Outro ponto importante, quem aprende não depende. Nós já falamos que isso aqui é uma frase de um empresário ainda que precisa revisar. Talvez eu tô carregando um sistema mental de 1998.
Eu comecei a empreender em 2012 e a minha mente ela tava estagnada em 2010, 2007. E eu tive que chegar um momento e falar assim: "Cansei de apanhar, cansei de ser uma pessoa que não cresce, que cansei de ver pessoas crescendo à minha volta e eu ficando do mesmo jeito. E a culpa é minha, ponto final.
" E aí é hora de ser homem, de ser mulher e de enfrentar. Próximo. Outra dúvida, outra frase.
Os meus filhos, olha aqui isso aqui, os meus filhos não irão trabalhar na minha empresa. Você tem uma empresa, a empresa tá rodando, tá indo bem ou tá tendo desafios e aí você fala assim: "Eu, pô, meus filhos na empresa, olha lá, é muito sofrido. A gente tem que tomar muito cuidado para quem tem família sobre o que eu profetizo dentro da minha casa, sobre o que eu libero de palavra dentro do meu lar.
Se eu tenho filhos, se eu chego em casa todo dia, nossa, nossa, tá desafiador, vou fechar aquela empresa. Tá complicado demais dar conta. Meu Deus, como que dá?
meu filho e a minha filha vai ouvindo aquilo, vai introduzindo, vai interiorizando. E aí chega o momento, né, Vinícius, que o Vinícius fala assim: "Tô cansado, quero passar a empresa pra Alícia, pra Lorena". Aí a Alícia, a Lorena fala assim: "O quê?
" "Naquela naquele inferno que você trabalha? Eu não quero ficar depressivo, não quero ficar acabado como o senhor, não, papai, toma cuidado. As empresas têm três destinos.
Isso não sou eu quem falo. Ou elas fecham ou elas são vendidas e o brasileiro não tem cultura de vender empresa porque o brasileiro é apegado. Por quê?
Porque é escasso mentalmente. Nós somos uma uma nós somos uma nação que não estuda. A média de livro do brasileiro é 1.
8 ao ano. Raul, mas tem que ler livro? Tem que ler livro ou tem que assistir podcast?
Eu não gosto de ler. Então assiste, sai do barzinho, sai das más companhias, sai do obaoba, porque ser empresário é uma responsabilidade grande e se você não se preparar, você não vai dar conta, tá? E aí o que que é importante aqui?
Toda empresa tem apenas três fins, meus irmãos. E a terceira é ser sucedida pelos sucessores. Mas se os meus filhos odeiam a minha empresa, aí complicou um pouco.
Raul, mas então vou falar, eu vou mentir pros meus filhos. Não, a minha filha nasceu dentro da RPM. Eu tô lá todo dia.
Eu chego lá 7 da manhã, 6:40 e saio de lá 7 da noite, 6:40 dia. Inclusive sábado e domingo eu tô indo na RPM de novo. Todo todo final de semana.
E a Betina tá sempre lá. O bercinho dela fica lá. Ela vai para lá, ela conhece a turma.
A turma brinca com ela, ela vê eu trabalhando e eu fico muito contente com isso, porque eu tô preparando a minha filha de alguma forma para lá na frente ela poder escolher. E se ela escolheu o negócio, ela escolheu porque eu não interferi e não influenciei negativamente. Tem pessoas que estão aqui que são filhos e que estão sucedendo a empresa dos pais, dos avós e elas veem a empresa com um olhar muito negativo.
Por a empresa adoeceu, meu pai. Ninguém nos adoece a não ser nós mesmos. Ninguém adoece você, nem eu.
Não existe essa. Ah, mas é puxado. É puxado porque eu estou dificultando aquilo que poderia ser mais fácil.
Outro ponto, eh, tenho que levar vantagem, perdão, meu negócio é assim, é do ramo. Tem gente que chega pra gente e fala assim: "Não, Raul, esse segmento aqui é muito complicado. Nossa, Deus, é muito mais fácil aquele segmento, é porque você tá de fora.
Não existe segmento mais fácil. Não tem essa. Todo ramo é difícil.
Então, quando você começa a achar que os outros ramos são mais fáceis, você para de focar no teu negócio. Sabe um erro muito grande de uma mente que ainda não entendeu o que que é ser abundante empreendendo, é começar a ter tr c negócios sem focar em nenhum. Isso tá muito acontecendo.
O cara acha que o negócio dele é diferente, aí ele vai para um ramo que ele não entende nada e ele começa a tomar um monte de tombo lá. Então, antes de diversificar, eu preciso intensificar, eu preciso aprofundar o máximo, esgotar todas as alternativas no meu ramo para depois eu começar a pensar em outro. Raul, você já fez isso de errado?
Eu já fiz isso de errado e tem muita coisa que eu tô falando aqui que eu ainda preciso de melhorar, tá? Então assim, isso aqui, essa, esse bate-papo serve mais para mim do que para vocês. Às vezes é real.
Então, eu já tive várias empresas, hoje eu tenho outros negócios, tenho, mas nenhum depende de mim. É negócio que é, eu sou sócio no capital, no investimento. Eu não desvio um minuto da minha vida naquilo lá.
