito esquisito, realmente. Aí vocês entendem que o perito que assina os laudos, ele fala com quem você falou? Com a perita Gabriela. E aí temos uma mudança de laudos. que assim você escuta esse áudio, você fica com a
sensação de algum tipo de pode ser que esteja descontextualizado, quem sou eu para falar qualquer coisa, né? Ainda mais de áudio relação cliente advogado que em tese é resguardado pelo sigilo, né? A não ser que se tenha uma suspeita de um crime relacionado a a à a conduta do advogado, inclusive, mas é um áudio que por si só ele causa muita estranheza, né? Você parece que você quer manipular a prova. Doutora, deixa eu fazer uma pergunta pra senhora. Eh, posso fazer uma pergunta para vocês duas? Pode, pode, pode. O, só uma dúvida assim, existem situações
ou casos que vocês precisem falar com um perita alguma coisa? Porque a sensação que eu tenho como pessoa final, como, né, um ser humano que não faz parte desse mundo, é que você não fala com perito para nada. O perito ele vai lá, faz o trabalho dele, o que está lá está lá, não tem o que falar. O perito, ele vai analisar, vai dizer e pronto, acabou. Ou existe alguma excepcionalidade que vocês precisam falar com perito? Olha, em anos de profissão, eu nunca vi um caso em que Teve uma conversa com o perito no IML
desse jeito. Assim, o que pode acontecer é eventualmente a perícia que foi feita pelo IML num primeiro momento ser algo colocada em cheque por algumas conclusões divergentes de fotos e de conclusões. Então você pode pedir laudos complementares solicitando que determinados quesitos sejam levados em considerações e respondidos pelos ques pelos peritos. Você pode tentar pedir para que seja feita uma perícia particular sobre determinado dispositivo, enfim, se existia a possibilidade no corpo, né, para justamente tirar a prova sobre o acerto daquela perícia inicial. Agora, uma conversa assim no primeiro momento entre advogados e peritos, isso sinceramente é
inédito para mim. Eu nunca vi. Então vamos lá. Vamos lá agora, porque agora vamos para um pro para um material também de extração que está no processo, gente. Aqui, ó. É o vídeo sete, Fefê. É a conversa da perita Gabriela com o Leniel. Vamos lá, gente. Eh, o verde é o Leniel e o azul é a perita. Então, vamos lá. Ele vai mandar um um WhatsApp para ela. Bom dia, Dra. Gabriela. Aí, vamos pra próxima ali. Fefê, não sei se tem acompanhado as notícias da morte do meu filho. Aí ela vai responder: "Poxa, que emoção!"
Sim, eu ouvi. Ou seja, ela deve ter visto o menino, o cadáver. Vamos lá. Preciso da sua ajuda. Ele está escrevendo para ela. Próxima. A pedido dos delegados. Olha o que ela vai escrever, tá na sequência. A pedido dos delegados, vou te ajudar. Pode contar comigo. Olha isso aqui. Isso é de uma gravidade que para mim é absurda. Vou ficar muito feliz em ajudar. A perita, chefe do IML, diz que é pedido dos delegados. Eu vou te ajudar. Mas o perito não tá ali para ajudar ninguém. O perito está ali para trazer a verdade dos
fatos e ciência. Correto? Correto. O perito ele tem que olhar e atestar. Ele não tem que dar opinião, ajuda nem nada. É assim, eu tenho um corpo aqui, eu vi isso, tira uma fotinha do que ele viu e escreve o que que é em termos médicos. Ele não assim, a conclusão dele e a opinião dele é no sentido de a causa morte foi essa, né? O que aconteceu com este corpo foi esse. Mas o perito é muito técnico, é muito linear o tipo de trabalho que ele tem que fazer. Aí as ela continua essa conversa.
Fefê, vamos lá. Ó lá, vamos pra próxima. Vou ficar no anonimato, OK? E tá em preto, gente, porque em preto é o número do telefone, a gente não pode mostrar, tá? Ela vai escrever: "Vou ficar no anonimato". E aí ele responde: "OK" e ela fala: "Não é bom eu aparecer". Ué, O que que tá acontecendo, né? Aí ela ela escreve: "Vou evitar falar contigo também", tá? Ele responde de novo. OK. mas sinta-se abraçado. E esta é a conversa completamente irregular. Eu quero entender porque assim, isso é um questionamento que eu farei para a Secretaria de
Segurança Pública do Rio de Janeiro de como a perita chefe do IML está tendo esse tipo de conversa, esse tipo de comportamento. Ela não deveria falar com ninguém, nem com advogado de defesa, nem com advogado de assistid acusação, nem com a mãe, nem com o pai, nem com nem com o o padraço, com ninguém. No máximo, ela pode ali se dirigir a ao que que ela pode fazer, porque na verdade ela não tem nem não teria nem que conversar com o delegado, né? Ela teria que, ó, aqui são os achados. E digo mais, o perito
que assina esses laudos é aquele que vocês viram e ele diz que conversou com a perita chefe. Gente, isso é escandaloso, doutora. É, eu nos meus 20 anos de profissão, de investigação, e olha que eu já vi cada coisa em processo, gente, que até Deus duvida, mas isso aqui eu realmente, olha, você poderia até pensar assim: "Ah, vou te ajudar a liberar o corpo para um vel, mas não é a situação, Entendeu? É ajudar relativamente ao conteúdo do laudo que foi sendo mas assim, não explica o quê? Vou te ajudar, vou ficar no anonimato. Gente,
