Olá então Eh hoje a gente vai conversar então nessa aula sobre vias de administração então muitas coisas a gente já conversou na aula de contenção outras coisas a gente vai conversar agora pela primeira vez essa é uma aula rica de vídeos os vídeos vão ficar todos disponíveis para vocês assistirem após a aula na na plataforma Moodle do curso tá bom Como já falei eh na aula de contenção é importante sempre que os animais passem por um período de aclimatação idealmente de 7 a 14 dias se isso não puder ser executado nesse prazo né que os
animais sejam aclimatados no mínimo por no mínimo 72 horas importante sempre manipular os animais de forma não ameaçadora e segura né inicialmente durante esse período de aclimatação pesando fazendo carinho eh treinando ele para diferentes os procedimentos se eles precisarem ficar contidos para coletas eh para inspeções colocar os animais nos contensores físicos por um período de tempo e ao longo do do do tempo ir ampliando esse período de contenção então é importante que o animal durante o período de aclimatação ele se acostume não só conosco com os pesquisadores Mas também ele se acostume com as rotinas
que ele está e estará inserido do ponto de vista experimental então esse período de aclimatação é fundamental para trazer um pouco mais de conforto segurança e tranquilidade pros animais então quando a gente pensa o programa administrar substâncias em animais durante experimentos existem alguns objetivos para que isso aconteça um primeiro deles é que a gente pode administrar substâncias por questões experimentais quando a substância ela é o objetivo do experimento que a gente tá conduzindo com animais certo a gente pode usar as vias de administração para administrar anestesia e analgesia dentro do próprio experimento bem como nos
Protocolos de eutanásia e a gente pode utilizar as diferentes vias de administração para tratar doenças dos animais e aí portanto precisa administrar uma substância específica para fazer esse tratamento tá então quando a gente pensa na utilização de vias de Administração é importante escolher a via de forma adequada o que que é escolher a via de forma adequada a via tem que est de acordo com os objetivos do procedimento né se a gente quer que o animal responda rapidamente a gente vai escolher uma via específica se a gente quer mimetizar Eh a intoxicação que acontece do
ponto de vista natural a gente também vai escolher uma via específica para essa final idade característica da substância é um Outro fator importante então substâncias eh que são estéreis podem ser administradas por via intraperitoneal ou endovenosa substâncias que não t essa qualidade ou essa características ou essas características não podem ser administradas por essas vias se a substância é oleosa se a substância é totalmente solúvel como é que é o veículo da substância Então as características da substância vão importar e interferir sim na escolha da via que a gente vai fazer além disso o volume existem
restrições de volume paraas diferentes vias então tem vias que toleram permitem um volume maior de administração tem vias que permitem um volume menor de administração então o volume que a gente precisa administrar também tem que ter relação Direta com a via que a gente vai utilizar a espécie animal e a linhagem ou a colônia que a gente está usando também vão interferir eh na Via escolhida e no volume administrado e uma questão fundamental é o treinamento então todo pesquisador todo técnico todo pesquisador todo aluno vai precisar ter treinamento adequado na via que precisa ser feita
que precisa ser realizada nos animais tá então é fundamental esse treinamento h o treinamento deve ser um treinamento prévio inicialmente utilizando eh métodos intuitivos a os de animais como por exemplo assistir vídeos eh usar manequins específicos para isso trabalhar com cadáveres né E só depois começar a treinar nos modelos especificamente tá nesse quadrinho aí do slide Vocês estão vendo orientações que servem para todas as vias então todas as vias exceto H Vagem a gente deve fazer antissepsia do local de aplicação com álcool 70 né Então esse é na gavagem conter sempre o animal com a
mão não dominante para poder utilizar eh a outra mão para fazer as diferentes vias de administração tá então sempre fazer realizar a contenção com a mão não dominante e deixar a mão dominante para manusear eh a substância né a seringa o aparato o material para fazer a inoculação no modelo experimental temos seringas então de diferentes tamanhos volumes né eu aqui só tenho como exemplo para vocês as seringas de 5 ML né Então essas seringas são seringas que a gente acaba nem utilizando muito para animais para ratos de laboratório só quando a gente precisa fazer coleta
