Olá queridos ouvintes sejam bem-vindos ao psicot tox você está ouvindo o psicot tox um podcast independente E aí pessoal bem-vindos a mais um episódio do psicot hoje o nosso tema é um tema muito especial que nós vamos falar um pouco sobre a terapia focada na compaixão ou tfc né uma abordagem terapêutica que tem ganhado grande espaço pela sua eficácia em lidar com sofrimento humano e para essa Conversa nós temos a honra de ter aqui conosco a professora Dora Renata Ferrares né E também a descente Isabela que tá ali no nono período de Psicologia eh e
estamos muito felizes com a presença de vocês para para est dialogando sobre isso Renata muito obrigado por ter aceitado o nosso convite a gente estava muito ansioso para ter essa conversa com você Eu é que agradeço agradeço muito o convite e tenho certeza que a gente vai bater um Papo bem legal agora bem legal mesmo eu tenho certeza Isabela Obrigado também né por ter aceitado o nosso convite Eu que agradeço a oportunidade É uma honra estar aqui com você eh através desse projeto e também com a professora Renata que é um grande nome e é
quase que uma lenda é uma lenda é todo mundo que que que a gente conversa que já passou pelos ensinamentos né da da professora Renata é assim é unânime né como você é querida Ah eu fico muito feliz gente mas lenda é Meio estranho né parece S assim a lenda do conhecimento né digamos de passagem porque então tá bom Senão fico assim pensando que eu tenho quantas centenas de anos eu tô brincando eu tô brincando eu agrade você é muito jovem ok eu agradeço a gente fala que que a gente eh vê você como uma
lenda é porque até então a gente só ficava no campo da Imaginação né ela dando aula como que é ela como que é uma Supervisão a gente ouve falar tão bem você porque e os nossos professores eh São alunos seus a maioria E aí a gente tem aula com a sua filha então assim eh Coitada da Maria né coada da Maria mas olha todos todos os alunos que agora são professores de vocês e que foram meus Estagiários e que passaram por mim sempre foram muito queridos eu acho que a gente uma característica é é é
a gente no caso eu né Eh gostar demais do que eu faço então Acho que de alguma maneira acaba né ah aparecendo de alguma forma e por isso tá aqui com vocês hoje é muito bom é uma alegria é muito grande eu tô me sentindo em casa que bom que bom e tenho certeza que a gente vai fazer um uma linda conversa que bom e a aproveitar para agradecer a Maria também que fez essa ponte né a Rafaela minha namorada que também de uma colaborada e obrigado viu Maria Clara e Rafaela vamos começar falando de
terapia focada na compaixão Né me fala um pouco assim Renata eh como que ela se diferencia das outras abordagens como que ela surgiu na né vamos vamos começar ali de como surgiu a terapia focada no compaixão OK Rafa vamos lá então ah a terapia focada na compaixão ela surge eh pelo menos de uma forma mais expressiva nos artigos nos livros depois do ano 2000 né mas todo esse processo ã de construção da abordagem do Paul Gilbert é anterior a isso e ele conta uma coisa que eu acho fantástica como é que ele começou a perceber
a importância de se olhar para um uma mentalidade de cuidado Ele conta o seguinte bom o o Gilbert sempre foi ele é um psicólogo inglês o Gilbert e e ele sempre foi eh muito voltado a discutir as questões da Psicologia evolutiva quando a gente pega a terapia cognitiva bequi clássica e pega o livro né Eh terapia cognitiva dos transtornos da personalidade você Vai ver Gilbert o tempo todo como referência porque a base de todas essas terapias para explicar as questões adaptativas e desadaptativas da personalidade é a psicologia evolutiva e ele nós poderíamos dizer assim que
é o grande psicólogo evolucionista que a gente tem na modernidade né é impressionante que ele estuda como ele estuda visão que ele tem o conhecimento que ele tem eh e ele conta que nesses trabalhos que ele Desenvolvia um pouco na terapia cognitiva bequi né ainda nessa discussão e nessa interface ele começa a perceber uma coisa que os clientes quando eles vão conversar eh e vão contar a experiência mental de como eles falam com eles mesmos essa voz interior que a gente tem elece que aqueles em maior sofrimento tinh um tom de voz consigo mesmo consigo
mesma muito agressivo vou dar um exemplo para vocês entenderem tá eu posso pensar Assim nossa Renata como tá calor hoje E como você tá incomodada com esse calor isso é um tom de voz ou eu posso pensar assim Ô Renata mas que calor que você tá hoje talvez p e você tá incomodada com esse tom de voz você pensaria assim rafaa s comor é ô então esse tom de voz é que chama a atenção dele ele fala por que será que nós precisamos dialogar conosco mesmo de uma maneira tão dura uh agressiva né agressiva Isa
exatamente Então ele eh começa a a se perguntar o que que acontece e quando ele faz essa pergunta ele não fica num campo só das questões vamos dizer assim filosóficas ele vai paraa psicologia evolutiva e ele começa então a tentar entender eh como é que se formam e quais são as mentalidades que nós temos né e ele começa então a entender que seres humanos tem mentalidades sociais e o que que é isso você sabe que eu existo na tua mente Rafa a Isa sabe que eu existo Na mente dela aliás existia antes vocêes disseram até
que eu sou uma lenda eu não acho que eu sou mas enfim no campo da Imaginação Campo da Imaginação exatamente vocês tinham uma imagem sobre mim e eu sobre vocês né que boa boa muito boa o Rafa tá sempre entrando nas minhas lives eu digo raa Tudo bem então Eh particularmente sou fã isso eu sei então Eh o que que acontece nós sabemos que nós existimos na mente do outro e Isso se chama metacognição só A nossa espécie é capaz de saber muito precocemente quer dizer criança ali bebezinho primeiro ano de vida um ano e
pouquinho Ele já sabe que ele existe na cabeça da mamãe e do papai porque o papai e a mamãe existem na cabeça dele Uhum Então como é que eu quero existir na tua mente Eu quero existir na tua mente eh a partir de uma perspectiva de ranqueamento Eu quero existir na tua mente dizendo assim eu tenho que ser a Pessoa mais legal mais interessante mais ok e eu posso entrar numa mentalidade competitiva com todas as outras pessoas porque eu preciso existir na mente de todas as outras num ranqueamento muito superior e eu entro numa mentalidade
competitiva ou eu posso querer existir na mentalidade de das pessoas a partir de uma perspectiva de cuidado eu quero que aquelas pessoas que pensem em Mim pensem em mim como eh alguém que se interessa se preocupa e realmente está eh de uma maneira saudável obviamente eh preocupada com o bem-estar e disposta né e disposta exatamente a implementar exato é compaixão exato e disposta a cuidar especialmente do sofrimento que compaixão é isso as pessoas têm uma uma grande dificuldade de entender o que que é compaixão né para a terapia focada na paixão compaixão é pode perguntar
Isa e Muito se confunde também com a empatia né porque isso na eh na minha cabeça as duas são semelhantes Mas elas têm um uma ação diferente tem é na verdade a empatia ela é um dos elementos que vão compor a compaixão por quê Porque a compaixão é o seguinte eu preciso eh querer por conta dessa mentalidade de cuidado eh acessar e me envolver com o sofrimento o meu e o do Outro certo E para isso eu preciso de empatia uh eu preciso eh ter esse movimento de ir ao encontro desse outro empaticamente e enxergar
esse sofrimento agora eu posso ficar só nesse nível olha e digo eh você você tá sofrendo e isso é muito ruim Nossa como isso é doloroso mas eu não me comprometo com eh a mudança desse estado nem em você e nem em mim mesmo então eu não fui compassiva eu só fui empática então empatia Isa é o Primeiro movimento é um movimento de eu conseguir olhar pro outro enxergar ver esse sofrimento no outro eu só posso fazer isso por conta de um conceito que a gente chama de humanidade compartilhada eu ou seja eu sofro eu
sei o que é sofrer então quando eu vejo o Rafa sofrendo quando eu vejo você Isa sofrendo eu digo Ah isso é sofrimento porque eu fui empática mas eu só posso ser compassiva e isso significa fluxos de compaixão se eu disser assim e então O Rafa tá sofrendo e como eu posso me envolver de forma saudável para tentar ajudá-lo a aliviar ou a eh se preparar para uma próxima situação de Sofrimento então envolve antes de tudo abrir espaço na mente pro sofrimento por isso não é uma abordagem simples nem de se fazer nem de se
experimentar não é uma coisa simples experimentar compaixão e muito menos fazer terapia Focada na compaixão tanto pro quanto pro terapeuta E aí quando você fala eh que tem que exercer a compaixão de uma forma saudável como que seria uma forma não saudável da compaixão Boa pergunta Isa é ela frisou muito né ass de uma forma saudável exato É na verdade uma grande questão é a segu existe fadiga de compaixão sim tanto pro cliente quanto pro terape pro terapeuta S existe fadiga de compaixão quer dizer existe uma fadiga de estar numa mentalidade de cuidado a resposta
é sim e não como tudo em psicologia certo isso isso depende da da disposição que a gente fala né do comprometimento né na verdade Depende de algumas coisas vou tentar explicar de uma forma mais breve né Eh Veja a a gente não não vai poder ficar o tempo todo numa mentalidade de cuidado uhum eh dentro dessa visão da tfc né Eh o ser humano tem um cérebro e Esse cérebro ele foi eh evolutivamente adaptado para três grandes mentalidades sociais a mentalidade de cuidado a mentalidade competitiva e a mentalidade de sexualidade tem mais mas essas três
são as três principais e isso tudo vai e dialogar ou melhor vai fazer uma cont contradança uhum de tal forma que você não vai encontrar uma mentalidade pura você não vai ver alguém só numa Mentalidade de cuidado eh você vai ver uma mentalidade de cuidado com alguns elementos competitivos uhum né Por quê Porque de fato a gente vive numa sociedade inclusive que favorece o tempo todo e exige o tempo todo que a gente faça faça o melhor faça mais e se a gente se envolver nesse processo a gente adoece uhum né então que o primeiro
ponto é dizer assim não existe só exclusivamente uma mentalidade de Cuidado embora ela possa ser preponderante e ela deveria ser preponderante quando ela não é nós vamos ter todas as possibilidades sombrias que a gente vê na humanidade quer dizer se for prioritariamente competitiva a gente no campo das Guerras dos tribalism h de todo tipo até não da produtividade exatamente de todo tipo de eh lado sombra que a gente possa experimentar porque também faz parte do nosso psiquismo eh o processamento da Agressividade a gente tem amídala a amídala tá ali para também eh poder processar esse
