meu cordial bom dia boa tarde boa noite boa madrugada para você que está aí do outro lado da tela Sou professora Augusto Rosa e você está no curso de obras literárias se você está aqui é porque no seu vestibular algo será cobrado do livro primeiras histórias do nosso querido estimado Grande Mestre da literatura brasileira João Guimarães Rosa meu tio bom o autor Guimarães Rosa ele vem de cor de burgo Minas Gerais uma cidade com o nome bem estranho né mas ao mesmo tempo bem simbólico Uma cidadezinha hoje bem pequenininha que tem ali uma linha de
Ferro uma cidade em que ainda preserva a venda de seu avô onde o menino João Guimarães Rosa ficava atento a ouvir as histórias que eram narradas os casos dos mais fantásticos inovadores e criados e fabulados e Fabulosos verdadeiros ou falsos mas que muito ficou na sua cabeça Ele nasceu em 27 de junho de 1908 e morre em 19 de novembro de 67 já no Rio de Janeiro curiosamente ele morre pouco tempo depois poucos dias depois de ter assumido a cadeira de número 2 da Academia Brasileira de Letras ele há tempos estava né prorrogando Essa investidura
porque ele já temia que algo fosse acontecer esse universo rosiano né embora muito Místico e Místico também fez parte da sua vida pessoal ele particularmente o sujeito muito espiritualista espirituoso espiritual que traz para sua literatura também muito desse compromisso com os planos surreais sobrenaturais ele que muito novo também vai para Belo Horizonte para capital com seus 10 12 anos de idade aproximadamente e em 1930 jamais velho ele se forma na faculdade de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais e logo em seguida por meio de um concurso ele ganha o posto de Capitão médico da
Força Pública de Minas Gerais para quem não sabe da Força Pública aquele tempo era uma espécie de polícia tá nós não tínhamos ainda como hoje a definição da polícia militar da polícia civil da Polícia Federal o que nós tínhamos durante muito tempo foi a força a Força Pública né uma força militar para militar enfim Força Armada né um braço armado do Estado ele entra para literatura inicialmente inaugura seus trabalhos literários ainda antes de se formar em medicina em 1929 com a publicação do conto o mistério de regmore que é um conto que não está em
nenhum dos seus livros tá só foi publicado em edição do jornal chamado o Cruzeiro é interessante pensar que entre esse período aqui né da sua formação enquanto médico né até 1936 o Guimarães Rosa em 34 ele entra para as carreiras diplomáticas ele vai ser investido e é óbvio né interessante destacar que o Guimarães Rosa dentre vários dos seus predicativos um dos mais interessantes é o fator dele ser poliglota dizem por aí que ele sabia Pelo menos nove línguas fluentemente e outras completando o número de 14 ele conhecia um pouco ou sabia ler ou só enfim
o cara era um gênio da língua e da linguística e sabia e soube muito bem fazer com uma estria esse jogo de palavras as combinações de estrangeirismos no processo inclusive de criação de palavras neologismo aqui para nossa literatura brasileira bom quando em 36 dois eventos importantes acontecem na verdade um deles é a coletânea de poemas que só vai ser publicado mesmo em Editora em 97 e nós não tivemos uma outra impressão inclusive isso aqui é um dos maiores crimes da literatura brasileira nesse que devia ser republicado tá porque é justamente com esse livro chamado magma
né olha que título interessante o magma O magma é o livro de poesia do Guimarães Rosa Tem muita gente que não sabe que ele era poeta também poesias belíssimas e é com esse livro que ele ganha o prêmio da Academia Brasileira de Letras e é por conta desse livro especificamente que ele vai ser investido também na Academia de Letras tá bom em 1937 eu não coloquei aqui mas em 37 ele trabalhou num livro chamado não esse livro era para se chamar e iria fazer um concurso ele ia participar de um concurso e era um livro
grande de contos tá um cara amasso assim de pontos 12 pontos só que ele decide mudar o título do livro e o coloca no contos por viatura ele adiciona nesse pseudônimo viatura porque em breve ele iria fazer uma longa viagem para Europa representando o Brasil afora e tanto que ele Coloque esse livro chamado cesão mais transformado em contos por viatura no concurso e vai embora e vai só falar dele depois de muito tempo porque essa viagem que ele faz é porque entre 1900 1938 e 1942 ele esteve na embaixada em Hamburgo ele auxiliou junto de
