[Música] olá seja muito bem-vindo está começando mais um programa são paulo brasil pela tv câmara de são paulo nas últimas décadas ocorreram profundas transformações nas relações de trabalho em vigor desde novembro de 2017 a reforma trabalhista foi promulgada com expectativas bastante divergentes entre os diferentes setores da sociedade e nós temos o prazer de receber hoje a socióloga e pesquisadora do cesit o centro de estudos sindicais e de economia do trabalho da unicamp a ludmila kostecki abílio e já desenvolveu importantes pesquisas sobre as relações de trabalho e vai contar pra gente um pouquinho da história profissional
dela e dos estudos que ela fez prazer recebê-lo de mim né o elenco conta pra gente então em que momento da sua carreira você viu no tema trabalho aí o seu objetivo de pesquisa que te fez interesse se interessar por essa linha de pesquisa essa é uma questão um bonde pensar né porque na verdade eu pensar bem eu tô aí há quase 20 anos pensando nas relações de trabalho no brasil né eu acho que a pergunta assim diminuindo é enfocando mas é a questão do trabalho informal do trabalho sem forma trabalho do trabalho que aparece
às margens do desenvolvimento capitalista na verdade isso que eu venho pesquisando aí já há muitos anos e que começou com uma pesquisa de mestrado lá na periferia de são paulo com desempregados que se tornaram beneficiários de programas sociais depois foi estudar revendedora de cosméticos depois de estudar os motoboys até que eu estou falando há obesos ação do trabalho então uma longa trajetória e olhando para esses trabalhadores que meio aparecem as margens da acumulação é que naquela época já era perceptível esses sinais aí de mudanças nessas relações de trabalho o mundo do trabalho ele está em
constante transformação desde sempre né pelas inovações tecnológicas pelas redefinições do papel do estado isso vai ser a gente fala em globalização hoje a gente pode falar em globalização desinformação do capitalismo a globalização está em questão vai tomando várias formas né mas nas últimas décadas a gente tem transformações intensas do mundo do trabalho é que tem a ver com saltos tecnológicos com políticas neoliberais que de certa forma vão atacando os direitos do trabalho e causando novas formas de organização do trabalho né e vamos dizer assim essa globalização que possibilitou uma integração da dos mercados de trabalho
dos trabalhadores e uma mobilidade muito alta das empresas pelo mundo então isso vai reconfigurando muito mundo do trabalho explica pra gente um pouquinho então você de desenvolver um trabalho aí que sobre a organização do trabalho no brasil o que é isso a organização do trabalho é um termo que a gente está usando em relação que oo bebeu grande visibilidade não os motoristas um bar por exemplo de um outro a gente tem aí mais de 500 mil motoristas e são um fenômeno mundial nessa milhões de motoristas pelo mundo mas um bebê na verdade de uma visibilidade
é um processo que está em jogo no mundo trabalham muitas décadas nem vai se tornando cada vez mais visível o que esse processo é um processo onde você tem tecnologia hoje suficiente pra vamos assim jogar um gerenciamento do trabalho para os próprios trabalhadores sem perder as relações de subordinação e controle sobre eles né então é o auge do flexibilização do trabalho porque você passa a colocar o trabalhador inteiramente uma condição de autônomo então tá em disputa no mundo inteiro por exemplo com o obercom outras empresas têm vínculo empregatício é relação trabalhista o que essa relação
à ii o bê tem responsabilidade sobre o trabalhador não em está em jogo não só com essa empresa mas com vários outros de vários setores que estão adotando esse modelo né e aí você passa a ter esse trabalhador que é completamente autónomo então ele não é contratado ele não passa por uma entrevista de emprego ele simplesmente adere a um cadastro enorme que ele é mais um número a linde de trabalhadores disponíveis né a empresa tem tecnologia para mediar a relação dessa oferta de trabalho para a demanda desse trabalho ela na verdade organiza esses dois mundos
do consumo e do trabalho né e aí o que você tem você tem um trabalhador totalmente desprotegido de direitos sociais né um trabalhador que aí por um lado faz seu tempo de trabalho trabalho como que é onde quer quando quer mas o que a gente está vendo é que os motores por exemplo trabalham muitas horas por dia os motofretistas os motoboys neto trabalha com o aplicativo então aí trabalhando 12 horas por dia você vai perdendo as medidas sobre esse trabalho e não é porque eu cada trabalha como quer que isso quer dizer que ele trabalhe
menos ele pode até trabalhar mais e ele passa a ser remunerado estritamente pelo trabalho dele então descanso remunerado férias proteção acidente nada disso mais faz parte da remuneração desse trabalhador e ao mesmo tempo ele passou a ser utilizado na exata medida da demanda entendi então você não tem mais o trabalhador ele é ele passa a ser um fator de produção é utilizado quando necessário e ele fica ali disponível né a polícia é necessário agora a gente vê isso com o motor está o bem mas a gente pode ver se com advogados com médicos com manicures
com operários da construção civil com jornalistas quer dizer isso tá se espalhando essa é uma tendência que passa a organizar o mundo do trabalho de uma nova forma vamos assim que é um passo a mais na flexibilização do trabalho então e e aí com o balanço que a gente pode fazer isso é mais tem claro pontos positivos mas também muitos pontos negativos a gente nunca não pode colocar a tecnologia como desculpa aí pro os pontos negativos essa questão não é é um otimista uma outra pergunta que a gente faça por exemplo essa questão dos aplicativos
