[Música] boa tarde a todos temos alegria o privilégio de receber hoje o professor márcio tavares d'amaral tem uma extensa biografia professor titular emérito da ufrj desse uma história da filosofia na graduação e pós-graduação da escola de música de comunicação o teco da ufrj foi chefe de departamento o diretor-adjunto de pós-graduação pici diretor e diretor da eco de cujo grupo fundador participou membro dos conselhos superiores de ensino e pesquisa na universidade diretor do departamento cultural da uerj e secretário de cultura do mec na gestão de eduardo portela nosso querido idealizador deste ciclo que infelizmente não está
aqui pra prestigiar lo e lembro do conselho federal de cultura é mais dizer que não é mais adianta também a informação adicional que é parceiro de francis raimi para inveja é de que muitos compositores do brasil e que é correta nas horas vagas que felizmente são muitas bacharel em direito e ciências sociais pela puc do rio mestre em comunicação e doutor em letras pela ufrj e pós doutorado em filosofia pela sorbonne autor de 23 livros poesia romance de geografias e filosofia no momento trabalha uma história dos paradigmas filosóficos os assassinos do sol título esse bonito
tipo prevista para 8 volumes 2 é publicados o terceiro na gráfica e o quarto entregue à editora é casado com teresa costa d'amaral de pai de catarina com vocês márcio tavares d'amaral [Aplausos] boa tarde é uma alegria estar aqui hoje pelos amigos e amigas que tenho aqui e por que esse ciclo foi idealizado pelo meu querido amigo eduardo portela meu antigo professor do doutorado da faculdade de letras da ufrj e meu amigo depois pela vida inteira quando ele esteve ministro eu estive secretário de cultura de gols tive porque foi o único que saiu quando eles
rio os outros diziam pra ele ministro estou com a minha demissão na pasta é dizer mas precisa tirar então esse esse ciclo pensado por ele e eu aqui me lembrando dele me dá grande emoção e também é grande alegria porque indica que as pessoas não passam quando continuou em outras quando o que fizeram repercute pelo tempo e eu continuo aluno dele as coisas que eu vou dizer aqui algumas delas começaram lá na avenida chile e amadureceram ganharam talvez seu caminho próprio mas a marca dele tá ali eu queria fazer essa homenagem e na eficiência ao
nosso querido amigo eduardo portella o tema que eu propus dentro dessa desse ciclo devotado ao realismo e eu estou falando do lugar no lugar da filosofia tanto tema filosófico que eu procurei foi o sofrimento do real nos tempos da pós verdade não sei se vou baixar aqui disse o sofrimento do real na economia não é também está em sofrimento grave também mas não era o que eu tinha em vista na primeira hora quando propôs um sistema neste tu eu não sou bom de títulos disse que título bonito os assassinos do sol é o título do
dos oito livros o que eu quero contar a história da filosofia simplesmente as hindus sexto século antes de cristo até a morte de emitir em 1900 no quinto volume e pensei como sempre se diz que a história acabou que o ocidente como grande cultura não há mais o está em vias de extinção como o ocidente é como se fosse o particípio presente do verbo o xxii de ver o assassino é aqui que o sol se põe toda a noite e talvez um dia não se levante mais então essa ideia os assassinos do sol nós ocidentais
os assassinos do sol realmente pareceu um título bonito né mas eu sou e se foi mas eu sou péssimo de títulos um dos meus livros de poesia que eu mandei pro editor com o título pelos caminhos da vida horrível ele me devolveu como ante véspera do anjo e afinal de contas o livro era isso mesmo caminho da vida bom mas o título então o sofrimento do real nos tempos de é verdade porque o sofrimento do real porque durante muitos séculos juntos século embora a palavra não fosse usada a palavra real não fosse usada os amplos
pré socráticos parmênides heráclito thales tales de mileto primeiro nós todos naquele que disse só isso é a água é tudo que nós temos dele e também tudo está cheio de deuses mas a frase que nós temos dele é a água não diziam o real da palavra que eles usavam era o ser tratava se então do ser da verdade do ser na qualidade de serem que bom que nós temos o infinito flexionado da qualidade de serem todas as coisas a palavra moderna é real então a 2.600 anos nós temos lidado com a convicção de que estamos
