uma vez eu tive o prazer de ser convidado para ser paraninfo de uma turma de arquitetura e tinha que falar o que é a arquitetura e eu não consegui encontrar uma coisa melhor do que dizer que eu entendo que o arquiteto e o médico são os dois profissionais e constituem as duas principais profissões de interesse coletivo o médico é meio Óbvio porque ele cuida do corpo que no meu entendimento é a primeira casa do nós habitamos nosso próprio corpo o arquiteto ele tem que cuidar das outras duas casas do homem ele tem que cuidar da
da Pequena casa que é a casa onde o homem habita com a sua família na suas várias idades e é de onde saem os seus valores e de onde sai a sua possível Harmonia a sua possível felicidade essa casa ela pode ser muito ruim ou pode ser muito adequada criar um microclima adequado a essa existência feliz e harmoniosa e a segunda casa que talvez seja mais importante ainda que é a casa de todos nós que é o artifício chamado cidade que é projetado ou deveria ser Projetada por arquitetos e urbanistas e caberia a eles também
controlar as partes inadequadas e fazer as correções de Rota eh que são necessárias a todo momento a cidade e a vida pessoal coletiva São dinâmicas temos transformações de hábitos e costumes o homem desenvolve novas tecnologias e portanto os seus habitáculos as suas casas seja a pequena e a grande vão se transformando cabe ao arquiteto fazer o ajuste das novas tecnologias das novas demandas novas necessidades de espaço creio que é uma profissão de enorme relevância [Música] precisamos separar um pouco quando falamos disso né de arquitetos eu entendo que poderíamos sobreviver sem arquitetos Mas jamais sem arquitetura
a formação do arquiteto dentro de uma escola especializada de uma universidade é uma coisa relativamente recente dentro da história da humanidade nós tivemos muita arquitetura feita por artesãos por Construtor por anônimos que nunca estiveram numa escola mesmo um dos grandes gênios da arquitetura do século passado lecz nunca fez uma escola de arquitetura temos exemplos aqui no no Brasil com um arquiteto do pote de zarini Caldas que também era um leigo vamos dizer assim mas um grande Construtor podemos viver sem os arquitetos aacho jurado seria outro exempo também aqui em São Paulo que na época era
execrado por fazer uma arquitetura diferente da que era oficializada como correta mas muito também pelo fato de não ter o título de arquiteto e nós sabemos hoje nada como o tempo passar o quanto os seus prédios são bem-vindos na cidade de São Paulo entendo que sem arquitetos Talvez mas sem arquitetura não creio que seja possível k [Música] [Aplausos] [Música] [Música] [Música] [Música] ah a gente fala sempre o tinha um lugar então é um lugar que que tem uma história né que que é um bairro de Brumadinho que se tornou transformou aos durante os anos um
primeiro num jardim a volta de uma casa depois um conjunto de várias Galerias com Grande Parque no meio como coleção botânica eh e ele se provavelmente se transformará em outras coisas ainda no futuro é um museu também n tem tem obras de arte para ver tem Galerias para entrar [Música] [Música] é um museu que no fundo é composto por milhares de pequenos museos né e com trabalhos específicos o arquiteto tem uma a chance de fazer uma coisa que é no fundo é muito particular que é disso você tratar de um trabalho nem si o monumento
como um todo porque ele já é em si esse lugar extraordinário n eu acho que é importante sempre pensar que ele decorre de uma uma visão muito generosa que que é Rara no Brasil em outros lugares é menos rara de tornar público uma coisa que particular né Então nesse sentido ele já é em si um monumento né porque ele conta história ele faz a história e ele transforma no lugar tem transformado inclusive o lugar em que ele tá no sentido Mais amplo da cidade das relações sociais e transforma um pouco a própria presença do Brasil
nessa cena de arte internacional eu acho que Tim começa com pavilhões que do ponto de vista arquitetônico são muito inexpressivos os primeiros que não é exatamente um problema porque essa neutralidade Tem certas vantagens também PR exposição de obras de [Música] arte interess ursos arquitetura aor de uma experi í ao queo genteo M que nesse poder transformador de uma obra de [Música] arte Y Otim ele traz esse acervo natural né enfim das espécies botânicas né junto né com um programa muito ambicioso né de apresentação da arte contemporânea brasileira internacional né ele vai romper completamente é sem
