a gente vai fazer a tua exposição no ITA cultural sim em abril ano que vem é Ah já já a gente já tá em produção sim sim né e a ideia é pegar algumas fotos dessas a gente simula com aquilo lá e depois vira acrílico entendeu só pra gente testar aqui o jeito que você gosta o jeito que você acha que deve ser o acrílico sobre a foto E qual vai ser a cor foto você escolhe Ah é É trabalho é teu vamos trabalhar vamos se vocês querem é é a viagem desse Fusco aqui né
o Fusca o seu Fusca [Música] sim quando a gente cruza a história de vida da Cláudia que é uma história de Vida na qual ela precisou se Reinventar algumas vezes né fugindo do nazismo chegando nos Estados Unidos depois no Brasil de uma de uma forma bastante eh dramática sem conhecer a cultura nada ela se torna fotógrafa aqui trabalhando no ambiente do fotojornalismo da fotografia documental depois ela começa a por camadas de um viés artístico que ainda não havia dentro do campo da fotografia aqui né n e quando parece que a vida dela tá se consolidando
dessa forma ela vira uma grande ativista pela causa indígena eh então é uma vida que teve muitas reviravoltas e quando eu olho pra forma como ela foi lidando com a linguagem fotográfica que nunca foi de uma forma standar tradicional ela assim como Jorge Love que foi o grande parceiro dela e a pesquisa se norteou muito pela produção que os dois fizeram juntos também eles vão procurar formas de expandir eh os sentidos narrativos e simbólicos da fotografia e quando eu comecei a pensar o recorte curatorial para cá eh eu parti do ponto de vista de que
a obra da Cláudia sobre ianomami já foi tão bem difundida né e acho que é um dos grandes patrimônios iconográficos do mundo mas eu senti que faltava a gente recuperar o que antecedeu essa fase dela da convivência com o Zan Romano que vai dará a partir da metade dos anos 70 para daí a gente entender como diante do desafio que ela se colocou diante do zanom mame de fotografar a espiritualidade a ancestralidade como que ela conseguiu de forma tão poética e enfática realizar [Música] isso quando a gente começa a estudar a obra da Cláudia a
gente inevitavelmente acaba começando pela produção dela na revista realidade quando a gente vai olhar a produção da Cláudia na na revista realidade a gente vê que ele era um lugar basicamente de fotojornalismo como outros fotógrafos eh da revista praticavam e a Cláudia começa a inocular ali uma certa rebeldia né Eh e uma delas que me chamou Mita atenção foi justamente nessa matéria sobre pesadelos no momento que é logo depois da invenção do eletroencefalograma eh a revista faz uma uma reportagem falando dessa Grande descoberta porque estava começando a a investir chegar a psiquê através do sono
e aí os os cientistas falam que o pesadelo é um momento de uma tortura psíquica que a gente sofre isso naquela época né isso depois foi remodelado então a matéria falava disso e pediram pra Cláudia fotografar pesadelos E aí ela se fecha no apartamento dela pega uma boneca O Gato de estimação dela eh e outros objetos da casa como uma escultura também plantas E aí ela vai fotografando e fazendo camadas de sobreposição e em algum momento ela resolve com as fotografias do gato ela vai revela ele em altíssima temperatura o que craquela todo o filme
e solta a película ou seja ela provocada a fotografar pesadelos ela fez com que o filme fotográfico passasse por um verdadeiro tormento um verdadeiro pesadelo [Música] nessa daqui 1967 apenas um ano de revista e a Cláudia tem a a incumbência de fotografar algo bastante complexo naquele momento que é a vida dos rapazes gays em São Paulo e no Rio de Janeiro Indo aos lugares de pontos de encontros geralmente lugares mais velados meio escondidos não é eh vivíamos durante uma ditadura militar e a homossexualidade era algo bastante eh contestado na época [Música] né É difícil conseguir