nós aqui e aquilo que nós não somos é tão real quanto nós é mesmo aquilo que nós não sendo é o de que precisamos é o que não sabemos é precisamos buscar é o objeto do nosso conhecimento o objetivo dos nossos sentimentos das nossas ações é o horizonte da nossa vida el o real não há há há é durante esse tempo todo nós lidamos com a convicção de que algo a que nós não sabemos mas que precisamos saber pra sermos nós o que somos o real tanto a nossa longa cultura cultura ocidental falando só dela
é claro foi imantada por essa idéia de que a 1a trator pra nóis humanos que é o real seja o que for e cada época lidou com esse mistério à sua maneira foi o ser foram as idéias de platão foi a substância em aristóteles foi tão longamente deus foi sujeito na época moderna foi a história no século 19 e de uns tempos pra cá de umas poucas décadas mas intensas e fortes estas últimas duas três décadas começou se a dizer que não é que não haja mais real claro que há mas perdeu o interesse esvaziou-se
de interesse console o ta que escreveu o livro pela primeira vez usou a palavra pós moderno no título a condição pós-moderna e isso deu então nome a um conjunto de iniciativas que não chega a construir uma escola filosófica mas é um movimento é combativo ante realista contrário à idéia de que é o real aquilo que nós não somos mais busca ambos de que precisamos para sermos o que somos que rege disse pois neste seu livro a condição pós-moderna a seguinte eu não estou citando mas é quase as narrativas de legitimação do real produzidas no século
19 perderam credibilidade tão credibilidade não está tratando de verdade narrativas não está se tratando de pensamento as narrativas de legitimação não está falando de conhecimento as narrativas de legitimação do real olha como ele ficou esvaziado agora nativas legitimação daquilo que precisa de legitimação porque não é legítimo em si mesmo naquilo que precisa ser dito porque não é evidente quando se mostra as narrativas de legitimação do real perderam credibilidade não há uns 20 e 30 anos nós temos nos arraiais da filosofia e da história convivido com esse pensamento pós moderno essa simulacro uma palavra de que
eles gostariam de filosofia pós moderna que nos diz que real claro existe nós estamos aqui nós vamos duvidar disso essa mesa efetivamente está entre nós e nos afasta aqui e vocês não foi mais altos mas não é isso que importa o que interessa realmente são os virtuais as estruturas horizontais em rede que podem dar de si ilimitadas possibilidades não pensar no assunto uma célula tronco na célula tronco ela é uma célula portanto ela é realmente uma célula mas virtualmente ela é qualquer célula de que se precise seja servir a ser um neurônio ou a célula
cardíaca depende da demanda que se faça a célula tronco para consumi la como por exemplo um neurônio hora moderno há muito mais riqueza nisso do que nessa pobre mesa que apenas a mesa que ela é então vamos investir nisso vamos investir nos virtuais nas possibilidades que as novas tecnologias de ponta tão refinados nos dão de multiplicar as possibilidades de mundo as possibilidades de sujeito de de 8 de gente vamos apostar nisso é aí que está o futuro pós modernos apostam no futuro e tem desprezo pelo passado desprezo pelo passado significa quando os pós modernos dizem
que a história acabou o que eles estão significado com isso é que o tempo passado deixou de ser suficiente para explicar a realidade do tempo presente o passado deixou de ser causa do presente mas o futuro não o futuro é o tempo das apostas é o tempo virtual ainda não ainda não virá ou não mas nós podemos ir a um mercado de futuros comprar um pedaço de futuro apostar por exemplo contra o real é a moeda apostar contra o real apostar num valor do dólar para dezembro muita gente aposta com ele dizem alavanca se essa