dúvida né um paradigma muito distinto numa perspectiva muito diferente se a gente for pensar de um museu ali Urbano né é uma junção de arte arquitetura e natureza né Eu acho que a natureza foi inclusive provavelmente a dos primeiras Chaves de começar essa história toda né você pode sair de uma de uma questão extremamente eh enriquecedora revitalizadora que é a questão da natureza né para dentro da obra das pessoas Então você tem uma noção de ver a obra de uma forma muito mais limpa né Nós temos o privilégio de ter espaço eh de querer trabalhar
com a experiência com a própria experiência do espectador eh e isso gera a questão Então o que significa isso para obra de arte [Música] eu acho que arte contemporânea quer arte contemporânea realmente ela ela tem uma uma conexão com as outras maneiras de expressão né quer dizer ela não é mais um uma coisa na parede aí enfim você começa a se juntar di na verdade arte É pode ser de qualquer maneira com som com com escultura com arquitetura com pintura [Música] [Aplausos] [Música] estimular a construção de pavilhões novos e de arquitetos jovens eh com uma
questão arquitetônica interessante Justamente na relação do diálogo com as artes plásticas e na ideia de site specific que é um conceito que surge nos anos 60 e 70 e que tá ligado à ideia de produzir obras que sejam pensadas especificamente para um lugar portanto obras que ao contrário da tradição moderna da escultura moderna né onde O Escultor produzia esculturas abstratas no seu Ateliê E essas esculturas poderiam ser postas em qualquer lugar essas esculturas S específic seriam feitas para incomodar o lugar e para causar relações de tensionamento a arquitetura sfic ela também eh pode ser pensada
nessa chave quer dizer uma arquitetura que não é genérica ela não é feita para um programa em abstrato ela é feita para uma situação muito própria que é um certo terreno né uma certa topografia eh uma certa natureza ou um contexto Urbano que está em volta e o que é que ela vai o que é que esse Edifício vai abrigar na arquitetura moderna há uma relação entre arte e arquitetura que o o artista aparece trabalhando junto com o arquiteto E sendo que o a arte entra como algo geralmente aplicado ou integrado né ao Paisagismo à
concepção do edifíci e em iotim a arte é um dado do programa os artistas chegaram primeiro e a arquitetura veio a serviço da arte deles [Música] a galeria de Adriana Varejão é era um projeto em 2006 se quando a gente começou de trabalhar nele mesmo assim construindo ele era ainda o primeiro Edifício fora do Parque do núcleo Central do Jardim do parque então era um projeto que tinha também uma função ele era assim o prédio tinha essa ideia que ele convidasse o espectador para entrar né mas ela te leva para um outro nível até então
os únicos pavilhões que existiam eram os pavilhões meio genéricos vamos dizer assim que eram aqueles grandes galpões brancos bom eh a partir do projeto na verdade nasceu um pouco do lugar eh ele era usado como um depósito de contêiner e tinha sido feito um corte no terreno radical então a ideia era um pouco de usar isso e tentar meio que refazer o a topografia original meio que tirar aquele corte abrupto e e meio que devolver o terreno eh para o que ele era [Música] reconstruir esse espéci esse morro que tem uma inclinação baixinha que é
uma coisa bem mineira bem ali né daquela região ali de Brumadinho e e colocar ali uma coisa que fosse completamente estranha a aquele aquele lugar ele no fundo é é um pouco isso essa figura desse cubo hermético [Música] e pousado na na na naquela paisagem Então essa experiência de um de um Pavilhão que tivesse uma arquitetura ã mais altoral e mais diferenciada não existia ainda lá o espectador vem de fora ele ele está em Otim né aquele Jardim exuberante e ele então adentra o edifício sendo conduzido por esse Lago E aí subindo por essa escada
