Bom dia, bom dia! O sol já nasceu lá na Fazendinha. Como disse o grande poeta, sejam todos bem-vindos para mais uma meditação histórica, para mais uma reflexão histórica.
Hoje, 15 de fevereiro, como passa rápido! Puxa a vida, como o ano passa rápido! Hoje, com uma meditação de Marco Aurélio, intitulada pelos nossos autores aqui de "Apenas Pesadelos".
É uma meditação muito boa que passo a comentar com vocês. Não se esqueçam, antes de qualquer coisa, de comentar, nos ajudar com aqueles procedimentos usuais que nos ajudam com os algoritmos aqui das redes sociais. E não se esqueçam também: eu costumo não referir isso aqui, mas essas pessoas que estão se apaixonando mais e mais pela filosofia têm um lugar onde serão muito bem acolhidas, que é a Sociedade da Lanterna.
Em toda a descrição de vídeo das meditações diárias, eu coloco lá para entrar na Sociedade da Lanterna. Como vocês sabem, é a nossa comunidade que reúne exatamente pessoas interessadas em conhecer mais a fundo elementos da filosofia. Eu costumo dizer que, depois que você trava contato com as coisas da filosofia, sua vida muda completamente.
Você não consegue mais se livrar disso, para o seu bem, diga-se de passagem. Não existe nenhum espaço hoje no Brasil, espaço não acadêmico, que seja tão bom em oferecer a história da filosofia quanto a Sociedade da Lanterna. Me orgulho muito do que nós fazemos lá dentro.
Então, clique aí, venha para a SDL! Você vai perceber que é um investimento que vale muito, muito a pena em você. Um investimento em você, acima de qualquer coisa.
E, claro, toda a sua família poderá frequentar a DL pelo seu acesso. Enfim, vamos lá: "Apenas Pesadelos". Limpa tua mente e controla-se!
Limpa tua mente e controla-se! Então, ao despertar do sono, percebe que tua perturbação é decorrente de nada mais que um pesadelo. Acorda e vê que tudo que existe é exatamente como esses sonhos.
Marco Aurélio, a maior parte dos nossos assim considerados problemas, das nossas perturbações — se não todas — são como sonhos ruins, sonhos que nos desequilibram, mas aos quais falta absoluta realidade. Quantas são as preocupações que nós tivemos na vida, que nos tiraram tanta tranquilidade, que nos lançaram em mar proceloso, agitado, tempestuoso, e que não deram em absolutamente nada? Nada do que a gente imaginava.
Sêneca diz que a gente sofre muito mais na imaginação do que na realidade. Essa é uma afirmação forte. Nós sofremos, sim, isso é um fato, muito mais no que nós imaginamos serem as coisas do que com as coisas propriamente ditas.
Isso envenena o nosso dia a dia, isso envenena a nossa realidade, isso atrapalha as nossas tomadas de decisão. Os nossos autores comentam o seguinte: o autor está descrevendo a maioria de nós, uma carta destinada ao seu editor. Nunca olhei para trás, embora tenha passado por muitos períodos desconfortáveis.
Olhando para a frente, as coisas a que damos excesso de importância e que não têm importância nenhuma, as coisas às quais damos tanto peso e que não têm peso nenhum. Enquanto eu faço esse vídeo, estava vendo a notícia de um político brasileiro. O cara teve três, quatro mandatos como deputado federal, foi governador de estado, foi ministro de estado, foi presidente disso, foi vice-presidente daquilo e foi.
. . não sei o quê, foi.
. . Morreu.
Morreu fulano de tal. A maioria hoje nem sabe quem é. Morreu fulano de tal.
Não sei. . .
acabou. Um sopro! Aí você pensa: quantas coisas não são assim?
Que, enquanto em vida, né, enquanto vivos, nós aqui estamos: "Nossa, por isso eu preciso ser isso, eu preciso ser aquilo, senão eu não vou ser feliz. Eu preciso do reconhecimento daquilo". E essas coisas vão se tornando motivos de preocupação para nós, vão nos afastando de nós mesmos, né?
Vão nos afastando daquilo que importa mais, que é o domínio de nós mesmos. Para, daqui a pouco, a gente morrer nada. .
. um sonho, uma sombra. Como já disse o poeta, o sonho de uma sombra é o ser humano sempre olhando pra frente, com tudo aquilo que traz de ansiedade, de angústia em relação a esse incansável olhar pra frente, sem se preocupar com hoje, com agora, com estar bem agora, olhando para as coisas do dia a dia, cotidianas, as pequenas alegrias que a vida nos traz.
Thomas Jefferson, uma vez, gracejou numa carta para John Adams: "Quanto sofrimento nos custaram os males que nunca aconteceram. " Quanto sofrimento nos custaram os males que nunca aconteceram! E Sêneca expressaria isso melhor: não há certeza em nossos medos que seja ainda mais certa do que o fato de que a maior parte do que tememos não dá em nada.