aposta e o resultado é colhido imediatamente é preciso esperar dezembro é como se o futuro se precipitar sobre o presente eo determinasse é como se o futuro é que fosse hoje a causa do presente o futuro tempo virtual ainda não é nebuloso e impreciso mas desde que se aposte que se faça essa aposta forte o bastante para produzir efeito imediato o presente é contaminado pelo futuro é uma idéia sensacional o problema é fazer dessa idéia e das que lhes são correlatos decorrer que tudo o que veio antes então acabou acabou perdeu interesse perdeu credibilidade como
leuthard e tudo o que veio antes o que era a nossa convicção de que há um real de que esse real não é caótico e aleatório tem um fundamento que esse fundamento é absoluto é a âncora é o cais absoluto desse real nós diante dele real somos capazes de representá lo para nós e fazer dele imagem idéia palavra e de nesse ato de representação levando em consideração o seu fundamento encontrar a verdade encontrar e dizer a verdade e viver dela portanto o real e seu fundamento o real seu fundamento e sua verdade e o sujeito
diante do real representando essa foi muito longa mente a estrutura da cultura ocidental como a filosofia a narra as palavras mudaram seus sujeitos e assim o homem não se disse há algum tempo real disse ser a idéia de representação a idéia do século 14 mas estava lá e se essa estrutura paradigma foi longamente o paradigma da cultura ocidental é verdade que hoje nós vivemos em certas dimensões de virtualidade de eficácia não é preciso perguntar pro fundamento é preciso perguntar pro funcionamento ela não é preciso perguntar basta que funcione nós entramos num banco e nos dizem
o sistema está fora do ar não é mais um banco é um lugar onde nós nos desesperamos precisamos fazer ali alguma coisa provavelmente o gente deixou de ser um banco volta a ser um banco assim que o sistema voltar ao ar isso é de uma ordem virtual se senta numa caixa daquelas em que se pega dinheiro no banco 24 horas aqui uma caixa de metal se não estiver funcionando se estiver funcionando em um banco virtualmente é um banco isso é formidável as novas tecnologias e as possibilidades de virtualizando o mundo abrindo no múltipla potencialidade de
ser para o mundo isso é excelente que seja possível mesmo desejável simular realidade chamada realidade virtual e produzir simulacros de realidade é formidável nós queremos fazer isso fazemos cotidianamente nas nossas vidas comuns nós entramos numa loja para comprar uma camisa recebemos a camisa real e entregamos lá pobre moça um cartão de plástico que é um simulacro de dinheiro dinheiro que aliás é um simulacro de valor desde que deixou de ter lastro real em prata ouro e nós vivemos perfeitamente bem entre real e virtual entre verdade simulacros representação e simulação em fundamento e eficácia vivemos perfeitamente
bem nas nossas vidas comuns mas os nossos colegas pós modernos nos dizem que tudo aquilo do real e seus fundamentos da verdade de um sujeito que é uma consciência capaz de representar para si a realidade em imagem conceito palavra nome e viver nessa dimensão acabou perdeu eficácia perdeu interesse perdeu credibilidade à história acabou dizem eles por estranho extraordinário que nos pareça do ponto de vista do pensamento mais apto date mais de hoje da do mundo ocidental da cultura ocidental o real esvaziou se esvaziou se dê sentido empobreceu c até o limite do seu desaparecimento fora
isso põe alguns problemas sérios pesado problemas filosóficos histórico filosófico não sem dúvida e muito interessante mas sobretudo um problema ético extraordinário porque nós vivemos em um mundo globalizado mas a bela não é a primeira globalização e freqüentemente nos esquecemos disso o mundo foi globalizado pela guerra por alexandre o grande foi globalizado pelo direito pelo império romano guerra sempre ou foi globalizado pela fé na cristandade foi globalizado pelo comércio no império britânico sobre o qual sol nunca se punha e está sendo realizado hoje pelo consumo ea eficácia tecnológica vivemos num mundo globalizado regido pelo consumo não
faz parte do mundo portanto rigorosamente pensando quem não consome e o banco mundial nos dá segundo critérios de corte de linha de corte de pobreza e miséria pobreza extrema que mudaram recentemente mas de qualquer maneira alguma coisa em torno de 3 bilhões de pessoas vivem entre 1 e 2 com entre 1 e 2 dólares por dia portanto mal tem condições de reproduzir há a possibilidade de estarem vivos no dia seguinte nesse momento em que eu estou falando pelos cálculos do insuspeito banco mundial que não é de esquerda na notícia há um pouco menos de um