uma coisa que é feita da forma linear, correta, com a devida preservação, não tem anonimato, né? Não tem conversas paralelas. Isso tudo tinha que ter sido feito da forma eh tradicional. Se ela, se é um caso difícil e o perito que tá responsável quer invocar outra pessoa para trazer a opinião dele, é uma situação. Mas a pessoa vir após ser acionada para poder dar opinião e ter essa divergência de opiniões, seis laudos, né, ajuda sendo prestada, o delegado, o delegado eu até entendo que em determinado grau poderia ali conversar para pedir para poxa, responde determinada
questão para mim. Você faz isso tudo isso de forma oficial, não é? Você não, tipo, não pega o telefone, tipo, dá para fazer um negocinho, não. Você tudo é documentado, correto? Ex. Exatamente. Você faz de uma forma oficial, você apresenta quesitos para aquela perícia, né? Você não, igual eu falei, até se a defesa depois ou a própria acusação quiser que seja feito um laudo complementar, você apresenta quesitos, você não liga pro perito e fala com ele, né? É, gente, mas não para aí não, viu? Vocês acharam que era só isso? Muito bem. Aí o que
que acontece? Opa, caiu aqui o meu meu negocinho. Eh, ele vai entregar o menino, né, às 7 horas pra mãe e ele vai entregar esse menino vomitando. Esse menino tava passando mal. Uhum. Eu quero que todo mundo volte porque assim, a gente esqueceu o que que a gente vivia naquela época, né? Naquele ano pemia. A gente vivia a pandemia. Então, uma pessoa passando mal, automaticamente vem na nossa cabeça que poderia ser o quê? Covid. Covid, você sabe faz o quê? Sai correndo e leva pro hospital. Eu nunca consegui entender o porquê de você não levar
um menino para o hospital. Tá passando mal. Você pega o telefone e fala: "Ô, Monique, vem cá se encontrar comigo." O Henry tá passando mal e, né? Eu vou levar porque eu quero averiguar. Não é, não é, não é isso. Você não faria isso? Faria. pode levar pro hospital também, aa mais se é uma coisa recorrente. É, só que a gente vai ter um iato porque ele entrega o menino vomitando, passando mal pra mãe, a mãe não sabe o que aconteceu com o pai e dali pra frente o pai também não sabe o que aconteceu
com A mãe e ela vai receber esse menino, vai até a padaria, que é o que ela tá, né, no depoimento dela, dizendo que foi até a padaria e que comprou um lanche, tentou ofertar, o menino não quis, deu um banho, aquela história que a gente conhece, certo? Fechou? Então, eh, de novo, estranho. Está lá Carla procurando mais material. E agora eu quero que vocês prestem atenção. Eu vou dar aqui pro pro Fefê, que é o depoimento, né, do Leniel, que é o vídeo 4, ele vai, ele todo mundo, o delegado chama para prestar depoimento.
Olha lá, é o termo de declaração que ele vai contar, né, o que que aconteceu. Então, ele vai dizer o seguinte, ó. Vamos lá. Que na data do dia 6/03/2021, o declarante pegou seu filho para curtirem o final de semana e foram numa festa de criança no sábado, que no domingo, dia 7/03, foram ao parquinho do Americas Shopping e por volta das 19 entregou a criança para a mãe que atualmente reside com o namorado no condomínio. Tá em preto, né, gente? Porque de novo a gente preserva aqui essas informações situado na rua, que a gente
também borrou, que por volta das 20 horas do dia 7/03/2021, O declarante recebeu uma foto da Monique, no qual o Henry aparece dormindo na cama. A mãe faz um vídeo, faz foto, vai mandar também para um amiguinho, ele a mãe vai fazer tudo isso. Então ele recebe a foto do Henry que na data de hoje, dia 8, que aí já é no dia seguinte, né? Por volta das 4:30 da manhã, o declarante foi pegar um Uber para ir até a cidade de Macaé para trabalhar, quando recebeu uma ligação de Monique, no qual ela dizia que
o declarante deveria ir até o hospital Barrador, uma vez que o Henry estava sem respirar. E o declarante chegou no hospital e tanto Monique quanto o Jairinho estavam presentes. Essa é é a parte importante. Até aí tem outras coisas, né? Ele vai dizer que vi o médico, mas essa é a parte onde ele ele deixou o menino com a mãe e ele diz o que que ele vai fazer naquelas outras determinadas horas que ele estava indo para Macaé, correto? Muito bem. que ele passou o sábado e o domingo com o menino. Nós vimos e vocês
podem dar em um Google em várias, ele deu várias entrevistas no qual ele afirma que ele passou o final de semana sozinho com este menino, que o menino estava com ele na casa dele e que dormiu ele com o menino na casa dele e que no dia seguinte ele vai devolver pra mãe, que ele até ele leva no sábado nessa festinha de aniversário, no domingo ele vai levar nesse shopping e nesse brinquedão que é um um brinquedão que Tem lá no no shopping, tem parede escalada aquilo tudo e ele vai almoçar com o amigo dele,
o policial SIG. Esse policial inclusive presta depoimento. Esse policial inclusive está na audiência de instrução. Esse policial inclusive é o policial que leva o Henry junto com Lenial pra mãe. Ele vai vomitar no carro do policial porque o Leniel estava nesse dia de Uber, então ele tava andando com o amigo. Muito bem, gente. Eu quero que agora vocês prestem atenção no material que eu vou soltar aqui para vocês, né? O Celebrite, quando ele recupera todos os dados, para que vocês entendam, ele vai recuperar tudo. Se você fez pesquisa, se você pesquisou o quê, se você
