e a minha mãe começou a desconfiar achando que eu não era mais moça fugindo aí ela impedia de eu falar com outras irmãs minhas para não contar ela pensava assim ela deve ter conhecido um homem que vai contar para as irmãs e as irmãs vão se perder tudinho sim então a minha mãe aí tava nós tudinho brincando no meio da rua de corda de esconde aquelas brincadeiras da época aí a minha mãe too mundo brincando fora a minha mãe falava assim Cátia para dentro Vai se deitar aí eu entrava chorando mãe eu não tô com
sono mãe mãe dizia eu não mandei você dormir mandei se deitar aí eu ficava minha mãe sempre separou o trabalho das era Sete Mulheres em casa cinco homens 12 filhos Nossa nisso aí eu fazia uma parte do trabalho e as outras faz uma parte cada um fazia uma parte e eu sempre ficava com mais pesado hum é todo mundo igual aí no final tinha roupa para lavar a roupa de todo mundo na mão não era máquina nem tanquinho sabão e pedra Anil daquele tempo de colocar PR quarar aí mãe todo mundo já tinha feito sua
parte a mãe dizia assim vai uma de vocês lavar roupa só que no fundo eu sabia que era eu porque eu já sentia que minha mãe tava pegando o meu pé só que naquela época eu não sabia o porquê eu não tinha esse entendimento mãe está fazendo isso porque eu fugi ela tá Não eu só pensava assim mãe não gosta de mim uhum foi onde nasceu uma das feridas da rejeição eu me sentia rejeitada porque eu não entendia o porqu só eu né então e aí mãe falava assim vai uma de vocês lavar roupa vai
uma de vocês lavar roupa e eu só eu digo meu Deus ela vai mandar EUA vai mandar eu aí de repente mãe dizia ktia aí eu Eu sabia que a senhora ia me mandar e ela dizia Por que que você já não foi ali eu lavar roupa aí ali eu me sentia muito oprimida fugia de novo me acabava sendo achada voltava e ali eu fugi várias vezes várias vezes entre uma fuga e outra foi onde meu pai abandonou minha mãe porque ele ele já ele já trabalhava passando muitos dias fora são 12 irmãos os três
mais velhos cearense a pastora Socorro eh carioca Ela é sua irmã tá aqui Carioca do Rio de Janeiro é e os tem Pernambucano uma mistura é porque para onde o meu pai ia que ele trabalhava na Odebrecht minha mãe ia todo mundo pequeno depois os os filhos começaram a crescer parou lá em serg que foi onde nasceu os três mais novos entendi aí meu pai abandonou minha mãe deixou minha mãe entre uma fuga E outra eu já tava dentro de casa ela já estava sendo bem eh massacrada mesmo não somente pela minha mãe pelo meu
pai mas porque eu era também muito espritada eu era respondona enquanto os outros mãe dava uma ordem a a pastora Socorro falava assim mãe deixou eu ir para uma festa a festa de mãe dizia não ela ficava quieta sim calada Adriana dizia mãe deixa eu ir para não aí eu dizia mãe deixa eu ir não por que mãe que a senhora não deixa aí mãe dizia Por que que suas irmãs não fala nada e só você aí eu era bem rebelde também a gente respondona querendo afrontar debater o porqu nisso minha mãe não gostava né
claro então chegou uma hora que mãe resolveu vim pro Ceará porque é no Ceará que até hoje mora a família do meu pai e a família da minha mãe lá em Sergipe era sua gente a gente não conhecia avô materno paterno a gente conhecia primo ninguém era só a gente aí a minha mãe chamou a gente e falou assim como meus irmãos também aprontava né e minha mãe dizia assim minha mãe fez uma reunião e falou assim eu não eu peço para vocês nenhum de vocês vocês não me decepcionem na frente da minha família aí
eu já peguei a minha parte eu disse eu não vou decepcionar a minha mãe aí a gente veio do de Sergipe para o Ceará tá sim aí quando a gente chegou lá com um tempo a gente um primo nosso que foi o meu primo que eu casei meu primeiro esposo pai dos meus três filhos né eh foi onde a gente saía muito para forró porque a gente não conhecia nada então ele ia fazendo companhia para nós tudinho Mas como eu falei eu sempre fui bem espritada bem solta bem aonde tinha ali B era Rebelde Rebelde