autorização para fotografar e ela vai fazendo alguns pactos com alguns dos rapazes para que eles apareçam sem ter a identidade revelada e nisso a Cláudia já mostra uma grande desenvoltura Esse é o segundo motivo pelo qual escolhi e esta série é porque a gente vê ela que mesmo no âmbito do fotojornalismo da fotografia direta né da Notícia ela consegue mostrar uma grande eh capacidade eh de manejar o dnada fotografia o foco a granulação o ângulo e a relação figura e fundo nãoé e aí Cláudia ela dá um passo além ela convida um casal de rapazes
para ir no seu apartamento esse mesmo que ela mora aqui na Avenida Paulista até hoje e lá ela ela fotografa eles estão aqui por exemplo nessa imagem na cama dela né ela fotografa num ritmo de fotonovela nãoé então é muito interessante pra gente ver mesmo dentro do âmbito do fotojornalismo como ela já demonstra uma perspicácia enorme né para resolver dentro dos atributos fotográficos uma pauta que era bastante complexa [Música] [Música] depois que a gente ver as duas reportagens fotográficas que ela fez pra revista realidade a gente entra nessa sala que tem essas três séries a
cidade gráfica aquela fotografa 1960 ela sobrepõe eh imagens da cidade de São Paulo eh muitas coisas vistas da da própria janela do apartamento dela aqui na Avenida Paulista eh e é muito curioso porque ela faz esse trabalho primeiro antes de ir pra Floresta ela vai repensar essas imagens depois da experiência dela na floresta e quando a gente vê a justa posição que ela faz dos prédios das Esquadrias dos fios dos postes eh ela ela junta de tal forma que a cidade vira um lugar emaranhado como se não tivesse fuga não tivesse fuga possível então tem
a coisa da justa posição ali A outra a outra série que mostra a cidade de São Paulo também eh ela fotografa com o filme infravermelho O que é sobretudo para aquele período uma rebeldia grande porque esse filme era proibido de ser usado Ele só podia ser usado pelo exército porque o filme infravermelho foi inventado durante a segunda guerra mundial eh como ele detecta zonas de calor era a forma como quem tava guerreando por encontrar o inimigo e e alvejar Cláudia obviamente vai usá-lo num sentido oposto né mas a verdade é que a cidade aparece de
uma forma também bastante sinistra com cores cítricas e tudo que é verde fica vermelho com esse filme e aí a as árvores da cidade que são poucas em São Paulo ficam bastante vermelhas isso vai dar uma ideia para ela usar mais lá na frente quando ela tiver lá na na aldeia depois E aí temos a primeira aparição indígena na exposição que é a série sonho verde azulado e que de novo ela fotografa dos anos 70 muitos anos mais tarde ela recupera essas imagens feitas com infravermelho também ela transforma essas imagens em preto e branco coloca
filtro verde e filtro azul para representar a mata e o céu azul e queria dípticos né fazendo muitas vezes a mesma imagem espelhada e as três juntas começam a apontar para uma uma fotógrafa que o tempo todo tá procurando Expandir os limites da possibilidade do fotográfico a série mala encontro ela é uma derivação da exposição genocídio e anom morte do Brasil que ela fez no Masto em 1989 e no momento em que ela tá bastante à frente da Comissão pro Yanomami né que ela cria com outras pessoas da sociedade como Darc Ribeiro e tá no
momento de tentar aprovar a demarcação das terras do ianomami então a exposição do MASP é um grande Manifesto para ver se consegue de uma vez por todas mobilizar a sensibilizar o congresso brasileiro para isso E aí é um momento em que o garimpo G já invadiu as terras eh dos indígenas eh começa a jogar Mercúrio na água começa a envenenar começa a ter muito uma mortandade enorme de crianças e adultos entre os os Yanomami E aí a Cláudia precisa fazer algo e aí ela se volta de novo pro seu acervo eh e ela pega as