Eu desvio uma vez por mês para rentabilizar, ver quanto que foi. Só isso. Outra coisa importante, eu tenho sempre que levar vantagem em todo negócio.
Rapaz, isso tem acontecido demais. O cara fica perdendo uma energia danada por conta de R$ 130, por conta de R$ 30, por conta de R$ 5. Por quê?
Porque eu não sei o que eu tenho que fazer no negócio. Aí eu fico brigando na compra, eu fico brigando na venda, eu fico brigando em tudo. E aí você se pesa, você se acaba.
E aí é melhor realmente não mexer com o negócio. É melhor realmente não mexer com o negócio. Então olha que ponto interessante.
Se você realmente tem sempre que levar vantagem, você não, provavelmente vai ter uma má reputação. Então tenha muita vantagem agora, mas daqui a pouco ninguém quer fazer mais negócio com a gente e aí a gente tá enrolado. Outra coisa importante, Raul, mas eu não tenho que negociar sim, mas só tem um cuidado.
Se você ganha aniquilando o teu fornecedor, arrebentando com ele, você não tá ganhando. Outra coisa importante, eu estou aqui faz anos, não quero ouvir nada de ninguém, eu estou sempre certo. Provavelmente isso revela uma mente insegura, uma mente que não tá preparada para aceitar que existem outros caminhos.
Eu quero ser o dono de tudo sozinho. Ser dono de pouco sozinho é pior do que ser dono da metade de um negócio que realmente tenha e gere riqueza, gere valor pra sociedade. A gente aprende um mantra para quem tem uma mentalidade empreendedora de valor, que é é preciso dividir para multiplicar.
Eu tenho sete sócios. Sete sócios. E eu preciso de mais sócios.
Eu preciso de mais sócios. Eu prefiro ter pessoas dividindo o PAN comigo de uma empresa que gera de 30 milhões de resultado por ano do que ser dono de uma empresa sozinho que gera 2 milhões de resultado por ano. Para mim não faz sentido ficar tudo nas minhas costas.
Por quê? Porque eu não sou apegado mais. A empresa está aqui para servir pessoas e também servir a minha vida.
Outro ponto importante, eu sei o que os meus clientes desejam e precisam. Eu não preciso perguntar nada para eles. Grande erro.
Nós precisamos explorar e perguntar sempre, porque as necessidades mudam, o comportamento do consumidor muda, as gerações estão chegando e saindo do mercado. Outro ponto, vamos lá, entendeu? A melhor maneira de contratar um bom funcionário é tirar da concorrência.
Não quero formar, gente. Não quero formar. Quero pronto.
Olha lá, ó. Essa é a melhor e mais rápida forma de destruir sua marca empregadora, de se queimar no mercado. Tem gente que tá fazendo isso, tá?
Vai lá num cliente, vai lá num fornecedor, fica vendo a equipe e fica assediando. Isso é um atestado de incompetência nossa, tá? Se eu não sou capaz de formar pessoas, porque eu tô sempre no lugar errado na minha empresa, eu tô sempre apagando fogo, então não sobra tempo para desenvolver pessoas.
Aí eu tenho que pegar pronto. Pegar pronto é mais caro, não é seguro e pode dar problema. Meus funcionários não fazem como eu.
Exatamente. Eles podem fazer melhor ou pior. E no fundo, deixa eles fazerem.
Deixa eles fazerem. Raul não tem ninguém, então perfeito. Então é você que tem que fazer mesmo.
Mas se você tem, deixa a turma contribuir. Raul, mas eles vão errar, mas você não erra. Você só não assume.
Mas você erra muito. A gente faz muita burrada. Faz muita burrada.
A gente gasta muito mal dinheiro. A gente compra coisa desnecessária demais. A gente emburra com as pessoas.
A gente não lidera, a gente não pede perdão, a gente não elogia, a gente é muito rústico, muito bruto, muito sistemático. A gente não se conhece, a gente explode com as pessoas. Então, meus funcionários não fazem como eu e eles não precisam fazer.
Aceite que dói menos. Eles precisam apenas contribuir e você percebendo as contribuições, desenvolvê-los através de feedback. O que que acelera?
O desenvolvimento, feedback. Feedback é o acelerar. Ó, isso aqui tá legal, isso aqui não tá.
Só que se eu não sou o maestro, se eu tô lá fazendo, não dá para ver. Quem olha não faz e quem faz não olha. Quem olha não faz e quem faz não olha, tá?
Você pode até fazer por um tempo, mas se passar 5, 10 anos, você ainda tiver fazendo a mesma coisa. Faltou abrir a mente para isso. Outro ponto importante, lembre-se, a negligência do ruim pode corromper com o bom.
Quando eu estou num lugar errado na empresa, eu fico mantendo pessoas que mais dão problema do que dão soluções. E aí eu vou perdendo os bons, eu vou perdendo aqueles que estavam dispostos. Lembre-se também, nada é, tudo está.
Toma cuidado com as definições eternas. Ah, é sempre assim no meu negócio. Se não for assim, não dá.
Não, isso não dá resultado. Mas faz quanto tempo que você não faz diferente? Já tem 15 anos que você só faz desse jeito.
Poxa. Ah, lá atrás não deu. Mas agora não tem como ajustar, não tem como testar mais.