sua esposa no caso a sua esposa teve um papel também importantíssimo para salvar os judeus na segunda guerra mundial tá inclusive no caso do nazismo alemão e ele tem uma estátua da sua esposa tá em Israel em homenagem a ela tá e o Guimarães Rosa inclusive ele foi durante o tempo preso tá enfim tem todo uma história interessantíssima Clarice Lispector também foi importante para esse processo do Brasil relacionado com o combate ao nazi fascismo enfim bem são coisas que não caem para vocês em prova mas tentando mostrar para vocês que alguns Escritores da literatura brasileira
não ficaram como muitos pensam num campo tão somente né atrás de uma mesa escrevendo batendo uma máquina né muitos tiveram participações interessantíssimas para o crescimento ou de um gesto até meio heróico tá para o povo brasileiro e o Guimarães Rosa que é um sujeito do interior de Minas é um sujeito que foi da Força Pública ele é um tipo de sujeito que além de intelectual se precisasse puxar um revólver puxaria tranquilamente dado o seu passado tá mas um grande intelectual quando ele retorna tá quando ele retorna ao Brasil ele vai mexer tá num livro que
ele ficou em segundo lugar no concurso lembra do contos por viatura e ele vai remexer nesse livro 9 anos depois tá porque depois que ele sai de hambúrguer ele ainda vai dar para Bogotá ele vai enfim viajar mais como um diplomata mas aqui quando ele está de volta ao Brasil ele vai mexer naquele livro e em 46 ele publica aquele livro já remexido com menos pontos com enfim dá uma diferença de quase quase 200 páginas a menos e ele publica como Sagarana então se a garana é a introdução né do Guimarães Rosa na literatura de
fato porque o magma ele não foi aberto né e o conto só quem leu naquela época então a grana vem para apresentar alguma vez rosa na literatura e assim que ele né Sai na sua primeira edição vai ser um sucesso né A Crítica literária vibra com esse essa garana que inclusive o título né é um dos exemplos da sua maior característica não maior característica mas que os vestibulares né já que você estimulando gostam bastante de maneira até preguiçosa de cobrar o autor né normalmente Você pode pesquisar as questões de Guimarães Rosa eles vão tentar fazer
com que você coloque como alternativa correta neologismo por quê Porque eles pensam talvez o pessoal das bancas que é meramente suficiente você associar alguém mais rosa neologismo como se ele tivesse fadado ou meramente rotulado facilmente para falar dessa questão linguística mas não é Tá mas esse aqui é um título do livro né um grande Marco para literatura brasileira fruto de neologismo em que ele pegou a palavra Saga que vem de seguem né do Germano e Hanna que vem do sufixo tá para o Tupi e também para o guarani que assemelha-se com parece a então lembra
uma Saga lembra parece como Saga que seria Saga também uma jornada heroica lendária parecem lendas né assemelham se essas histórias lendárias enfim livro interessantíssimo né Nós temos histórias maravilhosas aqui o próprio autor ele chama de novelas foi lá só novelas ou seriam sagaranas por assim melhor dizer mas a maior parte dos vestibulares chama isso aqui de contos e eu não vou entrar nesse mérito agora nesse instante com vocês mas Paulo ronai que é um dos maiores foi um dos maiores críticos e pesquisadores de Guimarães Rosa fala tranquilamente aqui o certo é chamasse a garana no
caso e representa bem o tipo da novela moderna murrinho pedrês né é duelo aura vez de Augusto uma traga histórias que entraram né fizeram muito sucesso e ainda são cobradas nas provas né muito importante quando nós temos aqui no ano de 1952 o Guimarães Soares ele vai fazer uma expedição nesse formato de comitiva né vai acompanhar alguns Vaqueiros vai participar dessa comitiva vai montar a cavalo e com seu caderninho ali anotando sempre as coisas que eu vi que vi etc vai junto com uma galera até o estado de Mato Grosso né passando aquele tempo pessoal
vamos aqui relembrar a Essa época Por mais que você por exemplo pense ah Professor mas já década de 50 no Brasil né Nós já estamos falando de um rio de janeiro né que estava ali num fervor Cultural São Paulo tá mas tirando esse bloco do sudeste que o São Paulo quando nós olhamos para o centro-oeste o Centro Norte do Brasil inclusive parte de Minas Gerais o que nós tínhamos era um ainda espaço bem aberto com terras planícies mata fechada um Brasil ainda muito Rural muito sertanejo na cultura sertaneja de Fato né um mundo que ainda