fez compras, se você colocou um busca no Google Maps, se você colocou um endereço no Waze, ele vai dar a sua geolocalização aonde você estava, ele dá absolutamente tudo. Tudo isso tá lá. E aí eu vou pedir aqui o vídeo 11, que é um print de uma pesquisa. Prestem atenção no que a gente está vendo ali. Olha o que acontece. Isso aqui está no celebrite também. E para que vocês entendam, tá vendo ali? Nós temosc + 0. São Paulo, Rio de Janeiro, é o TC -3. O que quer dizer isso? A hora que está ali,
nós temos que tirar 3 horas, porque é a é a é a zona. Então, a meiaite 19:59 do dia 8, o Leniel colocou ali Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Tá vendo ali embaixo, ó? Ele vai colocar isso no Eartida. Significa que ele dá o seguinte: vamos para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia no dia, ele já entregou o menino pra mãe e ele está indo a pergunta que não quer calar, porque ele não contou pro delegado que ele foi para esse Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. O que que aconteceu? Por que que
eu ninguém vai a um a um hospital? Porque ele ele vai indo para um hospital. Olha isso aí, ninguém sabe. A gente tem uma interrogação aqui. Se alguém souber me conta, mas ele vai para lá. Entendeu, doutora? Ó lá. Tá bem claro. Não tem isso assim. O o celebrete não mente, o celebrate não inventa. É o que tá no real. faz um espelhamento para você poder muitas vezes devolver o dispositivo. Se o dispositivo parar de funcionar, você ter tudo preservado, tudo, tudo que existe registrado no celular vai ficar registrado ali. É um espelho. Exatamente. Então,
por que é que isso não foi dito? Porque lembro que ele disse que ele vai pegar um carro, que ele está indo viajar, mas à meia-noite ele esqueceu de avisar o delegado que ele foi no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. E por que que ele foi no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia? Isso é um hospital. Quem se machucou? Teve algum acidente? Teve um acidente? Alguém se machucou? Por que que ele foi para lá? Por que que tem essa pesquisa? E não dá para dizer não, não, não. Tá lá, ó lá. E ele vai
dar porque quando aparece isso é porque você dá iniciar, sabe aquela coisa do ex para quem usa iniciar o trajeto. Você começou iniciando o trajeto. Muito bem. Aí lá Carla nas investig nas e investigando, né, para tentar entender o que que acontece. Tem um trecho que é bem interessante. Eu vou, eu pedi para, para colocar aqui que é o seguinte, eh, pera aí, deixa eu ver o que que tem aqui. Ah, tá aqui que é o vídeo 16. Fefe, antes de soltar, eu vou explicar o que que é isso. Esse vídeo 16 também é um
pedaço da audiência de instrução, aonde ele está depondo ali para pra juíza. Ele quem? O pai. De novo, gente, tudo que tá aqui tá dentro do processo. Do processo. Nada que é inventar. Tá tudo no processo. Vamos ouvir o que que ele vai falar ali para a juíza. Vou pedir pro Fefê soltar o 16. E quando eu fui dar banho no dia anterior, eh, eu fui lavar a cabecinha dele, né, shampoo. E o meu filho falou: "Papai, a cabeça tá doendo". E eu achei que era da fricção, né, que eu tava. Veja só o que
o pai falou no dia anterior, quando ele foi dar banho na cabeça, na no menino que ele foi lavar, ele falou que a cabeça tava doendo e ele achou que podia ser uma fricção. Por que que esse menino tava com a cabeça do? Ele tava com o pai. Olha só, tem um monte de coisa aqui, né? Um monte de fio solto aqui. Ponta solta, né? Isso tudo tá no processo. Isso tudo tá sendo dito ali pra juíza. Muito bem. Aí eu vou trazer para vocês dois áudios. Prestem atenção. Isso aí já é são áudios após
a morte do Henry. São áudios da mãe do Leniel para o Leniel. E eu vou pedir, por favor, o áudio 15, que às vezes levou a bolada e não reclamou. Aí é por dentro, aí vai eh passando dias, aí vai piorando que é por dentro, ninguém tá vendo, entendeu? Vê aí, conversa com o médico, sei lá, fala que ele tava na escolinha também de futebol, que ele pode ter caído, pode ter machucado, pode ter levado uma bolada. E aí, Fefê? Só pra gente, antes de eu passar a palavra pra Dra. Luía, eu vou pedir o
14 porque é para vocês entenderem da onde saiu esse áudio. Ó, também saiu da extração aqui, ó. Tá vendo, ó? OK. Ó lá de novo também de celebrite. OK. Pode ser que seja uma bolada na escolinha de futebol semana passada ou um tombo. Pode ser um choque. Sim, pode ser. Embaixo é onde ela manda o áudio. Tá vendo? Aó está comentando de um acidente. Esse menino já vinha reclamando de alguma coisa aqui, ó, anterior. Aí nós temos o pai indo no centro de ortopedia e traumatologia. Se a cabeça, a minha tá confusa, se a de
vocês não tá confusa, porque aí temos um problema, né, Fef? A sua tá confusa? Ah, para caramba, Carlinha. Não é a sua, doutora tá confusa. Tô parecendo aquele meme da Nazaré, sabe? Sabe da Nazaré. tentando entender o que que foi para cá, para lá. Muito bem, vamos lá. Aí a gente tem outro print, doutora, que é muito interessante, que é o vídeo, é o 17. Fefê celebrite também, tá gente? Tudo celebrite ali. O Fefê vai mostrar aqui pra gente. É o seguinte, olha só. No dia 7, que é o domingo de manhã, de novo ali
explicando para vocês, né? Como a UTC é aquela zero, a gente tem que Tirar 3 horas. Então, onde tá 13, que seria 1 hora, a gente desconta 3 horas para trás. Vamos ter ali quatro buscas por farmácia. Por quê? Farmácia, farmácia, farmácia e farmácia. Tá aqui, ó. Isso aqui tá no celebrite. Doutora, é muita informação que não foi analisada. Méica, né? Que não foi analisada. Boa, doutora. É, e essa é uma crítica muito grande, porque as investigações muitas vezes são feitas a partir de uma hipótese já préestabelecida e não a partir de análise de tudo