tipo de evento eu gosto muito de uma ideia do Gilbert quando ele diz o seguinte num dos livros dele eh que e e e eu tive oportunidade né de de de de assistir várias palestras dele e fazer uma pequena formação com ele também então eh ele sempre diz o seguinte olha se colocarem um filho meu em risco e eu estiver na frente desta pessoa que está colocando a vida do meu Filho em risco eu não sei o que eu sou capaz Pode ser que eu mate alguém e isso assusta a gente né porque gente fala
não eu não tenho esse lado sombrio eu seria incapaz de todos temos de um extremo deste e ele diz assim não nós somos capazes de tudo porque dentro de nós há tudo porque dentro de nós existe uma biologia um cérebro complicado ele usa essa expressão é um cérebro complicado né que eh foi projetado nisso tudo então é possível haver uma fadiga De compaixão que era a tua primeira pergunta você agora eu vou voltar lá n quer dier longe costurando para chegar lá onde eu queria existe fadiga de compaixão e de cuidado quando os fluxos do
Cuidado ou da compaixão estão desequilibrados nós temos três fluxos de compaixão bem estudados a o cuidado vamos chamar de cuidado que fica mais fácil pro pessoal pra galera entender sabe então eu cuido do outro Uhum E Muitas pessoas têm isso muito exacerbado Elas têm uma característica cuidadora muito grande então elas cuidam cuidam cuidam cuidam né só que se a gente ficar só cuidando a gente entra em esquemáticas vou chamar assim a gente entra em processos de subjulgação de autossacrifício a gente fica extremamente orientado para esse outro e perde a possibilidade de se ver e de
ver suas próprias eu ficar só olhando pro outro Empaticamente como a Isa tava dizendo eu fico olhando a necessidade dele e eu posso ficar só num movimento de cuidar dele cuidar dele cuidar da necessidade dele não olhar pras minhas necessidades desequilibrou o fluxo segundo fluxo o outro cuidar de mim receber cuidado e aqui há infinitos medos bloqueios e resistências à compaixão a gente estuda isso a escalas que a gente utiliza para medir nos clientes quanto medo bloqueio e resistência eles têm a compaixão ou Seja serem compassivos com os outros ah que isso vamos Me Fazer
de bobo sim que é você oferecer o cuidado é muito deturpado hoje o conceito de compaixão né ex Med é o medo um medo é um receio um bloqueio o contrário também eu vou receber cuidado não e v eu necessit eu não preciso ou vão achar que eu sou fraca ou vão achar que eu sou tô adoecida não não eu é o complexo do Salvador né eu boto a capa do Super Homem da Mulher Maravilha e vou então eu tenho medo bloqueio resistência receber cuidado ou compaixão e o terceiro fluxo ser compassivo consigo mesmo dar
e oferecer Cuidado para si mesmo e a e muitas pessoas também terão medos bloqueios e resistências em relação a isso afinal de contas como que a gente vai cuidar do outro se a gente não se tem o próprio autocuidado o próprio autocuidado e o medo a resistência e o bloqueio de ser Autocomp passivo tá muito ligado à seguinte ideia eh se eu começar a ser muito Light comigo hum eu eh posso fraquejar Então essa voz que a gente estava falando que o Gilbert descobre lá no começo dura crítica né Severa consigo mesmo diz assim você
não pode baixar a guarda senão você vai ficar fraco Você vai ficar ã acomodado exatamente Isa então o que que a gente faz jamais consegue ser Passivo consigo mesmo porque não quer se sentir frágil vulnerável e entendeu erroneamente que precisava ser duro consigo mesmo S aí é uma outra história Rafa que é onde começa isso tudo né a gente não nasce assim é esse crítico interior ele veio das nossas experiências com todos os nossos cuidadores que não são só o papai e a mamãe né não vamos crucificar papai e mamãe de cabeça para baixo os
educadores nós temos professores a gente tem Sociedade a gente tem eh tios tias professores vizinhos Eu costumo dizer que quando a gente vai pra escola a gente tem os amiguinhos da onça e todo o bullying que a gente sofre então todas essas experiências elas vão criando medos bloqueios resistências a compaixão a oferecer compaixão a receber compaixão e se de repente eu parar de receber o cuidado se eu não tiver mais o cuidado do outro e se eu ficar sozinho e não tiver cuidado é melhor eu não desejar é Melhor eu não querer is ent entra
o medo também né de como vai ser esse cuidado do outro exatamente como é que ele vai cuidar de mim será que ele vai cuidar como eu quero que ele cuid à vees eu não quero me ferir mais né porque a gente fala sobre pessoas que que tem um um um um grandes assim experiências negativas né Em relacionamentos interpessoais que às vezes a pessoa ela se isola porque ela não é porque ela não queira ter esse cuidado né Mas é porque ela já foi tão Ferida que ela não quer arriscar ser ferida mais uma vez
né exato mas acontece que esse relacionamento que foi fraturado uhum fraturado fraturado exatamente ele não foi eh construído numa mentalidade de cuidado ele foi construído numa mentalidade competitiva hoje em dia relacionamentos interpessoais infelizmente não só os nossos relacionamentos eh interpessoais eh afetivos conjugar não isso né até pai mãe professor professor é muito feito na Mentalidade de competição né você é o ficar que né Eh agora eu vou vou confessar que eu tenho uma certa idade exa nos anos 7080 isso não extia mas te digo que me incomoda bastante é e a esse ficar geralmente ele
ainda é feito na mentalidade de com na mentalidade competitiva Uhum E essa mentalidade quando ela é competitiva Ela fratura a relação porque a experiência é carregada de vergonha de Humilhação ã culpa culpa né então é isso tudo é complicado mas assim aí é um outro podcast a gente pode falar só de relacionamentos interpessoais olha de verdade você tá em casa tô vendo mesmo sempre que quiser voltar a gente tá disponível para você mas percebe como é é é complicado é é entender a mentalidade que tá em curso Então medos bloqueios e resistências a compaixão tão
muito acionados a a uma história de Relações interpessoais em que a a competitividade a mente competitiva né e eh eu eu eu eu a gente costuma dizer que a mente competitiva é isso é você saber que eh na sua mente só existe o eu uhum né então assim exemplo rápido Como é que você sabe que uma pessoa tá numa mente competitiva quando ela tá tentando reparar um um relacionamento que ela fraturou um garoto ou uma garota que ela magoou e Ela tá lá de volta mandando WhatsApp o tempo todo e e chamando para sair e
mandando figurinha e mandando vídeo como é que você sabe que a mente é competitiva eu não posso ficar sem você isso Isa eu preciso de você exatamente eu eu eu é só voltado para si próprio exato na mente só existe eu eu não não consigo ficar sem esse amor eu não consigo que acha que é amor né não necessariamente atual isso né exatamente então eu eu eu eu é Uma Mente Competitiva eu tô competindo comigo mesmo eu tô competindo com o garoto com a garota eu tô competindo ã com todas as possibilidad como fala bma
é bma né que ele fala sobre os amores líquidos os amores líquidos exatamente né então assim a mentalidade competitiva gera muitas fraturas e é muito interessante como a terapia focada na compaixão ela ela surgiu dessa necessidade né de de de entender não só os os pensamentos e os comportamentos Mas também eh o impacto né que os sistemas emocionais como como de ameaça por exemplo ele tem no nosso dia a dia agora Você tocou num ponto importantíssimo né que é um outro Pilar da tfc que são os três grandes sistemas cerebrais que a gente tem vamos
falar sobre vamos F Vamos então a gente tem o chamado sistema vermelho na abordagem n que é amídala é o funcionamento amidal ar e ele é eh totalmente serotonergic né Então quando a gente vai pensar isso bioquímicamente biologicamente eh a gente vai des de sempre ter um sistema de alarme que vai ser ativado então se você tá em cuidados eh desde que você nasce em que esse sistema de alarme é muito acionado e aí a gente já entra numa outra discussão Ampla que é a natureza e as condições que um cuidador tem para cuidar de
uma criança quando ela nasce e E aí já é é vínculo é relação de apego vamos imaginar um Cuidador uma cuidadora muito ansiosa que a gente chama de apego Ansioso né Eh tudo que a gente tem no início da vida é muito físico por isso que as nossas experiências muitos dos nossos esquemas muitos dos nossos Sofrimentos Eles não têm conteúdo eles têm sensação porque começam muito cedo que pontual e a inscrição tá lá na amida lá entende Rafa entende Isa então o que que acontece você acaba tendo só uma Sensação de sistema de alarme ligado
e você não sabe muito bem o que que ligou porque a gente entende que tem muitos condicionamentos clássicos que são constituídos super precocemente é um tom de voz o que o bebê reage ele reage ao calor do colo dos Pais ele reage ao tom de voz do papai e da mamãe des desde de do útero do útero né da mãe é do útero tanto que se você por ISO que fala quanto é importante conversar com a criança exatamente você bota a criança o Bebê no teu colo e começa a respirar aham E aquele bebê se
acalma hoje dia até é muito comum né Eh quando assim que o que a criança nasce ela não só vai pro colo da mãe assim para ter aquele primeiro contato mas também pro pai né sim sim sim mas isso pode ser Ok ou não ok É depende da história de gestação a gente tá falando de esquemáticas que podem ser construídas Como foi essa gestação exatamente que Podem ser ter sido construídas de forma tão precoce tão precoce que ali já tem uma uma hiperestimulação na formação do sistema nervoso central uma uma uma gestação em que a
mãe o tempo todo deve inundação de cortisol e adrenalina por qualquer razão como é que você acha que o cérebro dessa criança foi formado então ele é hiper é um cérebro que já nasce com uma certa Hipervigilância uma um certo hiper funcionamento de sistema vermelho e aí ela vai pra vida e agora ele tem um sistema vermelho que se aciona com pouca coisa uhum né Então esse é o sistema vermelho alzinho al exatamente por qualquer eh evento são as pessoas extremamente ansiosas hum ag você vai dizer assim bom E aí não tem remédio porque você