acaba criando uma lacuna também aí entre de diálogo é entre o empregado ea empresa e também entre o cliente e essa empresa né a malaco na onu um usuário assim como o usuário tanto o cliente mesmo do serviço e o sol está prestando serviços a esse diálogo não parece às vezes fica um pouco mais difícil ou não é que acessar empresas assim é o que a questão da organização é o seguinte as empresas agente físico né as empresas elas deixam é uma nova configuração da empresa né ela deixa de aparecer como uma contratante ela aparece
como uma mediadora entre consumidor e trabalhador o que na prática é isso e muito mais porque ela define o valor do trabalho ela define a comissão dela ela tem uma série de mecanismos invisíveis de controle sobre esse trabalhador e o consumidor ele a parte dos controles sobre o trabalhador porque esse trabalhador é permanentemente avaliado e quem avalia por exemplo beber ela detém assuntos critérios da avaliação mas quem está avaliando o consumidor nela terceiriza a avaliação para o consumidor o consumidor segue os critérios que a empresa estabelecer mais a ele que está executando essa avaliação então
a empresa ela fica muito e material assim ela fica quase inacessível aí você conversa com trabalhador ele falou olha eu não sei bem onde o bê tá mas eu sinto ela aqui já usou essa expressão eu sinta no meu ombro tempo inteiro não estou sendo vigiado a forma que meu trabalho executado e vigiada né mas eu não tenho acesso direto ela então é uma nova forma é de organização mesmo dessa relação empregador não é empregador é outro nome que a gente vai ter que dar pra isso ou não está em disputa é um empregador não
é tem uma série de debates em torno disso nos do uberaba e por exemplo é o do olímpico o empregado eo motorista colocando vários patrões né e cíntia ombro assim e ainda ele pode trabalhar para vários aplicativos essa é uma é uma justificativa do b por exemplo ninguém que se exige que o trabalhador trabalhe exclusivamente famosos nesta avaliador é livre para trabalhar como quiser então ele está bem lindo vários aplicativos ele e tem essa figura do consumidor ea gente também confia nessa nossa função de avaliadores né quando você entra no carro de um desconhecido tal
é você está acreditando que a multidão ali ela vale hoje informa corretamente aquele motorista própria empresa nerd o papel do consumidor é muito importante na construção dessas relações de confiança e não souber por exemplo o site bing que você passa vencer ficar no hotel você aluga a casa de alguém você fica na que você aluga um quarto na casa de alguém tudo isso vai se basear o que é na confiança construída pela multidão de avaliadores que ao mesmo tempo também são usuários que também podem estar afetando suas casas então uma nova forma de organização desse
mercado ela está sentada em novas lógicas que a gente pode analisar essa questão levando em conta e todo o momento econômico também no caso do df por exemplo é muitas pessoas entram no mercado como um bico de gasto assim né é isso tem mudado então é é de que a gente não tem muitos dados sobre o perfil desses trabalhadores né mas o que está parecendo que é ser grande que é simplesmente um bico não é tão verdadeira assim né então você tem de fato pessoas dedicando a jornada interno de trabalho delas mais de oito horas
12 horas la a essa ocupação né então ela aparece como um bico um complemento de renda é o próprio empresa faz é só propaganda olha é uma forma de geração de renda e é mesmo né só que a forma que essa renda está sendo gerada é atravessada por uma série de questões complexas né então tem essa figura do bico que a gente vai ter que pensar então quanto que as pessoas estão trabalhando por dia entendeu se eu tenho um outro emprego eu sou motorista uber e querido levando olhando não para o bem em questão mas
para o mundo do trabalho como é a vida das pessoas constituem esse tem pessoas fazendo disso só essa ocupação a gente também está vendo vamos dizer assim é uma nova forma de precariedade que é viver é viver por aplicativo vamos dizer assim agora só complementando por exemplo pros motoboy se os aplicativos eles são amigos porque ao mesmo tempo que elimina uma série de proteções para o motoboy também pode garantir o aumento de rendimento o aplicativo paga o melhor de uma pega - comissão do que é uma terceirizada por exemplo então é complexo entendeu agora o
que a gente está vendo olhando por exemplo pros motoboy sé que eles estão fazendo tudo ao mesmo tempo eles trabalham com o aplicativo eles são seletivos eles são trabalhadores informais tudo está se combinando e na prática estão trabalhando e 14 horas por dia para garantir a renda deles é isso que está em jogo na verdade porque vai fazer um intervalo daqui a pouco a gente volta com o segundo bloco do programa são paulo brasil a legenda [Música] estamos de volta com o programa são paulo brasil pela tv câmara de são paulo ea nossa convidada de
hoje é a socióloga e pesquisadora do cesit o centro de estudos sindicais e economia do trabalho a ludmila kostecki abílio vou falar um pouquinho agora sobre essa questão da reforma trabalhista é aos que defendem a reforma que falam aí na questão da modernização dessas relações de trabalho já a parte da população dos sindicatos aí falam em retrocessos quais os avanços quais os passos para trás que temos aí quando a gente toca nesse assunto na reforma trabalhista olha phillip eu tenho uma perspectiva muito crítica em relação à reforma trabalhista né é primeira grande questão dela ela