de material que foi obtido para se chegar a uma conclusão do que você tem. Então, fizeram provavelmente todas as buscas nos dispositivos, descartando alguma suspeita do pai, né? Já colocando na cena ali a mãe e o Jairinho. Então, não tô dizendo que o pai fez, não tô dizendo que aconteceu, mas são elementos que causam ali uma red flag na nossa cabeça, que você fala: "Opa, por que que ninguém viu isso?" Então, como eu falei, não é que eh você provavelmente fez um trabalho muito melhor do que a perícia fez de análise dos dados. Eu acho
que fez um trabalho melhor do que a polícia, muito mais completo, porque eles acabam utilizando muitas vezes elementos de inteligência artificial para corresponder a determinados parâmetros de pesquisa solicitados pelo delegado. Então, não tinha eh sido levantado o que aconteceu antes, né? Colocaram dali pra frente a partir do momento que estava com a mãe, porque foi a mãe que chegou no hospital. Então eu não li o laudo pericial desse material que foi aprendido, mas certamente ele existe nos autos. Sim, existe tudo, tá tudo lá. E o que acaba acontecendo muitas vezes não é feita uma análise
do material que foi preservado e sim uma análise única e exclusivamente daquele laudo pericial que muitas vezes não reflete exatamente o que tem ali, porque ele não é feito a partir da análise de tudo, ele é feito a partir de análise de buscas de parâmetros de pesquisa. Então é uma prova falha, né, que pode ser contestada, pode ser solicitada justamente por isso que você entrega pra defesa, né, e pra acusação o conteúdo integral, mas são raras às vezes que a gente efetivamente vê uma busca e uma análise de todo o material. Então, e aí o
que que acontece? Mas são informações que são muito importantes e que não podem ser omitidas, que precisam ser investigadas pela polícia. Então tá. Eh, você porque a polícia tinha, a polícia tem todo esse material que eu tô mostrando aqui para vocês, a polícia tem isso. Se foi aprendido é porque tinha alguma relevância. Então, exatamente porque então, bom, foi no centro de traumatologia. Por quê? Foi você que se machucou? Alguém se machucou? Que que aconteceu? Cadê o prontuário? Não é? Eh, hum, bom, procurou em farmácia, o que que alguém tá passando mal? Alguém passou mal? Então
você vai ali porque é esse tipo de questionamento que eu tô tendo, espero que vocês também, é o questionamento que a gente espera que um delegado de polícia tenha também, que exista numa investigação, porque você não apura de uma hipótese pra frente, né? Você não pega aquela hipótese e volta para trás, ah, vou encontrar as provinhas que comprovam Isso. Você olha tudo que existe para depois falar: "Isso faz sentido, isso não faz, essa história aconteceu assim" ou pode ter acontecido assado. A investigação, ela não tem que vir de trás paraa frente a partir de uma
hipótese investigativa, né? Ela tem que ser ao contrário. Você primeiro analisa o todo para chegar numa hipótese. E isso é a minha grande crítica. A maioria das investigações que a gente tem. seja parte de uma hipótese de um suspeito e as coisas são feitas pressas, sem análise da forma como deveria ser feita do todo. É tão engraçado, né? Eu tô aqui, tô acompanhando algumas pessoas escrevendo, as pessoas escrevem verdadeiras loucuras aqui. Então, tipo assim, eu estou interferindo, eu não tô interferindo em nada, gente. Eu estou mostrando para você aquilo que ninguém quer mostrar. Não tem
interferência minha nenhuma. A minha a minha o meu questionamento é por que isso tudo não foi investigado? Por que que tem conchavo aqui do lado? O que que perito legista tá fazendo? Por que que tem seis lados? Todo mundo enfia uma coisinha na cabeça de vocês. Qualquer pessoa. Estou sentada aqui na frente de uma advogada sensacional. Imagina se fosse você. Você ia querer essa investigação? Eu não. Eu posso te garanto. Não. Ô Carly, sabe a sensação que passa, tipo, eu vendo isso pela primeira vez? é que é literalmente um quebra-cabeça que parece que as peças
nunca vão nunca vão Conseguir ser montadas, né? Porque eh você tem uma atitude do pai que ele não comentou, você tem atitude da mãe e do padraço que também não foram comentadas. Aí tem esse escalábrio que é o menino chegar vivo ou morto e não ter essa definição. Aí tem a fala do perito, claramente interferência com o perito. Então no fim das contas, todo mundo pode ser inocente como todo mundo pode ser culpado e a gente não sabe de absolutamente nada. E eu quero só por isso que eu até pedir a pedir a palavra é
que eh as pessoas estão falando, né, do da sua excelência, do seu trabalho, do canal do Paulo Matias. E é importante lembrar também que nós demos espaço para todos que quiseram falar deste caso e o pai do Henry Borel, ele chegou a nos dar entrevista e depois vetou essa entrevista. Ou seja, a gente tenta dar voz para conseguir as respostas para essas perguntas, as pessoas não querem falar. Agora, com o seu trabalho investigativas, a gente percebe que é um todo mundo pode ser culpado ou todo mundo pode ser inocente. Ou seja, no fim das contas,
