Olá, estamos ao vivo. Começamos agora mais uma conversa aberta. Muito boa noite. Sejam todos muito bem-vindos e muito bem-vindas. Antes de começar, já deixo aquele recadinho para você que ainda não é inscrito nas nossas redes sociais, ainda não acompanha a Bit. Eh, estamos no Instagram, no LinkedIn. Hoje essa live estamos ao vivo aqui no Instagram, no LinkedIn. e também no YouTube. Então, siga a gente nas redes sociais e também acompanhe as principais notícias do setor texil de confecção no nosso site, que tem notícias atualizadas diariamente, além de outras eh informações importantes para o setor. Vamos
lá. Na conversa aberta de hoje, nós vamos falar sobre um tema bem relevante, as linhas de financiamento da FINEP. Para isso, nós convidamos a Fernanda Moreira. Ela é líder técnica de Novos negócios no distrito tecnológico do SENAI de São Paulo. Com ela o Felipe Santos, consultor em tecnologia também no SENAI São Paulo, e a Juliana Zago, CFO e operações da Santista. Essa conversa é mediada pelo Fernando Pimentel, nosso diretor superintendente e presidente emérito da BIT. Se você quiser participar, mande sua pergunta aqui pelo chat que nós encaminharemos para os participantes. Vamos lá, Fernanda, com você.
Obrigado, Roberto. Muito boa noite a todos que nos acompanham. Muito obrigado, Fernanda, Juliana e Felipe, por atender o nosso convite para uma conversa de um tema super relevante. Eh, nós estamos acompanhando aí toda essa esse mercado mundial, a competição, a competitividade, a produtividade. E um dos setores eh que mais tem que investir é o setor industrial. Quer dizer, uma indústria que não investe recorrentemente em inovação, em tecnologia, em substituição de máquinas mais obsoletas, ela vai perdendo capacidade de disputar mercado. E o Mercado hoje, no nosso caso, um mercado disputado pelo mundo inteiro, tendo na liderança
a a China, que tem acedentes produtivos enormes. é uma discussão que a gente tem, mas é outra órbita de discussão, mas o fato em conteste é que o Brasil precisa de dar um salto em investimentos. Nós estamos aí com 16, 17% do PIB eh de investimentos anuais. Temos que ir para 25 pelo menos, para ter uma taxa de crescimento consistente da ordem de 4 a 4,5% ao ano e saímos aí dessa desse estigma da renda média. A indústria teste confecção, a manufatura em geral também não foge a isso. Um estudo não muito recente, mas também
não muito longevo da CNI mostra que 1/3 ou mostrou que 1/3 das máquinas e equipamentos da indústria brasileira estavam com data de validade vencida ou prestes a vencer. Nosso setor não era diferente dessa radiografia. E temos que lutar, sem dúvida nenhuma, no nosso país com algo extremamente difícil pro industrial superar, que são as taxas de juros. Ou seja, o Brasil eh carrega taxas de juros extremamente altas de maneira estrutural, Raros os momentos que você tem taxas competitivas e isso é um grande inibidor eh de investimentos, assim como insegurança jurídica, assim como custo do trabalho, enfim,
temos aí vários inibidores, mas sem dúvida a taxa de juros ela é proibitiva no nível que ela está. No entanto, no entanto, eh, existem oportunidades. A gente trabalha com agenda para ter a menor taxa de juros estrutural do Mercado Livre possível. Mercado Livre que atende a todo mundo. No entanto, existem áreas em que você consegue eh captar recursos com taxas competitivas eh vinculadas a projetos, vinculadas a editais, vinculadas à inovação, vinculadas à indústria 4.0. vinculados à economia verde, tem vínculos, ou seja, então existem caminhos que você pode eh explorar para poder investir adequadamente e com
taxa de retorno eh que onde haja payback da atividade produtiva. E uma dessas uma dessas instituições que permite isso é a FINEP. Ela não é tão grande quanto o BRDS, Mas ela tem projetos e a indústria texto tem se destacado eh entre aqueles que apresentam projetos na FINEP, no mínimo em quantidade de projetos. Eu não tô dizendo que são os maiores projetos, mas no mínimo em quantidade de projetos. E é para falar dessas oportunidades, desses encaminhamentos possíveis, é que nós temos a Fernando e o Felipe pelo SENAI, tão viajando aí, prospectando eh possibilidades de negócio
e projetos no âmbito do SENAI. E a Juliana da Santista Texo, uma empresa fantástica e que explorou e usou os recursos da FINEP. Me recordo ano passado teve um projeto bastante relevante, aprovado por vocês, para mostrar paraa nossa audiência eh as possibilidades existentes no mundo em que se você investir errado, as coisas não vão dar certos. Se você não investir, certamente as coisas não darão certo. Então, investir corretamente, com melhor custo capital, naquilo que realmente atende as necessidades do mercado, é o é um dos segredos do sucesso. Então, eh, nós vamos aqui ter mais ou
menos uma hora de conversa aberta ao público que nos acompanha para perguntas e os nossos debatedores respondendo. e iniciaremos com a Fernanda Moreira dando aí um um panorama e do SENAI, que que ele ajuda as empresas neste processo, nesse encaminhamento. Depois o Felipe focando mais especificamente nesses editais e depois nós vamos paraa Juliana contando a experiência prática dela eh como CFO eh e operacional da Santista. Fernanda, obrigada. A palavra é sua. Muito obrigada, Fernando. Obrigada a todos vocês. É um prazer estar com vocês aqui, né, nesse momento para poder falar um pouquinho aí do SENAI
e na sequência também o Felipe falar ali das regras, né, do desse edital do FNEP. Então, eh, [limpando a garganta] eu, tanto eu quanto o Felipe, nós estamos hoje no Distrito Tecnológico, que é, eh, uma frente, né, nova aí do SENAI, onde nós estamos nos posicionando como uma ICT, que é uma instituição científica e tecnológica de inovação. E juntamente aí com as empresas, nós podemos promover aí todo um desenvolvimento por meio de projetos de inovação, né? Então, antes da gente entrar propriamente ali nas regras, né, desse edital da FNEP, que Tem muita sinergia aqui pra
área têxtil, né, uma das linhas mais específicas que a gente vai falar, eu vou trazer um pouquinho desse contexto do SENAI, né, para que as pessoas também entendam o papel do SENAI, eh, dentro desse movimento aí dos projetos de inovação. Pode passar, por gentileza, o slide. Então, eh, a missão aí do SENAI, né, impulsionar o crescimento e a competitividade industrial. E como que a gente impulsiona isso, né, no mercado brasileiro, a gente impulsiona de várias formas e uma das formas é através dos projetos eh de tecnologia e de inovação, né? Então o SENAI ele vem
promovendo, né, todo esse desenvolvimento no nosso país, tanto por meio de mão de obra qualificada, mas também por meio dos projetos, né, fazendo com que a nossa indústria ela seja cada vez mais competitiva através desses projetos que a gente vai desenvolver, que eles podem ser tanto focados em produtos ou em melhorias de processos produtivos também. Hoje o SENAI ele tem três frentes, né, bem eh distintas, né, de atuação. Então, a frente que a maior parte das pessoas conhece é a de educação, né, formação ali de mão de obra qualificada paraa Indústria e para as empresas.