começou tão cedo não tem remédio Claro que tem isso é o lindo Cérebro é plástico graças a Deus E sabe como é que se cura é mas é isso mesmo Já graças a Deus a natureza a Darvin não Ok tá tudo cer qual que a sua crena exatamente a natureza aos a ciência graças à Ciência a evolução tá tudo certo né Mariana tá me olhando com um cara de julgar [Música] ele tá assim você meteu essa não fica tranquilo porque se vocês olharem lá o Meu currículo eu tenho graduação em Teologia Inclusive inclusive gostei muito
Renato tenho graduação em teolog e a eh a questão dos estudos sobre a espiritualidade n espiritualidade exatamente mas aqui a gente pode falar graças a Santos aos santos neodarwinistas vamos falar assim então vamos lá mas então tem sistema Vermelho e o que é que faz com que a gente possa diminuir esse sistema vermelho sistema verde e sistema verde é Sistema de tranquiliza e sistema de tranquilização é opioide endógeno se sistema vermelho é sistema nervoso simpático adrenalina com coração disparado boca seca eh sistema de alarme em último volume tá Cardia H Néia sistema de tranquilização é
sistema verde é opioide endógeno é vago ventral e a gente tem hoje muitas técnicas corporais Eh muitas formas eh de eh eh meditação e respiração diafragm ex técnicas de relaxamento de respiração que vão fazer com que esse sistema de tranquilização possa ser muitas e muitas e muitas vezes acionados mas você sabe o que que é que aciona Esse sistema é amor amor de verdade então quando a gente tem uma relação seja com eh um um outro garota uma outra garota um homem uma mulher Eh eh a os bichinhos de estimação nossos cuidadores nós cuidando das
pessoas amor amor de verdade Ei que sistema vermelho não dá conta do sistema Verde D né E aí isso tudo vai se transformando uma biologia vai se transformando só que a gente acabou não falando de um terceiro sistema que é o sistema DVE falar que é o azul que é o sistema eh todo dopaminérgico né porque ele é o Que te impulsiona paraa ação Uhum mas qual a ação a ação eh vinculada ao sistema vermelho que é se proteger a Qualquer Custo de qualquer coisa e aí a gente volta né naquela naquela parte Inicial como
é que eu abro espaço na minha mente paraa experiência que é uma experiência de sofrimento uhum né dizendo assim olha eu vou abrir esse espaço e abrir esse espaço Tá ok porque eu não preciso deixar esse sistema vermelho Pulsante eu posso abrir esse espaço que é o é o é o azul que faz isso né no sistema verde suspendendo o julgamento me vendo como um observador me olhando de longe dizendo isso dói dói e eu tô sentindo no meu corpo e eu posso desacelerar esse corpo desacelera Slow Down Slow Down e isso é bom e
eu posso fazer isso eu m m no campo do autoconhecimento né exatamente aí a gente chega no ponto que eu Respondo a pergunta da Isa e a tua que é o seguinte fazer terapia de terceira onda terapias processuais e principalmente terapia focada na compaixão é um mergulho é abrir-se completamente abrir espaço na mente né para um autoconhecimento verdadeiro e aqui é dizer assim olha eu sou um lado luz e eu sou um lado sombra e eu sou alguém de valor sabe lembram do divertidamente Dois quem assistiu não assisti ainda oh não eu tive feedbacks muito
ruins não então assistam não vai sair tem que assistir não tem jeito eu vou dar um pequeno spoiler pode dar não tem Riley lá no final quando tá tudo muito difícil E a consultoria gente do filme teve consultoria da nef que é a além do Gilbert a nef é o outro grande nome fada na compaixão ela vai por um outro caminho el esc isso e ela escreve muito sobre Compaixão autocompaixão feroz é uma outra história muito legal também pra gente discutir num outra oportunidade mas assim a consultoria de maing fess e de compaixão foi da
nef legal lá nos créditos você vai ver né E aí o que que aparece né a Riley tendo que se pensar e aí são flashes né que são pensamentos e sentimentos todos ao mesmo tempo de inúmeros momentos em que ela é o melhor a melhor Riley que ela pode ser o sorriso dela é o melhor Sorriso a ajuda dela é a melhor ajuda h e e e a o jogo né de w dela ali de dela é melhoro humil as amigas e quando ela integra aquilo tudo ela diz apesar disso tudo eu sou uma boa
pessoa eu sou uma boa garota eu tenho valor isso é lindo isso é compaixão é você poder olhar abrir espaço para esse sofrimento que você sabe que você causa e que causam em você e dizer assim mas eu tenho Valor é lind e sentir né não é só pensar eu sinto eu sinto que tenho valor é lindo e aí e puxando para um tema ali que eu gosto bastante que é o amor próprio você acha que quando a gente pratica autocompaixão com nós mesmos eh a gente consequentemente tá construindo um amor próprio ou você acha
que são processos distintos Olha que essa pergunta é Ó Rafa agora pergunta capciosa na gostei gostei gostei Renata Responde essa vamos Lá olha Eh eu vou tentar te responder da seguinte forma eh explicando um pouco dos processos de o eu né amor próprio antes de tudo é a gente conseguir desenvergar um self não tem jeito de ter um self assim totalmente des desenvergada desde si uhum por que que eu vou dizer isso porque a gente vai sendo criado com muitas experiências de Envergonhou e a experiência de envergonhou Ela é complicada porque as pessoas quando vão
nos apontar erros e falhas e nos criticar elas não apontam o que a gente tá fazendo mas elas falam sobre quem nós somos então eu não digo assim Isto que você está fazendo eh tá não tá legal eu digo você não é legal eh Néa exatamente então é um Envergonhou processo de envergonhou é do eu como um todo é da pessoa como um todo é de um episódio em específico exato E aí o que que qual é o problema disso tudo eu vou entrar em processos em que eu começo a acreditar nisso Uhum E que
aí essa vergonha que era externa porque alguém que estava fazendo isso comigo ela vai ser internalizada e vai passar a ser uma vergonha interna e essa vergonha interna ela é Extremamente prejudicial quando ela eh não está ou melhor né quando ela começa exatamente o que você tava dizendo Isa a Gerar na gente a falta de amor próprio Porque como é que eu posso amar um lado meu quer dizer aqui que a gente começa a melhorar a gente tem muitos lados essa é uma grande sacada da da da terapia focada na compaixão da própria terapia do
esquema que vai dizer assim olha a Gente não tem um selfie a gente tem um multi self Mult self a gente tem vários lados sim e o nosso trabalho é integrar esses lados então eu começo a a poder perceber que tem um lado meu que talvez eu pudesse querer amar mais melhorar mais e ser mas pleno plena eh mas se eu não tenho ajuda com isso porque lembra que começa de fora sim se o envergonhou começa de fora e isso é Uma coisa que o Skinner fala que eu falo olha os behavioristas radicais nesse ponto
dão uma lição e tanto na gente você é o que o outro diz que você é até que você consiga começar a Perceber quem de fato você é qu fato Porque de fato Quem olha alguém aqui escolheu ser ser humano não não mesmo alguém aqui São perguntas que o Gilbert faz alguém aqui escolheu ter o o o sexo que tem masculino ou feminino Não não alguém escolheu a família que tem não não Alguém escolheu o nome que tem não não de início nãoé de início não depois a gente a gente até aceita na verdade não
e a gente até pode depois criar um nome social isso é lindo isso é uma uma maravilha do século XX eu acho também sabe mas ã Você não escolhe Grande passo né e isso significa o quê você não escolhe ponto e vírgula por muito tempo você não escolhe e é o outro que vai te contando e se você você não puder perceber que aquilo que o outro tá Te contando é só uma possibilidade de todas as possibilidades de quem você é e que o mundo tá te contando a natureza tá te contando um pouco de
quem você é o teu cachorrinho o teu gatinho tá te contando um pouco de quem você é as outras pessoas todas estão te contando um pouco de quem você é mas no fundo só você sabe quem você é quem você é e esse processo de autoconhecimento é perene é ao longo da vida Inteir até exato até o momento em que se perca a consciência definitivamente ou não né a morte a gente pensa que é pelo menos naquele momento mas é uma outra não não vamos deixar aí assim nas ideias né tipo também mas aí agora
Isa respondendo objetivamente para você amor próprio amor próprio é uma construção difícil porque muitas vezes o amor que a gente sente pela gente a gente confia Essa construção totalmente ao outro e o outro não sabe quem a gente é então não à vezes não sabe quem quem quem ele próprio é exatamente ele nem ele sabe quem ele é foi o que a gente falou n como que a gente vai exato então pera lá que amor próprio é esse se eu ainda estou com ter terceirizando essa conceituação de amor próprio entende então assim a Compaixão no
sentido de que ela é um processo que exige esse autoconhecimento essa apertura essa imersão abrir espaço para eh você e não só saber quem você é sentir quem você é Ah é lindo porque aí sim é um enorme amor próprio aí ele é próprio mesmo mas isso é um processo é um processo de construção de mente compassiva que tá tão complicado a gente fazer hoje que precisou de uma terapia Que nos ensinasse a passar por um processo de construção de mente compassiva que é um grande Carro Chefe da ter FC né o que a gente
faz é trabalhar uma percepção compassiva uma atenção compassiva uma memória compassiva e um processo então de integração como da Riley ind divertidamente dois em que ela é capaz metaforicamente de ter acessado ao mesmo tempo eh pelo menos do ponto de vista da Sensação tudo o que ela de fato é hum abrindo espaço e aceitando e acomodando nela e dizendo no final e sentindo isso eu sou alguém de valor é isso que no fim a gente quer fazer em psicoterapia né gente pois é fala um pouco aí como como é a terapia focada na compaixão né
como que ela como como que significa essa compaixão eh e como essa qualidade né Ela é fundamental no processo terap então uma terapia focada na compaixão Ela começa como toda terapia né então você vai fazer certamente ali uma entrevista uma entrevista de anamin entendendo investigação uma investigação de sintomas de queixas né mas a leitura que você vai fazer desses sintomas e queixas é a luz dessa teoria de processos que vai tentar dizer assim bom como é os muitos lados desta pessoa como eh são os vários selvis desta pessoa o que ela tem de eh modo