Não dá em nada! A maior parte das coisas que temos. .
. Ah, eu não vou falar isso não, porque senão o que vão pensar de mim? Não, eu preciso falar isso, mesmo sendo contra aquilo que eu penso, porque eu preciso ganhar a.
. . E aí você vai vivendo no mar de máscaras.
E você começa a fazer parte desse baile de máscaras, de fantasias que te trazem enorme sofrimento. O que vocês estão latindo aí, cachorrada? Os cachorrinhos, de vez em quando, ficam loucos com algum outro da vizinhança que passa.
Muitas das coisas que nos perturbam, acreditavam os estóicos, são produto da imaginação, não da realidade. Não! A realidade, como sonhos, elas são vívidas e realísticas no momento, mas absurdas uma vez que saiamos dele.
Pelo amor de Deus, todos nós aqui já passamos por momentos nos quais, depois de sair daquela situação, a gente fala assim: "Por que que eu fui idiota daquele jeito? Por que que eu fui assim? O que que eu tinha na cabeça, dando valor para aquilo, me esforçando tanto para aquilo, colocando tanto empenho naquilo que não.
. . ?
" Tem valor nenhum. Imersos numa realidade, olhávamos para aquilo como olhamos para pesadelos. Né?
Você acorda suado, sobressaltado. Aí você acorda e fala: "É, mas não tinha nada ali, a não ser uma projeção criativa de realidade". Não tinha nada num sonho.
Nunca paramos para pensar e dizer: "Isso faz algum sentido? " Não. Nós concordamos com aquilo, né?
Você, no meio do sonho, no meio de um pesadelo, você não vai lá para o meio e fala assim: "Ih, mas que bobagem! Olha eu acreditando em fantasma! " Enquanto você está lá no meio, você está envolvido com aquilo.
E assim somos nós em diversas situações da vida. Não, nós concordávamos com aquilo. O mesmo se passa com nossos acessos de raiva, medo e outras emoções extremas.
Tudo que nos tira de um eixo de tranquilidade, ficar perturbado, é como levar adiante o sonho quando você está acordado. É como levar adiante um pesadelo quando você está acordado e pode tomar uma decisão em relação a acordar de fato e não ficar num estado de semibalança, né? Eu estou acordado, mas imerso em medos e pesadelos que não são reais, que não têm peso real sobre a minha vida.
A coisa que o provocou não era real, mas sua reação foi. O medo pode não ser um medo de uma coisa real, mas a reação ao medo é real. O pesadelo não é real, mas a reação ao pesadelo é real.
Você acorda, e na vida é assim: às vezes nós estamos condicionando a nossa existência. Frequentemente fazemos isso, estamos condicionando a nossa existência reagindo a fantasmas, reagindo a simulacros, reagindo a obscurantismo, a obscuridade e não à realidade. E assim, a partir da falsificação, decorrem consequências reais.
É por isso que você precisa acordar agora mesmo, em vez de criar um pesadelo que vai te tirar mais e mais de uma perspectiva sensata da realidade. Falta sensatez, e a sensatez é dar peso real às coisas reais. E quando você dá peso real às coisas reais, você começa a perceber que muito do que você considera importante, porque o mundo precisa pensar assim, as pessoas precisam ver isso de você, como as pessoas vão pensar a seu respeito, etc.
, nada disso tem real importância quando você está seguro de quem você é, daquilo que realmente importa, do controle que você tem daquilo que te circunscreve. É como os históricos dizem sempre, né? Você vai se tornando praticamente imbatível, porque você não entra em competição, você não entra numa guerra que você não possa vencer.
As verdadeiras guerras são guerras com você mesmo, não é com o mundo. As verdadeiras batalhas são travadas com você mesmo. Quando você percebe isso e percebe que pode vencê-las todas por meio de treino e dedicação, você não perde mais batalhas.
O mundo está desmoronando ao seu redor, você está mais seguro porque está protegido dentro de si. Ainda que frequentando o mundo, ainda que não fugindo das coisas do mundo, mas relativizando o valor que essas coisas no mundo têm. Elas não são assim tão importantes quanto a sua paz interior, que deriva do controle do que você pode controlar.
Tenha um excelente dia! A gente se encontra aqui amanhã para mais uma meditação estóica. Juízo!
Quer falar oi, Thalis? Quer falar oi para não perder o costume? O nosso mascotinho está aqui.
Vem, S! Vem cá, deixa eu mostrar você. O nosso mascote gordo, Bergo!
Nossa Senhora, o microfone até estourou aqui! O nosso mascote gordo, Zé Berria, quando a gente pegou esse cachorrinho na rua, gente, ele era magrelo, ele era muito sofrido. Agora ele é obeso mórbido!
Por quê? Porque ele não é estoico! Onde ele vê comida, ele parte para cima.
Eu beijo, eu beijo, eu beijo, eu beijo! Tchau, gente! Tudo de bom para vocês!