mulheres que correm com os lobos clarissa pinkola oestes editora rocco continuação do primeiro capítulo os quatro rabinos uma noite quatro rabinos receberam a visita de um anjo que usa acordou e os levou para a sétima boda no sétimo céu ali eles contemplarão a sagrada roda de ezequiel em algum ponto da descida do par des paraíso para terra um rabino depois de ver tanto esplendor enlouqueceu e passou a perambular espumando de raiva até o final dos seus dias segundo o rabino teve uma atitude extremamente cínica a eu sonhei com a roda de ezequiel só isso nada
aconteceu de verdade o terceiro rabino falava em cessante mente o que havia visto demonstrando sua total obsessão ele pregava e não parava de falar no projeto da roda e no que tudo aquilo significava dessa forma ele se perdeu e traiu sua fé o quarto rabino que era poeta pegou um papel e uma flauta sentou se junto à janela e começou a compor uma canção atrás da outra elogiando a pomba do anoitecer sua filha no berço e todas as estrelas do céu e daí em diante ele passou a viver melhor quem viu que na sétima bobo
do sétimo céu não sabemos mas sabemos sim que o contato com o mundo onde residem as essências faz com que percebamos algo fora do conhecimento normal dos seres humanos e nos preenche com uma sensação de amplitude de grandeza quando tocamos aquela que sabe isso provoca uma reação nossa e nos faz agir a partir da nossa natureza integração mais profunda a história recomenda que a melhor atitude para vivenciar o inconsciente profundo é do fascínio sem exagero ou retraído sem excesso de admiração ou de cinismo com coragem sim mas sem prudência e umg adverte em seu magnífico
ensaio a função transcendente para o fato de algumas pessoas em sua busca do self exagerarem na estatização da experiência de deus ou do self de alguma subestimar em essa experiência de algumas supervalorizarem a mesma de outras que não estão preparadas para ela sair feridas no entanto ainda outras descobriram um jeito de cumprir o que o que chamou de obrigação moral de sobreviver e exprimir o que foi aprendido na descida ou na subida até o céu selvagem essa obrigação moral da qual ele fala significa viver aquilo que percebemos seja o que for encontrado nos campos elíseos
da psique nas ilhas dos mortos os desertos de ossos de la loba na vertente da montanha os rochedos do mar na riqueza do mundo subterrâneo em qualquer lugar onde lá que sabe sofre sobre nós nos transformando nossa função é de mostrar que recebemos esse sopro demonstrá-lo divulgá-lo cantá-lo vivenciar no mundo aqui em cima o que recebemos através de percepções repentinas na história do corpo dos sonhos das viagens de todos os tipos olá luba faz um paralelo com os mitos universais nos quais os mortos são ressuscitados na mitologia egípcia ísis cumprir essa tarefa para seu irmão
morto osíris que é esquartejado pelo irmão mal cético todas as noites e se trabalha desde o anoitecer até o amanhecer todas as noites para restaurar o corpo do irmão um tio da manhã se não o sol nascerá o cristo levantou lázaro estava morto há tanto tempo que cheirava mal e matter chama sua partida filha perséfone de volta da terra fotos uma vez por ano e la loba canta sobre os ossos essa é a nossa técnica de meditação enquanto mulheres a evocação de aspectos mortos e desagregador de nós mesmas a evocação de aspectos mortos e desagrega
dados da própria vida aquele que recria a partir do que está morto é sempre um arquétipo de duas faces a mãe criador é sempre também a mãe morte e vice versa em virtude dessa natureza do al odeh essa duplicidade de função a grande tarefa diante de nós consiste em aprender a compreender a nossa volta e dentro de nós exatamente o que deve viver o que deve morrer nossa tarefa reside em captar a situação temporal de cada um permitir a morte aquilo que deve morrer ea vida o que deve viver para as mulheres rio a barra