o mais triste é uma criança perdeu a vida e a gente não sabe ainda o que aconteceu e a polícia poderia ter feito muitos questionamentos que você tá fazendo aqui num programa de 1 hora e meia. E você tá corretíssimo, Fefê. E é assim, eu não dou paz, gente. Eu não dou paz. Eu vou investigar. Ah, mas não gosto. Vai, vai. Eu vou, eu vou, eu vou ali, eu vou procurar. Eu não ten porque eu não tenho paz. Eu quero saber o que aconteceu. Ah, eu não quero saber, mas Isso vai prejudicar Danis. Eu quero
a verdade. O meu compromisso aqui só existe um, gente, é com a verdade. Eu quero. Então, e é um trabalho super sério. Jornalismo investigativo feito de uma forma responsável, ele é um trabalho extremamente importante, porque muitas vezes você desperta ali, você viu, você não tá inventando nenhum dado, né? Você tá trabalhando com o dado que consta do processo que tá disponível pra defesa, tá disponível pra acusação, tá disponível para tava disponível desde o começo pro delegado e que poderia ter sido analisado ainda que fosse para ser descartado, tipo, ah, isso daqui foi levado em consideração,
mas não é nada relevante. Poderia, né? Ah, tá bom. A partir disso, a gente conseguiu algumas respostas, mas a aparentemente são falhas ali na história que ninguém nunca parou para prestar atenção porque se partiu de um outro ponto do dia que já tava com a mãe e não de tentar entender à 72 horas para trás. Exatamente, doutora. Mas agora a gente vai pra cereja do bolo. Estão preparados? Porque já tão várias, né? Porque esse bolo tá tem muita cereja, né? Já tá cheio de cerejinha. Que é o seguinte, gente, o pai não disse que passou
a noite com filho? Ele e o filho sozinhos no apartamento, não é? Que ele esteve todo o tempo com o menino, que aí ele levou ele na festinha no sábado e ali no domingo encontrou, almoçou com o amigo dele. É isso que ele vai contar pra autoridade policial. E por que que essas informa? Porque eu não posso mentir. Delegado quer saber teve com quem, com quem foi, Porque qualquer pessoa pode trazer alguma informação que é relevante. Mas aí também analisando, ele não ficou sozinho com o menino no apartamento. Tinha uma pessoa no apartamento com ele,
tinha uma mulher. E essa mulher não foi investigada. Essa mulher, eles deram jeito de sumir com essa mulher. Mas vamos a a última cereja do bolo de hoje, porque vem cereja a semana inteira, para outra semana também. Vamos lá que é o vídeo 18. Fe Vamos lá. Ó lá, doutora, nós estamos falando aí dessa mulher que se chama Mônica, né? Olha a data. Dia 7/03/2021. O azul é ela, o verde é ele. Tá OK? me fala, tem como parar o carro dentro? Aí ela pergunta na sequência, qual apartamento. Vamos lá. E lembra que o UTC
mais 0 sempre vocês vão tirando 3 horas, tá? 3 horas para trás. Aí ele responde sim. E vejam sempre a data 7/3, né? Ali. Aí depois ali, ã, vamos lá. Vaga de baixo, ele fala. Vamos lá, Fefê, pro outro. Então isso aí na na noite anterior, né? Aí ele vai, ela vai falar ali: "Tô aqui", né? Aí ele ele vai responder para ela: "Obrigado pela noite". Ela passou a noite com ele. Vamos embora. Chegando. Pode descer, né? Aí nunca vou esquecer nossos momentos juntos com ele. O Leniel fala pra Mônica junto com ele, o Henry.
Aí ela responde já aí no dia 8/03, nesse outro horário, né? Papai do céu, me deu privilégio de estar com vocês e curtir. Ela escreveu cirtir, mas é curtir os últimos momentos. Sou grata e não vou esquecer para sempre. Vai estar no meu sempre, terá meu apoio. Você é especial. Queria estar agarradinha em você, te dando carinho e colo. Essa mulher esteve com Henry. Essa mulher tinha que ter ido até a delegacia prestar esclarecimentos. Ela não aparece, ela não configura no processo. E aí, doutora Luía? Não. E é assim, ela existe uma evidência de que
o que ele reportou não é verdade. Isso tinha que ser aprofundado. Ele fala que tava sozinho. Você tem uma evidência que tava na mão da polícia mostrando que ele não tava sozinho. Ainda que seja de novo para descartar qualquer hipótese, você investiga, você fala: "Opa, você não tava sozinho? Então vamos ouvir essa mulher para entender como que o Henry tava naquele dia, qual que foi a interação dela com ele, o que que eles fizeram, se a informação que o pai apresentou é uma informação que condiz com o que ela fala, né? Então uma investigação ela
tem que ser feita justamente dessa forma. Você analisa todo, vamos voltar de novo nisso. Até para poder dizer: "Olha, não, o menino tava ótimo, perfeito, lindo, bonito e maravilhoso, não é isso? tá dizendo aqui, nossa, o pai é culpado, meu Deus, não resolvemos o caso. A gente tá dizendo aqui, não analisaram tudo que existia de informação. E tem informações que são importantes, que ficam em abertos, que levantam dúvida, né, e que causam uma estranheza da forma como as coisas são conduzidas e que deveriam ter sido averiguadas. E fica a dúvida o seguinte, por que não
contar a verdade? Por que não dizer porque assim, ué, ela passou à noite. Qual o problema de dizer que ela passou à noite? Que estava lá, que ela viu o menino podia ter testado. O menino tava ótimo, perfeito, lindo, bonito, maravilhoso. Entende? Por que não contar a verdade? Eu queria ouvir o Fefê, porque o Fefê tem sempre ótimos comentários. Quando você vê isso, Fefê, que que você pensa? Não, Carla, foi foi o que eu disse na minha fala anterior, assim, a sensação que eu tenho, você mostrando esses fatos, eu sei que vai ter muito mais