eh de sangue terminal né ou quando a gente precisa administrar uma substância num volume relativamente Grande a gente acaba utilizando mais as seringas de 3 ml as seringas de 1 ml as seringas de 500 miclos tá principalmente para camundongos Então a gente vai ter diferentes tamanhos de seringa dependendo do tamanho né Eh das seringas a gente vai ter volumes Diferentes né e obviamente também uma precisão diferente de acordo com os diferentes volumes que a gente tiver eh empregando né e aqui a a gente tem tambémm um desenho uma tabela com as diferentes agulhas né com
os seus calibres Então essa tabela era para ser uma tabela Universal onde a gente avaliando o canhão da agulha que é aqui nessa imagem essa partezinha aqui mais escura da agulha ou nessa agulha aqui essa partezinha branquinha da agulha isso é o canhão da agulha essa tabela era para servir como um modelo Universal que toda agulha vermelha tivesse o mesmo diâmetro né ã toda agulha Verde toda agulha amarela toda agulha branca e assim sucessivamente mas isso na verdade não acontece Então se a gente olhar essa tabela quando o calibre da agulha 29g tá escrito lá
na primeira linha quando da agulha quando esse número é maior menor é o calibre quando esse número é menor como acontece lá na agulha Branca 17 mais grossa ela é maior o calibre o que que vai definir que calibre de agulha a gente vai usar Então as agulhas elas podem ter o calibre diferente então aqui a gente tem duas agulhas deixa eu tentar tirar essa aqui cons ã a gente tem duas agulhas com calibres diferentes Então essa agulha aqui que vocês estão vendo com o canhão marrom ela tem um calibre maior e um comprimento mais
longo tão vendo e essa agulha aqui com um calibre com um canhão Branco um calibre bem pequenininho que vocês não conseguem nem ver a agulha aqui na minha câmera né E ela é bem mais curta Então as agulhas elas podem ter calibres diferentes e comprimento diferentes o que que vai definir quando eu uso uma ou quando eu uso outra quando eu eh tiver trabalhando com um animal pequeno do tipo um camundongo Eu não vou usar uma agulha desse tamanho essa agulha é quase do tamanho do animal certo se eu puder utilizar uma agulha menor com
um calibre menor com um diâmetro menor melhor e mais curtinha melhor por que melhor menos dano eu vou produzir no tecido menos mediador inflamatório eu vou liberar nesse nesse tecido menos desconforto eu vou produzir pro animal tá então o calibre da agulha e o comprimento dela devem ter relação com o tamanho do modelo que a gente vai trabalhar assim como o tamanho da seringa que a gente for utilizar outra coisa que é importante relacionada aos calibres das Agulhas é os aspectos ou a constituição apresentação farmacêutica da amostra que a gente vai trabalhar se a gente
tiver trabalhando com uma amostra muito viscosa muito densa em agulhas de pequeno calibre de pequeno diâmetro a gente não vai a gente vai ter que fazer muita força no êmbolo da da seringa para conseguir eh injetar e administrar aquele volume nos animais Então esse é um outro aspecto que deve ser avaliado pelo pesquisador a relação entre o tamanho do animal a via que eu vou administrar a substância que eu vou explicar características daquela substância características físicas propriedades daquela substância né ã e o modelo animal que eu estou trabalhando esse vídeo que tá postado aqui que
depois eu vou disponibilizar para vocês no Moodle é um vídeo para treinar o manuseio da seringa Por que que o treinamento do manuseio da seringa é importante porque se com uma mão a gente vai tá segurando o animal com a outra mão a gente tem que conseguir então produzir a seringa puxar o êmbolo da seringa e injetar Então esse vídeo faz o treinamento né mostra o treinamento como ele é importante claro que o o ator do vídeo ele usa outros dedos diferentes dos meus eu acabo puxando o êmbolo da seringa com o anular e eu
injeto com o gordinho da mão então eu puxo com anular injeto com o gordinho da mão então é importante fazer faz esse treinamento puxar o êmbolo e injetar puxar o êmbolo e injetar puxar o êmbolo e injetar puxar o êmbolo e injetar sempre com a mesma mão então é importante que vocês treinem isso né usando sempre uma mão só e a mão dominante por isso que a gente contém o animal com a mão não dominante para usar essa mão para conseguir fazer eh a movimentação toda da seringa com uma mão só então isso é importante
treinar para que vocês consigam fazer isso sem a necessidade de usar as duas mãos e ter que segurar a seringa e puxar o êmbolo e depois injetar tá bom aqui temos a representação de como a gente retira eh solução de frascos né então aqui a gente tem uma simulação de um frasco Vamos pensar que ele tá estérel como o frasco da primeira da primeira figura então a gente deve sempre higienizar essa borrachinha aqui né porque geralmente as substâncias que a gente extrai de frascos assim elas podem ser administradas em animais ou por via intraperitoneal ou
por via endovenosa certo então a gente vai montar a nossa seringa idealmente Seria melhor se eu tivesse uma seringa de 3 ml mas eu tenho uma seringa só de cinco então eu vou colocar acoplar a agulha na seringa tem algumas seringas que a gente rosqueia tem outras seringas que só encaixa essa aqui que é uma que a gente só encaixa tá então tá lá a meia agulha e a seringa montada a agulha ela tem um cortezinho que vocês estão vendo na segunda imagem aí que a gente chama de bisel então o bisel é o que