dentro dessa experiência já um pouco De vertigem e e e de repente chega no primeiro piso Onde está de maneira concentrada a obra escatológica da Adriana e já num ambiente muito escuro com uma luz muito filtrada que vem de cima né então ele eh faz essa transição desse ambiente externo edonista prazeroso um pouco dispersivo também para uma experiência de concentração total e depois disso através de uma rampa você sobe e chega de novo numa num Terraço Jardim numa cobertura plana onde você vê o parque de Inhotim de uma outra perspectiva de um ponto de vista
mais alto Portanto tem uma visão um pouco que ao de pássaro já mais compreensiva daquele lugar né onde você termina essa experiência esse passeio com um banco contínuo ao redor dessa laje que também tem azulejos que remetem ao tema da artista aliás feitos por ela para esse lugar então fecham esse percurso amarrado acho que de uma maneira muito forte ele não anuncia e imediatamente para quem tá de fora o que o que existe lá dentro isso é uma coisa que vai se revelar durante esse caminho [Risadas] [Música] ele teve muita felicidade eu acho a interpretar
a as questões trazidas pela obra plástica dela no edifício do Pavilhão né a obra da Adriana Varejão tem um sentido escatológico muito forte quer dizer ela trata eh com uma materialidade que que parece tornar-se selvagem né então por exemplo uma parede de onde se se escava eh e e sai uma carne crua né E esse sentido escatológico que há ali ele conseguiu acho que potencializar através de um efeito também eh de certa maneira dramático ao criar esses ambientes mais sombrios dentro do Pavilhão e o concreto aparente favorece isso né algo um pouco de um ambiente
sagrado ali mas um sagrado com contrastado a o excesso de de de aspecto profano que tem a obra eh e acabaram aparecendo peças que no início não estavam pensadas então por exemplo aquele banco de azulejo lá em cima não era um banco de azulejo era um banco ela ela ela resolveu revestir ã aqueles quadros das carnívoras que são aqueles quadros que ficam ali naquele vão eles também não existiam é o sonhador que é o que é a sauna foi pintado também especialmente pro lugar então no fundo e no final eh embora o espaço tenha sido
pensado um pouco pro trabalho o que acabou acontecendo foi meio que uma o trabalho Acabou também se ajustando de alguma forma ao espaço aí ainda mais que ela envolvia o Paisagismo né Então até tem um conjunto mais complexo ainda que você que ela ajudou no Paisagismo trabalhando com nossos paisagistas você chega no no teto da da galeria está no no nível das Copas de árvores dos chapo de cabiros ao volta que é claro quando tem fruto tem um monte de passarinho lá e você era de novo fazendo usando esse nível para criar o banco com
os pássaros então tem uma um diálogo muito interessante muito produtivo Eu acho que o pavilhão Talvez ele seja bem eh ele seja ele seja uma uma boa descrição do que eu considero como arquitetura a arquitetura é um pouco isso para mim é o é o vazio ele é o é o nada né no qual teu teu teu corpo percorre e o que então é no fundo Esse é a criação desse espaço que teu corpo pode no qual teu corpo pode andar então o desenho desse vazio ou seja a criação desse desse dessa sucessão de espaços
eh é para mim é um pouco isso o Pavilhão das cosm cocas ele é uma obra específica no sentido de que ele procura abrigar cinco obras que são permanentes são obras do h85 e do Neville de Almeida que os artistas denominaram de quase cinemas eh nesse caso dessa obra A arte é um dado de partido né ela ela informa as proporções as escalas das salas e ela por sua especificidade por ser uma obra que tem essa característica essa ideia do quase cinema que é denominação dada pelos próprios artistas ela exigia esse tipo de espaço introspectivo
fechar [Aplausos] são os que tem som e portanto precisam de um isolamento acústico e ess essa Separação das salas então elas favorecem bastante essa esse desempenho ambiental [Música] se deu a ideia de talvez criar um labirinto dentro um Brejo que assin são organizadas numa forma dentro um Brejo que elas não tem ordem que cada um assim cada um de nós visitante espectador assim descobre a ordem que a gente quiser né Tem uma determinada Organização das portas salas em que as cinco portas nunca são visíveis e elas estão colocadas de uma maneira bastante bante aleatória isso