ainda durante o decorrer dos dias, é que é um quebra-cabeça que parece que as peças não vão se encaixar. Então é isso, é a pessoa que poderia também ter contribuído, não foi chamada, É o laudo eh do hospital que apresenta uma alteração, é o laudo do perito que é alterado no mesmo dia, eh depois uma fala do pai que contradiz com o GPS ou não explica alguma coisa. É uma fala da mãe que contradiz ou fala alguma outra coisa. Ou seja, foi o que eu disse, a sensação que eu tenho vendo, né, tudo isso que
você apresentou aqui pra gente hoje, é que é um quebra-cabeça que parece que as peças não conseguem se encaixar. Por quê? Porque falta informação. E aí, volto a dizer, o mais triste disso é que no fim das contas o Henry foi embora, né? A gente tá falando de um menino que, infelizmente, foi embora. E aí o caso a se descobrir não é só o culpado, mas também eu acho que é encerrar isso, dar paz pro menino, encerrar esse caso, saber realmente o que aconteceu, né? E pelo que você tá apresentando, parece que a gente não
vai ser tão cedo que a gente vai ter essas respostas, porque tá faltando peça nesse quebra-cabeça. Não. E e complementando aqui um pouco do que o FEF falou, eh, um caso bem conduzido, né, ele evita, inclusive você ter um um cenário de uma absolvção indevida por ausência de prova, por exemplo, né? Porque você conseguiu descartar hipóteses. Não é só comprovar a hipótese de ter determinado a pessoa culpada. você descartou que outras pessoas também seriam, né? Então, se tudo tivesse sido feito, porque agora, hoje em dia, OK, tem algumas provas, por exemplo, essas mensagens, elas podem
ser analisadas, podem ser levadas em considerações, mas tem coisas que a gente não consegue voltar no tempo e refazer determinadas provas, né? Então, a assim, tudo tem que ser feito no início. As hipóteses têm que ser apuradas no início. A partir do momento que o Ministério Público chega ali na Conclusão dele que determinada hipótese é aquela, isso daí tem que ser submetido ao contraditório e comprovado perante o juízo e depois vai ser discutido perante o júri. Agora, muito provavelmente com a sua investigação, a defesa talvez abra os olhos e traga esse novo tipo de alegação
em juízo e critique ali a investigação feita lá atrás. Mas isso traz prejuízo até pra defesa que não olhou na época. Por quê? Porque hoje em dia você discutir um negócio que já foi consolidado, que já passou por prova judicial, acaba ficando cada vez mais difícil. Então a gente tem uma morte que pode ficar mais uma morte sem uma resposta específica, independente de você ter um condenado, ainda que eles sejam condenados, foi mesmo isso que aconteceu? A gente tem todas as respostas, né? Exatamente. E agora eu queria até um ponto de vista, porque a Dra.
Luí é advogada. Quando a gente tem todos esses achados, o que que tem que ser feito? Você tem que explorar esses achados, né? Assim, na qualidade de advogada de defesa, eu faria para ontem, se já não tivesse sido feito, é uma perícia e em todos esses materiais, buscando ali todas as falhas e todas as perguntas não respondidas. Inclusive em juízo perante os jurados pode ser confrontado o o próprio Leniel, né? ele como pai da criança vai certamente ser ouvido em juízo perante todos os jurados e levaria algums questionamentos sobre isso, sobre a questão do perito,
sobre a questão eh De do que que ele foi fazer no Instituto de Ortopedia, levaria a questão do por que ele tava falando com a mãe dele sobre o que que ele daria de explicação sobre determinada situação e pediria respostas mesmo ali para ele. você ainda pode explorar essa prova, ainda que de forma judicial, você ainda pode fazer uma perícia particular, porque a defesa, assim como você teve acesso, pode ter acesso para justamente aqui falando na qualidade de advogada de defesa, você também plantar a dúvida no júri de, opa, será que essa versão que estão
apresentando aqui é realmente a versão correta? Será que investigaram tudo? Será que de fato isso aconteceu? Será que o trauma que o menino sofreu foi um trauma causado pela mãe, pelo Jairinho? Será que não pode ter vindo de antes, né? Então você consegue trabalhar com esses elementos ainda é possível, né? Ainda é possível a discussão, porque a gente tá falando de uma prova documental. Agora, a conclusão da perícia, como você volta e mexe no corpo de novo da criança? Não mexe, né? E e em relação a esses agentes públicos, em relação a esses agentes públicos,
você poderia instaurar uma investigação para apurar a conduta deles, né? e e apurar. Inclusive, assim, você pode fazer isso tanto nos autos se depoimentos prestados em juízo demonstrarem a existência de elementos de que teria sido feita algum tipo de manipulação, né? O pai, inclusive, se ficar comprovado ali no próprio júri que teve manipulação e que teve de de prova, Isso daí se chamaria fraude processual. Isso é um crime que a pessoa pode responder. Se os agentes públicos receberam qualquer tipo de vantagem, né, para colocar alguma conclusão, manipular uma prova, isso também é crime, né? Eles
não podem fazer isso, não podem receber esse tipo de vantagem, não podem fazer esse tipo de ajuda. Então você pode ter ali uma corrupção. Então em juízo, a partir de determinadas provas, pode ser determinada a expedição de ofício paraa instauração de uma investigação autônoma sobre esses agentes. Eh, e você também pode ter, enfim, eh, uma apuração. Agora, depois de 5 anos sem nada sendo feito, tem condutas que podem estar prescritas. né? Você tem ali uma questão de que não foi apurado no momento correto e você tinha mecanismos para isso. Então, às vezes a impunidade vai