bilhão de pessoas em risco efetivo de morrer de fome essas pessoas não estão no mundo globalizado e se a história acabou também não estão no tempo estão congeladas no passado não tem futuro não há a esperança e é 6 humanidade então dizer que a história acabou ou seja aqui a ideia de que é o passado que determina o presente a idéia de causa e efeito a ideia antiga tão antiga quanto aristóteles século 4º antes de cristo que inventou regime de causalidade na causa e efeito que a o passado seja causa do presente que conseqüentemente o
presente seja efeito do passado e é por isso que nós precisamos olhar para o passado para encontrar nossas raízes de nossas origens a idéia de que isso não faça mais sentido corre em paralelo com essa constatação objetiva numérica quantificada de que então 6 humanidade não tem futuro essa não é uma questão filosófica essa é uma questão ética com seus desdobramentos políticos é ela que nos devia fazer pensar o pensamento nos ensinou platão quatro séculos antes de cristo pensamento se move pelo espanto não há nada de mais espantoso de mais incômodo de mais desestabilizador do que
imaginar que 6 a humanidade esteja congelada como os mamutes que de vez em quando se encontram na natura siberiana congelados num passado sem futuro vivendo se pode usar esse verbo vivendo sem esperança então questionar essa idéia pós-moderna de que o real perdeu consistência credibilidade com todas as consequências que vão nisso um a mais fundamento mais verdade um a mais um sujeito que seja um pleno de consciência representar um ato de simulação de realidade na verdade não é mais um ato de conhecimento o conhecimento se esgota na eficácia porque verdade não há enquanto funcionais também de
todas as consequências do bomba atômica jogada sobre o nosso velho e bom real nosso companheiro de 2.600 anos de caminhada ocidental tem ganha então uma adi qualidade extraordinária deixa de ser simplesmente um um problema de filosofia aliás a filosofia morre junto com o real a verdade o fundamento se for verdade olhem a ironia se for verdade que não há mais verdade então aquela disciplina que se dedicou 2.600 anos à procura da verdade deixou de ser verdadeira não há mais na filosofia não tem mais o que dizer k lhe portanto como vi que ele está entre
o juá lapidarmente no fechamento do seu tratado aquilo que eu não posso dizer que tenho a obrigação de calar não estaria neste momento na obrigação de calar é por isso que eu digo que a questão não é estritamente filosófica a uma dimensão catastrófica a mente no sentido catástrofe ou que se abate sobre nós como uma pedrada a uma dimensão catastrófica nessa condenação do real da realidade do realismo no trato com o mundo que é essa dimensão ética da radicalismo a exclusão desses que vivendo com 12 dólares por dia não comem ou se comem mal comem
e comem mal e mal reproduzem suas condições de chegar o dia seguinte vivo então há a proposta de todo o meu trabalho eu trago aqui muito sinteticamente eu pretendo é a de pensar como foi possível chegar a esse momento da história em que se diz que a história acabou essa história dos paradigmas filosóficos né que tem esse título finalmente bonito os assassinos do sol é uma tentativa de contar a história desse momento da história em que se diz que a história acabou esse paradigma moderno pós moderno em que os pós moderno nos dizem vocês não
podem falar verdadeiramente sobre o real porque a verdade como absolutos da existência acabou calem se se formos calados 3 bilhões de pessoas perdem a fala não que nós falamos por elas nos deram procuração mas devíamos falar olhando para elas isso é que nos dá legitimidade perdeu credibilidade não ganha legitimidade se olhar para onde o sofrimento está em sofrimento que parece irrecuperável certamente será se nós nos calarmos diante dele porque filó não tem mais o que dizer então nessa tentativa de encontrar e narrar o que fazer uma história desse momento da história em que se diz