Eh, a frente de tecnologia inovação, que é a frente onde eu e o Felipe estamos mais envolvidos, né? Então, distrito tecnológico do Senais São Paulo, hoje ele se encaixa nessa frente e o empreendedorismo industrial que é através dos projetos de startups, né? Então é uma frente que o SENAI ele vem puxando, né? Alguns dos editais inclusive preconizam ali a participação de startups, né? Então quando a gente vai montar um projeto e a gente precisa que tenha uma aliança, né? E essa aliança, ela eh permite que empresas de vários portes participem, inclusive eh as startups, né?
Então eh a gente permite ali que um projeto de inovação ele traga benefícios, né? Eh trazendo esse adençamento da cadeia, né? Então, muitos editais eles preconizam isso hoje em dia. E aí, especificamente do distrito tecnológico, né? Então, o que que é o distrito? O distrito ele é um ecossistema, né, que ele reúne aí vários atores, né, então empresas, universidades, centros de pesquisa e outras entidades também que Elas estão relacionadas ao setor industrial. Então, quando a gente vai falar de projeto de inovação, a gente primeiro precisa identificar quais são as lacunas, quais são as dores das
indústrias, né, quais são as reais necessidades. Então, tudo começa ali, né, com um desejo de solucionar, né, um determinado problema. E a gente pode solucionar isso com um projeto de inovação. Quando a gente vai montar um projeto de inovação, eu preciso pensar quais são os agentes, né, os atores que estarão ali participando conosco. Então, hoje o SENAI ele tem uma conexão com todos esses atores, né, eh, que estão relacionados ali com a indústria, né? Então, quando eu vou falar de uma nova tecnologia, eh, eu posso fazer uma parceria com uma universidade para, por exemplo, trazer
bolsistas e pesquisadores de algo que é extremamente novo, né, e essencial para que a gente desenvolva determinado projeto ali de pesquisa, inovação. Então, o Distrito Tecnológico do SENAI São Paulo, ele se intitula como eh um agente que ele faz parte desse grande ecossistema, onde todos esses atores estão conectados. Eh, hoje nós estamos numa estrutura de 52.000 m², né? Então, nós estamos falando eh de um lugar onde nós temos ali mais de 400 colaboradores, sendo que mais de 130 são mestres e doutores, né? então, que puxam ali eh todas as frentes de pesquisa que nós temos
aqui no distrito. E embaixo aqui a gente tem alguns dos fomentos, né, que a gente utiliza para desenvolver esses projetos de inovação. Então, a gente tem projetos, né, com eh fomento do FEP, eh lei do bem, lei da informática, eh da Embrapi. Nós somos uma unidade Embrapi de soluções sustentáveis, né? Então, nós conseguimos puxar projetos eh que se enquadram nessa categoria de soluções sustentáveis com as cinco verticais tecnológicas que nós temos aqui no distrito, que eu vou falar no próximo slide. Então, hoje nós temos cinco principais verticais, né, que é a manufatura avançada, a tecnologias
digitais e avançadas, sistemas de energia e meio ambiente, biotecnologia e alimentos e materiais avançados e economia circular. A área de têil, né, ela tá dentro de Materiais avançados e economia circular. Então, dentro dessas cinco principais verticais, eu tenho especificidades e númeras e que atendem cada uma dessas verticais. Eh, nós quando vamos arquitetar uma solução para um projeto, muitas vezes a solução ela não tá unicamente numa vertical, né? Às vezes essa solução é uma solução mais complexa que envolve especificidades de outras verticais também. Então, a grande ideia do SENAI foi o quê? reunir essas especialidades tudo
num só lugar, porque antes de existir o distrito, essas tecnologias elas ficavam pulverizadas, né, em algumas cidades, né, algumas inclusive do interior de São Paulo. Então, a ideia de criar um distrito é que nós pudéssemos centralizar todos esses pesquisadores e essas tecnologias no mesmo lugar para poder facilitar tanto o desenvolvimento interno da solução e também facilitar pros nossos clientes, né, que são empresas e indústrias. Bom, e agora, eh, vou trazer aqui para vocês alguns cases, né, da área têxtil, que eles vão funcionar mais assim como um insight, uma inspiração para Antecipar ali a fala do
Felipe, né, que vai falar especificamente ali das regras do edital do FEP. Mas aqui, né, eu tô vou trazer para vocês um pouquinho eh do que de ideias, de sugestões, né, o que que dá paraa gente pensar em termos na área têxtil, né, eh unindo aí a tecnologia inovação de possíveis temas. Bom, então esse primeiro, né, eh, um texto técnico, né, que o nome dele é Agrotec. Então, a ideia ali, né, eh, são o desenvolvimento de telas sombreamento, né, fotoconversoras, né, então o que que que esse produto ele faz, né? Elas são telas que elas
são utilizadas pro recobrimento ali de plantações e de estufas, né, onde essas telas elas absorvem ali a radiação solar, né? Eh, então os raios, por exemplo, que eles não são bons, eles se convertem em luminosidade boa e o que favorece ali e proporciona mais vivacidade aos frutos, né? Então, acaba melhorando ali a produtividade nos frutos. Então, por isso que esse tipo de produto ele se Enquadra ali num têtil técnico. O outro case que nós selecionamos ali para trazer para vocês, ele é mais voltado ali pra área da saúde, né? Então ele é um case da
Dupom, né? O nome desse produto é Tivec. E ele ali é um líder nessa área de barreiras, né, estéreis. Então ele é um tecido que ele ficou assim muito conhecido na época do COVID ali, né, na época da pandemia. Então a gente via ali os médicos, os enfermeiros utilizando esse tipo de vestimenta com esse tecido que tinha essa barreira, né? Então ele é desenvolvido justamente para essas barreiras estéreis, né? E as barreiras também microbiológicas, tá? Então assim, além dessas aplicações, existem outras, mas a principal aplicação ali é para a área médica. Inclusive aqui no distrito,
a gente tem alguns projetos voltado paraa circularidade desse texil, né? Porque é como se ele fosse ali um compósito, né? Então, eh, são diversos tipos de fibras ali com resinas que são utilizadas para confecção dele. E aí uma das questões também que é muito pontuada hoje é a Parte sustentável, né? Então, como que a gente eh engloba essa parte de circularidade e sustentabilidade eh em toda a cadeia do desenvolvimento do produto e também da utilização quando esse produto ele perde ali a sua eficiência? como que você trabalha essa questão da reciclabilidade. Então, nós aqui no
distrito temos bastante experiência nessa linha de de desenvolvimento. O terceiro case que eu trouxe, ele é um tecido inteligente, né, um nanoar, que é um texto inteligente e ele faz o monitoramento ali remoto dos pacientes. Então ele é um tecido que ele é repleto de sensores internos para fazer esse monitoramento dos pacientes de maneira remota, né? Então, até mesmo pacientes que eles estão ali acamados e que eles não conseguem, por exemplo, viabilizar ali as suas eh verbalizar, né, as suas sensações. Então esse têtil ele tem uma tecnologia digital assistiva, né, e que permite ali fazer
um monitoramento de temperatura e de sensações e que vai ali ajudar eh no tratamento ali medicinal, né, para para aquela para aquele enfim, Para aquela situação, né, que o paciente ele se enquadra. E o último case que eu trouxe, né, eh, como uma inspiração também, né, o nome dele é Terumo Aortique. ele é um enxerto techo, né, utilizado ali para cirurgias cardiovasculares, né? Então ele é um material que ele tem eh baixíssima rejeição, né, no corpo humano e ele foi desenvolvido eh para ser mais leve e para não comprimir, por exemplo, outros orifícios, né, do