faz a capacidade de eh introduzir a agulha nos tecidos Então faz um corte nos tecidos para poder introduzir então então a gente coloca o bisel nessa borrachinha do frasco ampola introduz a agulha e vai aspirando o líquido tá conforme tá ali na na imagem é sempre importante a gente fazer a aspiração do líquido na zona na região dos nossos olhos na altura dos nossos olhos para que a gente possa avolumar identificar chegar bem na medida correta né da aquilo que precisa ser administrado PR os animais cuidados importantes tem que fazer uma definição Clara né do
volume que tá na seringa né pequenos incrementos de volumes de forma equivocada podem representar grandes incrementos de volumes grandes incrementos de concentração então nessas situações a gente pode daqui a pouco calculou que administrar por animal 2 ml e colocou na e colocou 2,5 isso é um monte de dose de concentração a mais que o animal vai receber tá principalmente tratando-se de ratos e camundongos que são animais pequenos então pequeno incremento de volume pode repercutir em grande incremento de dose certo então é importante fazer essa aspiração perto dos olhos porque isso vai favorecer eh a nossa
segurança e a certeza de que a gente tá colocando o volume adequado e tem outra coisa que é muito importante é que quanto mais perpendicular mais na vertical ficar a seringa melhor menor é a probabilidade de que entre nela ar e depois mais difícil é retirar o ar Digamos que entre ar tá na seringa bom E aí tem um monte de ar na seringa como é que a gente resolve isso a gente dá umas pequenas batidinhas na seringa e aí vai tirando deixando a seringa bem na vertical e vai tirando esse ar certo e aí
ela tá pronta né para ser administrada nos animais independente da via que for necessário que for preconizada para eh aplicar essa substância aqui então vamos começar falando sobre a via oral ou gavagem cuidados ou recomendações fundamentais então o que que é a gavagem gavagem é o método no qual a gente administra a substância né Ou seja a substância é introduzida através pelo através do esófago até o estômago dos animais utilizando-se uma sonda então aqui a gente tem uma agulha de gavagem certo então ela é uma agulha metálica essa agulha de gavagem que eu tenho aqui
ela é curva e bem na pontinha dela tem uma bolinha pro animal não se machucar tá essa esse tipo de via é uma via de administração estressante pros animais então de novo os animais devem ser acostumados rotineiramente a serem submetidos a esse tipo de via de administração Tá além disso o pesquisador tem que ter treinamento eu sempre digo que a gavagem ela tem que ser feita com o animal sempre acordado porque vai exigir dele o movimento de deglutição então ele não pode so nenhuma hipótese estar sedado a contenção é um fator fundamental pra gente conseguir
executar essa via de forma adequada animais bem contidos a gente consegue administrar por gavagem de forma mais adequada né com mais segurança ã é uma via que requer então treinamento e uma certa tranquilidade do pesquisador ã é importante também definir sempre o mesmo horário e um há uma limitação de volume então idealmente a gente deve administrar 1 ml para 100 g de peso de massa corporal Então se o animal pesa 200 g a gente administra até 2 ml se ele pesa 300 g a gente administra até 3 ml se ele pesa 450 g a gente
administra até 4,5 ml quanto mais concentrada for essa substância quanto menos o quanto menos for o volume que eu precisar injetar melhor pro modelo experimental e melhor pra gente também quanto pesquisador Tá mas em situações onde isso não é possível a limitação é essa se a gente tiver falando de substâncias eh diluídas num num veículo acoso a gente pode administrar até 2 ml para 100 g de massa corporal em algumas situações a gente pode dividir isso em duas vezes ao dia Por que que é importante cuidar o horário de administração Porque existe a questão da
repleção gástrica então se eu administrar de manhã o o estômago dos animais está mais repleto do que se eu administrar no final da tarde né de manhã que eu quero dizer bem no iniciozinho da manhã certo então é importante ter essa padronização para padronizar mais ou menos a repleção gástrica Por que que tem que padronizar a reflexão gástrica porque eh a gente precisa de espaço para introduzir esse volume e a repleção a intensidade da reflexão pode alterar os parâmetros farmacocinéticos da substância que a gente tá utilizando certo então isso é uma outra coisa super importante
da gente pensar outra coisa o animal acaba se acostumando com o técnico que está manipulando ele então é bom que seja sempre a mesma pessoa então como é que a gente vai fazer a gente vai conter o animal com a mão não dominante naquela forma como a gente viu lá na aula de contenção então fazendo uma prega da pele do subcutâneo na região nucal ele vai ficar com a boca bem aberta assim é importante deixar ele sempre assim também perto dos olhos da gente com a mão não dominante a gente vai pegar a seringa com