que a história acabou a primeira pergunta que se impõe naturalmente é que história entram nela os assírios de caldeus - de peças os sumérios e acádios não a história que os pós moderno dizem que acabou proponho é a nossa ea nossa é a que começou a hipótese é que começou quando no primeiro século da era comum encontraram se e não era imaginável que se encontrasse a cultura grega do ser que é abstrato é genérico é um princípio é vazio ea cultura judaica de deus que não é nada abstrato nem genérico é concretismo ele fez tudo
ele é a causa de a ver tudo a cultura grega da razão que faz mediação na busca do real e do seu sentido o raciocínio de raciocínio de raciocínio que precisam sim cadear bem segundo um bom método metá através de para além de rodas o caminho que é preciso pisar bem o caminho pra poder finalmente chegar à ao ser ao real na verdade isso é o que faz a razão é mediadora e à cultura judaica da fé se o criador é o criador tudo mais são as criaturas e não a floresta não há buraco não
há possibilidade de dissociação porque não há criaturas em criador e o criador não faria sentido sem as criaturas portanto a adesão é total é um grude metafísico a fé confiança o fiar junto com essa certeza que não é um conhecimento mas é uma certeza que põe o homem toda a criação junto de deus é imediata a fé é imediata bem diferente portanto da rede da ele é razão mediadora e encontrar-se a cultura grega da filosofia discurso da razão com a cultura judaica da religião organização da fé o ser não é deus a razão não é
a fé ea religião não é a filosofia mas encontraram se no século 1º inimaginavelmente mas se encontrar imagina assim o estrondo não chama às vezes ea pororoca das origens é o estrondo desse encontro que talvez possa ouvir hoje como os radiotelescópios ouvem o som do big ben e você não é deus mas disse que a idade média se esmerou nisso e chamou a metafísica do êxodo livro do êxodo quando deus 3 14 quando deus chega a moisés e didi vai ao faraó e pede que ele é livre o meu povo os grilhões da sua escravidão
no egito e moisés pergunta mas senhor porque o faraó de me ouvir você vai falar em meu nome mas não sei o que o nome e deus teria então respondido essa é a tradução grega do êxodo capítulo 3 5 14 eu sou o que sou diz ao faraó o que é nem viu então a idade média fez essa experiência de que sim o ser é deus e deus é um ser e religião não é filosofia certamente não mas a teologia é é uma estrutura de contato um armistício longamente experimentar dado por uns três séculos pelo
momento entre a razão ea religião entre a filosofia religião entre a razão ea fé não formulou a hipótese de que o fundamento da nossa cultura essa que os pós modernos dizem que acabou está acabando essa da qual nós talvez sejamos nos assassinos assassinos do sol que não se levantará mais se eles tiverem razão que o fundamento da nossa cultura é o jogo das relações entre razão e fé a nossa herança grega ea nossa herança judaica nós precisamos olhar binocular mente para a realidade precisamos de dois olhos um grego e um judaico para vermos a realidade
o real que é o nosso ocidental greco judaico cristão em território latino esse é o nosso como essa esse fundamento razão e fé tão estranhos uma outra é paradoxal é explosiva essa relação é sempre diferente de si mesmo é instável é inquieta ela não se mantém com a cara que teve no primeiro dia vai mudando permanentemente ela tem um tempo é por isso que eu digo a nossa a cultura nossa quando eles dizem acabou é esta que começou aí porque esta começou como uma história ao longo do tempo a partir do primeiro século momento do
cruzamento inesperado de razão e fé fundamento hipótese da nossa cultura essa pedra fundamental não parou quieta modificou-se o tempo todo adquiriu figuras diferente o tempo todo o tempo todo precisamente o fundamento da nossa cultura se dá no tempo nas diferenças do tempo no tempo e é por isso que é possível contar sua história é possível e necessário porque é possível agradar a filosofia poder contar essa história mas é necessário por causa daquela exclusão de 6 humanidade se de fato a história tiver acabado se a nossa cultura não tiver mais futuro se portanto o mundo como