foi propagandeado como uma modernização mas em realidade as pessoas não sabem quase nada sobre o que de fato aconteceu e foi uma transformação muito grande né vários artigos da clt foi alterado suprimidos modificados né então é até um pouco impressionante a gente entender como é que isso foi aprovado dessa forma sem um envolvimento maior da sociedade sem uma divulgação das informações de forma tão rápida é uma transformação tão profunda da clt é uma coisa não quer que ele esteja não sofreu algumas transformações mas essa é uma transformação muito grande né esse discurso da modernização ele
é muito complicado porque ele cola muito né agentes a modernizar o mundo do trabalho que o mundo do trabalho está se transformando em inovação tecnológica tal nosso clt é muito atrasada isso tem a ver também com um contexto global de políticas a gente fala das políticas neoliberais que foram transformando os direitos do trabalho nem algo que parece que é muito custoso estado né algo que impede a competitividade do trabalho algo que no mundo globalizado tem que ser eliminado né só aqui é bom quando você está fazendo esse discurso você transforma o trabalhador num fator de
produção não ser humano que né tem que ter sua dignidade suas garantias etc então então discurso extremamente economicista em realidade é nós podemos até fazer a crítica de que se isso vai promover de fato maior competitividade maior geração de emprego tudo isso é inquestionável é que foi um dos principais elementos então qual que é a grande crítica reforma né nós temos um país extremamente desigual né grande parte da população brasileira vivem com um salário mínimo e meio por aí né nós não estamos falando de um país desenvolvido com o mercado de trabalho super bem nós
temos uma herança escravocrata aí que nos persegue até hoje né nós temos hoje já voltou ao trabalho informal a superar o trabalho formal que dizer que 50% da população nem era contemplada pela clt né e aí o que essa reforma fez ela ignorou essa sim de 50 por cento num artigo na sua reforma que de fato promover algum tipo de formalização dos informais então essa essa parte aí ficou de fora né ea parte que ficou de dentro pra dentro da reforma de fato o que vai acontecer com ela da minha perspectiva de muitos outros pesquisadores
não é especialmente o ceviche a gente está produzindo muito material discutindo isso né ela está produzindo uma espécie de informalização dentro do trabalho formal então você está conseguindo eliminar os direitos do trabalhador sem transformá lo em trabalhador informal mesmo que ele seja registrado né então você criou a figura do autônomo exclusivo que é o que você legaliza o a pejotização do trabalhador né então se eu venho aqui trabalha aqui todo dia 17 sobre gado emite nota em vez de reconhecerem que eu sou empregado essa empresa né eu tinha uma série de proteções que algum dia
podiam me garantir pelo menos esse reconhecimento está tudo feito agora você pode ser considerado um autônomo exclusivo o que está gerando uma insegurança jurídica é enorme porque ninguém sabe na prática como isso vai funcionar e o que eu acho mais sério ainda você criou a figura do trabalhador intermitente o que esse trabalhador ele é um serve t que é recrutado de acordo com a demanda do empregador então bom essa semana eu sou trabalhador de uma rede de fast food essa semana olha aos sábados eu preciso de você 10 horas na segunda eu não preciso de
você na terça 23 horas da noite né ea vida do trabalhador fique inteira volta um pouco esse debate nós da organização é um trabalhador disponível a vida dele está inteiramente disponível a demanda do trabalho a remuneração dele exatamente na mídia entre dessa demanda né então de que a organização a gente está falando entendeu porque isso pode gerar uma reestruturação neste mercado de trabalho que já tem uma mão de obra extremamente rebaixar em condições precárias você pode rebaixar o valor que você não tá nem garantido mas a remuneração de um salário mínimo você não tomou instrumento
de formalização dos informais e você está tornando a vida da grande maioria ainda mais instável e precária que desistem quando eu construí aqui tem conseqüências muito sérias do que fazendo fundo então é eu acho difícil a gente achar nessa reforma algo quente puxa mas por aqui de fato isso vai promover uma melhora do mercado de trabalho é vai reduzir o desemprego nem isso a gente consegue falar olha vai poderia falar vai ser ruim vai ser trabalhoso mas nem isso a gente consegue dizer que sim a reforma vai fazer quer dizer muito sério a forma como
ela foi aprovada e que estou dodô o meu orgulho de trabalhar em que a asa muitos o pneu fausto o home work né que está na reforma também o teletrabalho né ele não vamos dizer se um símbolo da flexibilização do trabalho porque você tornou possível o trabalhador trabalhar em casa com o conectado a empresa né no seu próprio tempo etc isso tem um lado o trabalhador de muita liberdade quer dizer o cara fala pra você porque eu vou ficar duas horas num hotel de são paulo para chegar na empresa tal né se eu posso fazer