fotos que ela tinha feito durante vários períodos que ela passou na aldeia só que de novo ela vai reprocessar de acordo com aquele discurso que ela precisa fazer naquela hora daquele Manifesto e ela faz o qu ela pega as cópias em preto e branco no apartamento dela ela ilumina essas imagens com vela ou com abajur e às vezes com um pouco de luz que entra pela janela do apartamento muitas vezes ela torce essa foto e assim vai indo esses processamentos né e e a luz de vela ou a luz do abajur dão uma uma tonalidade
Dourada que é justamente o garimpo do Ouro né a o que tá de fundo ali e então é uma série muito forte inclusive ela recicla imagens que a gente conhece de outras séries que são imagens sublimes e e ali aparecem Como Um verdadeiro horror bom aí nesse momento da exposição quando a gente já viu o sonho verde azulado que é um encanto e uma celebração da harmonia da natureza eh indígena em comunhão eh com a floresta a gente passa por mal encontro que é a tragédia que é a chegada do garimpo da doença mas a
gente já tem a Cláudia completamente integrada ali com aquilo que viria seu o seu dever nessa vida né que é a militância pró Yanomami Pró vida né E aí em frente ao Malo encontro eu fiz questão de colocar uma das séries dela que eu acho mais espetaculares que é o reu o invisível né que é um um ritual que eles fazem para Celebrar antepassados e as pessoas que já se foram e que eles também inalam o o pó da Yohana o pó da casca de uma árvore que é um alcaloide e e por isso é
alucinógeno e e eles passam por umas transformações físicas por muitos movimentos [Música] Cláudia participa do ritual ela tem autorização ela tá legitimada para fotografar só que ela precisa usar todo seu background experimental que a gente viu na exposição até esse momento para poder dar conta de materializar o invisível em fotografia vejam bem aqui essa belíssima imagem ela fotografa essa pessoa primeiro na vertical e depois ela e fotografa na horizontal sem mudar sem rodar o filme ou seja sobrepõe duas imagens na mesma no mesmo fotograma né Eh e nós temos aqui exatamente aquilo que ela buscava
que é esse momento da dissociação entre corpo e espírito e aí tem os chiris que aqui aparecem nesses riscos de luz e nessa belíssima imagem eh nós temos isso ainda mais enfaticamente né aí o que acontece a Cláudia primeiro fotografa o corpo físico como nós vemos aqui essa parte do braço do tronco E aí ela sem rodar o filme ela com a consciência de que ela tem o fundo todo preto do preto da noite no lugar onde ela fotografou ela vai pegar algumas luzes e com a câmera em baixa velocidade ela cons fazer esses riscos
sobrepondo eh oos chiris né como explosões de luz no céu mas também mudando por completo As feições eh desse indígena que aqui já parece meio como um ectoplasma ou seja o exato momento da dissolução desse corpo em espírito aí depois faz direitinho aqui né aqui sim existe um verde um pouco menos Verde eh esse tava tava duplo sim agora ficou mais clarinho ficou bonito pum pum você acha essa série do voo de batari na verdade é a viagem que ela faz em 1976 quando ela resolve viver por tempo indeterminado com zanom mami e ela atravessa
o o território brasileiro de São Paulo até Roraima eh em 13 dias o Carlos aquini que acompanhou nessa viagem o missionário que o grande amigo dela disse em entrevista pra gente que ele tava que ela tava muito ansiosa por chegar rápido e talvez esse um dos motivos que o diário de viagem que ela foi fotografando eh foi sempre de dentro do Fusca eh como se as janelas do Fusca fossem um segundo visor pelo qual ela estava olhando esse Brasil que passava esse Brasil sobre a ditadura militar e claramente para Cláudia essa série nunca foi muito
pensada como um trabalho era mais uma anotação de de viagem uma uma memória de viagem eh mas claro depois de tudo que aconteceu com a Cláudia com a causa indígena todos os os êxitos que ela teve e toda a repercussão eh que a obra dela eh teve em escala Global eh essa viagem se tornou um ícone muito grande que seria talvez a última Grande Virada da vida dela depois de tantas outras que ela tinha tido né Eh então a gente passa a olhar essa série como algo muito primoroso porém eh eu olhava essa série e