a Agulha de gavagem e vai introduzir na boca do animal Eu geralmente introduzo por baixo da língua e pelo cantinho E aí eu faço esse movimento o movimento da curvatura ó então eu faço esse movimento até conseguir chegar lá né eu introduzo toda a agulha para conseguir administrar lá e aí eu injeto esse volume aqui como é que a gente sabe que está administrando no esôfago e não na traqueia quando a gente administra quando a gente entra com a sonda na traqueia a gente sente os anéis da traqueia ali então Eh ali que eu digo
eh em contato com a sonda então quanto maior for a resistência durante essa passagem mais difícil eh vai ser a introdução e aí maiores são os indicativos de que eh a gente tá administrando tá introduzindo no local errado o que que a gente faz retira e introduz de novo por isso que é uma via que requer treinamento tá eh quanto mais contido animal ficar e quanto mais esticadinho ficar o pescoço assim como tá nessa imagem aí do técnico contendo um rato mais fácil é fazer a administração da substância certo eh se ele ficar com a
cabeça solta se ele ficar com o pescoço curvado dobradinho mais difícil vai vai ser a gente conseguir introduzir e atingir o esófago o que que acontece quando a gente administra no local inadequado quando a gente introduz na traqueia e administra bom ao invés da gente colocar a substância no estômago no trato gastrointestinal a gente coloca a substância no pulmão E aí a gente pode produzir morte nos animais por falsa via isso depende do volume que a gente tá administrando do tamanho dos animais e das características da amostra que a gente tá administrando ou da substância
que a gente tá administrando certo e ã naquelas situações onde o animal não vem a óbito onde o animal não morre por falsa via ele pode desenvolver uma pneumonia por uma administração inadequada tá então é fundamental o treinamento é fundamental que os animais estejam acordados é fundamental que o animal esteja bem contido e que a gente faça a movimentação adequada tá então que a gente faça a movimentação adequada se eu tivesse trabalhando com uma agulha de gavagem reta eu faria uma introdução reta né sem fazer essa curvatura aqui com a mão tá bom esse vídeo
então vai ficar disponível para vocês assistirem lá no Moodle depois da aula né é um vídeo que mostra a gavagem então do rato com uma agulha de gavagem eh rígida esse vídeo então vai ficar disponível para vocês assistirem lá no Moodle depois da aula né é um vídeo que mostra a gavagem então do rato com uma agulha de gavagem eh rígida esse vídeo então vai ficar disponível para vocês assistirem lá no Moodle depois da aula né é um vídeo que mostra a gavagem então do rato com uma agulha de gavagem eh rígida esse vídeo então
vai ficar disponível para vocês assistirem lá no Moodle depois da aula né é um vídeo esse vídeo que também tá disponível lá eh mostra a gavagem de um camundongo Então se vocês observarem essa imagem que está aí no slide a agulha Ela é bem mais curta e o tamanho da esfera que fica na ponta é bem menor também própria para camundongo esse vídeo que também tá disponível lá ã mostra a gavagem de um camundongo Então se vocês observarem essa imagem que está aí no slide a agulha Ela é bem mais curta uma outra via que
pode ser utilizada em animais de labor é a via intramuscular ã porém em roedores a gente acaba utilizando ela muito menos por quê Porque o roedor apresenta uma pequena massa muscular a massa muscular é muito pequenininha diferente do que acontece com o coelho diferente do que acontece com o cão diferente do que acontece com o gato ou com outros animais de produção certo então como como a massa muscular é muito pequenininha eh a possibilidade de causar dor e desconforto maior do que por outras vias é muito grande Tá além disso a gente pode produzir nos
animais uma lesão nervosa porque ali passa o nervo ciático e também é uma via com muita limitação de volume volumes muito pequenos são permitidos por essa via então olhando aí a imagem Então a gente tem a pata lá do nosso eh rato de laboratório a gente pode entrar com agulha sempre com o para cima tá pode fazer uma angulação de 45º para atingir a musculatura ou eu até posso entrar com uma angulação de 90º tá ã é importante conter bem a patinha dos do animal conforme tá ali na imagem e aí quando a gente entra
com a Agulha a gente puxa o êmbolo só um pouquinho para ver se não vem sangue não é puxar muito o êmbolo é só fazer puxar um pouquinho e aí a gente olha ali na ponta do Canhão da agulha Se não vier sangue a gente injeta a substância aqui depois retira Não esquecer de fazer antissepsia antes não esquecer de fazer antisepsia depois e de massagear um pouco essa musculatura certo ã é uma via possível é uma via que vai ter uma velocidade absortiva satisfatória pensando na vascularização do tecido e da musculatura porém é uma via