meu trabalho em casa tá então isso é indiscutível que isso tem um lado do trabalhador que é extremamente vantajoso agora ele junto com essa vantagem nenhum perigo né que é a perda de medidas sobre o trabalho então o trabalhador é possa trabalhar por meta por exemplo não é má jornada néel working lá olha eu preciso desse relatório até o final da semana e certa o quanto você vai trabalhar nisso ninguém é demais entendeu então extremamente complicado a gente está vendo no mundo isso é uma série de formas de adoecimento ligadas a esses profissionais de alta
qualificação alto rendimento que se tornar um rumor caras né então é é sempre essa essa coisa contraditória entendeu se por um lado a liberdade por outro é uma perda de medidas que você pede as garantias que o trabalhador tem porque o trabalhador ao contrário do que a reforma disse que ele está em igualdade para negociar com o patrão qualquer um sabe que isso não é verdade né então que ele me esse trabalhador pode impor sobre o seu próprio trabalho essa questão que a gente tem que fazer né no mundo do trabalho cada vez mais competitivo
e com cada vez menos regulações a reforma no olho para o teletrabalho mas de novo ele esqueceu do trabalhador que ela olhou o teletrabalho ela todo o facultativo e vou se os meios de produção ainda trás desse trabalho tem que ser da empresa do trabalhador quer dizer pode até ser que o trabalhador a que com isso né e ela ainda botou uma coisa ali que transferiu para o trabalhador das responsabilidades sobre o acidente de trabalho que ele possa ter então o trabalhador vai assinar um termo dizendo que ele está ciente dos procedimentos que ele tem
em casa etc o que de alguma forma vai servir como uma desresponsabilização por empregador então assim você poderia manter o teletrabalho e pensar em formas de regulação de proteção desse trabalhador tem como você por exemplo contabilizar quantas horas esse trabalhador trabalhou naquele computador quando teria forma de você regular sem perder essa dimensão da liberdade entende mas isso não apareceu né o que apareceu foi uma forma mais de contemplar o empregador as proteções ao trabalhador desapareceram uma outra questão é de acordo com o tribunal superior do trabalho após a reforma trabalhista uma diminuição no número de
ações trabalhistas é como você interpreta essa redução os trabalhadores estão com receio por até não conhecer muito bem é essa reforma é essas relações estão se tornando mais equilibrados achei qualquer análise que a gente pode fazer é a reforma antes e aí só nós vamos tornar nós vamos reunir o início a justificação da reforma se você ver na exposição de motivos que é escrito literalmente olha o mundo do trabalho brasileiro alcançou uma maturidade que trabalhador empregador já estão condições de negociar livremente né e aí você bota o trabalhador empregador no mesmo patamar e a gente
sabe que essa relação e desigual né então por isso pra isso que meu estado protegendo alguns limites nessa relação que são interesses diferentes que o empregador e trabalhador tem né não eles não têm o mesmo interesse nessa relação não é é e aí o que a reforma foi bom então a justiça aí ela o entrave pressa essa livre negociação etc e aí você criou uma série de mecanismos que dificultar em muito as chances do trabalhador 1 x 1 san então e o primeiro deles aqui que só ele já basta né é você transferiu para o
trabalhador os riscos é dada sucumbências que eles falam então por exemplo você tem agora trabalhadora e que entrou com um processo contra a empresa por não reconhecimento de vínculo trabalhista não sei o quê e foi condenado a pagar 150 mil reais depois para a empresa né é como é que o trabalhador vai correr esse risco ele está numa posição totalmente desigual então é muito complicado entendeu por que você realmente de se protegeu o trabalhador e é claro que vai cair o número de acessos o justiça né porque isso isso é uma forma de você e
extinguem da justiça do trabalho né isso foi feito em outros países já estão revendo porque isso tem consequências sérias né a gente pode olhar no imediato é que a reduzir o número de processos vamos ver ao longo dos anos o que vai acontecer com esses trabalhadores não entendeu é você tá espremendo tanto no que isso vai dar sabe é então assim quando hora que a gente pode pensar essa queda está relacionada com a enorme dificuldade que está sendo imposta ao trabalhador para ele a sessão em 1 x 1 de novo ele está em igualdade não
tem como você dizer olha ou empresa vai pagar 150 mil você vai pagar 150 mil para a empresa a justiça ela recorreu a ela parte a justiça do trabalho ela é fundada no reconhecimento dessa desigualdade né é isso que faz a justiça do trabalho existe e é isso que está sendo posto em xeque agora tá certo a gente vai fazer mais rápido intervalo daqui a pouco a gente volta com o terceiro bloco do programa são paulo brasil até já estamos de volta com o programa são paulo brasil pela tv câmara disse são paulo ea nossa
convidada de hoje a socióloga e pesquisadora do cesit o centro de estudos sindicais e de economia do trabalho a ludmila kostecki abílio vamos falar um pouquinho agora nesse terceiro bloco sobre esse trabalho que você desenvolver esse trabalho de pesquisa que se chama e se tornou o livro é o sem maquiagem o trabalho de um milhão de revendedoras de cosméticos explica pra gente um pouquinho que foi essa pesquisa então quando como eu comecei contando aí né e holandesa na minha pesquisa de mestrado relvinha olhando para esse trabalho informal né primeiro apareceu pra mim estudando esses beneficiários
