eu tinha raiva porque eu tava muito cansada no seu esposo você descontava ou é no seu filho criança meu Deus você descontava nele na criança é sempre assim a gente desconta no mais fraco eu não ia descontar no meu esposo porque meu esposo já viha para cima de mim Ah então eu ficava quietinha por quê Porque eu pensava assim eu não vou largar dele eu vou para onde vou fazer o quê se eu reagir todo mundo vai saber que nós briga sim vai ficar ah essa mulher não tem vergonha na cara como é que pode
o marido bate nela Eles brigam muito e então eu eu me preocupava com isso com as pessoas sim com as pessoas com a vizinhança o que vão dizer então eu apanhava calada eu eu apanhei muito dele muito interessante que com minha mãe ou era Rebelde ou era frontosa com ele não com ele não Nada justifica o que ele fazia comigo mas eu não fazia nada nada nessa ép que eu não bebia não fumava não usava não usava maquiagem nada era uma dona de casa quantas vezes eu ligava para ele para falar do filho e ele
dizia assim ele me escolha bava e dizia venha para casa porque eu sei que você tá aí ficando com os Aí falava que eu ficava com os médicos com os homens porque se ele vai morrer mesmo você tá fazendo o que aí muitas vezes dentro do hospital ali eu era orelhão né eu Orelhão e ali mesmo eu já caí ali chorando porque eu queria um apoio nem nem aí pro seu filho queria apo o filho dele né é ninguém ninguém nem o próprio pai já desistiu dele e como a gente morava em Juazeiro do Norte
lá não tinha tratamento para ele eu ia paraa Fortaleza aí a minha mãe falava assim olha minha filha se porque eu eu passava a minha raiva qualquer coisa eu eu já explodia também é porque ninguém me ajuda não sei o qu a minha mãe dizia assim minha filha se esse menino ficasse no hospital aqui a gente ia mas em Fortaleza ninguém tem dinheiro ali já aliviava um pouco porque quando você fica no hospital tem um dia de visita sim você vê todo mundo visitando todo mundo em você sim Dói né Muito E o pior é
quando você sabe que a sua família vai visitar amigos é é É isso mesmo meu Deus nessa época eu eu soube eu gente sempre tem alguém que vem dizer Ah é então é ali Às vezes tem as amigas que tem os filhos porque hospital de de criança né sim e às vezes tinha os filhos ai tua irmã veio ali visitar o filho de fulano eu ficava revoltada revoltada e eu descontava tudo nele no meu filho você batia nele xingava não batia não porque não tinha onde bater do ele era muito magro magro magro magro magro
ele de costa você via Ah o lado da da barriga quantos quantas vezes eu achava que a barriga dele ia explodir rachava ficava fina fina fina fina A barriga dele ficava enorme enorme enorme enorme o fígado fado magro magro magro Ele só tinha olho e barriga meu Deus e quando eu entrava nos ônibus o povo tudo com pena dele olhando para ele eu ficava com raiva ficava é Nossa eu era é sou Jesus e ali eh mesmo Mesmo sabendo aí minha mãe falava Olha aí e eu e eu falava para Deus enquanto eu ficava com
o meu filho nos hospitais direto era direto o meu outro filho era criado pelo pai que ficava mais com com com com com sim que é o segundo é sim o Joel então não me eu não tinha muito amor pelo Joel não apeguei a ele né nessa época então ali e eu falava para Deus o senhor não vai levar ele porque lá no hospital de de criança de câncer todo dia morre todo dia e o dia todo morri uma criança todas as mães choravam a mãe da criança que morreu e a gente que a gente
sabia que ia passar por aquilo aí eu falava para Deus senhor não deixe meu filho morrer aqui porque eles colocavam numa Pedra Branca que tinha lá e a mãe não podia mas aí pronto tchau né só em casa no caixão sim e ali eu dizia eu não quero eu não quero isso pro meu filho não quero e eu falava o senhor não vai levar o senhor não vai levar tá aí fii fiquei foi dois anos e alguns meses lutando lá em Pernambuco e Bahia sempre fala esse negócio de pedra e eu nunca soube o que
é isso O que é isso é o que é um então é uma pedra é uma pedra branca é uma pedra mesmo uma pedra é uma pedra branca não não não não é uma pedra bem branqu que ele coloca eu imaginava não é uma pedra né Deve ser outra coisa que chama pedra né não sei Nossa não sabia que é pedra mes uma pedra bem branquinha a ouin aquele fale se eu coloca ali e ali eles vão fazendo algumas coisas todo mundo vê mas a gente não pode ir lá só os médicos aquelas pessoas e
aí chegou um uma um um um um dia que me meu filho tava muito mal muito mal muito mal ele já não enxergava mais ele não bebia água ele não comia nada fui PR ir pra Fortaleza não eu ia sempre de ambulância não tinha ambulância não tinha ônibus aí eu tive que ficar no hospital até ter uma ambulância um hospital esse dito hospital que era que eu não queria levar minha filha ah eu não sei agora porque tem muitos anos mas naquela época era o único hospital grande de criança e fiquei naquele hospital com ele