com uma limitação de volume expressivo porque a massa muscular é muito pequena ela já é pequena no rato que sá no camundongo então aqui Vocês conseguem ver nessa imagem onde a gente vê a musculatura né tem a indicação do músculo da coxinha e do nervo ciático então se eu administrar um volume muito grande na musculatura mesmo que eu não administre em cima do ciático essa musculatura vai as fibras vão se distender em decorrência do volume que eu administrei e essa distensão das fibras vai fazer uma compressão do nervo E aí isso pode levar dificuldade do
animal conseguir caminhar tá ã então por isso que é uma via que a gente acaba utilizando pouco ã nas imagens que tem ali do técnico contendo animal ali em cima vocês veem um animal mantido em estação na posição normal o técnico tá com uma luva específica segurando a região anterior do corpo do animal né tapando os olhos a cabeça e fazendo uma pequena compressão no corpo e aí administrando com o animal Parado né numa angulação aí de 90º mais ou menos né entrando na musculatura puxando o êmbolo e injetando e na imagem de baixo a
gente tem duas pessoas uma Segurando como a gente viu lá na aula de contenção cruzando os as Patinhas da frente e segurando as patinhas de trás e o técnico vindo segurando uma pata e realizando a administração da substância por via intramuscular bom a via intraperitoneal é a via mais comum em roedores eh uma das justificativas É porque ela acaba mimetizando a via endovenosa já que a via endovenosa em roedores eh é de difícil é de difícil acesso porque os roedores eh não a gente não tem facilidade de visualizar os vasos periféricos Além disso ela é
uma via que permite aplicação de volumes relativamente grandes então em torno de 10 ml por kg ela tem uma rápida absorção e é uma via de fácil aplicação o que que é importante a gente pensar sempre que as substâncias que devem ser administradas na Via intraperitoneal Elas têm que ser substâncias estéreis ou ou seja são as mesmas substâncias com as mesmas características do ponto de vista de esterilidade que a gente usa para administrar substâncias por via endovenosa certo então primeira questão é que tem que ser substâncias estéreis segunda questão é que o a a concentração
utilizada por via intraperitoneal acaba sendo maior do que por via endovenosa terceiro é que a gente tem que ter um cuidado muito grande para não atingir nenhum órgão n uma víscera abdominal Lembrando que as vísceras abdominais Elas têm uma camada cerosa que tem por objetivo também fugir toda vez que a gente introduz uma agulha na Via por via intraperitoneal se a gente se aproxima da víscera a víscera acaba fugindo da localização da agulha mas em muitos em muitas situações ã isso acaba pode acontecer Então esse é um risco tá um outro risco risco é que
se a gente não faz uma angulação adequada da agulha se a gente não introduz ou não usa uma agulha com uma profundidade adequada se a gente não introduz de forma adequada na cavidade abdominal a gente pode acabar administrando no tecido subcutâneo e dependendo da substância produzindo necrose que é o que acontece com a associação xilazina e quetamina muitas vezes a gente vai inspecionar animais que estão inseridos em protocolos experimentais e Esses animais foram anestesiados com xilazina quetamina e aparecem né pontos necróticos na região subcutânea né Por que que isso acontece porque ao invés da gente
introduzir bem né a gente introduz muito pouco e vai injetando ou quando tá introduzindo agulha vai injetando antes de chegar no ponto especial específico para fazer a administração tá então isso é uma outra situação ã Além disso administrações sucessivas ou utilização de uma substância que não esteja que não esteja estéril pode gerar peritonite Então como é que a gente administra segura o animal com a mão não dominante né Eu geralmente deixo o animal assim numa um pouquinho angulado eh um pouquinho inclinad a gente administra no quadrante divide o abdômen como tem nessa imagem divide mentalmente
né com linhas imaginárias em uma linha central e uma linha perpendicular em quatro quadrantes e aplica no quadrante inferior direito do animal Então esse é o local escolhido para administrar então eu vou segurar o animal eu tenho eh uma seringa com líquido ali eu vou fazer antissepsia do local eu vou introduzir a agulha numa angulação de 45º tá bisel para cima introduzo quanto eu introduzo a gente tem que introduzir garantindo que o bisel vai ficar dentro da cavidade abdominal aí assim que eu introduzi eu puxo o êmbolo um pouquinho para ver se não vem sangue
Se não vier sangue eu injeto muito lento Muito muito rápido velocidade mediana tá Por que que a gente opta por esse local porque esse local é o local onde tem menos vísceras tá geralmente o Seco dos animais está no quadrante inferior esquerdo dos animais e aí O Seco é muito volumoso então o risco de eu se eu administrar no lado esquerdo de acertar o Seco É muito grande não quer dizer que em algumas situações o Seco possa estar no quadrante inferior direito tá então a gente opta por esse local outra questão se eu administrar com