da periferia de são paulo eles eram desempregados e de certa mas existe uma rede de ocupações informais que mal eram considerados como trabalho e como pensar a esse trabalho que não aparece trabalho a sua importância no desenvolvimento capitalista como agente onde a gente coloca isso né e aí quando fui para o doutorado tinha um pouco essa questão desse trabalho sem forma trabalho tal e eu comecei a ver a questão dos revendedora de cosméticos né que na época e só de 2001 eram 1 200 mil revendedoras em 2000 não 2000 11 não me tira 2007 e
comecei a ver até amigas minhas revendendo né eu comecei eu falei nossa mas é isso que está em todo lugar né todo mundo tá rendendo com lima coisa alguém que não tem uma mãe uma vizinho ou a ele o mais é esperada a mente ela própria já não revendeu nem quer dizer está em toda parte e aí eu fui pesquisar isso e eu vi que era um fenômeno mesmo eram 200 mil só para uma empresa né escolher a empresa brasileira pensando que isso traria questões interessantes que é uma empresa que ao mesmo tempo é líder
de mercado então quer dizer ela é um exemplo da empresa bem sucedida do áudio da modernização brasileira tal né e ao mesmo tempo fazia agora isso mudou um pouco mas fazia toda a distribuição dos seus produtos via as mãos dessas mulheres né e são mulheres o que trabalhadores informais que são reconhecidas como representantes comerciais como o preço aqui que são essas mulheres e tem todo um sistema legal para isso que chama sistema de vendas diretas né que é algo que opera no mundo inteiro têm uma legislação para isso as empresas estão inteiramente dentro da legalidade
fazendo isso recolhem seus impostos 87 né mas não reconhece a os seus distribuidores e distribuidoras como nenhum vínculo empregatício não há uma relação trabalhista para sempre e aí a ao longo dos anos e aumentando a 200 mil por ano então quando eu terminei a pesquisa em 45 anos era um milhão de revendedoras só para uma marca né então era uma questão muito intrigante trabalho tipicamente feminino que não aparece como trabalho e que ao mesmo tempo garante a distribuição inteira de uma única empresa né aí posso contar um pouco mais sobre isso dizer que é o
início de uma mobilização novo exatamente é eu cheguei hoje na organização porque o pesquisa ser vendedora se não chegaria a organização como o enxergo né porque porque a minha questão central naquela época o seguinte bom ter uma empresa altamente sofisticada com sua produção quase grande parte dela automatizada etc com essa empresa não tem uma loja e ela entrega no brasil inteiro e essas revendedoras como motorista o bb vem quando querem da forma que querem se cadastram se quiserem ninguém está fazendo uma chamada temos vagas para revê assim como bené é uma adesão ao trabalho ea
minha questão era como é que esse exército que vai crescendo absurdamente confio em quem cuida do boca a boca né a gente vive assim a empresa fundada nos anos 70 se você olhar grande avon né que nos surge nos estados unidos está vendedora de porta em porta a audição é começo do século 20 néel modelo que na verdade ele se inicia com a idéia do caixeiro viajante uma coisa que depois vira tipicamente feminina quando as empresas são obrigadas a reconhecer ou não isso aí tem em relação de emprego aí quando as regulações do trabalho se
fortalecem as empresas recuo não não tem e aí essa atividade da distribuição ela vai se tornando tipicamente feminina é muito interessante a gente analisar isso não é uma relação e também é de revendedora que também é consumidor é o que acaba afetando essa questão ela também ser uma consumidora então a enrico chegando ao fim e ainda sua pergunta anterior emendando nessa né como eu tinha essa questão olha uma multidão de mulheres para uma empresa como é gerenciado em gerenciamento do trabalho como foi controlado como elas são produtivas como que é era essa a minha questão
que é a mesma questão do da organização se você olhar como essas empresas mediador horas que não contrata ninguém está organizando esse mundo do trabalho né então pra gente ver que essa organização ela não é tão recente assim né as sementes dela tem a ver com inovação tecnológica com o aplicativo com plataforma digital tem mas esse modelo já estava em resposta é e aí outra questão também aparece hoje que é o que a fronteira entre o que era trabalho consumo com seus revendedores é muito tênue porque muitas delas se tornam revendedoras para poder consumir os
produtos pagando menos elas encaram a comissão delas como é um desconto na verdade sobre o que ela só então se saborear de custar 10 e é uma revendedora ela ganha 30% sobre a venda então ele falou vou virar revendedor eu vou comprar o sabonete por 7 nela não está pensando em r$3 como remuneração do trabalho ela pensa como diz com um só que pra ela revender tem uma série de mecanismos que vão envolvendo ela com essa atividade mecanismos informais né como uma pontuação mínima como promoções então essa mulher começa a se engajar na atividade ela
começa a render um círculo menor isso amplie e ela começa a investir nos produtos ela tem prejuízo monte de coisas que vão acontecendo aí né então a distinção entre o que é ser trabalhadores e consumidora nessa nesse aspecto é muito nebulosa né isso também leva gente para um debate dalbem visitação que tem a ver com o que nós estamos chamando hoje de cloud sourcing neo fraude vem essa palavra em inglês da multidão né a gente não vai crowdfunding que que é isso agora você jogar por uma multidão né a administração sobre trabalho forma de execução