corpo. Então ele suporta ali uma pressão sanguínea, ele tem uma série de ele cumpre uma série de requisitos técnicos que eles eh trazem bastante benefício, né? E enfim, podem ser amplamente ali aplicados, né? Principalmente ali em nesse tipo, né, de cirurgia cardiovascular. Então aqui foram alguns exemplos, né, bem eh técnicos de possíveis projetos, né? Esses produtos, na verdade, eles estão no âmbito até eh, mundial, né? Não são só referências aqui no Brasil, mas referências em outros países também, mas Como ali um insight pra gente trazer ali possíveis temas, né, para agora eh o as regras
que o Felipe vai falar um pouco mais ali do FINEP. E agora eu passo a palavra pro Felipe. Muito obrigado. Muito obrigado, Fernanda. eh cases muito interessantes e mostra como o têxtil mais e mais tá inserido nessa agenda da tecnologia e ao mesmo tempo este segmento eh pelas informações que nós temos das consultorias internacionais é o segmento no geral que mais cresce na nossa indústria, é o de ttexis técnicos com aplicações as mais variadas possíveis. Obrigado, Felipe, com você. Bom, primeiramente, boa noite a todos. É só reforçando o que a Fernanda falou, é um prazer
para nós estarmos aqui, né, termos essa oportunidade, não só, né, de apresentar toda essa infraestrutura que o SENAI tem, mas também conectarmos essas oportunidades de projetos com fontes de fomento, que a gente já tem ali uma experiência bastante robusta, né, desde ali do entendimento de qual é a melhor fonte, como a gente vai pensar na escrita, né, ou na estruturação do escopo técnico do projeto e como a gente consegue, inclusive, né, até apoiar ali no sentido da submissão, né, apesar de Termos ali isso como uma prática, né, sendo feita diretamente para as empresas, mas principalmente
quando a gente pensa nesse modelo de atuação do FINEP, existe uma necessidade de termos um ICT parceiro nesses projetos, né? E aí, como a a Fernanda bem pontuou, hoje o Sená ele se posiciona, né, como ICT. Então, o importante é que vocês tenham uma visão técnica de como a gente consegue, digamos, dividir o risco tecnológico do projeto. a medida que a gente tem uma infraestrutura hoje bastante robusta e a gente tem um corpo técnico bastante e especializado em várias áreas de competência, o objetivo foi a gente apresentar, né, de forma ainda bastante breve, quais são
essas principais áreas, trazermos alguns cases, né, como inspiração e agora entrarmos num ponto bastante importante, que é como a gente consegue arquitetar essas oportunidades, né, de de obtenção de recurso financeiro principalmente. Então, a gente falou da divisão do risco tecnológico e aqui é como a gente consegue ali chegar num modelo, né, numa engenharia financeira para que o projeto também se torne economicamente viável, né, para as empresas. Então, vamos apresentar a aqui a FEP, né, no âmbito da chamada mais inovação, rodada dois. É, não é a única fonte de fomento, né, Que nós temos, mas é
uma fonte aí extremamente considerável, pensando no orçamento que a gente tem disponível. Estamos falando ali de mais ou menos R 3.3 bilhões deais. Isso vai ter ali uma divisão em algumas categorias que inclusive a gente vai apresentar para vocês na sequência quais são, tá? E aí importante, né, reforçarmos que a gente tem ali como item obrigatório essa parceria, né, um modelo de colaboração entre as empresas ou uma empresa, né, que pode ser a proponente do projeto e os ICTs, os Institutos de Ciência e Tecnologia. Pode seguir, por favor. Bom, eh, então aqui nós temos, né,
as chamadas. Aqui a gente tem, digamos assim, os principais temas. Eh, algumas delas já estão abertas, outras ainda serão abertas, né, futuramente. Eh, e aqui várias categorias que a gente pode conectar, né, com o setor têxtil, como, por exemplo, a parte de projetos voltadas voltados pro agro, como a Fernanda trouxe, projetos conectados diretamente à parte de saúde. É importante vocês entenderem que nós temos ali um grande tema, mas não necessariamente a área de atuação da empresa. Isso será avaliado com base no projeto a ser submetido, né? E aí cada categoria ela tem ali um valor
disponível, né? Então são valores realmente bastante robustos, somando ali aquele aqueles praticamente 3.3 e bilhões deais que a gente tem no momento, né, para utilizarmos esse modelo do FINEP mais inovação. É até nesse entendimento de repente de qual é a melhor categoria ou de repente se o projeto ele se encaixa em mais de uma delas. O nosso trabalho é é muito nesse sentido. A partir do desafio tecnológico, né, que a empresa tenha, ou de um desafio estratégico, de um novo mercado que ela tem a pretensão ali de atuar, nós podemos inclusive verificar a possibilidade, né,
de forma ali mais aderente a um tema ou para outro tema. Então esse é um trabalho que a gente pode realizar em conjunto, né? E ficamos aí totalmente disponíveis para que a gente possa avançar em discussões técnicas e ter esse entendimento ali do melhor encaixe, tá? Então, muito mais para que vocês entendam quais são as categorias que a gente tem disponível hoje nesse formato. Bom, aqui a gente também vai trazer alguns temas principais, mas isso aqui também muito mais como inspiração, né? oportunidades que estão conectadas ali diretamente ao setor têxtil, especificamente aqui, né, naquela categoria
de cadeias agroindustriais Sustentáveis. Então aqui nós estamos falando das linhas temáticas ou sublinhas três e quatro que são dedicadas ao desenvolvimento de testeis técnicos. Então, algumas oportunidades, né, que a gente tem ali ou temáticas para desenvolvimento de projetos de inovação nessas categorias ou nessas sublinhas, podemos trabalhar ali com toda a parte de biossegurança e proteção, então, por exemplo, trajes para nível quatro de biossegurança e também têteis balísticos ou também de proteção contra impactos, cortes e perfurações. Por exemplo, aquela linha do BID que é voltado pra área da defesa, é uma oportunidade que nós temos. projetos
que estejam ali relacionados à saúde, bem-estar. Então aqui a gente fala, por exemplo, de têteis com controle térmico, seja ali paraa parte de uniformes ou para fins médicos. Eh, também a utilização, né, desenvolvimento de tecidos biodegradáveis para enxertos, né, conectado ao projeto que a gente que a gente eh até apresentou ou toda a parte de regeneração tecidual. Quando a gente vai ali para uma temática mais voltada paraa agropecuária e meio ambiente, a gente pode pensar em desenvolver soluções tanto pro armazenamento quanto pro transporte de insumos, por exemplo, lonas inteligentes, ou até trabalhar a parte De
substratos têxteis para monitoramento ambiental, por exemplo, seja ali pra parte de umidade ou de temperatura. Uma outra possibilidade seria a gente trabalhar toda a parte de resistência avançada. Então aqui a gente fala de, por exemplo, né, o desenvolvimento de têxteis com alta resistência a fogo e calor, por exemplo, utilizando, eh, fibras poliméricas avançadas ou até mesmo nanotecnologia. a gente pode pensar ali na aplicação de nanopartículas que possam trazer, né, alguma nova propriedade para esse tecido. O o grafeno, por exemplo, é uma nanopartícula que a gente vem se especializando bastante, né, no em outros projetos, né,
do distrito, mas aqui a título de de curiosidade, mas a gente tem uma frente hoje até futuramente uma planta piloto para produção de grafeno, paraa aplicação em projetos, entendendo ali qual é eh a melhor utilização, pensando que o o grafeno, por exemplo, é uma cadeia, né? Então a gente pode entender qual a melhor propriedade ou a propriedade ser trabalhada a partir dele ou até mesmo frentes relacionadas ali à carne cultivada, né? Então a gente fala ali de inovações em eh através de suportes têxteis ou voltados também pra parte de fibra, pensando em crescimento celular, né?