era meio que sem as leis aplicadas de fato um outro universo muito dispare daquele que estava mais ao litoral e o Óbvio a capital de São Paulo que a gente já sabe que desde a questão do mundo café virou uma febre Econômica mas nesse espaço ele vai ter experiências que inclusive dessas experiências ele faz o conto com o vaqueiro Mariano tá que é baseado especificamente nessa viagem que ele fez e dentre outras questões das suas experiências pessoais que já se manifestaram desde essa Garena ele pega em 56 pública a sua obra prima né o romance
Grande Sertão Veredas o seu único Roma esse livro que muitas pessoas dizem é ter lido mas brother não é um muito fácil ler não ali está o ápice né do que é difícil do Guimarães Rosa né de um fluxo de consciência narrativa muito denso e ao mesmo tempo de uma oralidade também esquisitíssima que para nós a leitores tradicionais lineares do século 19 nós precisamos de século 19 nós estamos ainda habituados ao modelo de linearidade de romances muito ela século XIX e quando vem um livro como esse que é uma revolução estética desgraçada no sentido bom
da coisa não estou falando mal longe de mim falar mal de mim mais rosa assusta muitas pessoas até hoje você já pega ali fala no nada tanto que tem um lexo de Guimarães Rosa eu tenho lá um livro Um catatau assim para ler a interpretação como se fosse um dicionário próprio mas fazer um autor que ele deixa muita coisa em aberto para própria interpretação do seu leitor em que as coisas entre o certo e errado fica num campo muito ainda superficial vou dar um exemplo para vocês o protagonista de Grande Sertão Veredas se chama rewaldo
e uma das alcunhas né um dos apelidos que recebe helbaldo é tatarana tatarana tatarana né seria taturana a lagarta de fogo e aí quando os caras foram traduzir para o alemão ele um cara que traduziu colocou lá é falsa lá que seria uma espécie de salamandra de fogo lagartixa de fogo mas mais para salamandra em si de fogo né E aí o mais fácil ele pegou ele achou meio estranho de nicho depois Até que dá também né tem uma relação interessante com o personagem Tá ok cara como assim é um outro bicho é uma outra
coisa então de maneira Rosa ele traz essa pluralidade de brincar com as palavras não meramente por diversão mas de trabalhar o significado dessas palavras interpretando com o coletivo com o universo que ele traz para nós que é fantástico bom o que nós temos do Guimarães Rosa que normalmente abordado em Provas a interpretação mítica da realidade símbolos e mitos de uma característica que ainda Regional trazem para o campo do Universal ora a realidade como nós já temos Ela já foi diversas vezes apresentadas na literatura por diferentes exóticos se a gente pega a realidade de um Machado
de Assis a lista da literatura da sua fase né mais madura ele traz um Realismo também um tanto quanto diferente com Memórias Póstumas de Brás Cubas é uma forma mítica de interpretar realidade querendo ou não se você vai para um outro autor exemplo o próprio é Ramos Graciliano Ramos ele tem uma visão da realidade mas muito influenciada também porque naturalista quando você pega por exemplo a ouvida secas você pode pegar o Jorge Amado você pode pegar a Clarice Lispector você pode pegar grandes nomes da literatura brasileira e vai ver que cada um a sua maneira
trata da realidade de uma forma o Guimarães Rosa Como eu disse ele pega e explora elementos que muitas vezes nos confunde entre o fantástico o mágico das crenças e das Lendas das possibilidades que incrivelmente ele domina utiliza de símbolos de palavras associadas que muitas vezes são interessantes para tentarmos decifrar mistérios da história que a princípio não já é apresentado no início e que a gente fica um Será que vai ser sobre isso a história de fato às vezes está no próprio título enfim revolução formal e estética bom como eu falei para vocês o Guimarães Rosa
ele faz uma abordagem diferenciada para literatura é o Sagarana já nos mostra isso né a própria o rio pedrês que a história que abre o livro né Nós temos uma história principal que é uma galera indo de uma comitiva de uma fazenda até um posto específico para transporte do Gado e que nessa história temos um possível né uma possibilidade no caso de um homicídio entre Vaqueiros ali mas que durante essa trajetória nós vamos encontrar várias outras histórias né E que se misturam e que de repente nós estamos em sub- histórias de maneiras rosas fora isso