do trabalho até o facebook da vida sexual de som assim todos nós estamos lá alimentando uma plataforma com as nossas informações se a gente não fizer isso a multidão o facebook não existe né então é a actividade da multidão que está está formando aquilo enquanto tal e eu já olhando ali para aquela multidão de revendedoras que estão entre consumidoras trabalhadora eu comecei a pensar nesse cloud só se quer uma coisa nova tinha pouca coisa escrita não tinha coisa no brasil sobre isso né que esse fenômeno de você jogar para a multidão o gerenciamento sobre o
trabalho que às vezes aparece como lazer às vezes aparece como consumo mas tem algo sendo produzido ali e capturado porque tem os meios para jogar esse trabalho para a multidão néné então só essas sementes aí que voa e são situações muitas vezes num difícil de perceber até pra elas próprias revendedoras também é isso eu não estou dando uma armadilha também isso é muito interessante assim porque quando quando eu defendi a tese dez saíram notícias depois o livro foi publicado pela editora boitempo teve uma repercussão isso e eu acompanhei nas redes as vendedoras em algum site
está alguns comentários que pra mim foi muito bacana assim com um fã vamos dizer assim um feedback do meu trabalho que ele fazia sentido ele né e elas diziam nossa finalmente alguém está escrevendo aqui os mecanismos que levam isso aqui agentes e até explorada né ela tinha todo esse debate então quando você conversa com uma revendedora ela tem noção disso tudo assim como quando você conversa com um motor está o bebê ele tem noção ele tem consciência disso né as questões é o que o levam a se envolver nessa atividade são decisões ali dele bom
eu ainda assim eu quero eu quero é pagar menos pelo sabonete eu vou fazer isso isso isso me informe gera uma forma de ocupação que eu não tinha então por exemplo uma dona de casa que passa se torna uma revendedora ela isso é uma forma de trabalho que não há ameaça identidade que ela não tá afim ali de confrontar a ameaçá né tem várias coisas que estão em jogo aí que falam as pessoas a se engajarem nessas atividades agora uma questão que fica é que pra mim não é respondida ainda que está sendo feita com
os motoristas vão ver agora tem uma pesquisa mostrando que muitos motoristas no b estão é pagando para trabalhar né não sei se você já conversou com o motorista ele fala pra você ah eu estou trabalhando aqui pra pagar a prestação do meu carro só que o carro instrumento de trabalho dele que ele está deteriorando com essa atividade então em um círculo vicioso né com as revendedoras essa coisa de trabalho para consumir o que apareceu para mim é que muitas delas está um pagando para trabalhar elas seguiam trabalhando então isso é um enigma do mundo do
trabalho que a gente vai ter que se debruçar entender melhor o que está acontecendo para as pessoas se engajarem nessas ocupações que não necessariamente estão garantindo rendimento a elas mas elas seguem se engajado que está acontecendo eu vou pagar muitas vezes o produto exatamente é a tam com os riscos fazem estoques tem nada de influência tem um monte de coisas que ela vá nesse caso a gente tá falando sempre guardo que perde um lado que ganha nesse caso quem fica com esse ônus de um possível caso de produtos no caso do então isso é muito
interessante também tem a ver com essa discussão da organização tal é tem um termo que a gente usa na nessa em relação às inovações tecnológicas das últimas décadas que é a produção de tinta em que essa produção de orientar as empresas hoje têm capacidade tecnológica de inverter a relação elas passam a produzir de acordo com a demanda né então o que é o dia sim time eu não faço um estoque nome de carros e frame arriscando investindo naquilo tendo que pagar para estocar esses carros tal sem ter certeza se o vendesse scalzo não isso se
inverte o passo produzir o carro no tempo da demanda a empresa de cosmético ela faz a mesma coisa então como é que esse 1 milhão de mulheres se relaciona com a sua empresa pra dentro da fábrica ela são um número no cadastro que citou uma informação não gosto de falar que a informalidade se torna informação é por dentro lá dentro da fábrica ela se torna uma informação que é administrada dentro da produção então a produção é feita no ritmo das demandas do lado de fora então a empresa ela quase não corre riscos em relação ao
estoque de produtos né aos custos que isso traz etc é quem tá correndo esses riscos as revendedoras então informalmente já falou que tem um exército de gaveta cheia de produtos né que todas elas falam isso pra minha eu aproveitar a promoção tal investir enquanto que a senhora investindo ainda não sei mais eu já perdi a conta né ela vai perdendo a conta do que investe o que ela ganha é o do presente pra todo mundo do presidente e dos cosméticos de presente porque ela tem que ela vai desenvolvendo aquilo de alguma forma né e ela
corre o risco então além disso da inadimplência é porque as relações de venda delas são totalmente informais ela tá vendendo para o vizinho por um amigo para a colega dois coletes cetera né enquanto que pra dentro da empresa o que formaliza a relação a um boleto né que têm os juros que pode sujar o nome da revendedora de certa do lado de fora são as estratégias pessoais nelas tomam vários calotes então é bem arriscado formalidade extrapolou os limites bomdia fazer mais um rápido intervalo daqui a pouco a gente volta por último bloco do programa são