Então, novamente aqui são oportunidades ou temáticas que estão Conectadas diretamente a essas sublinhas. Bom, e aí aqui a gente traz, né, eh dentro desse modelo, né, de atuação aqui é muito mais uma questão relacionada ao regramento do edital, mas são arranjos possíveis, né, que a gente tem hoje para submissão de projetos. Então existem dois, basicamente. Nós podemos trabalhar no modelo de arranjo simples. E aí aqui quem compõe um projeto, uma empresa proponente e essa empresa pode ser de qualquer porte, desde micro até uma grande empresa. Na sequência a gente vai até apresentar, né, esse regramento
quais são ali os valores de contrapartida para cada uma. E um ICT, né, um instituto de ciência e tecnologia, onde, né, nós poderemos aí apoiá-los nesses projetos. Então, quando falamos nesse modelo de projetos em arranjo simples, nós temos projetos que eles podem variar de 5 a 25 milhões, né, contemplando ali todo o desenvolvimento, todas as etapas, todas as rúbricas ou formas de utilização do recurso. E um outro modelo é trabalharmos um arranjo em rede. Então aqui o que nós temos como parte, né, é obrigatória, uma empresa proponente e também pelo menos um ICT, mas podemos
trabalhar com outras duas empresas coexutoras, empresas que de repente podem fazer até parte da cadeia de fornecedores para que A gente possa trabalhar nesse modelo de arranjo. Obrigatoriamente neste modelo, nós precisamos ter uma empresa, seja ela proponente ou executora, com uma receita operacional bruta mínima de 16 milhões, sempre pensando no ano fiscal anterior, então aqui ano de 2025, né? Então trabalhando nesse modelo de arranjo em rede, nós podemos ter projetos que podem variar de 5 até 40 milhões, tá? Então existe aí realmente um valor, né, de recurso bastante expressivo. São dois modelos viáveis dentro desse
regramento e dentro desse modelo de chamada. Aqui também muito mais como orientação em relação aos prazos, né? Então, como a gente mostrou lá no início, eh tivemos já algumas dessas chamadas, né, dentro daqueles temas já, eh, apresentadas e consequentemente já abertas, mas de forma geral, né, essa essa rodada da FINEP mais inovação, rodada dois, eh, nós tivemos a publicação e o lançamento do edital e dos seus manuais no dia 6 de fevereiro. todo o suporte, né? Ele é feito ali através dos canais da FINEP, como e-mail, tutoriais, enfim, mas a gente também, né, pode ali
auxiliá-los em possíveis dúvidas. Toda a parte de Submissão dos projetos também é feito diretamente no portal da FINEP, na sua plataforma e novamente a empresa que é responsável pela submissão do projeto, apesar de estarmos trabalhando nesse modelo conjunto. E temos como prazo final, né, ou limite para envio de propostas o dia 30 de setembro. Porém aqui existe um ponto importante, né, principalmente para aquelas chamadas que já estão abertas. Esses projetos eles são avaliados no modelo de fluxo contínuo, ou seja, enquanto nós temos recurso, existe a possibilidade desse projeto ser aprovado. Então, não necessariamente todas elas
terão, né, ou estarão disponíveis até o dia 30 de fevereiro. Em relação eu acho que o Felipe o Felipe voltou. Felipe congelou, né? Isso, ele congelou. É, vamos só aguardar. Se ele não conseguir voltar, eu finalizo aqui essa parte da apresentação. Tranquilo, tá? Presidente Prudente não tá sendo muito ligável com o Felipe, não. Não é [risadas] o sinal, né, da internet tá oscilando bastante. Então você começa, então. É isso. Pode passar pro próximo slide aqui. Exatamente. Aqui eh tá eh são valores relacionados às contrapartidas, né? eh, de acordo ali com o porte da empresa, né?
Então aqui a gente tem desde a micro eh e pequena empresa até a média empresa, que ela tá dividida aqui em duas categorias e a grande empresa. Então aqui a gente tem do lado a receita operacional, né, bruta, né, para cada uma dessas classificações, portes de empresa. E a gente tem também as contrapartidas, né, porque todos esses projetos eles precisam ali da contrapartida, tanto econômica quanto da financeira, né? Então, no arranjo simples, eh, para microempresa é de 5%, para pequena empresa é de 10%. Considerando que para micro para pequena, eh, só é possível no arranjo
simples. Já para média e paraa grande empresa é permitido dois tipos de arranjo, como o Felipe explicou, né? É tanto simples quanto o em rede, sendo Que paraa média empresa ele varia de 30 a 40%. E paraa grande empresa, né, a contrapartida é de 50%. Já no arranjo em rede, a gente tem para média empresa uma variação de 20 a 30 e paraa grande empresa 40%. Ah, o Felipe voltou aí. Pessoal, desculpa, tive um pequeno problema de conexão. Isso que é isso. Eu segui aqui e expliquei o fi, o as contrapartidas aqui financeiras do projeto.
Acho que podemos passar. pro próximo slide. Acho que esse esse era o na verdade era o último. Isso. Perfeito. Acho que aqui só para poder reforçar um ponto de forma muito breve, né? Aqui é uma oportunidade então aberta, né, para todos os portes de empresa. Estamos falando ali de uma contrapartida financeira que está diretamente ligada ao seu porte, tá? mais a possibilidade que a gente tem, inclusive como comentado no modelo anterior, né, até de trabalharmos o modelo de arranjo ali com mais empresas compondo um mesmo projeto, até para que isso também possa ser diluído, tá?