é uma característica só dele mas a gente vai falar disso um pouco mais adiante neologismos arcaímos antes de eu falar só disso deixa eu falar só uma questão que me incomoda bastante que é sobre a palavra regional o regionalismo essa palavra muitas vezes é associada ao Guimarães Rosa e eu acho que nós temos que tomar cuidado com essa palavra Até porque eu pesquisa essa área pesquisa que mais rosa eu me sinto uma obrigação de falar muitos autores que se dizem de uma literatura Regional tem uma facilidade quase que como uma fórmula de trazer elementos linguísticos
de fauna Flora local de cores locais para sua literatura que acaba ficando extremamente carregado e pouco se vê de uma estética o Guimarães Rosa ele foge disso E cria uma quarta possibilidade uma Quarta Dimensão da literatura e faz a sua própria maneira de um regional sertanejo do seu universo apresentar-se de maneira diferente ele usa de uma linguagem não culta de fato mas bem elaborada no sentido de construção linguística de modo que a fala de personagens não fique limitada aquele grosseirismo naquele absurdo de rótulos né de características até às vezes debochadas satíricas ou até caricaturas de
sujeitos interioranos uma pessoa que fez isso muito bem também né que no mesmo ano de Sagarana publica seu livro Água Funda é a Ruth Guimarães é uma autora Negra uma autora que também vai abordar a relação do interior de Minas Apesar dela ser Paulista e que traz na sua forma de escrever também uma linguagem elaborada não culta mas que traz a presença da oralidade e a narrativa por meio da oralidade é uma característica revolucionária estética aquele momento porque não é todo mundo que consegue abordar como esses escritores abordam o elemento da oralidade e nesse livro
específico sobre o qual nós vamos falar nas próximas aulas ele tem forte bastante essa expressiva oralidade e que nós vamos ver cada caso tá bom é um livro que também né Assim como outras literaturas de Rosa aparecem os neologismos criação de palavras novas né como também usar caímos que são palavras que já estão em desuso e que ele resgata e que muitas pessoas interpretam esses arcaímos como se fosse neologismo coisa que você tem que ficar ali cabreiro Mas vai chegar esse nível na sua prova eu acho que não mas essa informação tá aí para você
o Guimarães Rosa pessoal ele faz parte da chamada de geração de 45 tá que pode também aparecer como terceira fase do modernismo existe algumas pessoas tá E ainda bem que isso está morrendo isso está caindo em desuso né durou um determinado espaço de tempo e não pegou muito bem entre os críticos embora alguns ainda permaneçam com esse discurso de que aqui nós falaremos entre muitas aspas de um pós modernismo e que eu insisto só de falar disso porque pode aparecer esse nome tá mas eu ainda coloca aqui minha dúvidazinha porque quando nós falamos de posse
esses prefixos na literatura na arte normalmente indicam para nós entre aspas transições de estilos de literatura de artes só que veja bem são criações são interpretações específicas de determinados críticos se ainda chegassem para mim e falasse não professor esqueçamos esse nome de pós-modernismo mas pensemos que essa geração de 45 é uma geração que representa um mundo pós Segunda Guerra Mundial legal e que vai por exemplo ter a sua literatura entre aspas em auge e materialidade em característica em prolongações ali a década de 80 ou até mesmo final dos anos 70 que a gente pode falar
assim de um fins de guerra fria ou ainda o auge dessa guerra eu não sei como você pode interpretar mas nesse contexto temporal porque os grandes representantes desse momento da geração de 45 São além de Guimarães Rosa a Clarice Lispector que é uma grande referência da literatura brasileira né ela não é brasileira nada mas se falasse né para ela ela se encorpava como Brasileiro né fazia sua datilografia ali sentadinha tal e trazia um mundo de uma introspecção de um de uma narrativa ímpar do inconsciente subconsciente de suas personagens e narradores muito íntima né muito profundo
intenso que também explorou várias outras áreas Claro que nos deixou em 77 e naquele mesmo ano a publicação de uma das suas obras mais famosas A Hora da Estrela Assim como nós temos ali já Fagundes Telles desde Fagundes Telles outro grande nome da nossa literatura Uma Mulher exemplar que traz para nós um queijo de literatura fantástica né de histórias que misturam o universo do sonho da realidade do Fantástico mesmo das coisas reais ela que aborda também um intimismo interessante houve um tempo de uma literatura mais crítica social ela que nos deixou recentemente mas com grandes