saudável de modos de funcionamento Saudáveis modos de funcionamentos desadaptados e tentando entender aqui eh Sem dúvida nenhuma os processos deu de mentalidade dela ela funciona prioritariamente num uma mentalidade competitiva ela funciona numa mentalidade compassiva ou mais de cuidado que que tá imperando então a minha leitura ela é uma leitura diferente e aí a gente vai fazer conceituação de casa olha que legal a gente faz conceituação de caso desde a Terapia fiana né que vocês têm lá disciplina eu sei que é com a Maria né camaria ela dá a mesma a mesma disciplina que eu lá
na UFO né O que me honra muito o que me honra muito ã e E aí então lá a gente já vê P ituação de caso né dados de Infância ã e quais são as crenças centrais adaptadas des adaptadas estratégias de enfrentamento eh situações em que isso acontece Crenças centrais crenças secundárias pensamentos automáticos a gente faz cons Inovação de e eu não conheço nenhuma abordagem que veio depois dessa que não se propõe a fazer de alguma maneira conceituação do caso que conceituação do caso é mais do que um diagnóstico classificatório usando uma macid 11 ou
um dsm5 trum embora a gente precise dessas coisas para se comunicar numa equipe multip Ah não não não não não Gente ninguém iria num cardiologista que Não entenda de sistema cardiovascular exato certo então a gente precisa dessas coisas mas ao mesmo tempo a gente preferiria um cardiologista que conhecesse o corpo humano como como todo e como tudo tá integrado com o sistema cardiovascular ser mais seria mais interessante que são os terapeutas de terceira onda ele conhece de Diagnóstico mas ele é capaz de olhar bonito na tfc né porque ela ela Ela traz uma integração muito
ela Traz Ela traz muito Rica né ne neurociência de neurociência de eh transpessoal até mesmo do budismo né Muito muito muito de influências budistas o Gilbert ele faz uma releitura interessantíssima sobre eh como todos esses elementos que vão aparecer no budismo são na verdade arquétipos e arquétipos que ele vai fazer uma releitura então do Jung Uhum mas ele vai entender arquétipo como eh Po gênico ele vai entender tudo isso como um a partir de epigenética e vai dizer assim olha gente a mente da gente funciona com algoritmo Então se o ambiente aciona um conjunto de
genes Eita nós como diz nós vamos naquela construção então por exemplo ele vai dizer assim olha a gente tem uma mente por exemplo preparada para esperar salvamento E salvadores aí você fala isso que a gente Terceiriza Exatamente mas você fala mas por que que a gente tem uma mente para isso por um motivo muito simples gente pensa sapiens sapiens nas Savanas e eh se ferindo eh ali na caçada e tendo que ficar para trás é se não existisse uma mentalidade de cuidado vínculo né num bom inglês a que eu acho mais bonito do que vinculo
né que é aquela coisa de sabe como se atarrachar mesmo isso Exatamente se não tivesse isso não tinha quem voltasse para te buscar e se você não tivesse esse uhum como é que eh nós poderíamos ter desenvolvido senso de comunidade senso senso de família senso de comunidade senso de sociedade então ele vai dizer isso pra gente olha o algoritmo tá lá sinto muito né Você vai ficar esperando um Salvador e dentro das pessoas há um Salvador disponível Também compreende e isso é genética epigenética cérebro qual é o problema quando isso quebra se isso quebrar você
vai ficar lá né como diz uma música antiga do Erasmo Carlos agora vocês vão ver como que eu sou velha mas gosta sei que vocês fez os sei que você fez os seus castelos e sonhou ser salva do Dragão desilusão meu bem quando acordou estava sem ninguém sozinha no silêncio do seu quto é procura a espada do seu Salvador que No sonho se desespera Porque jamais Vai livrar você da fera da solidão que profundo que é o grande terror que a espécie tem Rafa e Isa o que o Gilbert vai nos dizer é o seguinte
no fim das contas cza eu posso querer ir embora de qualquer lugar mas não me expulsem isso é extremamente doloroso porque nos ameaça profundamente porque a espécie não podia sobreviver no ostracismo indivíduo da Espécie não poderia viver no ostracismo da vida então a gente tem Pânico de uma solidão imposta embora a gente possa querer muito vezes ficar sozinho quietinho para descansar relaxar e dar um tempo mas não me ponha para fora da relação eu posso dizer eu quero ir me deixe ir eu preciso ir mas mas ainda assim não chega ser num assim que eu
penso né não chega a ser uma solidão em si porque a solidão em si assim a seria muito muito e Mas é isso Que ele vai dizer o problema tá na nossa mente tá na nossa mente que nos ilude o tempo todo entendendo que se alguém te convidou a sair de uma relação V falar bonito né te botou para fora vi né te botou para fora da vida tem milhões de outras possibilidades mas a sua mente te engana e aquilo naquele momento é de muito sofrimento porque é um algoritmo da espécie Mas também é um
algoritmo da espécie se abrir abrir-se para a experiência metacognição e entender que eu posso me vincular e ser cuidado e cuidar de muitas outras fogas ã então assim é uma abordagem complexa o nosso cérebro é muito complicado por conta você pontuou né próprio porque é uma evolução gente que aconteceu lá nas Savanas sim e o que nós estamos vivendo hoje tem o quê uh a sociedade que nós construímos hoje tem quantas Décadas verdade sete décadas S dos anos 50 para cá sete décadas oito décadas não tem 100 anos gente pro um cérebro que foi desenvolvido
em milhares e milhares e milhares de anos nós lutamos com forças muito Poderosas mas felizmente nesse cérebro também a todos os algoritmos para o cuidado né então o problema é quando quebra tudo foi feito para adaptar mas Desadaptadas próprias forças iniciativas sistema Azul drive me colocar eh em busca de relações não fraturadas porque eu tenho valor porque eu posso porque é é impossível entendem mas a gente tem isso no cérebro também tem sistema Azul tem sistema verde não tem só sistema vermelho cza com certeza que profundo eu tô tentando ailar todo esse conhecimento é um
grande é um é uma Grande desconstrução pra gente exato tipo é um é um olha tão desconstrutivo e construtivo ao mesmo tempo meso que eh assim eh o próprio Gilbert diz assim eu não sou uma terapia de Nós não somos tfc não é uma terapia de terceira onda ele diz é outra coisa é outra coisa aí outra coisa é é tentar entender processos evolutivos né por isso é que você me perguntou da terapia né e a gente chegou nisso tudo que eu tô falando da terapia então vocês imaginam a complexidade de Montar uma conceituação de
caso dentro dessas perspectivas todas então o que que a gente faz Calma que não é tão complicado assim Senão Ninguém vai querer ser terapeuta focado na compaixão a gente começa pelos processos de vergonha interna e vergonha externa porque esse que impede Uma Mente compassiva de cuidado de se manifestar e de se estruturar então a gente precisa compreender bem eh a mente as Mentalidades e portanto a gente começa para entender a dor e o sofrimento e para poder compreender porque que é tão difícil abrir espaço para isso eh entender os processos de vergonha externa e vergonha
interna dos nossos clientes que estratégias eles desenvolveram para lidar com isso e como é que eles acabaram construindo medos bloqueios e resistências à compaixão e aí todo o trabalho é em torno de um processo de Autoconhecimento que se permita eh junto né com o cliente Acho que por isso psicologia Clínica gente é lindo é maravilhoso porque é uma aventura a gente é convid dado né falo que é uma não é uma profissão é um ofício a gente é convidado pelo outro o tempo todo de caminhar para caminhar ao lado caminhar ao lado enxergando todas essas
questões e enxergando o que de fato né Quais foram os medos Quais foram os bloqueios Quais são as resistências a essa Mentalidade mais compassiva e convidando na relação terapêutica por isso que o terapeuta precisa também de um autoconhecimento muito muito bom eh a adentrar com coragem Uhum que isso é compaixão com coragem e amorosidade a própria história que cada um de nós tem e olhar para elas e Reconfigurável veio da gestal terapia só que quem eu coloco na cadeira agora é o self compassivo é o meu selfie envergonhado é eh as min os meus multi
selvis mas é técnica de cadeira que são boas técnicas vivenciais são reescritas de imagem que é um outro tipo de técnica que a gente usa muito em terapia do esquema mas que a terapia focada na compaixão também faz muito treino deais com bondade amorosa com técnicas de autog gratidão e Gratidão então é uma reconstrução toda voltada para sentido da vida e propósito na vida é isso que as terapias psicoterapias estão descobrindo Hoje eu preciso fortalecer os nós precisamos nos fortalecer enquanto pessoas os nossos lados bons os nossos lados fortes nós precisamos acolher aceitar e transformar
as nossas sombras sim e nós precisamos revisitar nossas histórias Com compaixão com eh força e com muita coragem de abrir-se ao sofrimento mas com um propósito de formá-lo na direção de um significado de vida útil Se você não souber se eu não souber para que que eu tô aqui Qual é o sentido da minha existência não adianta gente Qual é o sentido do psicot para vocês isso é um é um é algo que que visita frequentemente Meus pensamentos assim porque para mim não faz o não faz sentido tudo isso para no fim não ser nada
entende e não precisa ser daqui um ano do anos é hoje à tarde hoje à tarde hora que a gente tiver revisitando o nosso dia porque a gente devia revisitar nosso dia todas as todos os dias a gente pudesse dizer assim cara que legal foi hoje de manhã naquele psicot em que a gente pode falar de tanta coisa legal e que eu Renata no sentido que eu dou pra minha Existência Valeu vai ter valido Rafa vai ter valid lua vai ter valido nos Bastidores Só que eu acho que às vezes e trazer a minha visão
tá Nós seres humanos a gente pensa muito num propósito muito grandioso e aí a gente esquece de olhar pras pequenas coisas coisas que a gente faz no dia a dia então por exemplo você falou de revisitar a nosso dia e e pensar assim poxa como que foi e De Grande valia participar desse podcast Eh aí no seu caso Ah quanto eu contribuí pra formação daqueles dois decentes de psicolog de todos que estão aqui né escutando a gente escutando E então da sociedade no geral né porque a gente foca muito no no grande a Eu quero
mudar a humanidade Eu quero mudar a sociedade e a gente não Foca no no que a gente tá fazendo pro outro que tá do nosso lado às vezes dentro da nossa casa eh a gente não não olha que forma que a Gente pode contribuir para auxiliar o outro a a ter uma uma existência melhorim resumidamente eh como somos individualistas exato principalmente na modernidade né que sempre te cobra uma produtividade muito grande um individualismo assim Aham com muito carinho pessoal eu vejo na profissão também isso sabe tipo assim hoje um grande individualismo sabe talvez olhar até