reforça um pouco esse sentido da pessoa se perder dentro do daquele espaço e ir descobrindo as salas às vezes entrar por Acidente uma sala já viu né isso gera algumas situações interessantes e para reforçar isso a gente procurou criar na arquitetura uma transição de luz e de escava a gente tá tá no Jardim Depois tem uma transição de entrada um pouco mais alta depois uma antic câmara que faz um uma espécie de Controle Ambiental para entrada na no no edifício depois um rol que tem já uma altura menor e é mais escuro e que oferece
Então essa possibilidade do acesso diversificado variado e não determinado ao conjunto das salas e depois no momento em que se entra em cada uma das salas há uma inversão da escala a sala enorme com pé direito alto e com luz som que é a obra né da artista de certo modo eh essa transição prepara o visitante através desse contraste de luz de ambiência de escala pro que a obra oferece que é em última Estância uma experiência sensorial a gente procurou não revelar a quantidade de salas para quem vê o prédio de fora duas delas estão
semienterradas Na topografia de forma que quando você vê o volume de fora você não lê as salas que você vai ver lá [Música] dentro outro aspecto com Rela relção relação do edifício com a paisagem é que o edifício ele não tem atributos arquitetônicos um edifício que não tem porta não tem janela isso de certa forma oculta um pouco a escala do edifício Então você só percebe a escala do edifício a partir do momento que você se aproxima dele ou se você tem uma relação com a pessoa entrando ou saindo no edifício e o próprio recorte
dos blocos né e minimiza a presença de um grande volume na paisagem Então como como o volume é todo recortado ele acaba e dificultando o entendimento daquilo como um um prédio único uma massa muito grande construída sobre o [Música] terreno então a gente pensou seria interessante trabalhar criar uma fachada sim para o brdo eh mas uma fachada múltipla né Ela não ela se ninguém entende o bredo como um todo que tem também uma estratégia de inserção da paisagem que decorre de material né uma pedra que tem uma coloração que se aproxima assim à distância ele
fica um pouco diluído na paisagem mas é um volume construído né aí a ideia de talvez criar essa essa grama continuada que pega o tipo o Paisagismo direto da atrás da galeria para em cima do Brejo para que também desfaz a leitura inteira do do edifício do cosmococa que nós estamos fazendo que ainda é jovem né um jardim que tá com um ano e pouco que ainda tá crescendo Mas a intenção é que fique que é sombra sombra você gera com árvores com os Palmeiras Não tem jeito então o problema nosso maior aqui é sombra
e água fresca [Música] [Música] a obra do Miguel Rio Branco por exemplo ela tem uma presença muito mais monumental na paisagem justamente porque é uma paisagem contida e que portanto envolvida pela vegetação ela isso equilibra em certo sentido essa presença monumental da obra e em Oposição a isso a cosm coca tem a estratégia absolutamente oposta que é um edifício que por princípio procura se mimetizar na paisagem com Miguel Rio Branco foi uma um outro processo eu diria com o Miguel Foi Assim Que a Gente a coleção de intin sempre já teve um grande um grande
acero de obra de Miguel Rio Branco em um TIM e a gente sempre teve um desejo de criar uma galeria para ele para a obra dele [Música] ele tinha uma uma visão meu conceitual tanto PR localização tanto quanto para o impacto do prédio então ele falava que ele imaginava que seria lindo ter um prédio que parece uma rocha Tipo na beira da floresta assim no meio da floresta ISO foi o ponto de partida interessante para mim era era era era fazer um tipo de de construção que fosse meio sem tempo sem sem uma objetificação de
uma casa ou uma construção seria mais uma espécie de de de coisa Perdida no Meio do do do mato né então a gente fez um projeto que já ia um pouco nessa direção só que a ia ser mais uma coisa ia ser de pedra e quando nós fomos visitar o terreno junto com com com os curadores a a o caminho talvez mais natural que nos pareceu foi colocar uma sala sobre a outra aproveitando o declive do terreno tal forma que se a gente colocaria galeria maior embaixo outra galeria sobrepondo el mas isso geraria um impacto