Então, eh, acho que em linhas gerais gostaríamos de trazer essa oportunidade e a partir daí, quem sabe avançar com outras conversas também. Obrigado, Felipe. Eh, muito esclarecedor, tanto você quanto a Fernanda, as várias possibilidades de apresentar projetos em verticais, eh, que não estão exatamente definidas como para a indústria texto, mas a indústria texo participa das verticais. Eh, isso me traz muito a visão da NIB com as suas seis missões e nós estamos inseridos eh explicitamente diretamente na missão que é que tem a ver com os tteis técnicos e com a agregação de valor ao agro,
nesse caso nosso, um vínculo bem forte com o algodão. Então, eh eh eu acho que são vários espaços, vários caminhos dentro dessa agenda. eh que a FINEP vem promovendo de eh sustentar investimentos ou de estimular investimentos na área de inovação, tecnologia, economia circular, mobilidade. Isso tudo conversa com texto em maior ou menor grau. Então, acho que as empresas devem entender, participar, inclusive tem o SENAI como uma instituição que pode ajudá-las na montagem dos projetos. Quer dizer, pode o SENAI pode ser procurado. A empresa discute com o SENAI aquilo que ela tá pensando em fazer de
investimento, em que área. E o SENAI tem a competência com seus técnicos de construir projetos que vão ao encontro do que a empresa pretende e daquilo que a FINEP estabelece como regras, eh, para que os projetos possam ser analisados e aprovados, que é o que a gente sempre deseja. Então, nesse momento, vamos ouvir agora a Juliana, Juliana Zago, eh, contando um pouco da história prática dela nesta agenda que envolve a FINEP. Obrigada, Fernando. Boa noite para todo mundo. Eh, então, contando um pouquinho da história prática, só para situar Santista, uma indústria têxtil com mais de
90 anos de mercado e a gente teve o primeiro contato com a FINEP em 2024. Eh, ali a gente tinha um plano estratégico muito voltado à melhoria de processo têxtil. Então, o SENAI trouxe bastante inovação de produto, mas nós entramos em 2024 com inovação de processo. Eh, e naquele momento a gente tava falando de indústria 4.0. Eh, e os investimentos são altos para fazer a transformação de uma indústria techo. O Fernando começou na live comentando eh que os equipamentos em especial da Indústria Texos. Então, como você faz essa revolução para chegar na transformação digital nessa
indústria 4.0? e efetivamente uma melhora de produtividade e competitividade, tanto para santista quanto pro setor têxtil nacional. E aí a gente foi entender porque eh o que que é inovação, né? Era a nossa primeira dúvida eh para conseguir participar dessa linha do FEP, porque é difícil, né? eh o que é inovação, o que não é inovação quando a gente tá pensando no nosso dia a dia. Então, a gente contou, na verdade, com uma consultoria eh para desenhar o projeto, que é uma etapa bastante importante da realização do projeto para ter o projeto aprovado. Então, a
gente tinha um plano estratégico, nesse plano estratégico tinham várias ações ou várias iniciativas eh paraa transformação de indústria 4.0. a gente montou esse projeto quase três meses de planejamento, de muita reunião, de como é que a gente faz para então apresentar o projeto. E antes da apresentação do projeto, veio uma etapa De avaliação eh financeira da estrutura da companhia para ter uma validação eh crédito homologado no FEP, digamos assim, né, de maneira simplista. Então, teve uma uma etapa de aprovação de olha a santista pode fazer parte do limite de crédito Finet. [risadas] Na sequência a
gente entrou com o projeto e aí em cerca de 90 dias a gente teve o projeto aprovado, eh, com taxa bastante competitiva, eh, com a vantagem do FEP em relação a outras linhas, né? Eh, além de uma taxa muito competitiva, a gente entrou direto com FEP, sem eh outras eh instituições financeiras, então foi pelo porte da santista, as menores têm a opção de entrar junto com os bancos, mas a gente consegue uma taxa bastante competitiva eh do FINEP eh em relação a qualquer outro tipo de financiamento que faz com que a gente consiga acelerar esse
investimento. E os prazos de pagamentos também são extensos. No nosso caso santista, por exemplo, a gente teve carência de eh 3 anos e meio do principal eh e 10 anos de prazo para pagar. Então, eh eh você alonga bastante essa necessidade de capital intenso, que é fazer essa transformação digital, essa indústria 4.0, por um tempo longo. Desenhamos o processo, tivemos eh a Conquista da da linha. Então, rapidamente tem uma etapa, no nosso caso, tem uma etapa de demonstração de garantias. Demonstrado as garantias, o recurso caiu para cientista e aí a gente já começa a usar.
Eh, e a gente fez o uso, fizemos os investimentos que eram necessários e a gente dividiu o nosso investimento em três, eh, três momentos distintos, né? Então, no primeiro momento teve essa primeira etapa de liberação e a gente acabou de entrar no segundo, na segunda liberação do montante que a gente pediu da linha. Então, para liberar essa segunda linha a gente faz uma comprovação técnica, um relatório técnico de comprovação de que os investimentos que a gente falou que iria realizar foram de fato realizados. FINEP faz uma auditoria, eh, de fato, se aquele processo foi cumprido
e fez a liberação da segunda tranche, que é onde a gente tá nesse momento. E para nós foi bastante importante, tanto que a gente tá entrando agora com uma solicitação de uma nova eh linha no FEP e agora pensando em indústria eh de IA, né, a gente tá já falando em IA, eh pensando que a primeira linha foi a IoTI, né, formação 4.0 zero. E agora a gente tá falando em Iá. Os últimos dois anos teve uma revolução tecnológica e a IA tá chegando no texto, se é que já não Chegou, se a gente não
pode falar que chegou. E a gente tá trazendo isso pros processos. Eh, e junto nessa linha a gente tá avaliando, estamos na fase de desenhar o projeto para fazer a apresentação nesse ano, eh, também com a parte de inovação em em tecidos na parte técnica de proteção no exército. Então, a gente tá nesses dois essas duas frentes, eh, e desenhando um novo projeto para desse ano. Muito obrigado, Giuliana. uma demonstração prática de que é possível. Claro, o cientista é uma empresa de maior porte, mas não há uma restrição de porte. É possível que vocês consiga
estabelecer propostas e projetos com empresas menores e que podem se beneficiar dessas linhas de financiamento que em termos de custo e prazo de pagamento são, acho que talvez das melhores que nós temos disponíveis eh no nosso país, exceto dinheiro a fundo perdido. Então, é claro que existem até editais a para de recursos a fundo perdido, mas são meio específicos, não é, de uma forma Indiscriminada, porque não teria dinheiro para todo mundo nessa modalidade. Eh, fizemos então essa primeira rodada, são 19:42 e o Roberto já sinalizou aqui que já temos perguntas da nossa dos nossos internautas.