pro pro próprio cliente que você tá ali né que o paciente que você tá ali Assim Hum como alg algo que parece não como como não como alguém como alguém sim exato parece que pro outro é penoso olhar pro próximo é dói dói humanidade compartilhada é o termo em défice ex sim pode doer uma humanidade compartilhada Mas ela é compartilhada né mas eu diria para vocês o seguinte é o problema tá no individualismo de Uma Mente competitiva vocês estão falando de um individualismo de uma mente competitiva e eu diria que oa convite é um convite
para uma Pessoalidade numa mente de cuidado porque a vida é um eh voo num avião que pode de vez em quando despressurizar despressurizar cair não cair não calma deixa eu explicar eu des numa despressurização quem você tem colocar a máscara primeiro sim não bota máscara na criança primeiro morre você e morre a criança uhum primeiro você coloca a máquina a máscara de oxigênio em você uhum e Imediatamente coloca e salva tantos quantos você puder uhum processos de autoconhecimento para processos compassivos de Cuidado então a mente de cuidado ela equilibra a mente de a mente competitiva
desequilibra a pergunta é uma só o tempo todo e eu me faço depois que fui fazer essa formação o tempo todo Renata Qual é a mente agora você tá numa mente competitiva Eita Eita olha entendem mas é é isso fala um pouco Assim mais assim sobre e esse equilíbrio do sistema cerebral né o equilíbrio desse sistema na tfc na tfc é o seguinte né Se eu pedisse para cada um de vocês desenhar agora o tamanho do sistema vermelho que é o sistema de ameaça vocês o sistema azul que é o sistema de Ah direcionamento para
uma ação de vocês e o sistema verde de que tamanho de se não precisa responder eu ia eu ia responder aqui não mas o meu vermelho não tá tão ótimo ótimo mas foi um Grande terapia me deixou na dúvida me deixou na dúvida 100% e na verdade o que a gente quer equilibrar esses três sistemas porque a ameaça existe gente uh não é para dizer assim olha o mundo é um lugar lindo maravilhoso não o lado sombra existe a gente tem mente competitiva sim essa mente competitiva ela pode eh se fundir a Uma Mente de
sexualidade sombria antes da gente começar a nossa conversa aqui é nos Bastidores né a gente teve uma Aula toda essa história R Diana Vamos fazer um contexto dentro dessa história Ei lá ó quem qu por favor por favor Renato queria tanto é atual que a gente tá por dentro vir dentro de uma perspectiva de tfc é o que a gente chama de lado sombra ren né o lado sombra é um um lado que todos nós temos claro né mas que algum de nós vai tê-lo de uma maneira assustadora uhum né e o que a gente
tá vendo é um um lado Sombra de uma mentalidade de sexualidade sim e competitiva imensa a serviço de uma Indústria a serviço de uma Indústria você começa a pensar se alguém pode passar por Hollywood ou pela indústria mus musical americana sem passar por processos de violência e graves sim N sem passar por situações muito abusivas de muitas ordens uma uma das situações desse caso mais falada era do do Justin né do Justin Bieber Justin Bieber né então assim o quanto isso é É adoecedor sim é adoecedor a gente vê a gente vê no o processo
de vida do próprio Justin né exatamente de de como foi a e e também assim a par aí a gente fala da comão né exato quer dizer como do do quanto existiu também a parcela da sociedade para esse cara né não e quanto quando ele vai e entrar em movimentos compassivos quer dizer assim não vou fazer o show não vou fazer o show eu não Dou conta de fazer o show no último rock Nossa tô arrepiando no último rocken real ele chegou assim como ele aham é por quê Porque a indústria exige um movimento competitivo
uhum e e e e e e e o fã não necessariamente tem uma mentalidade de cuidado com o seu ídolo exato exato ele pode ter uma mentalidade extremamente competitiva E aí ele fala também né o quanto que mesmo com dezenas de fãs Ele se sentiu tão tão sozinho e abandonado sozinho Exatamente é o que eu I de pontuar no último rocken Rio foi foi muito debatido assim entre os entre os psicólogos né Inclusive a forma como ele chegou né porque ele veio de um de um processo também aqui no Brasil muito ruim para ele né
onde pessoas atiraram objetos nele e tudo mais e aí ele ele chegou todo encapuzado assim de todo protegido tipo assim eu estou aqui mas não estou né tipo assim que que vocês vão como vocês vão me sistema de ameaça sistema fermo tá lá em cima né máximo Com todas as estratégias possíveis que se a gente for uma terapia do esquema que eu acho lindo o casamento da Terapia do esquema com a terapia focada na compaixão n Na verdade o que eu faço como pesquisadora é o tempo todo tentar estabelcer relações entre terapia do esquema e
Terapia focada na compaixão mas assim ele entra num protetor desligado que é a evitação afetiva né não quero sentir nada né assim explícito explícito eu tô aqui mas eu tô Afetivamente desligado e como existiu esse movimento esse movimento também a partir desse caso do do do é did né é did que fala diri é e e e e como existiu esse movimento da sociedade para olhar para essa situação de uma forma mais compassiva né mais como exatamente mas assim precisou vir essa são é mas são as duas mentes gente eh Basta ver eh por exemplo
toda a a a a a a expectativa que se fez na rede para tentar entender a beonce nessa história Toda exato era quase predatório beonce Jennifer L é quase predatório quer dizer ah então tá Como é que aquela garotinha cuidadinho pelo pai tava no meio disso tudo e o que que significa esse clipe aqui e e e pera lá que mente é essa E por que que foi compassiva com isso né tipo porque porque não é só que aí a gente entra na na questão de assim eh às vezes todas essas pessoas no início elas
eram entre aspas normais e é a partir do momento que você começa a Ser abusado e colocado naquele meio tóxico você não tem como sair Às vezes a gente tenta eh justificar a ação do outro mas na verdade a gente não para para analisar o que que aquela pessoa passou para estar naquele lugar o ambiente que ela viveu PR altamente competitivo e predatório né ex é na verdade abuso gente abuso é estressor de grande monta uhum né assim durante muito tempo se quis fazer um ranqueamento de estressores e a gente Sabe que não não dá
muito sabe para fazer isso não mas a gente sabe que e Abuso em termos de estressor tá muito próximo ainda mais abusos desta natureza repetitivos em ambientes tão predatórios eles estão para para a campo de concentração gente os estudos mostram isso né então assim é é é sério tudo que veio à tona É sério agora o mais triste O mais triste é pensar que tudo isso veio à tona e uma das hipóteses é que isso tem a ver com as questões políticas Internacionais né quer dizer é um pouco eh biden versus eh me fugiu o
nome trump trump é não é nem biden mais é o trump versus A TR camala exatamente a camala então quer dizer é é complicado isso porque é mente competitiva uhum na veia né o o o o Eu imagino que e eu indicaria só que ele só existe em inglês o o o o o livro mas a gente tem um tradutor aqui mando eu mando E aí vocês se divertem né Ã que é um livro do Gilbert que para mim é o é o livro né mas não há ainda tradução pro português que é o Living
like a crazy todos nós estamos vivendo como Loucos como doidos né est mente predatória competitiva com pouco espaço pro cuidado gritando pela necessidade individualmente coletivamente de amor de cuidado verdadeiro né então o o livro do do Gilbert é atualíssimo E olha que ele levou ele conta que para escrever o Livro levou quase uma década e tá a tua alí né É É eu acho eu acho que também a sociedade ela fez um uma um movimento muito eh previsível para isso né Uhum e e eu acho que assim o o Gilbert Trazer isso é é uma
é uma forma e a gente entrar lá na esperança né ah de que haja de que haja algo né que que que pelo menos amenize Isso é esperança é senso de agência Rafa a gente tava até falando nos Bastidores né então assim o que que é esperança de verdade é é senso de agência é você fazer algo você faz algo ã no sentido da mentalidade de cuidado e a esperança cresce a consigo mesmo e com o outro cresce mas esperança não é sonho esperança é senso de agência a esperança aumenta na tua vida quando você
faz alguma coisa na qual você se sente Agindo na direção de um propósito na direção de um sentido e aí a esperança cresce por isso as obras do do são atuais né exatamente agora o que que acontece quando o contrário quando a gente entra em esquemáticas de eu não dou conta eu não consigo eu sou fraco eu vou fracassar e assim por diante primeira coisa que vai acontecer é se desconectar de Sio mesmo Sim desconecta e depois que desconectar na sequência desesperança Porque o senso de agência vai embora Uhum é por isso que a gente
sabe que desesperança é passou Setembro né mas o índice de desesperança é um marcador importante paraa ideação suicida porque perdeu senso de agência Uhum E se perde senso de agência quer dizer eu não sou mais capaz de transformar a minha vida na direção de um propósito na direção de um sentido que sentido tem a vida então gente eu eu sou apaixonada pela tfc né Eu acho que eu vou eu já tô Aterrizando né gente mais um pouquinho eu vou aposentar gentea lá né a gente também tem que curtir a vida mas eu acho que mesmo
aposentada eu ainda vou continuar eh ensinando e fazendo tudo que eu Boo em torno dessa abordagem em diálogo com a terapia do esquema porque assim é isso a vida é esperança e esperança é agência e a agência é é fazer coisas pequenas como disse a Isa não precisa você ficar tentando fazer uma coisa grande né ensaiando grandes Movimentos na vida hum hum ensaia movimentos pequenininhos e faça Mude mude mude E aí agora voltando um pouco pr pra questão da da sociedade difícil do tanto que a gente vive hoje numa sociedade muito crítica sim muito crítica
então com facilidade você pode pegar o celular abrir o Instagram e entrar no no primeiro vídeo ali que você vai ver uma chuva de comentários críticos Eh que diminuem o outro e como que a gente pode eh lidar com isso lidar com isso e praticar paixão com nós mesmos e com o próximo porque assim estando convivendo com tanta entre aspas toxicidade a gente sente muita dificuldade Eu imagino falando de mim mesma né Eu sinto muita dificuldade de fazer a compaixão com o próximo sendo que o outro ele é muito difícil é Já diz o Sartre