aí eu pensei lá em Juazeiro oportunidade para minha família visitar e não foi é e não foi aí eu olhei pro meu filho eu me lembro que tinha aí eu vi no no beço né formiga passando eu vi umas baratas ele já tava com a imunidade baixa eu eu colocava água eh molhava algodão botava ele rachava os os lábios dele porque ele ele não bebia água não comia nada aí eu fui entrei no banheiro me ajoelhei orei a Deus a não conhecia a Deus nem nada né Aí eu me ajoelhei e falei para Deus eu
digo ol se for pro se for pro meu filho morrer leve mas se ele tiver alguma chance me dê força pronto falei chorei chorei chorei chorei isso foi numa madrugada só que eu vi que meu filho tava piorando naquele hospital e o hospital era cheio de barata formiga etc essas coisas e fora o que o pessoal falava e o que a gente via tá Aí eu disse eu vou tirar meu filho daqui e eles não deixaram tirar assinei assinei para poder sim porque eles né porque eles falaram Não a senhora não vai tirar porque o
tá quase não não aquele aquele ele vai ele vai morrer logo aqui porque ele tá com imunidade baixa e é muito inseto e é muita criança morrendo também a gente via meu medo era esse quando eu orhei a Deus na madrugada chorei muito eu senti uma paz mas mesmo assim eu pensei que Deus ia deixar meu filho né mas amém e ali eu no outro dia cedinho eu falei assinei peguei o motot táxi e fui pra casa da minha mãe porque aonde eu morava era um quartinho não tinha energia não tinha banheiro não tinha água
e só tinha uma porta a porta tava sair e eu passei por ali aproveitar dar um banho nele fazer um chá e ali eu me lembro que eu botei ele na aí eu fiquei com muita raiva fiquei com tanta raiva porque quando eu cheguei na casa de minha mãe tinha um bocado de fizeram uma festa lá né Eu acho que era um aniversário alguma coisa eu não me lembro eu sei que eu vi no na calçada no terreiro e é aqueles de salgadinho de empada aquelas coisinhas coisas de festa né Eu disse mãe fizeram uma
festa aqui mãe na minha mente Mãe meu filho tá morrendo e vocês estão aí eu disse mãe fizeram uma festa aqui mãe a mãe ai foi foi aí suas irmãs não sei se foi a minha irmã mais velha eu não sei foi suas irmãs foi só o negocinho aí não sei o quê tal tal tal ali eu já fiquei revoltada botei um chá no fogo botei ele na bacia com raiva botei ele assim joguei água e E aí eu o chá pronto e eu querendo ele fazendo assim com a cabeça eu disse você quer morrer
você quer morrer e ele eu digo então beba Então tome aí bebe um pouquinho vamos paraa casa com raiva cheguei em casa acendi o candinheiro que não tinha energia era ainda no candinheiro botei ele na cama eu disse eu vou fazer mais chá quando eu botei o chá no fogo que eu olhei para ele tava revirando os olhos ah aí o o meu marido tava assim sabe só que na minha mente eu disse você eu sabia que eu sabia que ele tava morrendo eu disse você não vai participar da morte do meu filho eu disse
João Bosco vai chamar a mãe agora que o Vitinho tá morrendo quando ele saiu eu peguei Vitinho acendi uma vela e disse pode levar aí ele se esticou se esticou morreu aí com pouco tempo lái minha mãe com ele C eu digo já foi aí eu entrei em depressão depois disso foi minha primeira depressão e ali eu fui bem bem você era bem forte né e e sarcástica que fala né porque minha mãe chegou e falou assim CAJ disse já morreu mãe vamos aí ela pediu para levar ele na minha mente ela nunca levou ela
nunca pediu antes da minha antes da minha mãe criar a minha sobrinha e ela ela ela não vou eu não né não tenho que falar que ela nunca quis antes e da minha sobrinha chegar que minha mãe cria minha sobrinha que hoje é uma mulher já casada e tudo ela tinha o maior carinho pro pro pro Vitinho cuidava dele e tudo depois que ela chegou é foi o amor não foi o tempo eu não sei sei que foi um isolamento aí na minha mente eu não tive essa visão não mas ela cuidou não a senhora
não quis saber na mente eu não falei PR ela eu disse não pode deixar que eu pego peguei meu filho levei Porque na casa dela chegamos lá eles foram cuidar de tudo e eu fiquei ali sentada aí as pessoas chegavam dizia ai ktia aí eu ficava de pé eu já sei o que você vai dizer ele tá melhor agora aí as pessoas mas isso já era a dor você tava revoltada também ninguém visitou NM muito revoltada muito e aí depois que morre aí vem todo mundo se se eh lamentar e e eu fiquei muito muito
e al algumas pessoas chegaram para mim para me dar um abraço eu di não tá melhor agora a gente sabe melhor ele tá agora porque tá com Deus ele é um anjo é aquelas coisas e tal aí as outras pessoas que ia chegando a as outras Já iam falando olha não ela não tá b não aí eu aisso Deus foi e eu eu eu a minha filha foi enterrada eu não fui Meu filho foi enterrado eu não fui porque eu sempre queria ter comigo assim tipo eu não vi sendo enterrado então sim eu não queria