o ocidente eo v tiver desaparecido num horizonte que se tornou tão longe que não há navios que nos aproxime mais dele não a primeira hipótese o fundamento da nossa cultura está nas relações entre razão e fé a segunda hipótese essas relações não param quietas e portanto há um tempo uma diferença de tempos uma história dessas relações pode ser contada e a terceira hipótese e chega ao nosso tempo chega a hoje por isso é que é possível contar a história desse momento da história em que se diz que a história acabou porque esse movimento todo das
relações e transam e fé chega a hoje como no século 19 que inventou aliás a história como paradigma como modelo para a compreensão ea ação de todas as coisas das culturas das sociedades de nós mesmos foi quando se inventou a psicologia profunda ea psicanálise final do século tanto uma história de nós mesmos em que o sujeito se constitui na medida em que vai entendendo e contando sua própria história então a história que é como paradigma a grande invenção do século 19 o século 19 foi também aquele do triunfo da ciência a ciência moderna que vinha
se ensaiando desde copérnico no século ator 1515 até sua robustez com nilton no 18 vinha brigando com a filosofia pelo direito de dizer a verdade no século 19 tomou trono porque é capaz de observar e descrever prevê e demonstrar o que a filosofia que funciona com hipóteses induções deduções não é capaz de fazer tomou tron no século 20 quando o efeito de uma conta só de uma conta não tem teoria por trás disso não tem moralidade na segunda guerra os alemães nazistas diante de uma questão como uma questão matemática questão judaica precisarão encontrar uma solução
a que deram o nome elegante de solução final que fosse econômica seja que deixasse o mínimo de resíduo e inventar ou então a cápsula de gás que dilma feita só matava um número enorme de pessoas e os americanos baseados igualmente numa conta quanto os nossos quantos deles vezes quanto tempo para acabar a guerra no pacífico que os japoneses não se entregaram lançaram as duas bombas atômicas sobre hiroshima e nagasaki ali mudou o paradigma da nossa cultura ali começou se a agir como se a eficácia o resultado fosse aquilo que efetivamente conta não há verdade não
o conceito não o discurso que fala sobre o real mas a capacidade de intervir nele segundo interesses a ideologia da eficácia começou a se desenhar ali na segunda guerra e veio a ganhar voz finalmente na década de 70 e 80 quando o pensamento pós moderno veio para nos dizer essas coisas todas passado perdeu credibilidade vamos agora lidar com os virtuais eficácia tecnológicas do consumo do mundo globalizado certo quando isso aconteceu a ciência jogou fora a verdade a verdade ficou pesada demais diante da dinâmica do dinamismo extremo das tecnologias novas que transforma o mundo no plano
da informação e da comunicação no plano dos corpos anda da engenharia genética no plano dos corpos das subjetividades tudo se vai ao mercado comprar virou mercadoria nesse sentido a eficácia do que está disponível sim não aberto fechado 01 é a lógica do computador lógica computacional de um mundo que agora contado não mais narrado contado contado em números a ciência percebeu isso e lançou fora verdade jogou a verdade pro ar e converteu se à eficácia a tecnociência atecnologia mas a verdade não ficou suspensa no ar não ficou pendurada num ela deu um salto mortal sem rede
e quando caiu caiu nas mãos daqueles que nunca duvidaram daqueles que sempre tiveram certeza e agora se pudessem contar com a verdade em seu benefício dominaria o mundo esses são os fundamentalistas todos os fundamentalismos de esquerda de direita cristãos e muçulmanos judaicos todos os fundamentalismos ganharam força extraordinária no final sobretudo do século 20 ea mantém hoje e o terrorismo é a face mais desculpe a redundância aterrorizadora dessa presença de uma certeza que não admite sombra duplo diálogo porque os religiosos sem caridade sem a morosidade sem bondade esses são os outros não aqueles que estão na
origem da nossa cultura e conversaram com a razão mas esses outros que estavam famintos de aniquilação do outro receberam de presente a verdade é que a ciência apressadamente tinha chutado para o alto para adquirir a eficácia tecnológica e reger o mundo como nós hoje vivemos então qual é a figura que nós temos hoje para nós a pensar que não é só uma questão de pensamento de de filosofia de reflexão a questão de vida das nossas vidas comuns das vidas comuns de todas as pessoas deste planeta essa dimensão ética inarredável do pensamento hoje é uma ciência