o rio o mundo do rio por baixo do rio o lar na mulher dos ossos com tem conhecimentos diretos a respeito de mudas de plantas e zonas a semente da origem do mundo no méxico diz que as mulheres têm a luz da vida essa luz está localizada no coração da mulher não atrás dos seus olhos mas em londres o warriors onde todas as sementes estão armazenadas antes mesmo que ela nasça para os homens que explorarem as idéias profundas da fertilidade e da natureza da semente a imagem que se aplica é a da bolsa peluda o
escroto é esse o conhecimento adquirido quando nos aproximamos da mulher selvagem quando a lua canta ela está cantando a partir do saber contido nos ovários um conhecimento que vêm das profundezas do corpo no fundo da mente no fundo da alma o símbolo da semente dos ossos são muito semelhantes se tivermos o rizoma base à parte original se tivermos o trigo para semear qualquer dano poderá ser reparado qualquer devastação poderá ser corrigida com outra semeadura os campos podem ficar em pousio as sementes duras podem ser postas de molho para que chamasse para ajudá-las a abrir e
brotar dispor da semente significa ter acesso à vida conhecer os ciclos da semente significa dançar com a vida dançar com a morte dançar de volta à vida a natureza da mulher selvagem nas mulheres é a da mãe da vida e da morte em sua forma mais antiga com hoje nesses ciclos constantes eu a chamo de mãe da vida morte e vida se algo está perdido é a ela que devemos recorrer com quem devemos falar a quem devemos prestar atenção em seus conselhos psíquicos são às vezes áspero ou difíceis de pôr em prática mas sempre tem
a capacidade de transformar e de restaurar portanto quando algo está perdido precisamos procurar a velha que sempre vivi na pelve esquecida ela vive ali meio dentro eo fora do flu criador é um lugar perfeito para a mulher morar bem ao lado dos swells férteis seus óvulos suas sementes femininas ali tantas idéias minúsculos quando as mais importantes estão esperando que nossa mente nossos atos mas manifesta em essa velha loba é a quinta essência da mulher de dois milhões de anos ela é a mulher selvagem original que vive debaixo da terra e no entanto sobre o seu
solo ela vive dentro de nós e nos transcende nós somos cercados por ela os desertos os bosques ea terra debaixo das nossas casas e pelo menos dois milhões de anos sempre me intrigou como as mulheres gostam de cavar a terra elas plantam bombas para a primavera elas enfim um dedos enegrecidos no solo e cercado para transplantar mudas tomadas de tomateiros acho que estão cavando para encontrar a mulher de dois milhões de anos estão procurando os seus dedos e suas patas quer encontrá la como um presente para si mesmas pois com ela sentem-se inteiras em paz
sem ela ficam e quietas muitas mulheres com quem trabalhei durante todos esses anos começavam a sua primeira sessão com alguma variação em torno da seguinte frase bem não me sinto mal mas também não me sinto bem para mim essa condição não é um mistério tão grande assim sabemos que ela tem como origem uma falta de esterco a cura la loba descobri uma mulher de dois milhões de anos é ela quem cuida do que já morreu e do que está morrendo nas mulheres é o caminho entre os vivos e os mortos é ela quem cantou os
hinos da criação sobre os ossos a velha mulher selvagem é na voz mitológica ela é a voz mítica que conhece o passado e nossa história ancestral e mantém esse conhecimento registrado nas histórias às vezes sonhamos que ela é uma voz maravilhosa porém corpórea como los ela megera ela nos revela o que significa ser tão ressecada mas enrugada os bebês nascem empolgados de instinto eles sabem do fundo dos ossos que é certo que deve ser feito em nato se uma mulher conseguir manter esse dom de ser velha quando jovem jovem quando velha ela sempre saberá o