Então, Roberto, por favor, eles estão atempos e tão não tão dormindo. Tem jogo do Brasil, mas dá para fazer mais um pouco de live. É isso aí. Bom, a gente começa com essa essa esse comentário. Parabéns, Fernando Moreira, pela belíssima apresentação. E em seguida, uma pergunta. O SENAI já está desenvolvendo esses projetos na área dos tis técnicos? Obrigada eh pela pergunta. Eh, sim, nós temos, né, uma área de têxteis aqui no distrito que tá dentro da vertical de materiais avançados. Nós já temos sim, né, alguns projetos, principalmente ali na área de defesa, né, eh, a
gente tem termo de confidencialidade ali, né, com todas as empresas das quais nós fazemos Desenvolvimentos, né, então a gente, enfim, eh, toma bastante cuidado com relação à divulgação ali dos dos nossos projetos, né? Então, geralmente a gente divulga ali ao final, né, dos desenvolvimentos, quando a gente já realmente chega ali, eh, nas fases finais, né, do projeto e com a permissão sempre ali dos nossos clientes, né, mas sim, nós temos já alguns projetos nesse tema, assim como outros também de materiais mais técnicos, né? Então, assim, é uma frente que a gente tem pesquisadores, né? a
gente tem ali competência técnica para tá arquitetando soluções nessa frente. Então, se você tem, né, um tema eh que se enquadre aqui, né, no que a gente acabou de explicar um pouco de uma maneira muito resumida, né, a gente pode conversar mais a fundo para poder entender ali melhor ali qual solução de repente se encaixaria paraa sua necessidade. Mais perguntas, Roberto? Tem sim. Bom, antes da pergunta, a pergunta já tá aí, eu só queria lembrar Para quem chegou depois que essa live fica guardada e pode ser assistida no nosso canal no YouTube, juntamente com todos
os outros episódios da conversa aberta. Eh, quais os requisitos de faturamento, patrimônio líquido ou outros de cunho financeiro para estar apto a solicitar os recursos? Felipe. Bom, vamos lá. Eh, acho que aqui tem um ponto importante, né, para nós trazermos para vocês. Eh, a gente tem aqui duas modalidades, digamos assim, né, em relação a à captação desses recursos para desenvolvimento dos projetos. Quando a gente fala de projetos que eles estão direcionados ao desenvolvimento de uma nova tecnologia, seja um novo produto, seja uma melhoria de um processo, isso se enquadra de uma forma um pouquinho diferente,
por exemplo, em relação ao exemplo que a que a Juliana trouxe, que é um projeto que ele tá voltado ali ao financiamento, por exemplo, né, para compra de máquinas e equipamentos. Aqui nós estamos falando, né, de um desafio tecnológico e a partir daí nós estamos falando de um escopo técnico para desenvolver aquela nova tecnologia. E neste caso, nesse segundo modelo, que é onde o SENAI se enquadra, basicamente o que nós vamos avaliar, claro que a FNEP ela tem um regramento, então ela Vai avaliar todo esse histórico, né, de inovação, a saúde financeira da empresa, ela
vai entender até um histórico em relação a outros projetos de inovação, mas não necessariamente a gente tem ali um regramento igual à parte de compra de equipamentos. Aqui o nosso aqui o mérito técnico é avaliado com base no escopo do projeto a partir da escrita do projeto. Claro que atendendo a todos os critérios que a FEP traz, critério de elegibilidade, né, o TRL ou grau de maturidade dessa inovação, tudo isso é considerado também, tá? Mas nós estamos falando de um modelo pautado em desenvolvimento tecnológico, onde a empresa tem, né, parte da contrapartida em relação ao
valor total do projeto com base no seu porte dentro daquelas duas categorias que foram trazidas. Mas o objetivo aqui ele está atrelado ao desenvolvimento tecnológico, tá? Então, eh, existe um regramento específico, são critérios específicos de cada chamada, existe um histórico atrelado ali a ao desenvolvimento de de outros projetos, a saúde financeira, né, para poder entender todas as a as questões ali do repasse de recurso e consequentemente como que essa receita vai ser comprovada futuramente. Mas é importante pontuar que a gente tem aqui dois modelos, o modelo de financiamento e o modelo de subvenção, que ele
tá mais atrelado ali À parte de desenvolvimento de uma nova tecnologia. que existe a possibilidade também do recurso ser utilizado para compra de máquinas, equipamentos, mas esse não é o cunho principal do projeto, digamos assim, né? Isso é uma forma de utilização do recurso como parte de um desenvolvimento tecnológico. Eh, Fernando, se me permite, só complementando, eh, o nosso, do ponto de vista ali prático do que a gente fez, requisitos de faturamento, a gente não teve nenhum tipo de requisito. O que teve foi a avaliação do balanço dos últimos 3 anos. Então, eh, eles avaliam
a evolução ao longo desses 3 anos. Eh, se a empresa tá indo bem, não tá indo bem. eh, ou seja, se ela de fato tem tá saudável o suficiente para isso. Então, foram os requisitos e aí sim o patrimônio líquido é um requisito para o limite de crédito. Então ele ele dá a orientação de qual é o limite de crédito possível. Eh, ele guia o quanto que você pode ter ou não de linhas eh aprovadas pelo FINEP. Mais perguntas? OK, vamos lá. Sim, temos mais uma. No caso da do Cláudio, eu queria aqui fazer um
destaque. O Cláudio tem uma participação ativa no nosso chat aqui, acompanhando, interagindo bastante. Cláudio pergunta: "No caso da pequena empresa, a contrapartida é de 10% e os 90% são através do agente de crédito. Sabe me dizer se é necessário garantia real sobre esse montante, total ou parcial, caso necessário? É, aqui aqui em relação à pequena empresa, né, nós estamos falando ali de uma contrapartida financeira de 10% em relação ao valor total do projeto. E aí ele tá, por exemplo, se ele se ele está aí, na verdade neste modelo só é elegível o arranjo simples, né?