e amostrada mesmo eu eu perdi minha virgindade com 17 anos mas minha mãe tinha certeza que com 13 anos já já não era mais Entendeu agora cabeça dela né sim porque eu era eu gostava de dançar eu gostava de roupa curta minha mãe era uma saia comprida aí eu enrolava enrolava pegava batom das minhas amigas bem vermelho colocava mesmo todo mundo na cidade conhecia minha mãe e alguém sempre dizia Nossa eu sabia que ali não era a educação de mãe aí eu amarrava a blusa aqui em cima entendeu e ficava daquele jeito aí minha mãe
se minha mãe se preocupava muito hoje Eu sei que era uma preocupação um cuidado porque a pastora Socorro sempre foi magrinha e eu sempre fui em trocadinha quando eu falo ela porque nós duas só tem um ano de diferente então nós duas era mais ali é aí ela usava minha roupa mãe não dizia nada aí eu usava a roupa dela a minha mãe dizia vai tirar agora a roupa da sua irmã aí na minha mente mãe amava ela e não me amava porque ela usava minha roupa mas não dizia nada e eu era sempre eu
dizia é tanto que eu tinha ciúmes da da pastora Socorro eu tinha inveja eu tentava imitar ela porque a sua irmã quando os pais faz acepção às vezes inconsciente a criança não fica com raiva dos pais fica com raiva do irmão isso ISO meso quer acabar com o irmão quer Quer fazer alguma coisa ali quer imitar quer ser ele para ver se os se quer chamar a atenção dos Pais né é então quando a gente chegou lá no Juazeiro lá no Ceará e ali foi né a gente saindo muito e tudo e a a minha
mãe chegou e falou bem assim para mim e o meu primo na época eh vocês vão se casar aí eu pensei assim eu digo meu Deus eu nunca fiz a vontade de mãe eu vou fazer pelo menos agora eu vou só que antes disso eu já trabalhava na casa de uma mulher o vizinho com frente né eu me lembro não me lembro o nome dele não tinha muito contato mas eu me lembro que ele me paquerava ele chegou a querer namorar comigo era um povo Ele nessa época ele estudava Se não me engano ele fazia
faculdade ele era um homem bonito ele era bem aperfeiçoado ele andava bem se vestia bem só que eu achava que eu não era para ele Ah então aquela ferida já eu achava ele muito para mim quando foi o meu primo porque esse meu primo que é o pai dos meus filhos meu primeiro esposo que eu casei ele era maconheiro ele bebia ele tinha lepra do joelho e nas canelas F canela né leproso era seu primo meu primo legítimo ele era sobrinho da minha mãe e o sobrinho sobrinha da mãe dele a mãe minha mãe era
irmã da M dele só que a gente nunca se viu já se viu já grande ali a gente ficou tal tal tal Quando minha mãe falou vocês vão casar eu não gostava dele mas eu gostava de pro forró ele era cuidadoso com a gente e tudo mas não era apaixonada não amava minha intenção era fazer a vontade de mãe pelo menos uma vez na vida só que quando ela falou vocês vão casar eu pensei assim esse daqui eu sou digna dele maconheiro cachaceiro ele é proso porque ele é é ele não não tinha pele era
uma pele bem fininha e era duas vezes três vezes por ano estourava todos os dias tinha que tirar os lençóis era Casca de Ferida era PIS era sangue então é o que eu quero falar sobre isso sobre eu achava que aquele homem ali que estudava trabalhava Ele era demais para mim eu não merecia ele entendeu você se sentia bem inferior Sena É então foi aonde eu eu eu me casei com meu primo e eh tive três filhos dele né A Joana Dark que faleceu com 4 meses João Vitor faleceu com 4 anos é a última
não a a primeira e o último né que faleceram e ficou o segundo o os ficou o do meio é o segundo Joel que hoje tem 30 anos do Meio isso olha mas eles morreram de quê é a a a Joana Dark ela faleceu aquela febre que dá cozinha tudo por dentro tem outro nome na época na época ela ficou com febre aí a gente dando um chazinho em casa naquela época levando para rezador essas coisas porque eu não queria levar para o hospital que tinha lá de criança que nessa época tava morrendo muita criança