paulo brasil [Música] estamos de volta como programação paulo brasil pela tv câmara de são paulo a nossa convidada de hoje a socióloga e pesquisadora do cesit o centro de estudos sindicais e de economia do trabalho a ludmila os técnicos vão voltar a falar mais um pouquinho dessa questão da reforma trabalhista que acho que é importante o dieese departamento intersindical de estatística e estudos socioeconômicos prevê a exclusão de aproximadamente 60 milhões de brasileiros do acesso à previdência social é é seria então um colapso do sistema de aposentadoria a gente está trabalhando em nossas projeções também no
seu hit né quais usam seus impactos dessas formas de realidade de regulação do trabalho novas formas de regulação entre vão ser postas pela reforma o que é importante ter claro é a contradição entre o discurso da reforma trabalhista o discurso da reforma da previdência porque ao mesmo tempo que com dados muito duvidosos se propagam de o tempo inteiro olha recuar previdência vai quebrar a gente tem que reformar por pouco isso não foi feito também de forma extremamente atropelada né é nesse ano ao mesmo tempo se aprovou uma reforma do trabalho que vai com certeza impactará
arrecadação né então essas formas de você criar o autônomo exclusivo você promover a passagem do trabalhador assalariado por meio nem que o microempreendedor individual você criar essa figura do trabalho intermitente tudo isso vai promover uma queda na arrecadação né então qual é o impacto disso as projeções estão sendo feitos mas que tem uma contradição de saída que você criou mecanismos que na verdade vão diminuir a arrecadação e ao mesmo tempo está dizendo que a previdência vai quebrar a dizer como é que concilia as duas coisas é o que está em jogo é em realidade acho
que a gente tem que se perguntar o contêiner não se houver essa reforma da previdência é necessária também só que aí o estudo maior aí é eu acho que a gente tem que ter muita cautela e com essa idéia de que a previdência está quebrando vai quebrar né a gente tem que tem tem por exemplo o senador paulo paim está mostrando ao posto não tem esse rombo na previdência que vocês estão dizendo tem né quer dizer isso também está em debate isso tem que ser analisado de verdade é meu esses dados é não pode ser
esse discurso da modernização da crise à crise econômica é extremamente profícua pra você eliminar direitos pneu isso é uma coisa que está clara no mundo há décadas neven a crise só um passaporte pra você olha a gente precisa eliminar isso aqui isso é que estou aqui e na verdade você está sempre prejudicando a população de mais baixa renda e qualificação né é isso que a gente tem que entender a gente olha para o brasil outro dia saíram dados aí 1% mais rico da população tem uma renda ea partir de 27 mil reais é disso que
nós estamos falando a gente tenta noção do que é de verdade a realidade brasileira né e como é que como é que o impacto de sobre essa população olha só essa questão da reforma que a gente tem falado a flexibilização das relações de trabalho que são questões urgentes não só no brasil como em outras partes do mundo têm muitas empresas grandes empresas e que são multinacionais os nacionais é que podem transferir suas fábricas diz um lugar pra outro como fica esse jogo de força saíram o futuro do emprego tende a se tornar o artigo cada
vez mais raro então é isso envolve muitas questões neco é o que a gente chama de globalização o nosso país que a gente pode entender que que essa globalização é que fica mais clara nas últimas décadas né é um movimento dos estados de baixar suas barreiras para a mobilidade do capital e em certa medida do trabalho é inclusive do capital financeiro e isso gerou uma financeirização da economia neps dali um outro programa time né é que tá totalmente conectada com as novas formas de exploração do trabalho tudo está tudo ama muito conectado né e você
tem hoje tecnologia pra isso pra você terceirizar sem limites à sua cadeia produtiva eu gosto muito de dar o exemplo da empresa usada que que a zara a azar é uma marca espanhola só uma marca o que essa empresa ela fabrica roupa não mas ela está no mundo inteiro quem está fabricando as roupas da zada né quer dizer isso é a globalização a gente olhando por uma empresa a gente entende isso e pode chegar lá na ponta por exemplo usado foi processada várias vezes por uso de trabalho análogo à escravidão aqui no centro de são
paulo com bolivianos que migram para o brasil quer dizer só uma série de elementos né então o mundo do trabalho ele se reconfigurou nesse sentido e isso gera uma pressão enorme sobre as formas possíveis de resistência dos trabalhadores que o capital a mobilidade extremamente altas formas de resistência frente essa mobilidade são muito complexas nessa um desafio agora os trabalhadores também começam a se organizar também vamos assim globalmente como é por exemplo teve uma greve de motoristas ou berlinda em média uma das pautas dessa greve era tentar internacionalizar você já imaginou se os motoristas do b
do mundo inteiro fazem greve isso é muito poderoso né então é um outro lado é fui abrindo o ativo setor e tem outra questão que é bom a inovação tecnológica é elimina postos de trabalho então como é que fica a situação dos trabalhadores dessa figura do emprego vai sumir né e você tem um terceiro elemento que são os estados nas políticas neoliberais fazendo um movimento de corte dos direitos trabalhistas nem de outros direitos sociais e transformando isso em custos sociais que vão ser eliminados por uma melhor gestão da economia e de certa dessas coisas estão