Então, estamos falando de projetos que podem ir de 5 a 25 milhões. Os outros 90% eles são financiados através da própria chamada. Então aí é contrapartida que a chamada vai complementar em relação ao valor do projeto. E neste caso, como é uma subvenção, aqui nós não estamos falando da necessidade, né, de um de um de um retorno. Então a contrapartida da empresa, ela é específica nesse modelo, né, financeiro e os outros 90% do valor total do projeto serão custeados pela própria chamada. Perfeito, perfeito. Roberto, mais pode chamar mais uma. Claro, os internautas têm preferência. Nós
estamos aqui para atendê-los. É isso aí. O que o Brasil vai trazer neste ano para ganhar espaço no mercado internacional e crescer com exportações, Sendo possível até reverter o déficit da balança comercial no setor? Uma boa aí pra Juliana, hein? [risadas] É essa eh não é uma pergunta fácil de de responder, mas é interessante. A Santia atua em dois segmentos. O segmento de jeansware, que é o basicamente o tecido de denware. Quando a gente pensa eh no segmento de jeansware, de denortações são pouco significativas, pouquíssimo mesmo significativas, abaixo de 2%. Eh, assim como as exportações
também não são significativas. [roncando] Eh, já na work a gente tem uma importação significativa, principalmente de tecidos sintéticos. Eh, para reverter, basicamente, o que a gente precisa ter é uma indústria competitiva. Eh, e aí a gente tem que caminhar eh com esforços e obviamente que a parte quando a gente fala de financiamento com taxas de juros eh adequadas, isso faz com que motive as empresas a buscar essa competitividade. [roncando] Eh, o setor têxtil nacional é forte e tem capacidade, sim, de competir internacionalmente quando a gente pensa, pelo menos nas linhas aqui da santista de jeans
e de work. Eh, mas a gente tem Competidores muito fortes. Eh, no nosso segmento, ele é basicamente uma o setor comercial, ele tem uma balança favorável e é explorar efetivamente eh oportunidades com tecnologia, tá? Então, nossos tecidos de workware que têm funcionalidades, eles têm níveis de exportações possíveis em, principalmente aqui na América Latina, o Brasil é um um forte produtor desses tecidos. Algum complemento, Fernanda, Felipe? Isso. Eu ia justamente, né, eh, pegar um gancho aí da fala, eh, para complementar essa questão de que o SENAI, né, aqui como distrito tecnológico, nós estamos aqui para isso,
né, para impulsionar a indústria com relação a essa competitividade, né? Então, nós temos aqui uma área de materiais avançados, aonde a gente pode tá apoiando aí as empresas e as indústrias que têm interesse, né, de trazer um tema, né, de um novo desenvolvimento. E aí nós podemos dar esse apoio para arquitetar essa solução, né? E, né, sendo contemplado aí essas essa solução no edital, né, estamos aptos aqui para Est desenvolvendo esse projeto, né, nós temos aqui uma equipe muito competente de pesquisadores, mestres e doutores que podem estar puxando esses projetos aí junto com a indústria,
fazendo com que ela seja aí mais competitiva e lance novos produtos e que esporte mais, né? O Roberto, um rápido comentário sobre essa questão crítica que tá sendo posta aqui agora. O último ano em que o Brasil teve superá na balança comercial de têxis e confeccionados foi em 2025, desculpa, 2005. 2005. H, e 2005 foi o ano em que, digamos assim, acabou uma certa ã transição pela entrada da China na OMC que se deu em 2001. Nós negociamos, Brasil e China, nós negociamos um período de cotas e de uma entrada não tão violenta, eh, desde
que a China acedeu a OMC. Bom, foram 4 anos, mas de lá para cá eu meço muito a competitividade na sua capacidade de atender o mercado Local e o mercado mundial. Essa é uma referência muito clara. E nesse aspecto o Brasil, eh, por razões próprias do famigerado custo Brasil, que eu posso listar aqui e 10, 12 itens, mas vamos ficar os principais que nós identificamos no trabalho com Boston Consulting Group, tem empregar pessoas. Eu não tô falando de salário, tá? Tô falando do conjunto da obra, eu tô falando de causas trabalhistas, tô falando de rotatividade,
tô falando de absente, falando de um conjunto financiar os negócios. A taxa de juros que o Brasil pratica no geral, ela é inviável. ela não viabiliza um projeto de investimentos de um setor que tão disputado. Ainda sobre o aspecto de conquistar mercados, você tem toda essa linha da necessidade de uma boa infraestrutura. Então, todos esses itens foram mapeados e agora foi aberto uma consulta, aberta uma consulta pública, eh, para que as pessoas possam contribuir eh com propostas para redução do custo Brasil. Agora, eh, quando você olha paraas empresas, você tem a parte que é das
empresas, tem a parte que é do setor, tem a parte que é do país, que é macro. e pelos números de comércio internacional da indústria de uma forma geral e a nossa em particular, nós nos últimos 20 anos perdemos espaço para atender o mercado doméstico, ou seja, sofremos muito com o ataque das importações e perdemos espaço nos mercados, inclusive mais próximos eh da América do Sul, que eh começando até pela Argentina mesmo. onde você então a agenda de recuperação da competitividade passa obrigatoriamente por inovação, tecnologia, eh processos adequados, máquinas e equipamentos modernos, eh fortalecer essa
cadeia eh produtiva da matéria-prima até o consumo final, que no Brasil tem esses elos todos eh dentro do país ou quase todos. Então, se nós trabalharmos de uma maneira melhor em termos de ambiente macro e fortalecendo essa agenda interna de inovação e investimentos, nós vamos Poder aproveitar melhor eventualmente o acordo Mercosul, União Europeia, né, que a União Europeia vai ser uma panaceia, que a Índia também fez acordo com a com a União Europeia. Nós estamos negociando com o Canadá, nós estamos negociando. Então é a primeira vez que nós fechamos um acordo que a gente chama
um acordo premium em termos de mercado. É esse que União Europec demorou mais de 20 anos para ser concluído. Então essa é uma agenda que está no nosso texto 2030, porque se você não for competitivo lá fora, fatalmente o lado de fora vai ser competitivo aqui dentro. E isso passa por isso que nós estamos discutindo aqui. Só que não só através do Finep, através de também outros mecanismos de financiamento, porque o FINEP sozinho não vai dar conta do recado, assim como o BNDS sozinho não vai dar conta do recado. Trabalho com Fernanda. Isso, Fernanda. Temos
um tema para trabalhar. Esse ano trabalho com os resíduos têxteis e estamos trabalhando um app de PGS da moda. Essa pergunta veio pelo Instagram, pelo Imoa, o Instituto IMOA lá de Pernambuco, tá? Na verdade é um Comentário, tá? Ah, legal. Não, maravilha. E a gente tem uma linha aqui também de circularidade, né, dentro de materiais avançados, eh, já faz parte assim, né, de eh esse esse tipo de tema de resíduo, né, a gente trabalha muito em todas as verticais aqui do distrito. Então, se vocês têm um desafio e quiserem nos procurar, né, fiquem à vontade
aqui que aí a gente vai colocar os nossos pesquisadores para poder entender, né, o resíduo, as caracterizações que devem ser feitas e aí arquitetar uma solução também. E acho que até para comparar, pessoal, desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, Roberto. Eh, a possibilidade, como a Fernanda comentou, de trabalhar com uma circularidade, né, de resíduos têteis e a gente pode pensar em vários tipos e e pensar em novas aplicações. Essa é uma experiência que a gente tem aí também, né, para avaliar novos mercados e como a gente consegue trazer isso tudo para dentro da cadeia e abrir novos
mercados para as empresas também. a gente vem trabalhando e conversando sobre vários projetos com temáticas bastante semelhantes. É, cc circularidade é um tema muito em alta, né, hoje, né? Então, todos os projetos que a gente desenvolve aqui no Distrito, uma premissa é essa questão da sustentabilidade, né? Então, quando o produto ele perde ali a sua eficiência, como que isso vai pro meio ambiente? Isso pode virar um novo produto, né? Como que você trata essa questão do resíduo? Então, eh, a gente tem aqui uma equipe também preparada para tá apoiando nesse sentido, tá? OK. Só queria
eh lembrar novamente, algumas pessoas entraram, a live já estava acontecendo e elas perderam o início da nossa apresentação, só para reforçar, então, que essa live fica gravada com todas as informações e pode ser assistida no YouTube na íntegra logo depois. eh dessa conversa aqui ao vivo. E aí, vamos já a gente já tá se encaminhando pro final. Eu queria pedir pro Felipe fazer rapidamente, vamos fazer um pouquinho de serviço. Felipe, o pessoal tá perguntando como faz para acessar a consulta pública? Qual é o caminho das pedras? Bom, pessoal, acho que em relação a toda a
parte do regramento, eh, a gente tem isso diretamente no portal da FNEP, tá? Então, diretamente, né, colocando eh FNEP mais inovação rodada dois no Google Ali de forma muito simples. Ele já faz o direcionamento pra plataforma e lá vocês vão conseguir acessar todo o regramo, tá? É super importante, né? Porque aqui nós estamos falando de um edital. Cada edital ele tem suas regras, ele tem ali seus critérios de elegibilidade para as empresas. Ele traz também de forma muito clara quais são os critérios que vão ser avaliados em cada projeto. Aí falando aqui de critérios técnicos,
qual que é a pontuação que vai ser trazida, né, para para cada um desses critérios também. Então a gente sempre traz como orientação paraas empresas que ela tenha um entendimento muito claro em relação a quais são as regras de cada edital, né? porque a gente precisa seguir esse regramento em todas as etapas para consequentemente o projeto ser elegível e depois a gente entrar, né, num numa avaliação ali de mérito técnico em relação à escrita. Eh, a gente pode, né, por essa questão aí do entendimento, por experiências anteriores, claro, auxiliar em todo esse processo também, mas
a nossa orientação é que a consulta sempre seja feita com base, né, no regramento de cada edital, porque cada um ele tem suas especificidades. Então, é super importante que esse entendimento esteja, né, muito claro ali antes da gente buscar acessar aquela fonte ali de recursos. OK. Fernando, antes de encerrar, eu queria só passar paraa Fernanda. Fernando, é hora do seu merchandis. Então, perguntando aonde é essa unidade que você trabalha. O distrito tecnológico ele fica em São Bernardo do Campo, né? Então ali vindo pela Ancheda, Ancheta, né? Vi Ancheta Sentido dos Santos na saída 21A, né?