que abriu mão da verdade e disparou tecnológicamente para uma grande eficácia de transformação efetuada a produção de efeitos e uma religião que ganhou estou falando de a religião está falando das religiões essas que e apenas essas que ganharam uma certeza desse extraordinária porque julgaram ter ganho de presente a verdade com o direito que vai junto com uma cláusula com o direito de eliminação de todos aqueles que não estivessem e não estejam dentro do raio de certeza dessas dominações então nós temos uma estrutura para de matka violentíssima na nossa atualidade a ciência sem a verdade a
fé supondo-se verdadeira designer indo de deus investindo no mundo a violência da sua certeza e aí nós podemos ver coisas como a espetacularização da fé a mercantilização da fé a teologia da prosperidade pegue pague não espere até no final dos tempos outro mundo pague agora leve agora milagres eu assisti uma vez o dever de ofício um programa deixar o show da fé exatamente onde o missionário ali se propõe a fazer naquele dia 16 milagres penou para chegar no 16º mas a proposta dele era fazer 16 milagres isso quer dizer que eu não tava ali não
tinha nada que está era pagar e pegar levar seu milagre então essa conjuntura de violência de uma ciência que despida da necessidade de se justificar pela verdade investe no mundo só pela eficácia e as bombas atômicas nascem assim e de religiões que despidas da necessidade da bondade da solidariedade ou seja do respeito aos outros porque finalmente tem em sua posse a verdade absoluta e incontrastável e com isso o direito de eliminar aqueles que não a possui essa conjuntura de verdade de fé e razão é a nossa aquilo que começou no século 1º e cuja história
pode ser contada até esse nosso momento tem nesse nosso momento essa face perversa e perigosa sedutora desafiador ao extremo é espantosa e que por isso deve mover o pensamento a reaprender a pensar isso é um privilégio para nós nós não temos mais a necessidade de repetir e sermos neo isso após aquilo nós temos que inventar um pensamento adequado à violência dessa confrontação de razão e fé na conjuntura moderno pós moderna que a nós portanto estamos sendo convidados a pensar como quem vive a viver como quem age porque as dimensões do pensamento da vida e da
ação na grande no grande horizonte ético político em que ao qual nós somos desafiados a botar a proa do nosso barco mesmo horizonte não estando à vista e todas as brumas disponíveis essa é esse é o desafio é o terror é o pânico é também a graça da nossa época o real não há mais o realismo não é mais uma possibilidade é isso que nos dizem os pós modernos esses da aposta no futuro vamos apostar eles estão errados o mundo como eles atuam o efetivo vão é de uma extraordinária perversidade nós temos a nosso favor
a frágil mas resistente esperança ea esperança não é um mau valor do pensamento [Aplausos] muito obrigado março pela pontualidade e pela pelo brilhantismo você nos sugere com a sua reflexão que sejamos todos os católicos apostólicos atenienses e que haja um casamento entre a fé ea razão tomara que você que você esteja certo e a sua fala foi uma homenagem ao poeta eduardo portella o nosso querido portela outro dia exibiu se aqui um documentário em que o portela curiosamente abrir dizendo que o intelectual é aquele que sabe pensar simultaneamente o passado o presente eo futuro eu
acho que você de certa maneira encarnou isso aqui hoje e para consolo dos desesperados dos dias de hoje o que sugeriu um pequeno raciocínio que talvez romboli as coisas que você disse é mais ou menos assim a vida é veloz de repente tudo que era pré vir após e amanda de nossa coordenadora ana maria machado eu queria anunciar a próxima conferência será no próximo dia 29 de agosto terça feira às 17 30 com o conferencista cristóvão tezza o tesouro não tenho certeza e como se pelo seu nome dele eu creio que seja tezza e ele
falará sobre literatura e auto representação que é mais uma vez agradecer a você máximo ea presença de todos muito obrigado boa tarde [Aplausos] [Música]