a Agulha bem perpendicular uma angulação de 90º o risco de eu de eu acertar os vasos que correm no fundo da cavidade abdominal é muito grande então eu falei que a dose administrada por vi intra peritonial é maior do que por via do venosa se eu acertar um vaso e administrar tudo que tava na minha seringa ali eu vou fazer uma overdose no animal e vou ter consequências indesejadas tá então na figura do Meio Vocês estão vendo o técnico segurando o animal sozinho tá usando um paninho para contenção e na figura bem da direita vocês
estão vendo também o técnico administrando sozinho porém o animal está viradinho assim de cabeça para baixo para baixo não uma inclinação maior com a cabeça mais para baixo por que essa inclinação para que as vísceras que estejam aqui elas acabem descendo tá E aí deixando esse espaço aqui de administração mais vazio uma outra forma de administrar é um outro método que chama-se método Camila o animal fica em estação A gente levanta o posterior do animal e aí injeta tá eu não gosto muito de usar esse método porque as vísceras elas vão repousar sobre a musculatura
abdominal e aí elas vão ter a a chance de eu administrar de atingir uma víscera com agulha acaba sendo um pouco maior mas é um método que existe tem um vídeo que vocês vão ver lá no Moodle que fala sobre isso que mostra método então é possível sim de fazer também e o que que tem de estranho nessa imagem né eu tô apontando aqui com o meu olho várias questões vários quesitos que eu espero que para vocês também esteja Claro primeiro deles a luva de procedimento que o técnico que o pesquisador tá usando tá enorme
então luvas de tamanho não adequados para nossas mãos podem também dificultar a tensão a manipulação das seringas a dificuldade de colocar o volume adequado e a maior possibilidade de erros uma outra coisa que eu tô vendo aqui nitidamente que o Camundongo não está bem contido certo a cabeça tá solta o técnico até tá fazendo a tração do do subcutâneo da pele porém a região da cabeça tá totalmente solta né ele pode daqui a pouco se curvar e chegar até onde tá a agulha então ele tá mal contido Isso é muito ruim para paraa realização do
procedimento Além disso gente a quantidade de volume que tem na seringa para um animal desse tamanho é enorme e a desproporção do tamanho comprimento e calibre da agulha pro tamanho do animal certo então tem várias coisas inadequadas eh essa essa agulha de um tamanho muito grande de um calibre muito grande de um comprimento muito longo pode favorecer danos né lesões nos no nas vísceras nos órgãos abdominais né vai fazer uma lesão na musculatura e no na pele no subcutâneo maior do que o necessário vai produzir dor desconforto vai ser muito doloroso pro animal tá então
esses são algum Essas são algumas questões que a gente tem que pensar quando a gente vai eh preparar né tanto o instrumental seringa agulha solução volume quanto quando a gente vai segurar um modelo experimental específico para fazer essa [Música] administração [Música] h [Música] [Música] [Música] Us [Música] então a via endovenosa é uma via que pode ser utilizada em animais de laboratório e é ela serve tanto para coleta de material biológico como Para administração de substância certo o local de Administração é majoritariamente paraa administração né na veia nas veias da cauda dos animais que são lateralizadas
tá ã a fabíula acaba falando para vocês quando ela fala de coleta de material biológico ela fala da Via endovenosa então para eu não me repetir porque a técnica é exatamente a mesma a única coisa que muda que quando é administração a gente injeta uma substância quando é coleta a gente retira o sangue mas a forma de acessar o vaso é a mesma eh e o aparato utilizado é bem similar né a coleta a gente faz com um scalpe e a e a administração com uma seringa mas fora isso tudo exatamente igual ela vai falar
sobre vias de administração e vocês transponham isso para eh ela vai falar sobre coleta de material biológico e vocês transponham Essa Via né para a administração tá porém além das dos vasos da cauda a gente também pode fazer administração por via intravenosa através dos dos vasos né do Sinos retroorbital Então aqui tem uma página de um artigo que mostra como a gente gente realiza esse procedimento então na figura que vocês estão vendo aí vocês estão vendo um camundongo que está anestesiado com anestésico inalatório então o animal tem que tá anestesiado e ele tá pronto paraa
realização eh da coleta da administração por essa via então ele está ali eh com uma mascaradinha né e vocês devem estar vendo na imagem acima onde tá a máscara que estão fazendo anestesia local também com um colírio anestésico tá então eh em situações onde é Preciso administrar por via endovenosa utilizando esse vaso ou esses vasos de acesso isso é possível a única coisa que a gente tem que lembrar é que a possibilidade de fazer lesão no glob ocular ela é grande né então vai requerer também um treinamento por parte do pesquisador ou do técnico e