né o inferno é o Outro mas tudo bem aí é uma outra história os existencialistas é uma outra história mas eu vou te explicar Isa e eh eu acho assim que é uma coisa muito simples e muito complexa de se fazer Uhum E aí a explicação é a seguinte ã a crítica seja no Instagram seja no no que mídia for em que mídia social for ela vai est ali ela sempre teve de outras maneiras a questão é construir dentro da gente Um porto seguro e uma base segura Senso de proteção E aí eu vou explicar
o que que é isso rapidamente eu posso na vida ficar tentando me proteger usando para isso várias estratégias de segurança mas eu não vou me sentir protegido vou dar um exemplo Bem simples vamos imaginar que você vá tô tô pensando numa eh numa história que no nosso grupo de tfc ã Emanuele Manu que tem lá o vida Iluminada tava contando Ela disse assim ah eu tenho muito medo de cobra quando eu vou à Fazenda eu faço um monte de coisas para evitar possibilidade que tem cobra ali né então eu coloco bota eu coloco meia eu
vou olhando pro chão para ver se não tem nada eu fico ouvindo né barulho ou seja Manu faz eh muitos comportamentos de segurança mas não necessariamente vai se sentir protegida porque base segura e Porto Seguro é algo que a gente aprende no colo com os cuidadores E se a gente não teve a gente vai ter que aprender na vida nas relações com as pessoas que é você perceber numa relação com a outra pessoa que ela tá dizendo assim para você ó você consegue viu você dá conta pode ir que eu tô aqui e você pode
dar esse passo que você quer dar e se acontecer alguma coisa volta que eu tô aqui eu sou Porto Seguro para Você isso pode ser um professor isso pode ser o pai a mãe claro mas pode ser um professor pode ser um amigo pode ser um grande amor na sua vida que diz assim vai pode ir dá o passo vai tá um um passo meio atropelado você tá meio que aprendendo a fazer o movimento mas eu tô aqui eu não vou embora e aquela experiência forma dentro de você uma um senso de proteção Porto Seguro
base segura é quando você nas relações Porque infelizmente o Skinner tá certo é na relação que se constrói tudo entende você encontra outros que tão te mostrando o teu valor o teu significado a importância o que eles vem de bonito de força em você e do mesmo jeito que você pode colocar para dentro envergonhou você pode colocar para dentro essa base segura Uhum que a relação tá construindo com você e que você pode fazer em qualquer momento da sua vida Quando você tem internalizada Porto Seguro e base seguro segura ou seja você diz assim eu
vou fazer uns movimentos meio atrapalhados mas eu vou arriscar porque eu sei que se acontecer alguma coisa eu posso voltar me fortalecer e ir de novo ir de novo Tem que tá internalizado Isa entende então eh não vá à rede Se você não tiver e se exponha na rede Se você não tiver feito esse processo de Autoconhecimento ainda que pequenininho uhum e que tenha um pouquinho de base segura e de Porto Seguro porque claro que eh comportamentos de segurança são importantíssimos é você saber o que que você coloca na rede como você se expõe na
rede o que que você apresenta compreende isso é comportamento de segurança mas só vai doer a crítica se tiver Eco lá dentro se tiver autocrítica senão você vai dizer assim Hora que a pessoa te Criticar é eu acho que não me conhece bem e tudo bem ou você vai dizer assim caramba não é que esse negócio que eu fiz Tá esquisito mesmo eu acho que eu preciso melhorar nisso mas não vai te destruir porque o porque essa base segura e esse Porto Seguro vai fazer você dizer assim pô o que essa pessoa tá me dizendo
vai me fazer pensar e dizer é esse trem aqui tá meio trem é de mineiro hein Gente esse negócio aqui tá meio Estranho e eu posso melhorar um feedback né É só um feedback ou às vezes a gente vai pensar assim ah isso diz mais sobre o outro do que sobre muito Aliás na maior parte das vezes diz mais sobre do outro do que sobre nós mesmos na maior parte das vezas ISO Tem um ditado muito popular que é quando Pedro me fala de Paulo is mais de Pedro do que de Paulo Paul Exatamente exatamente
Renata quais foram assim H identificados né os principais bloqueios que os pacientes Enfrentam ao entrar em contato com a terapia focada no compaixão eu acho que na verdade não não é a terapia que os bloqueia são os próprios bloqueios medos e resistências que eles têm a cuidar e serem cuidados vou reformular reformula então ra os principais bloqueios que h é que bloqueia um paciente ali de desenvolver a a compaixão melhorou Melhorou melhorou fez mais sentido agora Fez fez enquanto você não conseguir Eh se eh e eh aceitar não primeiro acho que é assim ó eh
entender o papel da competição na sua vida uhum eh quanto o a mentalidade competitiva pode te parecer a mentalidade Salvadora a mentalidade protetora uhum Enquanto isso não acontece esse insite de dizer assim tá competir Faz parte sim mas eh só competir eh me me deixa ansioso me deixa ansiosa me deixa angustiado me Desprotege você não consegue entrar numa mentalidade cuidado e toda a proposta o treino da mente compassiva é se abrir a uma experiência de cuidado olhando para a experiência competitiva e tentando integrá-la mas eu diria para você que o que deixa o paciente muito
assustado é que ele passa o tempo todo acreditando até por conta de todas essas questões sociais de que ele tem que ficar em guarda que ele não pode baixar a guarda Entra também a questão de ser Digno Uh que tem Nossa e você trouxe uma coisaa muito sível muito sensível porque todo esse envergonhou que uma pessoa possa passar na vida porque ela pode passar por muitas situações de envergonhando eh sem que ela tenha podido ter alguém que ajudou-a com base segura e Porto Seguro como eu dizia antes eh ela vai achar que ela não merece
Uhum E que quando então chega a grande Oportunidade de ser feliz e chega para todo mundo chega estranha né é uma coisa assim que diz eu acho que eu não dou conta eu acho que eu tô desprotegido para isso que é o você tá você disse lá antes é bom demais e se eu ficar sem então é melhor eu ficar na inanição uh é melhor eu ficar na privação não merecer é se condenar à privação quando se pode viver uma vida saciado de coisas boas elas estão disponíveis e elas estão muitas vezes ao Alcance mas
a gente acha que elas nós não as merecemos nós não merecemos as pessoas que nós não merecemos as oportunidades nós não e aí haja terapia né terapia haja terapia ou não né quem sabe a vida eu acho que a vida nos dá muitas oportunidades através dos nossos amigos através das inúmeras experiências compassivas que vem de tantos lugares a gente só precisa eh se abrir e diminuir um pouquinho do Sistema de alarme só isso que você disse lá no no nos Bastidores né se eu não estiver aberto de nada vale é se não h não se
não tiver abertura para a experiência e isso é um traço de personalidade Big Fire abertura para a experiência tem que ter um tiquinho né não vai não tem mudança aí você cai no neuroticismo que é muito triste né é de muito sofrimento sim e que é muito competitivo Bastante ah a compaixão em algumas culturas ela é muito vista como fraqueza e submissão né Eh como fatores culturais influenciam a maneira a gente falou isso um pouquinho mas queria aprofundar mais sobre isso eh como os pacientes recebem a terapia focada na compaixão isso é algo realmente muito
importante eh is pensando o mundo inteiro você veja que toda a base eh das eh construções de meditações e a gente tem que entender Que uma meditação significa fazer um treino de sistema nervoso central tá então quando a gente tá meditando quando a gente tá imaginando a gente tá mexendo em circuitaria cerebral Uhum mas toda a base ela é oriental ela é budista porque é uma outra forma de cultura e uma outra forma de se ver eh a vida uhum entende eh então eh eh Você tem razão a condição cultural ela vai favorecer ou desfavorecer
de uma pessoa vai favorecer ou desfavorecer Eh uma abertura maior à compaixão porque a cultura vai nos dizer muitas coisas sobre gratidão sobre bom sobre amorosidade sobre vergonha sobre vergonha porque entrando nessa nessa questão cultural eh a vergonha ela é diferente para por exemplo ah vendo uma palestra da professora Nazaré uhum eh do Sul ela fala que ao ler o o livro do Paul Gilbert eh ela enxerga que ele Fala da vergonha com muito mais peso do que nós brasileiros vemos a vergonha Hum parece que é cultural que o o o shame né a vergonha
pr pra sociedade norte-americana é é muito mais pesada e tem um um um um É isso mesmo tem um peso muito maior do que pra gente porque às vezes eh quando a gente pensa em vergonha a gente pensa nossa um ato falho alguma coisa que que eu eu cometi ali que ai eu senti muita vergonha mas já Passou sabe eu acho que pra gente a visão de vergonha é diferente é na verdade eu acho que vergonha é vergonha né então de uma certa forma eu concordo e discordo é vergonha vergonha agora a questão é Vergonha
de quê por exemplo eh vergonha da corporalidade talvez eh americanos e europeus uhum né possam ter uma relação com a corporeidade muito diferente de nós H por exemplo em relação a a mostrar e Expor o corpo uhum para nós muitas vezes é tranquilo a gente ir né e às vezes não é cultural é cultural e que pode ser um problema também quando exposto essa cultura numa leitura europeia ou americana que olha então para nós como um ol com olhar de libertin exatamente né Eh de vulgaridade por exemplo muito triste tanto o masculino limita o exato
então eu é eu acho que o país inteiro nisso exatamente Então eu acho Que assim vergonha é vergonha processos de envergonhado são processos de envergonhem do que é que nós nos envergonhamos do que é que americanos europeus chineses japoneses eh Russos ã e e e israelenses sem vergonha é completamente diferente então A ideia é o processo eu não posso olhar o conteúdo da vergonha e em DFC é assim que eu tento e procuro ensiná-la eu quero entender o processo você pode se Envergonhar com o que você quiser o Gilbert diz o seguinte praticamente não existe
um comportamento que você possa não se envergonhar dele porque isso é um processo teu e de outro vai fazer temos insite muito aí eu falo caramba e pior que esse inglês tem tem razão né não não importa quer dizer qualquer comportamento se eu quiser eh colocá-lo num processo de envergonhou eu coloco um sorriso que eu Dou eu posso colocar num processo de envergonhou um um pegar pegar um um talher pegar um copo beber uma água eu posso fazer disso um processo de envergonhou e eu posso ir para uma praia de nudismo e não sentir vergonha
