Tem um cadinho de açúcar para me dar? Eu tenho, mas você não pode pegar. Só quero um pouquinho só.
Não interessa, eu não vou te dar, cara. Ah, é? Você me aguarde, então.
Ai, essa não. Aí, galera, liberou geral. Você não quis me dar um pouquinho antes?
Agora aguenta. Ai, é muita formiga. Da onde vocês saíram?
Espera ver o meu primo formiga, cabeça de leão. Cri cri cri cri. Tem um grilo aqui.
Ah, não posso nem cantar que já aparece gente. Qual o problema? Eu só posso cantar em lugar vazio.
Por quê? Olha, esse é o meu lance, tá bom? Não pergunta muito não.
Você por acaso é a voz da minha consciência? Mas uma que acha que eu sou o grilo do Pinóquio. Eu vou embora daqui.
Calma, não precisa ficar grilado também, minha filha. Eu sou grilada por natureza. Ei, podia parar, por favor?
Não, mas é que eu tô tentando ver a TV. Eu tô tentando cantar. Ô, Fer, o que que eu faço?
Incentivo é lá cantar. Tá bom. Canta, cigarra.
Canta mais alto, canta mais alto. As cigarras quando cantam muito elas explodem. Ainda bem que isso não acontece com Bruno Mars.
Essa não. Um pisouro. Show.
Show. Sai daqui. Que isso, mano?
Eu só vim te desejar bom dia. Você me trata assim. Você é inofensivo.
Oxe, eu já te fiz alguma coisa. Sei lá, é que você é todo grandão. Dá medo.
Você também é grande, mas eu não fico com medo de você. Verdade, né? Desculpa, Bizouro.
Só por causa disso eu vou voar na sua direção. Então, Nando, é como eu tava falando. Mas que mosquito chato.
Me dá um sanguinho aí, mano. Me dá um sanguinho. Sai pra lá.
Coisa chata. Só quero um sanguinho. Me dá um sanguinho aí.
Eu acho que se eu fingir que eu não me importo, ele vai embora. Neca, sangue ruinzinho, hein? Vai comer cebola pr melhorar esse sangue, hein, menino.
Brut! Isso é mais chato do que ouvir seu barulho irritante. Fala aí, galera.
Tranquilidade? Barata, mata, mata barata. Que isso?
Não te fiz nada. Tô aqui de boa. Eu mesmo vou matar essa barata.
Tá bom, pode ir lá. Ninguém gosta de mim. Poxa, que peninha da barata.
Acho que vou dar uma chance para ela. É voadora. Melhor eu vazar daqui.
Hum, queria tanto esse suquinho. Mas ele é meu. Mas bem que você poderia dividir comigo, né?
Não, você é uma abelha. Nós abelhas também temos sentimento, sabia? Eu sei, eu já vi Bov.
Então, vai me dar o suco? Acho que não. Bom, eu tentei por bem, agora vai ser por mal.
Ai, você me picou. E valeu cada ferrão que eu gastei. No caso, o único que eu tinha e que me deixava viva.
Olha só, uma lagarta. E aí, tudo em cima? Eu vou pegar você na mão.
Melhor não. Ai, queimou meu dedo. Eu avisei.
Largata feia. Tá me chamando de feia? Tô.
Então, espera só daqui uma semana. Nossa, quem é feia agora? Você fez harmonização facial, tá louco?
Eu sou toda natural. Eu vou pegar um graveto. Ei, por que você tá pegando em mim?
Achei que você fosse um graveto. Todo dia isso. Eu vou pegar esse outro graveto aqui.
Me solta aí, irmão. Outro bicho pau. Só porque eu sou magrinho desse jeito.
Eu sou um graveto. Eu vou pegar outro graveto, então. Ou me pegou por quê?
Mais um bicho pau. Não, eu sou um graveto falante mesmo. Ah, tá, faz sentido.
Quem é aquele ali? É o louva a Deus. Ele tem esse nome porque ele louva a Deus.
Ele tem esse nome porque ele é padre. Porque ele é padre. Porque eu não quero me casar.
Por quê? Porque as fêmeas têm um gosto peculiar. Ai, queria tanto um macho para arrancar a cabeça.
Sai para lá, mulher. Olha só que linda joaninha. Linda.
Quem você tá chamando de linda? Ih, sujou a joaninha. É homem.
Af. Só porque eu sou joaninha, eu sou fêmea. Por que que você voa desse jeito?
Porque é divertido. Você não se machuca? Claro que não.
Para de voar esquisito desse jeito. Onde fica a janela? Fica ali.
Que porta invisível que é essa? O meu armário tá cheio de cupim. Cupim?
Eu amo cupim. Hum. Aí, cupim, tem um fã seu aqui.
Opa, fala aí. Ah, eu achei que você estava falando de carne de churrasco. Hum, churrasco me lembra que eu tô com fome.
Ele vai acabar com seu armário. Toma esse graveto aqui e para de comer o meu armário de novo, cara. Foi mal.
Depois eu que sou o cara de pau.