também uma justificativa paraa escolha dessa via em detrimento dos vasos da cauda que acabam sendo mais seguros e menos Dolorosos e que muitas vezes os animais não precisam estar anestesiados para que a gente administre uma substância por via endovenosa pela pelos vasos da caluda somente contido geralmente num contensor físico tá num método de contensão físico e não manual na figura em preto e branco no desenho vocês cons conseguem visualizar o sinus Né o sinus retroorbital então a gente pode introduzir uma agulha pequeno o bisel da agulha no sinus pelo Canto medial do globo ocular E
aí ã e puxar um pouquinho o êmbolo verificar se tá vindo sangue se vier sangue a gente injeta a substância o volume permitido é um volume muito pequeno né ã então porque a gente tem vasos pequenos com pouca distensibilidade aqui vocês estão vendo então uma outra ilustração onde a gente tem o globo ocular de um camundongo né e os vasos sanguíneos que contribuem para formar o snus retroorbital então tem vários vasos sanguíneos que vão contribuir paraa formação desse snus retroorbital então na maior parte das vezes a gente introduz ã a agulha pelo Canto Medial dos
olhos né do olho Mas a gente pode introduzir também pelo Canto lateral no canto Medial é mais fácil da gente conseguir acertar atingir os sinos e fazer a administração das substâncias outra via que muitas vezes as pessoas perguntam é a via intradérmica tá então a via intradérmica também é uma via onde a gente administra volumes muito pequenos muitas vezes em animais de laboratório ela é utilizada quando a gente quer fazer algum tipo de avaliação onde a gente vai medir uma resposta tecidual então se vocês olharem a imagem a diferença da via intradérmica paraa via subcutânea
é que na via intradérmica a gente administra bem na Derme mesmo e a gente quando administra a substância A gente faz uma pulinha com aquele líquido que a gente administra geralmente administramos um volume de 01 ml porque se eu administrar mais do que isso no momento que eu tirar a agulha da da via da derme vai extravazar o líquido que eu acabei colocando tá requer treinamento a gente atualmente tem usado para administrar eh microrganismos para fazer avaliações cutâneas de de infecções fungicas em animais Então a gente tem utilizado essa via é importante que seja feita
tricotomia do local onde a gente vai administrar pra gente também poder visualizar a formação dessa dessa pazinha ali com essa com esse líquido outra característica importante usar uma seringa bem pequena de calibre uma agulha de calibre bem pequenininho né E a gente tem que introduzir somente o bisel na Derme para fazer administração ent térmica uma outra via de fácil utilização de fácil execução é a via subcutânea Então ela é uma via que permite administração de volumes bastante variáveis pode ser utilizada para fazer reposição hídrico em animais no pós cirúrgico E conforme mostram essas imagens Aí
a gente faz no momento que faz a contenção dos animais eu posso eh conter com a minha mão não dominante no momento que eu faço a contenção e faço essa prega no tal eu faço uma prega de tecido subcutâneo então eu posso administrar a substância bem nessa prega né tanto quando eu vou conter Como eu posso fazer pregas ao longo do corpo e essas pregas ao longo do corpo servirem de locais para fazer administração de substância certo então eh a gente usa bastante essa essa via né É fácil de fazer sozinha porque Justamente a gente
faz num local onde a gente já contém e já gera aquela prega então numa imagem a gente tem um rato recebendo administração por via subcutânea e na outra imagem a gente tem um camundongo tá pode aplicar tanto na região intra escapular intras escápulas ou no flanco sempre no subcutâneo lembrar que a velocidade de absorção ela acaba sendo menor do que a vi intra peritonial e do que a via intramuscular ã Mas permite uns volumes mais maiores então da mesma forma aqui pras outras vias identificar que a gente não atingiu nenhum vaso então puxando o êmbolo
quando introduz a agulha a gente entra com a Agulha geralmente bem paralela ao Corvo Mas eu posso fazer uma pequena inclinação de mais ou menos 20 30º até 45 não precisa usar uma agulha de um calibre tão grande claro que isso vai depender das características das substâncias da substância que eu vou injetar por via subcutânea depois de injetar fazer uma pequena massagem ali para facilitar e favorecer a distribuição da substância lembrar sempre de fazer antissepsia também antes da administração no [Música] local [Música] [Música] [Música] Us [Música] [Música] h [Música] então aqui nesse slide a gente