nenhuma verdade porque esses processos são não deveria mesmo não tô dizendo que deveria tô dizendo só dizendo só tô mostrando contrastes tá e tô dizendo que na verdade Paul tem Razão Paul Gilbert tem razão na verdade é o processo de envergonhou que implica num eh numa diminuição você faz por conta própria um eh um um rebaixamento no ranqueamento no Quanto você vale Uhum agora por qual o comportamento ele traz isso de uma forma assim E aí né tipo tá tudo bem é isso é um processo o nosso trabalho clínico é dizer assim junto com o
cliente em processos de Insight Por que você está Eh fazendo esse processo de eh rebaixamento do seu valor rebaixo uhum né com quais propósitos entende e produzir um process e produzir um processo fica estranho mas é isso um um um processo de de eh como eu disse né Eh autoconhecimento que diz ok se o que eu fiz é algo que pode ser refeito melhorado e e tá eu pisei na bola eu vou lá e faço Isso entende e consigo e e e aí não entro numa mente competitiva né entra numa mente de cuidado em que
eu vou lá reparo a fratura da relação com o outro na minha mente a minha preocupação é esse outro na minha mente não eu eu eu eu mas eu acho que o po é tranquilo em dizer pra gente assim não a cultura tá aí ela vai obviamente favorecer esse ou aquela visão de comportamento mas eu tô olhando pro processo o processo é porque você nesse momento está fazendo um Rebaixamento do ranqueamento ou seja por que você tá se vendo como alguém completamente sem valor que deve ser expulso da do grupo a Punta pera é só
isso ele é um gênio nesse cara ele é um gênio E aí quando você fala de reparar para fazer esse processo de reparação a gente precisa se criticar e aí entra naquela questão que Que é abordada também dentro da da da tfc que é o autocriticismo s tem o autocriticismo que ele é saudável saudável que ele vai te levar a que nem você falou a reparação de um comportamento uhum inadequado errôneo enfim eh e tem o autocriticismo que é aquele que é patológico queo não te leva a lugar nenhum a Isa fez a lição de
casa fe fez fe menina você leu o capítul leu direitinho Ela leu é Capítulo 4ro na Veia Tô brincando Isa mas ó você pegou um ponto cístio de autoavaliação sim e isso a gente chama de crítica de autocrítica saudável a eu tô me avaliando e tô dizendo Ah isso aqui eu é necessário é a gente tá ensaiando o movimento e a gente na vida e a gente acerta a gente erra e a gente pode melhorar Ah então Eh nesse ponto a gente identifica a dificuldade pede ajuda eh melhora e e e e e e e
vai paraa Frente agora o que é o autocriticismo patológico ele tem uma demarcação Clara ele eh vai estar muitas vezes associado ao que a gente chama de perfeccionismo patológico aham então é tão forte o meu autocriticismo ele tá muitas vezes na casa do alo ódio Uh que eu preciso de processos de perfeccionismo patológico entraria alo so controle tudo per entraria ali num obsessivo compulsivo que é um processo obsessivo é um é um é um processo obsessivo Compulsivo para evitar qualquer falha qualquer erro qual perda de controle né Então essas pessoas sofrem terrivelmente porque elas fazem
cenários para hoje para amanhã pro mês que vem pro ano que vem para dar aqui 5 anos para aqui 10 anos e elas ficam presas nesses cenários tentando controlar tudo e sendo extremamente perfeccionistas porque elas entendem que isso evitaria a crítica e a autocrítica só que não funciona e não Funciona Porque quanto você entra em processos perfeccionistas e de tentativa de controle excessivo mais ansiedade e menos senso de agência Esperança por quê Porque as coisas acontecem uma coisa de cada vez primeiro você vai dar o primeiro passo seja lá no que for aí você vai
avaliar tudo que aconteceu e vai dar o segundo do passo e Adaptativamente a capacidade de autoavaliação existe gente biologicamente tem que ter metacognição para isso para tentar fazer o melhor para mim e para o grupo senão a espécie não estava aqui agora exato o problema é quando o processo quebra Então você trouxe um aspecto muito importante o autocriticismo patológico ele tem como característica o perfeccionismo patológico uma tentativa desadaptada De se desenvergar e o que que acaba acontecendo mais envergonhou o tiro sai pela pular bem bem bem pontual por isso é que o trabalho gente né
quando a gente tá fazendo a terapia do cliente não é ficar dizendo para ele assim não precisa você pode errar você né não tá tudo bem errar que que pode acontecer se você errar isso funciona até certo ponto depois que que você vai fazer numa Tfc trabalha nele as forças as potências as capacidades a base segura o porto seguro Porque aí se ele errar e se falhar e se não for do jeito que a gente idealizou você vai ter flexibilidade interior você vai ter força pessoal e aqui tá entrando a psicologia positiva e a arte
também né em diálogo com tudo isso de dizer assim OK começar de novo Como diz Ivan Lins começar de novo contar comigo vai valer a pena ter Amanhecido é uma música linda do Ivan Lins bem antiga mas muito bonita Começar de Novo GO né gosto gosto Renata teve umas perguntas que a gente recebeu no Instagram tá E aí eu vou passar para você a bola eh no contexto Clínico eh como podemos apoiar os pacientes no desenvolvimento de atitudes mais compassivas em relação a si mesmos eh especialmente aqueles que são influenciados pelo contexto histórico de vida
eh que enxergam a Autocompaixão como uma forma de fraqueza essa é uma pergunta e tanto né Essa é a pergunta que vale ouro É para todo terapeuta não só para quem é da tfc né Eh eu acho que assim há vários caminhos mas aquele que eu acho mais eficaz é quando você consegue nessa história de vida em que você está recapitulando com o seu cliente eh buscar junto com ele as lembranças de força de eh Capacidade de forças pessoais e de experiências compassivas a psicologia Clínica nos ensinou excessivamente a trabalharmos com a dor e nós
precisamos trabalhar com a dor e abrir espaço para ela mas ela não nos ensinou e ela está nos ensinando agora com essas novas abordagens e principalmente depois da Psicologia positiva a olhar para uma vida que sempre tem E sempre terá experiências Compassivas Nós só precisamos ajudar nossos clientes a identificá-la para integrar todo esse processo então eu diria que assim eh eu o que fazer é uma resposta muito complexa e é um curso inteiro paraa nossa pessoa aí do Instagram mas eu posso dizer o que não fazer sistematicamente o que não fazer o que não fazer
sistematicamente é passar uma sessão inteira com uma pessoa um encontro Terapêutico inteiro com uma pessoa só fazendo é ela olhar para a experiência dolorosa tentando H dar para ela modelo de enfrentamento da experiência dolorosa isso é importante a gente precisa fazer isso sim isso é técnica vivencial uhum isso é reparentalizadora é isso que fará o terapêutico do encontro conseguirmos acessar nestas experiências nessas lembranças nessa história de vida nessa revisitação de um passado antigo ou de Um passado recente há 1 hora atrás há 2 horas atrás H ontem as forças as potências as Cap o cuidado
que se fez é essa pessoa cuidando da outra essa pessoa se permitindo cuidar em algum momento e cuidando de si mesmo nossa isso é poético demais né não isso é lindo demais então ISS é terapia que a gente faz mas é lindo demais assim n eu acho que também a forma como Você passa assim pode ser pode ser é bonit que isso é um ofício lindo B que a gente pode curar a gente acha que a gente pode curar com palavras né porque psicoterapia antes de tudo é a cura através da palavra mas eu vou
contar um negócio para vocês o que essas abordagens novas estão nos ensinando é que a gente cura com o tom da voz Uhum que a gente cura com um olhar compassivo mais um an Exato eu olho no Olho do meu cliente ainda que ele esteja lá na tela do outro lado eu olho no olho dele com cuidado eu realmente me interesso a minha Escuta ela é uma escuta ativa e compassiva E aí o meu sorriso meu olhar o meu tom de voz os meus gestos eles precisam acompanhar o conteúdo da minha fala e é isso
que torna terapêutica qualquer relação não precisa ser com um Psicoterapeuta uau é é só isso não não dá pr mas aí a gente tem que prestar atenção com como a gente tá sendo olhado né E como a gente tá sendo visto e como a gente tá vendo e assim por diante é consciência uh é sair de automatismo para processos com passivos conscientes é muito bonito né E aí poderia até encaixar a questão do mindfulness né sim atenção plena mas atenção plena a que que atenção plena a gente faz mas a gente faz atenção plena Para
um monte de coisa que não precisa ex E aí a gente chama isso de eh ruminação é uma atenção plena para aquilo que nos desfavorece Isso se chama ruminação Vamos fazer uma atenção plena plena para o que tá à nossa volta para aquilo que é real pro aqui e agora e para as nossas capacidades e potências aí fica bom muito bom como a terapia focada na compaixão se diferencia das abordagens cognitivos comportamentais tradicionais No tratamento de transtornos da ansiedade e depressão Olha eu acho que ela se diferencia eh porque por isso que eu estou dizendo
vai ter muita eh muita eh muito trabalho que vai ser feito eh olha não é que não haja técnicas comitivas nem comportamentais nem vivenciais mas acho que a grande diferença é que a gente conseguiu entender que a ativação de sistema para ático e que a gente pode Fazer isso por muitos meios e que o sistema parassimpático Mais especificamente ativação de vago ventral nervo vago vago ventral atua diretamente nas experiências de tranquilização Então a gente tem livros e livros hoje pra ativação de vago através de respiração de aut toque de ã relaxamento e principalmente de meditações
que como eu disse meditação é antes de tudo uma forma muito complexa Rica e impressionante de modificação de circuitaria neural entende então acho que essa é a grande diferença nós estamos eh mostrando a importância de uma corpor idade na terapia as terapias de mindfulness elas já mostram isso mas a terapia focada na compaixão ela vem com uma discussão quando ela fala de sistema de tranquilização e métodos e técnicas para isso que a corporeidade posições de yoga que podem Rapidamente tirar você de uma experiência de ansiedade ancoragem botar os dois pés no chão e respirar uma