que vem depois se ela tiver perdido e sídon ainda poderá recuperá lo com algum exercício psíquico deliberado na história de la loba velho no deserto é uma recolha de ossos na simbologia que típica os ossos representam a força indestrutível eles não se prestam a uma fácil redução por sua estrutura é difícil queimá-los e praticamente impossível pulverizá los nos mitos e nas histórias eles representam a alma espírito indestrutível sabemos que a alma espírito pode ser ferida até mesmo mutilada mas é quase impossível eliminá la pode amassar a alma e dobrá-la pode se ferir lá e marcar
lá com cicatrizes podem se deixar nela os sinais da doença e as queimaduras do medo mas ela não morre pois está protegida por la loba no mundo subterrâneo ela é tanto quem descobre os ossos quanto quem os em cuba os outros tem peso suficiente para machucar são afiados o bastante para cortar a carne e quando velhos e forçados tilintam como vidro os ossos dos vivos têm vida e são criaturas em si ele se renovam constantemente o moço vivo tem uma pele de uma estranha sua idade ele parece ter certas capacidades que lhe permitem autorregeneração mesmo
osso seco ainda pode abrigar pequenos seres vivos os ossos de logo nessa história representa um aspecto indestrutível do self selvagem e natureza instintiva a criatura dedicada à liberdade e que permanece incólume que jamais aceitará os rigores e as exigências de uma civilização morta ou excessivamente civilizadora as metáforas dessa história exemplifica um processo completo para devolver a mulher aos seus plenos sentido selvagens instintivos dentro de nós vive a velha que recolhe os ossos dentro de nós estão os ossos espirituais da mulher selvagem dentro de nós está o potencial de readquirir nossa carne como a criatura que
um dia fomos dentro de nós estão os ossos para que nos modifiquemos bem como ao nosso mundo dentro de nós estão nosso fôlego nossas verdades e nossos anseios juntos eles são a canção o hino da criação que sempre desejamos entoar isso não quer dizer que vamos sair por aí com o cabelo desgrenhado ou com garras enegrecidos no lugar das unhas é continuamos humanas mas dentro da mulher humana está o self animam instintivo não se trata de nenhum personagem romântico de desenho animado ela tem dentes de verdade um rosnados real uma generosidade imensa uma capacidade inigualável
para ouvir garras afiadas seios generosos e peludos essa self mulher lobo deve ter liberdade para se movimentar para falar para ter raiva e para criar esse self e duradouro possui boa capacidade de recuperação e grande intuição é um self formado nas questões espirituais do nascimento da morte hoje uma loba dentro de vocês está recolhendo ósseos que ela está recriando ela é o self na alma a construtora do lar da alma ela assim a mano ela fazia e refazia alma mão o que ela está fazendo para você mesmo no melhor dos mundos a alma precisa de
uma renovação ocasional à semelhança das construções de adobe no sudoeste norte americano aqui descascou um pouco ali caiu um pedaço acolá água desmanchou sempre se vê uma velha gorda com chinelos consertando as paredes de adobe com uma lama mole ela mistura palha água e terra e aplicar essa mistura sobre as paredes analisando as de novo sem ela a casa perto de sua forma sem ela a casa pode virar uma massa informe depois de uma chuvarada la loba é a guardiã da alma sem ela perdemos nossa forma sem uma linha direta com ela disse que os
seres humanos ficam desalmados o que sua alma está perdida ela dá forma à casa da alma que constrói mais com suas próprias mãos ela é a que usa um avental o velho ela é a que tem investido mais comprido na frente do que atrás ela é a que dá pankadinha analisa afaga ela é a criadora de almas de lobos a guardiã do lado selvagem portanto em termos images ticos quero você seja um lobo negro um cinzento do norte um vermelho do sul quer seja um branco do ártico você é perfeita criador incentivar embora algumas pessoas
preferissem que você se comportasse e não demonstrar sua alegria exagerada ao dar as boas-vindas alguém façam de qualquer jeito haverá quem se afaste de você com medo ou repulsa à pessoa amada irá porém valorizar esse seu novo aspecto se ele ou ela foi a pessoa certa para você algumas pessoas não apreciaram sua atitude de dar uma cheirada em tudo para ver o que é e pelo amor de deus nada de se deitar de costas no chão com as patas para cima menina feia lobo feio cachorro feio certo e errado não ligue de vista se as