Visual na paisagem que pra gente que pareceu pouco desejado quer dizer nó geraremos o volume construído de mais de 10 m de altura que naquele contexto do museu seria uma situação muito agressiva primeira ação que a gente faz é enterrar a galeria de baixo no terreno e recompor o o o terreno através do de uma manipulação dos ateos aconteceu uma coisa muito interessante na verdade no processo o quando ficou mais claro que como seria a primeira montagem aí o Miguel V de novo para antes da gente pelo menos na galeria de cima começar de fechar
com dry wall né com gesso as paredes ele falou para aí já como o primeiro escuro e tenho essa ideia de meu eh perdeu um pouco a noção do espaço e perdeu a noção da arquitetura da orientação e seria então interessante que já como esse prédio foi desenvolvido Dea forma que as os as paredes não são retos tem esses inclin inclinações diversas isso então a gente ficou interessado de deixar isso isso mas isso foi uma uma reação assim posterior do artista à arquitetura [Aplausos] [Música] [Aplausos] Então aquela parte estrutura do prédio ela não podia ser
mudado o que podia ser mudado é obviamente toda a parte de divisão interna porque não tinha divisão nenhuma planejada ainda né como a estrutura metálica permite isso né a estrutura metálica tava toda lá então o espaço interno era era realmente o tava aberto [Música] desde o início a gente quis deixar as paredes inclinadas Então foi uma felicidade grande quando o Miguel chegou viu a estrutura e falou vamos deixar assim e o que é interessante é que é uma obra que vai ser sempre inacabada porque como ela pressupõe montagens variadas é possível que isso desapareça um
dia depois reapareça e que outras coisas aconteçam vão transformando a experiência do prédio aquelas paredes inclin qu dizer elas ficaram até com uma uma coisa meio de expressionismo alemão né um negócio meio e eu acho que funciona né então o legal ali tin é que começou a fazer parte de uma de um de uma nave meio né meio com cara de de uma igreja de certa forma né Tem um um espaço atemporal né você não vê o espaço né você não vê o espaço em tendo a parede a luzinha não tem nada disso entendeu e
eu acho que um um um trabalho de arte tem que ser apresentado um lugar que fique neutro né Eu acho que ali foi conseguido [Música] né Há um detalhe interessante que o próprio artista solicitou que esse material o mesmo material e a estrura que tá conformando a imagem do prédio na sua imagem externa ficasse aparente do lado de dentro nessa sala que era uma coisa que foi uma coisa que nos agradou muito assim porque certo sentido reforça a própria ideia do di isil e mostra um pouco da sua construção né o aço ele tem a
gente achou que ele reforçava o caráter mineral do edifício e ele tinha uma peculiaridade que é o fato dele ser um aço patinável né um aço que ele ele cria uma camada de corrosão e essa camada estabiliza a própria corrosão do aço então é o difícil que eh pelo seu material ele vai mudando ao longo do tempo isso Ele deixa marca do tempo não tinha uma ideia do que seria colocado lá dentro isso foi feito depois com com o Rodrigo Moura né tinha certas peças que a gente já sabia que ia colocar tipo entre os
olhos do deserto e e obviamente com o tempo o Rodrigo foi começando a ver conhecer um pouco mais meu trabalho e ver que tinha uma essa questão e do cinema da da instalação audiovisual né Eh funcionaria bem aí Eu Tinha que tava pendurado ess aqueles tubarões que estão lá e quando eu vi o os planos no papel eu não vi que tinha uma sala lá embaixo que tinha uma parte de vidro Onde poderia entrar luz aquilo Na verdade eu até quis trocar mas a estrutura já não permitia naquele momento alguma algumas salas ali eu acho
que não tem que mexer tão cedo né Agora eu acho que realmente aquela parte da de baixo é uma parte mais elástica entendeu que dá para mexer a parte do meio eu adoraria poder também mexer naquela parte entendeu E o corredor sem dúvida já já tinha sido pensado com placas de de de Metal com ímã que pudesse mexer fazer projetos seriam colocados ali né então dá para mexer sim agora aquela sala do entre os olhos Aqua coisa que não não dá para [Música] mexer enfim O legal é poder ter um espaço que se movimente de