todas andam juntas que é o da precarização que é a tal da precarização do trabalho nem que você você é tem novas formas de intensificação do trabalho de extensão do tempo de trabalho e de eliminação de uma certa estabilidade do trabalhador né então e orienta também essa questão dos salários né que de um modo geral estão em quedas e com menos dinheiro também isso afeta a questão da produção né e isso pode deixar tudo com que isso influencia no mercado cria um mundo melhor o calor de coisas estão totalmente interligadas né por exemplo se você
olhar na última década foi um período de crescimento econômico e aí você teve o que aumento real do salário mínimo você teve uma extensão de benefícios de concessão de benefícios sociais você tem uma redução da taxa de desemprego e você ainda teve um aumento do acesso ao crédito quer dizer uma população que nem tinha conta bancária passa a ter cartão de crédito é uma espécie de financeirização lá de baixo da economia isso aqui é seu economia absurdamente o mercado interno a gente olhava nova classe média que é o nome do jogo dava até hoje com
o nome altamente criticável né é a tal da classe c como marca uma expansão do mercado interno que está totalmente relacionada com a renda é eo aumento do acesso ao trabalho também existe essa discussão hoje nós estamos num contexto de crise a reforma trabalhista quais serão os impactos dela no próprio desenvolvimento do mercado consumidor é que a gente pode prever uma queda ainda maior do poder aquisitivo dos trabalhadores que impacto isso vai ter na economia há uma tendência de se criarem uma massa de pessoas olhando pelo ponto de vista humano uma massa de pessoas sem
cuba nesse sentido aí o que os teóricos chamam de nupem proletariado né uma massa de pessoas que vive abaixo dessas condições mínimas de dignidade é é um fato também que pode desencadear o caos social colhe ativamente a gente já não tá vivendo esse caos social de forma organizada reprimida né quer dizer o que está acontecendo no mundo a gente se comprovou agora né e estudos que analisaram vários países numa perspectiva comparada quem nas últimas décadas a desigualdade social aumentou no mundo inteiro e o que a gente tem cada vez mais é uma enorme concentração de
renda então tem uma população cada vez mais pulverizado e uma renda cada vez mais concentrada em menos pessoas né poucas famílias no mundo de tenho eu lembro bem desses dados agora né mas ela está disponível é isso foi notícia no mundo inteiro né como poucas famílias detêm o rendimento dos outros 50% da população então esse é um cenário de concentração de renda né o mundo caminha cada vez mais por uma série muito da concentração de renda então você tem essa população devendo aí e no limite da sobrevivência e você tem também esse debate das inovações
tecnológicas que agora parece que a gente vai dar um novo vamos dar um salto não sei qual é o termo correto exatamente a gente falar isso é que é da inteligência artificial e de certa que é a idéia de que você vai substituir vários trabalhadores vão se tornar substituíveis né então assim essas questões vêm para o presente com muita força o que vai acontecer com os trabalhadores se a integração se continuasse dando pelo mundo do trabalho e da remuneração via trabalho como é que vai ser a gestão dessa sobrevivência agora o que a gente está
vendo ao mesmo tempo é as pessoas inseridas em atividades cada vez mais precárias né mas que são centrais acumulação quer dizer a gente também não pode comprar muita chegada de que elas estão a imagem que elas são descartáveis tem muito essa essa é essa perspectiva de que uma gestão pura e simples da 10k tabilidade social a gente tem que olhar como está sendo capturado de forma produtiva né pra própria como nação né então são questões bem complexas em bom para a gente terminar então no diante de tudo isso foi um rosto que a gente conversou
aqui dá pra dizer como serão essas novas relações de trabalho do século 21 olha as novas relações elas estão parecendo por um outro lado cada vez mais velhas porque a gente está voltando se você olha por leilão capital max ele faz um trabalho histórico ali de recuperação de documentos de relatórios de trabalho a gente está olhando há também um retorno a não regulação do trabalho a extensão cada vez maior do tempo de trabalho nem as condições cada vez mais precárias os trabalhadores só que de forma muito novas não adianta a gente dizer que é um
retrocesso o século 19 não né algo muito novo com um gerenciamento muito novo forma de controle organização muito novos né mas o que a gente está vendo por enquanto no século 21 é isso é a transformação do trabalhador naquele que ela explicando da produção de just in time você transformar o trabalhador no trabalhador de austin time né esse lapso de um desenvolvimento capitalista você só os ao trabalhador de acordo com suas demandas dessa massa disponível ao trabalho agora novas formas de resistência e de mudança também podem vir aí né o é o imponderável imprevisível que
que também que forma de reação e tal podem sair disso tudo né mas por enquanto não é um cenário muito animando vamos aguardar odemira queria agradecer demais e conversei hoje com a ludmila kostecki abílio que é socióloga e pesquisadora também do cesit o centro de estudos sindicais e de economia do trabalho da unicamp muito obrigado é combinar bênção brincar obrigado também a você que nos acompanhou em mais um programa são paulo no brasil até a próxima [Música] o