acabar acontecendo porque não foi observado determinado aspecto no momento adequado. É, gente, essa é a situação desse processo, mas tem mais coisa, né? Porque como eu falei para vocês, é muito material. a gente tá analisando todo esse material e conforme eu for encontrando coisas que eu entendo que são relevantes, que não foram trazidas ainda e que gerem questionamentos e dúvidas, eu vou trazer, porque esse é o meu papel, é com a informação. Eu não prendo, eu não julgo. Quem faz isso é o nosso sistema que vai determinar, é um juiz que vai mandar prender. Aí
tem um julgamento. Meu trabalho é ir atrás da verdade, da verdade dos fatos. E a o fato dessas provas terem aparecido, é importante deixar bem claro que elas também não anulam outras evidências que também existem no processo, que podem ser evidências em relação à mãe. O que essas provas mostram é o que tá sendo colocado no papel foi de fato que aconteceu. A gente tem um cenário completo, uma exposição completa de tudo que veio. Essas provas são confiáveis, né? assim, a perícia que atesta a causa da morte, ele chegou vivo, não chegou vivo? A gente
tem que se questionar, porque isso só beneficia um bom trabalho daqui pra frente. E o jornalismo investigativo é muito importante para isso, não? Sim. E de novo, todas essas pessoas aqui que nós trouxemos, né, esses agentes públicos, eles têm como dever e obrigação prestar um um trabalho de excelência. Eles precisam vir com a verdade. Não pode ter com chave, um negocinho, contrinho. Isso é de embrulhar o estômago. Porque lembra uma coisa, cada um, todo mundo precisa colocar isso na cabeça. O próximo pode ser você, pode ser alguém que você conhece. Você vai querer esse tipo
de investigação para você? Eu não quero não. E eu digo, por que que eu digo? Porque eu conheço investigações que são incríveis, que você olha, fala assim: "Gente, que coisa bárbara, que bem feito, Bem feito, que trabalho incrível". Agora tem umas que você olha, você fala assim: "Isso é inacreditável". E essa assim tem coisas, Dra. Luía, que ficam na minha cabeça e fala: "Não, porque isso aqui você é um quebra-cabeça, essa peça tá enfiada ali." Falei, "Iso não tá fechando." Aí quando você começa a conseguir, porque demora, né, gente? Até você puxa uma linha daqui,
puxa a outra e fica. E me dá uma raiva só falar uma coisa, porque a gente ficou muito tempo analisando coisas que podem não ser verdades, premissas que podem ser desconstruídas eventualmente e que influencia ali no impacto subsequente até da própria construção que foi feita pelo Ministério Público, né? Então, eh, é assim, uma investigação bem feita mesmo. Você não tem uma opinião da polícia, você não tem uma polícia que já chega num primeiro momento com um suspeito, você tem eh informações coletadas, a maior quantidade de informações que você pode, informações analisadas, relatórios bem feitos, eh
você consegue trazer ali um suporte para que o Ministério Público analise de uma forma precisa se houve crime e quem de fato é o autor desse crime e não por e simplesmente o delegado que decidiu arrumar um suspeito e ficar produzindo prova só nesse sentido, ignorando outras provas que às vezes poderiam ser descartadas, né? Uma hipótese vai ser levantada, descartada, mas você tem que levantar essa bola. Você tem que descartar essa bola. Então, no primeiro momento, você investiga todo mundo, né? Você analisa todo mundo, você vê o que tem em relação a todo mundo. Pô,
esse daqui realmente não. Esse não. Ah, essa história aqui tá estranha, deixa eu ir a fundo. Ah, tá bom. Apesar da história ser estranha, ela realmente não me mostrou nada que indique que foi ele. É possível também. só ser uma história estranha, né? Mas o estranho mesmo da história é você não ter isso nunca ter sido avaliado por ninguém até hoje, 5 anos depois. E e novamente, né? Isso tudo tá nos autos, tá no processo. Tudo isso que a gente trouxe para vocês faz parte de um processo. Tá tudo lá dentro. Isso na Isso veio
de fonte oficial a fonte zero, que se chama o processo do caso Henry Borel. Está tudo lá dentro. é uma questão de eu querer, né, enxergar ou não, eu querer procurar ou não, ou deixar passar. E eu acho que tem informações que são muito importantes e muito relevantes e que, né, aí a gente começa a entender, poxa, agora é porque por isso que tem seis laudos, por isso que tem não sei o quê, por isso que tem aqui. E novamente, sim, eu vou questionar a Secretaria de Segurança Pública, né, em relação seis laudos subsequentes para
testar a mesma coisa mudando de opinião. É, é muito atípico a conduta desses agentes públicos, o que que aconteceu, né? Porque não é só alguém falou, tem troca de mensagem e celebrite a gente não mente. Celebrite, tem troca de mensagem, tem oferecimento de ajuda, tem uma perita falando que vai ficar em anonimato. A ajuda pode ser, Ainda que a ajuda fosse, vou dar uma olhada aqui para ver se o trabalho tá sendo feito da melhor forma possível, mas só estranho você olhar e falar: "Pô, uma perita vai ajudar no quê? Que que vai ser ajudado?"