falava curioso né porque é a única o único trabalho dela branco mais documental clássico e que ela não interviu como ela intervia em todas as outras séries e um dia eu vi na casa dela ela tem tinha uma grande foto eh na parede uma foto vertical preto e branco numa situação de praia que tinha um acrílico Amarelo translúcido adesivado sobre essa foto e eu já conheci um outro trabalho que tinha um acrílico também que era uma peça da Pinacoteca que nós emprestamos aqui pra exposição que é o retrato de uma mulher com acrílico cor-de-rosa E
aí eu querendo muito estimulá-la para para essa exposição eh provoquei né Falei Cláudio você fez esses dois trabalhos aplicando acrílico mas são peças soltas na sua coleção né e no seu acervo falei que tal a gente trabalhar agora e você colocar acrílico sobre outros trabalhos e ela adorou a ideia e então ela voltou a Cláudia que eu conheci de 20 anos atrás sempre muito com muito critério com muito Rigor sobre o trabalho dela fica bonito hein rosa e verde S fica top Então não é um pouco escuro não então mas quando fizer a peça verdadeira
a gente clareia para aparecer mais detalhe da foto isso a [Música] h [Música] [Música] [Música] a exposição toda ela caminha eh para culminar nessa série sonhos e anom feita em 2002 já na maturidade da Claudia já quando ela não tá mais conseguindo se deslocar muito pra aldeia e de novo no apartamento dela nesse laboratório maravilhoso tá olhando acervo na mesa de luz cromos como a gente sempre fez no mundo analógico né e você coloca o Cromo sobre a mesa de luz e olha com conta-fio que é uma lupa eh num dado momento ela vai E
pega duas molduras eh e quando ela olha pela mesa de luz essas imagens estão justo apostas né eh e aí ela pum ela tem uma iluminação al ela fala uau aqui tem algo né E aí isso que eu digo eh uma artista que teve uma trajetória provocando acasos eh eh entendendo que determinados erros na verdade contribuem paraa evolução da linguagem ela tava preparada para esse momento que foi uma grande catarse ela teve a capacidade de perceber que ali tava gestando uma nova percepção que era justamente de poder traduzir em imagens aquilo que os indígenas relatavam
quando voltavam do trânsito xamânico que eles relatavam pro Pajé e ela começa a fazer isso de forma consciente eh chega no um certo número de fusões de imagens pede para um laboratório fazer isso Tecnicamente Já estamos em 2002 Então já tenho eh scanners né ela faz essas justaposições copia em papel manda pra aldeia se eu não me engano é da vi copenal que recebe e ela pede para que mostre para para pra aeia toda para que os indígenas relatem se tinha alguma ressonância nos seus transes E aí foram eles que ficar estupefatos Porque de fato
tinha uma similaridade muito grande e Eis que Cláudia eh 50 anos depois de começar a sua militância junto a Yanomami consegue finalmente chegar no seu maior obstáculo que era trazer imagens do invisível imagens de uma miração do trânsito chamico eu acho tão Incrível essa coisa das imagens se encontrando na frente dela criando esses layers eh e ela vendo isso como a metáfora visual dessa cosmogonia tão tão sofisticada do gumam né Eh que eu sugeri pro Leandro Lima pra gente fazer uma sala em que tivesse essas imagens se fundindo né então tem uma profusão de imagens
que vão passando e me parece que é um pouco também uma tentativa de se aproximar do que os indígenas enxergam as mirações que eles têm durante o trans logo que a gente começa a pesquisa de um projeto dessa envergadura eu vou ampliando minha pesquisa procurando outros pesquisadores que já falaram E aí eu tive a gratíssima surpresa de me deparar com a dissertação de Mestrado da thí Lopes que é a nossa curadora assistente eh orientada pela Luise Costa que também conhece muito bem a a a obra da Cláudia e aí nessa pesquisa da thí eh a