coisa super simples realmente explanar o pé no chão colocar os dois pés no chão né Colocar consciência naquilo e respirar profundamente sistema de tranquilização de cuidado ativa na hora Essas são formas H novas para as psicoterapias uhum de modificação de Sintomatologia antes a gente ficava na a dessensibilização sistemática funciona enfrentamento é necessário uh ninguém vai jogar dessensibilização sistemática fora e transtorno do pânico sim entende mas é possível eh trabalhar com eh possibilidades autógenas potentes muito fortes com uma corporeidade de tranquilização um corpo que a hora que eu sento que a hora que eu gesticulo que
A hora que eu Expresso e esboço expressões faciais eu ativo opioide endógeno eu em mim e nos outros essa é a grande diferença perfeito perfeito vamos lá como a tfc pode realmente ajudar uma pessoa a se sentir melhor ou lidar com os problemas emocionais e nessa terapia qual o limite para compaixão Ah bom aqui a compaixão a gente tem que entender que é um conjunto de técnicas e compaixão ela não tem limite ela tem como a gente disse fadiga Uhum quando está havendo ou descompasso os fluxos perfeito então o o próprio terapeuta ele não vai
oferecer mais do que aquilo que é importante e necessário dentro dos limites da terapia Uhum eu não sou um e e o terapeuta Nunca será o amigo sim ele é o terapeuta Uhum eu não sou e nunca serei a mãe eu reparentalizadora terapêuticos eu nunca poderei ser a Figura afetiva eh de conjugalidade sim mas eu posso trabalhar com essas técnicas todas numa terapia de casal sim compaixão entre o casal uhum e eh entre eles Qual é o limite da compaixão é a aí a gente entra em um em um ponto mais específico né Só tem
um problema só vai não tem limite o limite só vai existir se estiver havendo entre o casal e eu estiver mediando isso como terapeuta fadiga da compaixão porque um dos fluxos Está bloqueado ou desorganizado tem alguém que tá oferecendo mais tem alguém que tá recebendo menos e principalmente está faltando autocompaixão para ambos então a resposta para o o o a pessoa que nos perguntou aqui né é o problema é o é a fadiga da compaixão e para o terapeuta na terapia tudo isso é feito nos limites da terapia e nos limites de uma relação terapêutica
relação terapêutica é relação com um terapeuta não é com um amigo e não é com Ninguém não é com o pais não é nada disso né e eu diria para vocês que como supervisora Essa é a parte mais eh exigente talvez difícil também né de de de fazer a formação de vocês que tudo se dá no limite de uma terapia Uhum E ela tem limites porque é uma relação ã eh é uma relação própria com limites próprios a compaixão não tem limites mas a terapia sim eh Quais são as evidências científicas Que demonstram a eficácia
da terapia focada na compaixão muito bem agora a psicologia baseada nas evidências né em evidências olha Eh Nós estamos vendo os primeiros estudos metanal inclusive o nosso laboratório aqui na UFO está fazendo as primeiros estudos meta analíticos eh com a técnica né Eh de treinamento de mente compassiva e o a a a a metanálise que nós estamos Fazendo eh tentando verificar a eficácia para uma população específica que a população feminina nós estamos encontrando isso é um paper que nós vamos publicar em breve né provavelmente um paper internacional porque a tfc tá muito no início e
aí a gente precisa disso né Eh eh eh eh eh também no no campo internacional mas o que a gente tá vendo é evidências de eficácia moderada então a gente entende que daqui um pouquinho todos esses Estudos meta analíticos que estão sendo feitos eh e a gente entende que primeiro a gente vai mostrar a evidência do método de treino de mente compassiva para depois mostrar a eficácia da terapia como um todo terapia certo né se a gente entra lá na apaa na apa sessão 12 que é a sessão de Psicologia baseada em evidência vocês vão
ver que eh os estudos nem sempre são de abordagens são de técnicas primeiro a gente mostra evidência de eficácia de técnica para Depois mostrar evidência de eficácia de abordagem e os estudos estão começando agora né mais sistemáticos mas a gente já tem os primeiros estudos com metanálise indicando que funciona e funciona muito bem muito legal muito legal Bom para finalizar né para chegarmos ao fim do nosso encontro que é o primeiro de muitos Renato ci basta me convidar que virei bom is quais foram assim para você agora Quais foram as maiores lições que a tfc
trouxe desde que você começou a estudar sobre ela vida profissional acadêmica assim não parei para pensar nisso mas eh eu acho que primeiramente quando eu entrei em contato com a tfc foi através da do momento ali de decidir o que vou fazer no meu TCC E aí eu pensei em falar sobre várias coisas várias coisas só que eu estou num Processo terapêutico de autoconhecimento justo e eu escutei da professora cleciane Ah temos TCC clássica temos TCC de terceira onda terapia focada na compaixão e ela falou assim jogado E aí eu gente terapia focada na compaixão
compaixão Como assim que negócio é esse negócio é esse que diferente aí quando fui pesquisar quando Fui ler um pouco ver vídeos sobre a gente trocou materiais Renata e bastante materiais e assim uau como é uma coisa que tá em falta hum a gente não pratica compaixão no nosso dia a dia nós não somos ensinados a ser compassivos uhum com nós mesmos com o outro e talvez por isso de de não ter isso hoje em dia muito claro e visível me expressou essa curiosidade Então assim a tfc para mim ela tá sendo um desafio para
entender para até mesmo achar materiais né são poucos em português são poucos e por conta de ter essa visão mais humana que a gente estava conversando até mesmo nos batidores e que que ela traz uma uma sensação de de mas ao mesmo tempo que nem respeitando os limites da terapia que nem a Renata Falou e a gente consegue ajudar o próximo sendo mais humanos e trazendo aquele ambiente acolhedor do consultório e E assim a minha terapeuta ela não a terapia focada na compaixão mas ela indiretamente faz a terapia focada na compaixão a gente faz assim
quando eu comecei a ler sobre eu comecei a a a a perceber isso e e assim para mim não sei tudo casou tudo casou Então foi uma Girada de chave foi uma girada de chave é é eu gostei do desafio eu assumi esse desafio para mim e eu acho que é por isso que eu tô estudando sobre issoa bem-vinda a vida compassiva bem-vinda vida compassiva Muito obrigada E eu espero que que eu consiga conseguirá todos nós todos nós sucesso nessa construção desse TCC e futuramente seguir esse caminho na profissão uh coisa boa eu também pretendo
seguir na tfc Também me encantei pela pela é enora ela encantadora eh Renata pra gente finalizar com você Que mensagem você gostaria de transmitir para nós de sente como uma boa docente né E que deseja explorar isso um pouco mais sobre a tfc Olha eu entendo que esse é um caminho sem volta então eu aconselho que queira mesmo que queira mesmo eu estou brincando né Olha eu entendo do que Independente de eh você o quer dizer do Do do do psicoterapeuta se tornar um especialista enfocada na compaixão ela colabora com algo importantíssimo que é eh
você ser capaz de eh identificar nos outros em você um crítico interno uh e só por isso vale a pena a leitura você dizer assim deixa eu arriscar a identificar a olhar para meu modo pro meu lado crítico e conseguir fazê-lo de uma maneira Compassiva porque sem a tfc a gente enxerga o lado crítico é o que eu fiz anos e anos e anos estudando terapia do esquema terapia do esquema é antes de tudo um olhar cuidadoso sobre as necessidades emocionais não atendidas e elas não são atendidas porque nós temos um crítico dentro de nós
que diz que nós não precisamos uh que diz que nós não merecemos que diz que até podemos Mas é com muita atenção e esforço Uhum E aí em terapia do esquema a gente aprende que a Gente precisa de logar com esse crítico e diminuir esse crítico interior e uma vida inteira eu disse bom E como é que você faz isso mesmo né até que eu comecei a encontrar os trabalhos em que terapia do esquema passou a dialogar com terapia focada na compaixão eu já conhecia o trabalho do Gilbert a partir de um teórico importantíssimo pra
compreensão de uma psicologia evolutiva E aí eu disse Ah pera lá Deixa ver como é que é isso aqui e aí descobri que eh o tal do adulto saudável da Terapia do esquema é na verdade antes de tudo um ã um um lado compassivo né então eu deixaria isso como mensagem Todos nós temos uma humanidade compartilhada e n nessa humanidade compartilhada temos dentro de nós um crítico e temos dentro de nós um Sábio Vamos ouvir os dois mas vamos deixar a vida na mão do sábio interior que há dentro de cada um de nós e
isso é um convite para todos os psicólogos em informação ou não eu quero agradecer Renato pel pelos ensinamentos que você nos trouxe hoje para mim foi muito edificante né eu que já gostaria de de ter te conhecido antes né mas tô tendo prazer de te conhecer agora e para mim foi assim um divisor de águas né porque quando a gente quando a Gente começa a estudar sobre a tfc Eu por exemplo eh comecei a estudar sobre a tfc eh a gente a gente constrói uma perspectiva muito limitada né então quando a gente quando a gente
escuta de de um de um de um profissional como você que que tá mais aprofundado nessa nessa construção né para mim esclarecedor esclarecedor exato foi muito muito importante assim para mim que que pretende seguir na área né Estudar sobre mais foi muito foi muito importante mesmo muito obrigado Eu é que agradeço Agradeço a vocês todos foi um prazer essa manhã n assim é sempre muito Como disse você edificante quando a gente tá junto com vocês e e ver né como vocês vão absorvendo e se transformando e vão sentindo a compaixão isso é lindo Eu é
que agradeço muito obrigado obrigado Rafa Obrigado Isa Obrigado todo pessoal que tá aqui nos Bastidores com a gente Obrigado também né aceitado esse Desafio Muito obrigado pela proposta foi muito foi muito bom ter você aqui com a gente também trazendo seus insights né dentro da tfc foi muito enriquecedor muito obrigado mesmo Obrigada Maria Obrigado Maria Maria Obrigada Maria Ah tá bom bom é isso pessoal a gente encerra aqui mais um episódio do psicot eh sobre a terapia focada na compaixão e os nossos episódios agora eles são mensages Então o próximo episódio vai ser só em
Novembro então fica ligado nas nossas redes sociais YouTube Spotify que a gente sempre coloca tudo lá e dia 8 lá é isso obrigado um grande abraço para vocês um beijo e falou e até a próxima e até a próxima e até a próxima e até a próxima com certeza