certa forma né ele continue aquela nave continua aquela presença que as árvores cubram mais ao redor entendeu que ela fique mais só aquela ponta saindo n vai ter que botar muita árvore ali né mas dá para fazer isso numa boa né Eu acho que agora só com o tempo a coisa só vai ficar mais interessante né fico torcendo para que aquelas árvores cresçam um pouquinho mais rápido a vai ter botado uma uma Jaqueira Miguel mesmo que quis umas árvores e plantou e na frente de uma escada de pedra e plantou uma umas aráceas na frente
quer dizer eu acho que poderia ver agora essas árvores O que que você tá fechando ou se tem que extrair alguma Exatamente porque elas vão tomando uma forma de repente vai fechando muito aí de repente você pede um volume de arquitetura entendeu um um pé direito assim um volume vertical de arquitetura que é necessário mas é uma coisa que esse trabalho ele vai nós vamos levar ele adiante [Música] você tem artista que não tem essa preocupação digamos com a questão de da arquitetura para eles pode ser um cubo branco já tá bom entendeu a questão
da arquitetura acaba se adequando ao projeto também do artista ou seja os dois entram num processo de criação né e eu acho que é uma coisa extremamente rica né [Música] no caso do d quando eu conhecia a obra lá já existia um monte de projeto né um projeto preliminar que era um projeto genérico ele não existia em nenhum lugar do mundo né o desenvolveu esse anti projeto esse projeto conceitual implantou em várias paisagens em terrenos os in E aí adquiriu essa ideia né bom a galeria você entra por uma parte inferior do terreno ela tá
localizada num ponto alto que tem uma vista bem Ampla da din Otim e você entrando por um ponto mais baixo da da estrada sobe por uma rampa externa ainda até alcançar uma entrada e esse Pavilhão é circular no centro dele tem um furo esse curo tem 200 m de profundidade ao longo dele estão instalados vários microfones né de diversas frequências e amplificado esse som amplificado é reproduzido então no pavilhão lá em cima ele não existe sem arquitetura el arquitetura é é a obra assim toda a experiência é uma uma única só né você sobe você
ainda não veja se vocês lembra do corte Como é o pred é na paisagem você sobe o caminho ainda não veja nada da natureza a volta da vista que você tem depois de ter subido a rampa fazer assim esse essa espiral lá para cima e de repente você tá num ambiente em cima da Copa das Árvores olhando pra paisagem e de repente essa essa sensação da sua visão para fora sua sua movimentação seu seu andar lá para cima faz parte de toda a experiência aí o som é é mais um elemento até fora de ar
eu chega lá meu assim respirando fundo isso Isso faz parte da talvez da sua abertura de escutar ouvir Melhor ser mais aberto para essa sensação que é o som propriamente traz e ele tem uma particularidade interessante porque o ou vido não é transparente ele é ele tem uma película né um filme que você só enxerga quando você tá perpendicular a ele então você só tem a visão completa do da paisagem quando você tá no centro que é exatamente o lug o local desse furo eu acho que essa a ideia do do essa é uma folha
né uma película aplicada Ela traz uma sensação muito eh curiosa porque você de repente fica muito sensível à sua própria posição dentro do Pavilhão Então quando você no centro você veja tudo mas assim que se aproxima sua sua visão se fecha até assim você só ver diretamente pra frente né isso isso acho que tem uma sensibiliza numa certa forma que você fica consciente da sua posição dentro a Galeria [Música] né traz para nós como espectador uma uma vamos dizer uma certa consciência da nossa responsabilidade n da nossa participação na construção daqu daquilo que a gente
tá vendo [Música] [Música] um primeiro momento o v que foi uma perform em Salvador com trator E aí eu tinha adquir o trator e desenvolveu desol projeto especialmente esse lugar [Música] e ele começou de pensar assim que seria lindo mostrar ela na natureza de preferência numa numa floresta reflorestada de preferência uma floresta de eucaliptos onde precisava de sete árvores ser cortados para ele poder construir um algum coner né para o o a obra então a gente falou isso a gente pode achar aqui a gente tem assim a mata tem ela é refrata tem Eucaliptus tem