O trabalho já não tá sendo bem feito. É, mas isso tudo, doutora, também é um tapa na cara eh do próprio jornalismo, porque a gente não pode trabalhar com nada de forma muito apressada, né? O jornalismo já sai condenando, já sai culpando, já sai isso, já sai aquilo. A gente precisa esperar, a gente precisa analisar, a gente precisa verificar. Esse é o bom jornalismo, ter certeza. E fica aqui, né? Eh, um aí um questionamento meu pros meus amigos também, porque quando eu analisei eh, e eu analisei mais material, mas esse material eu não vou trazer,
eu vou deixar pros meus amigos jornalistas, porque tá todo mundo agora querendo ter acesso a isso, eles vão chegar e e vão verificar ali. Tem toda uma parte de trocas de conversas de manipulação do jornalismo. Isso tudo é muito grave, isso é tudo é muito triste. E por que que você acaba manipulando o outro? Porque o outro quer dar o furo, quer ser o primeiro, quer isso, quer aquilo e acaba que não checa as informações. Será que é isso mesmo? Será que a coisa aconteceu dessa forma? Então é assim, foi um soco ver algumas conversas,
algumas trocas de conversa de um desprezo, um deboche, né? E assim, para mim foi muito triste, muito triste. Essa ânsia, né? por vender, por trazer a informação, o furo de reportagem, somado a muitas vezes uma investigação que tá preocupada em atender essa ânsia da opinião pública e do público que quer mais informação sobre o determinado caso, acaba sendo um combo explosivo. Você tem uma polícia que vai fazer um monte de coletivo de imprensa, que vai revelar as provas no sentido da opinião que tá sendo formada, em vez de conduzir uma investigação de uma forma séria,
em sigilo e abrindo com responsabilidade determinadas informações, porque o público tem direito de informação e é um um uma coisa legítima você notificar, você se identificar. Agora, tem que ser responsável, né? você vai ter ali, ah, prestou o depoimento falando a, depois prestou o depoimento falando B, você começa a criar ali uma condução de um fio que já vai levando a determinada conclusão. E se no final das contas a conclusão foi outra, que que você faz com a exposição que você deu para aquilo, com o que que você faz com toda a responsabilidade, toda a
vinculação com o nome? Não tô nem falando só desse caso, tô falando de um modo geral. A gente tem que ter muita, não, a Dra. Luía tá muito correta. A gente tem que ser muito responsável com com tudo isso, porque não é um roteiro de uma ficção que eu posso escrever, reescrever, mudar, aumentar, Diminuir. A gente tá falando de vidas de pessoas, não é? Ninguém tá aqui para defender A, B ou C, para culpar A, B ou C. Isso tudo é o trabalho, né, ali da justiça, da autoridade policial, do Ministério Público, dos advogados do
caso. São essas as pessoas. Nós estamos aqui para trazer questionamentos. Por que que isso não foi feito? Por que que eu tenho gasto uma fortuna, gente, com extração de celebrite. É uma fortuna o o que a você contribuinte paga, né? Porque quando a gente, eles estão pagando ali, né, uma licença de um software como esses, é um é um dinheiro que vem do seu esforço, do seu trabalho. Aí eu, ele tá lá, é bom, pô, é maravilhoso. Olha que software incrível, olha a quantidade de informação que ele trouxe pra gente. E aí eu não uso
o que eu tenho, eu não sento, não, não me debruço, fala: "Isso aqui é importante, deixa eu checar. Não, vem cá, você me falou uma coisa, mas aqui temos uma contradição, me explica até para tirar da frente." É o que a Dra. Luía falou. Por que que não aparece com isso aqui? Porque entende, porque tem muitas, eu, eu cada vez que eu mexo nesse processo, eu tenho mais dúvidas do que certezas. A única certeza que eu tenho absoluta é que esse menino chegou com vida no hospital, porque cadáver não faz oxigenação. O dia que cadáver
isso em cadáver com el, o dia que cadáver respirar, não é? Aí a gente, sei lá, né? Pode ser uma grande evolução, né? Porque a gente voltou, né? Aí aquela coisa ou zumbi ou é Frankenstein, não é isso? Não sei o que que é isso. E o cadáver da forma como tá descrita ali, né? Que não é uma morte apenas cerebral que você espera ali os outros órgãos, tal, assim, é descrito um cadáver mesmo, uma pessoa que tá com zero funcionamento, zero zer zer zero, que não respira, que não tem batimento cardíaco, que não tem
nada, não tem vida. E na triagem aparece que tinha, né? Exatamente. Até na a própria contradição, né, do do delegado, porque assim, né, chegou cadáver, mas ou em parada cardiorrespiratória, ele tem que escolher o que que chegou, né? Ou é uma coisa ou é outra. É isso, gente. Tudo tá no processo. O processo está aí, como dizem, né, os operadores do direito. Se não está no processo, não está no mundo. Tudo que nós trouxemos para você está dentro do processo. São documentos oficiais que fazem parte do processo do caso Henry Borel. Eu queria agradecer a
Dra. Luía, sei que deixei ela estar de choque. Dra. Luía está super grávida aqui. Eu falei, ela falou: "Pode ter o bebê aqui, né?" Não, não. Calma, calma. Tem mais um mês para ela chegar ainda. Tem mais um mês para ela chegar, mas qualquer coisa sai correndo aqui, né, Fefê? É queria, tive a honra, olha, de fazer esta live com Fefê hoje aqui. Grande Fefê. É mais ou menos, né? Mais ou menos, né? Ah, eu sou mais ou menos, né? Você que salva o rolê, né? Fe inclusive, Carlinha, só antes de terminar, a gente teve
dois super chats. Deixa eu só fazer a leitura aqui. A Renata Claro Rodriguez, ela mandou assim: "Carla, entendo a reação das pessoas. Isso é tapa na cara, difícil aceitar, mas é isso. E a psicóloga Carmen diz o seguinte: "Falta de respeito com a vítima". Que triste e é isso, né? No fim das contas existe uma vítima e a gente tem que lembrar disso, né? Esse esse tudo isso que a gente tá falando, né, nesse processo, essa confusão, é uma falta de respeito com a vítima mesmo. A é uma falta de respeito, porque nada disso deveria
estar acontecendo com a vítima, com a sociedade, com tudo. É com dinheiro que a gente paga dos nossos impostos, porque é isso aí, é dinheiro. Você imagina a qu, quer dizer, então que eu fico às vezes olhando assim, o que que é isso, né? Agora eu vou fazer agora uma outra parte, vou questionar, né, o nobre secretário de segurança do Rio de Janeiro em relação a esses agentes públicos, a conduta desses agentes públicos, porque isso tudo é oficial, tá no processo. Que que vai acontecer? É isso, gente. Olha, amanhã às 9 horas da manhã no
Além da Notícia, mais informação, mais caso em Riborel às 18 horas aqui no caso a Caso, durante o dia, um montão de coisas aí. no canal Investigação Criminal, a gente vai trazer eh mais informações. Fica aberto para todas as pessoas, para sempre pro contraditório, pro A, pro B, pro C, para quem quiser trazer informação. Nós aqui não fechamos portas jamais. E sempre vamos tratar as pessoas com muita educação e muito respeito. Mas vamos fazer perguntas, não é isso, doutora? A gente deve fazer perguntas. É isso. Tem que questionar tudo que a gente escuta, tudo que
a gente lê e ir atrás da informação correta. Um beijo para todos e se cuidem. เ