lá ah você tinha Med muita aí eu aí eu Ixe eu digo não vou levar porque vai morrer e ali eu fiquei e fiquei dando remédio em casa levando para rezador fazendo aí teve uma noite que eu olhei assim para ela e eu vi ela muito estranha a eu chamei meu marido eu disse vamos levar ela agora pro hospital aí eu botei a mão nela tava com uma tava muito muito muito quente Muito quente aí ele pegou nós dois a gente foi para levar ela e ali a gente ia a gente morava muito longe da
cidade a gente morava em Sítio a gente foi a pé na madrugada e ali a gente foi trocando de braço eu pego ele pega quando eu fui entregar a menina para ele Ele olhou e disse essa menina tá morta eu disse não vamos embora vamos tá morta nisso a gente já tava perto da casa da minha mãe que a minha mãe morava na cidade sim e ali ele disse vamos pra casa da tia Maria essa menina tá morta dis vamos para hospital porque ainda dá tempo Resumindo Vamos pra casa de mãe aí ele foi acordou
mãe e tia Maria Tia Maria E aí mãe botou a gente para dentro e ol olha aqui se essa essa a Joana Dark ela tá morta aí minha mãe olhou essa menina tá morta aí naquela época a gente colocou a menina aí começaram Foram pegar o o o o caixão essas coisas isso foi na madrugada quando foi sei lá meio-dia a menina tava pegando fogo e a gente sabia que ficava frio aí eu pegava eu será que ela não tá viva mas foi a Fe a febre cozinhou tudo por dentro meu Deus tá terror aí
eu tive o Joel que é eu tive o João Vitor e fiz a laqueadura com 22 anos naquela época Justamente por isso porque eu sofria muito com o meu marido né sofria muito com ele e ali João Vitor ele faleceu disse Rosa hepática que foi o terceiro né que é o segundo ficou e o quantos anos 4 anos anos 4 anos Ele nasceu com um tipo de hepatopatia não foi descoberto não foi tratado e naquela época tava saindo o o exame do pezinho mas era particular e tudo eu não fiz o médico falou se tivesse
feito tinha descoberto tinha tratado tudo bem eu sofri com com com João Vitor mais de 2 anos e no hospital Ah eu quando eu descobri a doença dele era um aninho e pouco quando ele se eu foi com 4 anos e não trataram assim cuidaram muito del então a c Rosa hepática pelo menos no estado que ele tava é só um tratamento para ter uma uma condição melhor até morrer tipo crônica vai morrer ah sim e como eu não conhecia Jesus eu levei pro terreiro de macumba eu levava pro médico direto essas coisas e nisso
e eh mesmo ele no hospital tendo tratamento os médicos em cima ele entrava em crise e ele não podia esse ros pct é no fígado ele não podia comer a comida que a gente comia então a gente comia escondido arroz feijão cuscuz banhão de dois ele não podia a comida dele tinha que ser tudo rigorosa né bem diferente rigorosa e eu não trabalhava que eu cuidava dele o pai trabalhava mas ia receber o dinheiro no sábado voltava no domingo bêbado sem feira sem dinheiro sem nada então eu cheguei a pedir esmola nas casas colocava meu
filho no braço e pedia esmola recebia muito dinheiro mas eu deixava só para ele comprava como eu andava muito em médico eu comprava bastante roupinha tudo de marquinha perfuminho chinelinho alimentação tudo só para ele eu nunca usei um centavo para mim porque eu não achava justo porque al aquele dinheiro era ganho para ele com a doença dele para dar uma melhor de vida né s e nisso esse meu esposo e como ele já tinha sido desenganado a minha uma das minhas eh das minhas dores maior né Na época que eu era muito revoltada com muita
gente da família é porque ninguém nunca me ajudou em nada nunca e eu não falo somente dinheiro que nem tudo é dinheiro dinheiro é preciso é muito bom a gente precisa mas eu tô falando em pegar ele para me ajudar era para cima e para baixo sim nunca nunca nunca nunca nunca então e eu descontava tudo nele