mineração aado tem essa esse esse conflito entre meio ambiente natureza homem Progresso reflorestamento isso é tudo vivido aqui em Minas em Brumadinho muito né então foi um contexto muito interessante aí ele pensou Então já como a obra tem que ser no meio do mato da Mata seria interessante Então usar uma estrutura geodésica para abrigar a [Música] obra eh o fato de ser uma geodesica coberta por vidro é uma tecnologia que aqui não não existia industrializada né Foi tudo feito especialmente só que a geodésica nos Estados Unidos para o norte-americano é a coisa mais simples tem
kit dá para comprar pronto assim tá assim encomendar em qualquer medida e qualquer forma e é relativamente fácil só que no Brasil obviamente ninguém não tem tradição de de estruturas geodésicas quase nenhuma e ela ela fez uma pesquisa enorme de várias empresas tanto de vidro tanto de estrutura metálica que podia assim trabalhar nesse [Música] projeto o vidro ele é uma um bronze né que reflete essa mata de eucalipto que tá em volta então quando você tá de fora você não enxerga tá lá dentro e quando você tá lá dentro ele é completamente ele ele é
transparente né e acaba refletindo muito que da estrutura tal produzindo os espao mas para ele era fundamental que essa geodesica fosse uma coisa completamente integrada essa mata que ela tava incorporando [Música] né então a cor do do vidro foi super estudada A reflexão dele foi super estudada pelo artista e ele aceitava bastante as coisas que eram propostas então foi muito legal isso eh eu vejo muito que a arquitetura era um projeto complementar dessas obras de arte [Música] o como um todo pode servir também como a base para apresentar a obra da Yama então é uma
obra na verdade bem antiga da artista que foi mostrado pela primeira vez em 1966 naal de Veneza [Música] é ausama na época foi um uma grande Pioneira de pensar arquitetura e escultura e a ideia da escultura num espaço público ela não fez isso dentro uma uma galeria Óbvio Ela jogou nos canais e A escultura se concretiza e desforma a toda todo momento né como com os ventos com os correntes da água ela cria uma outra forma [Música] temho essa coisa tu se desformar reformar transforma e para nós isso foi um uma sensação muito deliciosa at
ela aqui no teto porque ela realmente ocupa os espaço a o espelho de água inteiro mas em todo dia é uma outra [Música] configuração mas eu acho que tem uma diferença Talvez seja singular que é que na relação da arte e arquitetura moderna é uma Talvez uma relação um pouco estática a obra tava lá O Observador tá aqui acho que nessa experiência detin existe a possibilidade de construir as duas coisas quer dizer a arquitetura permitir outras fruições da obra Miguel a gente experimentar possibilidade de você ver a obra por cima e passar por ela e
construir outras formas de perceber a obra que não é aquela relação estática M tempo também a obra e o artista acrescentar alguma coisa da arquitetura [Música] [Música] o eu deixa de ser um contenedor né geralmente muito neutro n a grande discussão que tem sobre a produção do espaço de museus é que os espaços T que ser muito neutros para eles serem flexíveis aí entra sempre uma discussão entre o limite da flexibilidade é o espaço absolutamente genérico né de um pavimento corrido com pé de jeito alto com alguma flexibilidade de iluminação e aí H alg uma
outra questão que é exatamente como gerar especificidade sem perder alguns atributos de flexibilidade acho que essa é uma questão central E aí a questão da paisagem e a cer em certo sentido a preexistência de algumas obras de arte orientam uma série de aspectos que geram essas especificidades das obras né e que de fato modificam a própria ideia de criar espaços para arte né porque já não são mais as caixas neutras que forão responder melhor a diversas questões que estão colocadas entre elas da paisagem das obras das suas especificidades e do lugar como um todo que
é um lugar privilegiado [Música] [Música] h [Música] a [Música] [Aplausos] [Música] k [Música] [Aplausos] [Música] h h