obras também é um período que eu gosto de interpretar como modernismo maduro porque se nós fôssemos parar para pensar é ali que nós temos o que em outros países já se consideravam de uma literatura moderna com aquelas características de um fluxo de consciência narrativa bem desenvolvido de personagens cujo universo psicológico né associado a elementos do seu cotidiano profundos etc é ali né que talvez tenha começado sei lá com Franz Kafka que passa por James Joyce com Ulisses né que passa por vir que passa por esse sujeitos da literatura bem anteriores ao Guimarães Rosa e a
Clarice etc mas que no Brasil a gente parece ter acompanhado essa maturação de uma literatura moderna revelando-se com esses escritores porque a primeira geração foi extremamente experimental dia na segunda geração que falamos há na prosa especificamente um trabalho muito excessivo da crítica social uma literatura mais engajada política e socialmente né preocupada em fazer características Regionais no aspecto crítico e aqui nesse pessoal de 45 uma literatura que aparentemente sua o verdadeiro fruto de uma literatura moderna brasileira tá bem É a minha perspectiva né sobre isso e agora vou começar a falar um pouco sobre o primeiro
as histórias você deve estar aqui meu Deus por esse professor ele não para de falar e cadê o livro galera tudo que eu falo para vocês nessa introdução nessa apresentação não é só porque eu me empolgo de falar de uma nervosa também mas porque eu acho necessário para compreender o que vem a ser o primeiro as histórias do livro galera primeiras histórias é publicado em 62 perto já né ali né do João nos deixar e é um livro de 21 pontos só que essas histórias elas não são como em Sagarana que algumas pessoas insistem em
chamar de cônsul Poxa que são histórias grandes aqui são histórias curtas e é justamente a estreia do Guimarães Rosa com essa narrativa curta a própria grafia e histórias a época é uma coisa um tanto inovadora mas que no universo da literatura já circulava em que a história grafada dessa maneira com a letra e seriam as ficções mas que ainda assim vem de um elemento um pouco mais Preciso direto se fossemos pensar do short Story das Histórias Curtas dos de fato contos curtos Será que a gente pode falar de um conto curto bom então é o
livro primeiro do Guimarães Rosa apresentar esses modelos narrativos essa edição que eu tenho é uma edição de aniversário né uma coleção de Guimarães Rosa em que nós temos toda a coleção da sua obra tirando magma que não foi republicado como eu disse em edição especial da capa dura da edição da editora Nova Fronteira um livro que eu tenho todo um gelo com toda a coleção isso aqui eu não empresto nem na bala e que temos aqui As Histórias Fantásticas do Guimarães nessa nesse conjunto de narrativas como eu já antecipei para vocês teremos oralidade expressiva em
encontros mais específicos isso se manifesta mais ainda tá e nós vamos passar por essas histórias navegando por um universo Fantástico e quando eu falo de universo Fantástico eu estou falando aqui de elementos que parecem fugir da nossa realidade é maravilhoso é o fantástico Sim Isso vai acontecer né existe uma história específica que inclusive aqui na capa tem um barquinho que é a terceira margem do rio né terceira margem do rio olha só que já poético é isso é ao mesmo tempo fantástico porque se você imagina um rio você tem a margem da que você está
olhando e tem a outra margem do rio né que aquele outro lado que você pode chegar agora uma terceira margem onde que está essa terceira margem nessa terceira margem já é num campo espiritual num campo Sobrenatural de um homem que decide pegar uma canoa se enfiar no Rio e para o lado desaparece e que nós vamos falar dessa história em breve calma aí ainda para vocês tá nós vamos também passar pelo universo psicológico da narrativa né análise o profundo do psicológico por meio dos narradores a interpretação desses personagens tá é uma das características desse momento
da literatura brasileira tá elementos autobiográficos o que mais rosa nunca deixou de colocar na sua literatura esses traços autobiográficos Como assim ele colocar parte das suas experiências nas construções de personagens tá desde o Sagarana a gente vê isso beleza anedotico pessoal anedotico vem das anedotas né uma coisa um tanto quanto humorística né do cotidiano que a gente pensa como quase uma piadinha um causo E também o satírico que tem uma intenção mais crítica ao trabalharmos em determinados temas e eu ainda poderia colocar aqui para vocês por exemplo como uma das características de primeiras histórias mas