pessoas fazem meditação para conseguir um equilíbrio psíquico é por isso que se faz psicoterapia análise é para isso que os seres humanos analisam seus sonhos e criam art é por isso que muitos consultar o o xing dança pato cão fazem teatro arranca com poemas das entranhas e cria uma oração iluminada é por isso que fazemos tudo o que fazemos trata se da tarefa de reunir todos os ossos e em seguida devemos nos sentar diante do fogo para decidir qual canção usaremos para cantar sobre os ossos tinham da criação que no da recriação e as verdades
que dissemos formaram a canção existem algumas boas perguntas a fazer enquanto decidimos qual será a canção nosso verdadeiro canto o que aconteceu com a voz da minha alma quais são os ossos enterrados na minha vida em que condições está meu relacionamento com o self instintivo quando foi a última vez que corri livremente como posso fazer com que a vida volte a ter vida para onde foi roubada na história velha canta sobre os ossos enquanto ela canta a carne começa recobrir los nós também nos tornamos a medida que derramamos a alma sobre os ossos que encontramos
enquanto ver temos nossos anseios e nossas mágoas sobre os ossos do que costumávamos ser quando os jovens do que tínhamos conhecimento há séculos e sobre a aceleração que pressentimos no futuro ficamos de 4 inabaláveis à medida que derramamos a alma somos revitalizados não somos mais uma solução fraca algo de frágil que se dissolve não estamos no estágio da transformação em que estamos nos tornando como la loba nós quase sempre começamos um deserto temos uma sensação de perda de direitos de alienação e não estarmos vinculados nem mesmo uma muito de cactus os antigos chamavam o deserto
de lugar de revelação divina para as mulheres porém ele oferece muito mais do que isso o deserto é um lugar em que a vida se apresenta muito condensada as raízes das plantas se agarram à última gota d'água e as flores armazenar umidade abrindo apenas de manhã cedo e o final da tarde a vida no deserto é pequena porém brilhante e quase tudo o que acontece tem lugar no subsolo essa descrição é semelhante a vida de muitas mulheres o deserto não é exuberante como uma floresta ou a silva ele é muito intenso e misterioso as suas
formas de vida muitas de nós e vivem vidas desérticas enfim mas na superfície oficie-se imensa por baixo la loba nos revela as belas consequências que podem advir desse tipo de distribuição psíquica a psique de uma mulher pode ter chegado ao deserto em virtude da ressonância devido à crueldade passadas ou por não lhe ter sido permitir uma vida mais ampla a céu aberto por isso muitas vezes uma mulher tem a sensação de estar vivendo um local vazio onde talvez haja apenas um cacto com uma flor de um vermelho vivo e em todas as direções 500 quilômetros
de nada no entanto para aquela que se dispuser a andar 501 quilômetros existe mais alguma coisa uma casa pequena e admirável uma velha ela está à sua espera algumas mulheres não querem estar no deserto psíquico elas detestam a fragilidade da escassez não param de tentar fazer com que um calhambeque enferrujado funcione para que possam descer aos solavancos pela estrada na direção de uma e fulgente cidade que fantasiam na psique decepcionante porém pois a exuberância ea vida selvagem não se encontram ali elas estão no mundo do espírito no mundo entre os muros rio a barra o
rio no rio por baixo do rio não seja tolo volte para debaixo daquela única flor vermelha e siga em frente percorrendo aquele último e árduo quilômetros aproxime se bata à porta castigada pelas intempéries sul até a caverna através engatinhando a janela de um sonho primeiro o deserto e vejo que encontra essa é a única tarefa que temos que cumprir está querendo ajuda psicanalítica vai recolher ossos