esse ess isso aqui para mim tá aí eu sempre pensava assim quando Deus levar meu filho eu vou me separar eu não me separo por causa do meu filho depois que Deus levou e eu disse agora vou fazer o que da minha vida continuei com meu marido sim eu vou fazer o qu eu vou fazer o qu e foi aonde ele começou a brigar mais comigo arrumei o emprego comecei a me arrumar e tal começou a brigar muito e foi aonde e a minha mãe combinou com a com a com a com a com a
irmã dela com a minha tia para que elas me levassem me trouxesse para São Paulo sim e e a gente para que eu viesse a ter uma oportunidade e assim foi feito Eu me desliguei do meu do do pai dos meus filhos assim e e falando para ele que depois ele ia a minha tia falou isso a minha mãe falou isso eu falei todo mundo falou ele confiava muito na minha tia e na minha mãe não em mim mas nelas então Ele acreditou e foi onde eu fui embora com meu filho quando eu cheguei a
primeira vez em São Paulo com meu filho só eu e meu filho eu já saí de lá eu já saí desse casamento falando eu não quero mais saber de casamento homem para mim nunca mais só que três meses depois eu já tava junta com com com outra pessoa esse esse rapaz que foi me buscar no terminal que a minha tia mandou que trabalhava para minha tia foi esse que que que que já veio me conversando já veio me paquerando e eu jamais queria queria queria só que ele tratava meu filho muito bem muito bem muito
bem muito bem ensinando a andar de bicicleta ensinando o dever foi isso que me conquistou eu vivi com ele TRS anos Mataram ele dentro de casa na nossa frente mas não é porque morreu não mas ele foi um pai pro meu filho porque o pai do meu filho também morreu e ele não er o pai per o seu que você deixou ele né o seu marido mataram mas porque mataram Então é porque eu tô Mas ó quando Mataram ele eu não você não tava com El aí esse meu filho Joel Ah eu esqueci de falar
que quando o viho morreu eu entrei em depressão sim e aí eu fiquei com ódio do meu filho Joel Porque na minha mente seg porque não levou esse porque não levou esse porque não levou esse meu filho eu eu mal é porque você não era não tava apegada com seu segundo porque você tava cuidando do seu que faleceu né o terceiro então E aí eu olhava assim pro Joel eu maltratava Joel eu eu maltratava tanto Joel eu maltratava eu ensinava o dever a ele aí digo mãe é errado é errado eu pegava o lápis tome
na mão dele eu maltratava mesmo quando eu falo maltratar é maltratar eh não é um castigo porque eu acho que eu nem botava de castigo se fosse castigo era em cima de vermho alguma coisa assim eu maltratava muito ele ao ponto dele est brincando com os amiguinhos e se ele tinha 5 anos que quando o irmãozinho dele morreu tinha quatro ele tinha cinco então foi tudo foi tudo em cima Foi tudo é um ano e ali e eu mal tratava tanto ele ao ponto dele est brincando com os amiguinhos e rindo rindo rindo Eu bem
assim ó e ele rindo muito aí eu quando ele ria ria quando ele olhava para mim ele fechava a cara e baixava a cabeça oh meu Deus com medo né já com medo com medo aí um dia eu eu pensei eu aí eu disse assim eu não posso viver assim porque eu tava maltratando Sim e ele tava sendo um peso para mim sabe um fardo eh eu fiquei de um jeito que no fundo eh no quintal da da minha casa tinha uma cisterna eh vazia né cheia de entulho e ali eu eu via muitas crianças
brincando a minha vontade era jogar aquelas crianças lá dentro os o eu tenho uma prima que ela ficou grávida e ela na época Ah eu não sei quem é o pai aí o filho dela adoeceu aí todo mundo ai vamos rezar Vamos rezar aí ela foi falar comigo eu disse ai vamos rezar mas por dentro eu dizia vai morrer Tomara que morra Tomara que morra Meu Deus Aí vai Mor muito revoltada muito triste muito aí eu vai aí eu digo não é possível quando ela vem dizer para mim que o menino tava bom Nossa eu
olhei PR pro céu e falei assim ela nem sabe quem é o pai do filho dela eu sei quem é o pai do meu eu pensava assim como é que pode uma mulher que não sabe nem quem é o pai o senhor deixa o filho Vivo e eu sei você tá entendendo foi nessa época que eu entrei em depressão foi nessa época que eu aprendi a a fumar maconha é porque eu via meu esposo fumando maconha e quando ele fumava ele comia muito e dormia muito eu tava sem comer sem dormir sim as pessoas batiam
na porta eu olhava por baixo assim sabe aí eu conhecia pelos pés aí quando eu sabia eu sabia quem era aí eu ficava bem quietinha bem caladinha porque eu sabia nunca foi na minha casa nunca fi fazer uma visita nunca fi saber como era que eu tava na minha mente eu pensava assim e agora que eu não quero saber mesmo então nessa época que eu maltratei maltratei meu filho aí eu cheguei e falei assim comigo mesmo eu falei assim como é que eu vou viver com esse menino assim meu Deus