não só aqui mas em outros textos também do Guimarães Rosa nós vamos acompanhar mas nesse livro acontece em algumas das histórias é percebemos uma espécie de anticlimax em algumas histórias como por exemplo que estão aqui dentro do primeiras exemplo os irmãos da gobb os irmãos da gobé é um tipo de história que nos cria uma expectativa desde o início do conto que a gente fica cara vai acontecer isso não tem como tipo assim você já pensa Vai dar merda para um personagem específico isso vai acontecer mas não acontece o que que não acontece Calma a
gente vai falar sobre esses pontos tá só tô tentando te mostrar que desses 21 contos nós vamos ter um leque tá de possibilidades interpretativas e de análises dessas narrativas que muito é rica interessante o próprio Guimarães Rosa quando foi para falar sobre esse livro primeiras histórias ele nem usou a palavra conto ele disse na verdade que era uma série de poemas modernos em que quase cada palavra assume uma pluralidade de direções e sentidos Olha o quão moderna essa colocação também falar é um conjunto de textos ali poemas até porque alguns textos vão ter uma característica
mais da poética lírica tá de uma figura de som e eu vou falar outra coisa para você óbvio que você está no curso de obras você fica pensando ah Professor Eu acho que eu não vou ler nada porque vou confiar inteiramente nesse investimento que eu fiz meu amigo deixa eu falar uma coisa não garanto para você Óbvio eu tô aqui para te ajudar eu vou tentar destrinchar sempre tudo para te ajudar mas aproveita ainda mais a minha aula que ele sujeito que leu os textos porque aí sim você talvez complemente a sua análise né onde
eu quero chegar com isso quando nós estamos lidando com essas Produções textuais tá o Guimarães Rosa especificamente por ser esse sujeito que muitas vezes é associado nas provas vestibular a uma questão mais linguística do que necessariamente literária tá a questão muito mais da construção das palavras ou que maniçosa ele não é feito né no caso da sua obra de maneira metonímica que estou me referindo né não é feito para ser lido apenas com seus olhos na verdade é uma prática que eu venho tentando adotar por conta de um amigo meu que influenciou amigo colega e
professor que influenciou meu orientadora que por sua vez mil enfim influenciou que é adotar a prática da Leitura em voz alta para nós escutarmos aquilo que estamos falando até porque isso é a essência da literatura E aí eu volto a um aspecto que é típico Doug manioso que é o traço de oralidade o Walter Benjamin né em o seu ensaio ou narrador ele comenta para nós sobre a necessidade humana da do ato narrativo e que nós vemos nós estamos perdendo Esse aspecto de contar de narrar Óbvio algumas pessoas ainda mantém essa eu gosto na raiva
eu gosto de contar história tô aqui mas pensemos o fator da comunicação da transmissão da por meio da oralidade a informação Isso muda muito a questão narrativa desde aquele tempo da Grécia antiga e coisa que vale ainda que com o registro escrito nós temos que pensar nesse Campo da oralidade e como a gente faz especificamente é o lógico Lemos porque o trabalho sonoro da fala da linguagem que se expressa é melhor aprendida quando você escuta você ouve você presta atenção nesses detalhes sonoros Beleza Fica aí uma dica se você tem o texto para ler tenta
escutar o que você está lendo isso eu já usava e falava para os meus alunos a questão da poesia por conta do lirismo mas há algum tempo que eu já pego e falo olha também a prosa vem em voz alta escute aquilo que você está falando você vai gastar saliva você vai ter que ficar com água do lado mas é uma experiência muito mais enriquecedora a professora não dá conta porque quando eu tô lendo eu tô fazendo outras coisas porque meu filho você não é para fazer várias coisas ao mesmo tempo quando você for ler
assim como você vai escutar uma música assim como você vai ver um filme você tem que se concentrar naquilo e a leitura aqui no caso que você vai precisar tanta atenção da Leitura em si do ato de você decifrar um código também fazer essa interpretação auditiva beleza e nos próximos blocos nós vamos comentar sobre cada um desses contos que temos aqui forte abraço para vocês Até daqui a pouco