tem os locais de administração né em camundongos de via subcutânea intramuscular intraperitoneal e endovenosa sugestões de volumes e sugestões de calibres de agulha Isso é uma tabela que estava presente lá na resolução 33 do conia e que agora está lá no guia brasileiro tá então vocês vão encontrar lá no guia no capítulo de roedores que fala sobre vias de administração vocês vão encontrar uma tabela com essas informações Essas são algumas sugestões né nacionais e a gente tem outras sugestões de outras literaturas internacionais também e o mesmo que acontece para camundongos tem aqui para ratos né
via subcutânea intramuscular intraperitoneal endovenosa locais tamanhos calibres de agulhas recomendadas isso foi extraído da antiga resolução 39 e hoje se encontra né no guia brasileiro tá eh Além disso existem recomendações internacionais que podem haver diferenças com relação eh aos volumes administrados aqui é o link de uma página que eu gosto muito né que mostra vídeos de vias de administração e de coleta tá então esse link vai tá aqui na apresentação mas vai estar também no Moodle E aí eu recomendo que sempre que for necessário vocês eh assistam quando for preciso tirar dúvidas ou quando for
preciso refinar os procedimentos como vocês executem e que vocês executam atualmente que vocês eh assistam né esse vídeo porque esse vídeo esse site tem vários vídeos muito bons algum tempo atrás no creal nós fizemos um essa demonstração em imagens uma demonstração prática realizada em animais eh eutanasiados previamente por situação do descarte com diferentes volumes pelas diferentes vias Então se vocês olharem nesse slide a gente administrou uma solução com o corante né por via intramuscular no volume de 03 ml então a gente administrou no Animal depois a gente fez uma abertura da pele a visualização do
tecido muscular então na primeiro na primeira figura bem à esquerda né a visualização do tecido muscular a gente quase não vê vê um pouquinho de uma substância ali ar rocheada embaixo do músculo a a gente fez uma abertura da uma incisão da camada muscular da musculatura da coxa e aí a gente consegue ver uma mancha maior e mais densa E aí depois a gente eh fez uma divulsão dessa musculatura e bem na imagem da direita em que a pinça está apontando pro nervo ciático a gente vê uma quantidade grande de substância né de substância colorida
ali roxa então isso nos dá ideia ideia de que o 0,3 ML é uma quantidade de volume grande certo grande em comparação ao quanto de desconforto ela pode produzir sendo administrada por via intramuscular tá então porque ela vai fazer uma distensão das fibras e vai fazer uma compressão do nervo ciático como vocês estão vendo na imagem bem à direita nesse slide nesse outro slide a gente tem um outro animal onde a gente administrou por via intramuscular novamente 0,1 ml Então se vocês olharem na imagem bem da esquerda a gente não percebe nada quando a gente
faz ou percebe muito pouco de uma mudança de coloração da musculatura ela vai ficando um pouquinho mais roxinha certo e na figura bem da direita onde a gente faz uma divulsão da musculatura e incisão da musculatura a gente vê uma mancha uma quantidade de volume um pouco maior mas ainda muito menor do que que o slide anterior então isso a gente pode concluir que nessa via o ideal é a gente administrar um pouco menos de volume né para causar menos desconforto menos distensão das fibras menos dor e menos compressão ciática se essa for a única
via plausível de ser administrada e de ser utilizada nesse slide a gente tem então Eh duas vias distintas então na imagem bem da esquerda a gente tem a gente fez administração em dois animais de 5 ml no Animal bem da esquerda e de 1,5 ML no Animal localizado à direita de eh por via subcutânea dessa mesma substância colorida tá então se vocês olharem lá no animal que recebeu um volume maior ele tem uma um um acometimento dessa desse corante no tecido subcutâneo muito maior do que no animal que que recebeu o volume menor nas duas
outras imagens a imagem central e a imagem bem da direita a gente administrou 3 ml e 1 ml por via intra peritonial nos animais dessas duas imagens o animal bem da esquerda ele recebeu 3 ml por via intraperitoneal então Vocês conseguem ver que as vísceras o estômago o intestino estão bem coradas com essa substância corante com esse corante mais arrochado e os animais das imagens central e da direita os animais da direita que receberam 1 ml T uma coloração muito menor então assim de forma geral é sempre bom a gente trabalhar com volumes menores com
volumes inferiores né se isso não vai causar prejuízo para nosso experimento com certeza isso vai causar um melhor bem-estar e uma melhor condição pros animais inseridos nos nossos protocolos então nesse slide eu me despeço de vocês Essa é a minha última participação eh remota no curso eu agradeço imensamente a participação de todos eu me coloco à disposição para esclarecer dúvidas Eh caso algo não tenha ficado Claro vocês tenham tido dificuldades de entender eh com de acordo com a minha forma de explanar eu desejo a todos vocês sucesso e desejo que esse curso de fato eh
tenha capacitado vocês do ponto de vista ético e prático assim como conia preconiza um abraço e até mais