thí trabalhou no Masp e ela vai destrinchar Justamente esse período em que a Cláudia andujar atua no Masp como coordenadora do departamento de fotografia onde ela ministra vários cursos de fotografia chamando outras pessoas também e onde ela começa a organizar várias Exposições eh que ela trás de fora e Exposições dela do George love também eh de jovens fotógrafos Paulistas porque tinha Petro Maria Bardi ali o Bard que vem da Europa com no momento que a fotografia já tá dentro dos museus eh ele é o primeiro a abrir a porta aqui e a Cláudia vai ser
a pessoa pela qual ele vai conseguir efetivar essa entrada da fotografia nos museus Então esse é mais um dado que poucas pessoas eh sabem da importância da Cláudia pra entrada da fotografia é reconhecida com com estatutos de arte dentro do de grandes museus e nessa pesquisa da da thaí eh tem um momento em que ela vai falar de instalações eh imersivas sensoriais que Cláudia e George Love começam a fazer em algumas salas em algumas exposições em salas do do MASP uma delas é a Sônia uma mulher baiana que vem para São Paulo eh tentar a
vida como modelo ela precisa encontrar algum fotógrafo para fotografá-la ela não tinha recursos e vários fotógrafos não fotografam porque ela não pode pagar e a Cláudia eh tem uma empatia com ela e chama para fotografar em paralelo a isso a gente tá vivendo um momento também nessa transição dos anos 60 pros anos 70 eh que houve uma grande invenção tecnológica eh que vai possibilitar que esses fotógrafos bdes da geração de 68 como a Cláudia e o George Love eh Pens a fotografia num outro suporte que é o projetor de slides o projetor de slides Então
vai desacomodar a fotografia que para eles já tava meio careta aquela coisa do fotografia Preto e Branco 30 por 40 moldurinha pass Patu põe na parede né Essa é uma geração que tá querendo tirar a arte simplesmente do da percepção visual e trazê-la para uma percepção sensorial que Tome o corpo todo né eh nessa mesma época que a gente vai ter o oica com Neville da Almeida fazendo cosmococa que vai ser 73 antes disso 71 A Cláudia pega as fotografias que ela tinha feito da Sônia e refotografada imersiva só que ela usa um projetor de
slides para fazer como um slid show são vários projetores projetando imagens para vários lados eh tem plásticos na sala que interceptam as imagens tem espelhos na parede que rebatem essa imagem eh e tem uma música a had a Dream de John Sebastian que tocou no Woodstock eh que cria todo o ambiente sonoro com essas imagens que vão se rebatendo refletindo é muito incrível trabalho né Eh e ele ficou em 71 né então a gente vai remontá-lo pela primeira vez desde então aqui no ital cultural numa releitura da dessa Instalação feita pelo Leandro Lima que é
um outro artista que já foi parceiro da Cláudia em vários outros projetos também a gente passou por alguns processos de de reprodução da Imagem e a gente acabou chegando nessa que eu tenho chamado que é uma uma dança das imagens na sala então basicamente o que a gente fez foi pegar aquele material que ela usava nas paredes que eram eh filtros de cor espelhos né peças reflexivas para e de alguma maneira multiplicar as projeções pela sala eu trouxe eles para um disco giratório menor de uma escala como se fosse uma maquete da sala giratória na
frente da dos projetores isso faz com que a imagem apesar de estática que era inicialmente uma Projeção de slide aqui é uma Projeção de vídeo ela receba uma um recorte e um movimento em tempo real de maneira analógica Então o que a gente tem são peças filtros e e e que fazem refrações e reflexões e que ficam recortando E projetando essas partes dessas imagens pela sala toda a experimentação no caso da Cláudia não é um lugar que ela visita de vez em quando e retorna pra linguagem no seu status mais comum a experimentação é o
lugar onde ela ela vive é o lugar que ela criou para desenvolver uma linguagem muito particular o lugar dela é o lugar da especulação é o lugar da inquietude é o lugar daquela artista que que vai fundo na linguagem para conseguir virá-la do avesso e aí encontrar sua mais legítima expressão C f [Música]