fica ali do lado da Scânia, eh, do lado do SESI, antigamente, muito conhecido como SENAI Mario Amato e hoje distrito tecnológico do SENAI São Paulo, tá? Então, nós estamos localizados, né, nesse eh nessa região. Se vocês colocarem aí no, enfim, no Google, né, vai aparecer ali o endereço certinho. É Rua Vitória Maria MS Ramos, número 330, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo. Bom, gente, eu acho que eh como é o objetivo nosso, cada conversa aberta procura trazer temas de interesse para a indústria e pro setor. Ah, não é exaustivo, nem pode ser. Portanto,
o grande foco, o grande objetivo é trazer o assunto à tona e a partir dele os desdobramentos vão se dando com as partes interessadas. se manifestando e procurando o Senai, nos procurando para indicarmos os melhores caminhos, os melhores trajetos para aquilo que é fundamental, que é o investimento. Quer dizer, sem investimento nós não vamos a lugar nenhum, não vai ter competitividade, não vai ter nada. Por outro lado, continuamos enfrentando problemas sérios de custo capital, porém estamos trazendo aqui, mesmo que em caráter não tão abrangente, uma fonte de recursos. de 3.3 benciais que poderão ajudar empresas
em projetos de 5 milhões, 10 milhões, 15 milhões, 100 milhões. Então vamos aproveitar aquilo que a gente tem. Eh, porque realmente é uma, do meu ponto de vista, apesar do Brasil ter várias deficiências, mas nós temos esse ecossistema BNDS, FEP, SENAI, eh, que funciona. Nós temos que potencializar mais tudo que é feito Através dessas instituições com nosso apoio, com as empresas, de maneira que o Brasil não só seja competitivo para atender eh o seu mercado local, que já não nos pertence mais, como também conquistar mais mercados mundiais. os acordos estão sendo feitos, as regras que
estão sendo estabelecidas de meio ambiente, de rastreabilidade, etc., são intensas, principalmente do lado da União Europeia. H, o setor texto tem vários ativos que ele pode explorar e isso tudo, evidentemente, vai ganhando robustez se nós temos capacidade de construir bons projetos, sejam de menor porte, seja de médio porte, sejam de grande porte para poder fazer os nossos negócios prosperarem. Então, eh, são 20:4. Eu gostaria, eh, se vocês concordarem, é que cada um dê uma palavra final para aqueles que estão nos acompanhando, eh, de forma a mostrar sinteticamente aquilo tudo que a gente pôde discutir aqui
e que foi muito bem apresentado por todos. Começo com a Fernanda, depois vamos pra Juliana e terminamos com o Felipe. Pode ser. Perfeito, Fernanda, por favor. Bom, reforço aqui, né, a mensagem de que eh o SENAI ele tá à disposição, né, para as empresas e indústrias que tenham aí temas de projetos, né, e que nós estamos à disposição para poder apoiar aí nessa arquitetura de solução e desenvolver esse projeto aí que seja mais mais um projeto aqui, um case de sucesso, né, no nosso país. E é isso. Obrigado, Fernanda. Juliana, é, acho que só reforçar
como indústria de que é uma linha possível, eh, não é não é tão simples de acessá-la, tem uma construção de projeto, mas sim, é possível e uma vez conquistada ela de fato ajuda porque taxas e prazo eh são muito bons. Realmente é um diferencial dessa linha. Obrigado, Juliana Felipe. Bom, vou aproveitar aqui e mixar um pouquinho as duas falas. A gente costuma dizer que o Senai funciona muito sob demanda, né? Então, na verdade, tudo que nós temos internamente precisa ser revertido pra indústria, né? E e entendam isso também que a Juliana falou como Senai sendo
ali um agente, né? para poder encurtar os caminhos e de fato a Gente conseguir entregar soluções, né, que fortaleçam a indústria e que possam ali na ponta, como a gente diz, trazer ganhos operacionais para todos vocês. A gente fica à disposição. Obrigado, Felipe. Bom, gente, obrigado aqueles que nos acompanharam até agora. Eh, obrigado aqueles que nos acompanharão posteriormente vendo a gravação. Roberto, mais uma vez parabéns aí pela coordenação e organização da conversa aberta, que é um programa que vai ao ar de 15 em 15 dias. normalmente me tem como moderador, mas nós temos variado aí
os moderadores. Recentemente fizemos uma conversa aberta sobre as mulheres na indústria têxtil. Então só teve um homem participando que foi o Marcelo Prado do IM dando uma apresentação do que que ele identificou nas suas pesquisas. Depois foram as mulheres que levaram o programa à frente, inclusive uma delas é o colega do Roberto conduzindo aí a organização. Então eu acho que vamos aproveitar o que nós temos. Os desafios não são pequenos, mas existem oportunidades. E a despeito de tudo aquilo que a gente vê, que nos chateia, que nos incomoda, eh, de notícias que nós preferíamos que
não Existissem no nosso país, mas há espaço, há espaço para fazer bem feito. Tem muitas pessoas fazendo coisas que fazem a diferença e certamente vocês que participaram conosco, não só como apresentadores, mas aqueles que ficaram como audiência tem feito o melhor pro Brasil e isso que faz a diferença. Obrigado. Uma ótima semana e desejo desde já aos aos da religião católica uma feliz Páscoa e no domingo e amanhã começa a Páscoa judaica, o PS para aqueles que são da religião judaica. Então, uma feliz Páscoa, o maior ecumenismo possível para todos. Muito obrigado. Então, pessoal, muito
obrigado. Obrigada. Так.